Innocence

22 Capítulo 21 - Mistake


Edward POV.


Eu me afastei de Tanya imediatamente e a olhei, totalmente perplexo.

- Edward – murmurou. – Por favor, volta para mim.

Eu rapidamente peguei os papéis que tinha que pegar e os coloquei em uma pasta.

- Eu... Eu não te amo – disse. Podia ver que essas palavras estavam magoando Tanya, mas não liguei. Ela tinha que aceitar a verdade. – E sinto muito por isso.

Eu saí dali, sem me importar em deixar Tanya ali. Só precisava ir para minha casa, ver Bella. Eu realmente precisava vê-la. Ver sua enorme barriga e sentir nossos filhos chutando.

Dirigi rapidamente e estacionei em casa. Abri a porta e encontrei Bella andando de um lado para o outro.

- Está tudo bem com você? – perguntei, já me sentindo mais tranqüilo.

Bella parou assim que ouviu minha voz e sorriu.

- Sim – disse. – Os bebês estão inquietos hoje.

Eu me aproximei de Bella e puxei-a para meus braços, beijando seus lábios de leve. Minhas mãos desceram até sua volumosa barriga de sete meses e imediatamente sentiram os chutes.

- Vou tocar um pouco para vocês. – Eu puxei a mão de Bella até o piano e me sentei, fazendo-a se sentar ao meu lado. Os bebês sempre se acalmavam quando eu tocava.

E eu me esqueci do beijo que Tanya me dera e do que eu havia dito a ela.

Eu estava com Bella e nossos bebês.

E era tudo isso que importava.

_

Finalmente estávamos na semana do Natal. Embora eu tivesse preferido que Bella ficasse em casa, ela foi arrastada até um shopping, e quando voltou, seus pés estavam completamente inchados.

- Não vou mais te deixar sair assim – murmurei, enquanto massageava os pés de Bella. – Espero que Rosalie e Alice não te chamem mais.

- Eu estou bem, Edward – riu.

Ela parecia tão linda, deitada ali, na cama que agora dividíamos, a barriga de sete meses e meio enorme.

E, hoje, dia vinte e três de dezembro, iríamos buscar os pais dela no aeroporto. Eles ficariam aqui, na nossa casa, até o domingo. Passaríamos o Natal com meus pais, todos juntos.

Só que, infelizmente, Bella e eu, nesses dias, teríamos de fingir que não tínhamos nada. Porque ninguém sabia que estávamos tentando. Eu quis contar, mesmo. Mas ela preferia esperar, embora se recusasse a me dizer o porquê. Só me restava, agora, esperar.

O voo de Renée e Charlie pousaria dentro de meia hora. Eu já estava pronto, assistindo a um documentário na TV, esperando só que Bella ficasse pronta.

Não demorou muito para que eu ouvisse sua voz, avisando que estava descendo. Desliguei a TV, me pus de pé, e fui até perto da escada.

Bella se encontrava mais linda a cada dia que passava.

- Está linda – sorri. – Vem, Bella, vamos colocar um casaco e vamos buscar os seus pais!

Ela fez uma careta, mas não discutiu comigo. Era dezembro, inverno, e estava muito frio. Eu não deixava que Bella saísse de casa se não estivesse agasalhada.

Nós conversamos animadamente sobre tudo até o aeroporto. Quando eu estacionei, puxei o rosto de Bella até a mim e a beijei lentamente. Eu teria que fingir que não tinha nada com ela até domingo...

- Pronta? – perguntei, depois de me separar dela.

- Sim – corou. – Vamos?

Renée e Charlie não viam Bella desde o dia que tínhamos ido informá-los da gravidez. Eles ficariam conosco até o domingo, e, depois, só viriam para cá quando a bolsa de Bella estourasse.

Eu me peguei sorrindo como um bobo quando vi Bella abraçada com seus pais, imaginando que logo eu poderia abraçar e beijar meus filhos. Eu estava nervoso, ansioso. Sabia que tudo estava bem com eles, mas só sossegaria quando os tivesse em meus braços; os dois, ambos saudáveis e perfeitos.

Na viagem de volta, eu fiquei calado, ouvindo Bella conversando com seus pais sobre a gravidez.

- Ainda não deu para ver o sexo? – Renée perguntou.

- Não. – Bella suspirou e acariciou a enorme barriga por cima do casaco que eu havia colocado nela. – Os bebês nunca cooperam conosco, mãe.

