Inocência
2 Frágil
Notas iniciais
Bom, aqui estou eu, com mais um capítulo! Como a Fanfic estava sendo escrita no meu caderno, estou meio fraca pra passar ela pro computador(Preguiça,rsrsrs), mas os capítulos serão maiores, viu?
Espero que gostem desse, Beijokas!
Capítulo 1 — Frágil
Pov. Annabeth*
Minha mãe, meu pai e eu andávamos nas ruas da nossa cidade devagarzinho e somente isso me fazia ter quase um ataque de nervos. Eu sinceramente não podia conter minha felicidade, era verdade, era diferente de andar de cavalo sem o véu, era simplesmente indescritível. Mas me trazia a mesma sensação de euforia que eu ganhava naquele momento. Era bom andar por aquelas ruas, mesmo que todos os olhares fossem voltados a mim, o que incomodava, bastante.
Eu estava com um vestido rosa bebê, ele estava extremamente apertado na minha cintura, o que dificultava minha respiração, mas minha mãe fizera questão de me fazer vesti-ló, pois dizia que eu ficava muito linda nele. Como se alguém fosse apreciar minha beleza, com aquele véu sobre meu rosto. O véu que estava quase a sair de minha cabeça me irritava cada vez mais, como nunca tinha me irritado antes. Eu esperava ansiosamente o momento em que pudesse tirar ele dali. Fomos à igreja e eu me confessei ao padre, pelo menos os poucos pecados que tinha, já que eu não fazia nada de errado, e nada que meus pais não saibam.
Saímos rapidamente da igreja depois disso e entramos em algumas lojas. Minha mãe me dizia o que ficaria melhor, e até que ela tinha um gosto bom. Pelo menos eu gostei de diversas blusas que ela escolheu. Depois que tudo acabou, entramos no carro e papai fechou as janelas. Eu só assim pude suspirar aliviada e tirar o véu, já que ninguém além deles podiam me ver. Papai me olhou apreensivo assim que eu o fiz.
- Annie, já tirou o véu? — Eu assenti, me sentindo aliviada.
- O que tanto lhe preocupa papai? — Eu mesmo perguntando, sabia do que se tratava, ou pelo menos pensava que sabia. Peguei sua mão.
- Vou sentir sua falta! — Ele disse e eu sorri.
- Papai ainda tem tempo! — Eu disse e minha mãe soluçou fraquinho. Estreitei meus olhos.
- Papai? — Eu falei de um modo apreensivo.
- Poseidon mandará seu filho lhe buscar amanhã. Ele quer que você saiba escrever e ler antes do casamento, por isso o adiantamento. Desculpe-me Annie, eu não pude fazer nada! — Eu vi uma lágrima escorrer do rosto dele, assim como a mamãe, que já se acabava em lágrimas. Em seguida eu quase não pude ouvir minha voz.
- Como... PA... PA... Pai? É mentira não é? — Eu perguntei assustada.
- Me desculpe filha. Você vai amanhã pro castelo de Poseidon. — Eu não estava preparada. Sempre tentei me manter firme na decisão de meus pais, sempre tentei aceitar e realmente aceitei. Só que não era isso que eu queria. Eu queria liberdade, descobrir o mundo, descobrir coisas que nunca fui capaz de fazer. Era somente isso. Eu poderia me casar futuramente, mas eu só queria saber o que por tanto tempo perdi. Olhei pro papai mais uma vez e senti uma vertigem me pegar. Eu não estava preparada para isso agora, acho que talvez nunca estive preparada, mas saber que tudo mudaria, que minha vida longe deles estaria mais perto a cada momento me destroçava. Senti um líquido subir pela minha garganta e senti meu estomago revirar. Eu estava prestes a desmaiar. Logo a escuridão me cegou e eu soube que tinha acontecido.
...
Pov. Autora*
Assim que Annabeth desmaiou, o pai agilmente a pegou em seu colo, pois eles já estavam em casa quando ocorreu. Ele sabia que a filha temia isso, assim como ele, mesmo que às vezes ela dissesse que ela estava feliz. Ele a conhecia suficientemente bem pra saber que era uma mentira por causa deles. Frederick não queria se separar dela, mas era pra ela estar viva ali naquele momento que ele tinha feito o que tinha feito. Doía saber do destino da sua pequena, mas já tinha sido feito.
Ele chegou a casa e viu como ela estava mole. Mas já estava acostumado com isso. Poseidon a tinha curado e lhe dado a vida, mas Annabeth sempre fora bem fácil pra pegar qualquer tipo de doença, ela era frágil demais.
