Ino Enchanted

6 Capítulo 6


Notas iniciais
Mais um ,espero que gostem

—Troque sua vestimenta e me espere aqui em dois minutos.—Ele diz me deixando na porta.

—Ahn... okay.—Eu disse entrando no quarto.

Ótimo, agora estou em pânico, não sei que roupa colocar para andarmos de equinos.. mas por sorte, eu me lembrei que posso pesquisar sobre no Google. Pego meu celular e começo a digitar “Roupas de equinos” e levei um susto com os resultados... roupas para cavalos? Então era isso que eu faria com ele? Andar a cavalo?! Ele usou aquele vocabulário todo só para dizer que iríamos andar a cavalo?! Bufo de raiva e largo o celular na cama. Caminho pro closet e procuro uma calça e uma camiseta simples..

Assim que me troquei, ouço batidas na porta. “Deve ser ele.” Eu pensei, terminando de calçar as botas. Corro até a porta e o vejo com uma roupa de montaria clássica... segurei muito para não cair na gargalhada. Ao me ver, ele ficou surpreso.

—Onde estão as vestes de montaria de vossa majestade?—Ele me perguntou.

—Bem... é que sabe.—Eu precisava inventar uma desculpa rápida.—Estão na lavanderia.—Eu disse fechando a porta atrás de mim, nem a pau que eu usaria uma roupa daquelas.

—Certamente eu entendo.—Ele diz pegando minha mão e começando a caminhar.—Mas isso não vai nos atrapalhar em nada.—Ele me manda um sorriso, e eu retribuo sem graça.

Quando chegamos do lado de fora da casa, Kakashi me olhava surpreso ao ver minhas roupas, “Acho que fiz merda” pensei lhe mandando um gesto de Okay com a mão. Atrás dele, tinha dois homens de preto que seguravam dois enormes cavalos marrons. Eu gelei na hora ao ver o tamanho deles... eu iria montar naquilo?!

—Como vossa majestade escolheu... Quarto de Milhas.—O moreno disse, fazendo um gesto pra eu subir.

Engoli um seco. Eu nunca montei num cavalo... só em mulas .. e eu tenho certeza de que eles não se comportam como mulas.

Para não fazer feio, eu lhe mando um sorriso e me posiciono para subir... mas , como sou desastrada eu acabo que caindo de bunda na frente de todos.

—Está tudo bem?—Ele pergunta me ajudando a levantar.

—É que..—Eu comecei sem graça.—Estou enferrujada pra montaria.—Eu digo por fim.

—Então monte comigo.—Ele diz , subindo com agilidade em seu cavalo e fazendo um gesto para eu me sentar atrás dele.

Com muita dificuldade, eu subo. E juntos começamos a cavalgar em volta daquela imensa propriedade. Eu permaneci em silêncio ... não estava nem um pouco confortável alí. Eu olhava pros lados e via paparazzis tirando fotos e gritando nossos nomes. Definitivamente era algo vergonhoso de se fazer.

—Estou tão feliz de estar próximo a você.—Ele diz.

—Legal.—Foi a única coisa que consegui dizer... estava muito tensa.

—Posso lhe perguntar algo?

—Sim.—Eu disse.

—Se lhe for do agrado, permite-me deleitar com vossa majestade?

O que ele queria dizer com isso?

—Hum.. pode sim.—Eu disse.

Ele parecia corado. Então isso deve ser tipo uma jura de amor ou coisa do tipo ...

Ficamos a manhã inteira cavalgando. O que para ele foi magnifico , para mim foi um enjoo total. Voltamos para a casa para almoçar, para minha alegria... comemos em silêncio. Depois da refeição, ele começou a me contar sobre sua história e como era a vida lá na Coreia.. parecia que depois do casamento , “nós” iríamos para lá... resumindo, uma tremenda chatice. Eu contava os minutos para que as sete e quarenta e cinco chegassem ... eu queria muito ficar sozinha ... não aguentava mais ficar perto dele.. e quando deu , eu dei um pulo da cadeira.

—Meu príncipe...—Eu comecei de pé.—Vou me deitar, está no meu horário.

Ele se levanta também.

—Claro.—Ele estende o braço para mim.—Vamos ao seu ou ao meu aposento?

Como é?

—Como é?—Perguntei assustada, a gente ia ficar ... juntos... até no quarto?!

Ele ficou surpreso com minha reação.

—Vossa majestade concordou em se deleitar comigo.—Ele me lembra.

