Innocence
19 Capítulo 18 - Invitation
Notas iniciais
Edward POV.
Não consegui falar com Tanya o resto do dia, e, depois de insistir mais algumas vezes, desisti; ela falaria comigo quando estivesse pronta. Eu liguei para Bella, pouco depois de Tanya ter saído do meu apartamento, para saber como ela estava. Eu queria muito conversar com ela sobre uma coisa que eu tinha pensado, mas eu tinha medo da reação dela...
Olhei o relógio mais uma vez; eram sete horas. Eu estava doido para terminar logo e poder ir ver Bella. Ela estava trabalhando, mesmo eu insistindo que não precisava, e eu queria ter certeza de que ela estaria bem.
Porém, eu ainda tinha mais um paciente para atender.
Pedi a Bree que mandasse o paciente entrar e respirei fundo, desejando que fosse rápida a consulta.
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- Obrigado, Dr. Cullen. – Josh disse, sorrindo. – Não sabe como fico aliviado em saber que o exame deu normal.
- Não há de quê. – Apertei sua mão. – Qualquer coisa é só ligar. Marque o retorno com a secretária, por favor, para daqui dois meses.
- Claro. Tenha uma boa noite.
Eu o levei até a porta e depois voltei, para terminar de arrumar minhas coisas.
Estava terminando de arrumar alguns papéis quando meu celular tocou.
Olhei o visor e franzi o cenho; era um número desconhecido.
- Alô? – disse, incerto.
- Edward! É a Rose. –Sua voz parecia... apreensiva.
- Algum problema? – perguntei, nervoso. Será que tinha acontecido alguma coisa com Bella?
- É a Bella! – murmurou, deixando-me ainda mais nervoso. – Eu não sei o que aconteceu. Eu cheguei aqui tem uns dez minutos e a encontrei sentada no sofá, olhando fixamente para o chão... Eu tentei falar com ela, mas tudo o que ela faz é balançar a cabeça... Eu não sei o que fazer.
- Eu estou indo aí, ok? Chego em dez minutos.
- Obrigada, Edward.
Eu rapidamente joguei o resto de minhas coisas e corri para a porta, acenando rapidamente para Bree.
Bella precisava de mim agora.
Bella POV.
- Tanya... – murmurei. – Er... Oi. Quer entrar?
- Não, obrigada – sorriu. – Importa-se de irmos dar uma volta? Prometo que não iremos longe.
- Claro – assenti. – Só entre que eu vou trocar de roupa rapidinho.
- Ok.
Nervosa, tornei a seguir até meu quarto, e comecei a procurar uma roupa. Coloquei uma calça jeans, uma blusa de frio verde e calcei All Star. Olhei-me no espelho e tornei a pentear meus cabelos, deixando-os soltos mesmo.
Então, respirei fundo e desejei que Tanya não soubesse da gravidez.
Mas se ela não soubesse, o que estaria fazendo ali?
Peguei a bolsa que eu tinha colocado na cama quando cheguei do trabalho e fui para a sala.
- Vamos?
Tanya olhou para mim de cima a abaixo, seus olhos demorando-se demais em minha barriga.
Senti um calafrio percorrer meu corpo. Ela sabia da minha gravidez.
Seguimos em silêncio até a rua. Eu não sabia onde Tanya queria ir, mas a segui até seu carro, também em silêncio. Quando dei por mim, estávamos paradas no Central Park.
Uma súbita vontade de vomitar tomou conta de mim ao me lembrar de nossa conversa, meses atrás, nesse mesmo local.
Lembrei-me do que ela disse naquele dia, enquanto eu pensava se devia ou não aceitar a proposta de carregar o bebê dos dois...
- Imagino-me aqui, com um bebê meu e de Edward, brincando com ele, ensinando-o a dar seus primeiros passinhos, ensinando-o a falar. É meu sonho. Ser mãe. Desde pequena, desde que comecei a brincar de bonecas.
Tremendo, desci do carro, evitando mais do que nunca olhar para Tanya.
Deus! O que ela queria comigo?
Eu a vi sentar em um dos bancos vazios e me sentei ao lado dela, ainda sem olhá-la.
- Ontem eu fui até o apartamento de Edward. – Assustei-me um pouco por ela ter começado a falar, mas logo me acalmei e continuei a olhar para qualquer lugar, menos para Tanya. – Eu imaginei que ele ia dizer que você tinha mudado de ideia, que ia carregar um bebê nosso... Imaginei qualquer coisa. Imaginei que ele fosse falar do casamento, ou que ia fazer uma viagem. Mas nunca, nunca mesmo, imaginei que ele fosse falar que havia me traído.
