Notas iniciais
Oi amores. Como vocês estão?? Espero que bem. Vou dizer que estou decepcionada com vocês. Poucos comentários, estou triste mesmo. Mas obrigada por quem deixou, me fez feliz. Esse é um capítulo fofo para os amantes de Nicalia. E um pouco fofo para Percabeth, sem promessas Ok?
Espero que todos gostem.
Música do capítulo (Opcional) : http://www.youtube.com/watch?v=MwpMEbgC7DA - Tom Odell. - Amo ele gente!♥

Capítulo 28 – Another Love



Pov. Nico*



Olhei para o moreno na minha frente e rosnei. Ele deu uma risada e tocou em meu rosto, cutucando minhas bochechas enquanto um sorriso sarcástico brincava em seu rosto, minha vontade era de dar um soco no rosto daquele idiota, mas eu não podia. Hécate riu no nosso lado e Nathan olhou para ela. Eu murmurei baixo:

– O que você fez com ela? Lady Hécate nunca nos trairia. Nunca trairia meu pai! – Mesmo que a idéia fosse absurda, era o que parecia. Ele tinha enfeitiçado a própria deusa da magia. – Diga! – Nathan sorriu dizendo a Hécate.

– Pode sair querida. Eu já vou! Só quero conversar um pouco com meu irmãozinho! – Hécate sorriu e saiu do quarto. A porta se fechou e Nathan me pegou com facilidade, ele me jogou em uma cama que tinha ali perto e eu cai sem jeito. Mexi meus dedos e eles se moveram juntos. Meu corpo relaxou por um segundo, antes de eu me lançar contra Nathan na minha frente. Mas ele simplesmente não estava mais ali. Eu ouvi uma risada e virei de costas. Ele já estava do outro lado do quarto. As mãos cruzadas sobre o peito e sorrindo.

– Nada mal maninho!

– Não me chame de maninho! – Eu rosnei para ele. Lancei-me contra ele, e provavelmente com um golpe de sorte ataquei seu rosto com um soco. Ele cambaleou para trás, e pareceu surpreso, eu não podia me dar o luxo de deixar ele se sentir assim, então pulei em cima dele e o soquei novamente com toda a força que eu tinha. Sangue saiu de sua boca, mas a única coisa que ele fez foi rir. O que me deixou possesso de raiva. Ele estava brincando comigo. Se eu tivesse uma espada aqui, agora, eu já teria acabado com esse idiota. Eu prendi suas mãos, mas em um segundo ele não estava ali. Eu fui para frente, me chocando com tudo entre duas camas. Entre Thalia e os meninos. Nathan estava do outro lado da sala limpando o sangue de sua boca. Eu me levantei e logo estava encostado á parede. Ele com a mão em meu pescoço.

– Maninho você é bem persistente, até porque a luta está perdida.

– Eu posso acabar com você, se não fosse...

– Se você estivesse com uma espada? Que seus poderes não fossem anulados dentro desse quarto? – Ele deu de ombros. – Talvez. Mas eu mando aqui! Sabe quantos anos eu não esperei por isso? Você é um pirralho, não vai estragar tudo isso! – Eu o chutei enquanto me segurava na parede e ele foi para trás.

– Você é um idiota. Só se garante por causa desse poder. Poder de Hécate! – Eu acusei.

– Na verdade não. Querido irmãozinho...

– Pare de me chamar de irmãozinho! – Ele me ignorou.

– Somos filhos de Hades. O Deus do submundo. Acha que nossos poderes são tão limitados assim? Seja inteligente. Eu vaguei por anos por Nova York, sozinho, enfrentando perigos...

– É por isso que você é tão triste? – Eu disse sarcástico. Nathan rosnou, irritado.

– Não! Eu descobri coisas que você não sabe fazer. Adquiri habilidades.

– E... – Eu disse fingido tédio. Isso estava o fazendo ficar irritado mesmo comigo. Gostei disso. Ele se irritava fácil demais.

– E que Hécate só fez aumentar isso no decorrer dos anos. Ela me aceitou aqui, e me tratou como um filho. – Arregalei os olhos.

– Você pegou sua mãe? Cara! Isso é nojento! – Eu vi seus olhos fervilharem de ódio e no segundo seguinte meu corpo estava todo paralisado e minha boca não conseguia se abrir. Nathan estava ao meu lado.

– Você é irritante! Cale a boca! – Tenho opção? Deu vontade de falar, mas minha situação me calou. – Hécate tem todos os tipos de feitiço. Ela queria me ensinar alguns básicos, mas acabou ensinando-me tudo. E eu só não me tornei melhor que ela, mas bom o suficiente para fazer magias eficientes. Hoje, tenho o dobro de poder de um semideus comum.

