Notas iniciais
Segundo capítulo /O/
Espero que gostem (cough~ E QUE ME MANDEM REVIEWS Ç_Ç ~cough)

Se você acha que é fácil manter uma vida dupla, está muito enganado. Ainda mais quando você é um assassino e precisa fugir da polícia constantemente, sendo que ela não sabe quem você é. E também precisa ter a fama de normalzinho e de "coitadinho por ter perdido os pais" na escola, tentar ser legal com todo mundo...

Hoje é dia 23 de março de 1998. Quase seis meses se passaram desde o assassínio de Brendan e Michel. Prometo que quando um ano se passar, irei fazer uma festa, dando a desculpa de fazer algo para a lembrança de minha mãe...

Ah, minha mãe. A pessoa mais justa, bondosa, alegre e simpática que já vi. Não merecia o fim que teve, e nem este filho horrível que tem.

Minha cruel vingança contra todos e todas que tentaram ou fizeram algo parecido com outras pessoas será maravilhosa e sangrenta... O sangue de todos esses filhos da puta será derramado pelas minhas mãos...

Como eu já disse anteriormente, eu fui matando outras pessoas depois de Brendan e Michel, começando pelos seus amigos drogados e alcóolicos. Consegui até o nome e endereço do traficante que servia as drogas pra eles, e dele, foi pesquisando cada cliente dele. Os que fizeram mal à alguém estão descansando no Inferno agora...

Atualmente, descobri que uma das professoras da minha escola (a de química, pra ser mais exato), praticou bullying no passado. Por causa do álcool (que bebeu desenfreadamente durante seus 18 a 22 anos) foi muito agressiva (verbalmente e fisicamente), principalmente com sua família, amigos e colegas de turma. Aos 23 anos, conseguiu ajuda médica, e hoje, com 48, está completamente curada. Mas o que aconteceria se ela tivesse uma recaída? Isso eu não posso perdoar... Imagina o que os amigos, colegas e parentes dela sofreram quando ela voltava de uma festa que servia bebidas álcoolicas, por exemplo... Não. Isso eu não vou perdoar.

Essa minha professora, de nome Millena, dá aula para o 1°, 2°, 3° ano do colegial e pra faculdade de noite. Estou em casa, pensando em um jeito de matá-la agora. Talvez seja melhor de noite, quando ela estiver saindo pra casa, e a escola estiver mais vazia...

Eu termino minha lição de casa de física e de português, e olho pro relógio, que marca 20:38. A aula dessa professora termina às 21:00, então eu tinha que me apressar. Fui ao banheiro e coloquei minhas lentes vermelhas. Arrumei a roupa com os canivetes por debaixo dela. Penteei os cabelos, e por precaução, coloquei um par de luvas brancas, aquelas que os médicos usam, e a caixa de fósforos no bolso. Enquanto eu andava até a escola, pensava em uma desculpa para poder entrar lá quase às 21:00h.

A caminhada da minha casa para a escola não durava mais que 5 minutos. Envolto em meus pensamentos, me deparei com o portão da escola. Era uma escola imensa, mas tinha uma portaria pequena, simples. Era tipo aquelas bilheterias de cinema fechadas, só que um pouco maior, e onde ficava o Senhor Jorge, o porteiro.

– Olá, Jorge — eu disse, sorrindo, para o porteiro quando cheguei lá. A fraca luz que iluminava a portaria daria pra disfarçar o vermelho dos olhos — Eu esqueci um caderno. Posso ir buscar?

O porteiro abriu um sorriso, e abriu o portão da escola. Eu sorri docemente, apesar que eu fiz força para disfarçar o sorriso sinistro e psicótico.

Saí correndo para a minha sala de aula. Não para fingir que procurava o caderno, mas sim porque ela era em frente à sala que a professora que iria morrer. Olhei o relógio: 20:58. Dois minutos apenas...

– Classe, boa noite, e não esqueçam de estudar para a prova da semana que vem. — ela disse, alguns segundos depois de Jin ter consultado o relógio. Todos os alunos saíram em disparada para fora da classe. A professora ficou por último, apagando a lousa, as luzes, e arrumando sua pasta. Quando saiu, a escola já estava deserta novamente, e o relógio de Jin marcava 21:16. Foi apenas o professor pisar pra fora da classe que Jin já estava em pé à sua frente, com o canivete na mão. A professora derrubou a pasta, recuando alguns passos. Jin abriu um sorriso psicótico.