Charlie entrou na conversa algumas vezes, mas não muitas. Renée, por fim, disse que tinha trazido junto com ela algumas fotos de quanto Bella era um bebê. Eu realmente estava ansioso para vê-la pequena.

_

Bella cozinhou para todos nós, ignorando todos os protestos. Ela apresentou a casa para os pais, também. Infelizmente, nesses dias, ela iria dormir no quarto que ocupava quando chegou aqui.

Nós jantamos e vimos as fotos de Bella. Ela era incrivelmente linda quando pequena. E eu me peguei, mais uma vez, imaginando nossos bebês...

Eu não via a hora de tê-los em meus braços.

- Eu vou dormir, se não se importam. – Renée disse, assim que acabamos de ver as fotos. – Estou um pouco cansada.

- Eu vou também. – Bella tentou se levantar sozinha, mas estava difícil por causa da barriga, então eu a ajudei. – Aproveitar que os bebês estão quietos.

Todos nós subimos. Bella acompanhou os pais até o quarto de hóspedes, onde eles ficariam, e me deu apenas um selinho rápido antes de entrar em seu quarto e fechar a porta.

Seria uma noite longa... Eu já tinha me acostumado a dormir abraçado a Bella.

Remexi e me revirei na cama, sem encontrar uma posição correta.

Então, escutei o barulho da porta. Devagar, me virei, e vi Bella, andando em direção à cama depois de trancar a porta. Eu sorri para ela e ergui uma sobrancelha.

- Não consigo dormir – sussurrou, enquanto se deitava. Eu a abracei e suspirei, feliz. – Os bebês estão até quietos, mas eu não consigo dormir.

- Eu sei, meu bem – murmurei, beijando sua cabeça, enquanto nos cobria e nos ajeitava na cama. – Eu te entendo.

- Coloque o celular para despertar às sete e meia, por favor – pediu, sua voz arrastada. Eu sabia que ela estava quase dormindo. – Meus pais acordam lá pelas oito.

- Tudo bem.

Eu coloquei o celular para despertar e fechei os olhos, acariciando a barriga volumosa de Bella.

Então, ali, com ela em meus braços, eu percebi.

E me xinguei de burro mentalmente diversas vezes.

Como eu não tinha enxergado isso antes? Parecia tão óbvio, tão simples...

Eu era um burro. Um inútil. Um cego.

Eu amava Bella. Amava.

Como nunca tinha amado ninguém antes. E duvidava que pudesse amar outra pessoa.

- Eu te amo – sussurrei, mesmo sabendo que ela não podia ouvir.

Fechei meus olhos e suspirei, já sabendo que Bella estava dormindo.

E não demorou muito para que dormisse também.

Bella POV.

Assim que acordei, notei que Edward não estava comigo. Eu me remexi, insatisfeita, na cama, e abri os olhos.

Como eu vinha parado nesse quarto? Eu me lembrava, e muito bem, de ter ido para o quarto de Edward e ter pedido que ele me acordasse às sete e meia...

Peguei-me sorrindo, feito uma boba. Provavelmente, ele me trouxe no colo até aqui.

Edward estava sendo tão... perfeito. Eu sabia que não devia ficar imaginando que seríamos felizes para sempre, já que eu não sabia se ele me amava ou não. Nós nunca mencionamos amor e eu tinha medo de ser a primeira a falar sobre isso.

Respirei fundo e me dirigi até o banheiro.

Eu sabia que minha mãe iria querer sair, então tinha que me preparar.

_

- Então, Bella, como você está se sentindo em relação a tudo o que está acontecendo na sua vida? — Mamãe perguntou, enquanto andávamos pelo shopping.

- Estou bem – dei de ombros. – Eu ando me sentindo mais cansada, nervosa, ansiosa... Às vezes não consigo dormir, vivo indo ao banheiro... Mas estou louca para ver o rostinho dos meus filhos, mãe.

Ela sorriu para mim.

- Eu te entendo, meu bem – riu. – Mas... eu estou querendo saber como você está em relação ao Edward.

Eu corei.

- Eu o amo – sussurrei. Estávamos indo até o carro de Edward. Ele não me deixou vir em minha caminhonete, e, como iria ficar em casa, insistiu para que viéssemos em seu carro. Meu pai e ele ficaram assistindo TV. – Eu o amo muito, mãe. E estou deixando as coisas acontecerem.

- Tudo vai dar certo, Bella – riu. – Confie em mim. Você vai ver.

Eu apenas dei de ombros e assenti, incapaz de entender o que ela queria dizer com aquilo.

Edward POV.

Hora de ir para a casa de meus pais.

