Notas iniciais
Eu sei, demorei pra caramba não é!? Olha é complicado aki pessoal, pq ninguém aki em casa vê meu hobby de escrever uma coisa boa.... Dai eu tive q estudar pra acalmar os nervos dos outros.....Mas enfim aí está! A T E N Ç Ã O!! Esse capitulo contém cenas hentais! Eu não me responsabiliso se vc for menor e ler, a classificação já é bem clara (Digo isso pq fiquei sabendo q uma prima de menor minha andou lendo minhas historias! kkkkkk) Para aqueles que não gostem, parem na parte onde eles viajam novamente! S U R P R E S I N H A: Leia o notas finais!Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo 45

Paradise VI

Eu não acredito que realmente tinha concordado com essa maluquice, devia ser umas quatro e quarenta da madrugado ainda e ali estava eu com os braços tentando me aquecer naqueles dez graus soprando contra mim, batia o queixo respirando forte. O francês com somente uma parte da cabeça apontada para fora me olhando sorridente submerso na água, parecia adorar me ver nessa indecisão e tremer de frio enquanto isso. Sinceramente quando perguntou achei que estava brincando e na brincadeira aceitei e a brincadeira ficou séria e....Agora estou aqui.

–Está muito frio....Eu vou voltar!-Assim que disse isso o filho da mãe me jogou meio mundo de água, fazendo eu sentir mais ainda.

–Para de frescura sua ruiva medrosa! Entra logo!-Disse o Oliver se preparando para jogar mais então criei coragem de uma vez e pulei no riacho afundando ao máximo na água que estava realmente quentinha. Levantei um pouco e assim que senti aquele frio tremendo voltei para dentro d’água de uma vez.

–Espero que esteja feliz, eu não saiu daqui enquanto o sol não sair!-Ele riu novamente.

–Então vai ficar umas três horas ai dentro...-O francês nadou de leve vindo para perto de mim.-...Assim que sair corra e seu sangue vai aquecer ou...-Ele ficou de frente para mim.-...Podemos dividir o calor do nosso corpo mantendo eles perto até chegar a barraca...-Isso foi tão nerd, mas não pude deixar de sorrir.

–Uhhh está usando a ciência para cortejar?!

–Está dando certo..?!-Perguntou com um olhar tímido lançando seus braços em volta de mim.

–Por incrível que parece...Está.-Respondi dando inicio aos beijos diários que estavam se tornando cada vez mais frequentes. Aquele momento, aqueles sentimentos, eu sei que era errado, mas não podia deixar de pensar no por que Mike nunca tinha sido assim comigo, por que nunca me olhava assim ou jamais me envolvia tão ternamente.

–No que está pensando?-Me questionou quando separou e fiquei aérea por alguns instantes, claro que eu não podia dizer a verdade.

–No que seus pais pensariam se nos vissem...?!-Ele fechou o semblante na mesma hora mordendo a ponta da língua com os dentes laterais e logo se afastou suspirando.-Você nunca fala nada deles, eu nunca sei como seria se soubessem...-Ele não ouviu, baixou o olhar não lendo meus lábios de propósito.-...Oliver!!-Chamei a atenção dele batendo a mão na água.

–Não sei por que você insisti tanto nisso!-Ele se virou para mim franzindo o cenho.

–Eu só quero entender, saber se isso não vai gerar uma briga futura ou sei lá, as vezes você é tão fechado!-Ele negou com a cabeça sorrindo amargurado.

–Meus pais nunca brigam, eles não discutem, não tem relapsos de necessidades paternas.... Eles não são como seus pais, não dão lição de moral, eles não gritam, não acham graças em brincadeiras e são tão céticos que verificam até efeitos de Shampo antes de usarem.... Enquanto eu produzir meu ciclo de liberdade está valendo.-Revidou um pouco sem graças, eu já tinha achado estranho essa relação deles, eram frios, só falavam com ele uma vez por dia e parecia sempre ser sobre o trabalho e nunca falavam de nada além disso.

–Mas eles não brigaram com você antes de vir para cá...?!-Ele suspirou pesado.

–Eles não brigam, se impõe sem dar opções se quero ou não, e eu, somente EU discuti com eles.... E eu vim para me alivar um pouco dessa pressão toda, fugir dos problemas por um tempo... Ma chérie será que não pode deixar isso de lado por enquanto?!-Obvio que eu fiz que sim, realmente seu semblante parecia revoltado com aquela conversa e eu não queria contribuir para estressá-lo.

–Está bem...-Me aproximei dele sorrindo.-....Hey, como era mesmo aquela proposta de dividir o calor do corpo?

–Ahhh.... Eu te explico...-Ele me voltou o sorriso me abraçando.



Já íamos saindo dali naquele frio quase insuportável quando senti um puxão do Oliver quando fui pegar minha toalha, ele tomou ela e me impediu de me enxugar.

–Nem pense nisso, olhe aqui.-Girou o pano me mostrando um pozinho que havia grudado nela, parecia ter vindo de uma planta abaixo.

–Olha as vagens, a altitude aqui deve proporcionar essas trepadeiras....-Eu não entendi porcaria nenhuma.

–O que?!

–Ma chérie é uma planta do gênero mucuna! Se você entra em contato com ela vai se coçar feito louca!-Arregalei os olhos assustada.

–E mata?-Ele riu negando.

–Não, só alergia, vai se coçar e nada mais!-Espera um pouco...

–Então não mata?!-Ele negou.

–Já disse que não, só causa irritação! Os tricomas da vagem possui uma proteína que causa irritação somente, nada alem disso!-Hummm.... Gostei de saber disso, ele molhou minha toalha até sair aqueles pelos que tinham grudado e logo fomos grudados até a barraca.



