Innocence

23 Capítulo 22 - Hold My Hand


Notas iniciais
Ei, ei. Nem demorei o/

Edward POV.


- Eu não entendo – sussurrei. De verdade. – Eu não vou me casar com Tanya, Bella, e não faço a mínima ideia do que esse convite de casamento estava fazendo aqui.

Os olhos de Bella se arregalaram. Preocupei-me imediatamente. Deus! Ela não pode se exaltar assim, ela está grávida.

- Bella, sente-se, por favor – pedi. – Você não pode se estressar...

- Eu não entendo. – Ela se sentou, seus olhos ainda arregalados. – Por que Tanya faria algo do tipo, Edward? O que a levaria crer que poderia ter a chance de se casar com você?

- Porque, naquele dia – suspirei –, que eu fui até meu antigo apartamento para buscar algumas coisas, ela me seguiu. Ela me beijou e eu a afastei. E simplesmente lhe disse que não a amava.

- Edward...

- Eu não a amo, Bella. – Desesperado, ajoelhei-me em frente à Bella e segurei suas mãos. – Acredite em mim, por favor. Sei que posso ser o cara mais confuso do mundo, mas eu tenho certeza sobre os meus sentimentos. Eu não amo Tanya. Eu não quero me casar com ela.

Bella me fitou durante alguns minutos, depois suspirou.

- Eu estou prestes a explodir – suspirou. – São meses escondendo o que sinto aqui dentro e simplesmente não dá mais. Talvez seja melhor nos afastarmos por um tempo, Edward. Talvez...

- Eu te amo – interrompi-a. – Eu te amo como nunca amei ninguém. E, sinceramente, duvido que, algum dia, possa amar alguém assim...

- Você me ama? – perguntou.

- Até um cego é capaz de ver o que eu sinto por você – sorri. – Por favor, fique.

- Eu... Edward, você tinha tanta certeza de que amava Tanya... Eu não posso. Simplesmente, é demais para mim.

- Só fique – insisti. – Eu não estou lhe pedindo em casamento nem nada do tipo. Fique. Nós podemos ir devagar, levar as coisas com calma e ver no que dá. Apenas não me afaste, por favor.

Bella me fitou por alguns segundos e suspirou.

- Tudo bem – disse. Então, ela se levantou, apoiando-se no sofá, e pegou sua mala. – Vou desfazer a mala e preparar algo para comermos, ok?

Eu não disse nada, sentindo que naquele momento, ela precisava ficar sozinha. E eu fui tocar, tentando ignorar o aperto do meu peito; Bella não dissera que me amava de volta.

Bella POV.

Eu sonhei, durante meses, com Edward dizendo que me amava.

Quando ele diz, eu não consigo dizer que o amo de volta.

Por quê?

Por causa do medo que eu sentia naquele momento. Ele parecia ser uma pessoa tão... confusa. Até uns meses atrás ele amava Tanya e estava disposto a ter um filho com ela. Agora ele vem e diz que me ama?

Não posso, simplesmente, me permitir ter esperanças. Porque um dia ele podia perceber que confundiu tudo e... seria o fim.

Guardei as minhas roupas – não que eu tivesse pegado todas – novamente no closet e respirei fundo, tentando me acalmar. Era em momentos como esses, por mais que todos tentassem me convencer do contrário, que eu tinha certeza de que era culpada pela infelicidade de Tanya.

Eu e Edward não voltamos a falar do convite de casamento. Apenas jantamos em silêncio. Ele dissera que me amara... E eu tive que juntar todas as minhas forças para não dizer que o amava de volta.

Nós nos deitamos no sofá para assistirmos a um documentário sobre bebês.

E, pela primeira vez, não consegui prestar total atenção. Porque tudo o que vinha a minha mente era o que Edward havia dito, o que Tanya havia feito.

Eu não consegui sentir raiva dela; não sei como eu agiria se estivesse na mesma situação.

Só me restava torcer para que Tanya seguisse em frente. Porque enquanto isso não acontecesse, eu não iria conseguir ter paz.

Edward POV.

No outro dia, saí mais cedo do trabalho. Não fui para casa, como gostaria. Dirigi-me até o meu apartamento antigo e assim que cheguei, mandei uma mensagem para Tanya.

Preciso que venha até o meu apartamento antigo. É urgente. Estarei esperando por você. Edward.