Atena rapidamente disse à empregada que pegasse um pouco de álcool. A mesma pegou e lhe deu. A mãe então carinhosamente fez Annabeth acordar. Ela olhou ao redor meio atordoada e viu seu pai e sua mãe sobre ela, respirando aliviados.
- Ainda bem que você está bem. Precisamos arrumar suas coisas! — Frederick suspirou pesado e beijou a testa de sua filha. Atena pegou na mão de Annabeth e a apertou.
- Sinto muito. — Annabeth somente fechou os olhos ainda um pouco tonta e assentiu.
- Está tudo bem. Vamos!
Annabeth arrumou suas malas naquele dia, tomou um banho quente e relaxante depois. Ela não quis andar de cavalo como fazia todos os dias, pois os olhos de sua mãe não a deixaram nem por um misero segundo. Então sua única opção foi dormir, e ela agradeceu mentalmente pela manhã, pois ela teve sonhos tranqüilos.
...
Na manhã seguinte ela acordou cedo e se vestiu, tomou seu café rapidamente com seu pai e sua mãe e deu a eles um abraço apertado e demorado. Ela queria ficar mais tempo com eles, mas não existia mais tempo. Eles foram pra frente de casa. A casa era enorme e de dois andares. Não tinha nada muito novo, era de estilo rústico e chique, mas nenhum tipo de eletrônico obtinha ali, pois Annabeth não podia se modernizar, mesmo que aos protestos de Atena isso fosse horrível. Frederick não pode ir contra Poseidon e por isso eles viviam daquele modo.
A casa obtinha campos verdinhos e grandes palmeiras no centro, e um belo e lindo jardim que tinha feito especialmente pra Annabeth. Qual ela passava as tardes às vezes, a cuidar de suas flores. Era um passa-tempo que ela amava. O céu já estava azul e o sol raiava mostrando o belo dia que tinha nascido.
Annabeth respirou fundo e pegou suas malas. Desceu devagar as escadas e logo viu um carro muito bonito entrando pela frente da propriedade dos Chase. Annabeth olhou mais uma vez enquanto pendurava uma de suas mochilas nas costas e disse para os pais:
- Eu amo vocês! — O pai e a mãe sorriram e disseram:
- Nós também te amamos. Mande noticias assim que puder. — Annabeth assentiu. Ela esperou até o carro parar na sua frente. O carro parou e logo a porta se abriu. Annabeth logo pode ver um moreno sair dele, ele era belo, atlético e de olhos expecionalmente verdes. Ele parecia um Deus, aos olhos de Annabeth aquela que nunca vira tanta beleza em uma pessoa, mesmo que estivesse com o véu sobre o rosto. Ele tinha um mínimo sorriso nos lábios, mas parecia chateado, irritado e revirava os olhos freqüentemente. Provavelmente estava ali contra sua vontade. Ele andou até ela enquanto era observado e somente disse:
- Vamos? Annabeth não é? — Annabeth engoliu em seco enquanto via a mão dele estendida.
- Sim, Annabeth. — Ela afirmou hesitante, enquanto estendia a mão pra tocar a do moreno. Quando ela tocou sentiu um pequeno arrepiar de pelos em seu braço. Ela sentiu uma energia vindo dele, mas ela pensou que fosse só ela com um pensamento estúpido. Mas não viu quando os pelos do braço dele também se arrepiaram.
Percy sentiu algo estranho. Seu senso de semideus, não seria capaz de pegar algo como aquilo, ou sentir algo como aquilo. Bem que seu pai estava dizendo que de tanto viver com ele e ali no oceano. Ele estava se tornando algo mais que um semideus. Que o treinamento que ele estava recebendo de Tritão não era pra qualquer um, e que ele estava se saindo mais do que bem e isso dava forças novas pra ele. Coisa que Poseidon nunca pode saber que alguns de seus filhos eram capazes, pois nunca ficou tão perto de um, como Percy. Percy achava bobagem, e não queria mesmo virar um Deus. Gostava de sua vida de semideus, gostava de suas missões, nada de responsabilidades mais que necessárias. Mas algo tinha acontecido ali ao tocar aquela pobre garota, ele só não sabia o que era.
Notas finais
Bom, Annabeth vai ser uma curiosa da vida, mas eu estaria do mesmo jeito no lugar delas, não?
Espero reviews nesse capítulo. Pois se continuar o número de reviews, como no prólogo, postarei muito rápido (Deixarei minha preguiça de lado.rsrsrs).Viu?? Sou boazinha né? Beijokas meus anjos!
Fale com o autor