Notas iniciais
Olá amores?!

Bom ai está mais um! Hey como assim SÓ uma de vocês acertaram quem é o Michael?! Vão ficar surpresas então quando eu postar xD kkkkkkkkkkk

Agradecimentos especiais a Imagem do perfil LaraChaan, raffinhasouzza, BeeahFioreli, Starfire, Little Girl, Lú Freitas e Danny latk! Vocês não sabem o quanto fico contente por essas recomendações! É mais do gratificante *-*

Obrigada a todos tbm pelos reviews *______*

Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo 51


Paranoia



Olhando para o teto com os pensamentos fervendo a minha mente eu não conseguia dormir, sinceramente estava difícil até mesmo ficar deitada com meu corpo inquieto virando de um lado pro outro, eu queria entender aquelas coisas que simplesmente não entravam na minha cabeça. Por que os Gasnier eram assim?! Por que o Oliver ficava tão nervoso quando começávamos a falar deles? Será que amava os pais apesar de tudo?! Eram respostas tão complexas que mesmo que forçasse a mente eu não conseguia obtê-las, quer dizer eu tinha pais excêntricos com seus defeitos, mas nada a esse nível de esquisitice, senti uma enorme vontade de conversar com os pais do Oliver, mas sabia que isso só pioraria as coisas.



Talvez eu pudesse perguntar ao francês que deixasse ele desconfortável ou se zangasse, porém minha adorável santa mãe em sua enorme paranoia colocou ele para dormir na sala sozinho mesmo com a minha insistência em querer ficar junto dele, na verdade isso gerou um ultimato: “Que não dessa nem pra tomar água! Se sentir cede beba água do chuveiro!”, até parece que eu ia descer e engolir ele. Enquanto isso o espertinho ciumento do meu irmão conseguiu a proeza de triblar meus pais, a ‘aguinha’ violenta dele praticamente desmaiou no sofá e o doido do pai dela foi embora na maior cara lerda do mundo, o mais estranho é que isso não incomodou meu irmão, geralmente ele odeia ter que dividir o quarto com alguém.... Acho que ele tinha um pouco de receio em deixar ela dormir com o Oliver ou comigo.



Mas estava no meu sangue, desobedecer as regras em nome do romance era meio que hereditário, minha tia casou contra a vontade dos pais na época da faculdade, minha mãe namorou um bioquímico ao invés de um atleta como a vovó tanto sonhava, Eloise foge de casa sempre que pode pra ver o capitão....Eu também tinha esse direito e por isso em passos bem miúdos fui descendo até o andar de baixo. Não demorou muito para eu avistar o corpo coberto dele encolhido no colchão, assim que me aproximei o vi girar de uma vez com o rosto franzido.



–Caramba Kailyn, eu já estava até desistindo de esperar!-Disse zangado cochichando, espera... Como ele sabia?!



–O que?! Você sabia que eu ia vir?-Ele deu um sorriso curtidor de lado.

–Está no instinto de um filho ir contra o ‘não pode’ dos pais! No instante que sua mãe disse “Você não pode descer” ela predestinou sua vinda até aqui!-Neguei indo até o colchão me deitando.

–Não é verdade eu sou muito obediente! É só que....Dessa vez....É diferente!-Ele sorriu mais uma vez.

–Uhum, tá certo....-Falou em um tom risonho.

–Ora se é assim vou voltar lá pra cima!-Quando realmente ameacei ir ele me segurou.

–Fica quieta, não vê que seus pais podem descer?!-Desconversou e dessa vez eu tive que rir me lançando em um abraço.

–Pra falar a verdade em nem te agradeci direito pelo que fez!-Quando ia beijá-lo com vontade senti uma mão na minha frente impedindo.-Oliver!-Briguei e ele deu uma risadinha.

–Ma chérie, uma coisa é VOCÊ desobedecer as regras da sua mãe outra é eu ser desrespeitoso e deixar outros delitos acontecerem!-Hun?!

–O que quer dizer com ‘delitos’?