Não precisei esperar muito, o que não me surpreendeu. Tanya chegou com um imenso sorriso no rosto.

- Eu sabia que você iria mudar de ideia! – Ela veio em minha direção com passos largos, mas eu ergui a mão, parando-a.

- O que você tem na cabeça? – indaguei, sem me importar em ser educado. – Como você manda um convite de um casamento, que nem vai acontecer, para uma mulher grávida de oito meses? Você não pensa, Tanya?

- Eu... – gaguejou. Na certa, ela não pensou que Bella fosse me contar. – Eu sinto muito, Edward, eu pensei que...

- Eu não te amo, Tanya – cortei-a. – Por favor, siga com sua vida e me deixe seguir com a minha. Eu quero paz. Quero paz com meus filhos e com a mulher que eu amo.

Tanya congelou totalmente.

- E estou colocando esse apartamento à venda – anunciei. – Se pensa que estou preservando por minhas lembranças com você, está mais do que enganada. Estava preservando para meus filhos, mas decidi que vou comprar outro.

- Edward...

- Deixe-me em paz – pedi mais uma vez. – Deixe a mim e a minha família em paz.

E eu saí dali, incapaz de ficar perto dela por mais um segundo.

_

No fim de semana fizemos um simples chá de bebê. Reunimos apenas as pessoas mais próximas da gente – infelizmente Renée e Charlie não puderam vir – e pronto.

Bella andava mais cansada e como não sabíamos o sexo do bebê, fizemos uma coisa simples, mas linda. E inesquecível. Eu tirei várias fotos com a enorme barriga de Bella, assim como cada um que estava lá.

Com certeza, antes mesmo de nascerem, nossos bebês teriam um álbum completo.

_

- Tem certeza? – indaguei, mais uma vez. – Eu posso ligar para meus pais, tenho certeza de que eles vão entender.

- Vamos, Edward. – Bella bufou, caminhando em minha direção. Eu a ajudei a colocar seu casaco e decidi não insistir mais.

Estávamos indo jantar na casa de meus pais. Só nós e eles. Fazia tempo que não íamos; na verdade, eu estava evitando sair muito de casa.

Não era muito longe e poderíamos ir a pé, mas estava frio e como os pés de Bella inchavam por qualquer coisa, resolvi que iríamos de carro.

Minha mãe nos recebeu alegremente. Ela estava simplesmente animadíssima com o fato de que seria avó. Seus olhos brilhavam toda vez que ela via Bella e sua enorme barriga. Eu me sentei no sofá e fiquei conversando com meu pai, enquanto as duas trocavam figurinhas sobre a maternidade.

Nós jantamos alegremente, em meio a conversas e tudo o mais. Ficou decidido que minha mãe e meu pai ficariam uma ou duas semanas conosco depois que os bebês nascessem, caso precisássemos de ajuda.

Fomos embora cedo. Eu trabalhava no dia seguinte e Bella se encontrava mais cansada a cada dia que passava. Os bebês podiam nascer a qualquer momento.

Eu não gostava de deixar Bella sozinha, mas ela insistia... Às vezes Rose, Alice e minha mãe iam, mas como todas trabalhavam, elas não podiam ir sozinhas. Eu tinha contratado uma empregada, porque não queria que Bella limpasse nada, mas mesmo assim... Bella ainda ficava sozinha por mais uma hora até que eu chegasse...

- Pare de se preocupar – disse-me. – Qualquer coisa, eu ligo para alguém.

- Tudo bem – bufei. – Até mais tarde.

Eu a beijei na testa e saí.

Bella POV.

Ficar à toa o dia inteiro cansava, então eu estudava. Sabia que ficaria mais difícil quando os bebês nascessem e em setembro eu iria começar a minha residência...

A campainha tocou, tirando-me de meus devaneios. A empregada, Camily, que Edward contratara, foi atender.

- Dona Bella – disse –, tem uma moça aí na porta querendo falar com você.

- Obrigada, Camily – sorri. – Estou indo.

Eu desci as escadas com cuidado e fui até a porta.

E congelei.

Porque Tanya estava ali.

- Olá. Posso entrar?

- Hmmm... – hesitei. – Pode.

Eu a levei até o sofá e indiquei que ela se sentasse. Com cuidado, sentei-me no outro sofá e fiquei ali, parada, olhando para Tanya.

- Eu vim me desculpar – disse antes que eu pudesse dizer qualquer coisa. – Eu... eu agi por impulso e não devia.