“Você não imagina a dor que eu senti, Bella, quando ele me disse que você estava grávida de um filho que eu, a noiva dele, nunca poderia dar. Não assim. Não comigo tendo enjoos, não com a minha barriga crescendo... E era óbvio, mesmo se sentindo mal por ter me traído, que Edward está animado com o fato de ser pai. Eu vi isso nos olhos dele.”
- Tanya, eu... – murmurei, sentindo as lágrimas começarem a escorrer.
- Você o ama, Bella. – Não era uma pergunta, era uma afirmação. – Você o ama, não fez por mal, eu sei. Só que você sabe também que Edward não te ama de volta.
As lágrimas rolavam com mais força e eu não via como impedir Tanya de vê-las. Ela sabia que eu amava seu noivo, assim como sabia que eu nunca poderia tê-lo.
Porque Edward não me amava.
- E, pensando nisso tudo – continuou –, é que eu peço que você, depois que esse beber nascer, dê-o para mim. Eu vou criá-lo com Edward, Bella, e nós três seremos muito felizes.
- O quê? – Eu olhei para ela. – Não, Tanya. Eu não vou dar meus filhos. Eu estou grávida de gêmeos.
- Então... Você pode me dar um – sussurrou, ignorando-me. – E o outro fica com você.
- Não, Tanya. Que tipo de pessoa pensa isso? Eu nunca seria capaz de pensar em dar meus filhos.
Levantei-me e, antes que Tanya pudesse falar alguma coisa, saí dali.
Você pode me dar um... E o outro fica com você.
As lágrimas jorravam com força, à medida que cada palavra de Tanya voltava a minha mente. Peguei um táxi, ignorando o olhar assustado do taxista.
Só que você sabe também que Edward não te ama de volta.
- Chegamos, senhorita.
Sem me importar com troco nem nada, joguei uma nota de vinte dólares para ele e saí.
Nós três seremos muito felizes.
Assustei-me quando vi que o elevador abrira e saí, já pegando as chaves do apartamento. Eu não passara nem meia hora fora, então Rose ainda não havia chegado. Joguei minha bolsa na mesinha e me sentei no sofá. Encostei-me e acariciei minha barriga.
- Eu nunca vou abandonar vocês – sussurrei. – Eu prometo.
Em algum momento da noite, Rosalie chegou, mas eu não consegui dizer nada para ela, porque as palavras de Tanya ficavam em minha mente.
- Bella, pelo amor de Deus!
Rose desistiu, alguns minutos depois, e eu agradeci por isso. Levantei-me, ainda meio aérea, e a ouvi conversando com alguém ao telefone. Resolvi tomar outro banho, porque estava cansada demais, tanto física quanto emocionalmente.
Não demorei muito, entretanto. Eu podia ouvir a voz dele, o que me levou a chorar ainda mais e demorar a me controlar.
Vesti a mesma roupa que eu estava antes de Tanya aparecer; uma blusa mais larguinha e uma calça de moletom. Agora, mais calma, eu começava a sentir fome e me xinguei mentalmente por ter ficado tanto tempo sem comer.
Saí do quarto e passei pela sala de cabeça baixa. Eu já sabia que Edward estava ali, mas, naquele momento, eu não era capaz de olhá-lo.
Na cozinha, resolvi fazer Ensopado de Palmito, então comecei a trabalhar.
Enquanto fervia, marquei o tempo necessário, e sentei-me, apoiando a cabeça nas mãos.
- Bella...
Olhei para cima e vi Edward ali, de branco, parado. Imediatamente senti meu coração apertar e tentei não pensar no que Tanya havia dito.
Foi em vão.
Edward não te ama de volta.
As lágrimas começaram a escorrer antes que eu me desse conta e eu apertei a boca, sufocando os soluços.
- Bella!
Edward veio até a mim e me segurou pelos ombros, fazendo com que eu olhasse para ele.
- Bella, meu bem – sussurrou –, você pode, por favor, se acalmar e me dizer o que aconteceu? Há algo de errado com os bebês?
Balancei a cabeça negativamente.
- Então, se acalme, está bem? Só me diga o que está acontecendo, por favor.
- Eu... Eu estraguei tudo! – murmurei. – Eu estraguei tudo.
