Innocence

10 Capítulo 9 - Doubts


Bella POV.


Eu permaneci ali, olhando para minhas coisas; minhas mãos tremiam e as lágrimas ainda escorriam. Rapidamente as limpei, quando escutei o barulho de passos. Juntei minhas coisas e as peguei.

- Bella? – Eu não podia encará-lo, não podia olhar para ele sabendo que o amava e que... e que nunca o teria. – Está tudo bem?

- Sim... – sussurrei. – Só estou com dor de cabeça.

- Ah, claro... – Ele tinha um quê de dúvida na voz, mas eu não me permiti olhá-lo. Ainda mais sabendo que Tanya estava ao seu lado.

- Tome um remédio, Bella. – Escutei a voz de Tanya e fechei os olhos com força, reprimindo a vontade de chorar.

- Claro – murmurei e me afastei. – Até amanhã.

Eu não esperei pela resposta, correndo rapidamente para a escada; eu nunca seria capaz de dividir um elevador com os dois, ver os dois trocando carinhos e tudo o mais. Seria demais para mim.

De alguma maneira, consegui chegar viva ao estacionamento. Entrei em meu carro e lá – segura, longe dos olhares de Tanya, de Edward e de qualquer outra pessoa que fosse capaz de ler a dor em meu rosto – chorei. Deixei que as lágrimas rolassem por meu rosto, enquanto tentava enxergar através delas.

Solucei, porque agora estava tomada por dúvidas e mais dúvida.

Seria eu capaz de carregar o filho de Edward e Tanya? Eu seria capaz de carregar em meu ventre o filho de um homem que eu amava com outra mulher?

Por que isso tinha que acontecer comigo? Por que eu? O que eu tinha feito?

- Eu não posso amá-lo... Eu não posso...

Estacionei em minha vaga no prédio e subi até o apartamento, encontrando Rosalie sentada no sofá.

- Rose... – sussurrei. Ela me olhou assustada, mas apenas abriu os braços e eu corri até ela, deixando que ela me abraçasse. Ali, nos braços de minha melhor amiga – de uma pessoa que eu considerava irmã – eu chorei.

Rosalie esperou pacientemente, afagando minhas costas e dizendo que tudo ficaria bem. O problema é que eu nem poderia dizer nada, porque eu tinha medo de que alguém da família dele descobrisse.

Ninguém poderia saber, ninguém poderia descobrir, porque, simplesmente, Edward tinha uma noiva, não me amava, era meu chefe, e, o pior de tudo, seria o pai de um filho que não seria meu.

Depois, quando me acalmei, me afastei, sem saber o que dizer.

- Você... – Rose sussurrou. – Você se apaixonou, Bella? Você se apaixonou pelo Edward?

Eu abaixei a cabeça, esperando pelas lágrimas, mas elas não vieram, simplesmente porque haviam secado.

- Não planejei, juro que não – solucei. – Eu tentei me convencer de que não era isso, Rose, que era outra coisa, mas...

- Oh, meu bem!

Ela apenas me abraçou de novo e ficou ali comigo, até eu me acalmar.

_

No outro dia, minha cabeça estava realmente doendo. Eu levantei cedo, tomei banho e tive que passar maquiagem, tentando esconder as olheiras e os vestígios das lágrimas. Arrumei-me sem pressa alguma, peguei minhas coisas e segui para a faculdade.

Procurei me concentrar nas aulas, mas pela primeira vez, em meses, não consegui. Eu só conseguia pensar em Edward; seus orbes verdes, seu sorriso torto, sua boca perfeitamente desenhada, em como ele beijava bem...

E só de pensar nisso tudo – e no fato de que ele nunca seria meu –, eu sentia um aperto enorme no peito.

Depois da faculdade, segui até o hospital, dirigindo lentamente. Eu ainda tinha tempo, já que não quis almoçar. Arrumei as fichas dos pacientes de Edward, tentando não prestar atenção nos barulhos. Assim que terminei, levei tudo para a sala dele, saí e vi que ainda faltavam vinte minutos para o próximo paciente chegar.

Sentei-me à mesa e fechei os olhos, apoiando a cabeça nas mãos. Chorar, dormir mal e sentir tudo o que estou sentindo, só piorava minha dor de cabeça.

- Bella? – Bastava só essa voz para fazer com que tudo o que eu pensava, sobre o quão era errado, ir por água abaixo.