–Quero dizer que sei muito bem onde esses beijos seus terminam e eu não vou te deixar me incita com esses gracejos á meia noite! Vamos só dormir sim?!-Eu não acredito que ouvi isso.

–Ora, até parece que estou te seduzindo e forçando a fazer algo!-Ele voltou a rir.

–Ahh você jamais faz isso não é?!-Comentou irônico e só pra atentar ele tentei passar minha mão por dentro de sua camisa.-Kailyn para! Olha eu sei que é difícil pra uma cinestesica como você, mas aguente até voltarmos para universidade!-Eu não sei se ele era convencido ou chato mesmo.

–Olha já que é assim, vou voltar pra....-Nesse exato momento a luz da sala se acendeu e a expressão da minha mãe furiosa ao lado da tomada.

–Kailyn Taylor já pra cima!!-Disse zangada, mas que droga!

–Querida deixa os dois, não estão fazendo nada!-Meu pai tentou amenizar, era tão estranho ver meu pai do meu lado....Quer dizer na verdade estava do lado do Oliver, acho que ele devia pensar que se eu engravidasse do Oliver não tinha volta e ai eu teria que me casar de um jeito ou de outro com ele.

–Chega homem! Uma coisa é aceitar o namoro outra é dar liberdade!-Revidou minha mãe enquanto eu levantava do colchão.

–Ahh tenha dó! Lembra que a chata da sua mãe disse a mesma coisa?-Minha mãe fuzilou ele fazendo que sim.

–E é por isso que estou tentando colocar redias nesses dois assim como ela fez conosco!-Ele deu uma risada.

–Redias? Você ficou grávida da Kailyn no mesmo mês que ela disse isso!-Agora ao invés de brava minha mãe ficou envergonhada, caramba...

–Tinhamos um ano de namoro!-Retrucou ela se justificando.

–É escondido, por que você tinha vergonha de me assumir pros seus amigos e pra sua família!-Nisso ele saiu ressentido voltando pra cima, minha mãe fez uma carinha triste de arrependida e praticamente esqueceu de mim ali, fui até a tomada e apeguei a luz.

–Está bem vamos só dormir, não quero acabar como esses dois!-Murmurei indo pra perto dele.

–Que isso Kailyn! Eu ficaria contente se pudesse ver uma cena dessas dos meus pais....Eles são tão seco....-Humm ai está minha oportunidade.

–Por que seus pais são assim?!-Ele pigarreou um pouco surpreso.

–É o jeito deles, vem vamos dormir....-Agora falou em um tom baixo, mas eu sabia que havia coisa ali.

–Qual é Oliver?! Por que não pode simplesmente falar abertamente?

–Kailyn eu não quero falar disso, aliás eu acho que hoje eu já até falei demais! Entenda ma chérie, não é tão simples assim e eu não gosto de falar disso.-Seu tom estava meio amargurado e eu não queria piorar, me deitei sem fazer mais perguntas.... Por enquanto.



No dia seguinte o clima não podia ser mais meloso, meus pais estavam cheios de sorrisinhos um pro outro o que queria dizer que tinham feito as pazes, bom acho que nunca mencionei bem a historia dos meus pais. Minha mãe na verdade era namorada do tio Edgar na faculdade, não era um daqueles namoros sério de aliança e tudo, eles se entendiam só isso, mas as vezes rolavas uns beijinhos, ela sempre dizia que tio Ed era muito crianção e não conseguia imaginar casando com um homem desse tipo. Como a insistência de estudo dela era só dança, minha mãe era péssima em tudo que envolvia cálculos e ciência, pro azar dela tinha que fazer aula de anatomia que envolvia reações químicas no corpo e ela acabou ficando em uma espécie de recuperação, bom na minha faculdade chamamos isso de N3, não sei bem como chamava na época, porém funcionava assim... Você fazia uma prova sobre TUDO que tinha sido ensinado no semestre inteiro ou seja era mais difícil do que todas as provas anteriores que ela tinha feito no meio do semestre e se não passasse teria que fazer a matéria de novo... Bom eu estou embromando, vamos ao que interessa.



