Inner Beauty 2

44 Paradise part III


Notas iniciais
Olá!
Pois é demorei pq tive que arrumar algumas coisas aki! D:
Enfim um agradecimento especial a Marii pela recomendação e atodos pelos reviews!
Boa leitura e desculpem os erros.

Capitulo 44

Paradise III


Ouvi um barulho soar entrando na barraca, levantei o olhar sonolenta vendo o francês balançando o cabelo molhado, eu ia me descobri quando senti o frio que estava se fazendo lá fora.

–Onde você estava...?!-Perguntei me deixando só o rosto para fora, devia ser muito cedo, ele me olhou surpreso mais com um sorriso muito alegre.

–Fui tomar banho, a água estava quentinha!-Ele colocou a toalha em um lado vestido somente com uma bermuda e se jogou no colchão que quase cai pro outro lado.

–Oliver!-Briguei com ele que puxou a coberta entrando dentro e se abraçando em mim.....Caramba, ele estava muito gelado, tentei empurra-lo um pouco, mas a peste me apertou caindo na risada.-Nãooo!!! Oliver não faz isso, você está gelado!!-Quanto mais eu pedia mais ele me apertava, eu estava tão sonolenta que não tinha força pra afasta-lo.

–Não seja chata ma chérie eu estou com frio.-Ele revidou sorrindo.

–Quem mandou tomar banho essa hora...Aliás, quantas horas?-Com aquela carinha sapeca me deu vontade de devolver o abraço.

–Umas cinco e quinze...-Aproximei meu nariz do seu pescoço e realmente ele estava com um cheiro bom.

–Humm....Está cheiroso e fresquinho....-Ele sorriu mais vindo me beijando com aqueles lábios frios.

–Eu vou começar a fazer nosso café, por que quando a cambada acordar vão demorar no mínimo uma hora pra preparar o deles.-Ele se levantou voltando para perto das malas e escolhendo uma roupa de frio.

–Eu tenho que ir também...-Falei me cobrindo, estava tão cedo e eu estava com tanto sono.

–Sim, vou te explicar o básico sobre o campo e ainda te ajudar a se vestir com os equipamentos devidos!-Eu bocejei sentando no colchão.

–Quer ajuda com o café?!-Ele fez que não sorrindo.

–Vista essa roupa que separei, não esqueça de colocar biquíni, deixe o fogão rustico comigo!- Vestiu um moletom e saiu para fora com uma bolsa térmica na mão.



Bom eu não podia reclamar, ele estava fazendo de tudo para dar certo a minha adaptação aqui, mesmo sendo cedo demais para qualquer coisa acontecer. Bocejei inúmeras vezes coçando os olhos, estava tudo escuro e mesmo assim com uma lanterna fui até o riacho escovar os dentes e me arrumar....Querem ouvir aqueles sons tão naturais de animais invisíveis aos nossos olhos desatentos era tão relaxante...Tudo ali era calmo, mesmo que não parecesse a primeiro momento.



O sol já estava nascendo, devia ser quase seis e meia quando terminamos de tomar o café, Oliver conseguiu a proeza de fazer um sanduíche delicioso junto ao leite e café, não me perguntem como ele fez isso, ainda não sei nem como se acende aquele monte de gravetos dentro do circulo de tijolos. Oliver fechou a barraca assim que colocou os alimentos e bolsas lá dentro, mas saindo com duas mochilas e algumas coisas estranhas nas mãos vindo até mim.

–Regra numero um, NÃO se afaste de mim!-Eu fiz que sim e ele se sentou na minha frente puxando uma das minhas pernas colocando um objeto estranho em volta dela...Na verdade ele quase amarrou aquela coisa dura.

–O que é isso?

–Perneira, não é tão fácil quanto pensa encontrar cobras na floresta, mas nunca se sabe! As perneiras protegem a perna da mordida!-Ahh isso de certa forma me alivia bastante.

–Menos mal....-Ele sorriu colocando uma em cada perna, depois me entregando um vidrinho que continha um óleo amarelo, assim que abri precisei fechar na mesma hora.

–Argh! O que é isso?! Fede!

–É repelente natural! Passe em você ou vai sofrer com os insetos!-Eu não ia passar aquela coisa fedida, tinha cheiro de creolina, mas fim que sim para disfarçar.