E quer começar uma guerra? Um semideus nunca poderá governar o Olimpo. É loucura! Mesmo que aqueles deuses sejam tolos, inconseqüentes, folgados, idiotas... Acho que já deu para entender não é? Eles são os únicos que conseguem, são poderosos demais.

Nathan me olhou por um segundo e disse:

– Não vai falar nada? – Oh, inteligência. Ele riu e disse:

– Ah, é! Você não pode falar nada. Mas eu realmente não me importo! – Ele deu de ombros. Andou até a porta e disse: — Vai ser ótimo tomar o Olimpo. Matar cada um dos deuses como sua mamãe postiça está fazendo e acabar com aqueles seus amiguinhos idiotas, que gostam de proteger os deuses... Todo esse seu mundo vai ser destruído. – Ele disse fechando a porta com uma força absurda. Minha boca relaxou depois de alguns minutos que ele saiu. Eu já estava me perguntando se eu ficaria daquele modo para sempre, ou até pelo menos Nathan voltar ali. Ouvi um gemido e me virei vendo Percy se levantar. Thalia fez a mesma coisa, mas parecia mais desperta.

– Foi isso mesmo que eu ouvi? – Eu corri até ela. Ela pegou na garganta. Ela estava com sede.

– Sim. Meu medo não é o Olimpo, mesmo que ele tenha aquele poder. Meu medo é o acampamento. Ele tem poder suficiente para fazer um estrago.

– Tem semideuses suficientes para proteger o acampamento! – Thalia disse confiante.

– Mas vai ser de surpresa. Isso só já tem uma vantagem imensa. Nós temos que mandar alguma mensagem, encontrar um modo de avisar eles. – Olhei para Percy depois que Thalia me puxou para ela e disse:

– Você sabe de alguma coisa que possamos fazer? – Percy negou e seus olhos se alargaram.

– Onde Annabeth está? – Indiquei para a cama ao lado e Percy se arrastou até ela. Eles todos ainda estavam fracos, mas agora pelo menos estavam cientes da situação.

– Seu irmão...

– Aquilo não pode ser considerado meu irmão Thals. – Eu disse suavemente, tentando ao máximo não ser grosseiro. Thalia ergueu uma sobrancelha, mas assentiu.

– É um plano insano.

– Eu sei. Mas você viu o que ele fez com Perséfone? Se ele fizer aquilo com alguns Deuses, será morte na certa.

– Deve ter um antídoto. – Pensei na única coisa possível que poderíamos fazer. Hécate.

– Hécate é a resposta. Ela foi enfeitiçada. Se conseguíssemos quebrar esse feitiço, por mais que seja muito poderoso, é o único modo de conseguirmos.

– Nossos poderes?

– Complemente anulados aqui. – Eu disse e Thalia ergueu a sobrancelha.

– Tem certeza?

– Eu só tentei os meus! – Eu me defendi. Percy falou algo e olhamos para o lado. Annabeth estava se levantando. Ela parecia ligeiramente atordoada. Percy a segurou e a colocou de volta para baixo. Thalia me cutucou.

– Como ela está?

– Ela era a que estava pior de nós. – Eu não querendo deixar Thalia chamei por Percy.

– Como ela está? – Repeti alto.

– Ela está melhor. Só está fraca, como nós! – Ele murmurou algo mais, mas eu não entendi. Ele começou a acariciar Annabeth a deixando confortável nos braços dele, e eu sorri para Thalia.

– Ele vai cuidar dela. – Thalia falou por mim. Ela se abaixou e pegou sua bota. A tirou do pé e a sacudiu. Caiu de lá, um cordão, e uma pequena sacolinha. Eu peguei a sacola.

– Leve para Percy, é ambrósia. Eu sempre carrego por precaução. E em situações extremas, acho que estamos numa dessas. – Assenti abrindo o saco. Tinha 4 porções.

– Coma uma. – Eu dei na boca de Thalia. – Você precisa. – Caminhei até Percy e dei a ele e a Annabeth. Ela logo melhorou e ela pegou na minha mão. Sorri.

– Não se preocupe. Arranjaremos um modo de sair daqui. – Ela sorriu.

– Tudo bem. Confio em vocês.

– Nós só vamos descansar um pouco. – Percy disse e eu assenti. Além disso, não podíamos mesmo fazer nada até Hécate aparecer por aqui. Pelo menos eu pensei assim. Voltei até Thalia e ela tinha o colar em suas mãos. De inicio pensei que era o cordão que Poseidon tinha nos dado como pista. Mas esse era diferente.

– De quem é?