- Não tem problema – sussurrei, surpresa demais para dizer qualquer outra coisa. – Eu entendo.

- Eu realmente sinto muito, Bella. Eu não devia fazer isso, ainda mais com você estando grávida.

Assenti.

- Aceita alguma coisa? – perguntei.

- Não, obrigada – sorriu. Seus olhos, então, desceram para a minha barriga. – Vocês já sabem o sexo dos bebês, por algum acaso?

- Não. – Mexi-me desconfortável no sofá. – Sempre que tentamos, os bebês estão em posições impossíveis de se ver.

- Claro – assentiu.

Nós ficamos em um silêncio desconfortável por alguns minutos, até que Tanya disse que tinha que ir embora. Eu me despedi dela e permaneci o resto do dia intrigada.

Por que ela sentira necessidade de vir me pedir desculpas?

- Eu já vou indo, dona Bella. – Camily tirou-me de meus devaneios.

- Até amanhã, Camily – sussurrei.

- Até.

Eu continuei ali, sem entender absolutamente nada, apenas olhando para o vazio.

Será que tinha sido sincero?

E... se não fosse, por quê?

- Bella?

Olhei para cima e vi Edward me fitando, os olhos estreitados em minha direção.

- Está se sentindo mal? – indagou.

- Não – sussurrei. – Eu... Tanya veio aqui hoje.

Edward congelou.

- O que aconteceu? – perguntou, se sentando ao meu lado. Percebi, pela sua postura tensa, que ele estava tentando se controlar e não estava obtendo muito sucesso.

- Eu também não entendi – dei de ombros. – Ela veio pedir desculpas pelo convite de casamento.

- Só isso?

- Sim – suspirei.

Edward respirou fundo, resmungou alguma coisa que não pude ouvir e me puxou para os seus braços.

_

Fevereiro.

Agora era oficial: a hora do parto estava chegando.

Era dia primeiro; eu me encontrava sozinha em casa, quando senti um aperto estranho no meu ventre.

Não, não, não, não.

Eu não podia entrar em trabalho de parto agora. Não agora, quando Edward estava trabalhando e em uma cirurgia.

Mas...

Outro aperto, mais forte do que o outro.

Droga! Isso tinha que acontecer agora? Logo agora que eu estava sozinha?

Eu me levantei devagar, descobrindo que ainda podia andar. Busquei o meu celular, apenas para descobrir que ele estava descarregado. E o telefone parecia tão longe...

O que fazer?

De relance, vi a chave de minha caminhonete perto da porta de entrada. Era arriscado, Edward poderia me matar, mas eu estava sozinha! O que mais poderia se fazer?

Eu poderia andar como uma louca pelas ruas, em busca de um táxi... Mas o aperto era tão intenso que eu resolvi pegar a chave de meu carro e rezar para que tudo desse certo.

Minha picape custou a pegar, mas pegou, o que foi um verdadeiro milagre.

Eu dirigi o mais devagar que pude, parando sempre que eu via que não daria conta. Quando me vi, finalmente, perto do hospital onde Edward trabalhava e eu já trabalhei, sorri, aliviada.

Estacionei, de qualquer jeito, peguei a bolsa dos bebês que havia trazido comigo, e consegui caminhar até a entrada do hospital.

- Boa tarde. – Sorri para a recepcionista. – Você pode, por favor, avisar ao Dr. Edward Cullen que eu estou aqui? E a Dra. Susan Adams, se não for muito. Acho que entrei em trabalho de parto.

A mulher pareceu um pouco assustada pelo fato de eu estar calma, mas assentiu e pegou o telefone. Eu fiquei ali, apoiada no balcão e me concentrando em respirar fundo.

Edward POV.

Meu celular tocou assim que saí do centro cirúrgico. Eu me apressei a tirar as luvas e pegá-lo.

Era da recepção.

- Sim? – Achei estranho que eles ligassem no meu celular. Geralmente, quando precisavam de algo, me bipavam.

- Dr. Cullen? Eu falo aqui da recepção, preciso que o senhor venha até aqui.

- Algum problema? – murmurei. Eu estava livre para ir embora, depois dessa cirurgia longa. Estava preocupado com Bella, hora era folga de Camily e eu não gostava quando Bella ficava muito tempo sozinha.

- A Srta. Swan está aqui – disse apenas.

- Estou descendo.

