Inocência
3 Primeira Lição
Notas iniciais
Queria agradecer a Luiza Nunes pela recomendação nessa história, cara não esperava, amei a recomendação. Obrigada minha linda!
Curtam o capítulo minhas Jujubas!*-*
Capítulo 2 — Primeira Lição
Pov. Autora*
Annabeth foi guiada por Percy até a porta do carro dele, ele abriu a porta e a garota entrou. Por tudo ser novo para Annabeth, ela ficou observando cada coisa que tinha ali dentro, ela estava com medo de tocar em alguma coisa, e ela também não sabia o que era aquelas coisas ali. E quando Percy entrou, começou a fita-lá, ele sentia a curiosidade da garota e só pelos seus dedos trêmulos confirmou isso, ele logo suspirou, ele estava com diversos problemas, mas tinha que os deixar pra lá, pelo menos para a garota se sentir mais a vontade, e também pra fazer a vontade de seu pai, já que Percy também estava com problemas relacionados a ele. Percy parou, ligou o carro e disse:
- Já escutou alguma vez música? — Annabeth olhou pra ele por debaixo do véu e disse:
- Não muitas. Mas foi sempre uma coisa que admirei. July cantava pra mim sempre que podia. Ela é a cozinheira lá de casa, uma mulher de 45 anos, casada e que têm dois filhos. Acho que vou sentir muita falta deles também. — Percy sorriu levemente.
- Você fala muito, e gosta de conversar pelo visto, não é?
- Quando não se tem nada pra fazer na vida, é a única coisa que se pode fazer é conversar. — Percy assentiu entendendo o que ela queria falar. Já que seu pai explicara a situação antes que o mesmo saísse do reino.
Percy pegou um de seus CDs e colocou pra tocar, era um de músicas aleatórias, das bandas e cantores que ele mais gostava. A primeira música tocou e ele logo falou:
- Se vou te corromper, que pelo menos seja com o melhor! — Ele sorriu e logo começou a tocar The Beatles-Love me Do, e Michael Jackson-Beat It, e entre outros logo em seguida. Annabeth sorriu com as músicas e com as melodias, eram realmente ótimas e logo de cara ela se apaixonou por Beatles, pedindo logo em seguida pra que Percy falasse um pouco mais da banda.
- Pelo visto eu vou ter muita coisa pra te falar até chegarmos ao nosso destino!
- Falando nisso, pra onde vamos? Tipo, eu sei que sei pai deve morar debaixo d’água, mas... — Annabeth hesitou.
- Você acha que meu pai tem um palácio no Olimpo? — Annabeth assentiu e mordeu a língua quando viu que Percy sorria como se fosse uma idéia impossível.
- Meu pai nunca iria querer ter um palácio no Olimpo, eu acho. Ele gosta de onde seu palácio é. A água é o poder dele! — Percy disse fazendo Annabeth corar.
- Me desculpe! — Percy fez silêncio por um segundo e logo receoso perguntou:
- Você sabe nadar? Ou pelo visto teremos que adicionar mais essa lição no pacote? — Annabeth sorriu sem graça.
- Desculpe então, pois você terá que me ensinar a nadar. Com certeza não irei me sentir confortável debaixo d’água mesmo que possa respirar! — Percy riu um riso descontraído.
- Tudo bem, quando chegarmos à praia tenho certeza que você vai perder o medo e amar aquilo tudo. Enquanto isso, porque não me conta um pouco sobre você?
- Não tenho nada de interessante que possa aproveitar.
- Tenho certeza que você faz alguma coisa além de conversar...
- Sim, eu amo andar de cavalos. Eu adoro sentir o vento tocando meu rosto, a adrenalina que sinto em minhas veias... A sensação de liberdade é maravilhosa!- Percy sorriu quando ela o interrompeu e começou a falar daquele modo tão apaixonado pelo que gostava de fazer.
- Eu também adoro cavalos. Mas creio que isso tenha a ver, mas com meu pai, do que comigo mesmo.
- Ser filho de um Deus é legal? Como é?
- Não é nada ruim. Já passei por coisa que você duvidaria por ser quem eu sou. Mas é como andar de cavalo, a adrenalina subindo nas veias, a sensação de liberdade quando conseguimos o que queremos, é maravilhoso. Temos a responsabilidade, mas acho que nada se compara quando o final é bom. — Annabeth assentiu e olhou pela janela.
- Sabe é bom conversar com alguém além das pessoas que passei a anos a olhar. Não vejo nada de diferente o tempo todo. A monotonia me consome demais...
— Você não sabia que um dia isso ia mudar?
- Eu sabia. Mas... — Annabeth suspirou, ela não queria falar tão abertamente como estava falando com ele, mas ele passava uma segurança estranha pra ela, e sem querer ela contou. — Eu não queria me casar com seu irmão. Poseidon e meu pai fizeram esse acordo, mas, eu nunca aceitei de certo modo, quer dizer sinceramente sabe de coração. Sempre aceitei, pois isso magoaria meus pais e se eu falasse que não queria isso, seria doloroso, mas sei que no fundo eles só quiseram meu bem e, sinceramente, se eu brigasse com eles, com quem mais eu falaria? — Percy assentiu, mas pensou se fosse ele no lugar de Annabeth. Se ele fosse forçado a casar com uma mulher, filha de uma deusa, e fosse morar em um mundo completamente diferente do seu, ele piraria e usaria seu jeito mais rebelde pra se livrar disso, mas Annabeth não era sim, como ele percebera.