Meu tio Ed se saiu curiosamente muito bem o que ninguém entendia como por que ele não era lá o cérebro da turma, no entanto, pela proximidade dos dois ela tomou a liberdade de perguntar como ele tinha passado assim tão facilmente! E foi exatamente o que pensou, meu pai era o cabeça de ferro da família fazia contas de olhos fechados e adorava o cheiro de formol do laboratório, e bem nessa época meu tio pediu a ele que ensinasse minha mãe pra não reprovar na N3.



Minha mãe conta que ele era muito fechado, desajeitado e os outros o chamavam de bibliotecário por que não importava o lugar ou a ocasião meu pai sempre estava lá com um monte de livros nas mãos. Mas apesar do meu pai não ser muito bom com as pessoas, era muito bom com química e física, nisso conseguiu ensinar a tapada da minha mãe tudo o que ela não aprendeu em um semestre inteiro, o que já não era novidade por que se ele conseguia enfiar algo na cabeça do meu tio o resto era fichinha.


Bom e foi assim, ela passou na prova de anatomia, mas as aulas com meu pai nunca terminavam , ela diz que diferente do meu tio ele era muito calmo e doce com as palavras, mas por pior dos pesares ainda sim era um nerd o que não era bem aceito na turma da minha mãe. Pra falar a verdade depois daí eles só contam que se resolveram, imagino que meu pai deve ter sofrido muito com minha mãe por que nunca gostou muito de comentar sobre isso, eu e meu irmão bolamos até uma teoria.... Ela sendo do jeito que é ignorou ele na frente de todo mundo por aparências e ele sendo do jeito que é cansou disso e deu um daqueles sermões assustadores nela quando ela voltou querendo pedir desculpas, ela se arrependeu do que fez e tentou conquista-lo aos poucos. Isso é o que imaginamos, mas nenhuma certeza.



Olhando pro meu pai fiquei lembrando das vezes que fiz quase a mesma coisa com o Oliver, mas felizmente eu consegui me retratar com ele.



–Obrigada querido....-Agradeceu minha mãe com um sorriso carinhoso quando ele colocou o café pra ela.-....Vocês voltam hoje?-Perguntou pra mim e pro francês.



–Sim, tem muita coisa pra fazer na universidade!-Revidou ele comendo um pão.

–Bom eu espero que se comportem, principalmente a senhorita que tem o sangue de cigano nas veias...-Ahh meu Deus isso de novo não.

–Sangue de cigano?-Questionou o Oliver e eu tratei de dar um beliscão nele que me olhou sem entender.-Achei que fossem parentes de irlandeses ou algo do gênero por causa do cabelo!

–Ohhh não querido, minha tataravó era neta de um cigano...Temos a paixão incrustada na nossa pele, é por isso que as mulheres da nossa familia não suporta ficar sozinha por muito tempo!-Franzi o cenho ouvindo aquele discurso pela milésima vez.

–Não exagera mãe, além do mais você nem sabe se ele foi cigano mesmo!-Revidei pra ela que bufou.

–Minha mãe jamais mentiria....

–Mesmo e aquela vez que ela disse que precisava de dinheiro pra fazer uma cirurgia no joelho urgente e uma semana depois estava em Machu Picchu curiosamente com o joelho perfeitamente sadio?!-Eu segurei o riso, minha vó nunca foi do tipo de esperar o tempo passar tricotando, ao invés disso adorava passar a perna na minha mãe pra fazer estripulia e meu pai morria de raiva por que geralmente os gastos vinham do bolso dele.

–Você adora atacar minha mãe, não?!-Perguntou minha mãe franzindo o rosto.

–Por justa causa, você insiste em brigar com nossa filha usando ela como exemplo sendo que nem isso ela tem a oferecer...-Meu pai parou de falar vendo meu irmão e a amiga dele se aproximando.

–Aqui Undine, senta!-Apontou para a cadeira enquanto ele sentava do meu lado.-Bom dia.- Nossos olhares grudaram nela que coçava os olhos sonolenta.

