Inner Beauty 2

37 Pequena vingança


Notas iniciais
Huhu nem demorei! u.u
Um agradecimento especial a Manu San Angel Silver e Giovana Catalani pela recomendaçao e a TODAS pelos reviews! Eu leio Todos os Reviews e um dia vou tirar o tempo pra responder tods *.*
Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo 37

Pequena vingança


Os olhares voltados para nós não eram nenhum pouco amistosos, Dillan e o francês tinham sido dispensados da conversa, mas eu, minha prima e meu irmão estávamos condenados.

–Quer começar?!-Perguntou minha mãe se virando para minha tia que bufou

–E vou dizer o que mais para essa desmiolada? Olhe para ela!? Nem se arrepende!-Eloise sorriu abaixando a cabeça.-E ainda ri!

–Desculpa mãe! Mas eu precisava ver ele...A Kailyn só....-Minha mãe colocou a mão na frente.

–Cada uma com sua culpa! E o senhor hein!?-Dick se levantou olhando para os lados.

–Em minha defesa digo que somente fui com o intuito de acompanhar o Oliver! Eu não podia deixar um de nossos convidados sendo arrastado por essas egoístas! Quis ser complacente mãe! Ele é meu melhor amigo!-Eu não acredito que estava ouvindo aquilo aquele verme estava mesmo jogando a culpa na gente e se safando.

–Espera um pouco seu...-Minha mãe já apontou o dedo brava.

–Isso nós ainda vamos conversar, você devia ter pensado não só no Oliver como também no seu irmão que tem varias alergias e cuidados!-Me intrometeu brava.

–E você senhora Eloise! Que ainda está em reabilitação viajando por ai sem qualquer precaução e leva junto seus primos só pra ver o Dillan! E não é preciso usar muito o raciocínio pra saber que você bolou esse encontro não é?! Kailyn dirigi e você usa o amigo do Dick pra entrar....Mas não basta a confusão com o acidente não é!? Você quer é se matar!

–Que exagero....-Resmungou minha prima no meu ouvido e as duas se olharam mais bravas ainda, mas sinceramente eu sabia que o tiro de maior impacto estava carregado em outra pessoa que logo apontou furioso...Meu pai.

–Chega! Desse jeito vocês não vão conseguir nada dessas duas!-Se intrometeu ele ficando na frente das duas que deram passagem....Essa não.-...Tão achando que isso aqui é alguma brincadeira? Kailyn olhe para mim!!-Falou assim que abaixei a cabeça, mirei ele no mesmo instante que gritou meu nome.

–Pai eu...

–Não! Não se justifique eu não preciso disso agora! Você com certeza sabia muito bem no que estava se metendo, e eu não ficaria tão bravo se sua irresponsabilidade envolvesse só você, mas não satisfeita colocou seu irmão e o Oliver!-Disse super zangado.

–Pera ai pai, o Dick que pediu pra ir!

–Ahh tá! Eu tenho dez anos, se te pedir um carro você vai me dar?!-Falou o traíra, vou matar ele depois.

–Ele tem razão!-O que?! Levantei indignada pronta pra contestar mais ele já apontou pro sofá.-Você é irmã mais velha, devia ser a cabeça, dar a ultima palavra quando eu e sua mãe não estamos, mas pelo visto você não tem força de vontade ou não sei...Não é adulta o suficiente!-Me sentei quietinha assim que ele acenou.-...Será que você se esqueceu das crises de asma do seu irmão, ou sobre as inúmeras alergias que ele pode ter? Tenho completa certeza que se quer se precaveu com isso...E se de repente alguma coisa acontece? O que ia fazer hein?!-Eu ia tentar dizer algo, mas nem adiantou ele já me fitou furioso.- Pra completar...As duas desmioladas levam o Oliver! Kailyn o Oliver é menor de idade, não temos nem permissão de trazer ele aqui, como é que ia fazer se fosse parada pela policia?-Eu precisei abaixar a cabeça, nisso ele tinha razão.

–Senhor Taylor!-O francês se intrometeu todo sem graça.-...Não precisa me colocar no meio disso, eu fui por que quis e sou meio que quase emancipado desde os onze anos, eu tenho permissão de ir e vir pra onde eu quiser dos meus pais! E jamais iria colocar a Kailyn em uma encrenca como essa!-Ele suspirou negando.