- Estragou o quê, Bella?
- Tanya... Tanya veio aqui... – sussurrei, soluçando. Os olhos de Edward se arregalaram. – Eu atrapalhei tudo, Edward. Por minha culpa, você vai perder sua noiva, a mulher que você ama...
- Bella – interrompeu-me –, eu vou te dizer algo e quero que me escute, está bem? – Vendo que eu assenti, ele puxou outra cadeira e colocou em frente a minha. – Eu não amo a Tanya mais. Eu não sei exatamente o que sinto por ela, mas não é amor. Então, pare de se preocupar, e esqueça qualquer coisa que ela te disse.
- Ok. Desculpa.
Ele sorriu.
- São os hormônios, meu bem. – Eu senti meu coração apertar ainda mais quando Edward pegou uma mecha do meu cabelo e enrolou-a no dedo. – Você vai se sentir assim várias vezes.
- Eu sei. Desculpa ter te feito vindo aqui há essa hora. Eu fui meio boba, não fui?
Edward riu.
- Não se preocupe. Eu ia vir de qualquer maneira, para saber como foi o dia de trabalho.
- Ah, cansativo – dei de ombros. Olhei o relógio e vi que já haviam passado os dez minutos. – Já que você está aqui, por que não janta com a gente?
- A gente? – riu. – Rose saiu. Ela não queria, mas eu disse que ia conversar com você.
Por mais que Edward quisesse que eu não pensasse em tudo o que tinha acontecido, não tinha como. Eu sabia que iria custar um tempo para me acalmar, mas só de ouvi-lo afirmar que não a amava... Isso tinha tirado um peso enorme de mim.
Nós comemos em meio a risadas e conversas, o assunto Tanya esquecido.
- Eu liguei para a Dra. Adams hoje – eu disse. – Ela disse que eu posso viajar, mas recomendou que eu descansasse, porque vou ficar muito enjoada.
- Ótimo – sorriu. – Nós iremos na sexta, certo?
- Sabe, Edward, você não precisa ir... – Mordi o lábio inferior e suspirei. – Eu vou na sexta a tarde, consegui folga. Não quero te atrapalhar nem nada do tipo. E voltarei no domingo depois do almoço.
- Eu vou, Bella – revirou os olhos. – Nem pense em me dispensar, mocinha.
- Tudo bem – dei de ombros. – Então, partimos na sexta.
Edward POV.
Eu passei o resto da semana tentando falar com Tanya, não obtendo sucesso. Eu queria saber o que ela falara com Bella, porque a mesma não quis me contar, e pedir que ela não fizesse isso de novo.
Na quinta-feira eu avisei aos meus pais da viagem e eles concordaram, parabenizando-me por não deixar Bella enfrentar isso sozinha. Combinei com Bella de passar para pegá-la na sexta, depois do almoço.
Arrumei uma mala apenas, já que não iríamos ficar mais do que dois dias. Eu estava um pouco nervoso, porque não fazia a mínima ideia de como os pais de Bella reagiriam. Só que não podia deixá-la sozinha também.
Adormeci cedo naquele dia e na sexta levantei cedo. Tinha tirado folga, então reservei a manhã para ler alguns casos. Almocei em casa mesmo e tomei um banho rápido, antes de seguir para o apartamento de Bella e Rose.
Bella já esperava na porta, com uma mala na mão e uma bolsa. Eu estacionei e desci.
- Oi – murmurou, ajeitando a mala nas mãos.
- Olá – ri. – Dê-me sua mala, Bella.
- Como um médico, Edward – riu –, você devia saber que gravidez não é doença.
Dei de ombros.
- Posso até saber. – Caminhei até a ela e peguei a mala de sua mão, deixando-a somente com a bolsa. – Mas além de ser o pai desses dois bebês aí, eu sou um cavalheiro, ok? E se forem dois meninos, eles têm que aprender com o pai desde cedo.
Bella corou e sorriu aquele sorriso – que iluminava tudo – que eu mais amava.
Eu guardei a mala e abri a porta do carona para ela. Quando dei a volta, me sentei e comecei a dirigir, percebi que Bella acariciava sua barriga.
- Você quer dois meninos? – indagou-me, sorrindo.
- Não sei – sorri. – Eu me vejo com dois meninos, assim como me vejo com duas meninas... Mas pode ser um casal também. O que você prefere?
