Notas iniciais
Oi pessoas!! Gente, que saudades de todos!! Quero mais do que tudo me jogar aos pés de vocês e pedir perdão pela demora absurda. Mas eu tenho uma desculpa, boa desculpa e plausível. Se quiserem saber aqui vai: Faculdade, ensinar meu irmão, arrumar a casa, trabalhos e mais trabalhos na faculdade, caminhada (todos os dias) e meu curso, e claro, meu lazer... Coisa que quase não existe, pois depois disso tudo o tempo é curto. E além disso, fui plagiada em uma das minhas histórias esses dias. A garota teve a cara de pau de copiar e colar e só trocar os nomes dos personagens principais, cara de pau dela. Denunciei e ela foi banida do site por um tempinho. E eu fiquei super chateada, teve dias que eu não consegui nem abrir esse site de tanta decepção. Pois é... Aí está todas as razões meu povo. Então, eu espero que gostem do capítulo que eu preparei com todo amor e dedicação e me desculpem por qualquer coisa, viu? Sério!!
Música do capítulo: http://www.youtube.com/watch?v=uuZE_IRwLNI - Justin Divo Timberlake - Mirrors.

Capítulo 32 – Mirrors



Pov. Annabeth*



Eu queria correr atrás de Percy, parar de ser uma medrosa e estúpida, mas não o fiz. Depois de muito pensar em suas palavras, vi que ele tinha razão, eu estava perdida, completamente perdida. Minha vida era quase um jogo. Um destino, uma opção... Perfeito. Mas quando entraram os truques, os becos, as formas de burlá-lo, tudo começou a perder o rumo. Eu me perdi e nada parecia certo. O final não parecia bom. O inicio era errado. E o meio era complicado. Um completo e belo desastre.



Joguei-me de volta na cama e esperei até que as lágrimas enxugassem e que Tritão aparecesse para me levar para longe dali. Eu iria embora e estava quase morrendo por dentro. Ficar longe de Thalia, Nico e principalmente Percy era ruim demais. Ele estava magoado comigo, talvez nunca me perdoasse, e eu sentia que tinha perdido quase um órgão vital dentro de mim. Algo essencial para viver. Percy... Percy... Percy... O que eu tinha que fazer para dar certo? O que eu tinha que fazer para tudo dar certo e para que ninguém saísse machucado? Tritão já estava apaixonado por mim, e eu duvido muito que se eu falasse minha situação a ele, o próprio me deixasse livre para Percy, para que fossemos felizes e tivéssemos um final feliz... Nunca iria acontecer. Desista Annabeth. Se eu falasse a Poseidon, ele não iria fazer nada também. Para quem eu iria recorrer? Minha vó? Minha mãe? Afrodite? Não dá! Não tem jeito! E eu me odeio por isso. Levantei da cama me arrastando, eu não estava com vontade de fazer nada. Mas precisava arrumar as malas, infelizmente. Depois de começar a fazer isso e jogar uma água no rosto ouvi uma batida na porta. Fiquei esperançosa por um segundo, talvez fosse Percy, mas claro que não era. Assim que vi os cabelos negros de Thalia a primeira coisa que fiz foi me jogar nela. Eu precisava de um abraço.

– Amiga... – Eu disse suspirando. Ela passou a mão por minhas costas e disse de volta:

– O que aconteceu? Nunca vi Percy tão transtornado... – Ela não disse nada, pois depois que citou Percy, um choro preso saiu pela minha garganta e eu comecei a chorar ali, em seu colo. Ela me levou para cama e tentou a todo segundo me acalmar, mas eu precisava tanto desabafar que eu não consegui parar. Ela esperou até que eu estivesse bem e que eu parasse para eu poder explicar o que tinha acontecido e entender. Não saiu dali enquanto eu não terminei e quando o fiz, ela apertou minha mão.

– Eu temia que isso acontecesse e agora...

– Eu sei, mas Thalia, se você estivesse em meu lugar, o que você iria fazer? Não é a vida de alguém normal! Eu vivo no meio de deuses, no meio de pessoas que podem me matar com um simples estalar de dedos. Percy faz tudo isso, mas me ama? Não sei... Ainda me sinto tão insegura! Não posso...