–Não é isso que importa, o que estou dizendo é que como nosso convidado Kailyn devia ter sido responsável independente da situação...Além do mais...-Ele parou um pouco pensando e eu também não acreditei.-...Você disse emancipado desde os onze anos?!-Questionou indignado, credo eu tenho dezoito e nem tenho permissão de ir á uma boate gay.

–Ahhh então é assim que conseguiu permissão pra fazer a tatuagem nas costas?!-Perguntou meu irmão entusiasmado e Oliver fez sinal pra ficar quieto....Espera ai, emancipado, tatuagem....Como assim?

–Cala boca Dick! E eles não sabem...-Mirei minha mãe, depois minha prima, depois meu pai....Sinceramente estavam todos espantados.

–Isso é notável meu caro, que pais ateístas iam querer que o filho único tatuasse o símbolo do cristianismo nas costas?!-Oliver se virou pra ele furioso.

–Calado! Ou conto pro seus pais sobre os sites vermelhos....-Ele negou na hora e minha mãe não aguentou, eu estava pasma.

–Oliver querido você fez uma tatuagem?-Perguntou minha mãe indo até ele, o francês engoliu seco.

–Senhora...

–Pare com isso! Até parece que te conhecemos ontem!-Ela foi até ele e passou os braços em volta dele.-Me chame de Lillian ou mãe...E vamos ter uma longa conversinha!-Quase gritei “Oliver está encrencado”, mas lembrei que eu também estava...Conhecendo minha mãe no mínimo ela faria um enorme discurso cheio de metáforas de danças sem nenhum sentido.

–Bom, não vamos fugir do assunto! Acho que vocês entenderam a gravidade...Kailyn.-Fitei meu pai que tirou os óculos sério.-...Vou tirar sua mesada, a partir de agora vai ter que se virar, quem sabe assim você passe a ter responsabilidade.- O que?!

–Perai pai! Eu dependo dessa mesada...Que por acaso não é muito, mas é meu alimento da faculdade!

–Arrume um trabalho, faça o que for, dê seu jeito...

–Mas pai...

–Quer que eu lhe tire o carro?!-Me interrompeu e eu já fiquei quieta.

–Ótimo!-Ele se sentou do lado da minha tia que confirmou.

–E não pense que você vai se safar Eloise! O mesmo vai acontecer a você e mais...Vai ficar sem seu celular por dois meses!-Minha prima quase deu um pulo.

–Não mãe!! Não faz isso, eu só posso falar com o meu capitão por telefone, você sabe disso!-Ela fez que sim.

–Nós sabemos! É por isso que vamos cortar seu telefone, por isso aproveite a companhia dele, por que assim que se for à senhorita vai entrar em uma escassez do seu namorado!



Entre varias broncas e discussões da minha tia com a Eloise no fim fomos condenadas a ficar no quarto quietas até o dia seguinte, e iriamos embora durante a tarde, que vida cruel. E pra piorar nem pude ter um conversa descente com o Oliver.


Depois de um longo banho vesti um dos pijamas da minha prima e amarrei o cabelo, estava maior do que eu imaginava, depois fui entrando no quarto pra cumprir meu castigo sem mais brigas ou ter meu pai falando bravo daquele jeito. De repente vi Eloise acenando pra fechar a porta logo, assim que entrei a outra ia saindo quando viu que os pais dela ainda estavam acordados, já devia ser onze e pouco da noite. Ela estava bem vestida, com o cabelo penteado e terminando de passar uma maquiagem leve.

–Aonde pensa que vai?! Estamos de castigo, esqueceu?!-Ela soltou uma risada girando os olhos.

–E desde quando isso me impediu alguma vez?-E eu podia contestar? Ela tinha razão, nunca foi de ficar quieta.- Além do mais, com essa ideia estupida de sem celular preciso aproveitar o meu capitão! Dois meses...Caramba.- Disse sentando na cama perto de mim.

–Eu avisei que isso não ia sair bem!-Ela virou pra mim animada.

–Não é verdade, até que foi divertido!-Eu precisei bufar.