–Bom dia!-Falou assim que sentou espreguiçando.

–Bom dia....-Respondemos com um sorrisinho no rosto, era tão esquisito ver o meu irmão sendo cavalheiro com alguém que não fosse a Eloise.

–Qual é o assunto?-Perguntou ele incomodado com o clima.

–Nada, só o papai estressado com a vovó novamente!-Revidei e mamãe soltou um bufo zangada não querendo continuar a conversa.

–Ahh aquela velha...-Disse meu irmão com desdém, deve ser por isso que meu pai e ele se davam tão bem eles eram iguais em muitos sentidos.

–Dick! Não se fala assim dos parentes!-Reprendeu a amiga dele dando um soco no seu braço que fez ele gemer.

–Isso mesmo mocinho!-Completou minha mãe sorrindo.

–Uma ova! Undine se você conhecesse minha avó ia dar razão pra mim, no ano passado ela veio no meu aniversario e advinha o que ela me deu?!-Minha mãe se calou, nem ela tinha como dizer que dar a um menino de dez anos um vídeo sobre topless era uma boa coisa.

–O que? Um estilingue?-Perguntou ela.

–Um documentário sobre topless! Era tão ruim que foi até confiscado!-Revidou bebendo o café.

–Topless?! O que é isso?-Questionou confusa e não tinha como não rir das bochechas vermelhas do meu irmão procurando a resposta.

–Quer saber...Esqueça! Já que estamos falando de avó, já pensou em tentar contatar a sua? Essa vida boa não vai durar e você sabe disso!-Quando cogitei com quem ele estava falando percebi o francês fazer cara feia.

–Outra hora Dick, outra hora! Além do mais você sabe que minha avó é contra eu sair de perto deles!-Revidou zangado.

–Defina perto? Por que sinceramente você está mais perto dela nesse momento do que deles!? Quando você cansar dessa tentativa inútil me informe pra podermos colocar um fim nessa novela dramática!-Falou em um tom ressentido e eu sinceramente não entendi nada, bom tinha entendido que meu irmão sabia muito mais sobre o Oliver do que eu.

–Depois, depois!-Interrompi, não queria meu francês bravo logo de manhã.-...Então Undine, como é que você aguenta o chato do meu irmão por tanto tempo?!-Perguntei brincando e ela sorriu largo.

–Até que ele é bonzinho!-Respondeu dando um tapa nas suas costas que doeu até em mim.

–Já falei pra tu não fazer assim!-Revidou ele bravo.

–Ahh é esqueci que você é ‘frágil’...-Ela disse de uma forma curtidora rindo.

–Não sou não! Deixa eu te dar um tapa pra ver se não dói!-Ela pegou a mão dele olhando e rindo negando.

–Com essas mãos delicadas só os personagens de vídeo game mesmo pra sentir dor!-Quando Dick viu que o Oliver começou a rir logo se virou pra.

–Não ria você também não é forte!-Falou pra ele.

–Hey não me meta nisso! Resolva com sua tsundere ai!-Tsu.. o que? Não sabia o que era, mas o vermelho no rosto do meu irmão mostrou que ele sabia. Até que foi uma manhã bem alegre.



Depois daquela cômica adorável conversa com a amiguinha do Dick voltamos para a universidade e confesso que estava me sentindo feliz, adorava ficar com meus pais, mas aquela limitação toda estava me dando nos nervos.



Quando entramos naquele quarto e o vi deixar seus bichos de estimação em um canto lhe lancei um olhar bem sugestivo que carinhosamente foi devolvido por ele.



–Então....Você abriu minha caixinha dos desejos han?!-Iniciei uma conversa me dirigindo a dele, logico que ele não contestaria, abri bem sorrateiramente o avistando a cada instante sua reação.

–Eu não ganhei cem pontos...-Comentou ele em um tom um pouco tímido.

