Innocence
18 Capítulo 17 - Everything Changing, Parte 2
Notas iniciais
Bella POV.
Eu mal podia acreditar que estava esperando gêmeos e me peguei, várias vezes, sorrindo como uma boba. Eu me dirigi até a cozinha, procurando por algo saudável para fazer. Decidi por um caldo verde, e, enquanto fazia, ficava pensando em quando tivesse com meusbebês nos braços.
Independente do que acontecesse, eu sempre teria dois pedacinhos de Edward comigo.
Quando estava terminando, Rose entrou, com um sorriso enorme no rosto. Ela veio até a mim correndo.
- E então? – perguntou.
- Bom... – hesitei. – Eu não estou esperando um bebê.
Seu sorriso foi sumindo do rosto, mas ela assentiu. Eu escondi um sorriso.
- Mas... o exame de sangue, e...
- Eu estou esperando dois!
Eu vi o olhar de choque de Rose e depois um sorriso em seu rosto. Ela me abraçou forte, ainda rindo, e eu me permiti ficar ali, apenas curtindo a paz com minha melhor amiga.
Edward POV.
- Que assunto? – Tanya perguntou, levemente desconfiada. Acho que eu nunca a havia tratado dessa maneira, mas eu realmente tinha que deixar tudo esclarecido.
- Um assunto urgente, Tanya – murmurei, respirando fundo.
- Domingo eu não posso – disse. – Tem um jantar aqui em casa...
E era nessas horas que eu fechava os olhos e respirava fundo, porque Tanya nunca parecia estar disponível quando eu queria conversar com ela.
- Venha cedo, então, Tanya – suspirei. – É um assunto sério.
- Tudo bem – cantarolou. – Até domingo, Edward.
E desligou.
Deus!
Como eu iria contar para ela que eu a tinha traído, com Bella, e que essa traição resultara em uma gravidez? De gêmeos, ainda por cima.
Balancei a cabeça, afastando tais pensamentos, e sorri.
Eu iria ser pai. Pai. De gêmeos.
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Eu não iria confessar nenhum assassinato nem nada do tipo, mas estava um pouco nervoso quanto a sábado. Ainda era quinta à noite, eu tinha acabado de voltar do hospital, mas eu já estava preparando-me para ligar para minha mãe e avisar-lhe sobre o jantar.
Antes, porém, resolvi ligar para Bella.
- Alô?
- Hmmm... Rose? – murmurei, incerto.
- Olá, Edward – riu. – Como você está?
- Estou bem – sorri, embora ela não pudesse ver. – E você?
- Ótima! – Ela parecia extremamente alegre.
- Que bom – ri. – A Bella está?
- Não. Ela foi ao mercado. Eu disse que não precisa, porque, obviamente, ela não pode carregar peso, mas Bella é um pouco teimosa.
- Hmmm... Certo. Eu vou ligar para o celular dela, então. Obrigado, Rose. Até sábado.
- Até.
Assim que desliguei, já estava discando para o celular de Bella, pronto para lhe passar um sermão.
- Ei, Edward – disse, alegremente.
- Oi – ri. – Posso saber o que a senhorita está fazendo em um mercado, sabendo que não pode carregar peso?
- Pelo amor de Deus, Edward. – Eu quase podia vê-la rolando os olhos e sorri com isso. – Eu estou grávida, não doente.
- Eu sei. Então, vou ligar para meus pais hoje para falar sobre o jantar.
- Ah... – Ela parecia um pouco menos animada. – Eles vão me odiar...
- Bella! Não vão. Por que eles te odiariam?
- E por que não me odiariam, Edward? – sussurrou, triste. – Você tem uma noiva, planejava ter um filho com ela, e eu cheguei e estraguei tudo...
- Você não estragou tudo – disse-lhe suavemente. – Olha, meus pais não são assim, ok? Vai dar tudo certo. Eu prometo.
- Tudo bem. Bom, então ligue para seus pais e depois me informe o horário, por favor.
- Certo. Eu te ligo de volta em alguns minutos.