–Você se divertiu! Eu fiquei sem roupa, dirigi por seis horas, fiquei sem mesada, aturei o Dick e briguei com o Oliver! Essa viajem foi um desastre pra mim!-Suspirei.-...Pior é que nem posso te culpar pela briga, mas talvez você tenha razão, talvez esse seja o melhor jeito de colocar um fim no que nem começou!-Ela girou os olhos suspirando também.

–Talvez...Se isso da idade dele te incomoda tanto...-Fitei ela rindo sem graça.

–Do jeito que fala faz parecer exagerado.- Ela se aproximou de mim rindo.

–Você ficou nua pra esse garoto duas vezes, volta e meia dorme no quarto dele, usa as roupas dele e sem contar dos incontável amassos que já deu nele por qualquer motivo que seja...Eu acho que a essa altura falar da idade é hipocrisia!-Eu acho que até fiquei vermelha ouvindo aquilo.

–Não é só pela idade...Eu gosto do Oliver, mas...-Engoli seco pensando.-...Ele é amigo do Dick!-Ela riu contagiante.

–Não é por isso!-Eu neguei.

–A idade é só o inicio do problema, ele sendo mais novo só dificultaria tudo, ele sendo mais novo eu seria só sua primeira experiência, sendo mais novo ele não sabe a diferença de gostar e amar e não sabe o que sente por mim, sendo mais novo é facilmente levado pela aparência...Sendo mais novo eu acabaria sendo só o teste drive...-Ela soltou outro riso negando.

–Adorei a comparação, mas eu não sei, eu não gostaria que iniciasse esse relacionamento por que acho que do jeito que ele é simplesmente não daria certo! Acho que ele é parecido demais com seu pai e seu irmão e talvez por isso tenha se identificado com ele, mas Kailyn eu não vejo você sentindo nem atração por ele...Como isso pode dar certo?!-Eu fiquei confusa com aquilo.

–E deixar como está?! Preciso pedir desculpas pra ele.

–E ele vai entender como se pudesse acontecer algo!-Eu neguei rindo.

–Já aconteceu!

–Não era você que sempre dizia que estava cansada de gênios? Pior dizia que preferia os mais burrinhos por que não lembravam os dois?-Eu ri de novo.

–Eu tinha quatorze anos e você dizia que ia se casar com Leonardo Dicaprio!-Ela gargalhou.

–Eu achei coisa bem melhor! Enfim, espero que tome a decisão certa! Eu acho que isso é só uma identificação por que ele é quase seu pai e seu irmão escrito, mas se você quer alimentar essa maluquice vai em frente!-Ela se levantou dando outra vasculhada pela sala e dessa vez todos já tinham ido dormir.


Segui ela indo de fininho até a porta e antes realmente de sair correndo ela se virou para mim com um semblante sereno e eu só pude voltar um apreensivo.

–Significa ‘minha querida’, é uma expressão carinhosa francesa!-Quando ela disse isso eu não entendi de primeira.

–O que?!

–Ma chérie, não significa ‘senhorita’, significa ‘minha querida’ pelo que o capitão me contou é uma expressão carinhosa dos franceses que indica grande intimidade!-Eu precisei arregalar os olhos enquanto meu rosto esquentava.-Bom, achei que fosse gostar de saber...Acoberte minha fuga!-Gritou correndo e eu precisei sorrir de lado.


Eu fiquei um tempo ali sentada na escada sentindo o frio da noite tentar acalmar meus nervos, no fim eu estava tão confusa que comecei a pensar em todos os momentos que ele me ajudou ou esteve comigo e uma certeza brotou nesse devaneio...Eu não suportava ter o desprezo do francês. Assim que levantei para voltar por quarto levei um susto quando vi a figura de um garoto em pé na minha frente do nada segurando uma xicara.

–Cruzes Oliver! Quer me matar de susto?! Está a quanto tempo ai em pé?!-Será que ele ouviu minha conversa com a Eloise?

–Cheguei agora, fui esquentar um leite com canela e vi a porta aberta....O que está fazendo?-Perguntou tomando um gole do leite, estava com um cheiro bom.

–Vendo o movimento da rua...-Ele arqueou a sobrancelha olhando pra rua.

–A meia noite?! Não tem ninguém!-Eu pigarrei tentando pensar em outra desculpa.