–Nem eu, que seja um jogo justo..-Assim que peguei um papel fiquei um tanto surpresa “Deixe me desenhar você”, me desenhar? Mostrei o papel para ele que se aproximou ajeitando os óculos e lendo.-Você quer fazer um desenho de mim? Esse é um dos seus desejos?

–Se está dizendo aí...-Revidou sem jeito, eu nem sabia que ele desenhava.

–E como é isso? Tenho que ficar igual a Rose do titanic?!-Ele arregalou os olhos bem vermelho negando.

–Acho melhor não....-Pigarreou um pouco lançando seus olhos pra mim.-...Você vai deixar?-Eu fiz que sim não entendendo toda aquela apreensão.

–Claro, onde quer que eu fique?-Agora ele se animou indo até a gaveta e pegando um monte de coisas e vários, mas era vários lápis colocando em cima da cama.

–Senta aqui ma chérie...-Ele apontou para a cabeceira da cama e eu sentei escorada um pouco ansiosa.-...Certo fique quieta....-Ele se aproximou passando as mãos pelos meus cabelos e tirando a liga soltando, depois alisou meus ombros abaixando a alcinha da minha blusa...Ei, esperai.

–Pensei que não ia ser como...

–Não seja pervertida, só vou tirar fora do foco.-Revidou interrompendo entre risinhos sentando de frente pra mim.-...Então...Faça alguma pose ou algo do tipo ou quer assim mesmo?-Dei uma breve risadinhas sem jeito, tipo era muito repentino, eu tinha imaginado fazer outra coisa bem diferente de ser modelo pra um desenho. Passei as mãos pelo cabelo ajeitando e meu rosto devia estar tão vermelho que decidi tampa-lo um pouco com as mexas da frente.

–Pode ser assim...?!-Perguntei tímida e ele me sorriu galante.

–Parfait ....-Disse ele em um murmurio tirando uma folha de textura estranha de um saco plastico e inicialmente com um lápis preto comecou a pintar sem tirar os olhos de mim.



Era cansativo, confesso, ficar ali parada simplesmente olhando para ele morrendo de vontade de fazer outras coisa que nao fosse ficar parada....Queria ver como estava ficando, mas ele nao deixava, queria dar um pause e pedir um beijo, mas a concentração dele era fora do comum. Depois de no minimo duas horas ele parou um pouco assoprando o desenho tirando os ciscos.



–Posso ver?-Perguntei espreguiçando e ele fez que não.



–O cartãozinho pede pra desenhar, não diz que tenho que mostra!-O mirei zangada tomando o papel da sua mão.....Uau....Tinha ficado....Muito bom.

–Você desenhou isso?-Ele franziu o cenho e eu já imaginava o porque.-...quero dizer com quem aprendeu?

–Eu fiz curso de verão, acredite quem consegue aprimorar os desenhos pegando cada detalhe da aza de um inseto, desenhar pessoas acaba sendo fácil.... Você...Gostou?-Eu fiz que sim jogando no chão.-Hey....-Antes que ele protestasse eu já tinha avançado sobre ele usando as mãos para tirar aquele monte de lápis e coisas da cama, estava tarde e se eu não tomasse uma atitude nada além daquela pintura aconteceria.



Eu me sentia muito feliz, talvez mais do que isso, tive um tempo na semana para estudar pra prova e tirei uma ótima nota, havíamos voltado ao jogo dos agrados e de vez enquando o francês surgia com uma surpresinha para me agradar e tinha encontrado boas amizades.



Claro que ainda havia um acerta coisinha que me deixava com um pulga atrás da orelha, depois de tudo que tinha ouvido em casa eu ainda estava querendo saber sobre os pais dele, esse tal acordo, cheguei até a procurar no quarto quando ele não estava, mas o francês era esperto.



–Aquele garoto chamado sei lá o que do sexto período de física disse que precisa de uma licença de não sei aonde pra fazer não sei o que!-Disse entregando pro francês entrando no laboratório, ele estava de luvas mexendo numa pipeta.



–Caramba, isso que é monitora! Não sabe o que, não sabe aonde, pra fazer não sabe o que..!-Revidou Zack curtindo aproximando enquanto eu sentei perto do meu namorado comendo um cheetos.