–Regra número dois, não toque em nada que não conhece muito menos por a mão sem ter olhado bem pro local, mimetismo engana qualquer um!-Concordei vendo ele tirar uma luva ou blusa....O que diabos era aquilo?

–Okay, e o que é isso?!

–É para não se queimar do sol! Levante os braços!-Levantei e ele vestiu aquelas luvas longas grudadas uma na outra passando pela minhas costas. Conforme ele ia me explicando vi os outros que haviam acabado de acordar nos observando curiosos, exceto as meninas que ainda lançavam sorrisinhos maldosos e isso foi me dando uma raiva tão grande junto a uma vontade imensa de me vingar, mas segurei meus nervos.

–Vamos andar com eles?-Perguntei assim que Oliver me deu uma das mochilas para carregar, olhando bem para mi achei até esquisito. Vestindo uma calça um pouco larga de cor camuflada e tecido leve, junto a uma blusa de manga curta branca com aquela luva passando de um braço pro outro mais o colete verde cheio de coisinhas que eu não tinha idéia do que era.

–Não se preocupe, de jeito nenhum vou á campo com esse tanto de gente é praticamente perda de tempo!-Sorri confirmando, fiquei surpresa quando ele tirou uma da própria mochila, elas eram tão caras.-Antes do campo!-Disse ele tirando uma foto e eu tentei tapar com a mão.-Vamos?!

–Não vamos esperar?-Ele fez que não.

–Eles ainda precisam esperar o guia, eu tenho o mapa e se formos tardes não vamos conseguir ver os pássaros!-Eu concordei mesmo não entendendo nada.



Então você uma caminhada com passos suaves quase na lua, com o vento sobre a face mexendo seus cabelos levemente enquanto admira uma paisagem ao longe ouvindo musicas divinas como em comerciais românticos de diamantes...Mas a realidade?! Era outra, uma bem diferente, para começar já era a oitava vez que um galho de arvore acertava a minha cara, inacreditavelmente dentro da floresta era escuro, não como de noite, mas escuro tendo alguns feixes de luz entrando e claro....Eu ainda não mencionei a paixão louca que os insetos sentiram por mim assim que adentrei, gostaram tanto de mim que não me abandonavam nem quando eu acertava um com a mão...Eles conseguiam me picar até por cima da roupa e na tentativa de acertar um tropecei em uma raiz dando de cara no chão.

–Aí!!!-Gritei guando cai e o galho mais a cima prendeu minha liguinha puxando meu cabelo.-Ahh chega Oliver!! Eu não agüento mais!-Joguei a bolsa em um lado sentando no chão, o francês que estava lá na frente voltou para perto de mim.-Eu estou cansada, meus pés doem nesse coturno e olha só pra mim, pareço estar com catapora de tantas picadas!-Ele franziu o cenho colocando a maquina de lado.

–Molenga.....Não tem nem uma hora que saímos e....Você foi picada?!-A pergunta foi retórica, logo me lançou um olhar indignado quando aproximou o nariz de mim.-Você não passou o repelente!!!?-Eu fiz bico negando.

–Aquela coisa fede, não tive coragem de passar!-Ele girou os olhos suspirando e mexendo na mochila.

–Teimosa, teimosa....-Tirou o vidrinho e passou na própria mão e logo depois começou a esfregar em mim....Argh, mas fedia demais.

–Vamos embora..?!-Ele soltou um risinho negando.

–Nem pensar! Já tirei trinta fotos de espécies diferentes....Nós vamos seguir por aqui até encontrar os outros do outro lado da floresta!-Sinceramente eu não queria dar mais nenhum passo, do nada ele parou olhando por cima do meu ombro.-....Não se mexa, mesmo vire o rosto.-Ahh meu Deus.

–Por que....?!-Ele colocou uma luva grossa na mão e isso foi me dando um pavor tão grande que eu não sei como não sai correndo.

–Tem um cobra do seu lado, ela não tem fosseta, não deve ser peçonhenta, mas não se mexa de qualquer maneira....-Eu estava quase chorando e quando ele levou a mão de uma vez e pude ver a cobra a centímetros do meu rosto com a boca aberta soltei um berro tão grande que não agüentei.