Ainda era muito cedo e ele foi preparar o café, pediu para buscar uma água no riacho e eu obedeci.... Mas aquela formiguinha malvada gritando na minha cabeça assim que voltei a colocar meus olhos naquela planta me impulsionou a executar meu plano, era maldade, só que eu precisava dar aquelas garotas uma lição. Nem mesmo o Oliver viu quando pendurei aquelas vagens nas barracas delas, assim que saíssem iam mandar suas cabeças lá e os pelos dela fariam o resto do trabalho.... Acho que estou ficando tempo demais com o Oliver, por que só de pensar nisso senti meu corpo aquecer de felicidade.

–Você é um bom cozinheiro....-Disse a ele que sorriu empinando o nariz.

–Merci!-Sério, eu adoro ouvir o francês dele, mesmo não entendendo.

–Viram muitas coisas ontem?-Perguntou o senhor Robert se aproximando e sentando perto da gente, Oliver ofereceu café e o espertinho obviamente que aceitou, o deles iam demorar pra sair, já que agora que tinham começado.

–Bastante, depois se quiser te mostro as fotos!-Revidou o francês oferecendo os biscoitos.-E vocês?

–Quase nada, vimos só os mais comuns, mas nenhum mamífero ou algo especial!-Respondeu pegando uns biscoitos.

–É sério!? Mas eu e o Oliver vimos um monte! Alias tinhas corujas com orelhas pontudas em uma arvore, eram varias!!-Eu tive que me meter, eu tinha visto tanta coisa, como eles não viram quase nada.

–Uma Otus? De que espécie?-Perguntou ele curioso.

– Otus kennicottii! Mas ou menos desse tamanho....Achamos um ninho por acaso, haviam varias.-Respondeu o meu francês.

–É, e também vimos um beija flor roxo....Erhh....Alguma coisa nuchalis....-Eles se entreolharam rindo de mim, ahhh qual é, eu faço arquitetura não biologia.

–O nome certo é.....-Antes do Oliver completar ouvimos os gritos desesperados das meninas que pareciam se pinicar todas vindo em nossa direção.

–Mais o que deu em vocês?!-Perguntou o professor agoniado vendo elas se coçarem feito loucas, eu tive que segurar o riso.

–Foi ele!!!-Gritou uma apontando pro meu francês.

–Espera lá! Oliver não fez nada!-O defendi, a ultima coisa que eu queria era que caísse em cima dele.

–Verdade, ele está mexendo com o café tem um tempo e não vi ele se quer chegar perto da barraca de vocês, além do mais ele não tem por que fazer uma coisas dessas!-Disse o Robert me ajudando, elas logo me fitaram furiosa.

–Então foi ela!!-Engoli seco pensando em uma mentira, mas não surgiu nenhuma.

–Eu?!

–ÉÉE!! Você colocou aquela vagem em cima da nossa barraca!-Pensa Kailyn, pensa.

–Como eu ia saber?! Eu não entendo nada dessa área pra poder pegar o que quer que seja e usar contra vocês!-AHHHH Brilhante desculpa! Elas coçaram e coçaram confusas e logo saíram correndo para o riacho.

–Mas que coisa não?! Deve ter sido os garotos.... Me dão licença?-Pediu o professor e eu fiz que sim e ele saiu de perto.

–Humm.... Quase me enganou e fez tudo sozinha....Estou orgulhoso.-Sussurrou a voz maliciosa se aproximando de mim.

–Quieto, vamos arrumar para ir pra campo?-Mudei de assunto antes que minha alegria ficasse estampada, mas ele negou voltando a se sentar e encher o copo de café.

–Quem dera, mas hoje não vamos, está vindo chuva e não vou sair com você em um lugar desconhecido chovendo, ainda mais sendo uma despreparada!-Franzi o cenho confusa.

–E o que vamos fazer hoje então?-Ele suspirou.

–Bom! Eu vou ler um livro, você pode fazer o que quiser!-Como assim fazer o que eu quiser no meio do nada?

–Espera! Você vai ler e eu?! O que faço?-Eu não estava preparada para o nada!

–Não sei ma chérie... Escreva, leia, desenhe, bole projetos ou durma....-Sabem o que era engraçado? Ele não sugerir nada que envolvesse uma continuação o dia anterior, o que sinceramente me fez ficar vermelha com uma sensação esquisita de querer pedir.



E ele acertou mais uma vez, não deu uma hora que os outros tinham saído e começou a chover e sim, ele ficou lendo sem parar um livro idiota enquanto eu dava voltas pelo galpão sem saber o que fazer.... Eu já não agüentava mais aquele silencio e quietude, sentei frente ao francês no colchão que por pouco não me notou ali.

–Que foi?!-Perguntou quando viu que eu estava secando ele, girei o rosto sem saber o que dizer.

–Nada!-Eu não podia dizer que queria fazer alguma coisa com ele, o francês me lançou um sorriso de lado finalmente fechando o livro.

–Ahh você quer atenção?!-Pigarreei sem graça, não vou negar eu queria um pouco sim, só agora tinha notado que ele havia tirado e aparelho auditivo e colocando agora.

–Como é?!-Ele me olhou atento confuso.

–O que?!-Toquei sua orelha de leve.

–Não ouvir nada, não é estranho tirar e de repente tudo perder o som?-Oliver deu uma risadinha negando.

–No começo era, depois eu me acostumei... Na verdade, eu vejo como se tudo tivesse um botão de volume quando eu não quero ouvi-los eu desligo!-Eu precisei rir, ele tinha um jeito gozado de encontrar um ponto bom em coisas ruins.

–Sempre teve essa opção?! O que aconteceu?-Ele tinha me falado de um acidente, mas nada além disso.

–Já disse a você, um acidente, eu era novo meus pais me levaram a uma universidade e por descuido meu acabei entrando onde não devia!-Disse ajeitando o travesseiro e deitando no colchão.

–Seus pais devem ter ficado apavorado!-Ele soltou um sorriso amargo concordando.

–Claro, com risco do filhinho premiado ficar surdo e se tornar um prestador de necessidades especiais....-Isso foi humor negro?! Eu não soube, mas com certeza soube naquele instante que realmente não se entendia tão bem quanto pensava com os pais e eu não queria remexer já que ele tinha vindo aqui para se acalmar.

