Ino e Gaara - Totalmente Sua
13 Capítulo 13
Notas iniciais
– O que... do que você está falando ? — A garota estava pálida e Gaara se arrependeu instantaneamente de ter dado aquela noticia daquela forma "bruta".
– Ela faleceu hoje Ino, precisamos partir. — O tom de voz utilizado por Gaara demonstrava arrependimento.
Tudo em branco.
Vazio.
Ela se desligou, seu corpo continuava ali em pé. Porém sua mente... Oh, sim! Ela estava em pani.
Gaara tentou chama-lá duas ou três vezes com estalares de dedos mas tudo o que ela soube fazer foi soluçar em meio ao choro incontido.
O ruivo tendo consciência de seu estado de pânico, arrumou as coisas o mais breve possível e pegando a loira pelos ombros partiram em direção ao aeroporto.
Ino não disse nada em nenhum momento. O silêncio pertubador dela fazia Gaara ter calafrios, afinal aonde foi parar a garota animada e sorridente de horas atrás?
Quando adentraram a aeronave o ruivo a deixou no quarto e deu uma breve saída. Voltando logo após com um copo de água e um pequeno comprimido branco ele a ordenou beber.
Aquela fora a ultima cartada do ruivo, calmantes, afinal o que mais poderia acalma-lá em um momento como aquele?
Ele tinha ciência de que nada naquele mundo faria ela se sentir melhor naquele momento. Mas talvez um pouco de remédios e um abraço fizesse com que ela se sentisse mais "confortável".
Após ela entregar o copo de água ainda que pela metade e ele confirmar que ela havia tomado o remédio eles se deitaram.
O ruivo estava sem camisa encostado na cabeceira da cama, enquanto a loira deitava sobre seu peito.
Os olhos perdidos em algum ponto fixo dentro do quarto.
Um suspiro. E o silencio de duas pessoas.
Aos poucos ela adormecera. O ruivo permaneceu ali o resto da madrugada com os olhos abertos apenas vigiando o sono da mais nova.
E por fim chegaram aos Estados Unidos.
Gaara como sempre utilizou toda sua influencia a seu favor. Com agilidade ligou para o hospital, e logo após para uma das funerarias mais caras da cidade. Ele cuidaria pessoalmente destes detalhes.
Ino apenas o observava.
– Vamos almoçar aonde? — Gaara questionara calmo enquanto arrastava o corpo de Ino do banco para o seu colo, estavam no carro, o motorista guiando sem destino.
– Não quero comer. -Ela disse em um suspiro cansado e ele afundou sua cabeça entre o pescoço da loira.
– Eu já passei por isso, sei que não é fácíl mas... eu estou aqui. -O tom utilizado por Gaara fora tão calmo e tão carinhoso que fez Ino o encarar.-
Aproximando-se da loira o ruivo deu-lhe um beijo calmo nos lábios levemente salgados, pelas lágrimas, dela.
– Quer que eu te deixe no hospital ? — Ele questionou incerto se deveria tocar naquele assunto novamente.
– Por favor. — A loira disse em um apelo e ele concordou orientando Baki a levarem os mesmo até o centro medico do ruivo.
Assim que pararam em frente a imensa torre do hospital Gaara e Ino desceram do carro. Conduzindo-a com uma das mãos eles adentraram a recepção. Ao conduzi-lá pelos corredores a fora Gaara tinha o olhar dos funcionários sobre si.
– Aonde está o Nara? — Gaara questionara a uma das enfermeiras que estavam no corredor.
– Está na sala dele senhor Sabaku. Segunda porta a direita.- A garota disse o orientando, sem olhar diretamente em seus olhos.
Gaara apenas assentira, indo em direção a sala indicada levando Ino pelas mãos.
– Nara? — Gaara disse sério encarando o homem. Shikamaru no Nara era o medico a quem Gaara tanto nomeava como o melhor do continente, e não era por pouco, Nara era formado pelas melhores faculdades.
– Oh senhor Sabaku, a que devo a honra? — O moreno se levantou rápido de sua mesa ajeitando o jaleco branco impecável.
– Nara, está é Ino, Yamanaka Ino. Ela e a filha de Yamanaka Kirochi, a senhora que faleceu a pouco. Poderia dar a causa da morte? — Gaara mandara em seu tom sútil.
