Notas iniciais
Olá, depois de 30 mil anos longe de terra firme, piratas! ºOº/ Tá... Acho que bebi leite demais ontem... Enfim, indo ao que interessa, acho que não seria legal começar o ano com todos os motivos infelizes que me fizeram passar mais de 700 dias longe dessa estória. Peço humildes perdões a todos os que continuaram acompanhando, bem como aos que favoritaram a fic e curtiram a página no Facebook. Espero sinceramente que gostem do capítulo e que deixem reviews, se possível - e se assim desejarem, depois de uma demora tão absurda. Queria ter feito mais por vocês em 2016... Desculpem-me, de verdade. Boa leitura e Feliz 2017!!

Apesar do forte vento e das gotículas penetrantes que vinham em direção a seu rosto, a tempestade estava perto do fim. De um ponto fixo, examinou a paisagem em busca do motivo de sua saída. Ele estava logo à frente, deitado sobre o longo cais de madeira, de bases antigas e firmes, permitindo que os efeitos da perturbação atmosférica fossem derramados ao longo de seu corpo e transpassassem suas vestes delgadas, escorrendo pelos cabelos ainda presos.

Demorou-se, caminhando pelo trâmite até o local onde estava. A chuva cessou aos poucos, à medida que a distância entre ambos era cortada em pequenos pedaços; à medida que algo doía e tentava fazê-la desistir.

Um tremelique rebobinou seus últimos passos. Assustou-se ao ver que a poça volumosa na qual pisara voltou-se contra o jovem que dormia, despertando-o de forma desagradável.

— Por que será... – disse ao levantar e virar-se parcialmente para ela. – Que eu sabia que você viria atrás de mim? – chalaceou com certo desdém.

A reação de seu rosto ao ver a leve desafeição fora rápida, contraindo sua fisionomia como se tivesse sido tomada por uma raiva antiga. Deu-lhe as costas; a umidade caída do céu desistiu de se mostrar e o traje enrolado nos braços da moça, por mais improvável que aquilo fosse, continuava quente e seco. Parecia-lhe faltar oxigênio nos pulmões e sua imobilidade se intensificou com os passos que agitavam a água atrás de si.

O jovem, com calma, a analisou por um momento; os braços tremiam sob as mangas curtas de seu yukata usual, o qual, encharcado, tornava suas formas acentuadamente tentadoras. Adiantou-se no caminho, repreendendo seus pensamentos indecentes e mantendo seus olhos frente a frente com os dela, por mais que a jovem que o atrapalhara teimasse em não fita-lo de volta.

— Eu... – estendeu-lhe o agasalho, que se desdobrou. – Achei que estaria com frio... – continuava fugindo de sua mira, tentando controlar o balançar involuntário do membro mais longe de si. Apressou-se quando o ninja retirou uma das mãos dos bolsos e recebeu sem cerimônia o que entregava. – Preciso ir – disse afastando-se dele, sem notar uma saliência pela qual tinha passado no caminho.

Atento, viu quando o fragmento férreo deflagrou a pele alva, roubando-lhe um passo manco e palavras desconexas. Não tardou até que atrasasse o andar.

— Hey! – chamou, traçando uma rota silenciosa, ao ver que a garota continuava seguindo para a costa.

— Já estou indo pra casa! Não precisa... – a loira parou de falar ao perceber a dormência que tomou posse de seu corpo. Naquele instante, um sentimento bastante pessoal de fraqueza ascendeu ao seu peito; o mesmo que costumava ter quando pega desprevenida, quando, particularmente, se encontrava ao alcance de alguém que podia tocar-lhe sem usar as mãos.

— Toda essa pressa me faz pensar que assusto você – aproximou-se exalando uma sensação termicamente fria. – Vê se não complica. Se não der jeito nisso agora, aquele prego enferrujado vai trazer problemas maiores do que um arranhão – simplificou, repousando o casaco sobre os ombros arqueados.

Shikamaru pôs-se de joelhos diante dela, tentando enxergar a ferida pouco profunda sem machuca-la. De leve, a brisa removeu parte do tecido que encobria seus joelhos, o que a fez se mexer um pouco mais, banhando em saliva a garganta rouca.