–É que...-Ele colocou a mão na frente.

–Não tente, você não sabe mentir!-Sorri sem graça entrando e fechando a porta, infelizmente ele tinha razão.

–Escuta...Eu queria te pedir desculpas pelas coisas que disse pra você!-Oliver se virou pra mim tomando mais um gole.

–Ta bom.-E continuou andando, espera...Como assim ‘ta bom’?

–Isso não me pareceu um ‘eu te perdou’.-Disse seguindo ele que voltou a virar pra mim sério, caramba eu nunca tinha nota que ele raramente ficava sério comigo, cheguei até a ficar sem graça.

–E não foi! Boa noite.-E continuou, mas que droga, por que ele estava sendo tão impassível?

–Caramba Oliver eu estou te pedindo desculpas, não pode ser um pouco mais compreensivo?-Ele arqueou a sobrancelha ainda sério.

–Compreensivo? Não, acho que você quer que eu seja falso e simplesmente finja esqueceu, estou errado?!-Seria interessante, mas não acho que queria isso.

–Quero que me perdoe, só isso!? É tão difícil assim?!-Ele abaixou a cabeça sentando na beirada do sofá.

–Você perdoaria alguém que passa maior parte do tempo com você pra te usar?-Perguntou olhando nos meus olhos, eu o que?! Neguei insistentemente.

–Não! Oliver eu não te usei...-Agora ele sorriu de lado, pensando bem, eu trouxe ele só por causa da Eloise e não fiz nada além de jogar as coisas nas costas dele.-...Tem razão, e pra piorar ainda fui rude com você e eu sinto muito, estava tão ligada nos problemas da Eloise que nem vi o que estava fazendo! Me perdoa?-Ele voltou a sorri de lado amargurado sem dizer nada, eu precisava pensa em algo.-Vai ficar com raiva de mim pra sempre?-O francês franziu o cenho me fitando.

–Raiva..?!-Questionou, argh eu já não estava aguentando mais.

–Está bem, o que diabos você quer para parar de ter raiva de mim?-Eu meio que suspeitava de algum pedido, enquanto ele continuou me olhando seco franzindo o cenho, mordi o lábio inferior um tanto envergonhada.-...Outro beijo..?!-Ele voltou a sorrir de lado, mas dessa vez amargo negando.

–Do que depender de mim...-Ele me olhou dos pés a cabeça levantando.-...Eu nunca mais vou beijar você!-Depois que disse isso saiu de perto de mim....O que?!

–Hey, calma ai, não é como se eu tivesse implorando!-...Talvez fosse, mais não me rebaixaria oficialmente assim.

–E você acha que eu estava?! Eu tinha um motivo que não incluía você usar isso futuramente pra me chantagear e achar que pode me comprar com luxuria!-Corri até ele ficando de frente antes que ele fosse pro quarto do Stuart.

–Não estou tentando te comprar....Será que não consegue ver que eu estou tentando me desculpar? Eu não sei mais o que fazer!-Olhei bem nos olhos dele sendo o mais sincera que podia.-....Eu faço qualquer coisa pra você me perdoar!-Assim que disse isso a luz do quarto dos meus tios se acenderam, mirei ele que também olhou pra porta e depois pra mim.



Ah eu já estava encrencada mesmo, empurrei ele até o quarto da Eloise e tranquei a porta, pior não podia ficar se encontrassem ele ali, mas eu ia resolver tudo com o francês.

–Sua prima é mesmo doida...-Disse ele ao ver que ela não estava ali, sentou na cama e ficou quieto.

–Mas do que pensa..Não vai mesmo me desculpar...?!

–Por antes ou por agora?-Eu ia dizer qualquer coisa, mas fiquei sem palavras e sem ação. Sentei no chão escorada na porta buscando soluções para isso, ouvi ele pigarrear e logo o fitei respirando fundo.-Faria mesmo qualquer coisa?-Eu sorri de lado confirmando.

–Desde que não seja nada absurdo...-Ele sorriu um pouco.

–Senta aqui...-Eu fui correndo e sentei.-...Agora fecha os olhos.-Ahh eu sei o que ele queria fechei no mesmo instante enrijecendo os lábios, eu senti sua respiração se aproximar por pouco senti um calafrio já desenhando o beijo que me daria.