–Oliver sabe quem é! Que isso no seu rosto?-Perguntei vendo um vermelho de um lado, ele sorriu sem graça negando.

–Deu em cima da garota da cantina e levou um soco do namorado...-Oliver cochichou no meu ouvido e não deu pra segurar.

–Qual é a desse fetiche por garçonetes hein?!-Ele negou no mesmo instante.

–Eu já disse que foi um engano, eles me interpretaram mal!

–Sei... Devia tentar faxineiras, combina mais com você!-Retruquei rindo dele.

–Não abusa tá Kailyn!? Lembre-se que os pombinhos estão juntos por minha causa!-Disse em um ar orgulhoso, eu e Oliver nos entreolhamos rindo.

–Desde que quando?! Conheço o irmão dele muito antes de você!-Disse Oliver.

–Exato! E se me lembro bem você estava morrendo de medo de levar a gente até ele!-Zack se sentou na cadeira frente nós.

–Por justa causa! Mas mudando de assuntos o que acham de nos juntarmos essa semana pra ver um filme?-Hummm...Até que não seria má ideia.

–Não!-Falou o francês prontamente e já notei o Zack me olhar pedindo pra interceder.

–Por que não? Tínhamos combinado de fazer isso lembra?-Ele preparou uma lamina com o liquido que estava na pipeta e colocou no microscópio.

–Ma chérie estamos no final do semestre! Não dá pra folgar agora!-Revidou tirando o óculos e analisando.

–Mas na quinta será feriado, é o dia perfeito....-Andei até ficar de trás dele.-...Vai, por favor...O Zack vai ficar mudo, a Margo está de regime e não vai comer muito e Paola vai tentar não chorar se o filme for triste!-Ele levantou o rosto pensativo e logo fitando Zack.

–Vai ficar de boca calada estrupício?-O loiro fez que sim mesmo um tanto contrariado.

–Vou sim!-Respondeu.

–Okay! Mas que seja pelo menos um filme interessante!-Nisso Zack já se levantou animado.

–Nesse caso eu conheço um perfeito! Deixem comigo!-Não demos muito moral pro que ele falava, estava recompensando meu francês por ter deixado com um beijo.



As meninas mais o Zack sentaram no chão com um pacote de pipoca e guaraná, enquanto obviamente eu e o francês ficamos na cama com outro pacote de pipoca, Oliver deu play pelo controle e esperamos o tal filme começar.



–Qual o nome?-Perguntei com a boca cheia de pipoca.



–A centopeia humana.-Revidou Zack somente....Mirei ele estranhando, que tipo de filme era esse? Ele me voltou um olhar como se estivesse me jogando um trote o que sinceramente me deixou preocupado.

–Que droga de nome é esse..?!-Questionou Oliver desinteressado.

–Humm.....-Quando o filme começou já com aquela trilha sonora típica de filmes de terror me encolhi nos braços do francês que estava atente. Quando filme chegou no meio eu estava horrorizada e com vontade de vomitar, a historia não era nada mais nada menos que um doido querendo criar uma centopeia humana unindo as pessoas pelo...Argh, pela parte do nosso corpo que devia ejetar o que não era mais necessário pro nosso corpo, o filme era nojento e aterrorizante, mas um tanto estupido também....Será que era por isso que o tapado do Zack estava rindo?!

–Eai gostaram?-Perguntou quando o filme terminou, eu e as meninas olhamos pra ele zangada.

–Nunca mais vai escolher filme pra gente!-Falou Margo tanto um peteleco na cabeça dele.

–É isso ai, que filme horrível mano!-Falou Paola e ele riu.

–Ahh qual é?! Ficção cientifica gente!-Respirei fundo buscando a critica do Oliver que curiosamente não veio, assim que mirei ele parecia estático ainda olhando ara a televisão.

–Oliver....?!-Chamei sua atenção tocando seu braço ele me fitou assustado.