Percy não falou nada até ver a praia mais perto que tinha da casa dos Chase. Ele parou o carro e puxou Annabeth. Ela veio pro lado dele com medo, mas extasiada com a vista perfeita que tinha a sua frente. O sol estava tinindo de tão quente, ela estava quase que completamente coberta com sua roupa, e o véu, mas ela não ligava. Só a vista se passava na sua cabeça agora, essa que era de se tirar o fôlego. Percy olhou para o carro. Foi uma das invenções de Hefesto para o garoto, e como ele vivia nessa inda e vinda do mundo humano e o reino de seu pai, era ótimo aquilo. Ele se virou pra ver Annabeth e ela se encontrava sentada, os pés antes calçados, agora estavam descalços e presos entre a areia quente. Ela parecia não se importar aos olhos dele, seus dedos finos pegavam na areia e a analisavam como se nunca tivesse visto nada igual. Percy a deixou assim por alguns minutos e quando o sol abaixou e as ondas se acalmaram ele disse:
- O que achou?- Ele se sentou ao lado dela, e ele sentiu a curiosidade o invadir. Queria tanto ver o que escondia aquele véu. Ela se virou pra ele e disse:
- É de tirar o fôlego. Nunca vi nada tão belo! — Percy deu uma risadinha.
- Você ainda não viu nada demais. Mas isso com certeza é de tirar o fôlego, pode ter certeza! — Ela sorriu por debaixo do véu. — E você verá de tudo, temos tempo. Quando é seu aniversário?
- Daqui a alguns meses.
- Pois bem. Seu casamento será um mês depois de acordo com meu pai! — Annabeth sentiu o nervosismo se instalar nela assim que ela ouviu tais palavras. Percy vendo isso, só se levantou e estendeu a mão novamente pra ela.
- Vamos? Você tem muito a aprender! — Annabeth pegou na mão dele e ele a arrastou até a água. Percy fez a mesma ficar mais calma e disse:
- Tire o véu! — Annabeth na mesma hora negou, contrariando todas as suas vontades, ela não estava confortável pra tirar o véu na frente daquele estranho, pra ela, era como se ela estivesse nua.
- Não!
- Porque não? Temos que tirar! Ou você vai querer nadar com o véu molhado em seu rosto? — Annabeth balançou a cabeça de modo que confirmava o que Percy estava falando. Percy suspirou, mas não insistiu. Colocou um pé dentro d’água e virou-se pra Annabeth pra acompanhar o progresso dela.
- Segure no meu pescoço, assim com certeza você se sentirá mais segura. Mas sinceramente não tem porque se preocupar. Então coloque esse colar, meu irmão mesmo fez pra você! — Percy passou o colar pra que Annabeth pudesse respirar debaixo d’água. Ela o colocou e pegou nele, passou a mão pelo pescoço do moreno e ficou confortável enquanto entravam dentro d’água. Percy estava preparado para qualquer minuto salva-lá, mas não foi preciso, não quando ele estava ditando o que era necessário pra que ela nadasse em seu ouvido, eles estavam colados e mais do que grudados, mas Annabeth nem ligava, ela só pensava na coisa nova que estava fazendo, aprendendo. Ela pegou ar e mergulhou, quando voltou sorriu.
- Não é difícil! É fácil! — Percy assentiu vendo o entusiasmo na voz dela. Annabeth tentou ajeitar seu véu ensopado e disse:
- E agora?
- Você tenta nadar, mesmo que eu ache difícil com o véu ensopado em seu rosto! — Ela nem ligou e logo ele disse que por causa do colar o véu não empataria o que deixou Annabeth mais confortável. Annabeth aprendeu a nadar rapidamente, ela era uma aluna aplicada. E logo Percy fez uma bolha e começou a descer com Annabeth para o reino de seu pai. Vários animais subiram até a superfície pra vê-ló e ele sorriu pra todos. Era difícil um pouco distinguir com clareza cada cantinho debaixo d’água pra Annabeth, mas a bolha ajudava e muito. A pressão em seus pulmões não existia. E então quando ela viu o castelo de Poseidon, seu fôlego saiu completamente, mesmo estando a respirar. Annabeth se virou pra Percy e disse:
- Isso é maravilhoso, simplesmente incrível! — Percy sorriu, ele via de longe a inocência de Annabeth. Ela se contentava com poucas coisas, cada nova descoberta era um prato cheio pra ela, ele realmente tinha passado a admirar isso nela. Não existia maldade em seu coração, existia compreensão, amor, paz e outros sentimentos bons e, isso o fez ele se encantar de cara por ela. A sua pequena aprendiz.
- Você ainda não viu nada! Você ainda tem muito a descobrir, e vai ser um privilégio te mostrar tudo!
Notas finais
Anyele Sousa
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