— É melhor ficar quieta, Problemática... – encarou-a rapidamente a tempo de vê-la encolher-se, colocando as vestes no lugar. – Não quero prestar atenção no que não devo – afirmou voltando a se concentrar no que fazia, sem comprovar a vermelhidão que a abrasava por dentro e por fora.

— Você é mesmo um idiota! – pronunciou-se num tom de rebeldia ignorado, virando o rosto em direção ao assoalho líquido.

— De nada pra você também...

— Até parece que sou eu quem deveria agradecer! Ainda estaria levando chuva se não fosse por mim!!

— Não sei se percebeu, mas a chuva parou – causou-lhe um gemido ao permitir o contato entre sangue e oxigênio.

— Que droga!! O que raios está fazendo?! – reclamou ao vê-lo guardando o composto que usara.

— É somente um peróxido[1], não precisa se alterar desse jei... – uma interjeição de dor cortou o ar. A kunoichi livrara-se dele de maneira um tanto tradicional, quase alcançando a areia antes de ser parada de novo.

— Por que insiste em usar esse jutsu RIDÍCULO?! Não pode me prender aqui pra sempre!! – gritou desconcertada, permitindo que o estresse se mostrasse e roubasse seu ar mais uma vez.

— É Jutsu Possessão da Sombra... – corrigiu, monótono. – E acho que esse chute nos deixa na mesma situação... – cobriu a testa com uma das mãos, acercando-se.

— Não estou em situação nenhuma! – contestou ao senti-lo completamente próximo a si, tropeçando ao conseguir andar novamente.

— Tem certeza? – assistiu-a desistir. – Porque... Apesar desse golpe e por mais estúpido que isso possa parecer... – quebrou o tom com um riso leve. – Não consigo te odiar tanto quanto você a mim.

A barreira que isolava a figura feminina pareceu desmoronar. Ela não o odiava como quando o conheceu – algo muito íntimo lhe dizia que tal sentimento sequer existiu – e, embora lágrimas nervosas tivessem vontade de aparecer e tocar seus lábios, não havia outro lugar onde desejasse estar naquele instante.

— Temari... – trouxe-a de volta de seus pensamentos ao puxá-la e ganhar a atenção das esmeraldas cristalinas de modo espontâneo. – Eu gosto de você – sussurrou para que o nada dos arredores não ouvisse. Eram visíveis a ternura e a aptidão com as quais a encarava, como se cobrasse uma resposta ao segurar seu braço frio com certa força.

— Mas eu não – sua voz desaparecia a cada pronúncia. – Eu não gosto de você... – disse após um riso que parecia sem jeito. Orbes bem abertos tentavam enxergar através de suas palavras. Perdera-se por um momento na escuridão séria que fitava seu rosto para somente depois voltar a pensar.

Livrou-se da mão fechada em si e afastou-se notavelmente dele, ao passo em que alcançava a areia onde tanto tentava chegar. – Eu... Eu odeio você! Todos sabem disso! – a inquietação que antes continha afogou seus olhos, caindo livremente como se a chuva houvesse retornado. A voz irritadiça e fina correu com ela de volta à casa, deixando-o a observá-la de longe enquanto desaparecia. – Droga, Shikamaru! Você estragou tudo!!

*~*~*~*

Naruto adentrou a penumbra que encobria o quarto onde dormia. Ainda sentindo as dores do punho mais que fechado de Neji, apanhou o bilhete que repousava sobre a pequena mesa, ao lado da cabeceira da cama. Ele dizia:

“Naruto onii-chan[2],

Fui procurar algumas flores para a Hinata-chan. Volto logo para que não se preocupe.

Moegi.✿”

— Hum... Moegi... Flores para a Hinata...? – repetiu a leitura em tom pensativo e brevemente desatento. – Mas espera um minuto! – assustou-se, alcançando o corredor de forma desesperada.