- Eu sempre quis ser mãe de uma menina. – Ela tinha um sorriso tão lindo no rosto! – Mas também me vejo querendo um menino. Então, não sei. Tenho certeza de que vou ficar feliz com o que vier.
- Eu também.
Então, de repente, o sorriso de Bella tinha sumido de seu rosto e ela evitava olhar em minha direção.
Ela permaneceu calada durante todo o voo também. Levantou duas vezes por causa do enjoo e eu tentei mil vezes perguntar qual era o problema, mas Bella sempre parecia desviar o assunto.
Então, chegamos a Londres.
Era a hora de contar a família de Bella.
Bella POV.
Contar aos meus pais.
Só de pensar nisso eu tinha vontade de voltar correndo para Nova York e deixar que eles descobrissem que eu seria mãe quando eu fosse dar à luz ou algo do tipo. Só que eu não podia; eles eram meus pais, mereciam essa consideração.
Assim que chegamos, comecei a ficar ainda mais nervosa. Devido ao fuso horário, aqui eram oito da noite, então, provavelmente, meus pais iriam querer sair.
E eu teria que contar a eles que eu estava grávida.
Quando eu disse aos meus pais que Edward viria comigo, eles pensaram que tinha algo a ver com o fato de eu carregar o bebê de Tanya e de Edward e disseram que Edward seria bem-vindo. Mas será que eles mudariam de opinião caso descobrissem que, na verdade, eu estava grávida, sim, só que um filho meu e de Edward?
- Bella!
Eu sorri imensamente ao ver meu pai e o abracei forte. Eu não me via morando em Londres novamente, mas sentia falta da época que eu morava com meus pais.
- Oi, pai. – Separei-me um pouco dele. – Cadê a mamãe?
- Ficou em casa, já vestida para sairmos para um jantar. Ela disse que vocês só vão lá trocar de roupa e nós iremos sair. Disse também que não aceita um não como resposta.
Eu ri.
- Olá, senhor Swan.
- Só Charlie, Edward, deixe de bobeira. – Charlie sorria. – Já pegaram as malas?
Eu assenti, apontando para a minha mala que estava com Edward, e, então, seguimos até a minha casa.
Minha mãe deu um de seus gritinhos assim que me viu e me abraçou com força. Eu respirei fundo, tentando ignorar o enjoo que tomou conta de mim quando senti o cheiro de seu perfume Victoria’s Secrets e sorri.
- Oi, mãe. Senti sua falta.
- Eu também, meu bem. – Ela acariciou meu rosto e me fitou com aquele olhar, como se soubesse que havia algo a mais do que aparentava haver em minha presença com Edward naquela noite. – Agora vá, vá se arrumar.
Eu sorri para ela e entrei em casa. A última coisa que vi antes de me virar, foi ela dando um abraço em Edward.
_
Quinze minutos depois eu estava pronta e devidamente vestida para uma noite em Londres. Eu saí de meu quarto e desci as escadas animadamente – o enjoo havia passado – encontrando todos na sala.
Nós não conversamos muito, apenas pegamos nossos casacos e fomos para um restaurante que havia ali perto.
Eu não consegui comer muito, porém.
- Bom, por que vocês não dizem o motivo de estarem aqui e matam nossa curiosidade? – Papai comentou, sorrindo um pouco.
- Papai... – As lágrimas surgiram em meus olhos antes que eu pudesse controlar. – Eu...
- Bella, você está nos assustando.
Edward acariciou minha mão gentilmente por debaixo da mesa, mas nem aquilo parecia ter sido capaz de me acalmar.
- Eu... – Então, antes que eu me desse conta, eu tinha falado, as palavras saindo como jato: – Eu estou grávida. Estou grávida de gêmeos. Do Edward.
E me levantei, saindo aos prantos do restaurante.
Meus pais iriam me odiar.
Iriam.
Edward Cullen.
- Eu... – Bella parecia a beira de um ataque de pânico. – Eu estou grávida. Estou grávida de gêmeos. Do Edward.
Ela se levantou e saiu correndo. Eu pensei em ir atrás dela, mas Renée segurou minha mão.
- Eu vou, Edward – disse suavemente. – Fique aqui com Charlie.
Charlie estava... vermelho. Ele encarava a mesa, suas mãos estavam sobre a mesa, cerradas em punho. Eu vi Renée sair do restaurante e respirei fundo.