Bella POV.
Rapidamente, terminei de fazer as compras, já seguindo até o caixa. Não era muita coisa, mas, mesmo assim, aceitei a ajuda de um senhor para levar as comprar até o carro. Agradeci-lhe gentilmente e logo estava dirigindo.
Enquanto dirigia, pensava em como iria contar para os pais de Edward e como iria contar para meus pais. Eu já havia ligado para os meus pais e lhes dito que na próxima sexta estava indo para Londres, para passar o fim de semana, e é claro que eles ficaram animados.
Mas será que continuaria assim depois que descobrissem que eu estava esperando dois filhos de Edward?
- Ai, Deus – murmurei.
Rosalie me ajudou a guardar as compras, assim que cheguei ao apartamento. Eu comecei a preparar uma salada para acompanhar uma torta, para o jantar.
Ouvi o telefone tocar, mas não corri para atender. Rosalie estava na sala e, provavelmente, era Emmett.
- Bella? – chamou-me. – É o Edward.
Como a simples menção do nome de alguém poderia provocar tanto em mim? Sentindo-me um pouco tonta, segui até a sala, onde Rose estava com o telefone estendido.
- Oi? – murmurei.
- Bella, liguei só para dizer que o jantar vai ser às oito.
- Tudo bem – suspirei. – Nós nos encontramos lá.
- Eu vou passar para te buscar. E não aceito não como resposta.
Eu ri.
- Pego você às sete e meia, ok?
- Tudo bem. Até sábado, Edward.
- Até, Bella. Qualquer coisa me fala, ok? Se tiver algum problema, dor, ou algo do tipo.
- Eu estou bem – sorri. – Eu e os bebês estamos bem.
- Ótimo. Então, até lá.
_
Mais tarde, naquela noite, não consegui dormir. Peguei-me chorando, tentando aliviar o turbilhão de sentimentos que tomavam conta de mim.
Era lógico que eu já amava esses bebês, mas estava assustada. Assustada porque eram dois e eu ainda nem tinha feito residência. Assustada porque eu teria de conviver com Edward pelo resto de nossas vidas. Assustada porque eu não conseguia deixar de amá-lo, assim como sabia que ele nunca me amaria.
E estava com medo também.
Medo de não ser uma boa mãe, medo de errar, medo de contar para todo mundo, medo da reação das pessoas...
E tinha medo de pensar que Edward e eu fôssemos ter alguma coisa, quando, na verdade, estávamos unidos assim só por causa dos bebês. Ele ia ser um bom pai, eu tinha certeza absoluta disso.
Mas seria eu capaz de aguentar conviver com esse amor por tanto tempo?
Desistindo de dormir, ajeitei-me na cama e liguei a televisão. Peguei-me sorrindo como uma boba ao ver um documentário sobre bebês, e logo o sono estava tomando conta de mim.
Edward POV.
O sábado não demorou a chegar. Eu acordei cedo, estudei alguns casos, revi algumas coisas, e, depois, como eu ainda tinha algum tempinho até o almoço, resolvi ligar a TV, sorrindo como um bobo quando vi um casal contando sobre como era ter trigêmeos.
Logo depois, resolvi tomar banho,e segui até um restaurante para almoçar.
A tarde foi chata e monótona. Eu me peguei planejando mil vezes como diria para meus pais que eu iria ser pai. Embora fosse independente, a opinião deles era importante para mim.
Decidi tomar outro banho antes de sair para ir buscar Bella. Vesti jeans e uma camisa azul. Depois de calçar meus sapatos, tentei arrumar meus cabelos, mas acabei desistindo.
Saí de casa sem pressa alguma, já que ainda faltavam quinze minutos para dar o horário que eu tinha combinado com Bella. Quando estacionei em frente ao prédio dela e de Rose, peguei meu celular e pedi que ela descesse.
E, alguns minutos depois, ela apareceu. Tão linda, tão... mulher. Só agora percebi porque estava tão ansioso o dia todo: eu só queria saber se Bella estava bem. E, embora parecesse nervosa, ela estava bem. Ainda sem barriga nenhuma, mas eu já conseguia visualizá-la com um barrigão. Ela iria ficar linda.