–Ohhh meu Deus, ohh meu Deus!Tira isso de verto de mim!-Quase dei um troço quando ele puxou ela e o rabo dela passou nas minhas costas.

–Para de gritar! Olha só, é só uma Thamnophis sirtalis!-Levantei ficando atrás.

–Tanto faz mata logo!-Ele soltou um bufo bravo.

–Matar?! Ficou doida? Pra que eu vou fazer uma coisa dessas? Ela não te fez nada, ao contrário foi você que caiu na toca dela!-Mirei ele indignada.

–Ahh eu sou culpada? A cobra tenta me matar e eu sou a culpada! Talvez eu deva pedir desculpas a ela?

–Seria um ótimo começo! Imagina que você está em um período delicado de gravidez e precisa de um lugar seguro para se esconder e do nada uma doida cai sobre sua casa!? O que faria?-Gravidez?

–Ela está grávida?-Ele sorriu largo fazendo que sim, trouxe ela bem segura mostrando a barriga, ela não era magrinha como o Napoléon, tinha uma barriga meio gordinha.... Cobras podem ser mães?! Sempre imaginei que comecem os filhos e os filhos a comiam de volta e só assim nasciam....Mas olhando para ela, aquelas listras na pena, até que ela não era tão assustadora.

–O que vai fazer com ela?-Perguntei e ele logo deu um jeito de solta-la um pouco mais distante.

–Se quiser mesmo aproveitar e enxergar as belezas da natureza precisa fazer parte dela, nada aqui mata por que é malvado, se você invadir a casa de um animal ele vai ficar com tanto medo de você quanto você tem de um ladrão que invade a sua! Quando ver um animal, não grite, não se mexe apavorada, não avance como se quisesse fazer algo....Tente se colocar no lugar deles, você tem quíntuplo de tamanho de qualquer ser vivo aqui imagina para você o que é ver isso a sua frente?!-Pensando por esse lado, ele tinha razão, eu fiz que sim pegando mochila do chão e segurei sua mão seguindo ele.



Tentei ver com os olhos do Oliver toda essa maravilha que ele via, comecei a notar que tudo fascinava ele, de uma pequena planta no chão á um distante canto de algum pássaro que não via. Ele tirava uma foto e para ele estava bom, não pensava em arrancar do chão para levar, parecia que realmente só olhar preenchia seu coração. Olhei bem naquela raiz grande vendo se não tinha nenhuma cobra ou bicho e sentei ali para tomar um pouco de água, o francês não ficou dando voltas no mesmo lugar analisando até deixo das pedras, ele gostava mesmo daquilo. Distraída girei o rosto um pouco vendo aquela arvore enorme, mas algo era estranho, parecia um caroço enorme incrustado nela quase do meu lado....Um caroço que se movia e logo brotou dois olhos me encarando....Arvores tem olhos? Não! Havia um pequeno piquinho perto dos olhos....Era uma coruja da mesma cor do tronco....Mas corujas tem orelhas?

–Oliver...?!-Chamei ele sutil acenando com o dedo pro meu lado e ele sorriu largo começando a tirar varias fotos.

–Não se mexa Kailyn, ela é inofensiva e....-Ele olhou para cima na arma.-....Não é única...-Eu não agüentei de curiosidade e olhei para cima, havia pelo menos uma seis camufladas ali, a arvore tinha vários buracos, algumas estavam dentro outra nos galhos.

–São tão bonitinhas, parecem gatinhos!-Ele sorriu vindo pra perto de mim com cautela e tirando varias fotos da que estava do meu lado que não demorou muito para sair voando.-Qual é o nome dessas?-Eu sabia que não ia decorar, mas nunca tinha visto uma de tão perto quanto agora.

– Otus kennicottii....Devem ter ninhos ali, venha, vamos prosseguir!-Eu fiz que sim me levantando dando uma ultima olhada naquela árvore.



Querem saber?! Ele tinha razão, tudo ali tinha de certa forma uma beleza própria, flores amarelas curiosas que parecia um pião e inúmeros cantos de pássaros ao mesmo tempo.

–Kailyn vem cá....-Me chamou ajoelhando no chão olhando para cima, quando fiquei ao seu lado ele apontou para cima e ao longe vi um passarinho de cabeça vermelha e corpo preto cheio de listrinhas brancas pelo corpo picando a arvore.