- Charlie... – Ele me lançou um olhar raivoso. – Não, deixe-me falar, e, depois, se você quiser me odiar, odeie, ok?
Ele assentiu levemente.
- Eu sei que você deve estar confuso, com ódio e com raiva – murmurei. – Porque eu não consigo imaginar o que faria se um dia, caso venha a ter uma filha, ela venha me dizer que está grávida de um cara que, antes, era seu chefe. Mas aconteceu, Charlie. Não foi planejado, não era o que esperávamos, mas aconteceu. E eu não vou abandonar Bella. Muito menos meus filhos. Eu vou cuidar deles. E vou ser o melhor pai que eu puder.
- E a sua noiva, Edward? – perguntou, e eu suspirei de alívio ao notar que seu tom de voz era mais calmo.
- Não tenho mais noiva – disse. – Eu vou estar disponível. Sempre, Charlie. Eu quero isso. Ninguém me obrigou. Eu já amo meus filhos. E quero o melhor para eles.
Ele me fitou por alguns minutos, mas não desviei o olhar.
- Tudo bem. – Sorriu um pouco. – Eu não vou dizer que estou totalmente satisfeito, porque ela é minha garotinha, mas eu vou apoiar vocês. Eu também já estou animado com a ideia de ser avô.
Nós sorrimos e não dissemos mais nada.
Bella POV.
Com as mãos na minha barriga eu me encostei no carro de meu pai e respirei fundo, tentando controlar as lágrimas.
Eles iriam me odiar.
E iriam odiar Edward também.
- Bella?
Eu não precisei olhar para cima para saber que minha mãe tinha vindo atrás de mim e nem tive coragem de olhá-la – ver a decepção em seus olhos.
Então ela me abraçou, e eu solucei alto.
- Bella, eu não estou com raiva de você – murmurou.
- Não? – sussurrei.
- Não – riu. – Eu fiquei um pouco chocada, no início, mas, Bella, qualquer um pode ver que você está completamente apaixonada pelo Edward, meu bem.
- Mãe...
- E eu vou te apoiar e te ajudar no que for preciso, Bella. Eu vou amar você e amar esses netinhos que estão aqui.
- Obrigada, mãe. Eu sei que você...
- Não comece a se desculpar, Isabella. Olha, vamos para casa, ok? Você e meus netinhos precisam descansar.
Ela sorriu para mim e eu sorri também.
Eu sabia o que aquele sorriso significava: tudo estava bem.
Edward POV.
Nós viajamos de volta para Nova York no domingo de manhã. O sábado foi bem mais tranquilo e Bella tinha até saído para algumas compras com a mãe dela.
Bella dormiu no caminho de volta e eu sorri ao olhá-la.
Era hora que eu iria fazer o convite a ela. Não sabia se iria aceitar, mas eu precisava tentar.
Eu a acordei quando chegamos e carreguei suas duas malas – sim, ela teve que voltar com uma a mais, devido ao que tinha comprado em Londres com Renée – em direção ao meu carro que havia ficado guardado próximo dali.
- Eu quero conversar com você – disse, enquanto dirigia.
- Sobre?
- Você vai logo saber – sorri. – Então, que tal irmos ao Central Park?
- Podemos ir em outro lugar? – murmurou. – Tipo, eu estou morrendo de vontade de comer aquela torta de chocolate da Starbucks.
Eu sorri ainda mais.
- Tudo bem. Vamos passar no seu apartamento, assim você pode tomar banho e trocar de roupa. Eu vou para o meu, faço o mesmo, e te busco, ok?
- Sabe, Edward... Eu não vou morrer se for com minha caminhonete até lá.
- Não discuta comigo, Bella, por favor.
Ela riu.
E eu ri também.
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Uma hora mais tarde, eu estava parando em frente ao apartamento de Bella, e ela estava lá, linda, sorrindo imensamente.
Ela parecia tão mais feliz, tão mais animada!
- Ei – sorri. – Vamos?
- Sim!
Nós fomos até a Starbucks e fizemos nosso pedido. Conversamos animadamente enquanto os nossos pedidos não chegavam, e, depois, eu sorri como um bobo ao ver Bella comendo sua torta.
- Pode me dizer o que estamos fazendo aqui? – Bella murmurou, quando acabamos de comer.
Respirei fundo, sabendo que não poderia adiar mais. Eu estava pensando nisso há alguns dias. Eu queria isso. Queria muito.
- Bella, eu gostaria de saber se você não quer ir morar comigo?
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