–Admita...-Só agora senti sua bochecha tocar a minha ouvindo ela sussurrar ao pé do meu ouvido.-...Claro que sendo orgulhosa do jeito que é não vai fazer isso agora, mas admita...Você está se apaixonando por mim...-Abri os olhos no mesmo instante quase sentindo um arrepio pela minha espinha enquanto meu rosto fervia, seu tom era de curtição o que sinceramente não me agradou nem um pouco.

–Oliver!-Falei empurrando ele pra poder fita-lo, e o cretino estava rindo.

–O que?! Achou que eu fosse te beijar não é?!-Fechei a cara ficando um tanto zangada.

–Eu estou aqui fazendo algo sério e você está curtindo com a minha cara?-Ele negou.

–Não estou! Estou sendo sincero...Tá, tudo bem, eu confesso que na verdade eu não estou com raiva de você desde que chegamos e só estava fingindo pra ver sua reação!-Ele disse isso cheio de sarcasmo.

–Espera! Então estava fingindo agora a pouco?! Não está com raiva de mim?-Ele riu de novo negando.

–E eu ia continuar com raiva de você pra quê?! Só por que você se acha mais madura do que eu? A ilusão é sua não minha.-Sorriu como se tivesse contando uma piada, e eu precisei dar um tapa em seu ombro.

–E fingiu só pra ver minha reação..

–Isso e pra você sentir um pouco na pele o que é estar por baixo!-Ele me mirou bem nos olhos-. Eu confio em você Kailyn, e espero que não use isso contra mim outra vez!-Isso saiu quase como uma ameaça, mas precisei sorrir confirmando.

–Em nenhum momento pensei em usar você...-Ele gargalhou novamente.

–Eu sei, você é muito inocente pra fazer algo desse gênero, por isso não deixei você na mão!-Eu senti como se tivesse tirado um peso de mim, mesmo que tivesse me chamado de imatura.

–Você merece um beijo!-Eu até ia me aproximando colocando as mãos nos joelhos, acabou sendo tudo fingimento mesmo, mas ele soltou outro sorriso curtidor.

–Não! Aquela parte que eu falei era sério! Eu não vou mais beijar você!-Certo com isso eu até assustei, ia pergunta por que, no entanto, não soaria muito bem.

–Hum você que sabe.-Soltei isso virando pro outro lado, até parece que fazia questão....Os que eu tinha devolvido foi por carência.

–Tsk...-Ele pigarreou levantando e ficando da minha frente com aquele sorriso que estava me remoendo por dentro de quem tinha ganhado o jogo.-De agora pra frente....-Ele colocou as mãos na cama em volta de mim ficando bem próximo, tanto que eu precisei me afastar um pouco enquanto ele ria.-... Vai ter que fazer isso por si mesma!-Quando disse isso soltei um sorriso tímido.

–Está se fazendo de difícil, é!?-Perguntei em um sussurro.

–Você me deu motivo, você faz parecer que todo beijo que acontece é culpa minha, mas eu e você sabemos muito bem que não é bem por ai...-O que...?! Essa conversa estava ficando cada vez mais constrangedora, ele estava me colocando contra a parede.

–Eu não...-Ele estava perto demais, tão perto que minhas palavras de defesa entalaram na minha garganta.

–Eu não vou fazer mais nada... Se quiser vai ter que tomar a iniciativa ou pode admitir!-Cochichou de volta, desde quando ele era tão provocante?

–Está querendo jogar, não é?!-Ele deu uma leve risadinha.

–Um jogo que eu já ganhei.-Agora fui eu que dei a risadinha.

–O que te faz pensar isso...?!-Oliver sorriu de lado mexendo as sobrancelhas eu não pude deixar de rir.

–Sua respiração está ofegante, você está apertando a própria mão o que demonstra que está se segurando, seus olhos giram evitando contato com a minha boca e toda vez que eu chego perto...Você se arrepia....-Mas que droga por que nenhuma das coisas que ele disse eu conseguia esquecer, eu poderia empurra-lo para acabar logo com aquilo, só que a quem estou querendo enganar?! Carência ou por qualquer motivo que fosse...Eu estava adorando, tanto que me forcei a respirar fundo pra não ceder.