–Um pica-pau! Eu nunca tinha visto um desses....-Cochichei no seu ouvido e ele riu.

–Sinta se privilegiada por que um Sphyrapicus nuchalis, é uma espécie muito difícil de se ver! Estamos com sorte!-Voltou sussurrando para mim tirando varias fotos, era realmente muito bonito.



E não parou por ali, vimos um beija-flor roxo, uma borboleta enorme preta com vermelha, um coelho que saiu correndo quando chegamos perto, flores de todos os jeitos e tipos....Eu estava encantada, era tudo tão lindo e depois de quase meia hora de caminhada a floresta foi diminuindo e ficando mais espaçosa, e um barulho de água corrente foi aparecendo.Oliver olhou no mapa seguindo caminho sem parar e em menos de minutos estávamos de frente para um rio largo raso e cheio de pedras na superfície e um barulho estrondoso de queda de água.


Era uma cachoeira magnífica com varias quedas, andei sobre as pedras até ficar quase na ponta vendo lá em baixo, em uma parte rasa a água era cristalina, onde a água caia já tinha uma cor escura, devia ser bem fundo....Mas era lindo, de uma lado uma queda única, de outro varias com fios de água, eu estava estática maravilhada...Havia pássaros passando toda hora, o vento batendo nas arvores e vindo aos poucos sobre mim e poucos peixes nadando lá em baixo. Era lindo... Não era perfeito, uma obra inexplicável sem qualquer dedo humano. Ainda ali levei um susto quando vi alguém correr contra mim soltando de uma vez da cascata e ainda na parte funda lá em baixo.

–Oliver seu doido!!!-Gritei para ele, mas já tinha mergulhado e ainda não tinha voltado para buscar ar. Depois de dois minutos eu comecei a ficar assustada, desde quando ele tinha tanto fôlego assim?-Oliver?!-Gritei chamando ele, não havia qualquer resquício dele e o tempo continuava passando, quando deu uns quatro minutos eu não agüentei.-....Oliver!!!!-Gritei agora apavorada fazendo até os pássaros por perto voarem....Ele não tinha voltado, um medo enorme em mim brotou....Será que bateu a cabeça? Será que alguma coisa aconteceu?! Eu comecei a ficar sem ação, joguei a mochila em cima de uma das pedras e pulei sem medo. Mergulhei varias e varias vezes procurando por qualquer coisa dele, mas não encontrava, eu já estava chorando apavorada.-...Oliver!!-Gritei na falha tentativa de encontrá-lo....Meu Deus...Não leve o meu francês....-Oliver....-Chamei, mas dessa vez ouvi um som abafado atrás de mim, girei o corpo nadando olhando para a cachoeira, e embaixo dela em cima de uma pedra sendo coberto pelas águas que caia uma peste colocando a mão na boca para não rir.-Eu não achei graça!!!-Gritei para ele que caiu na risada....Que humor mais negro! Eu fui nadando para o raso sentando na beirada da rocha onde havia a diferença de nível bem obvia, para se ter uma idéia, onde eu estava sentada chegava no joelho, enquanto onde minhas pernas ficou no fundo provavelmente tinha uns dois metros de profundidade, o lugar onde o Oliver estava devia ter uns seis ou sete metros.



Com a roupa toda molhada eu não sabia se ficava no rio ou saia para secar, o filho da mãe do francês pulou da pedra mergulhando e vindo até mim, quando se aproximou colocou as mãos na rocha se apoiando, aproveitei e dei um tapa de leve na cara dele zangada.

–Não teve graça!-Ele sorriu negando.

–Eu não te ouvi, como eu ia saber?!-Que fingido, mas eu estava aliviada, eu não sabia o que ia fazer se algo acontecesse com ele. Oliver podia ter apenas quinze anos, mas olhando para ele tão próximo a mim com os cabelos escorridos úmidos e o rosto bem delineado, e estando tão perto tive certeza da cor de seus olhos...Cinza. Toquei seu rosto de leve contando aquelas pintinhas que geralmente todo mundo tem, não sei por que as dele me pareciam nesse momento tão graciosas.-...Quer saber?! Eu não tenho mais qualquer magoa de você depois disso...- Ele disse sorrindo para mim docilmente encostando seus lábios nos meus e sem cerrar os olhos fitando ele que fez o mesmo rindo sem se afastar.



