Inner Beauty 2
52 Segredos da caixinha
Notas iniciais
Okay Um agradecimento especial a Malura pela recomendação *___*
E a todos vocês pelos reviews percebi que tem muita leitora fantasma dando as caras e isso tem me deixado muito contente *___*
Esse é um cap mais sério e dramatico, não coloquei nenhuma comedia ou romance nele para não afetar o clima.... Até pq é um cap explicativo, caso fique um pouco confuso, relaxa que no proximo já esclareço algumas duvidas.
LEIAM o notas finais, acho que vai agradar algumas de vocês!
Boa leitura e desculpem os erros!
Capitulo 52
Segredos da caixinha
Sim eu queria ter conhecimento de toda historia que levaram os Gasnier a ser assim, porém confesso que fiquei um pouco tensa quando ele colocou a caixinha que eu nunca tinha visto mesmo mexendo dia pos dia naquele guarda-roupa tirando o DVD. Peguei minha blusa do chão vestindo ansiosa, curiosa e com um estranho frio na barriga. Assim que injetou o Dvd no aparelho se virou para mim apreensivo e sentou do meu lado pigarreando e logo em seguida dando play.
A primeiro momento fiquei confusa, as imagens começaram distorcidas com vozes ao fundo em outro idioma e logo que a cena ficou visível o rosto de uma criança apareceu sorridente. Era uma linda menina pequena vestindo um vestido rodado azul e fita no cabelos, seus olhos atentos a câmera pareciam mirar além dela falando com a pessoa que provavelmente segurava a câmera.
-Quel âge a le faire Sophie?- Soou uma voz masculina, pelo jeito era em francês por isso não entendi bem.
-Quantos anos está fazendo Sophie?-Falou Oliver do meu lado sem tirar os olhos do vídeo, só então percebi que ele tinha traduzido, a menina no filme contou nos dedos infantilmente apontando.
-Cinq!!-Respondeu toda alegrinha, seus cabelos castanhos tinham o mesmo tom dos cabelos do meu francês, enquanto seus olhos eram escuros....Minha duvida sobre quem era ela foi respondida quando uma mulher apareceu na cena abraçando sorridente amorosamente a menina...Era a senhora Gasnier um tanto mais nova, mas com uma certa barriguinha grande.
- Il s'agit de mon petit génie! Personne n'est plus intelligent que la Sophie!-Falou ela super contente para a criança que devolveu o abraço carinhoso
-Essa é minha pequena gênio! Ninguém é mais inteligente que a Sophie...-Traduziu em voz baixa.
- Personne!-Replicou a criança, aquele filme caseiro não demorou muito para terminar, eles cantaram parabéns muito alegres e fizeram algo que era até inesperado....Fizeram agradecimentos a Deus antes de comer o bolo. Enérgica, alegre e muito fofa aquela menina pequena apareceu durante todas as imagens sempre sorridente e alguns traços dela lembravam muito Oliver...Ele não tirou os olhos do vídeo até ele terminar, aquilo parecia mexer com ele já imaginando a causa.
Quando ele foi tirar o Dvd peguei a caixinha notando uma pequena foto daquela criança com os pais, esperei um pouco até ele se virar pra mim novamente e eu poder iniciar minhas perguntas.
-Ela...
-Eu não cheguei a conhecê-la, para falar a verdade só vim descobrir a existência dela quando fiz quatro anos na época que houve o acidente que me deixou surdo e meus pais queriam me devolver para minha avó....-Franzi o cenho não entendendo, ele respirou fundo sentando ao meu lado.-No mesmo dia em que eu nasci, Sophie foi atropelada e faleceu, minha mãe teve depressão pós-parto e pediu pro meu pai me dar pra minha avó....Então ele o fez.-Eu estava boquiaberta e sem palavras, nem sabia por onde começar.
-Como....?!-Foi a única coisa que consegui soltar, parecia mentira de tão improvável.