–Isso é terrível, provavelmente a união seja irreversível da primeira vez e dependendo do sistema imunológico o corpo não aguentaria nem essa, a falta de um sistema especializado para eliminar as bactérias especificas de certas partes é obvio...A não ser que....-Dei um leve tapa nele, estava praticamente falando sozinho.

–Oliver do que está falando?

–Da teoria! Já pensou se isso fosse verdade....Ou talvez já seja....-Disse abaixando o olhar e logo saindo da cama saindo do quarto, mas que droga foi isso?

–Alguém entendeu alguma coisa?

–Acho que ele está procurando um jeito de descobrir se tem como criar uma centopeia humana!-Revidou Margo assustada.

–O que? Não! Essa nojeira?-Revidei já enjoada.

–Melhor nós arrumarmos a bagunça, agora ele volta e vai brigar com a gente!-Replicou Paola catando as pipocas que tinha caído.



Por um lado Margo estava certa, assim que ele voltou começou a tecer teorias sobre a probabilidade de uma coisa nojenta daquelas existe, mas a parte boa era que estava procurando um jeito de não deixar a vitima morrer...Ou só disse isso pra não me preocupar.



–Quer parar com isso e vir dormir?!-Chamei ele que não parava de escrever.



–Não dá, preciso encontrar resposta, já pensou Kailyn se tem um doido por ai que queira fazer isso?!

–Oliver aquilo é um filme! E o único doido pensando nisso é você! Vem... Por favor, te faço esquecer essa historia rapidinho....-Fiz com a voz pidona, ele respirou fundo e logo veio um pouco inquieto, eu não entendi o que estava acontecendo.



Três dias tinha se passado e eu já estava ficando louca com aquela historia idiota de centopeia humana, Oliver havia assistido o filme pela quinta vez e quanto mais assistia mais encabulado ficava, na mente dele alguém em algum lugar estava fazendo isso, pois ninguém ia simplesmente inventar isso do nada, quando tentava contestar ele dizia que eu era inocente demais.



–Foi você! Você sabia não é seu insuportável!-Falei brava vendo a cara lavada do Zack ao lado das meninas.



–Que ele ia surtar? De certa forma!-Revidou, ahh que vontade de socar ele.

–Ele não para de falar na droga daquele filme, está paranoico!

–Claro que está, ele é um gênio! Já viu algum inteiramente certo da cabeça!-Que cara de pau.

–Ele está assim por sua causa! Não me deixa nem dormir direito!-Sentei cansada.

–Você dorme com ele?-Perguntou assustado.

–Como eu faço pra ele parar?-Ignorei sua pergunta lançando outra.

–Relaxa, depois que ele testar TODAS as possibilidade e ver que não tem como, ele simplesmente para! Foi assim quando vimos o filme do residente evil, ele vasculhou todos os bancos de dados sobre vírus e bactérias que poderia fazer algo parecido, quando viu que não tinha como ele sossegou e voltou ao normal!-Mirei ele incrédula.

–Está me dizendo que desse surto, ainda sim trouxe esse filme maldito!?-Ele riu fazendo que sim.

–Só pra vocês dois pararem de me encher o saco! Ele não vai conseguir sossegar e nem você!-Respirei fundo para não socar ele.

–Aposto que faço ele esquecer isso ainda hoje!-Os três me fitaram surpresos.

–Sei não Kailyn, acho melhor não apostar...

–Deixa Paola! Eu aceito a aposta Kailyn.. Valendo o que?

–Se eu conseguir fazer o Oliver esquecer isso hoje, você vai deixar eu escrever na sua testa com aquela caneta permanente dele “Sou tarado por garçonetes”!-Ele engoliu seco sem graça.

–E se você não conseguir...?

–Convenço Oliver a escrever uma carta de recomendação pra você!-Ele no mesmo instante apertou minha mão, como eu ia fazer isso eu ainda não tinha plena ideia, porém primeiro eu tinha que encontrar ele.



E claro ele estava lá enfurnado no laboratório procurando formas, riscos, ciscos sobre essa maldita centopeia, estava tão antenado ao que fazia que nem viu quando eu entrei.



