Notas iniciais
Olá coisas lindas da tia! Alguns dias sem postar né? Desculpem, estávamos ocupadas. Eu e a linda da Ino-chan esperamos que vocês gostem do capítulo. p.s. leitoras tem porrada... OLHO ROXO! Boa leitura!

Os olhos tão claros de Ino perderam o brilho no mesmo instante em que as palavras brutas de Gaara foram ditas. Ea face de uma doce pequena mulher se transformou no mais frio mármore.

O barulho do punho do ruivo batendo sobre o nariz de seu irmão fez com que seus pelos se arrepiassem por completo. Mas ela não conseguia esboçar reação alguma, estava perdida demais nas palavras de um certo alguém.

"Fora ela que entrara nessa vida, eu não tenho nada a ver com isso. Só paguei por um serviço. "

Como? Era o que ela se perguntava. Como ele conseguia dizer aquelas palavras sem expressar nenhum pouco de dor? Como ele conseguia dizer aquilo sem se lembrar de que ele um dia havia dito a ela que a amava.

Alias será que ele a amava mesmo? Ou era apenas um jogo de interesse.

Um jogo, subjeita-la a seus desejos.

PAREM COM ISSO!- A morena até agora desconhecida por Ino gritava desesperada enquanto ambos os homens rolavam aos socos no carpete italiano da enorme sala do Sabaku.

Ao tomar consciência de que nenhuma das duas conseguiriam segurar os dois homens ambas correram em meio aos corredores a procura de algum segurança.

QUEM VOCÊ ACHA QUE É PARA FAZER MINHA IRMÃ DE PUTA SEU MISERÁVEL!! — Naruto disse entre um soco ou outro enquanto segurava Gaara pela gola da camisa.

ELA FEZ ISSO POR VOCÊ E PELA SUA MÃE SEU INGRATO DE MERDA! – Gaara disse se soltando com um impulso quando deu uma cotovelada sobre o nariz do loiro fazendo o mesmo cambalear três ou quatro passos para trás caindo sobre a mesa de madeira totalmente desnorteado.

ELA NÃO PRECISAVA DISSO, NA VERDADE NUNCA PRECISARÍAMOS DA SUA AJUDA E DA MERDA DO DINHEIRO QUE VOCÊ TEM.– Naruto se levantava da mesa. Suas costas doíam pela pancada, irritado com a audácia daquele homem o jovem mais uma vez o atingiu com um belo soco no olho que na hora ficara roxo.

Gaara praguejou e cambaleou.

– Você diz isto agora que sua mãe já está morta. Acredito que sem minha ajuda ela não viveria nem dois dias em um hospital público. Mas você não se importa, não é? Afinal enquanto sua mãe estava partindo desta para uma melhor você estava em Paris curtindo com a Hyuuga. — O chute certeiro de Gaara na virilha de Naruto fez com que o loiro urra-se de dor se ajoelhando no chão.

EU JÁ DISSE INFERNOS! ESTAVA AJUDANDO ELA COM UM ASSUNTO FAMILIAR.– Naruto estava puto da cara mas cansado, tentando se levantar para golpear o ruivo que no momento tinha um canto da boca sangrando.

Assunto familiar? Que envolvia jantares romanticos, carinhos e sexo? Me conte outra seu filho de uma puta.– O ruivo estava possesso. Aproximando-se do loiro ele o erguera pela gola o fazendo ficar de pé.

O que você quer? Quer que eu diga que eu estava me prostituindo? SIM É ISSO SEU PLAYBOY BABACA! EU ESTAVA SAINDO COM ELA PARA GANHAR DINHEIRO. PORRA!– Um riso rouco por parte do ruivo fez o loiro ficar rubro de ódio e vergonha.

Oh sim, eu já esperava isso. Eu não tenho nada a ver com sua vida moleque, só não se intrometa em meus assuntos ou vai se arrepender.– Gaara ameaçou limpando um filete de sangue que escorria de sua sobrancelha.-

Nunca mais encoste um dedo se quer na minha irmã. Faça isso e não teremos problemas.– Apesar da idade Naruto mostrava excesso de confiança ao ameaçar o ruivo.

Fodi com sua irmã durante duas semanas e agora espera que eu não toque nela? Sinto em lhe informar fedelho mais isso não vai acontecer.– O ruivo se afastava saindo da sala. Assim que o ruivo se virou encontrou tanto a morena quanto a loira apavoradas acompanhadas de dois homens, provavelmente seguranças do hospital. — Não ousem tocar a mão em mim ou os dois estão na rua. Leve o garoto para a enfermaria. – Gaara disse rude aos dois homens que apenas assentiram adentrando a sala aonde o garoto estava. O ruivo permanesceu dois ou três minutos parado no mesmo lugar enquanto resmungava consigo mesmo as dores espalhadas pelo corpo além do sangramento constante no nariz, com um lenço francês ele limpou o rosto. O olho doia claro, mas om certeza ele havia torcido ou quebrado alguma parte do corpo.