-Minha avó diz que meus pais mimaram Sophie demais desde quando nasceu, era primeira filha e eles não eram muito experientes nisso, pra resumir posso dizer que ela tinha tudo o que queria, quando minha mãe anunciou estar grávida novamente ela não gostou... Mas isso é comum nas crianças, ela sentia que meus pais não a amariam como antes ou que não dariam atenção ela.-Acenei que compreendia tudo muito atenta as suas palavras, eu também tive ciúmes quando minha mãe disse que meu irmão nasceria, mas tudo mudou quando eu vi ele pela primeira vez.-Minha avó contou que minha mãe começou a sentir as contrações já de madrugada, quando deu a as dez a bolsa já tinha estourado e meu pai já tinha arrumado tudo pra levar ela pro hospital, minha avó ia para ajudar minha mãe a cuidar de mim....Sophie ia ficar sobe os cuidados de uma babá, antes de saírem realmente ela deu uma birra...Uma ultima birra dizendo que não queria um irmão, que eles deveria me jogar fora ou ela fugiria de casa....Meu pai brigou com ela e foi pro hospital com a minha mãe. Assim que eles saíram Sophie enganou a sonsa da babá e saiu do apartamento.-Eu queria abraçá-lo, mas não sabia se era a melhor hora, seu cenho parecia tão diferente, dolorido, ressentido.-Quando o médico ainda ajudava minha mãe a me ter a noticia tinha chegado...Sophie tinha sofrido um acidente a duas quadras de casa e estava sendo levada pro mesmo hospital que eu estava nascendo...Não sei bem como, mas minha avó disse que minha mãe soube na hora e quando me levaram até ela se quer quis me amamentar...Minha avó teve que procurar outra mãe no hospital e pedir a ela que fizesse isso... Meus pais deixaram de acreditar em Deus no mesmo dia em que Sophie morreu.-Eu senti um pesar tão grande ouvindo isso, não sabia se tinha pena dele ou da senhora e do senhor Gasnier.
-E você ficou morando com sua avó?-Perguntei tocando sua mão, ele suspirou confirmando.
-Como eu disse minha mãe pediu pro meu pai me entregar pra minha avô e eles mudaram no mesmo mês pros EUA, pois tudo na França fazia ela lembrar da filha e eu fiquei com a minha avó.-Explicou ele pigarreando com o olhar baixo.-Sabe....Eu não me lembro muito bem dessa época, mas eu lembro do cheiro dos chás e biscoitos antes de dormir, de manhã havia bolos e lembro que nas quintas comiamos espaguete na igreja....Ela me levava na igreja todo domingo e me colocava nos bancos da frente onde pudesse me ver enquanto tocava o piano para o coro, depois da cantoria sempre sussurrava nos meus ouvidos ‘Reze por seus pais”...-Isso ele contou com uma expressão mais calma e feliz, parecia ter sido muito bom viver com essa avó.-....Um dia quando ela foi conversar com o umas irmãs de igreja eu fui até o piano e imitei seus dedos nas mesmas teclas...Espantada ela me levou em vários médicos alegando que eu era inteligente demais, querendo saber o que ela podia fazer por mim.... Quando o neurologista disse que meu Qi era maior do que das crianças da normais ela não pensou duas vezes e ligou pros meus pais achando isso pudesse mexer com eles...
-Deu certo, eles te buscaram!-Falei imaginando e ele negou.
-Não pelos motivos que eu e ela esperávamos, assim que confirmaram o que ela disse ficou somente me fazendo visitas curtas perguntando o que eu gostava e me enchendo de livros.... Certo dia me levaram em uma viajem pra conhecer uma faculdade, eu fiquei tão contente que até escrevi num caderno....-Ele pegou a caixinha e tirou uma cadernetinha velha e toda estragada, porém a página que estava escrita estava em francês numa caligrafia quase ilegível.-Mas assim que entramos, de repente eles sumiram e fiquei procurando sem parar até entrar em uma sala cheia de buracos....Lembro de ver um pedaço de concreto no meio da sala e uma luz forte em cima dele ouvi umas batidas numa enorme vidraça protegida por uma grade e pessoas atrás dela dizendo coisas que não conseguia ouvir, mas apavoradas, quando um enorme estrondo se fez eu estava tentando abrir a porta me pendurando naquela maçaneta dura e senti uma pedra acertar no mesmo instante que o estrondo ecoou pela sala.... Não deu tempo nem de tapar os ouvidos.....Literalmente falando? Eu fiquei surdo por causa do estouro, mas uma cirurgia conseguiu recuperar quase 35% de um dos meus ouvidos, enquanto o aparelho faz eu ouvir tudo parcialmente muito bem....Eles nem foram me ver no hospital, decepcionados com a possibilidade do filho premiado ter se tornando um deficiente auditivo.-Ele contava isso com muito ressentimento, o que de certa forma era aceitável.-...Sei disso porque minha avó teve que sair da cidade pra vir me buscar.-Enlacei um de seus braços sem deixar de encará-lo.
-Mas eles voltaram...-Incentivei a terminar a historia.