– Ele te ama! – Thalia disse me interrompendo. Eu arregalei os olhos.

– Não tem como você saber disso... – Eu dei uma risada fraca e seca. Ela ergueu as sobrancelhas.

– Sei que não devia dizer isso... Mas pensa comigo... Quando você chegou aqui Annabeth... Ele era tão... Idiota... Não que ele ainda não seja, mas ele era muito mais. Não se importava com ninguém. Ele só ligava para acabar com o irmão dele, mas...

– Ele ainda continua frio, debochado, ele não mudou nada Thalia!

– Você não percebe, porque ele não gosta de demonstrar os sentimentos dele. Principalmente os sentimentos dele com relação a você! Percy não é uma pessoa fácil Annabeth, entenda isso! Ele não vai jogar um eu te amo para você. Se ele te ama, ele vai te dizer isso em pequenos detalhes. Ele é aquele tipo de pessoa que ama aos poucos, ama com gestos, ama de verdade... Desesperadamente... Mas que infelizmente não sabe dizer com palavras. – Thalia apertou novamente minha mão. – Será que você não percebeu isso? Será que não o conhece? Você está do mesmo jeito que ele... Apaixonada. – Eu engoli em seco.

– Thalia... – Ela se levantou.

– Temos que resolver essa situação!

– Como? Tritão vai me matar... Ponto final... Fim! – Eu disse seca. Thalia revirou os olhos.

– Eu acho que você às vezes não pensa Annabeth, venha... Vamos resolver isso! Além disso, você não vai sair dessa casa! Nem que eu tenha que desafiar aquele filho de peixe, e que não será seu marido... Estou falando do Tritão ta? Só para deixar claro! Pois mesmo que eu odeie o cabeça de algas, eu quero você com ele. – Eu sorri para ela. Andamos pelo corredor rapidamente, eu não sabia o que Thalia iria fazer, mas pelo menos ela iria fazer algo, diferente de mim. Achamos Nico na sala. Ele estava assistindo alguma coisa na sala, nem ao menos prestei atenção no que era. Ele nos olhou e pulou do sofá, se desligando totalmente do que estava fazendo.

– Percy saiu daqui a alguns minutos e disse que não queria que ninguém o seguisse. Thalia ele estava completamente...

– Eu sei o modo que ele estava! Ele sempre fazia isso quando estava machucado demais!

– Como assim?

– Annabeth... Percy já foi muito machucado na vida, você sabe! Então, ele tem que arranjar um modo de extravasar e sinceramente, – ele coçou a cabeça enquanto explicava – você não vai gostar nada do modo que ele faz isso. – Thalia assentiu e Nico veio para nosso lado.

– Vamos! Temos pouco tempo e muitas coisas a fazer! Resgatar Percy, ajeitar as coisas com Tritão por enquanto e depois, vamos resolver isso! – Thalia disse decidida. – Eu prometo. – Saímos da casa as pressas. Era tarde e estava quase na hora de Tritão vir me buscar. Será que eu não tinha nem percebido que o dia estava passando? Provavelmente não. Nico nos levou pelas sombras e eu só não senti que não vomitei, pois não tinha nada no estomago, mas a sensação ainda era horrível. Nico me fez seguir Thalia, ele me levava pela cintura. Paramos de frente a uma casa noturna. Estava repleto de pessoas e a música estava alta. Perguntei a Nico a hora e ele disse que era quase seis.

– Como pode existir um lugar desse e há essa hora já está funcionando?

– Annabeth – Thalia falou devagar, como se fosse explicar algo óbvio. – Estamos em nova York! Essa cidade simplesmente não para, tem de tudo! Você acha que não teria uma casa noturna aberta há essa hora?

– Ok. Vamos entrar logo e tirar ele daí! – Nico disse rápido. Ele comprou nossas entradas e entramos naquele mar de gente. Ele me parou e disse:

– Que tal você ficar aqui e nos esperar? Creio que você não vai gostar de ver o Percy como ele está agora. – Eu neguei.

– Eu vou com vocês! – Decidi.