Era sábado, Natal, e nós tínhamos ido na noite anterior a casa deles também, apenas para trocarmos os presentes. Eu tremo só de lembrar-me da quantidade de presentes que eles colocaram no meu carro. Além de presentes para mim e para Bella, havia milhares para os bebês.

Hoje iríamos somente almoçar. Rose e Emmett haviam ido passar a véspera de Natal com os pais de Rose e Jasper. Mas, hoje, todos eles iriam para a casa de meus pais.

Os pais de Bella foram no banco detrás e eu e ela fomos no da frente. Bella estava cansada, não tinha dormido bem à noite, e permaneceu calada durante todo o trajeto. Era um daqueles dias em que ela acordava um pouco mal-humorada. Os hormônios dela estavam vivendo em uma montanha russa.

Foi Alice quem abriu a porta, animada. Ela nos puxou e nos levou até a sala, onde o resto do pessoal nos esperava. Eu comecei a conversar com meu pai e Emmett, vendo que Bella parecia melhor enquanto conversava com Rose e Alice.

Às vezes eu a olhava e sorria. Ela estava tão linda, a barriga parecendo cada vez maior.

Eu estava louco para lhe dizer que amava, mas temia que Bella não sentisse o mesmo que eu. Queria tornar público que estávamos juntos. Queria que todos soubessem que ela era minha.

E que eu pretendia tê-la para mim para sempre.

Por que eu não enxergara antes? Por que eu perdi tanto tempo sem conseguir admitir a mim mesmo que eu sempre amei Bella Swan?

Bella POV.

No domingo, levamos meus pais de volta ao aeroporto. Eu me despedi deles e até um chorei um pouco. Só os veria em fevereiro.

Edward e eu voltamos para casa e fomos direto para o quarto, onde deitamos, abraçados. Ele fazia carinho em minha barriga e eu fiquei ali, somente pensando.

Minha vida tinha mudado radicalmente, desde que eu tinha conhecido Edward.

- Edward... – murmurei. Ele me olhou, sorrindo. – Às vezes eu me sinto tão mal...

- Se sente mal? – perguntou, preocupado.

- Eu... Eu fico imaginando Tanya... Ela deve sofrer muito. Ela te ama...

- Bella – disse suavemente –, eu também sinto muito por Tanya, mas eu não a amo mais. Não se culpe e nem se sinta mal, por favor. Nada disso é a sua culpa.

- Eu não sei o que sentiria se alguém tirasse alguém que eu amava de mim. Eu...

- Bella, por favor, não vamos falar nisso, ok? – sussurrou.

Assenti, embora não estivesse certa de que fosse capaz de conseguir esquecer.

- Já pensou nos nomes dos bebês? – Edward perguntou, tirando-me de meus devaneios. Eu sabia que ele estava apenas tentando fazer com que eu me esquecesse de Tanya.

- Eu penso em muitos – admiti. – Mas não sabemos o sexo, então...

- Eu sei – riu. – Mas o que você prefere? Dois meninos? Duas meninas? Um casal?

- Não sei – sorri. – E você?

- Também não sei. – Ele sorria imensamente, os olhos em minha barriga. – Às vezes penso em meninos, mas em meninas também. – De repente, sua testa se franziu. – Embora eu não acha que seja seguro termos duas meninas, se elas forem nascer assim, tão lindas quanto a mãe.

- Edward... – murmurei, corando.

- Você não tem ideia de como é linda, Bella – sussurrou, se aproximando. Seus olhos verdes eram tão intensos e eu me vi incapaz de desviar o olhar. – Se ao menos você tivesse ideia do quanto mexe comigo.

Antes que eu pudesse assimilar o que ele havia dito, nossos lábios estavam colados e nossas línguas dançavam juntas, lenta e suavemente. Minhas mãos subiram até o cabelo de Edward e eu os repuxei, fazendo-o gemer de leve em minha boca.

As mãos de Edward, outrora em minha barriga, desceram até a barra de minha enorme camisola, e a subiu, revelando meu corpo. Eu gemi por entre o beijo e pude sentir sua excitação encostando-se a meu quadril.

Nós fizemos amor de forma lenta e demorada. Beijamo-nos e amamo-nos diversas vezes naquela noite. Havia tanto escondido por detrás daquelas ações; com elas eu podia mostrar a Edward que o amava, sem medo de ser rejeitada.

Eu dormi como um anjo naquela noite e sonhei; sonhei comigo e Edward juntos, sonhei com nossos bebês.