-Sim, depois que eles não foram me ver lembro que fiquei muito chateado e foi quando minha avó contou sobre a Sophie, cinco meses depois quando os dois voltaram e viram que não tinha ficado surdo de vez trouxeram uma proposta de um futuro promissor....Eles me apresentaram a senhorita biologia e eu me apaixonei por ela logo de cara, achava tudo tão peculiarmente fascinante que era impossível não gostar....Minha avó não se importava tanto pro meu estudo, ela queria que de alguma forma misteriosa Deus agisse para que nós três fossemos uma família, porém nada foi como esperado....Meus pais me largavam para ir nas pesquisas e eu ligava desesperado para ela sozinho no apartamento deles, ela saia da cidade dela para ir até o município onde eu estava para cuidar de mim.-Ele fez uma pausa se deitando olhando para o teto sem soltar minha mão.-...Até os seis anos eu era o que eles consideravam ‘improdutivo’, logo uniram isso ao afeto que tinha pela minha avó, começaram a acreditar que o vinculo afetivo era um enorme estorvo para o crescimento pessoal e que muitas pessoas só tinham sucesso depois de uma desvinculação afetiva com qualquer pessoa que fosse decepcionante ou não, era um absurdo, mas as vezes eu penso que eles tiraram essa ideia do que aconteceu com Sophie....De tanto amor que deram a ela, chegou um momento em que as palavras de um adulto não fazia efeito, a afetividade tirava a seriedade das consequências de cometer erros por que com ela sempre se podia apoiar em alguém... Com esse pensamento me cortaram de todo e qualquer tipo de afetividade, eles deveriam ser as únicas pessoas em quem eu poderia confiar.-Absurdo era pouco, mas fiquei tentando entender ao raciocínio deles.
-Te trouxeram para cá pra ficar longe da sua avó?!-Ele fez que sim.
-Foi, depois que eu passei em um teste que me garantia o ensino fundamental eles me levaram para Paris e me lotaram de mais livros e cursos de inglês para me tirar da França e arrancar minha fase de infantilidades, até conseguir estudar pra fazer o outro teste tinha que ir a escola e eles não queriam que eu me misturasse de qualquer forma eu nunca conseguia me adaptar....-Ele sentou na cama olhando longe e de forma triste.-....Quando eu chorava me trancavam no quarto e diziam para eu repensar minhas atitudes, quando escondido conseguia ligar pra minha avó ela, pedia paciência, que eu ia conseguir fazer meus pais voltarem a serem o que eram antes do que aconteceu com Sophie, que eu não podia deixar meus pais me corromperem com o ceticismo deles, porém de tanto ela me encher com isso eu desisti de procurá-la, quando eu entrei de vez na faculdade e tive que ralar sozinho e nada que me acontecia afetava eles...Então eu percebi que era perda de tempo....Resolvi fazer um acordo com eles, já que somente assim as coisas entre nós fluíam!
-De não se envolver?!-Perguntei curiosa e ele fez que não.
-Não, no inicio não era isso, eu não precisava de pais de aparência, no entanto, queria minha liberdade, ter que fazer o que me dava vontade, então bolei um acordo e sentei com eles quando voltaram de viajem.... Eles me dariam a emancipação provisória, com ela eu iria aonde quisesse, fazeria o que me interessasse e todos os benefícios que alguém desimpedido poderia ter! Em troca eu propus sempre manter um nível de trabalhos científicos publicados no auge!-Quando ele parou ali cheguei a estranhar.
-Só isso?! E a coisa da afetividade? E 1/3 do seu salário?-Ele ajeitou na cama ficando próximo de mim.
-Quando as faculdades começaram a me pagar pra fazer esses trabalhos nas instituições delas, meus pais ficaram preocupados, o dinheiro poderia me garantir uma vida independente sem que eles interferissem, com dinheiro eu não precisaria mais deles e com um bom advogado eu poderia me emancipar permanentemente, então eles modificaram o acordo com varias condições quando terminei a faculdade....Essa era um das condições, a condição da afetividade veio depois que meu orientador de especialização pediu a eles para dar minha guarda a ele..
-Opa! Calma, como assim seu orientador queria te adotar?-Era até estranho pronunciar isso, mas foi o que eu entendi.
-É...-Notei seu rosto ficar sentindo falando isso, ele tirou os óculos sorrindo.-...Depois da minha avó o professor Duke Sallin era a pessoa que eu mais gostava no mundo, desde a graduação ele tinha cismado comigo, dizia que eu era o mascote dos professores. Quando a graduação terminou ele pagou toda minha especialização com a condição de que fosse meu orientador....Foram os dois anos mais divertidos da minha vida, íamos para campo praticamente sem nada na mochila e ele me ensinou uma porrada de coisas utilizáveis na floresta, quando ia com meus pais eu sempre tinha que me virar, mas com ele parecia que cada ser vivo que encontrávamos era a maior descoberta do mundo, dizia que a cura para todas as doenças estavam nos venenos, que cicatrizes eram carimbos de qualidade, que os macacos eram mais evoluídos do que nós....Que Deus não estava no céu, estava na terra e estávamos matando ele....-Ao ouvi-lo fiquei pensativa, ele nunca tinha me falava sobre essas pessoas, mas por que?