– Depois não diga que eu não avisei tudo bem? – Assenti. Andamos entre as pessoas. Thalia conversava com Nico entre a música alta. Na verdade eram quase gritos, mas mesmo assim só eles se escutavam. Passei pelas pessoas dançando e logo Nico parou e pude avistar Percy. Ele estava bebendo e sentado em uma das cadeiras, seu olhar era longo e distante, passei Nico e caminhei na direção dele. Assim que me pus na sua frente ele arregalou os olhos e colocou a bebida de lado.

– O que você está fazendo aqui? – Ele disse meio enrolado. Estava bêbado. Um homem que estava ao seu lado pegou no ombro dele. Olhei para o homem e vi que ele me encarava. Ele era lindo e loiro, tinha um sorriso magnífico e logo o reconheci de uma das poucas vezes que fui ao Olimpo. Apolo.

– Lorde Apolo! – Thalia e Nico se puseram ao meu lado no mesmo minuto. – Não acredito que você o trouxe para cá!

– Ele me pediu e você sabe como eu odeio deixar de lado uma farra! Não sabia que esses... – Ele me olhou. – Eram os problemas que estavam mexendo com a cabeça do meu amigo aqui. – Percy se moveu na cadeira e cambaleou. Apolo o colocou novamente na cadeira e disse:

– Ele bebeu bastante e bem rápido por isso está assim! – Thalia assentiu e Nico passou os braços ao redor de Percy. Ele já não fechava abria os olhos direito. Nico o levou e Thalia o seguiu depois de se despedir de Apolo. Eu iria seguir ela, mas um braço tocou no meu e me levou para o outro lado. Quando estávamos saímos por uma pequena porta da boate olhei para o deus.

– O que aconteceu Lorde Apolo? – Ele pegou em seu queixo e me olhou por diversos segundos antes de falar:

– Eu conheço Percy há muito tempo. Muito tempo para um semideus e sei de quase tudo sobre ele. Ele é um grande amigo, acho que meu primeiro amigo para falar a verdade. – Esperei. — E eu sei sobre vocês dois.

– Lorde Apolo, isso é complicado! O senhor sabe da nossa situação... Da minha situação! – Eu disse suplicando. O deus me olhava como se eu pudesse mudar as coisas e resolver tudo com um estalar de dedos.

– Eu sei da situação. – Eu ergui as sobrancelhas e iria falar algo, mas uma mão me puxou para trás. Olhei para a morena.

– Apolo se da próxima vez, e se você realmente se preocupa com ele, não o traga para esse lugar novamente. Você sabe como Percy era, pelo amor de todos os deuses, eu não espero que ele fique daquele modo de novo! – Apolo acenou concordando, mas era óbvio pelo seu olhar ainda em mim que ele fazia pouco caso de Thalia. Eu queria saber o que tanto se passava na cabeça do deus, eu queria saber o significado do seu olhar sobre mim. A última coisa que ele falou para mim antes de sairmos daquele lugar foi:

– Acho que você tem a resposta para seus problemas, só está vendo isso da maneira errada. – Eu gravei a frase e pensei nela enquanto Thalia me levava correndo até o beco em que Nico nos esperava. Ele estava exausto, e respirava ruidosamente. Percy não estava ali, então entendi porque Nico estava daquele jeito, ele tinha deixado Percy e tinha voltado. A força dele estava por um fio. Thalia me soltou e foi até ele, tocou seu rosto e o beijou, desviei o olhar e quando senti que eles acabaram, vi que ele estava ainda exausto, mas um sorriso tinha brotado em seus lábios.

– Vamos Annabeth! – Ele estendeu a mão para mim.

– Tem certeza Nico? Você parece exausto demais! – Eu falei preocupada indo na direção dele.

– Ainda tenho força para mais uma. Mas eu com certeza irei cair na cama e só acordarei daqui a dois dias. – Ele deu risada e Thalia negou com a cabeça. Ele apertou mais uma vez minha mão e eu me preparei para que aquela sensação me invadisse.