- Sim, Dr. Cullen? – murmurei, sem abrir olhos. – As fichas dos pacientes estão na mesa do senhor.

- Eu já lhe disse para me chamar de Edward – disse. – Algum problema?

- Ah, nada... Edward – suspirei. – Eu só estou com dor de cabeça, de novo.

- Claro. Bom, se precisar de alguma coisa, não hesite em me chamar.

Eu só abri os olhos quando ouvi o barulho da porta se fechando.

Permaneci o rosto do dia calada, apenas atendendo aos pacientes. Levei o lanche de Edward na hora do intervalo, mas não fiquei ali; dei-lhe uma desculpa qualquer, dizendo que precisava olhar uma coisa da faculdade.

No fim do expediente, corri o mais rápido possível para o estacionamento, mal me despedindo de Edward. Ele pareceu ficar confuso, mas não disse nada.

Eu apenas agradeci.

Eu precisava esquecê-lo.

Somente isso.

Edward POV.

Bella estava estranha. Ela parecia estar triste e eu não entendi por que. Eu simplesmente fiquei ali, vendo-a se afastar.

Por que ela estava agindo assim?

_

Acabei indo para a casa de meus pais. Somente Alice estava lá, conversando animadamente com eles. Tentei manter uma conversa normal com todos, mas não estava me saindo bem.

Porque, enquanto meu corpo estava ali, minha mente estava em Bella. Preocupado com ela. Será que tinha acontecido alguma coisa com a sua família? Será que ela conhecera algum cara e ele a desapontara?

Por fim, acabei me despedindo de meus pais e de Alice mais cedo e segui para casa; eu precisava ficar sozinho.

Assim que cheguei, olhei para o telefone.

Não fazia mal liga para Bella, fazia?

Antes que eu desse conta, eu já estava pegando o telefone, digitando os números da casa que ela dividia com Rosalie,.

- A-alô? – Era Bella, eu sabia que era, Mas... por que ela estava chorando?

- Bella? – murmurei, incerto.

- Ah... Edward.

- Está tudo bem?

- Sim...

- Então, ok – sussurrei. – Bom, vejo você amanhã, então.

- Até amanhã.

Eu desliguei, embora ainda quisesse ficar conversando com ela por mais algum tempo. Não entendi o porquê disso.

Foi difícil dormir naquela noite e, quando consegui, tive sonhos estranhos; sonhos onde eu estava beijando Bella e não Tanya.

Estava tudo muito confuso.

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Segui ansioso para o hospital, mais cedo que deveria. Tudo o que eu queria era chegar lá e ver que Bella estava bem. Eu só estava preocupado com ela – como amigo.

Era só.

Como cheguei cedo demais, ela ainda não havia chegado. Permaneci em minha sala, vendo os minutos se passarem. Faltando quinze minutos para as duas – horário que, geralmente, o primeiro paciente chegava –, a porta do consultório se abriu e Bella entrou, a cabeça baixa, as mãos que traziam as fichas dos pacientes, tremiam.

- Bella? – perguntei com a voz baixa, tentando manter a calma e não assustá-la.

Entretanto, não adiantou. As fichas caíram no chão e Bella deu um pulinho no lugar. Eu me levantei, pronto para ampará-la caso ela caísse, mas ela não caiu. Apenas continuou de cabeça baixa.

Peguei as fichas e as coloquei na mesa. Depois segui até Bella de novo e ergui seu queixo. Ver seu rosto me assustou. As lágrimas rolavam livremente por seu rosto e ela mantinha a boca apertada, como se estivesse segurando os soluços.

- Bella... – murmurei, assustado. Eu nunca a tinha visto daquele jeito.

- Des-desculpe – soluçou, limpando as lágrimas rapidamente. Não adiantou; outras jorraram rapidamente. – Eu vou... Vou ao banheiro, antes que o primeiro paciente chegue.

- Bella, o que está acontecendo? – Eu segurei suas mãos delicadamente, sentindo os tremores de seu corpo. Bella fechou os olhos, ainda deixando as lágrimas rolarem.

- Por favor... Por favor, só me deixe ir.

Antes que eu pudesse dizer mais alguma coisa, ela saiu de meu aperto e saiu correndo da sala. Eu tentei ir atrás dela, mas quando eu saí do meu consultório, Bella já tinha sumido.

Respirei fundo, passei a mão pelos cabelos e tornei a entrar no consultório.

Bella POV.

