Innocence
30 Epílogo
Bella POV.
Eu me encarava no espelho, sem realmente acreditar que aquele grande momento chegara. O nervosismo tomava conta de mim, ao mesmo tempo em que eu ficava tranqüila.
Era impossível conciliar as duas emoções ao mesmo tempo.
Estava tranqüila porque, por um lado, era com ele... Com Edward que em breve eu me casaria. E nós vivíamos juntos desde que eu estava grávida e não se passara muito desde que assumimos nosso relacionamento. Porém, estava nervosa e tinha todo o direito. Eu era a noiva, iria me casar com o homem que eu amei desde a primeira vez que vi.
Olhando para o espelho, sorri ao me lembrar de quando Edward começou a falar dospreparativos do nosso casamento.
Flashback.
- É estranho – comentei, enquanto olhávamos revistas. – Já temos nossos dois filhos, por que preocupar com isso? Não é como se eu fosse ‘pura’ para usar um vestido de noiva.
- Bella! – Edward revirou os olhos. – Você vai usa um vestido, ok? E vai ser tudo perfeito. Nossos filhos vão entrar com nossas alianças... Vai ser bem lindo.
- Bem, por mim, nós nos casaríamos em Las Vegas, mas já que todos fazem questão... – Eu ri, dando de ombros, passando mais uma página da revista.
E, então, ela estava longe. Eu olhei para Edward, completamente confusa.
- Por mais que a ideia seja tentadora... – sussurrou, enquanto seus lábios passeavam pelo meu pescoço. Eu ofeguei, fechando os olhos. – Eu quero me casar com você direito. E tudo vai ser perfeito.
- Uhum... – gemi. – Edward... As crianças.
- Estão dormindo. – Suas mãos passearam por minha cintura, já subindo e trazendo minha blusa. – E amanhã é sábado, não temos que acordar cedo...
- Mas...
- Shh...
E então ele me beijou, silenciando-me completamente.
Fim do Flashback.
Eu fiquei vermelha e ri disso, vendo meu reflexo no espelho. Era difícil de acreditar que aquele lindo vestido era meu e que eu segurava meu buquê. Era praticamente impossível de achar que tudo aquilo era real; o vestido, o buquê, o enorme sorriso no rosto, o penteado...
Não parecia ser eu, mas era.
E eu me casaria com Edward.
Depois de tudo o que passamos, as dificuldades, momentos de alegria e tristeza, iríamos nos casar. Oficializar, enfim, nossa união.
Batidas à porta tiraram-me de meus devaneios.
Suspirei.
- Entre – sorri.
Pelo reflexo do espelho, vi meus pais entrando, carregando meus filhos. Sophie estava usando um vestido branco e seus cabelos estavam soltos, formando cachos nas pontas. E ela estava tão linda naquele vestido! Seus olhos verdes brilhavam como nunca, e ela entrou andando, parecendo tomar todo o cuidado para não amassar sua roupa. Thomas estava todo de preto, com um sorriso enorme, seus olhos castanhos indo de um lado para o outro.
- Você está tão linda! – Minha mãe veio até a mim, com lágrimas nos olhos e sorrindo calorosamente.
- Você também, mãe – sorri.
- Bells... – Meu pai tinha lágrimas nos olhos também, e ele sorria bobamente para mim. – Você está tão linda, minha filha. Eu nem acredito que minha menina virou uma mulher...
- Pai... – corei.
- Eu quero que saiba, Bella... – Ele se aproximou de mim e minha mãe se afastou, olhando meus dois filhos. – Eu tenho muito orgulho de você, muito. Você batalhou tanto, abriu mão de tanta coisa! E merece tudo o que tem hoje.
- Pai... – Eu o abracei, meio sem jeito, enquanto tentava segurar as lágrimas. Meu pai não era um homem de palavras, assim como eu. – Eu te amo.
- Eu te amo também, Bells. E desejo toda a felicidade do mundo para você. – Ele se afastou e deu um beijo demorado na minha testa. – Você está pronta?
- Sim. – Minha voz nunca saiu tão confiante como agora. – Eu estou pronta.
Eu nunca tive tanta certeza de algo na vida.
