Innocence

6 Capítulo 5 - Accept


Edward POV.


Eu havia pensado naquilo durante todos os dias, desde que Tanya havia me falado. Brigávamos constantemente por eu não conseguir decidir o que iria fazer. Eu queria convidar Bella para carregar meu filho e de Tanya, mas o que minha mãe conversara comigo... Bella tinha uma vida, e eu não podia estragá-la assim.

Entretanto, nos dias e semanas que se seguiram, eu percebi o quão maravilhosa Bella era. O modo que ela lutava para conseguir se formar, para conseguir boas notas, para se sair bem no trabalho...

A cada dia que passava, eu tinha mais vontade de ficar perto dela. Nossas conversas fluíam naturalmente, e eu me sentia completamente hipnotizado pelo seu cheiro de morango.

Então, decidi conversar com Bella. Vi a oportunidade perfeita na manhã que seu carro estragou e eu lhe ofereci uma carona. Permaneci em silêncio, sem saber exatamente como começar.

- Então, o que você queria falar comigo? – Bella perguntou, e só assim percebi que já estávamos próximos ao seu apartamento.

- Antes de dizer, quero que você pense com muito carinho, ok? – disse sério. – Eu pensei muito, Bella, mesmo, e não consegui em ninguém além de você.

- Diz logo – pediu. – Você já está me deixando curiosa.

- Hm... Bella, eu gostaria de saber se você gostaria de carregar o meu filho e o de Tanya.

Eu estacionei em frente ao prédio e a olhei, respirando profundamente. Vi os olhos de Bella se arregalarem, e ela me encarar chocada.

- Como? – murmurou.

- Eu sei que provavelmente você vai dizer não – suspirei. – Só que você é uma pessoa incrível, Bella, se alguém tiver que carregar meu filho e de Tanya, quero que esse alguém seja você.

- Edward, eu...

- Não precisa responder agora – sorri. – Você vai responder não, sei que vai. Sei que você tem sua vida, Bella, que estuda e que uma gravidez iria atrapalhá-la, mas você vai ter todo o suporte, e provavelmente vai estar formada antes de a gravidez evoluir bem. Pagaremos os custos com médicos, roupas, remédios... Ajudaremos no que precisar, Bella.

- Eu... Eu não sei o que dizer.

- Só pense, por favor – pedi. – Vou deixá-la descansar, agora.

- Tudo bem – assentiu, ainda parecendo confusa. Eu suspirei pesadamente, vendo-a sair do carro e entrar no prédio, tropeçando pelo caminho.

Rezei, pedindo a Deus que Bella aceitasse.

Bella POV.

Se alguém tiver que carregar meu filho e de Tanya, quero que esse alguém seja você. Se alguém tiver que carregar meu filho e de Tanya, quero que esse alguém seja você. Se alguém tiver que carregar meu filho e de Tanya, quero que esse alguém seja você.

Eu apertei o botão do elevador mecanicamente, as palavras de Edward ecoando em minha mente. Entrei e respirei pesadamente, ainda em choque.

Permiti-me entrar no apartamento, agradecendo por ser cedo demais e Rosalie estar dormindo. Fui até meu quarto e entrei no banheiro, decidida a tomar um banho quente e demorado.

Depois, lembro-me de colocar uma roupa qualquer e me jogar na cama.

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Acordei umas cinco horas depois, na hora do almoço, ainda me sentindo cansada. Mas não podia dormir mais, ou a noite ficaria acordada.

A conversa que eu tive com Edward não saía de minha mente, quando tomei outro banho e decidi fazer o almoço. Rosalie estava na sala, sentada no sofá, e eu a cumprimentei rapidamente, já seguindo até a cozinha.

- Algum problema, Bella?

Suspirei, enquanto pegava os ingredientes necessários para fazer bacalhau com tomate.

- Só algumas coisas – murmurei.

- O fato de Edward ter te chamado para ser a barriga de aluguel daquela noiva estúpida dele?

- Rose! Eu realmente não tenho nada contra a Tanya. Não sei por que os Cullen não gostam dela, mas enfim... É, ele me fez a proposta hoje, e... Calma, como você sabia disso?

- Edward teve, há alguns meses, uma conversa com os parentes.

- Ah, sim – mordi o lábio inferior. – Eu estou confusa, Rose.

