Notas iniciais
Oi Jujubas! Como vocês estão??? Espero que bem! Bom, aqui está um capítulo novinho!! Espero que vocês gostem! ♥ PS: Sigam-me no Twitter: anyele14_sousa

Capítulo 11 — Palavras

Pov. Annabeth*

Aquilo me pegou desprevenida demais, ele queria me dar opções? Queria que eu aceitasse ser sua namorada? Eu nunca tinha ouvido palavras assim, nunca ninguém tinha me dado realmente escolhas e agora que eu tinha a chance de ter uma em minha vida, eu estava no mínimo confusa. Tritão foi um sonho, muito fofo fazendo isso. Olhei pra seus olhos verdes e sorri pensando em como ele estava sendo atencioso e prestativo, e mesmo a pouco estando há pouco tempo com ele, eu já o adorava. Eu estava destinada a ele, de qualquer maneira, será que eu devia aceitar? Minha cabeça rodou um pouquinho mais.

– Tritão... Você me pegou desprevenida. — Eu expliquei quando consegui respirar e pensar novamente. Ele abaixou a cabeça e apertou minha mão.

– Desculpe, acho que isso está indo mesmo rápido demais, não é? Você deve estar se acostumando com sua vida, agora está também começando a aprender tudo, eu sinto muito, Annabeth. — Eu olhei pra seu rosto e ele parecia tão sincero, que mesmo com as mil e uma dúvidas que se passavam na minha cabeça sobre tudo aquilo, eu achei certo dizer a ele que sim. Tritão com certeza seria mais que meu namorado, seria um amigo compreensível e sempre estaria em todos os lugares, e em todas as situações por mim.

– Eu quero. — Ele parou de falar e me olhou tentando me entender.

– Você quer ir embora? Podemos ir agora mesmo. -Eu quase ri da cara dele, ele tinha ficado triste.

– Não! Não é isso! Quero namorar você! — Quando eu disse isso, seus olhos se iluminaram, ele me puxou pra seus braços e disse:

– Obrigada. Quero fazer você feliz, Annabeth e quando não se sentir confortável ao meu lado, só basta dizer! — Eu sorri pra ele e ele me levantou do chão em que estávamos.

– Que tal sairmos daqui? Você quer ir jantar, antes de eu te levar pra casa?

– Nós não íamos ao planetário? — Ele sorriu para mim.

– É mesmo, já ia me esquecendo. Vamos! — Eu assenti o deixando entrelaçar nossas mãos e me conduzir para o restaurante.

...

Pov. Thalia*

Eu me arrumei bem rápido por causa de Nico e Percy, eu não deixaria aqueles dois irem pra noitada sem mim. Escrevi um bilhete pra Annabeth e disse onde estaríamos. Deixe no quarto dela e fui pra sala, onde os meninos me esperavam.

Nico me olhou de cima abaixo e parou no meu short. Olhei pra seu visual, ele estava deslumbrante. Uma calça Jeans preta, uma blusa branca, e por cima sua jaqueta de motoqueiro, não podia estar mais lindo e mais simples. Olhei pra Percy e ele estava bonito, a lerdeza de sempre.

– Não acha que esse short está pequeno demais? — Eu revirei os olhos pra Nico.

– Não! Ele está na medida certa! Se vocês vão ficar com garotas, eu não quero ficar a noite toda também de babá, então tenho que ficar bonita! E eu amo esse short! — Eu cruzei os braços e Nico suspirou.

– Vamos! — Saímos de casa e Percy nos parou.

– Eu estou com contra corrente, o que vocês têm aí? — Eu acenei com meu bracelete pra ele, e ele assentiu.

– Nico?

– Minha espada vive comigo! Sabe que a última vez que fui ao mundo inferior? Eu fiquei mais tempo, não foi? Exatamente pra meu pai me desse uma mãozinha com ela. Ele fez com minha espada sumisse e reaparecesse quando eu quisesse. — Percy assentiu e Nico nos levou pelas sombras. Quando saímos ele respirou fundo e me olhou.

– Acho que vou ter que respirar fundo a noite toda! — Foi somente um sussurro, mas eu escutei, o que me fez sorrir.

Eu não pensava muito em meus sentimentos, odiava pensar em amor, esse que só parece machucar a gente, mas eu não era totalmente contra ele, eu não seria tão fechada a esse ponto. Amor era uma coisa necessária na vida de qualquer pessoa, só um tolo não perceberia isso. Mas isso não quer dizer que eu queria agora. Nico me deixava às vezes sem ar, não só pelos músculos que ele estava adquirindo nos últimos tempos, mas também pelo modo como me tratava, ele era ciumento, possessivo, carinhoso, estúpido e idiota. Eu odiava cada uma dessas coisas, mas também amava. Amor e ódio têm uma linha realmente fina entre eles. Olhei pra Percy e falei:

– Qual boate você escolheu pra irmos?