–Em todo caso, por que aprendeu língua de sinais se ouve?-Questionei lembrando da vez em que ele conversou com a menina da lanchonete assim.

–Apesar dos meus pais não admitirem, eu sou surdo Kailyn, eu só escuto por causa do aparelho....-Ele suspirou colocando as mãos embaixo da cabeça usando como almofada.-....Se por eventualidade eu perdesse ou não tivesse como escutar, sinais seria mais do que uma comunicação alternativa, seria minha nova condição para se ter uma conversa!-Vendo por esse lado ele tinha razão.

–Mas você faz leitura labial!-Ele fez que sim.

–Sim, mas eu só consigo te responder por que te escuto! Quando ficamos muito tempo sem ouvir o som das palavras perdemos a habilidade de pronunciá-las corretamente, logo VOCÊ não me entenderia ao invés de eu não te compreender!-Isso parecia ser tão complicado....Mas me fez pensar, um lugar onde eu não poderia conversar com ele?! Me pareceu muito ruim.

–Francês, inglês e ainda sinais....-Me deitei ao lado dele olhando para o teto.-...Queria poder falar a linguagem mais própria do seu mundo, assim não ficaria com medo de que por qualquer motivo que fosse eu ficar fora dele....-Quando percebi que tinha dito aquilo em alta voz senti meu rosto ferver ao som do risinho sem jeito dele, eu e minha péssima mania de falar tudo que penso. De repente ele gesticulou alguns sinais que sinceramente eu não tinha entendido nada.-....Oliver! Você sabe que eu não sei....-Ele deu outra risadinha.

–Eu disse que não precisa saber linguagem nenhuma para ser alguém importante no meu mundo...-E aquela vontade imensa de morder ele acabou voltando, mas dessa vez eu não limitei a me segurar voei em cima dele mordendo o seu ombro com força.-.Aíííí sua maluca! Por que fez isso!!?!?!-Perguntou passando a mão onde tinha mordido.

–Nem doeu tanto assim!-Revidei rindo e já indo pra morder ele novamente.

–Aííí!!! Para com isso Kailyn!-Gritou novamente dessa vez rindo comigo e me segurando.... Juro que a imagem em minha cabeça me deu idéias bem sádicas pra fazer com ele.-Ahhh....!!! Você vai me deixar todo marcado....-Tentou me impedir enquanto eu avançava mais e nossos olhos se encontraram desafiantes.

–Muahhahaha.... Essa é a intenção!-Ele começou a rir me segurando com força enquanto eu tentei ir pra cima dele, quando me abaixei pra mordê-lo o cretino avançou os dentes dele no meu pescoço com força e não conseguir ir adiante.

–AHHH! Você me mordeu!?-Mirei ele assustada, ele me devolveu um sorriso mais sádico do que eu tinha lançado pra ele.

–Você começou! E ainda estou te devendo mais três pelas que me deu!-Assim que disse isso tirou proveito da minha distração pra me colocar embaixo dele.

–Não Oliver...Não faça isso! Eu sou branquela e qualquer coisa que fizer fica quase roxo em mim!!-Ele riu mais ainda afirmando.

–Eu sei...Muahahahaha.....-Ele usou minha risada macabra contra mim?!Forcei os braços iniciando uma briga cheia de risos e mordidas que eu juntei com unhadas quando ele conseguia me morder.

–Não Oliver para com isso!! Ahhhh.....-Ele tinha consegui alcançar meus braços e me mordido, mas devolvi a mordida bem no pescoço dele.

–Aí!!! Você me paga por essa....-Eu tentava fugir a todo custo, só que quando notei que estava levando mais mordida do que conseguia dar dei logo um jeito de encerrar aquela brincadeira puxando o rosto dele dando um longo beijo.

–Chega....-Ele sorriu largo estendendo o beijo até meu ouvido.

–Já percebeu estamos sozinhos e você não tem pra onde fugir...!?-Sussurrou dando um até agradável mordiscada na minha orelha.

–Hehehe....Mais do que você e em nenhum momento eu pensei em fugir!?-Revidei lançando minhas mãos em suas costas quando de repente ele sentou na cama me olhando confuso.-O que foi...!?-Ele sorriu sem graça procurando uma resposta, do jeito que estava vermelho de vergonha deduzi que o charme dele se referia a me colocar medo a nível de brincadeira e não no nível que eu estava pensando. Mas sua timidez aguçou meu desejo, sentei junto á ele escorrendo minha mão levemente por suas costas até abraçá-lo beijando bem vagarosamente sua nuca vendo interromper sua respiração e se arrepiar...Ele girou o rosto abaixando um pouco esperando eu migrar para seus lábios.

Um longo beijo se iniciou enquanto eu aproveitava a sua proximidade para enlaçá-lo para mais perto de mim, puxei seu corpo para baixo sem interromper o beijo o fazendo deitar no colchão ao lado de mim que logo me apressei a deitar junto, era aquele mesmo sentimento de ontem, aquele mesmo desejo que sentia olhando em seus olhos com respirações ofegantes sendo lançadas. Ele me inspirava confiança, certezas e um sentimento inexplicável de carinho.... Quando meu coração disparou com a frase que brotará na minha mente minhas bochechas arderam... “Queria que ele fosse meu”. Era meio possessivo, mas não pude evitar de pensar.

Em alguns instantes que buscávamos por ar, voltei a abraçá-lo, porém dessa vez tentei puxar as pontas de sua blusa para cima... Não entendi muito bem, mas assim que fiz isso ele se levantou pigarreando com o rosto vermelho.

–Melhor.... Melhor, não.-Dei uma disfarçada olhando pros lados sem entender.

–Como assim!?-Realmente não tinha entendido.