Desci do carro, sorrindo.
- Oi, Bella. Como está?
- Ei – suspirou. – Nervosa.
- Não fique – tranquilizei-a, abrindo a porta do carona para ela. – Tudo vai acabar bem.
Ela assentiu.
- A propósito, você está linda.
E sorri ao vê-la corando.
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Alice nos atacou assim que chegamos lá, puxando-nos para dentro e comentando sobre mil coisas ao mesmo tempo. Tentei acompanhá-la só no começo, mas logo ignorei-a, quando vi que Bella parecia um pouco mais pálida.
- Tudo bem? – perguntei.
- Enjoada – sussurrou.
Assenti levemente, ainda de olho nela. Meus pais logo desceram da escada e vieram nos cumprimentar. Só nos restava esperar Jasper, Rose e Emmett.
Jasper foi o primeiro a chegar e veio se sentar conosco. Eu dei boas risadas, mas percebi que Bella não parecia querer participar muito do assunto. Quando Emmett e Rose chegaram, minha mãe nos mandou para a sala de jantar.
Bella mal tocou na comida. Eu agradeci por ninguém ter notado,mas fiquei preocupado; ela precisava se alimentar bem.
Quando terminamos, voltamos para a sala, e eu imediatamente congelei.
Era a hora de falar.
- Então, Edward – papai disse –, pode nos dizer por que convocou esse jantar?
- Bem... – hesitei. – Eu não acho que muitos de vocês esperavam o que eu vou falar agora.
Olhei de relance para Bella e vi que Rosalie segurava sua mão firmemente. Algo me dizia que, se não fosse pela mão de Rose, Bella iria sair correndo.
- Diga lodo, Edward – Emmett disse, rolando os olhos. – Não é como se você fosse falar que matou alguém. Ou você matou?
- Emmett! – Rose repreendeu-o.
- Certo... Desculpe.
- Mãe... Pai... – Respirei fundo, pensando em como iria dizer isso para eles. – Eu... Eu vou ser pai.
Silêncio.
Bella estava mais pálida do que nunca, os olhos arregalados, olhando de Esme para Carlisle e de Carlisle para Esme.
- Pai? – mamãe murmurou. Então, ela olhou para Bella. – Bella já recebeu o embrião? Mas... você não disse nada! E por que Tanya não está aqui?
Alice nos olhava, estreitando os olhos, e, por fim, sorriu.
- A não ser... – riu. – A não ser que Bella esteja grávida. De Edward. Porque Tanya não está aqui e Bella parece que vai parir pela boca a qualquer momento.
E, então, Bella soltou-se da mão de Rose e disparou. Imediatamente fui atrás dela, percebendo que ela estava indo até o banheiro.
Eu segurei seu cabelo e afaguei suas costas, enquanto ela vomitava o pouco que comeu.
- Desculpe – sussurrou, quando terminou. Eu dei descarga e a ajudei a se levantar. Bella lavou a boca e o rosto, e encostou a cabeça na parede fria.
- Não tem porque se desculpar – disse-lhe gentilmente. – Sente-se melhor?
- Um pouco.
- Acha que consegue voltar para a sala? – perguntei.
Bella assentiu e respirou fundo, antes de se virar e caminhar até a sala. Suas bochechas estavam um pouco coradas e eu suspirei de alívio.
- Bom... – Carlisle nos olhou. – Eu acho que temos a resposta.
E, de repente, todos estavam nos parabenizando.
- E Tanya? – Emmett perguntou.
- Eu vou conversar com ela amanhã – sussurrei.
Quando contei que eram gêmeos, minha mãe surtou, dizendo que finalmente alguém da família ia ter gêmeos. Eu sorri ao vê-la agachando para conversar com a barriga de Bella, dizendo que estava ansiosa para conversar com seus netinhos.
- Eu vou ser madrinha – Alice disse. – Nem ouse pensar em procurar outra pessoa, Edward.