– A qual sempre vamos, claro. — Eu assenti, sabendo qual era. Uma das baladas mais famosas de Nova York.

– Se tio Poseidon sabe que estamos fazendo isso, ele vai te matar, na certa!

– Vocês falam que ele vai me matar o tempo todo e até agora nunca aconteceu! — Percy me disse sarcástico.

– Porque você é muito sortudo seu cabeça de algas júnior. Sortudo por ele ainda te amar. — Nico disse sincero. Andamos em silencio depois das palavras de Nico, e eu fiquei feliz em ver como Percy realmente estava pensando nas palavras de Nico.

Entramos na boate e eu logo perdi Percy de vista. Nico pegou em meu ombro e me conduziu até o bar. Pedimos alguma bebida leve e eu disse:

– Você sabe pra onde ele foi?

– Com certeza pra pista de dança. — Olhei ao redor. Luzes piscavam, a música tocava absurdamente alta, mas eu conhecia a batida e logo me animei. Nico pulou do banco ao meu lado.

– Vamos dançar? Estou vendo Percy bem ali, ficamos juntos e ficamos de olho nele, que tal? — Eu olhei pra Nico que me olhava esperançoso.

– Tudo bem, mas sem gracinhas, tudo bem? — Ele me puxou e fomos para o meio daquela bagunça. Nico indicou onde Percy estava e eu o vi beijando uma morena. Ele quase estava tirando a roupa dela ali no meio da pista e ela parecia querer fazer a mesma coisa com ele, nojenta a cena.

– Ele não toma mesmo jeito!

– Nós não vamos poder ficar de olho enquanto ele faz isso, Thalia. Então, vamos dançar! — Bati em Nico de leve e ele riu. Eu não queria ligar pra Percy, mas era quase uma obrigação.

– Nós não somos obrigados a ficar tomando partido das atitudes dele. Ele sabe o que faz. E olhe, Annabeth está com Tritão, voltará pra casa e está bem! Não há nada no momento para que nós nos preocupemos. A não ser que monstros apareçam. — Nico tinha razão em tudo. Me desliguei de Percy e quando começou outra música comecei a dançar com Nico. Sorri pra ele, enquanto ele segurava minha cintura e deixei tudo se tornar o nada. Só focalizei a música alta, a batida, e meu corpo colado com o de Nico.

...

Pov. Annabeth*

Eu posso dizer que a noite foi maravilhosa, quase inesquecível. Eu tinha me divertido. Tritão tinha me conhecido um pouco mais e eu posso dizer o mesmo dele. Chegamos em frente de casa e ele sorriu pra mim.

– Foi legal ver as estrelas de perto, não é? — Sorri assentindo.

– Foi ótimo, tudo hoje foi perfeito. Obrigada. — Ele veio pra mais perto de mim e eu dei um passinho pra trás. Ele veio mais pra frente. Meu coração acelerou, senti o cheiro de Tritão e isso me deixou um pouco tonta. Tive a sensação de que ele iria me beijar. Meu primeiro beijo. Ele pegou meu rosto entre suas mãos e se inclinou em minha direção. Senti minha respiração ficar pesada. Meus braços se moveram no mesmo segundo, colocando a mão no peito de Tritão. E quando eu pensava que ele não tinha entendido que meu braço iria empedi-ló, ele desviou e beijou minha bochecha.

– Boa noite! — Ele disse sorrindo e indo embora. Fiquei parada ali por alguns minutos. Será que tinha sido impressão minha? Será que eu tinha imaginado porque eu queria? Abri a porta de casa e me coloquei atrás dela, fiquei pensativa por diversos minutos ali e só conclui que estava com medo, meu primeiro beijo teria que ser algo especial e eu acho que aquele não seria o momento ideal, mesmo que eu estivesse tão feliz. Tirei meus sapatos e andei pela casa. Agora que eu tinha notado que estava extremamente silenciosa. Andei pelos corredores dos quartos e chamei por Thalia e Nico. Vi os quartos e estavam vazios, passei pelo meu e vi logo um papel sobre a cama.

“Annabeth, eu, Nico e Percy saímos! Não se preocupe conosco, vá dormir! Sei que quando você chegar vai estar cansada. Amanhã estaremos aí, e te conto tudo. Durma bem!”- Thalia.

Fiquei imaginando pra onde eles tinham ido. Percy estava de castigo, não podia sair daqui. Com certeza Poseidon não sabia. E Thalia e Nico, como sempre, pra não deixar Percy fazer bobagens, o seguiram. Tomei um banho rápido e fechei as luzes do meu quarto, me joguei debaixo das cobertas e dormi.

...

Pov. Annabeth*

Acordei com uma zoada vindo da cozinha. Fiz minha higiene rapidamente e coloquei uma roupa leve, fiz uma trança meio desajeitada no cabelo e sai pra cozinha.