Edward POV.
Nervoso. Talvez uma palavra que não fosse capaz de descrever como eu estava naquele momento, mas era a mais próxima.
Eu já estava na Igreja, apenas esperando Bella. Alice já havia chegado e tinha um enorme sorriso no rosto. Assim como minha mãe, meu pai e meus irmãos. Rose estava com Luke, segurando-o no colo, enquanto os convidados brincavam com ele. Estávamos do lado de fora da Igreja, todos nós.
- Edward! – Alice veio saltitante até a mim. – Entre, Bella está a caminho!
E parecia que a hora não chegava nunca.
Todos nós fomos posicionados.
Os casais de padrinhos foram os primeiros a entrar – tanto os meus padrinhos como os de Bella – e se posicionarem nos lugares que cabiam a eles. Renée entrou logo em seguida, de braços dados com o meu pai, e eu esperei alguns momentos antes de entrar de braços dados com a minha mãe.
Ela sorria e tinha algumas lágrimas nos olhos.
- Boa sorte, Edward. – Beijou a minha testa, quando eu já estava em frente ao altar. – Eu te amo.
- Obrigado, mãe – sussurrei. – Eu também te amo.
E então, Clair de Lune começou a tocar. Foi emocionante ver Sophie, Thomas e Luke adentrarem a Igreja, com Luke um pouco atrás dos dois, igualmente lindo. E foi ainda mais emocionante quando Bella apareceu, de braços dados com Charlie.
Seus passos eram lentos, e, apesar da multidão que Alice havia convidado, eu só conseguia enxergá-la. A mulher que chegou em minha vida de maneira sutil, mas a mudou completamente, deixando-me incapaz de viver longe dela.
Eu desci do altar, andando até o local que tinha que andar, para receber Bella.
- Cuide bem dela. – Foram as palavras de meu sogro, assim que ele me passou a filha.
- Cuidarei – murmurei, beijando de forma delicada, a testa de Bella.
Nós entrelaçamos nossos braços e seguimos até o genuflexório, onde nós nos ajoelhamos, de frente para o sacerdote.
O sacerdote deu início à parte litúrgica, mas parecia impossível me concentrar em suas palavras, porque era Bella ali comigo. A mulher que eu amava.
Casar nunca pareceu tão certo.
Porque agora, mais do que nunca, eu entendia o verdadeiro sentido da palavra amor. Com Tanya havia dúvidas, mas com Bella, tudo era a mais pura certeza.
E, então, nós nos levantamos, e ficamos de frente um para o outro.
- Eu, Isabella Swan... – Bella murmurou, olhando em meus olhos. Seus olhos castanhos estavam marejados. – Prometo amá-lo e respeitá-lo, Edward Cullen, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.
- Eu, Edward Cullen, prometo amá-la e respeitá-la, Isabella Swan, na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, por todos os dias de minha vida, até que a morte nos separe.
- As alianças, por favor.
Minhas mãos tremiam ao colocar a aliança no dedo de Bella, assim como as dela. Não porque tínhamos dúvidas, mas sim porque era emoção demais.
- Edward Anthony Cullen, você aceita Isabella Marie Swan como sua legítima esposa, para amá-la e respeitá-la por todos os dias de sua vida?
- Aceito.
- E você, Isabella Marie Swan, aceita Edward Anthony Cullen como seu legítimo esposo, para amá-lo e respeitá-lo por todos os dias de sua vida?
- Aceito.
- Então, se não há ninguém aqui contra essa união... – O sacerdote silenciou-se por alguns segundos. – Eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.
E foi com todo o cuidado do mundo que eu segurei o rosto de Bella entre minhas mãos e delicadamente a beijei.
Bella POV.
Assim que tudo terminou, Edward e eu seguimos até a nossa festa, em um salão enorme, onde todos os convidados já estavam nos esperando. Eles formaram uma fila e nós recebemos cumprimentos de todos eles. Quando foi a vez de nossos filhos, chuvas de flashes voaram sobre nós.
- Nossos pequenos estão tão lindos... – Eu disse, enquanto dançávamos. Sophie e Thomas tinham um enorme sorriso no rosto e olhavam para nós. – Vou sentir falta deles nesses dias que passaremos fora.