- Olha, vou te falar o que eu acho. Se eu fosse você, não aceitaria – suspirou. – Mas é mais preconceito do que qualquer outra coisa; não vou com a cara da Tanya, e acho que o irmão de Emmett merece alguém melhor, sabe? Eu acho lindo o ato de ser capaz de abrigar um bebê, sabendo que ele não será seu quando nascer, e admiro quem tem coragem de fazer isso.

- Eu também, Rose – suspirei. – Eu quero poder ajudar ao Edward e a noiva dele, mas não sei. Eu ainda tenho seis meses de faculdade, dois anos de residência...

- Bom, é – deu de ombros. – Você quem sabe. Se fosse com qualquer outro casal, eu te incentivaria a aceitar, mas não vou ficar falando muito, porque não gosto da Tanya. Nenhum dos Cullen gostam. A Alice está meio que brigada com o Edward, e tenho certeza de que ela não vai gostar se você aceitar, apesar de isso ser um problema seu.

Eu ri.

- Eu ainda vou pensar. Edward disse para eu não ter pressa, para pensar com carinho. Não vou fazer pelo dinheiro, e...

- O dinheiro seria bem vindo, Bella – sorriu. – Você poderia pagar o resto de sua faculdade sem problema algum.

- Não vou fazer isso pelo dinheiro, Rose – fiz careta. – Eu acho super incorreto usar o termo barriga de aluguel, apesar de esse ser popularmente conhecido. Se eu for fazer isso, é por querer que um casal seja feliz. E, também, o que eu vou perder com isso?

- Então, pense direitinho.

- Obrigada, Rose. – Fui até ela e a abracei. – Você é uma boa amiga.

- Você também – piscou. – Então, posso te ajudar com o almoço?

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Eu passei as próximas semanas pensando. Edward e Rose não tocaram mais no assunto; eu sabia que eles queriam que eu tivesse meu próprio espaço.

Em uma noite dessas, liguei para meus pais e conversei com eles, explicando as situações. Meu pai foi um pouco contra, mas no fim disse que eu tinha um bom coração, e que confiaria na minha escolha. Minha mãe ouviu tudo atentamente, e só disse que estaria ao meu lado, independente da decisão que eu tomasse.

Eu passara a fazer caminhadas durante as noites, parando – muitas vezes – no Central Park, local onde eu vira Edward pela primeira vez. Lembrei-me de seu sorriso, de seu jeito carinhoso... Ele queria ser pai, ele queria poder dar um filho para Tanya, e eu era capaz de abrigar um bebê.

Mas será que eu seria capaz de abrir mão de alguns meses de minha vida, para abrigar um bebê que seria tirado dos meus braços assim que nascesse? Seria eu capaz de abrigar em meu ventre, um bebê que não teria meu sangue, que não me chamaria de mãe?

Provavelmente, eu sofreria um pouco, mas acredito que tudo valeria a pena. Edward iria trabalhar mais contente, contando-me das trapalhadas de seu filho, falando-me animado que Tanya e ele iriam se casar logo...

Eu faria um casal feliz. Eu poderia proporcionar essa felicidade a eles. Só que... por que eu? Existem milhares de mulheres que dariam de tudo para colocar a mão no dinheiro...

E é aí que estava a diferença. Eu faria isso por amor, para fazer um casal feliz, e, as outras, por dinheiro.

Respirei profundamente, minha cabeça começando a doer. Achei melhor voltar para casa, antes que eu enlouquecesse de vez.

Edward POV.

Eu respeitei Bella nos próximos dias, deixando que ela pensasse no assunto, e não se sentisse obrigada a aceitar.

Eu também me encontrava confuso.

Parte de mim queria que ela aceitasse, mas havia outra parte, uma parte que desejava que ela dissesse não.

Eu tinha medo, no fundo, que Tanya só me quisesse porque eu era um meio de ela conseguir um bebê. Um cara rico, bem-sucedido, sem doenças genéticas... Só que ela não seria capaz disso, nunca. Tanya não era assim.

Por alguns minutos, peguei-me pensando em tudo o que minha mãe havia dito. Será que Tanya era obcecada por bebês?

Afastei tais pensamentos da cabeça, e suspirei pesadamente.

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Tanya ligou para meu apartamento mais tarde, perguntando se Bella já havia tomado sua decisão; não nos falávamos muito, ela continuava na casa dos pais, entrevistando garotas, para o caso de Bella não aceitar.

- Não, Tanya – suspirei. – Bella precisa de um tempo para pensar, e eu vou dar a ela o tempo que for.