–Você.... Com isso! É melhor não, foram varias as vezes que ouvi você se lamentar pela sua primeira vez, você poderia parar pra pensar um pouco!-É o que?! Ele estava insinuando o que eu pensei que estava?

–Espera um pouco! O que minha primeira vez tem haver com isso aqui?? Do jeito que fala parece até que estou forçando a barra!?-Revidei me levantando.

–Facilitando é que não está, estou colocando as cartas para você para uma decisão mais sabia vai por mim!-Cartas?! Franzi o cenho nervosa.

–Eu não estava tentando fazer nada se quer saber!?-Ele soltou um risinho de lado.

–Por favor Kailyn, não coloque seu orgulho nessa conversa e tente me entender!-Ele engoliu seco me encarando.-Não quero que as coisas sejam ruins pra você novamente, mas com você insistindo fica complicado!-Oh meu Deus, ele estava dizendo que eu estava praticamente seduzindo ele pra dormir comigo?! Respirei fundo apertando minhas mãos..... Isso era tão.... Ultrajante.

–Eu não estava insistindo em nada! E a ultima coisa no mundo que eu quero é ter algo desse tipo com você!!-Ele apertou os olhos jogando aquele ar de ‘até parece’ pra mim.

–Você quer dizer interações sexuais?! Olha, pelo que eu estudei posso....-Peguei o livro dele no chão e joguei bem na cara dele de tanta raiva.

–Pára!! Eu não sou um de seus animais estúpidos que você estuda para me comparar com eles! Vá Ler seu livro idiota e me deixe em paz!!!-Eu não acredito que precisei passar por aquilo! Ser recusada de maneira tão.... ARGH!-E eu não estava querendo fazer sexo com você!!!-Gritei antes de sair da barraca e ver aquele tanto de gente molhada olhando em nossa direção..... Mas que droga.



Estava chovendo, mas não queria ficar lá dentro e ter que ver a cara daquele gênio babaca que só sabe dizer besteiras. Por isso fiquei do lado de fora, escorada na parede do galpão sentada no chão com minhas pernas sendo molhadas pelos pingos de água, pelo menos o som da chuva caindo nas arvores me acalmava aos poucos. Eu me sentia tão idiota, sempre que lembrava das coisas que estava pensando naquele momento que estava com ele, imaginei que não fosse diferente pra ele, mas provavelmente estava se gabando. Certo, eu confesso que tentei de alguma forma fazer acontecer alguma coisa, só que do jeito que ele falou parecia que eu estava forçando a barra pra cima dele e não foi bem assim... Eu só estava tentando demonstrar meus sentimentos através de caricias. Qualquer outro homem teria aceito e gostado disso normalmente, mas não, Oliver é estúpido suficiente pra me fazer sentir humilhada como se fosse a única querendo que alguma coisa acontecesse.

Mike não pensou duas vezes quando disse pra ele que havia concordado, mesmo que os motivos tivessem sido outros..... Talvez naquela época eu devesse ter pensado melhor sobre fazer ou não, na verdade se eu tivesse pensado melhor naquele tempo muitas coisas teriam sido evitadas.

Espiei lá dentro e vi o francês sentando do lado de fora perto do professor Robert em uma conversa meio séria, estava cansada de ficar lá fora e com a esperança de não ser notada entrei pra dentro do galpão, infelizmente o maldito cabelo ruivo chamava muita atenção e claro que praticamente todo mundo me viu. Me joguei no colchão da barraca abraçando o travesseiro pensando sobre o passado, cogitando sobre meu namoro com o Mike e os maiores motivos pelo qual tinha aceitado dormir com ele. Na verdade, desde o inicio eu estava ciente de que era uma burrice e que no fundo eu iria me arrepender, talvez na época eu não imaginasse somente o tamanho do arrependimento.

Parece idiota, mas eu chorei lembrando disso e chorei mais recordando as palavras do francês, agora eu me sentia tão envergonhada por ter pensado se quer em ter algo daquele tipo com ele que no fim acabei dormindo de tão cansada por chorar.

Quando acordei já não se ouvia mais o barulho da chuva, havia muita conversa lá fora e o francês dentro da barraca arrumando algumas coisas. Dei uma breve olhada pra ele, mas continuei deitada com o rosto virado para o nada, eu não sabia o que dizer.