A morena adentrou a sala com urgência observando os hematomas do loiro.

Já Ino manteve o silêncio enquanto se afastava daquela sala, tudo o que ela queria no momento era distancia.

O ruivo a acompanhou em todo o trajeto até saírem do hospital. Ao contrario do que Gaara imaginava ela não adentrou seu carro e sim pegou a rua a direita do hospital seguindo-a durante longos minutos. Depois de entrarem e saírem de ruas, passarem por becos úmidos eles se encontravam a frente da velha casa.

E desta vez Gaara resolveu se pronunciar, afinal porque estava naquele bairro... do suburbio?

Aonde estamos.– Ele disse serio a pegando pelo braço.

Em minha casa.- A resposta fria da loira o fez tremer. Ele jamais havia escutado ela falar daquela forma, tão impessoal.

O que estamos fazendo aqui?– Ele questionou desconfiado enquanto via a mesma empurrar o portão enferrujado sem forças.

Não houve resposta ele apenas pode acompanhar a garota passar pelo pequeno corredor ainda úmido pela provável chuva que havia atingido a região. Subindo as escadas a passos lerdos a loira parecia sofrer a cada nova aproximação.

Parada a frente da porta de madeira já descascada Ino posicionou sua mão sobre a maçaneta porém não a virou. Paralisada pela dor de encontrar dentro de uma pequena casa tantas memorias e acima de tudo tanta culpa.

Sem animo ela tomou coragem e de uma unica vez virou a pequena maçaneta dando a visão do interior da casa ao ruivo.

As paredes pintadas a tinta, o chão com o piso branco um pouco encardido devido ao tempo e a poeira a mesa de centro com quatro cadeiras na parede do canto direito havia uma pia pequena de mármore e também um fogão pequeno.

Gaara arfou quando visualizou tudo aquilo. Jamais imaginava que a garota vivia naquelas condições. Assim que a garota adentrou ao comodo raspando seus saltos sobre o piso velho o ruivo a acompanhou deslisando seus sapatos alemães pelo piso empoeirado.

Tomando um pouco mais de coragem o ruivo passou pela loira se virando podendo visualizar todo o comodo.

Ino porém não se importou com o fato do ruivo estar surpreso. Tomando um pouco de coragem ele adentrou ainda mais aquele mundo. A passos tímidos ele analisava cada detalhe da humilde casa.

Viveu aqui sua vida toda?– Ele questionou manso enquanto se aproximava da loira.

Boa parte dela...– Ino disse em um suspiro.

Você está brava comigo?– Ele com sua habitual postura dura a questionou de forma singela.

Não. Porque eu deveria estar, Gaara? Como você mesmo disse isso não passa de um contrato.– A resposta tão direta de Ino fez Gaara encara-lá surpreso.

Ele estava realmente abalado com aquele afastamento repentino de Ino.

A garota não esperou respostas, tampouco esperou uma discussão. Dando as costas para o homem a garota sumiu em meio ao corredor empoeirado em direção ao pequeno comodo ao qual ela tinha prazer de chamar de quarto.

Trancando a porta ela deixou o ruivo para fora totalmente desnorteado.

Ele não tinha muito o que fazer se não esperar. Obviamente ela havia se ofendido com o modo que ele se referia aquele "relacionamento".

Batendo as mãos sobre a calça social afim de retirar um pouco do suor que se formava em suas mãos. Tomando coragem ele passou os pés para um pequeno comodo ao qual deveria ser a sala a julgar pela pequena televisão e um sofá com o estofado rasgado.

Sem animo ele se sentou no estofado ainda que se sentindo incomodado com a falta de conforto.

Foram longos minutos, até que Ino resolveu sair do quarto.

Com os olhos inchados pelo choro continuo e com uma roupa preta ela se sentou ao lado do ruivo. Ele desta vez optou pelo silêncio discando o numero de Baki ele o ordenou que os busca-se imediatamente.

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Estava nublado não se ouvia uma voz se quer. O único som no imenso local era o farfalhar das folhas. Aos olhos marejados de uma loira e ao suspiros de um loiro o caixão descera sobre o tumulo recém aberto.

A face da loira era coberta por finas lágrimas, sem deixar ser amparada pelo ruivo ela se afastou de todos assim que o enterro se conclui.

Naquele dia tudo o que Ino queria era distância.

Precisava de um amigo para conversar, que a entendesse.

O único amigo que tinha, de verdade, era Itachi.

Sem esperar por Gaara ou dirigir uma única palavra ao ruivo, a loira seguiu rumo ao The Pink. Onde tudo começou.

Notas finais
Merecemos comentários?