*~*~*~*

Chouji dormia diante da televisão, quase caindo da poltrona onde estava, quando uma trovejante pancada o acordou. Temari abrira a porta da frente com a mesma violência com a qual tinha fechado após deixar a casa de Asuma. Nas cenas seguintes, o garoto sonolento só pôde avistar seu vulto subindo as escadas, retirando-se tão rapidamente quanto havia surgido.

~*~

Poderia jurar sem medo que surtaria se tivesse que interagir com alguém antes de esmurrar alguma coisa. Andou perdida pelo longo corredor, com as roupas e o rosto ainda encharcados, dobrando o trinco do aposento que dividia e quase enfartando quando assimilou a situação.

— Mas o que... – olhou incrédula por um instante. – YAMANAKA, O QUE DEMÔNIOS VOCÊS DOIS ESTÃO FAZENDO AQUI???!!! – tentava conter-se com toda a boa vontade restante em sua cabeça a fim de evitar um assassinato. Ou um belo par disso.

Ino e Kiba encontravam-se em um entrave romântico muito peculiar, uma vez que se beijavam de modo um tanto sugestivo, sem a mínima decência de trancar a porta ou sem mesmo darem importância ao fato de que o rapaz estava quase sem camisa. Temari escondia o próprio rosto com uma das mãos, no leve intuito de não observar mais do que gostaria, ocultando de igual maneira as poucas lágrimas que trouxera consigo.

— Eu que pergunto o que você faz aqui! – disse Ino, recompondo-se de forma breve. – Você tinha ido se resolver com o Shikamaru, não tinha? – inquiriu, acionando um gatilho para a destruição.

— Se você tem amor a sua vida... – a loira de Suna respondeu pausada e macabramente, vendo ambos já de saída, antes que batesse mais um pedaço de madeira com uma vontade mortífera. – NUNCA MAIS PRONUNCIE O NOME DESSE PROTÓTIPO DE BICHO-PREGUIÇA NA MINHA FRENTE!!! – e o barulho estrondoso se ouviu, fazendo certo ninja de macacão laranja voltar-se para a mesma direção.

— Era só o que me faltava! – expulsava uma dose expressiva de vergonha alheia enquanto andava em círculos pelo cômodo, agora devidamente fechado, iluminado somente por uma discreta candeia próxima à janela.

~*~

— Tenho certeza que se fosse com ela eu mal teria o direito de reclamar... – Kiba se mostrava contrariado, com as mãos nos bolsos.

— É claro que você não teria! Ela o mataria antes que tentasse... – Ino prendia os cabelos, deixando de lado o rubor que carregava ao ver uma criatura espalhafatosa surgir do outro lado do corredor.

— Que bom que encontrei vocês!! – Naruto falava sem fôlego com um pedaço de papel em mãos.

— Por que a pressa, Ninjin[3]? Aconteceu alguma coisa? – Kiba o encarou com indiferença.

— A Moegi... – respirou mais uma vez. – Ela sumiu! – concluiu, inquieto.

— E como você tem certeza? Ela deve estar com o Konohamaru... – Ino deduziu o óbvio.

— Só o Udon está com ele! Acabei de vê-lo antes de subir. Ela deixou esse bilhete no meu quarto – disse mostrando o pedaço de folha de caderno.

— Certo, mas... O que a Hinata tem a ver c...

— Se liga, isso não importa! – interrompeu. – Já é tarde! Se ela ainda não voltou, pode ter acontecido alguma coisa!

— O cabeça-de-lámen tem razão. Vamos ajudar a procurar! – Kiba falou decididamente, chamando por Akamaru.

— Tá, nós vamos, mas... Vê se para de dar esses apelidos idiotas pra todo mundo que você encontra! – Ino reclamou, sendo ignorada pelos garotos que já corriam escada abaixo.

— Ué, a Toscana não vem? – Naruto questionava ao chegar ao andar inferior.

— Ora, mas é claro! – berrou ela, descendo a toda velocidade pelo corrimão. – MAS VOCÊ VAI APANHAR PRIMEIRO!!

*~*~*~*

— Não consegue mesmo esperar, não é? – a voz sóbria de Neji ecoava pelo quarto de hóspedes após derramar o peso de um suspiro por trás de seus braços cruzados. – Eu já disse que teremos tempo para falar sobre isso quando...