–Você está...Errado...-Tentei dizer a ele que sorriu e passou uma das mãos sobre meu cabelo até encontrar o prendedor e tirar soltando meu cabelo, assim que ele voltou a tocar suavemente perto da nunca eu quase me descontrolei cerrando os olhos. Dane-se, abri os olhos aproximando meu rosto do seu e quando meus lábios quase tocaram o seu e se afastou milímetros sorrindo, tentei novamente, porém ele voltou a se afastar ainda bem perto...Ele estava brincando comigo.

–Quer parar...-Sussurrei me aproximando novamente quase colando minha boca a sua, mas ele voltou a se afastar.

–Só se você pedir...-Eu fiz que não me chegando mais perto, mas o filho da mãe estava disposto a não ceder.-Peça..- Disse entre dentes colocando as mãos sobre meu pescoço.

–Não...-Assim que disse isso ele se afastou de uma vez e eu senti minha pernas se desequilibrarem e eu escorregar do colchão levando maior tombo no chão.

–Então eu vou voltar pro outro quarto!-Ele se virou rindo quando me viu e eu lancei um olhar matador me levantando.

–Eloise!-Chamou uma voz lá fora batendo na porta.-Abra querida!-Ahhh meu Deus era minha tia, pensa rápido Kailyn!

–O que eu faço?!-Questionou ele sem soltar som.

–Deita na cama e se cobre!-Revidei pra ele apavorada.-Se ela pega você aqui e ver que a Eloise não está ai sim vamos estar ferradas pra vale!-Sussurrei fazendo ele se apressar, ajudei ele a se cobrir de uma vez.

–Eloise!-Chamou novamente, tentei me recompor ao máximo e balancei meu cabelo pra parecer que estava dormindo.

–Espera tia!-Desliguei todas as luzes indo para a porta.-....Hun..Oi..?!-Abri escorando na parede fingindo estar com sono.

–Eloise já dormiu? Ouvi um barulho achei que estivesse acordada!-Pigarreei pensando am qualquer desculpa.

–Estávamos a duas dormindo tia.- Ela me fitou estranhando.

–Humm...Está com o rosto vermelho querida, estava tendo um sonho pervertido não?!-O que?!

–Tia! Claro que não! Deve ser o calor!-Ela riu um pouco.

–Querida deve está fazendo uns 19° graus, calor é ultima coisa que vai sentir essa noite...A não ser que tenha um sonho pervertido!-Eu abaixei a cabeça muito sem graça, preciso aprender a mentir.-Bom...-Ela olhou pra cama e viu no escuro a cabeça do Oliver que graças a Deus conseguiu parecer com a Eloise por causa do cabelo curto.-...Vá dormir! Boa noite!-Ela voltou pro quarto e eu fechei a porta caindo escorada nela.

–Interessante dedução, estava pensando em algo pervertido?-Questionou a peste saindo da cama e ligando a luz, o sorriso malvado dele quase me fez dar uns tapas nele.


No entanto, me limitei a levantar e andar até o francês que assim que me aproximei passou a mão em volta minha cintura e eu segurei a pontas de seu pijama o puxando para mim. Mesmo de lado o beijo acabou acontecendo e de uma maneira carinhosa e ao mesmo tempo ávido e de repente toda aquelas sensações de antes voltaram com apenas o primeiro toque. Ahhh nada podia ser melhor do que aquele saber de canela forte que me fez aperta-lo contra mim e passar meu braços em volta dele, senti sua língua tocar a minha vagarosamente cheia de ternura enquanto aproveitava cada toque singelo que ele dava sem qualquer usar de qualquer força, apenas leves puxões para me aproximar. Assim que o ar acabou e abri os olhos comecei a pensar no quão cavalheiro ele era, sempre delicado e carinhoso, mesmo sendo um cretino. Seus olhos pareciam brilhar e um tímido sorriso se fez sem qualquer afastamento.

–Seria melhor ficar pra me ajudar a acobertar a Eloise...-Sussurrei ficando de frente pra ele, só agora notei que ele já estava praticamente do meu tamanho.

–Outra desculpa...Você não consegue ser sincera nem com você mesmo, não é?!-Não entendi muito bem por que ele disse aquilo.