E eu desejava que tudo desse certo, porque tinha medo. Medo do que poderia acontecer se esse conto de fadas acabasse. Era impossível, agora, me imaginar longe dele. Impossível imaginar o que eu faria se o visse voltando para Tanya.

Seria demais para mim.

Iria doer muito.

_

Na terça, Rose veio me visitar. Edward pareceu imensamente feliz com isso. Ele trabalhava até as sete da noite e não gostava de me deixar sozinha, mesmo vindo almoçar aqui todos os dias.

- Então, como vão as coisas? – Rose perguntou.

- Estão bem – murmurei, sem conseguir olhá-la. Ninguém sabia que Edward e eu estávamos tentando, e, por mais que eu me sentisse mal por não contar para Rose, eu queria que tudo se tornasse sólido antes de contar.

- Você ainda o ama não é? – murmurou.

- Sim, Rose. – Antes que eu me desse conta, as lágrimas chegaram aos meus olhos e o aperto em meu peito se tornou insuportável. – Eu me sinto tão mal, por ter tirado o Edward de Tanya... Só que, mesmo assim, não consigo deixar de amar o Edward... Eu...

- Oh, Bella!

Rosalie me abraçou e permitiu que eu chorasse em seus braços até que me acalmasse.

- Não é culpa sua – disse. – Não é. Aposto que Edward já lhe disse isso, e, mesmo assim, você continua agindo como se fosse. Bella, por favor, pare de se culpar.

- Não consigo – suspirei, limpando as lágrimas que ainda insistiam em cair. – Eu tento, mas...

- Você vai conseguir, ok? – sussurrou. – Vai, sim. Você merece ser feliz, Bella.

- Obrigada, Rose.

Rose foi embora por volta das cinco, e, cansada de ficar em casa, peguei meu celular, e saí. Decidi ir até o mercado que ficava próximo dali e comprar algumas coisas para fazer para o jantar.

Fui pegando coisas mais leves, certa de que Edward surtaria se soubesse que carreguei peso.

- Bella!

Virei-me, confusa, sem reconhecer aquela voz, e sorri imensamente ao ver que era Jacob.

- Ei, Jake! – Sorri, enquanto o abraçava. – Você sumiu.

- Desculpe – riu. – Eu passei na loja da minha mãe e ela me disse que você tinha tirado sua licença. Não esperava te encontrar por aqui.

- Estou comprando algumas coisas – dei de ombros, rindo. – Tenho que aproveitar, sabe como é, enquanto ainda dá para sair.

- Edward por algum acaso sabe que você está aqui? – perguntou.

- Hmmm... Não. Acho melhor eu ir logo, então. Antes que ele chegue em casa e sofra...

Naquele momento, meu celular começou a tocar.

- É ele – murmurei. – Oi, Edward.

- Bella! – Ele parecia aliviado. – Onde você está?

- No mercado – sorri, mesmo sabendo que ele não poderia ver. – Já estou indo para casa, não precisa se preocupar.

- Espere por mim aí, estou indo te buscar, ok?

- Edward, estou levando coisas leves. Chego logo, ok?

- Tudo bem – suspirou. – Estarei te esperando.

Eu sorri e desliguei. Despedi-me de Jake e me dirigi até em casa.

Edward não estava brincando quando disse que me esperaria. Ele estava na porta e correu, pegando as sacolas, e já ralhando comigo. Eu somente ouvi calada; ele se tornava cada vez mais preocupado, à medida que a gravidez progredia.

Naquela noite, como em todas as outras, nós nos amamos intensamente, embora não disséssemos, em nenhuma das vezes, sobre a palavra amor.

E isso estava se tornando cada vez mais difícil. Eu escondia aquele sentimento por muito tempo e via a hora que não daria mais.

Logo eu não me importaria mais com a palavra medo, medo de que Edward pudesse me rejeitar. Eu diria. E pronto.

_

Sexta-feira, dia trinta e um de dezembro. Último dia do ano.

Eu me encontrava extremamente mais cansada do que antes; a barriga pesava, eu tinha dificuldades para dormir e respirar, e passava a maior parte da noite indo ao banheiro, já que meu útero estava pressionando minha bexiga.

Não via a hora de meus bebês nascerem.

Todos nós fomos até um salão de festas. Edward queria que comemorássemos a virada de ano na nossa casa, por causa da minha barriga, mas eu insisti, e aqui estávamos nós.

Era incrível imaginar que dentro de alguns dias eu completaria oito meses e que meus bebês provavelmente nasceriam em fevereiro. Eu tinha medo pela hora do parto, mas estava extremamente ansiosa para tê-los em meus braços.