Eu senti uma coisa estranha na ponta do estomago, com vozinhas na minha cabeça me contando os desejos que meu coração queria realizar quando disparava sempre que sentia a respiração dele contra a minha. Toquei seu rosto molhado fechando o sorriso e acabando com a passividade de seus beijos o puxando contra mim, desci minhas mãos até suas costas o forçando a se aproximar quase colado ao meu corpo, o francês logo passou os braços em volta da minha cintura aprofundando o beijo encontrando minha língua com a sua. Quando buscamos ar sem a menor vontade de nos afastar Oliver me puxou de uma vez para o fundo depositando outro beijo me abraçando até dar pé, precisei voltar logo para cima e ele voltou comigo já junto a mim sentando do meu lado sorrindo como alguém travesso. Passei minhas pernas em volta da sua cintura e meus braços em seus ombros.

–Se eu gripar hoje a culpa é sua!-Disse dando vários beijos em seus rosto.

–Coloca para secar...-Revidou ele tirando aquela tão perneira do meu pé e jogando perto de algumas arvores onde o rio acaba. Eu lancei um sorri de lado segurando seu rosto grudando meus lábios ao seu depois beijando sua bochecha.

–Então me ajuda....-Repliquei entre um beijo e outro, mas minha mente queria ele muito mais perto de mim. Cerrei os olhos aos poucos sentindo a adorável sensação de suas mãos acariciarem meus cabelos enquanto eu o beijava deleitosa tocando suas costas e tateando sua pele. Ele levantou meus braços lentamente retirando o colete jogando no mesmo lugar do outro objeto... Não demorou nem dois segundos e ele voltou a avançar sobre meus lábios com as mãos ágeis em torno de mim. Por um instante fiquei com raiva por eu não ter nada dele para tirar.



Eu já estava quase tendo um ataque cardíaco, a cada peça de roupa sentia tudo em mim se descontrolar e quando tocou minha pele por debaixo da blusa precisei separar nossas bocas para respirar fundo sentindo o ar faltar, seus dedos agarraram a ponta final da blusa puxando lentamente para cima como se estivesse aproveitando minhas reações e sinceramente ele estava, por que seus olhos não desviaram nem por um milésimo de segundo. Ainda que eu estivesse de biquíni, meu rosto fervia, meu corpo se arrepiava cada vez mais e sentia a necessidade de buscar as pressas por seus beijos para completar esse coquetel de sensações. Nem lembrava que estava dentro da água, o frio que antes sentia estava completamente reprimido pelo momento, acho que até estava suando. Quando levantei os braços e ele retirou a blusa jogando ao longe eu respirei fundo novamente abrindo os olhos encontrando os dele um pouco sem jeito, eu precisei sorri ao ver seu rosto tão vermelho quanto o meu, sua respiração ofegante junto às mãos indecisas sobre como continuar. Eu me aproximei mais sentando sobre suas pernas e lançando meu braços em torno do seus ombros, eu não conseguia para ou não queria, estava tão envolvida que queria ter ele o máximo que podia naquele exato momento.

Tirou meu coturno vagarosamente, impaciente grudei lábios em seus pescoço que já estava me tentando á um tempo, eu pude notar sua respiração para por instantes suspirando me dando a permissão para continuar e eu continuei sem impasse. O anseio dentro de nós parecia aumentar cada vez mais, segui até seus lábios puxando seu rosto em minha direção, suas mãos voltaram para minha cintura, acho que ele estava sem coragem para ir para a parte de baixo e quando realmente realizei isso tentei não ri....Mas eu já não estava tão passiva de ficar esperando sua vontade se juntar com a coragem, levantei tirando por mim mesma com seus olhos surpresos grudados em meus movimentos, de vermelho seu rubro ficou quase roxo....Eu devia ter usado um maiô ou não. Aquele olhar deleitoso arfando e engolindo seco me fazia querê-lo mais.