–Como assim?! Não quer me ajudar?-Ele negou.

–Não, só vou ficar por que entre dormir com você e seu irmão...Eu prefiro você.-Eu sorri largo.-...E você?! Quer que eu fique pra ajudar sua prima ou por que quer que eu fique?-Mirei ele sem graça, podia ser as duas coisas, mas eu não tinha coragem de dizer.

–Anda logo!-O empurrei até a cama respirando fundo.



Alguns três ou dezessete beijos aconteceu antes de realmente dormimos, eu estava perdendo o controle do que estava acontecendo entre mim e ele. E no fim eu acabei mais confusa do que antes de termos esse momento de caricias.


Abri os olhos sonolenta tirando o rosto de debaixo do travesseiro, estranho eu pensei que tinha dormido abraçada com o francês. Levantei procurando ele e não estava por ali, ao invés disso vi minha prima entrar com sorriso de orelha a orelha.

–Bom dia bela adormecida!-Ela deixou a porta aberta e ouvi vários barulhos de gritos e discussões lá fora.

–Quantas horas? E o que está acontecendo?-Bocejei no meio da pergunta.

–Por que não levanta pra ver?-Assim que levantei e fui pra porta vi algo que sinceramente me pareceu bem esquisito. Meu pai, meu irmão, o capitão da Eloise, Stuart, John e Oliver estavam jogando vídeo game, parecia competição e eles gritavam e outra hora brigavam, mas sempre rindo. De repente John perdeu e meu tio tirou ele de lá ficando em seu lugar, minha mãe levou um suco pro meu irmão e pro Oliver enquanto minha tia levou um sanduiche pro capitão...

–Eu não acredito...-Era muito incomum alguém se encaixar na nossa família, por que quando um não agradava um lado o outro servia pra esnobar, Oliver ficou do lado do meu pai sendo motivo de curtição do meu tio...Ainda sim estavam ali unidos jogando, o capitão interagia como se já fosse da família.

–Alguém que se adapte a nossa família é realmente admirável!-Revidou minha prima vendo aquela cena no mínimo inusitada, mirei ela seca, só podia ser curtição.

–Você passou a viajem inteira ofendendo ele e só agora diz isso?-Questionei ela incrédula.

–Kailyn antes de eu conhecer o capitão eu odiava ele e olha só no que deu!-Não acredito que fiquei dando ouvidos á ela, mas era interessante ver ele se entrosar naquele meio, Mike nunca conseguiu se quer se dar bem com meu pai.


Durante a tarde voltamos para casa, eu ainda estava em duvida sobre muitas coisas, mas já não podia ficar negando que não sentia nada por ele...Por que agora sim seria uma mentira.


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Preview 38


–Como assim?! Você quer sair comigo?-Perguntei ainda um pouco em duvida, fazia um tempo que não via Andrew e de repente ele pareceu interessado em sair comigo?

–É, eu estava esperando a outra sair do meu pé por que não queria que ela implicasse com você, você topa?-Por um momento eu pensei em muitas coisas, ele parecia ser alguém maduro.

–Está bem!


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–Você não é como as outras, tem um jeito diferente de ver as coisas...-Disse ele meio tímido.-...Por isso te convidei e conversando com você agora, vi que estava certo!

–Andrew eu...-Eu não sabia o que dizer.

–Relaxa, eu não estou te pedindo em namoro...Ainda! Ou será que o boato de você ter um caso com o mini-gênio é verdade?-Mirei os lados, será que o que eu tive com ele podia ser considerado um caso? Mas se eu negasse e o Oliver descobrir vai ficar furioso comigo...E agora?


XXXXXXX


Quando olhei, notei que não estávamos indo para a faculdade, isso era um problema.

–Hey onde pensa que está me levando?!-Ele sorriu largo.

–Vamos completar a noite! E não diga que não quer por que está bem na cara!-Aonde é que eu vim me meter?!

Notas finais
*Figura: Dick
Lembrei que nao tinha colocado nenhuma imagem do Dick xD
Fofinho nao?! Mas um demoninho! xD
As coisas estão ficando quentes, o hentai não vai demorar sair, pra quem não curte fique espera com os avisos no inicio do cap okay?!
Até o proximo!