- Tudo bem – bufou. – Enfim, quando ela tiver uma resposta, me ligue, por favor.

- Ligarei.

Desliguei, sentindo-me extremamente estressado. Ela não me tratava de forma carinhosa e mal nos víamos.

Será que valia a pena passar por isso por uma mulher que mais parecia ligar para um filho do que para mim?

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À noite, decidi ir jantar com meus pais. Eu sentia falta deles, e entendia que eles estivessem preocupados com o fato de eu fazer muito por alguém, e depois perceber que não era bem o que eu queria.

Minha mãe ficou extremamente feliz quando me viu, abraçando-me e me puxando para dentro. Meu pai também estava animado. Eu só não esperava encontrar Alice e Jasper ali.

Alice tem sido... difícil. Ela já sabe que eu já conversei com Bella, e não concorda com isso.

- Oi, Edward – Jasper me cumprimentou, sorrindo. Eu sorri para ele também, sem saber se devia ou não dizer algo a Alice. Ela é minha irmã, e eu a amo muito, mas não concordo com isso de ela ficar se metendo em minha vida, querendo tomar minhas decisões.

Tentei manter um clima tranqüilo durante o jantar; não falei sobre Tanya, bebês ou Bella. Apenas falava de meu trabalho. Meus pais e Jasper também não tocaram em nenhum assunto delicado.

Depois do jantar, sentei-me na sala e fiquei assistindo televisão. Estava começando a cogitar a ideia de ir embora, quando vi Alice chegando.

- Posso falar com você? – perguntou.

Eu somente assenti, levantando-me e seguindo até o escritório do meu pai.

- Olha, Alice – comecei –, se for para você começar a me julgar, por favor, peço para que fale tudo de uma vez e saia. Eu não estou com paciência para isso.

- Edward – suspirou –, não é novidade para ninguém que eu não goste de Tanya. Aliás, nenhuma pessoa dessa família gosta. Mas, enfim, é a sua escolha, é você quem vai casar com ela, é você, que, provavelmente, vai passar o resto dos seus dias com ela. Então, ninguém pode escolher por você.

- Ótimo.

- Só que, mesmo que você estivesse passando por essa situação com qualquer outra pessoa, eu ainda ficaria preocupada – continuou. – Você entende que isso é totalmente diferente? Não concordava com o fato de Tanya querer engravidar antes do casamento e pensei que nada poderia piorar. Mas... envolver uma terceira pessoa, apenas para cumprir com o sonho de uma mulher que você nem tem certeza se ama?

- Eu a amo, Alice – afirmei.

- Não, você acha que a ama – deu de ombros. – Tanya foi a primeira mulher que se aproximou de você, sem querer saber sua profissão e quanto você recebia. Você ficou encantado com isso, e depois disso as coisas aconteceram muito rápidas.

- Não aconteceram rapidamente – revirei os olhos.

- Você a conhece tem um ano, Edward – bufou. – Você acha que ficaria com essa dúvida toda se tivesse certeza de que Tanya é a mulher certa para você?

- Claro que ficaria!

- Não – negou. – Olhe Emmett e Rose, eu e Jasper. Emmett está certo de que vai pedir Rosalie em casamento o quanto antes, e eu aceitei o pedido de Jasper sem nem sequer pensar duas vezes. Tenho certeza de que não vou querer outro homem daqui uns anos, sei que vou querer somente Jasper. E você? Tem certeza de que vai querer viver para sempre com Tanya?

Alice havia conseguido. Ela havia atingido meu ponto fraco: a incerteza. Incerteza se valia a pena passar por tudo isso com Tanya.

E, se um dia, eu pensasse em como minha vida pudesse ter sido tão diferente?

- Eu te amo, Edward – Alice murmurou. – Você é meu irmão, parte de minha família, e eu não quero que você sofra. Mas não vou ficar me intrometendo na sua vida, nem brigando com você. Chega a um ponto que temos que deixar as pessoas aprenderem com seus próprios erros.

Alice me abraçou apertado, deu um beijo em meu rosto, e saiu.

- Ah, mais uma coisa – sorriu. – Eu gosto de Bella.

E saiu, deixando-me perdido em meus próprios pensamentos.

Bella POV.

Janeiro chegou e eu voltei a estudar. As coisas começaram a ficarem mais difíceis; era o último semestre, e eu tinha milhares de trabalhos para fazer, além de milhares de coisas para aprender.