Não sei por que as palavras do capitão da Eloise me veio em mente, ‘A enorme diferença entre as formas de tratamento e forma que te olham’, aquele tinha mais do que o simples fútil desejo masculino te ter alguém, havia muito mais sentimento neles do que ânsia por prazer..... Querem saber? Agora eu sei por que não havia dado certo com Mike.


Me sentei lentamente voltando a beijá-lo carinhosamente, logo meus braços estava de volta em torno dele e os deles segurando minha cintura e puxando contra ele. Rapidamente os beijos foram ficando outro rumo, os toques mais atrevidos procurando partes ainda intocadas e nossos olhos não precisaram mais se encontrar enquanto sentia os corações acertarem o mesmo ritmo enamorados. Engraçado como ele sempre retornava as mãos afagando meus cabelos, talvez por que já tivesse tomado conta de eu sempre ficava sem ação quando fazia isso...Beijei sua bochecha migrando para o pescoço e trilhando até seu ombro tudo bem lentamente enquanto ele me beijava aonde dava. Sempre tão delicado sem grosseria ou exigência apenas a audácia de apalpar onde seu corpo pedia, mas sem exageros.... Devia ter medo de fazer algo errado e me obrigar a parar.



Quando suas mãos finalmente criaram coragem para ir além dos limites do biquíni da parte de cima e eu já estava pensando em tirá-los de uma vez um barulho ao longe de vozes me fizeram segurar as mãos dele e encará-lo.

–Tem gente vindo....-Ele estava tão aéreo que nem prestou atenção do que eu disse me apertando....Você não está facilitando, eu ia beijá-lo novamente, mas as vozes e passos na floresta ficaram mais fortes e não pude.-....Tem gente vindo Oliver!-Repeti segurando seu rosto fazendo ele me olhar direito.

–Argh.... Deve ser o pessoal....-Quando ouvi aquela ponta de desgosto na sua expressão eu não consegui evitar, foi tão fofo, abracei ele dando vários e vários beijos e ele devolveu com um bem aprofundado passeando sua língua na minha e o adorável gosto de seus lábios.

–Uhhhhh!!! E o senhor preocupado com eles professor! Estão mais vivos do que nós!-Gritou uma voz masculina ao longe, separei dele vendo aquele tanto de gente nos olhando, uns rindo outro não gostando nem um pouco....E Julie que me lançou o mais estranho dos olhares. Levantei ajeitando o biquíni e tirando um pouco da água do meu cabelo indo onde estava minha roupa.

–Como chegaram aqui?-Perguntou um deles quando cheguei perto da roupa.

–Oliver olhou no mapa! Viemos pelo lado de cima!-Expliquei sorrindo simpática, quando fui olhar para o francês ele já estava subindo a cachoeira por um lado.



Ele já desceu vestido e com a maquina envolta de alguma coisa estranha de plástico, ele veio até mim me entregando.

–Ma chérie aproveita que você está de roupa de banho e tire umas fotos do fundo para mim!-Até assustei um pouco molhar a maquina?

–Mas vai molhar...-Ele riu fazendo que não.

–Vai não, você liga ela aqui e fica apertando aqui para tirar.-Segui suas instruções e fui para dentro da água, já estava todos se despindo para tomar banho então pra não tirar foto de bunda de ninguém eu andei rápido. E no fim era divertido, inacreditavelmente eu tirei foto de um peixe!!!

–HAHAH-Gritei feliz indo para perto do francês que estava conversando com uns senhores.-Oliver consegui tirar de um peixe!!!!-Ele acenou batendo palmas e eu voltei para o fundo.



Cara isso era muito legal, eu subestimei esse trabalho do Oliver, era ótimo ver esses animais e tirar fotos deles....Dava uma paz tão grande. Depois de uma meia hora, lanchamos umas bolachas bebendo suco e vestimos para continuar em outra rota. Eu não vesti aquela luva estranha, segui o Oliver que estava todo concentrado no mapa e eu com a câmera na mão acabei me tornando uma fotógrafa compulsiva, tudo que eu via de diferente eu tirava uma foto. Flores, insetos, formato de arvores engraçadas e até areia de cor distinta....Eu estava fascinada. De repente o francês me chamou ao longe com um sorriso amável no rosto.