–Já tínhamos quatorze meses de namoro e acho que perdi a conta de quantas vezes havia ouvido ele reclamar de eu ser recalcada demais....-Iniciei respirando fundo, apenas ouvindo Oliver se virar pra mim atento ao que eu dizia.-....Minha amigas brigavam comigo quase todos os dias, diziam que não tinha nada demais eu fazer, que eu ia acabar sendo taxada de virgem pra sempre e que mais cedo ou mais tarde Mike ia se cansar de esperar e ia me trocar por outra, eu fiquei um pouco assustada e como uma boa filha tentei conversar com a minha mãe...-Engoli seco lembrando de como estava confusa naquela época.-....Contei a ela que estavam pegando no meu pé por ser virgem e tudo mais, mas não contei sobre Mike por que sabia que se soubesse das investidas ela me obrigaria a terminar com ele.... O que não me parece ruim agora, ela me disse que ir na onda dos outros era burrice e que coisas como essa aconteciam naturalmente e da forma correta, eu acreditei nisso e foi o suficiente para mim... Por um mês...-Pigarreei abraçando o travesseiro com mais força sentindo o colchão mexer com ele se sentando.-....As meninas me mostraram uma mensagem de celular de uma garota que dizia que estava disposta a fazer tudo pra ter o Mike e já estava sabendo que eu tinha me recusado a ter qualquer tipo de relação com ele, eu não sabia o que mais podia fazer, minhas amigas murmuravam a todo tempo dizendo que eu ia perde-lo e quanto mais faziam isso, mas confusa eu ficava, entretanto, Eve que eu conhecia um tempo me convenceu dizendo que se eu gostava dele não tinha problema nenhum e que eu até ia gostar, então.... Eu concordei...-Afundei meu rosto no travesseiro tentando secar um pouco das lágrimas que começaram a escorrer.-...Mike disse pra ir pra casa dele e mesmo com todas as vozes na minha cabeça dizendo que não, eu fui, só que estava com tanto medo e tão nervosa que nem sei por que, mas minhas mãos doíam e meu estomago estava todo embrulhado...Só que quando eu entrei na casa, eu sabia que não tinha mais volta.-Respirei fundo novamente apertando o travesseiro.-....Eu fechei os olhos e deixei as coisas acontecerem como uma boneca, ele pareceu nem se importar, dizia toda hora que estava ansioso por aquilo, quem nem deve ter me visto chorar quando terminou.... Eu não senti nada além de raiva e nojo de mim mesma, quando Dick disse que tinha visto decepção estampada na minha cara, não era com o Mike, era comigo mesma por ter simplesmente aceitado as coisas daquela maneira....-Suspirei virando o corpo olhando para o teto.-...Quando contei as minhas amigas, disseram que era normal para a primeira vez, que logo eu ia me acostumar e que isso ia passar! Elas me disseram que essas coisas eram assim mesmo, mas logo eu passariam a ver de outra maneira, então eu acreditei... Até o acidente da Eloise acontecer!-Limpei o rosto da mão lembrando da conversa que tivemos no quarto dela.-... Não era normal, as historias que a Eloise me contava, todo aquele sentimento, toda aquela ânsia e desejo que ela expressava estranhamente de maneira tão pura por somente uma pessoa.... Ela não precisou ser forçada a nada e nada a motivou a ficar com o capitão exceto o amor que ela sentia por ele, então eu percebi que o que eu tinha feito fora a maior burrice da minha vida e provavelmente nunca me perdoaria por isso.-Limpei novamente o rosto criando coragem para encará-lo.-...Desculpa por aquilo... Eu acho.-Soltei isso junto com um risinho amargo no rosto, mas vi ele negar.

–Não peça, eu sempre soube que tinha algo errado nessa historia de desastre.... Junto com esse seu orgulho excessivo.... Ohh ma chérie, não é só sua culpa e não devia ficar carregando esse tipo de pensamento com você....-Ele estava sendo gentil, me sentei olhando para ele sem enxergar muito bem.

–Eu podia ter impedido a hora que eu quisesse, mas não fiz, segui a idéia de outras pessoas.... Mas não se preocupe, não vou abusar de você se era esse o seu medo!-Falei já sorrindo mais descontraída, só que ele simplesmente virou o rosto e eu não queria continuar com aquela conversa constrangedora.-...Acho que estou com fome....-Murmurei fazendo ele olhar pra mim lançando um sorriso sem graça.

–Vou te preparar alguma coisa!-Disse saindo dali.

Apesar de parecer que as coisas tinham voltado ao seu normal quando deu a hora de dormir ficou mais do que comprovado de que o clima estava estranho, havia um espaço considerável entre a gente e estávamos virados um de costas pro outro. E depois de dormir tanto a tarde havia perdido o sono a noite.

–Ma chérie....-Ouvi a voz dele quase sussurrar naquele silêncio da noite, eu ia responder, mas lembrei que tinha visto ele tirar o aparelho e antes de dizer qualquer coisa continuou.-....Não uso minhas teorias de te comparar por maldade, minha convivência com a sociedade é muito pouca, eu não conheço tanto pra lhe oferecer palavras de ajuda se não aquelas que produzo nas minhas pesquisas.....-Ele pigarreou um pouco e fiquei atenta ao que dizia.-....E aquela coisa de insistir.... Não quero marcar mais um desastre na sua vida, você já é desastrada o suficiente....-Acreditem ou não isso foi um pedido de desculpas, pensar que o dia havia começado tão bem. Segurei sua mão e com a ponta do dedo escreve pra ver se ele me entendia.

–O-B-R-I-G-A-D-A .-Soletrei somente me aproximando dele, não conseguiria desculpas melhores do que aquela.



No dia seguinte a manhã começou agitada, levantei o rosto sonolenta vendo Oliver levar algumas coisas para fora, na verdade ele estava ajeitando tudo e colocando para fora da barraca quando notou que tinha acordado se aproximou animado.

–Café está pronto, vá se arrumar e comer pra podermos viajar!-O que?!

–Vamos embora?-Ele negou.

–Não exatamente, vamos pra uma cidade não muito longe daqui passar o dia, esse era o combinado deles!-Não saquei muito bem, mas fiz que sim levantando e já me arrumando.

Sim, não estávamos 100% unidos como parecia antes, mas durante a viajem acho que existia mais sinceridade da nossa parte. Apara passar o tempo pedi a ele que me ensinasse alguns sinais, só que era mais complicado que imaginava e ele batia na minha boca sempre que eu tentava falar, dizia que se a pessoa surda não podia me ouvir não fazia o menor sentido falar enquanto fazia os sinais... Pior que ele tinha razão.

–Vamos ficar aonde?-Perguntei quando vi a cidade de longe.

–Em um hotel, dizem que tem um festival hoje na cidade e por isso eles queriam vir...Estou errado?-Perguntou ele ao professor Robert que fez que não.

–É o festival das flores! Irá gostar bastante senhorita, tem música, dança, praça de alimentação típica e claro a exposição das flores!-Ahhh isso era muito mais legal do que eu pensava.

–Sério?! Isso me parece muito agradável!-Ele fez que sim e realmente, assim que chegamos na cidade havia um enorme cartas nos convidado pro festival das flores.

–No caso, só pegue o necessário Oliver, os itens de campo você pode deixar dentro do ônibus!-Completou o professor.

Oliver não admitiu, mas nem ele sabia dessa ida a cidade e por isso não tinha reservado hotel, por isso não ficaríamos no mesmo andar do outros, na verdade ele até preferiu ficar em um lugar que tinha varanda... Não sei.... Nós dois em um quarto de hotel em um lugar tão agradável, eu ia ficar muito sem graça só com a gente ali.