— Você só pode estar de brincadeira! – a silhueta que chegara ao local poucos segundos antes trabalhava o ódio habitual de suas palavras. – Já... Passou por essa sua cabeça de gênio arrogante que faz quase um maldito ano que você voltou daquela missão desgraçada, que deveria ser MINHA por sinal, e que até agora eu não sei de um único detalhe infeliz do que está acontecendo? Tudo mudou desde que você chegou! Bastou que Tsunade soubesse que estava por perto para cancelar a ordem que poderia me levar até o meu irmão!! Será que...

— Poderia calar a boca pelo menos por um minuto e prestar atenção?! – assustou-a ao mostrar-lhe as veias dilatadas em seu rosto somadas a uma irritação rasa em seus olhos. Encarou-a por um breve instante, como se quisesse se certificar de que permaneceria em silêncio por poucos milésimos, até que percebeu uma respiração compassada surgir.

— Tudo bem... – aqueceu a garganta, desviando dele e indo de encontro a uma das muitas plataformas vítreas da casa. A lua observava a noite tranquilamente. Viu o Byakugan ser desativado ao olhar o reflexo que se aproximava por trás de si.

— Tenten... – pronunciou-se, percebendo o grande espaço de tempo através do qual não dizia seu nome com alguma naturalidade. – Antes de tudo, eu gostaria que entendesse que o sigilo de uma missão não pode ser quebrado, menos ainda pela curiosidade de uma colega de equipe perspicaz e audaciosa... – riu internamente do olhar apertado e da expressão de criança abusada que tomaram as feições acesas da garota. – Mas, se me permite instituir uma condição, talvez eu... – hesitou com mais uma expiração incômoda. – Possa satisfazê-la de algum modo.

Tenten olhou para baixo novamente, com medo que visse a configuração surpresa e desentendida que se mostrava em sua face. Lembrou-se de um dia, anos antes, em que sílabas iguais ressoaram na área de treinamento 7. Sua mente guardava cada movimento que se seguiu a partir daquilo.

~*~

— Então acha mesmo que pode se redimir depois e ter me deixado com aqueles espinafres malucos pra correr 270 voltas ao redor da vila? – soava irônica.

— Sabe por quanto tempo me deixou esperando? – ignorou-a novamente, seu timbre quase desvanecendo apesar da ênfase colocada em cada uma das letras.

— Falando assim até parece uma menininha reclamando – Tenten sorriu, arrancando um semblante enraivecido do Hyuuga, o qual se tornou tempestuoso com as observações subsequentes. – E com o cabelo desse tamanho é que é impossível não parecer.

A próxima coisa da qual lembrava era de ser quase atingida por um dos golpes típicos da Kekkei Genkai do garoto. A partir dali, começaram a habitual dança que tanto os fazia bem, com passos afiados e deslizes cortantes.

Instantes oportunistas permitiam a ela que invadisse sua defesa absoluta, combinando pequenas explosões com o tilintar ágil e praticamente invisível das armas que dominava tão bem. Seus momentos de glória, por conta do que era natural, sempre acabavam intercalando-se com os ataques ferozes dos punhos dele.

Daquela vez, tudo acabou com uma kunoichi, de chakra drenado, paralisada.

~*~

— Eu falava sério quando eu disse que jogasse seus medos e angústias sobre mim – comunicava-se de pé, diante das rotineiras nuvens de pó, agora num cômodo razoavelmente irreconhecível.

A superioridade que teimava em preencher lacunas dentro de si pulsava junto ao sangue quente e fluido em suas veias. Posicionou-se em paralelo à sua oponente – e por que não dizer diante de sua favorita? – para que pudesse explicar todo o processo pelo qual não havia fechado seus canais de chakra e que, embora a dor fosse mutilante, ela sobreviveria.

No entanto, por mais que esperasse vê-la imóvel por alguns minutos, um raio de velocidade e força consideráveis o atingiu, encontrando-se, quando se dera conta, caído sobre o velho assoalho.

