Ino Enchanted
13 Capítulo 13
—Ino?—Ouço alguém me chamar, olho em volta e vejo que é Tenten.
—Oi.—Eu aceno pra ela, que vem em minha direção.
—Eu tenho uma novidade..—Ela se senta empolgada.
—O que foi?—Pergunto, a julgar pela expressão dela, parecia algo grande.
—Eu vou me casar!—Ela diz , estendendo a mão.
Fico de boca aberta. Ela namora? Desde quando? Eu conheço o cara? Por quê ela nunca me disse nada? Me senti deixada de escanteio...
—Uau...—Eu disse, me levantando e lhe dando um abraço.—Parabéns amiga! Mas.. eu não conheço o seu pretendente..
Ela solta uma risada e se senta.
—Bem.... pra ser franca ninguém sabe.
—Hã?—Eu perguntei.
—É que eu namoro ele escondida...já faz uns três anos... porque meus pais... você sabe , são muito rigorosos...
Era verdade, eles são o tipo de pais casca dura... não deixam a filha sair com qualquer um e muito menos se relacionar com rapazes... pra eles, os estudos vem em primeiro lugar sempre. Admiro muito a morena pois, ela é muito submissa a eles... coisa que eu não seria em hipótese alguma ...
—Sim eu entendo, mas... por quê não contou pra gente?—Perguntei.
—Bem, eu queria muito ter dito, mas ele é muito tímido...—Ela diz sem graça.
—Entendo.--É um direito dele não querer nos conhecer...—E como vai ser daqui pra frente? Quero dizer... a faculdade e o estágio..
—Vou largar tudo isso e abrir uma academia junto com ele.—Ela diz empolgada.
Devo admitir que aquilo me pegou de surpresa...
—Uau.—Eu digo.
—A julgar pela sua cara, você não esperava isso de mim.—Ela diz entre risos.
—É isso mesmo.—Digo.
Começamos a conversar sobre seus preparativos... aquilo era o que eu precisava ... falar de assuntos “normais” .. ela me contou que ele se chamava Hyuuga Neji .. que mora na cidade vizinha a nossa... e coisas do tipo. Foi agradável, conversarmos até a parte da tarde, logo eu me vi caminhando de volta pra casa.
“Vai fazer o que hoje?” eu mandei pra Deidara.
Eu ainda continuava sem graça pelo o que fiz... droga.. foi só um selinho... nos dias de hoje, isso nem é considerado beijo , né?
“Nada” ele mandou, quando eu finalmente cheguei em casa.
Mordo meus lábios e fico pensando, se chamo ou não pra uma recreação. “Vamos lá Ino... vai ser como nos velhos tempos...”.
“Quer ir a algum lugar?” eu mando.
.
.
.
.
Quando ele chegou, estava tarde da noite... mas foi esse o horário combinado. Eu me despedi do meu pai, que me deu um leve sermão para tomar cuidado com Deidara ... ah se ele soubesse de Chiaki e Sai... iria me implorar pra ficar com o loiro. Izumi já havia partido pra sua tour, então nem me preocupei em dar satisfação pra ela sobre meu amigo.
—Oi.—Eu digo, quando sai de casa. Ele estava me esperando do outro lado da rua.
—Oi hm.—Ele diz, caminhando lentamente, se o conheço bem, diria que ele está tímido.
—Está tudo bem?—Eu pergunto , observando sua face.
Ele desvia o olhar.
—Está hm.
Algo estava acontecendo... então eu paro de caminhar e penso no pior.
—Vocês mataram aquele cara!—Eu digo tapando a boca.
Ele se vira rapidamente pra mim.
—Não hm.—Ele diz.
—Então por quê está assim?—Eu fico na sua frente.—Ele fez algo? Caíram na porrada?
—Baixinha...—Ele se desvia de mim e caminha.—Tantas perguntas hm.
Fiquei em silêncio por uns minutos, estávamos indo ao centro , onde iríamos num concerto... quando viramos a esquina um estalo veio em minha mente.
—Aquele homem misterioso!—Eu digo.—Da esquina! Que você disse que era trabalho..
—Esse mesmo hm.—Deidara parecia que não se importava com essa minha descoberta.
Sua falta de interesse em mim, me desanimou... eu não deveria... mas fiquei, poxa... ele é meu melhor amigo
—Baixinha..hm.—Ele me chama a atenção.—Eu... evito falar dessas coisas pra você hm.
—Por quê?—Questiono.—Eu não tenho doze anos Deidara.. eu sei me cuidar...
—Porque quando eu estou com você é pra esquecer dessa merda de vida hm.—Ele coloca as duas mãos em meus ombro, aquilo foi inesperado... eu era seu porto seguro ..?
Fico sem graça, fico vermelha , fico sem fala. Notando isso, ele se afasta e começa a caminhar, e eu vou logo em seguida.
—Então ...—Eu mexia no meu cabelo.—Fale comigo quando precisar.—Eu definitivamente não sabia o que dizer naquele clima.
Em filmes e livros de romance, essa era a hora exata dos protagonistas se beijarem e fazerem juras de amor... mas não éramos os mocinhos e não éramos um casal.
Chegamos no concerto, comprei uns doces e nos sentamos. Não havíamos trocado mais palavras.. droga!
—Você está fazendo o oposto do que eu disse.—Eu digo mordendo uma barra de chocolate.
Ele se vira, e fica me observando... odeio quando ele faz isso.
Faço careta e volto a comer.
—Vai voltar pro seu conto de fadas quando hm?—Ele pergunta por fim, quando a orquestra começa a tocar.
—Amanhã de noite.—Eu digo com desgosto..
Novamente , sem diálogos. Aquilo me deixou triste... poxa, eram minhas últimas horas livres ... eu queria estar conversando... rindo e fazendo algo empolgante. Não que a orquestra seja chata mas... eu quero algo a mais.
—Não queria que você fosse hm.—pude ouvir.
Lentamente eu me viro , e o encaro. Ele tinha um olhar sereno. Por impulso , recosto minha cabeça em seu peito e abraço seu braço direito. E para minha surpresa ele recosta sua cabeça na minha... ficamos assim até o show acabar. Esse foi meu jeito de dizer “eu também”.
Fale com o autor