Mas eu tentei não pensar muito naquilo, mesmo que não tivesse trazido roupa para ir a um festival vesti qualquer um e fui com o francês para me distrair vendo aquele montante de flores espalhadas pela cidade, era tudo tão bonito que deu até vontade de me mudar para cá. Ao ver aquelas pessoas dançando descontraídas ao som de uma melodia suave eu não agüentei ficar parada somente olhando, tirei os sapatos coloquei no colo do Oliver e fui dançar no meio daqueles estranhos. E tinha funcionado, eu e minha mãe tínhamos a estranha mania de aliviar o estresse dançando qualquer tipo de música e aquela instrumental antiga acabou servindo como uma luva....Logo não existia problemas e toda minha tensão tinha se esgotado com meu suor.

Quando a musica parou vi o francês me olhando e sorrindo.

–Não quer dançar também?!-Gritei ele chamando com as mãos, mas ele negou.

–Não.... Isso não combina comigo e eu não sei!-Dei de ombros sem me importar.

–Azar seu....-Revidei continuando, até realmente me cansar e já ver ele com um refresco na mão me esperando sentado em uma cadeira somente observando.

–Cansou?!-Eu fiz que sim tomando.-Dá pra ver, está toda suada! Não sabia que gostava tanto assim de dança...!

–Francês...Eu sou filha de uma professora de dança, claro que gosto de dançar!-Ele franziu o cenho confuso.

–Como nunca vi você demonstrar isso?!

–Acho que estava tão focada em outras coisas que esqueci...-Isso pareceu tão ridículo, mesmo sendo verdade.-....Vamos você não dança nem um pouquinho?!-Ele fez que não.

–Nahh....-Passei a mão em volta do ombro dele ficando de frente.

–Nem uma música lenta comigo?!-Ele sorriu de lado.

–Em publico eu não faço nada comprometedor!-Eu precisei rir e quis brincar com os nervos dele.

–Então vamos pra um lugar reservado?!-Ele deu uma risada concordando.

–Vamos, vamos sim, vamos voltar para o quarto do hotel, olha a cor dos seus pés!-Falou em tom de curtidor e assim que olhei precisei concordar.

–O que são essas coisas que você comprou?!-Perguntei andando ao lado dele vendo ele carregar uma enorme sacola nas mãos.

–Flores, bulbos, mudinhas, sementes e livros! Vou ver se cultivo algumas ou faço testes de melhoramento genético com eles!-Franzi o cenho estranhando.

–Gosta de flores?!

–Mas é claro ma chérie! Orquídeas e cactos são minhas prediletas, mas não cheguei a ter nenhuma quando me mudei, eu comecei tendo uma insetívoras lá no quarto assim que cheguei, mas quando comprei o Chaplin não pude mais manter elas por que ele comia os insetos dela! E minhas outras plantas eu doei pro meu ex-orientador quando me especializei em Princeton.-Isso é inesperado.

–Humm, um garoto que gosta de plantas...-Ele sorriu piscando.

–Quando bem escolhidas você ficaria surpresa com o bem que podem fazer só com sua presença!-Disse ele.

–Eu gosto de flores, me ensina a cultivar?!-Questionei sendo simpática, e ele alargou o sorriso.

–Mas é claro!-Seria bom algo pra fazermos juntos.

Sabe que por um momento cheguei a pensar que meu azar havia desaparecido, enquanto eu tomava um banho extremamente relaxante me olhei no espelho feliz, sim eu estava feliz de ter tirado aquele peso e poder ter contado a alguém minha trágica historia, historia que nem Eloise sabia, se não tinha matado o Mike na porrada. Penteei os cabelos molhados tirando um pouco da água, enxuguei o rosto e assim que tentei cobrir o corpo com a toalha vi que meu azar continuava o mesmo de sempre...Eu havia pegado uma toalha de rosto e a outra estava em cima da cama, Oliver tinha pegado a reserva do hotel e estendido na varando....E infelizmente essa curta toalha não tapava nem metade do que eu pretendia....Maldita mania de nunca trazer roupa pro banheiro.

–Oliver!-Chamei ele na porta, o jeito era pedir ajuda.-...Oliver...-Chamei de novo e ainda sim não respondeu, abri um pouco colocando a cabeça pra fora e tentando ver se encontrava ele.-....Oliver!-Chamei novamente e nada, também não estava por ali, será que tinha saído?!-Oliver!-Tentei mais uma vez e nem se quer sinal de sua resposta, olhei bem ali a pouco mais de quatro metros de distancia em cima da cama o roupão do Oliver e minha toalha, estava tão perto, talvez ele fosse demorar um pouco a chegar e o tempo de pegar ela ali seria bem rapidinho..... Eu não pensei duas vezes.

Fui de fininho e correndo até a cama já pegando o roupão, no entanto assim que puxei olhando ela vi ao fundo a porta transparente da varanda fechada com Oliver e o professor Robert conversando escorados no parapeito.....Mas que droga!! Eu já ia voltando quando vi o olhar de espantado do francês se lançar pra mim enquanto eu tentava me cobrir a todo custo procurando os buracos daquela coisa,mas o nervosismo não deixava, Robert já ia virando o rosto quando notei que Oliver deu um jeito rápido de chamar a atenção dele. Assim que fez isso fez sinal pra mim correr pro banheiro logo e claro que fui correndo, mas acho que não seria eu se as coisas não piorassem. A água que tinha escorrido do meu cabelo e do meu corpo caído sobre o chão me fez escorregar assim que apressei os passos e o pior?! Acertei minha cara no chão que assim que levantei um pouco vi o sangue saindo do meu nariz..... Eu devo estar zikada.

Olhei desesperada pro Oliver que me lançou um olhar de pena e desespero também tentando manter a atenção do Robert em outra coisa, mas logo vi ele segurar o riso e acenar pra mim ir logo pro banheiro.... Mesmo nua fui engatinhando com a mão no nariz pro sangue não cair no chão...Ainda que tenha caído um pouco.

