Ino Enchanted
14 Capítulo 14
As pessoas ao nosso redor, poderiam facilmente nos identificar como um casal... o que no momento , para mim, deixava bem claro nossas intenções ... mas... eu tinha uma ponta de insegurança ...
Me afastei dele lentamente . Não ousei olhar pra ele... estava tímida. Me levanto , e acompanho a multidão que caminhava até a saída, ele vinha logo atrás. Já era bem tarde... eu não estava com sono...
—Foi divertido.—Eu digo quando chegamos na rua.
Ele concorda com a cabeça.
—Bem... o que sugere que façamos agora?—Eu digo animada, eu queria aproveitar cada momento antes de voltar..
Ele olha em volta e começa a pensar.
—Tem uma balada alí...—Eu sugiro , apontando pra uma direção.
Ele me olha irônico.
—Das últimas vezes que você foi a esses lugares , não saiu de lá bem acompanhada hm.—Ele me lembra.
—Ah... é.—Eu concordo sem graça.—Mas.. com você lá, não vai me deixar fazer besteira , né?—Eu pego seu braço e caminhamos em direção ao local.
Chegando lá, estava tocando música lenta... e como nós dois não éramos um casal, resolvemos começar com as bebidas.
—Vou querer uma caipirinha.—Eu digo animada ao barman.
—Whisky hm.
Confesso que quanto mais bebíamos, mais conversávamos abertamente sobre assuntos aleatórios. Foi muito bom.. foi a primeira vez que vejo ele daquele jeito... “soltinho”. Foi engraçado e fofo ao mesmo tempo.
—Então...—Ele começou, colocando seu copo na mesa.—O local já vai fechar hm.
Olho em volto e percebo que eles haviam desligado a música.
—Pois é.—Eu disse rindo. Ele não disse algo engraçado, mas o maldito álcool fazia isso comigo.
Percebo que ele suspira pesado.
—Vem... eu te levo pra casa hm.—Ele me pega pela mão e caminhamos em direção a saída.
Eu conseguia andar normalmente , mas a risada, eu não conseguia me conter. Tudo tinha graça pra mim...
—Você não deveria beber tanto hm.—Ele comenta , quando saímos na rua.
—Há há há .—Eu rio.
—Táxi..—Ele fazia um gesto pro carro.
O carro parou perto da gente, ele abre a porta, mas eu não entro... pelo contrário, agarro sua blusa e fico o encarando.
—Eu...—Eu comecei , com dificuldades pois ri tanto que minha barriga doía... estava cansada.—Não quero ir pra casa..
Ele ficou surpreso.
—Pra onde...?
—Vamos pra sua casa.—Eu digo, lhe mandando um sorriso e entrando no carro, ele logo vem em seguida.
Notei que ele ficou vermelho... por uns segundos eu não entendi o por quê... até recapitular minhas últimas palavras... vamos pra sua casa.... foi o que eu disse. A conotação era diferente na minha cabeça...
Chegamos no prédio dele , em silêncio ... o álcool ainda fazia efeito , então me senti a vontade em entrar e tirar minhas jóias e deixar num canto. Notei que ele me observava...
—O que foi?—Perguntei, me sentando no sofá.
—Nada hm.—Ele diz , se sentando ao meu lado.
—É que da última vez em que estive aqui não foi tão legal no final...—Eu digo.
—É... hm.—Ele concorda.
Eu me levanto e vou até a varanda, devo confessar que dava pra ver a cidade inteira alí, era lindo... o céu estava pra nascer em alguns minutos.. eu poderia ficar aqui observando esse belo momento acontecer. Mas de repente, meus olhos ficaram pesados...
—Baixinha...—Deidara coloca as mãos em meus ombros.—Vem dormir hm... te acompanho até o quarto de hóspedes.
Me viro lentamente e observo sua face. Ele parecia normal... quero dizer, não parecia cansado de ter virado a noite. Talvez já esteja acostumado, pelo tipo de vida que tem.
—Não...—Eu digo, colocando meus braços em volta do pescoço dele. Naquele momento em diante... eu só seguia meus desejos.—Eu... não estou cansada.—Eu me aproximava mais e mais dos lábios dele.
Os raios do sol já iluminavam a sala , quando resolvemos nos beijar. Foi bom... os lábios dele eram selvagens... naquele momento ... eu sabia que ele era o meu porto seguro ..
As coisas estavam ficando quentes, nos beijávamos apaixonados ... por um momento, eu pensei que faríamos ali mesmo.. no chão da sala. Mas ele fez algo.... algo que me travou. Ele começou a me tocar... como Sai fez.
Ele estava em cima de mim, então ...por reflexo eu apenas empurrei seu peito pra longe de mim. Não deu em nada pois, ele era mais pesado do que eu... mas foi o suficiente para ele se tocar.
—O que...?—Ele começou, mas eu o interrompi.
—Foi...—Eu comecei , me sentando e ajeitando minhas roupas, ele fez o mesmo.—Um reflexo involuntário...—Eu não queria falar sobre o assédio.
Ele me olhou confuso. Droga... eu não queria ter causado aquele clima estranho entre a gente... quero enfiar minha cabeça num buraco!
—Entendo hm.—Ele parecia estar decepcionado , claro né!
Mordi meus lábios ... não sabia o que dizer... mas eu precisava quebrar aquele clima constrangedor. Lentamente, ele começa a se levantar...
—Não!—Eu digo segurando sua camisa, ele para e me olha.
—O que você quer Ino hm?—Ele parecia bravo.—Kusou...
—É que...—Eu começo.
Notando que eu iria enrolar, ele se senta e fica encarando o nascer do sol. Fico observando ele por uns segundos e logo observo o que ele observava.
—Você me confunde hm.—Ele diz.
—Hum?—Eu o olho.
—Tch... uma hora você dá a entender que me quer e logo me empurra hm.—Ele definitivamente estava bolado.
Olho para meus dedos desconfortável. Droga... eu não queria passar essa impressão...
—Kusou Ino... você até colocou uma foto nossa no seu perfil.. hm.
—É....—eu abri minha boca, mas não achava as palavras certas.
Ele não esperou minha resposta , se levantou e começou a caminhar.
—É que eu fui assediada , tá?—Eu disse por fim, eu não queria esconder mais nada dele.—E o jeito que você me tocou, me lembrou dele..—Como foi difícil falar isso...
Notei que ele me olhava surpreso... se o conheço bem, ele vai me dizer algo ...só que dessa vez , foi a minha vez de se levantar e ir ao corredor.
—Baixinha....—Ele começou.
—Onde fica o quarto?—Perguntei olhando pras muitas portas que tinham ali.
—Eu...—Ele continuava, mas dessa vez, eu não queria ouvir.
—Preciso me deitar..—Eu também continuava...
—Segunda a direita hm.—Ele diz.
Caminho até lá, abro a porta e quando estava lá dentro , pude ouvi-lo.
—Desculpa hm.
Fechei a porta atrás de mim, com o coração palpitando... o que foi aquilo tudo?
Me joguei na cama exausta... abraço meu travesseiro até pegar no sono. Que ótima primeira vez Ino...
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