Eu ri alto.
- Eu também vou ser – Rose disse. – Imagina,Allie? Duas garotinhas, cheias de laços cor de rosa e aqueles sapatinhos pequenininhos.
- Sim. – Os olhos de Alice brilhavam. – Aqueles vestidinhos, sapatinhos...
- Deus! – Bella gemeu. – Que eu tenha dois meninos.
E todos nós explodimos em gargalhadas.
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Eu estava nervoso.
Era domingo, à tarde, e a qualquer momento Tanya apareceria, e eu teria de lhe dizer, teria de lhe contar tudo.
Eu sabia que não a amava mais, mas isso não significava que eu queria machucá-la. Só que iria, porque ela esteve comigo por meses e nunca pôde engravidar. Bella esteve comigo por uma noite e... bem, ela estava grávida, de gêmeos.
Ouvi passos no corredor e imediatamente fiquei tenso. Olhei para a porta da sala e logo vi a maçaneta girando.
Era Tanya.
- Oi, meu amor – sorriu. Ela fechou a porta e veio até a mim. Eu segurei sua cintura, impedindo-a de se aproximar. – O que foi?
- Tanya...
- Ah, Edward, eu estava com saudades! – Ela tornou a tentar se aproximar, mas eu a segurei mais firmemente.
Achei melhor ir direto ao assunto e acabar com aquilo logo de uma vez.
- Tanya... – Eu ainda segurava seus ombros, impedindo-a de se aproximar. – Eu sinto muito, mas...
- Edward, por favor, pare de enrolar e diga logo – riu.
- Eu te traí.
Ela congelou, piscando freneticamente, e me olhando como se eu fosse maluco.
Acho que ela não esperava que eu fosse traí-la algum dia.
- Traiu? – sussurrou.
- Sim.
Ela tirou as minhas mãos dela e começou a andar de um lado para o outro, pensando.
- Tudo bem – disse. – Deslizes acontecem. Sei que isso não vai se repetir.
- Tanya... – Eu me sentei no sofá e passei a mão nos cabelos, deixando-os ainda mais bagunçados. – A mulher, com quem te traí...
- O que tem ela?
- Ela... engravidou.
Fechei os olhos, certo de que eu era covarde demais para ver sua reação.
- De você?
- Sim – admiti. – De mim.
- Quem é ela, Edward? – indagou-me. – Só... Eu preciso saber quem é ela.
- Eu...
- Nós vamos criar o bebê dela, Edward.
- O quê? – Olhei-a e vi que ela andava de um lado para o outro. – Bella nunca vai aceitar isso.
- Bella? – Imediatamente percebi que eu falara demais. – Você engravidou a Bella?
Antes que eu pudesse responder, Tanya virou e saiu correndo do meu apartamento. Eu afundei a cabeça nas mãos.
Bom, eu infelizmente não podia fazer nada.
Bella POV.
O dia no trabalho, na segunda, foi intenso, e eu estava exausta quando cheguei ao apartamento. A mãe do Jacob aceitou bem o fato de eu estar grávida e até me desejou felicidades. Agradeci mentalmente por ela ser uma pessoa tão boa; não era qualquer um que desejava dar um emprego a uma grávida. Ainda mais de gêmeos.
Segui para o banheiro e tomei um banho quente e relaxante. Eu tinha completado sete semanas, mas ainda não tinha barriga nenhuma, embora eu ache que tenha engordado um pouco.
Vesti-me com um moletom e um blusão. Eu não planejava sair hoje mais.
Peguei um pente, e, depois de passar a toalha em meus cabelos mais uma vez, eu comecei a penteá-los.
A campainha tocou e eu estranhei isso, porque o porteiro não havia avisado nada. Terminei de pentear meus cabelos rapidamente e segui até a porta da sala. Provavelmente Rose tinha se esquecido das chaves. Mais uma vez.
Abri a porta. Eu não tinha um espelho na minha frente, mas tinha certeza de que meus olhos estavam arregalados e minha boca aberta.
- Olá, Isabella.
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