Qual é o meu problema? Não consigo fazer nada certo? Entrei e tranquei a porta.... Levantei com a toalha no ombro vendo aquele nariz sair sangue sem parar, quando toquei nele senti uma dor enorme.... Lavei o rosto e tive que enfiar papel higiênico no nariz enquanto me enxugava com o roupão. Sentei no assento do vaso respirando fundo, como coisas como essas só acontecia comigo? Depois de um tempo ouvi claramente a conversa dos dois.

–Amanhã as uma e meia, dê um oi pra senhorita Kailyn por mim!-Disse o senhor Robert.

–Darei assim que ela sair do banho! Tenha uma boa noite professor!-E assim ouvi o barulho da porta se fechar e os passos se aproximarem da porta.-....Ma chérie está tudo bem?!-Questionou a voz do outro lado e logo abri a porta com uma expressão seca.

–O que você acha?!-Assim que me viu ele caiu na risada, ahh eu mereço.-Quer parar de rir, eu estou machucada!!-Revidei zangada para ele que me tornou um olhar mais complacente.

–Desculpe...Mas você é o único ser vivo que eu conheço que consegue a façanha de se machucar dessa forma, por que não me chamou? Eu levava a toalha pra você!-Mirei ele seca, arrumando o travesseiro pra ficar alto e sentar com a cabeça pra cima nele.

–Eu chamei, uma quinze vezes! Mas você não respondeu, achei que tinha saído!-Ele sentou do meu lado rindo.

–Eu jamais te deixaria sozinha sem ao menos te avisar! Deixa eu ver....-Ele tirou o papel do meu nariz, eu devia estar ridícula mais que se dane.

–Aííí...-Gemi quando ele apertou meu nariz.

–Deve ter machucado por dentro só, por que não está quebrado nem nada, espera...-Ele foi até o frigobar e tirou uma garrafa gelada de lá colando de leve sobre meu nariz.-... Pronto, vai aliviar um pouquinho,,,-Falou sentando do meu lado novamente, não entendi a teoria, mas não contestei.

–Você deve estar me achando patética não é?!-Disse meia chorosa, já era a terceira vez que me via nua por idiotice minha.

–Claro que não, por que acharia...?!-Respondeu com um sorrisinho no canto da boca.

–Além de me ver quase nua uma três vezes e as outras tantas vezes que me dou mal, acho que não precisa de mais motivos.-Ele negou rindo.

–Foi bem mais que três, mas não vem ao caso....-Ahh ele podia fingir que era bonzinho as vezes, virei rosto fazendo bico, por que eu tinha que ser tão azarada?-....Deixa disso vai?! Você estava tão contente antes!-Suspirei fazendo que sim.

–É que as vezes eu queria ser menos estúpida...-Murmurei deixando ele sério.

–Você não é estúpida Kailyn, é desatenta, só isso!-Primeiro lá no acampamento e agora isso, sério eu sou um desastre!

–Isso não é desculpa pras idiotices que eu faço, tudo que eu invento fazer por mim mesma me dou mal essa é a verdade! E você não pode dizer que não, por que você sabe que é verdade!-Coloquei o braço por cima do rosto pra não ter que me ver chorar de novo.

–Não, não é verdade, você se dá bem em muitas coisas...-Por que ele estava sendo bonzinho agora, sabíamos da verdade, eu era um desastre.

–Vamos ser realistas, meu pai tinha razão quando disse que eu não sobreviveria sozinha no mundo, eu não sou boa simplesmente isso, a verdade é que se você não estivesse me ajudando agora eu provavelmente estaria com sérios problemas sem conseguir resolver....-Falei isso com um pesar, estava tão envergonhada por tudo.

–Ninguém consegue viver sozinho ma chérie, e você tem inúmeras qualidades que a destacariam sem minha ajuda! Pra começar você tem uma estranha habilidade de elaborar projetos de um jeito que nem minha ciência pode explicar, você é paciente, carinhosa, bem humorada, dança muito bem, tem uma voz agradável e essa sua mania desatenta se quer saber é mais um charme do que um defeito!-Quando disse isso lembrei do que a Julie tinha dita “ele parece não se importar com seus defeitos, na verdade ele parece gostar....”, o melhor é que em nenhum momento tinha dito aquela comum frase que eu detestava....De todas as qualidades, minha aparência pareceu ter passado despercebida por ele e isso era bom.

–Você vive melhor sozinho do que eu com outras pessoas....-Ele sorriu amargurado.

–Não vivo assim por quero, vivo por que não tem outra opção....-Sim, era um tanto verdade.

–Sou sua opção alternativa?!-Perguntei em um sorriso singelo por trás dos olhos cheios de lágrimas.

–A melhor delas...-Revidei e eu tive que limpar os olhos animada tocando seu rosto.

–Posso dar um beijo em você ou é insistir demais?!-Ele não gostou da piada, fez que careta suspirando.

–Ma chérie.... Eu já expliquei que não falei nesse sentido, a ultima coisa que eu quero é magoar você!-Mirei ele séria.

–Você gosta ao menos um pouquinho de mim?!-O francês me encarou com o mesmo olhar tocando minha mão ainda em seu rosto.

–Ma chérie, Vous êtes la chose la plus importante que je possède...-Não eu não tinha entendido suas palavras, mas seus olhos, seus gestos e aquele sentimento fluindo entre mim e ele....Acho que eu podia adivinhar muito bem do que se tratava.

Beijei seus lábios com calma sentindo o toque suave deles contra os meus fazendo quase uma carga elétrica passar pelo meu corpo, sim eu, um sentimento sem muitas exigências apesar da enorme vontade de manifestar de todos os jeitos possíveis que nossa mente podia pensar. Passei meus braços sobre seus pescoço puxando ele para mais perto de mim, buscando mais aquilo que eu sabia que não se podia tocar, apenas senti-lo emanando por nós, fazendo a vontade de cada gesto aumentar. Mas a dor de quando seu rosto colou ao meu apertando meu nariz um pouco fez um maldito gemido sair sem querer e convencê-lo inutilmente a se afastar com um sorriso sem graça.