— Eu te disse... Para parar de me subestimar, não disse? – a fúria era evidente em seus olhos castanhos. Seus lábios, sérios, provocante e naturalmente rosados, disfarçavam um misto de satisfação e deboche. Ele riu.

— Hum... Você realmente acha isso divertido, não é? – fez com que o rosto da shinobi, que mantinha uma lâmina de arremesso próxima ao seu pescoço, se acalmasse. Ela se levantou, analisando o estrago ao redor, as roupas desarrumadas de ambos e toda a improbabilidade que teria levado àquela bagunça.

Leves risos se transformaram em gargalhadas felizes. Ele estava certo; ria discretamente com ela, erguendo-se no instante em que os tons alegres se calaram e retornaram à serenidade. Estavam frente a frente mais uma vez.

— Pode até ser que tenha razão... – fê-lo arquear uma sobrancelha, num ato de incoerência. – Mas não quero mais resolver as coisas assim – deixou que assistisse ao retorno de uma aparência preocupada.

Sucintamente fitou os membros descobertos e enfaixados que ele mantinha. Lembrou-se que as próprias pernas ainda não tinham parado de doer, e que a armação de Tsunade para fazê-la lembrar dos caminhos conduzidos pela ira já havia deixado marcas demais. Encontrou seus olhos com sinceridade.

— Eu sei que é contra as regras, mas... Ele é minha única boa lembrança que ainda pode estar viva – riu ao invés de deixar que uma lágrima rolasse. – Sem falar que... – deu as costas pra ele, concentrando-se em pontos aleatórios que fossem diferentes de seu rosto. – Vocês seriam idênticos, não fosse sua genialidade arrogante...

— Os olhos também – acrescentou, trazendo-a feixes de memórias que a fizeram sorrir.

Ela abraçou o próprio corpo enquanto mantinha seus braços cruzados. Sentia falta dele com tamanha intensidade que aniquilaria qualquer outro amor que pudesse sentir naquele momento. Ou, ao menos, era o que pensava.

Sentiu-se observada novamente. A respiração pesada de Neji batia em seu pescoço, em conjunto com dizeres frugais.

— Terá as respostas que procura quando voltarmos à Konoha – foi breve.

— Por acaso estaria mentindo de novo, Hyuuga? – tentou readquirir a seriedade com a qual vinha se dirigindo a ele. – Se prometesse, eu acreditaria – sua tonalidade ainda era desesperançosa.

— Então que seja assim – surpreendeu-a com a resposta direta. – Desde que Tsunade não tenha conhecimento de nada.

— Então essa é a sua condição? – virou-se para ele, deparando-se com uma imagem resoluta e impenetrável, de braços dispostos em cruz e o mesmo olhar intimidador de sempre. Era a imagem dele da qual se lembrava. E a exatidão em seus olhos claros era a única coisa que precisava para saber que dizia a verdade.

Embebendo-se totalmente nela, bem como no modo como o fez reagir ao tomá-lo em seus braços, a felicidade em seu sorriso o tranquilizava. Era ela quem melhor sabia que Neji Hyuuga não era acostumado com qualquer contato físico, contraditoriamente sendo a única que não o fazia se sentir de certa forma culpado com relação a isso.

Tinha a suave sensação de que havia algo menos pesado em seu peito, como se fosse um pássaro livre que se entregava aos céus, sentindo o ar tomar-lhe os pulmões de um jeito particular. Complementava levemente a força com a qual ela se agarrava a ele, como se precisasse disso. Era o que mais queria. E ela não deveria saber.

[1] Peróxido de Hidrogênio, conhecido como água oxigenada, é comumente utilizado como antisséptico em pequenas lesões, inclusive para a prevenção do tétano, em caso de injúrias causadas por objetos revestidos por ferrugem.

[2] “Irmão mais velho”, em japonês.

[3] “Cenoura”, em japonês.

Notas finais
Música para este capítulo: "On Your Side", performed by A Rocket To The Moon. Acompanhe as atualizações de "Innocence" pelo Facebook: https://www.facebook.com/nipponystories/