–Vem cá! Quero que veja algo....-Fui até ele que estava no limite da floresta e meus olhos não acreditavam no que estava vendo. Entreguei a maquina para ele caminhando rumo aquela maravilha.....Acho que eu não acreditaria se me contasse, as vezes vemos isso em filmes ou comercias, mas eu nunca havia estado em um campo de flores tão imenso quanto aquilo. Eram milhares e milhares de tulipas, lírios e narcisos seguidos como nos céus que os filmes mostram...Eu corri entre elas encantada passando minhas mãos por cada uma, de repente inúmeras borboletas de todas as cores voaras para cima e meus olhos se deslumbraram...Como podia existir um lugar no mundo daquele jeito? Tão perfeito. Os clicks da máquina do Oliver me fez girar o corpo e vendo ele tirar inúmeras fotos, pensei que fosse das flores, mas ela estava apontada para mim.

–Isso aqui é magnífico!!! Tem que tirar fotos delas!-Ele sorriu concordando.

–Eu estou tirando, mais espécies exóticas com cabelos vermelhos são mais interessante!!-Gritou de volta, corri até ele parecendo um gatinho mimado.

–Esse lugar é lindo!-Eu tive que dar outro beijo nele, não acredito que podia ter morrido e não ter visto esse lugar.

–Sim, vamos voltar, já é cinco horas e não podemos ficar por aqui a noite!-Eu fiz que sim acompanhando ele.



Acho que a palavra mágica nunca foi tão real quanto hoje, tomando banho ainda sobe o efeito do encanto que tinha tido com aquelas flores, as meninas cochichavam longe de mim e sinceramente? Eu não estava nem ai.

–Que dia não?!-Disse uma voz atrás de mim quando sai para me enxugar, era Julie me amolando com aquele olhar malicioso.

–Verdade!-Falei e ela se aproximou de mim colando nossos ombros como se quisesse esconder algo.

–Pega...-Sussurrou me entregando algo por debaixo da toalha dela, assim que toquei cai a ficha do que era.

–Pra que vou querer isso?-Ela deu uma risadinha.

–Queridinha depois do que eu vi hoje, você vai ter muitos motivos para querer!-Engoli seco negando.

–Beijar agora já é sinônimo de querer fazer algo?!-Ela deu outra risadinha enfiando aquela coisa por entre minhas roupas.

–Cunhadinha eu mexo comportamentos sexuais, sei do que estou falando, mas um pouco e tínhamos pegado vocês em situações constrangedoras!-Pior que nem dava para negar, minhas bochechas já estava rubras.



Mas não queria dizer que isso ia acontecer hoje, quer dizer, sei lá, engoli seco entrando na barraca....Será que ele iria querer continuar? Quando pensei nisso, meu corpo estremeceu, bom eu não sei se podia dizer que isso não iria me agradar, só que....Ahh eu já estou nervosa. Respirei fundo indo de encontro a ele quando fiquei até surpresa quando o vi.

Ele estava dormindo, deitado de pijama dormia com os braços abertos como quem estava morto de cansado e devia estar mesmo, ele havia acordado as cinco da manhã e não parou quieto nem um instante. O que eu podia esperar, Oliver me respeitava e muito ficar esperando eu voltar do banho para tentar alguma coisa não combinava com ele.

–Pas rester à l'écart ma chérie....–Disse ele dormindo assim que eu encostei nele, seus olhos se abriram pesados me fitando quando deitei ao seu lado.-... Avez-vous faim?–Perguntou para mim com a voz rouca, eu não entendi nada.

–Eu não falo francês, mas durma seja lá o que for....-Ele sorriu bocejando.

–Perguntei se está com fome...!?-Eu fiz que não, estava um pouco, mas eu jamais tiraria ele dali.

–Não, estou com sono, posso abraçar você?-Ele fez que sim me abraçando também, acho que nunca dormi tão bem em toda minha vida.



Eu me sentia tão bem que mal esperava para o dia seguinte naquele paraíso junto a pessoa por quem estava completamente apaixonada.



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Notas finais
Ahhhh esse nao tem hentai....Mas é o proximo! E ja fiquem sobre aviso!
Outra coisa, esses locais q eu mencionei existem eu só inventei as proximidades deles quem quiser saber mais entra nesse site:http://www.lewisriver.com/garden.html
Até o proximo!