-Por que nunca me contou sobre ele ou sobre sua avó? Por que nunca fala essas coisas pra mim, mas conta pro meu irmão? Ele é mais confiável do que eu?-Tentei não falar de forma amargurada, mas não pude me conter.
-Não ma chérie, é que é mais complicado do que imagina....Falar sobre coisas que não estão mais ao meu alcance é frustrante...-Agora ele me fitou sorrindo.-....E só agora você me perguntou diretamente.-Tocou meu rosto sem tirar o sorriso.-....Talvez eu tenha tido medo de contar essa trágica historia e perder você como aconteceu, as vezes parece que toda vez que gosto de algo ele me é tirado....-Abaixou o olhar novamente fechando o semblante.-...Quando eu era mais novo ficava pensando sobre minha irmã, ela não queria dividir o amor dos meus pais comigo...E conseguiu, não só com eles, mas tudo em volta!
-Não diga isso Oliver!-Levantei seu rosto para que olhasse pra mim.-...Quando soube que Dick ia nascer também não me agradou, mas se ela tivesse tido a chance que eu tive de ver o rostinho de um irmão mais novo aposto que teria mudado de ideia no mesmo instante, foi assim comigo, foi assim até com meus primos! Não entendo, por que você se separou desse professor se você gostava tanto dele??! Ele se afastou de você?-Ele negou.
-Não, meu pais me proibiram de ver ele novamente, colocaram a condição do vinculo afetivo e disse que se eu não obedecesse sujaria o nome dele no meio cientifico, o que seria trágico para ele, poderia perder o emprego....Quando eu aceitei, me arrumaram esse emprego aqui e me forçaram a mudar.-Nesse caso os pais dele são piores do que eu pensava, não importa o que aconteceu no passado isso não justifica fazer isso com meu francês.
-Que horror! O que eles ganham com isso?-Ele colocou o óculos me olhando sério.
-O crédito de terem criado um Gasnier gênio com uma enorme lista de trabalhos científicos nas costas, eu penso que eles só querem me usar para se promover....O senhor e a senhora Gasnier desistiram do cargo de pais com a morte da minha irmã, minha avó que é religiosa acredita que um dia eles mudem, mas eu não sei se tenho mais tanta esperança assim....-Era dolorido ouvir isso, fiquei imaginando passar por isso.
-Quer saber?! Você não precisa deles, você tem meus pais que confiam mais em você do que na própria filha, na verdade meu pai te venera, ele com certeza está na fila dos que querem te adotar! Tem um pentelho que é mais irmão seu do que meu e....-Ele sorria sem jeito enquanto eu me aproximava tocando seu rosto quase encostando meus lábios aos seus.
-E...-Repetiu esperando eu dizer.
-E eu, que não troco meu francês por nada nesse mundo.....-Sei que foi meloso, mas foi suficiente pra um sorriso caloroso brotar no rosto dele, era o que eu queria.
-Uhh... Palavras comprometedoras a essa hora?!-Arqueei a sobrancelha dando lhe um leve selinho.
-Vale pontos?-Ele deu um risadinha fazendo que não.
-Notando as circunstancias da onde isso irá nos levar devo dizer que não....-Revidou percebendo minha mão alisar seus braços, eu não estava nem ai pra pontos.
-Então dane-se os pontos....Você aguenta?-Ele correu até a gaveta da mesinha do computador pegando um dessas coisinhas pra gente que tem asma sugou o que fosse que tinha lá dentro e já voltou colocando a caixinha artesanal em cima da mesa.
-Second Round!-Falou ele como se fosse um lutador vindo pra cima de mim.
-Palhaço...
Ele tinha razão, era um assunto complicado, e quanto mais eu pensava mais complicado parecia, mas ainda tinha muitas coisas que faltava para clarear a minha mente, porém resolvi deixa pra outra oportunidade.
Notas finais
Não vou criar um IB 3 pq no final desse vcs entenderam que não tem como, PORÉM eu não sei se vocês sabem, mas o primeiro IB q escrevi é bem diferente desse que postei, caso se interessem posso assim que acabar esse postar um Inner Beauty 1.1 ou se alguém tiver uma ideia melhor pro nome me fala xD
Nos proximos vou estar contando melhor sobre as semelhanças e diferenças do inner pra esse que escrevi...Assim até o final vocês me dão a resposta! Okay?!
Bom até o proximo e podem esperar muita comedia e romance pra compensar esse que foi tão sério *___*
Bjuss
Fale com o autor