Droga! Eu pensei que já tínhamos feito essa coisa ai..

—Ahn...—Eu não conseguia dizer nada.

—Vamos para o seu, já que a casa é sua.—Ele diz , me conduzindo pelos corredores.

Sinto um frio na barriga. Eu não quero.. não quero fazer nada com esse cara dentro de um quarto.

Chegando lá, eu pego meu telefone discreta na cama e dou a desculpa de ir ao banheiro, chegando lá , tranco a porta e começo a digitar.

“Izumi... código vermelho.. seu noivo quer se deleitar comigo! O que isso significa?!” eu mandei frenética.

Ela logo me responde.

“Como assim?! Basicamente significa satisfazer-se ...” ela manda.

“Satisfazer com o quê?!” eu perguntei, torcendo pelo melhor.

“Bem... ele sempre dizia que eu tenho um corpo escultural...” ela me manda.

Sinto uma dor no estômago.

“Ele vai me molestar?!” eu digitei.

“Bem... tecnicamente não pois já é de maior... mas..” ela mandou.

“Que se dane minha idade! Ele quer tocar no meu corpo!” eu tentava manter a calma.

“Ino... me desculpa.”

“Não... eu não posso.”

“Por quê você aceitou?!”

“Porque eu não entendo nem meia palavra do que ele diz!” eu mandei furiosa.

Naquele instante... mais do que nunca , eu queria um abraço apertado do meu pai.

“Desculpa.” Ela me mandou.

“Eu nunca fiz isso..” eu mandei.

“Desculpa.” Ela me mandou novamente.

“Eu queria que fosse com alguém especial..” eu mandei.

“Me desculpa... agora está vivenciando um pouco da minha vida.” Ela manda.

“O quê? Já tiveram outros...?”.

“Já fiquei noiva mais de sete vezes..”

“Izumi... eu sinto muito.”

Aquela conversa estava me deixando mais enjoada do que tudo.

“O que está fazendo?” Mandei para Deidara, na tentativa de esquecer essa situação que estava prestes a acontecer.

“Esculpindo.” Ele me mandou

“Eu queria esculpir também.” Eu começo a ficar trêmula, ofegante...

“Não é algo tão simples.” Ele manda.

“....”

“Como vai as coisas ai?” ele pergunta.

Sem dizer nada, eu apenas tiro uma selfie minha. Estava com uma cara de choro, e vermelha como um tomate, envio pra ele e sem mais conversa eu saio do banheiro.

Ele estava sentado na cama... eu caminho e fico em sua frente. Eu não poderia recuar... pela Izumi... eu precisa ficar no lugar dela.

—Bem... não prefere dormir em sua cama ?—Perguntei na esperança dele concordar.

Ele abre um sorriso torto.

—Não.—Ele me puxa para mais próximo dele.

Com certa relutância eu me sento e permito que ele comece a passar a mão pelo meu corpo. Era horrível... ser tocada... por alguém que você mal conhece. Era horrível não poder revidar... era horrível ter a merda daquela vida.

—Eu te amo.—Ele sussurrou em meu ouvido.

Palavras vazias para mim... sem importância. Ele começou a me beijar .. foi tenso.. estava prestes a tirar minha roupa, quando tenho uma idéia.

—Ahn...—Eu começo afastando suas mãos de mim.—Desculpa, estou pra ficar de TPM.—Informo.

Ele fico surpreso.

—Ah.. me desculpe princesa.—Ele começa.—Mas... não me importo.—E volta a me beijar.

—Mas eu me importo.—Eu fico de pé.

Que cara nojento....

—Poderia ir agora?—Eu abro a porta do quarto.—Quem sabe na nossa noite de núpcias.—Sugeri com veemência.

Ele se levanta e me dá um longo beijo antes de sair. Fala sério... que tarado. Se bem que... ele é meu “noivo” então tecnicamente não é tão errado assim ele me beijar e tocar... eca.

Vou até a cama e me deito, graças aos céus aquela sensação ruim havia passado... mas lá no fundo eu ainda estava triste. Pois.. Izumi iria ter de aturar isso tudo quando se cassasse com este homem estranho.

Percebo que meu celular piscava.

“O que houve?” Era de Deidara, notei que ele havia me ligado várias vezes.

O que eu poderia dizer pra ele? Não posso dizer a verdade...

“Só acabei de assistir um filme de terror.” Eu mandei qualquer coisa que me veio a mente.

“Sei.” Ele me mandou.