- Eu também. – Edward beijou-me delicadamente. – E eles realmente estão lindos. Quem diria... Quase três anos!
- Sim. Daqui a pouco estarão adolescentes, com namorados, chegando tarde em casa...
- Não. – Edward riu. – O Thomas pode até ser, mas a Sophie vai ser nossa garotinha para sempre!
Eu ri alto com isso.
- Sonhe, querido – murmurei. – Continue sonhando.
Partir para a lua de mel foi algo difícil. Nossos filhos ficariam com Esme e Carlisle, por uma semana, enquanto nós iríamos até a Espanha.
Eu não sabia como era nosso quarto de hotel, não planejei nossos passeios, nem nada do tipo. Só Alice e Edward sabiam e eles se recusaram a me contar, dizendo que era surpresa.
E chegar ao hotel... completamente exausta, mas igualmente encantada, junto de Edward Cullen, agora meu marido.
- Por que está sorrindo desse jeito? – Edward sussurrou, quando estávamos já dentro do quarto.
- Porque eu estou feliz – ri. – Não tem como ficar mais perfeito. Você agora é meu marido, nós temos dois filhos maravilhosos, e tudo se resolveu.
Edward se aproximou de mim, depois de ter se livrado da gravata, e me puxou para perto dele.
- Vai ficar – sussurrou. – Porque eu mal comecei com você, meu bem.
Seus lábios tocaram os meus e sua língua pediu, gentilmente, passagem. Nosso beijo começou calmo, cheio do carinho e do amor que ambos sabíamos que sentíamos um pelo o outro. Porém, quando a urgência começou a tomar conta, nosso beijo ficou mais afoito, embora igualmente delicioso.
Minhas mãos, trêmulas, tiraram cada peça de roupa de Edward, enquanto ele fazia o mesmo comigo, mesmo que suas mãos fossem mais precisas e firmes. Ele me conhecia como ninguém, conhecia meu corpo, os pontos aonde eu tinha mais prazer.
Ele me deitou delicadamente na cama, ficando por cima de mim. Suas mãos seguraram meu rosto, enquanto ele se inclinava e me beijava.
E, olhando em meus olhos, Edward me penetrou.
Nossos movimentos eram sincronizados, em uma dança perfeita nossos corpos se uniam e se separavam. E os gemidos ecoavam por todo o quarto, enquanto que, nos olhando, e nos beijando, nós nos amávamos.
- Eu te amo tanto. – Edward sussurrou, assim que atingimos nosso ápice.
- Eu também.
Deitando na nossa posição preferida – de conchinha –, adormecemos.
Edward POV.
Um raio de luz adentrou o quarto, batendo diretamente no meu rosto, e fazendo com que eu piscasse os olhos freneticamente. Bastou abri-los totalmente para eu ver Bella, ainda dormindo, nos meus braços, ressonando tranquilamente.
Minha mulher.
Saindo de seus braços com cuidado, levantei-me, e coloquei a boxer que ainda jazia esquecida. Coloquei um roupão também e saí do quarto. Bella queria que reservássemos um quarto de hotel simples, mas eu fiz questão de uma suíte, com sala, quarto, banheiro...
Queria que tudo fosse perfeito e inesquecível.
Pedi o café da manhã e fiquei esperando por ele. Quando chegou, voltei para o quarto.
- Bom dia. – Fui subindo na cama e depositando beijos por Bella. – Bom dia, meu bem.
- Hmmm... – Vi o sorriso dela e seus olhos castanhos se abrindo lentamente e sorri ainda mais. – Bom dia.
- Como vai, esposa?
- Eu vou muito bem, marido.
Nós dois rimos e nos beijamos rapidamente, antes de nos afastarmos para tomarmos nosso café.
Estávamos juntos, estávamos felizes. Tínhamos nossa família, nossos filhos.
E tínhamos um ao outro. E sempre teríamos.
Notas finais
Beijinhos grandões!
Deh C.
/ Fla (L)
N/B: não pode ter acabado D: quero 934723947829384 bônus D:
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