O assunto Tanya/Edward/bebê, teve de ser excluído temporariamente. Eu ainda pensava, claro, mas não era prioridade mais. Deixaria para pensar nisso depois que a semana complicada passasse.

Porém, quando ela passou, ainda não tinha uma resposta.

Parte de mim queria dizer não, mas eu também queria dizer sim. Eu poderia ajudar um casal, poderia fazer duas pessoas felizes. Então, que mal havia?

Aproveitei o sábado para sair para caminhar. Acabei no Central Park, como sempre. Sentei-me ali, fitando as crianças, os pais sorridentes, algumas mulheres grávidas... Eu sempre sonhei em me casar, ter um filho... Só procurava estabilidade financeira, primeiro.

- Oi, Bella.

Levantei a cabeça, encontrando a noiva de Edward, Tanya. Sorri para ela.

- Oi, Tanya, como vai? – indaguei, dando espaço para que ela se sentasse.

- Bem – riu. – Sabe, eu gosto de vir aqui, gosto de ver as crianças, os bebês, brincar com eles. E fico imaginando quando for a minha vez.

Assenti, sem desviar os olhos das crianças. Uma menina batia palmas, entusiasmada, vendo o pai arrumar a bicicleta dela.

- Imagino-me aqui – continuou Tanya –, com um bebê meu e de Edward, brincando com ele, ensinando-o a dar seus primeiros passinhos, ensinando-o a falar. É meu sonho. Ser mãe. Desde pequena, desde que comecei a brincar de bonecas.

- Eu também, um dia, quero me casar e ter filhos – sorri.

- E você vai ser uma ótima mãe – riu. – Você é uma boa pessoa, Bella. E, por favor, não pense que eu vim aqui para pressioná-la a responder o mais rápido possível. Sei o quão sua vida vai mudar se você aceitar, sei que as coisas podem se tornar piores. Eu realmente venho muito aqui, e por coincidência, nós nos encontramos.

- Eu ando pensando muito – suspirei. – Mesmo.

- E eu agradeço por isso. – Ela desviou os olhos dos meus, olhando o relógio. – Bom, eu tenho que ir agora. Preciso passar no apartamento de Edward, pegar algumas roupas, e voltar para a casa dos meus pais.

- Você não está ficando no apartamento? – perguntei, antes que eu pudesse me conter.

- Não. Edward e eu temos brigado muito, e eu estou ficando na casa de meus pais, porque lá estou entrevistando algumas meninas para, você sabe, ver se encontro alguma candidata.

- Ah, tudo bem. Vou continuar pensando, e assim que me decidir, aviso ao Edward.

- Claro. Até mais, Bella.

Observei-a sair e suspirei.

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Edward e eu estávamos caminhando até o estacionamento, depois de mais um dia de trabalho. Jacob consertara meu carro dois dias depois de ele ter estragado, então eu não precisava mais da carona de Edward.

Olhei para ele e suspirei.

- Edward... – chamei, antes que ele pudesse se despedir.

Era a hora de comunicar a minha decisão.

Edward POV.

Eu olhei para Bella, esperando que ela dissesse alguma coisa. Será que ela estava passando mal?

- Sim? – murmurei, querendo que ela dissesse logo algo.

- Eu andei pensando muito, muito mesmo, sobre a proposta que você fez – suspirou. Senti meu coração acelerar. Bella daria a resposta agora. – E eu tomei minha decisão.

- Então... – incentivei-a.

- Eu aceito. Aceito carregar o seu bebê e o da Tanya.

Notas finais
n/a: Oi, amores *-* Nem demorei, né? Nem venham querer me matar ‘0’. Esperem e vocês verão o que acontecerá. Não contem, por favor, com os ovos antes de a galinha botar... Então, acham que a Tanya acabou no Central Park por coincidência ou ela foi lá porque queria falar com a Bella? O que vocês acham que vai acontecer? *-* Contem-me, contem-me, eu realmente estou curiosa :} Ah, o próximo capítulo deve demorar um pouquinho para sair. Vou tentar postar lá pela semana que vem, mas não garanto nada... :/ Semana que vem vai ser meio que um pouco difícil para mim. Enfim, comentem por favor, e recomendem também! :}. Ah, eu postei uma short nova :} O nome dela é Laços Sanguíneos, e eu realmente ficaria feliz se pudessem passar lá. Beijo, beijo, amores. Deh C. ;* / Fla n/b: sem comentários para fazer.