– Ah! Primeiramente, meus pesames, sinto muito por sua mãe, Ino. Ela teve uma morte natural, isso posso lhe afirmar, falência multipla dos orgãos... e se permite me dizer senhorita Yamanaka, foi o melhor que poderia ter acontecido com sua mãe naquele momento. O câncer é uma doença muito... agressiva. — O moreno disse calmo enquanto observava os olhos da loira se encherem de lagrimas.
– Bem, agradeço pelo esclarecimento. E quais procedimentos devemos seguir agora? — Gaara perguntara, ele e Shikamaru eram os únicos que conversavam, Ino apenas escutava tudo em silêncio.
– Primeiramente vocês tem que assinar os termos junto do diretor administrativo, já que não tinha nenhum acompanhante junto da paciente.
– Como assim não havia nenhum acompanhante? Meu irmão... ele estava aqui junto de minha mãe. — foi a única que Ino conseguiu dizer, incrédula.
– Hm... sinto em informar mas o senhor Naruto Yamanaka Uzumaki, certo? — o moreno perguntara e vira Ino assentir — Ele deu baixa no hospital logo no terceiro dia de internação da senhora sua mãe. Ele foi informado hoje sobre a morte da sua mãe e informou que já está voltando de viagem. — Shikamaru respondera entregando um formulário a Ino, mostrando que ele dizia a verdade.
– Viagem, mas ele não podia viajar. — a dor da morte da mãe fora substituída pela fúria do irmão, Ino estava possessa.
– Bem não tenho mais nenhuma informação senhorita Ino, infelizmente. Enquanto a questão funerária acredito que o senhor Sabaku saberá o que fazer.
Gaara agradecera o Nara e sairá da sala imediatamente sendo seguido por Ino. Quando foram até a recepção atrás das informações que Shikamaru havia solicitado encontraram um certo loiro com os olhos vermelhos.
– SEU D.E.S.G.R.A.Ç.A.D.O !!!!!!!!!!!!!!! — Ino gritara com uma fúria nunca vista antes e saíra correndo pra cima do irmão, surpreendendo Gaara que não a impedira. Ele sabia que Ino precisava estravazar.
A loira, furiosa, quando alcançara o loiro dera-lhe diversos tapas no rosto e braços. Até marcas de unhas ficaram nele.
Naruto, que estava quase chorando, conseguira conter Ino. A imobilizara pelos pulsos mas ela continuava a se debater.
Gaara vendo a cena se aproximara, ao reconhecer Naruto, ele logo tratara de tirar Ino das mãos dele e o segurara pelo colarinho.
Sim, o ruivo tinha certeza que aquele loiro era sim o que estava com sua amiga, Hyuuga Hinata.
Gaara com sua força o jogara contra o chão.
– Todos em minha sala, agora. — e dera as costas.
Hinata que assistia a tudo perplexa ajudara Naruto a se levantar e, seguira com ele e com Ino até a sala do Sabaku.
Não demoraram a chegar a imensa sala de Gaara, ao entrarem ele fechara a porta e fora claro ao perguntar diretamente ao loiro:
– O que você estava fazendo com Hinata, em Paris, ao invés de estar cuidando de sua mãe aqui nos EUA ??????
– Eu... Eu estava a ajudando. — murmurara Naruto.
– A ajudando? Com o quê? — Gaara perguntara se aproximando até estar na frente do loiro.
Os dois eram altos, muito altos, talvez Gaara fosse apenas dez centímetros mais alto que o loiro.
– Com problemas familiares? — o ruivo erguera uma sobrancelha — E você não tinha problemas familiares pra resolver também não é? Sua mãe quase morrendo e você, se divertindo em Paris.
O soco do ruivo fora certeiro no queixo de Naruto.
Caído no chão e com a boca começando a sangrar Naruto disparara uma acusação.
– E você, Sabaku no Gaara? O que fazia em Paris? O que Ino tem a ver com isso, hein?
– Ino estava muito bem comigo. — Gaara deixara escapar.
– Ah sim, muito bem com você na sua cama, não?
– NARUTO! — Ino gritara envergonhada — Do que você está falando?
– Antes de ir pra Paris, Itachi viera visitar nossa mãe e me dissera que você estava com um cliente. — Naruto respondera a Ino e se levantara se voltando para Gaara — FILHO DA PUTA, TRANSFORMOU MINHA IRMÃ EM UMA PROSTITUTA!
– Fora ela que entrara nessa vida, eu não tenho nada a ver com isso. Só paguei por um serviço. — Gaara dissera frio a Naruto mas deixara Ino de olhos arregalados, chorosa e magoada.
– EU TE MATO. — Naruto partira pra cima de Gaara.
Fale com o autor