– Você é Millena Giusti? — a professora fez que sim com a cabeça. Era uma mulher gorda, de cabelos curtos negros e encaracolados, e usava óculos retangulares de armação preta. Apesar de ter 48 anos, aparentava uma mulher de 35, apesar de toda a gordura. Corri em direção a ela, e até larguei o canivete, porque me ocuparia tempo se a matasse daquela jeito, daria muito trabalho limpar o sangue dela depois...

Tirei de meu bolso as luvas brancas, o que me impediria de deixar digitais. Olhei para o teto da classe. Suspirei aliviado porque eu lembrei que não existiam câmeras de segurança naquela parte da escola.

– Você piorou a vida de várias pessoas. Você fez elas terem pesadelos com suas agressões verbais e físicas. Você se encaixa no perfil das minhas mortes. — levei minhas mãos ao pescoço da professora. — Mellina, só se lembre que eu, o serial killer, o responsável por todas as mortes de Londres... Foi eu, Jin Ward.

E dito isso, minhas mãos apertaram o pescoço dela e eu o quebrei. Eu soltei a professora, que caiu estatelada, feito uma marionete, no chão. Então eu ouvi um grito de terror por trás de mim. Me virei, o coração batendo forte. Não era pra ter mais ninguém a essa hora.

– P... PROFESSORA! — eu ouvi uma voz fina, e a dona da voz estava parada à alguns metros de mim. Era uma garota baixinha, que tinha cabelos presos com "marias chiquinhas" e que ainda sim batiam na cintura, de cor negra. Seus olhos eram de um azul penetrante que eu achei muito bonito. Era como se um pintor tivesse pintado os olhos dela com todos os detalhes que se pode imaginar. Os olhos dela eram puxados e inclinados pra cima, o que me fez pensar que ela tinha descêndencia japonesa... E até me lembrou Akihito, um pouco. A garota deu um passo pra trás, ao me ver observando-a. Percebi que ela tinha seios MUITO grandes, para uma menina daquela altura. Mas eu não reconheci a garota. Da minha classe ela não era, mas ela pelo jeito me reconheceu. — J-JIN! COMO PODE?!

– Quem é você? — eu perguntei, com repugnância, tirando as luvas de médico. Ela estava atrapalhando o tempo exato do meu plano!

– E-Eu sou P-Pollyana — disse a menina — S-Sou do 1° ano... Tenho 15 anos... As pessoas costumam me chamar de Polu — eu não sei porque ela me deu tantas informações, mas eu confirmei que ela tinha descendência japonesa, porque ela disse seu apelido pronunciando "Poru" e não "Pólu" como seria o adequado para alguém que se chama Pollyana. — P-POR FAVOR, NÃO ME MATE, JIN! EU NÃO VOU CONTAR PRA NINGUÉM!

Oh. Ela não ia contar pra ninguém? Bem, ela poderia me render mais uma morte naquela noite, e eu poderia ir dormir satisfeito, mas eu precisava conseguir tempo.

– Ok... Polu. — eu repeti o apelido da garota — Mas se você contar pra alguém... A próxima vítima é você. — ela assentiu com a cabeça nervosamente, e depois saiu correndo, derrubando o caderno que ela tinha em mãos. — HEY! POLU! — mas Pollyana já tinha saído correndo. Abaixei para pegar o caderno. Pelo jeito ela tinha esquecido o caderno aqui e viera o buscar. Coloquei-o debaixo do braço, enquanto me virei para a professora morta. Arrastei-a até as escadas (na minha escola, tinham dois andares), e deixei-a por lá, nos últimos degraus. Enquanto corria de volta para a portaria, me lembrei que o banheiro dos professores ficava no andar de cima, o que me dava uma ótima desculpa, caso eu fosse interrogado depois.

– J-JORGE! — gritei o nome dele, e fingi começar a chorar — A-A PROFESSORA MILLENA! CAIU DA ESCADA... E QUEBROU O PESCOÇO!

Jorge me mandou ir pra casa, enquanto ligava para uma ambulância. Conclui que tinha atuado bem. Eu cheguei em casa, mas dessa vez não sorri ou ri psicoticamente, como eu sempre faço. Hoje eu estava preocupado, porque alguém me viu na cena do crime. Larguei o caderno de Pollyana na escrivaninha do meu quarto, do lado da minha mochila de escola, disposto a entregar para ela amanhã.

Adormeci pensando naqueles olhos azuis profundos que ela possuía.

Notas finais
Bem, eu meio que gostei desse capítulo, porque é aonde aparece a Polu (eu vou escrever "Polu", mas leiam "Poru", ok?) *-* Mereço reviews por ela? POR FAVOR GENTE, NÃO MATA NÃO. T^T
Ah sim! A aparência "concreta" da Polu é a Hatsune Miku de cabelo preto, caso queiram "vê-la" /o/