Rapidamente lavei minhas mãos e retirei a roupa da cirurgia, colocando meu jaleco logo em seguida.

Não aguentei esperar pelo elevador e desci as escadas correndo. E eu avistei Bella, apoiada no balcão.

- Bella!

- Oi – disse. Ela tentou sorrir.

- O que foi?

- Eu estou sentindo uns apertos estranhos no ventre – suspirou. – Eu não tenho certeza, mas fiquei com medo de estar entrando em trabalho de parto.

- Ok – murmurei, sentindo-me incapaz de falar outra coisa. – Eu vou te levar até um... quarto e vou chamar a Dra. Adams.

- Ela já foi chamada. – Bella me informou, enquanto eu a ajudava a caminhar.

- Quer uma cadeira de rodas?

- Não – suspirou. – Andar... ajuda.

Eu assenti.

E aqueles foram os minutos mais longos de minha vida. Mesmo sendo médico, eu parecia um burro que não sabia de nada. Eram meus filhos, meus bebês...

E eles não nasceram.

Bella estava tendo as famosas contrações de Braxton Hicks. E nós voltamos para casa, ambos frustrados demais.

E é claro que minha família surtou quando soube.

E é claro que todos nós surtamos quando soubemos como Bella foi parar no hospital. Minha mãe tirou licença, dizendo que ficaria com Bella todas as tardes, e Emmett pegou a picape de Bella e levou para outro lugar; um lugar onde Bella não pudesse vê-la, claro.

Bella POV.

12 de fevereiro. Já com nove meses completos e nada. Nada dos bebês nascerem.

Era hora do almoço, Edward e eu estávamos em casa, à toa, apenas conversando.

- Eu preciso ir ao banheiro. – Levantei-me, apoiando-me na mesa, e respirando fundo. Uma pontada forte começou a se formar na minha coluna.

Edward sorriu, sem perceber minha careta.

Eu andei devagar até o banheiro do andar debaixo – nem morta que eu iria subir as escadas para ter que descê-las um minuto depois.

Só que, ao caminho do banheiro, eu ouvi um barulho. E ao olhar para o chão, uma poça de água se formava ao meu redor.

Ah, meu Deus!

Verifiquei se o líquido era incolor; era. Isso significava que os bebês não estavam sofrendo. Então, com uma calma que me surpreendeu, eu voltei para a cozinha.

- O que foi? – Edward perguntou, assim que eu parei na porta.

- A bolsa estourou.

_

Eu não aguentava mais, de verdade. Eu sabia que os partos costumavam demorar, ainda mais para mães de primeira viagem, mas doía. Doía muito.

A Dra. Adams entrava sempre no quarto.

Mas eu nunca tinha dilatação o suficiente.

Edward permaneceu ao meu lado a todo o minuto, deixando que eu apertasse sua mão.

Todos tinham sido avisados e estavam do lado de fora esperando. Meus pais estavam a caminho.

E quando, finalmente, a Dra. Susan disse que estava na hora de fazer força, eu chorei.

- Vamos lá, Bella – murmurou –, quando eu pedir, faça força, ok?

E eu fiz.

Eu fiz força. Eu respirei fundo. Eu chorei. Eu esmaguei a mão de Edward.

- Vamos, Bella! Estou vendo a cabecinha.

Eu fiz mais força e empurrei.

E tudo foi compensado, no exato momento que escutei um forte choro.

Notas finais
N/A: Gêmeos a caminho, haha. Na verdade, um já nasceu. Mas o sexo eu só conto no próximo capítulo, onde, com detalhes, narrarei o parto da Bella, mas do ponto de vista do Edward.

Então, meninos, meninas ou um casal? Façam suas apostas, no próximo capítulo vocês irão saber.

E a Tanya? Será que ela realmente foi sincera? Não conto, u.u

SPOILER:

E ali, com meus bebês nos braços, eu não podia me encontrar mais feliz.

-x-

- Obrigado, Bella. Você foi tão... forte, corajosa. Não há palavras para dizer o que estou sentindo agora.

-x-

Ela caminhou em direção ao berçário e seus olhos procuraram os pequenos embrulhos. Estava extremamente ansiosa para descobrir o sexo daquelas crianças.

-X-

Fim do Spoiler.

Por hoje, é só.

Beijos, beijos.

Deh C.

/ Fla (L)

n/b: Ai que emoção *O* adoro cenas de bebês, acho isso tão cute :m