Dentro do banheiro, eu procurei me acalmar, limpando as lágrimas rapidamente, lavando o rosto e retocando a maquiagem. Eu não era a primeira pessoa a se apaixonar por alguém impossível – e nem seria a última –, então eu teria que lidar com isso.

Entretanto, ver Edward ali, sentir seu perfume... não ajudou. Eu só queria abraçá-lo e lhe dizer tudo o que estava entalado. Só que eu não podia. Ele amava Tanya, pretendia construir uma família com ela. E eu acabaria ficando para sempre chorando sempre que o visse.

Mais calma, saí do banheiro e corri de volta para a minha mesa. Faltavam cinco minutos para o primeiro paciente chegar, então me sentei e fiquei ali, tentando pensar em qualquer coisa – menos em Edward.

O dia se seguiu rapidamente. Eu sentia os olhares de Edward em mim cada vez que ele abria a porta para se despedir de um paciente, mas eu os ignorei. Atendi aos pacientes da mesma maneira que sempre tratava.

No fim do expediente, juntei minhas coisas rapidamente, e comecei a andar em direção ao estacionamento.

- Bella! – Congelei no mesmo momento, assim que ouvi aquela voz. Eu estava entrando no elevador, mas, ao que parece, não daria tempo de fugir de Edward.

Entrei e segurei a porta para ele. Quando ele entrou, encostei-me ao fundo, fechei os olhos e respirei fundo.

- Está tudo bem? – Edward perguntou, e, mesmo sem abrir os olhos, eu sabia que ele estava olhando para mim.

- Sim – menti. – Desculpe por hoje mais cedo. Eu acho que... transbordei.

- Sem problemas – disse-me gentilmente. – Olha, Bella, se precisar de alguma coisa...

Naquele momento, a porta do elevador se abriu, e percebi que estávamos no estacionamento. Suspirei, aliviada.

- Não preciso, Edward. – Tentei sorrir. – Obrigada, e me desculpe mais uma vez.

Eu acenei para ele e saí em direção ao meu carro.

_

Os dias se seguiram rapidamente, e eu continuei a manter minha máscara. Nunca mais chorei perto de Rosalie ou Edward; eu esperava estar sozinha, no meu quarto, à noite, para finalmente deixar que elas se libertassem.

Hoje era quinta feira, amanhã meus pais viriam passar um fim de semana comigo, e eu estava ansiosa. Fazia meses que eu não os via.

Estávamos já no meio de fevereiro, e eu continuava com dúvidas. Minha formatura seria em junho, e, depois, eu teria que decidir se receberia ou não o embrião. Às vezes, eu pensava em chegar para Edward e lhe dizer que eu não podia – embora nunca fosse capaz de lhe contar verdadeiramente o porquê – carregar o seu filho com Tanya. Mas pensar em sua cara de decepção, o sofrimento que ele e Tanya passariam para arrumar outra pessoa que eles confiavam... Eu o amava, e mesmo ele não ficando comigo, queria que ele fosse feliz.

Na sexta, amanheci tentando parecer mais animada. Depois do trabalho, eu passaria no aeroporto para buscar meus pais. Eles ficariam aqui até o domingo à noite. Arrumei-me rapidamente e segui para a faculdade. Depois, passei em um restaurante, almocei, e segui até o hospital.

Edward e eu não temos conversado muito. Eu tentava, ao máximo, me manter longe dele, porque eu não quero criar falsas esperanças. Ele sempre perguntava como eu estava – e eu sempre tinha que mentir para ele.

Cheguei, arrumei as fichas, confirmei as consultas e fui deixar tudo na sua sala. Sentei-me à minha mesa e fiquei ali, organizando tudo, vendo os horários da próxima semana e tudo o mais. Eu havia chegado cedo demais, então aproveitei para dar olhada em um trabalho de faculdade. Na semana que vem eu começaria a trabalhar em um hospital público, para meu currículo e as coisas ficariam corridas para mim.

- Boa tarde, Bella. – É claro que assim que ouvi sua voz, senti meu coração acelerar e se apertar, minhas bochechas corarem e minhas pernas tremerem. Agradeci mentalmente por estar sentada.

- Boa tarde, Edward – respondi, tentando sorrir um pouco.

- Muita consulta hoje? – indagou, já se aproximando.

- Sim, sim. Está tudo na sua mesa.

- Obrigado.

- Não há de quê.