– Se lembra da missão que fizemos com Apolo? – Eu assenti. Foram raras as vezes que tínhamos feitos missões por causa de Apolo, e todas às vezes ele tinha nos recompensado muito bem.

– Eu ganhei dele isso a última vez. Eu... – Thalia me olhou e parecia não querer falar. Fiquei curioso. Lembrei-me da missão e não achei nada demais. Pegar uma de suas filhas e trazer para o acampamento. Essa que foi concluída com sucesso.

– Ele disse que eu poderia chamar ele caso precisasse. Ele me devia um favor. – Ergui as sobrancelhas.

– Fizemos a mesma coisa e ele não me deu o cordão! – Thalia na mesma hora corou. O que fez meu sangue ferver; saquei na hora o que Apolo tinha tramado dando isso a ela. Ele estava dando em cima da minha namorada.

– Ele deu em cima de você? – Eu falei baixo, mas mesmo assim com muita raiva.

– Ele dá em cima de todo mundo, pelo menos do sexo feminino. – Thalia disse rebatendo.

– Mas você é...

– Eu sei que sou parente dele, mas nossa família toda é o que é hoje por causa de incestos. No acampamento meio-sangue... – Eu a interrompi.

– Não importa o parentesco. Somos primos Thalia. Tecnicamente. – Dei de ombros.

– Então, qual o problema? – Ela perguntou confusa.

– Você é minha namorada agora. Precisa de outro motivo? –Arranquei o colar de sua mão.

– Não quero que fale com ele. Ou aceite propostas daquele deus do sol safado. – Thalia riu e pegou em meu rosto. Ela atacou meus lábios e eu a beijei de volta, puxando e a cercando com meus braços. Seu beijo era viciante e quanto mais nossas línguas se enroscavam, mas eu queria sentir ela perto de mim, seu cheiro, tudo em Thalia. Só me separei quando sentir algo ser tirado de minha mão com facilidade e ouvi o riso dela enquanto me dava um selinho. Eu a olhei secamente quando ela apontou para o cordão.

– Não fique chateado. Mas é único modo de sairmos daqui mais depressa. – Assenti enquanto ela abriu o colar. Ele era prateado, tinha um pequeno pingente em formato de coração e tinha palavras em grego escritas nele, mas não pude ver quais eram, pois Thalia mexeu o colar muito rápido.

– Apolo! Se você puder me ouvir, responda. – Por um segundo pensei que talvez fosse mentira de Apolo e aquele cordão de Thalia fosse simples, mas logo ouvimos a voz dele.

– Oi Thalia! Não acredito que estou recebendo sua mensagem. Você mudou de idéia? Quer passar uma noite com o deus mais sexy do Olimpo? Mesmo Zeus não gostando muito da idéia, eu corro o risco por você. – Thalia olhou para mim e eu rosnei a Apolo.

– Não é nada disso Apolo. E olha, é melhor você ficar ligado, ela é minha namorada em? Seu incestuoso.

– Namorada? Nico? Filho de Hades e Filha de Zeus? Oh, eles não irão gostar disso! – Thalia nos interrompeu rapidamente.

– Não é essa a questão mais importante agora... Apolo estamos com sérios problemas e precisamos da sua ajuda. – Thalia contou tudo que estava acontecendo. Contou sobre Hécate e o possível feitiço nela. Contou de Nathan e o ataque ao acampamento meio-sangue.

– Ele é muito poderoso?

– Sim. O poder dele é muito grande. Ele tem a capacidade de semideuses como nós, elevada. – Eu expliquei a Apolo. – Hécate o ensinou diversos feitiços e duvido muito que ele não use magia negra. – Apolo fez um murmúrio em concordância que soou quase inaudível.

– Eu irei contatar Quíron. Com relação a vocês, eu nem como ajuda-lós. Talvez Tritão... – Thalia o interrompeu na hora.

– Não! Não ele! – Olhamos para Percy e Annabeth que agora estavam dormindo e voltamos a Apolo. – Tem que ter outra pessoa!

– Não acho que isso seja tão fácil assim meninos. Quando eu contar isso aos Olimpianos, com certeza, Tritão saberá. E Poseidon me falou que ele está muito preocupado com Annabeth... Olhe, eu vou tentar arranjar ajuda tudo bem? Thalia você pode me contatar sempre pelo cordão. Estou indo. – Thalia fechou o cordão e disse:

– Se Tritão vier, isso gerará problemas não é? – Eu assenti para ela.

– Com certeza.


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Notas finais
Se houver bastantes comentários, eu posto o próximo mais rápido. E muito melhor que esse Ok?? Façam um esforço galera!! Não custa comentar e dizer o que achou, não é?? Hum, Beijokas, fico á espera.
Com carinho Tia Any ♥