A noite foi tranquila e bem calma, até. Logo depois de ter dado meia-noite, Edward me arrastou para casa.

Ultimamente meus pés ficavam inchados até com uma simples caminhada.

Nós dormimos cedo e abraçados, como sempre, naquela noite. Os bebês não se mexiam muito mais. Coitados... já não devia ter espaço para eles direito.

Então, suspirei feliz, nos braços de Edward.

_

Oito meses.

Parecia impossível, mas, sim, minha barriga havia crescido nessas duas últimas semanas.

Esme vinha ficar comigo sempre que dava, praticamente todos os dias. Ela dizia que vinha porque queria, mas eu sabia que Edward estava metido por detrás dessa história.

Só que naquele dia eu estava sozinha. Estava voltando da padaria quando notei que as correspondências haviam chegado. Feliz, peguei-as e segui para dentro de casa.

Separei as que tinham o nome de Edward e fiquei mexendo nas minhas.

Só que um envelope chamou minha atenção. Parecia um convite...

Abri-o e congelei.

Eu não conseguia acreditar no que meus olhos viam. Era mentira, tinha que ser. Por que ele faria algo do tipo comigo? Como poderia me enganar dessa forma? Mas meus olhos viam. E eu sabia que aquilo me perseguiria para o resto de minha vida.

Não.

Não podia ser.

Era mentira, era engano. Algum tipo de brincadeira sem graça.

Mas...

Como?

Por quê? Por que Edward faria algo do tipo comigo?

- Não... – sussurrei.

Eu queria sentir ódio dele, mas não podia. Sabia que ele estava mentindo quando me disse que não amava mais Tanya. Ele ainda a amava e só estava com medo de me dispensar. Acalmei-me; todo esse desespero não fazia bem a mim e aos bebês.

Sabendo que eu tinha que deixar Edward ser feliz, acatando sua decisão, rumei para o meu quarto e comecei a arrumar minhas coisas.

Era hora de encarar o fato de que Edward e eu nunca iríamos ficar juntos.

Edward POV.

Esses últimos dias tinham sido completamente calmos no trabalho. Mais uma vez, eu estava saindo do trabalho cedo.

Eu cheguei em casa, cansado, louco para ver Bella e poder abraçá-la. Só que o que meus olhos viram...

- O que está acontecendo?

Bella estava com os olhos vermelhos e tinha uma mala perto dela.

- Bella, por favor, me diz o que aconteceu – pedi, indo até ela. Ela tremia e mordia o lábio inferior. Ela tinha chorado. E muito.

- Edward... – sussurrou. – Eu... Eu estou indo embora.

- Por quê? – Senti meu coração se apertar. O que podia ter acontecido para Bella estar agindo dessa forma?

- É melhor assim, acredite em mim – sussurrou.

- Bella, por favor...

- Você realmente não sabe, Edward? Porque, sinceramente, eu é que não estou te entendendo aqui.

- Eu estou confuso – admiti.

A mão direita de Bella, trêmula, se ergueu e apontou para a mesinha de centro. Confuso, andei até ali e vi um convite.

Convite de casamento?

Abri-o.

E meus olhos se arregalaram.

Por que o meu nome e o de Tanya estavam escritos naquele convite?

Notas finais
N/A: Hmm... Oi? Capítulo cute, acho. Mas esse final, realmente...

O que será que aconteceu? Será que a Bella vai mesmo embora? Será que finalmente o Edward e a Bella vão ter coragem de dizer o que sentem um pelo o outro?

Amém. Realmente eu tenho que dizer isso. Finalmente o Edward percebeu que ama a Bella. Agora ninguém pode chamá-lo de ceguindo mais, haha.

Enfim, por hoje é só, amores. Não me matem, respirem fundo, e até o próximo!

SPOILER:

- Eu estou prestes a explodir. São meses escondendo o que sinto aqui dentro e simplesmente não dá mais.

-x-

- Até um cego é capaz de ver o que eu sinto por você. Por favor, fique.

-x-

- Olá. Posso entrar?

-x-

- Vocês já sabem o sexo dos bebês, por algum acaso?

-x-

Droga! Isso tinha que acontecer agora? Logo agora que eu estava sozinha?

-x-

Fim do spoiler.

Prontinho! Por hoje é só.

Beijos, beijos.

Deh C.

/ Fla (L)

N/B: hm, que capítulo podre *lixa* não gosto dessa fic, hehe