Eu sorri para ele e voltei a prestar atenção nas minhas coisas.

Estava distraída, faltava apenas mais um paciente e eu poderia ir buscar meus pais.

- Bella?

Eu olhei para cima e o vi. Mike Newton, meu primeiro namorado. Meu namorado de dois anos.

- Mike! – murmurei, surpresa. – Você é o próximo paciente do Dr. Cullen?

- Não, é minha irmã – riu. – Ela se casou, por isso você não deve ter reparado no nome. Eu só vim acompanhá-la.

- Ah, claro. Podem entrar, então. O Dr. Cullen já está esperando por vocês.

- Tudo bem.

Eu suspirei, aliviada, assim que Mike entrou no consultório de Edward. Namoramos por dois anos, e eu percebi que não estava dando certo. Mike era muito ciumento, não me deixava ter minhas amigas e sempre desconfiava de tudo. Ele foi meu primeiro e único. Depois, eu cheguei a sair com um cara que se chamava James, mas ele estava querendo apenas mais uma, então terminei antes que começasse a gostar dele.

Alguns minutos depois, Mike saiu, acompanhado de sua irmã e do Dr. Cullen.

- Podem marcar o retorno com a Srta. Swan. – Escutei a voz de Edward. – E voltem assim que saírem os resultados dos exames.

- Bella? – A irmã de Mike sorriu a me ver. Eu não cheguei a conhecê-la muito bem. Ela era cinco anos mais velha, então já estava na faculdade quando Mike e eu começamos a namorar.

- Ei, Kate – acenei. – Temos vaga para daqui a duas semanas dias, posso marcar?

- Claro – riu. – Coincidência demais te encontrar aqui. Como estão seus pais?

- Eles estão bem, vou vê-los hoje. Pronto, está marcado para daqui a duas semanas, às três da tarde.

- Obrigada, Bella – ela sorriu mais uma vez. – Você vem, Mike?

- Pode ir indo, Kate. – Embora falasse com a irmã, Mike não tirava os olhos de mim. – Eu vou falar com a Bella e vou indo.

Eu engoli em seco, percebendo todos os olhares em mim. Kate sorriu, acenou e saiu. Edward estava parado na porta, confuso. E Mike me encarava com um sorriso enorme no rosto.

- Eu realmente não posso, Mike. – Comecei a juntar minhas coisas. – Eu tenho que buscar meus pais agora no aeroporto.

- Eu posso ir, se você quiser – sugeriu.

- Não, obrigada – disse rapidamente. Eu não queria mais nada com Mike, e esperava que ele entendesse isso. Tínhamos terminado assim que eu entrei na faculdade, desde meus dezenove anos, e eu deixei bem claro, naquela época, que não havia chances de voltarmos.

Vi que Edward tornou a entrar no consultório, provavelmente para pegar suas coisas, e terminei de guardar as minhas. Fiquei ali, esperando que Edward saísse – eu não queria correr o risco de ter que agüentar Mike por muito tempo mais.

Edward logo saiu e eu o olhei, suspirando aliviada.

- Até mais, Mike. – Acenei, começando a me afastar.

- Até, Sr. Newton. – Edward balançou a cabeça educadamente.

- Bella, eu... Você está namorando? – Mike perguntou e eu congelei, sentindo Edward congelar ao meu lado também.

- Não é da sua conta, Mike – murmurei. – Eu deixei bem claro, quando terminamos, que não havia chances de voltarmos. Então, por favor, sejamos profissionais.

- Tudo bem – assentiu e se virou.

- Droga! – murmurei, nervosa.

- Ex-namorado? – Edward perguntou, enquanto tornávamos a seguir para o estacionamento.

- Sim – suspirei. – Namoramos por dois anos, dos meus dezessete até os dezenove, mas não deu certo, então terminei. Parece que Mike não aceita isso até hoje.

- Por que terminaram? – Entramos no elevador e eu sorri um pouco. Eu sentia falta de conversar com Edward assim.

- Ele se tornou muito ciumento, muito obsessivo – dei de ombros. – Não me deixava sair, não me deixava ter amigos. Ele simplesmente achava que mandava em mim, e eu não agüentava mais isso.

- Claro – assentiu. – Bella, eu posso conversar com você rapidinho?

- Pode falar, Edward – suspirei.

- Você... Você está gostando de alguém? – indagou-me. – Porque, naquele dia, você parecia estar sofrendo. E muito.