Quando cheguei à cozinha vi a razão de tanto barulho. Thalia. Ela estava mal, olheiras largas, cabelos bagunçados e uma expressão mal-humorada no rosto. Me perguntei na mesma hora o que tinha acontecido na noite anterior.

– O que aconteceu com você? — Thalia me reparou na mesma hora e eu me sentei na cadeira. Ela suspirou enquanto pegava alguma coisa dentro do armário.

– A noite passada eu e os meninos saímos, fomos a uma boate. — Eu estalei os dedos.

– Eu sabia! Por causa de Percy, não foi? — Ela assentiu.

– Sim, só que ao invés de ficar de olho no Percy...

– O que aconteceu?

– Nada demais, mas eu fiquei a festa toda com Nico, dançamos, ficamos bêbados e caímos um nos braços do outro enquanto tentávamos voltar para casa, mas não aconteceu nada. Nem um beijo. Nada. — Ela disse sem demonstrar nada.

– Mas você achou isso bom ou ruim? — Ela se virou pra mim e negou.

– É claro que eu achei bom. O Nico é legal, mas é... Não sei. Parece que não é certo pra mim. Pelo menos não agora. Tudo bem? Agora me conta como foi a sua noite, com certeza foi melhor do que a minha. — Disse pra Thalia que iria contando tudo a ela enquanto arrumávamos a mesa pra tomar café. Os meninos já tinham acordado, dava pra ouvir as vozes dele. Contei pra Thalia como tinha sido minha noite e nos sentamos enquanto eu contava sobre o pedido de Tritão.

– Ele te pediu em namoro? — Thalia gritou enquanto os meninos entravam na cozinha. Eles se sentaram a mesa, pareciam acabados.

– Quem? — Nico perguntou colocando um pouco de suco pra ele.

– Tritão! — Thalia disse a Nico. — O que você respondeu? Disse que não? Não é? Sei que você deve não ter ficado confortável com isso, com a pressão... — Interrompi Thalia.

– Na verdade, foi ao contrário. Ele foi tão fofo comigo, me falou que me deixaria fazer as minhas escolhas e queria que o nosso futuro relacionamento fosse algo que nos dois quiséssemos. — Exemplifiquei. Olhei pra Percy e ele me encarava.

– Bom, eu fico feliz por você. Então, quer dizer, que você aceitou?

– Sim, estamos namorando. — Eu encarava Percy, ele não exibiu nenhuma reação. Mas eu não esperava nenhuma, eu acho. Era engraçado como eu olhava pra Percy quando fazia qualquer coisa, era mais como se eu quisesse souber sua opinião. Ele pegou um pouco de suco e se levantou.

– Te espero na biblioteca Annabeth. — Dito isso, saiu.

– Ele está cansado. A noite ontem foi bem cheia pra ele. — Quase nem escutei esse comentário de Thalia.

...

Pov. Percy*

Tomei meu suco enquanto arrumava a aula de hoje. Quando acabei fiquei olhando pro nada, não demorou muito e Annabeth entrou na biblioteca. Ela veio pro meu lado e disse:

– Está tudo bem? Thalia me falou o que vocês fizeram na noite passada. — Eu assenti.

– Está tudo bem. Sente-se, temos muitas coisas pra estudar. — Eu falei seriamente. Ela se sentou e eu comecei a ensinar novamente o restante do alfabeto. Annabeth pegou tudo rapidamente. Fui para os números e logo estávamos na tabuada. Quando eu comecei a perguntar pra Annabeth, ela respondia automaticamente.

– Está pensativo hoje. – Comentou. — O que aconteceu? — Olhei pra ela e disse:

– Não é nada, fique quieta.

– Percy, eu te conheço há pouco tempo, mas sei quando algo está te perturbando! — Na verdade, não tinha nada me perturbando. Era só algo que se apossou de mim quando ela disse que estava namorando o meu irmão. Inveja. E o sentimento aumentou ainda mais quando as palavras de Nico soaram novamente na minha cabeça. Ele só ainda não te matou porque te ama. Tritão era sempre o preferido. Eu não queria mudar meu jeito, não queria mudar. Só queria que Tritão não fosse perfeito em tudo para meu pai. Só não queria ser sempre o que faz as coisas erradas na visão de Poseidon. Eu só queria ser eu, e que meu pai se orgulhasse de mim desse jeito, mas era impossível. Virei-me pra Annabeth e olhei para mais um dos motivos da inveja que eu tinha do meu irmão e fui sincero.

– Só estou com inveja do meu irmão. Ele é realmente sortudo e perfeito, não é?

Notas finais
O que acharam? Bom? Ruim? Rsrsrs. Beijokas meus lindos! Sigam-me no Twitter: anyele14_sousa , não se esqueçam!*-*♥