Pov. Percy*



Joguei-me no banheiro e deixei a água escorrer por meu corpo todo. Sentei-me devagar e fechei os olhos. Na minha frente, mesmo com os olhos fechados vi os olhos de Annabeth a me observarem e isso era uma completa droga. Era isso que me deixava irado. Eu não conseguia esquecer ela. Tudo tinha mudado tão depressa, tudo tinha saído de um controle que agora eu percebia que nunca existiu. No início, para quem olhasse de fora, a única coisa que eu queria era roubar ela de meu irmão, e talvez fosse, mas depois que eu a conheci de verdade, tudo mudou. Eu me apaixonei. Respirei fundo. O efeito do álcool estava passando. Acho que eu não tinha tomado suficiente. Minha roupa estava molhada e pregada ao meu corpo, mas eu não me importava. Se eu pudesse me afogar por algumas horas em qualquer coisa seria maravilhoso.



Pensar nela se casando com ele. Tendo filhos com ele, sendo dele... Droga. Juntei uma enorme quantidade de água que caia em cima de minha cabeça e formei uma bola. Joguei com tudo na parede, e fiz isso diversas vezes, cada vez com uma quantidade maior.

– Hey, você... Pare com isso! – E agora até ouvia a voz dela.

– Já não basta estar em meus pensamentos todo tempo, tem que começar a ter sua voz soando em minha cabeça perfeitamente? – Eu disse alto. Senti mãos quentes me pegarem e eu parei com o movimento. Meus olhos pesavam e eu sentia a bebida me entorpecer, mas vi Annabeth me olhando. Ela me pegou pela blusa e fechou o chuveiro. Ela se abaixou do meu lado e suspirou meu nome:

– Percy...

– Annabeth... – Nessa hora não havia vergonha, só havia as verdades que eu queria que ela soubesse, e eu só queria que ela soubesse como estava doendo. – Não quero que se case com ele! Não quero que você o ame! Você é minha Annabeth! Só minha! – Ela me tirou dali, sem falar nenhuma palavra. Ela passou meus braços por seu pescoço e me jogou na cama. A primeira coisa que fez foi me ajudar a tirar minha blusa. E logo em seguida minha calça. Eu já estava mais sóbrio, então não disse nada. Mas quando ela me deixou somente de cueca, e veio me olhar e me cobrir, eu a puxei para cima de mim. Ela caiu e eu a agarrei pela cintura. Seus olhos cinza me olharam preocupados e assustados.

– Você escutou algo do que eu disse?

– Você está bêbado! Não está pensando direito! Percy vá dormir! Amanhã... Amanhã conversamos! – Ela disse querendo se livrar de meus braços, mas eu a mantive ali. Levei os dedos por debaixo de sua blusa devagar e a abaixei, fazendo que seu rosto ficasse colado ao meu. Beijei seu queixo e chupei sua pele indo em direção ao pescoço. Ela suspirou no meu ouvido meu nome e isso me deixou louco. Annabeth.

– Mamãe disse que quando estamos bêbados falamos verdades que quando estamos sóbrios nunca falaremos. Ou pelo menos não temos coragem de falar. – Mordi sua orelha e ela se mexeu parecendo nervosa. Olhei para seus olhos novamente. Ela me encarou.

– Percy...

– Annabeth, eu estou apaixonado por você! Sou louco... Completamente louco por você! Será que ainda não percebeu isso? Precisa que eu grite como um condenado para que veja que não estou brincando? Que estou mesmo apaixonado por ti! – Disse desesperado.

– Percy...

– Você só falar meu nome não vai resolver as coisas. Seu que meu nome é bonito e adoro quando sai da sua boca, mas... – Eu parei de falar assim que ela atacou meus lábios. Annabeth subiu em mim e passou as pernas por minha cintura. Agarrei sua coxa e gemi quando ela subiu mais um pouquinho.

– Eu não consigo dizer nada, pois meus sentimentos também são óbvios, e compatíveis. Só que...

– Não me venha com “ Só que” em uma hora dessa. Só me beije, preciso de você! Agora!

Notas finais
E aí sei lá... Gostaram do final? Eu não sabia direito como fazer essa declaração, mas eu acho que ficou legal. Vou entender se algumas pessoas não comentarem e tal, como eu estou a um tempo no Nyah, sei como é isso... mas quem comentar, eu agradecerei... Beijos meus lindos ;)
PS°: Nós próximos as coisas irão andar, tudo bem? Eu juro, juradinho, como diria a Agnes... hahaha