- Eu... Eu estou. Mas o cara nem sabe. Ele gosta de outra mulher. Vai se casar com ela.

- Nossa. Eu sinto muito. E, só para você saber, esse cara é um babaca. Ele, com certeza, está sem saber o que está perdendo por te deixar sofrendo assim. Pode ter certeza, Bella, você ainda vai encontrar alguém que vai merecer todo esse seu amor.

Eu assenti, sorri fraco e limpei as lágrimas que começaram a sair.

- Tomara que você esteja certo. – Tomara mesmo que eu fosse capaz de esquecer-me de Edward e encontrar alguém para mim. – Obrigada por tudo, Edward, e desculpe-me por ter me afastado de você. É só que eu... eu precisava de tempo.

- Sem problemas. – Ele sorriu. Saímos do elevador e eu me virei para me despedir.

E só assim, percebi o quão estávamos próximos.

Eu sabia que sempre me impressionaria com a beleza de Edward. Os olhos verdes tinham um tom único e eram brilhantes; tinham uma sinceridade impressionante. Os lábios, perfeitamente delineados, tinham uma cor natural; um vermelho misturado com rosa, talvez. Seus cabelos tinham aquela cor estranha de bronze, e eu tinha certeza de que no Sol, deviam ficar ainda mais lindos. Uma mecha caía sobre sua testa, dando-lhe um ar maroto... Eu podia ficar para sempre descrevendo-o e, mesmo assim, nunca conseguiria descrevê-lo com perfeição.

Sem me dar conta, aproximei-me um pouco dele, percebendo que ele fazia o mesmo. Minhas mãos, automaticamente, começaram a acariciar seu rosto, e eu sorri quando ele fechou os olhos.

Tinha a absoluta certeza de que qualquer um poderia escutar meu coração – ele batia tão rápido, tão forte –, e mesmo sendo errado, eu queria beijá-lo de novo – nem que fosse pela última vez.

Então, entreguei-me ao momento. Deixei que as mãos de Edward se apossassem de mim – uma em minha cintura e a outra em minha nuca – e me puxassem para ele. Levei meus braços até seu pescoço e o enlacei – o mais forte que eu podia.

Quando nossos lábios se tocaram, eu me senti bem, como há muito não me sentia. A língua de Edward pediu passagem e eu prontamente aceitei, deixando que nossas línguas criassem sua própria dança. Uma sinfonia que sempre seria única.

Eu senti Edward gemer por entre os lábios, quando puxei seu lábio inferior com os dentes. E só assim eu acordei.

Eu o havia beijado.

De novo.

- Droga. – Afastei-me rapidamente, sabendo que meu rosto deveria estar mais vermelho que um pimentão. – Desculpe-me, Edward, desculpa!

- Bella, eu que devo pedir desculpas. – Ele parecia nervoso, passando a mão nos cabelos toda hora. – Eu... Eu tenho que ir. Desculpe, mesmo. Eu tenho que passar na casa de Tanya e pegá-la para irmos jantar.

E, eu o vi se afastar, sentindo toda a realidade bater à minha porta. Ele me beijara – na verdade, eu o beijei –, mas ele tinha uma noiva, a amava, e era com ela que ele iria jantar.

Sem controlar as lágrimas, segui para meu carro, com mais dúvidas do que nunca.

Eu deveria, ou não, carregar o bebê de Tanya e Edward?

Notas finais
n/a: Hei, babies. Aqui estou eu de novo, pela segunda vez nessa semana. Bom, eu não ia postar hoje, mas eu vou me mudar no sábado e minha internet vai ser cancelada logo, por causa da transferência e tudo o mais. Então, decidi postar de uma vez. Minha beta se ofereceu para postar o próximo capítulo para mim. Basta comentarem, que ela posta, ok? Eu sei que muitos de vocês estão querendo me matar ou matar ao Edward, mas eu digo pela milésima vez para terem paciência e não contarem com os ovos antes de a galinha botar. Tudo vai acontecer como tem que acontecer. Eu peço que respirem fundo e procurem se manter calmos, por favor. E gostaria de agradecer a LauraCullen pela capa :D. Obrigada, flor. Acho que, por hoje, é só. Espero que tenham gostado do capítulo. Beijo, beijo. Deh C. PS: Provavelmente, vou demorar um pouquinho para postar a LS. Ainda estou trabalhando no capítulo. / Fla n/b: você vai ser espancada, haha. 1bjo