–Francês larga isso.... Já disse é só um filme!-Se olhar pra mim ele continuou mexendo naqueles papeis.



–Filmes não surgem do nada, é preciso inspiração e pra isso é necessário uma base...-Revidou em um tom seco, eu caminhei até ele alisando suas costas bem lentamente.

–É só uma historia idiota vindo de um idiota!-Ele se virou pra mim sério.

–Pensa comigo, um dia você viaja pro exterior e topa com esse maníaco e aí?! Eu estou encontrando a solução de te salvar se for colada no meio dessa aberração!-É o que?

–Hein?! Você pirou?! Eu ser vitima disso ai?!

–Ora você é américa, todo resto do mundo detesta os americanos!

–Hey que historia é essa? Isso não é verdade todo mundo ama os EUA!-Ele olhou pros lados como se não estivesse levando a sério.

–De qualquer forma, estou te protegendo de uma futura ameaça!-Que coisa mais sem noção.-Mas preciso descobrir antes se tem como fazer uma centopeia humana!?

–Tem, e eu sei como!-Agora sim eu tinha a completa atenção e só tem uma coisa que eu podia fazer.

–Sabe?! Como?-Segurei sua mão e o fiz fechar o laboratório e me seguir até seu quarto.



Acordei sentindo os beijos leves nas minhas mãos, seu rosto ainda próximo ao meu sorrindo de lado com o corpo perto do meu....



–Você me enganou...-Sussurrou perto do meu ouvido.



–Enganei nada, só foi uma conexão em uma cavidade diferente e momentânea....Agradavelmente momentânea...-Completei rindo.

–Vendo por esse lado....Talvez eu tenha exagerado.

–Talvez?! Você marcou uma consulta e me fez te levar só pra perguntar ao doutor sobre a probabilidade disso, exagero é pouco!-Ele ficou quieto por um tempo, mas logo inicio novamente.

–As vezes eu tenho medo dessas coisas que surgem na minha cabeça, fico pensando que se eu não for rápido suficiente posso estar condenando a mim mesmo ou alguém que eu goste muito.... Como você.-Me virei pra ele sem poder enxergar nada por que estava escuro.

–Estava com medo de eu ser sequestrada e um psicopata fazer isso?-Perguntei rindo leve.

–Não, eu só tenho medo de te perder... Como isso vai acontecer não é o real problema.- Procurei seu rosto com minha mão e assim que encontrei o beijei calmamente.

–Esse ‘carma’ você vai carregar por um bom tempo...-Brinquei.

–Se depender dos meu pais não....-Nisso ele suspirou sentando na cama, mais uma vez parecia o momento de perguntar sobre isso.

–Por que Oliver?! Por que eles são assim? Céticos, como se nada atingisse eles! E se é assim por que não deixar de mão?-Questionei indo até ele.

–Já disse é mais complicado do que....

–Então me explique!!-Falei antes que ele terminasse aquela típica frase e ele ficou em silencio.

–Quer mesmo saber?-Perguntou depois de um tempo, claro que queria.

–Sim, eu quero saber tudo que envolve você!-Revidei sem medo, ele ligou a luz e se dirigiu até guarda roupa e depois de um tempo mexendo lá dentro tirou uma caixinha artesanal e a abriu tirando uma espécie de DVD.



Então era isso? Todas as respostas que eu precisava estava naquele DVD? Bom, eu mal podia esperar pra assistir de uma vez...Mas o que será que tinha nele?



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Notas finais
*O desenho que ele fez

Well, eu quis contar um pouco nesse cap sobre os pais da Kailyn.

NÃO ASSISTAM A CENTOPEIA HUMANA! É nojento, é tosco, é horrivel...Só usei como foco nesse cap pq achei mais apropriado! Ficou um pouco embromado, mas como eu vivo dizendo, é necessário pra chegar as partes legais da fic!

Um beijo e até o proximo, as leitoras de See me, me aguardem que logo sai lá!