–Desculpe...-Murmurou tão baixo e tímido que quase não ouvi....Na verdade eu não ouvi, lancei minhas sobre a gola de sua blusa fazendo ele me fitar mesmo com o rosto vermelho e as mãos nervosas.

–Não me deixe....-Sussurrei desejando fortemente que atendesse o meu pedido enquanto fazia sua escolha sem tirar seu olhos dos meus, eu sei que estava sendo cruel, sua expressão quase implorando para não dizer coisas que ele ainda não podia entender demonstrou isso. Mas queria tanto tê-lo por perto que minhas atitudes já não correspondia á sensatez principalmente com a imagem dele se afastando como antes. Quando notei ele se aproximar lentamente de mim, não pude evitar de sorrir satisfeita por sua opção.

Abri meus braços com minhas mãos em seu rosto trazendo o para mim sem saber ao certo qual coração estava mais disparado, com as mãos incertas cerrei os olhos o beijando com ternura ainda que um ponto de dor viesse no final, mas não me importaria o agrado superava qualquer outra coisa vindo além. Não demorou muito para ânsia de querer mais aumentar nos fazendo aprofundar o beijo quando nossas línguas sutilmente se encontraram docilmente, eu o puxava cada vez para mais perto sem me importar com mais nada....E logo nem ele se importava mais. Senti seu corpo colar ao meu passando suas mãos por minha cintura me puxando contra si, nos separamos em busca de um ar que sempre insistia em faltar nos momentos mais críticos.

Nos entreolhamos deleitosos carentes dessas bruscas caricias, no entanto, mais ainda desse sentimento que fervia o ser humano por dentro fazendo sua existência mais agradável. Lhe sorri impaciente lançando meus lábios ao seu pescoço, sim eu queria provar novamente aquele sabor de tê-lo arfando com dificuldades sobre meus ouvidos enquanto criava coragem para responder aos desejos de me tocar o quanto eu imaginava que queria. Ainda migrando com pequenos beijos notei suas mãos tremulas me apertar sempre com muito cuidado, cheio de meiguice me obrigando a ter que ir contra ele dando lhe permissão de ir com mais fervor.

Tudo ia bem, mas seu medo o impedia de avançar qualquer tipo de sinal que tivesse, mesmo que eu já estivesse desabotoando sua blusa sem qualquer impasse passando minhas mãos pelas suas costas. Ele mesmo terminou de tirá-lo ainda inserto de tudo, me ajeitei melhor ali voltando a puxá-lo contra mim, tateando sua pele sentindo seu perfume agradável me convidando para voltar a beijá-lo com muito mais ardor que antes, deixando toda a passividade de lado, me coloquei em cima dele ainda incrédula por aquele olhar carinhoso e sem jeito pra mim. Me debrucei sobre ele beijando seus lábios com minhas mãos fomentas por cobrir o máximo de lugar que podia nele, eu queria sentir cada pedacinho que me era possível agora e a cada toque sentia minha freqüência cardíaca aumentar e aquecer meu corpo. Não cheguei a me perguntar se deveria fazer isso calmamente ou não, mas como estava vestida somente com o roupão, o tirei mesmo cheia de nervosismo ainda que não tivesse nenhuma novidade pra ele ali.

–Nada que não tenha visto antes....-Falei tão nervosa que acho que minha voz mal saiu, mas ele continuou um tanto boquiaberto comigo ali sentada sobre si sem mais nada.... Acho que acabou sendo rápido demais. Colei minha testa na dele no qual suas orbes cinzas nem se moveram de posição.-....Você está bem....?!-Perguntei sem jeito vendo ele engolir seco.

–Desculpa...-Disse com a voz falha, eu mal ouvi.

–Pelo que...-Antes que terminasse a frase senti meu corpo ser jogado do outro lado da cama e vendo ele vir pra cima de mim, na hora levei um susto fechando os olhos de uma vez quando o vi aproximar o rosto do meu.- Eu quero gravar você....Fique quieta....-Sussurrou no meu ouvido me fazendo arrepiar, ele se lançou aos meus pés o tocando suavemente como quem não pode ver e usa as mãos para sentir. Entretanto, não se limitou a pequenos toques, depois que suas mãos passeava sobre um local seus lábios eram depositados com pequenos beijos admiradores.

Eu não sabia o que pensar, não esperava por algo como aquilo, eu não esperava sentir meu corpo se derreter por toques tão singelos e ternos......Sentia um abismo no estomago sempre que lembrava que olhava atentamente pra mim como uma critico de obras de artes verificando a textura, a cada beijo uma aprovação e isso tirava todo o meu ar, eu mau conseguia respirar sentindo elas avançarem para cima. Meu medo se intensificou quando ele estava já pouco acima das pernas, fechei os olhos esperando tudo acontecer de uma vez, mas ele tinha parado. Antes que eu voltasse a abrir os olhos senti um singelo beijo sobre meus lábios com suas mãos tocando meu rosto, assim que abri um pouco surpresa vi aquele sorrisinho típico dele que não durou muito por que tornou a avançar seus lábios sobre minha bochecha direita com a mão na outra, logo migrou para meu pescoço percorrendo sem pausas. Eu ainda nervosa, não, meus nervos haviam se triplicado, antes era eu quem estava provocando os dele e de repente virei a vitima da historia.

Não era bem assim que eu esperava que as coisas acontecessem, mas quando senti sua respiração quente tocar minha pele fazendo meu corpo se estremecer, comecei a pensa que logo logo teria um enfarto nesse ritmo.

Para onde havia ido toda aquela minha coragem!? Aquela que tive ao tirar sua blusa e puxá-lo para mim?! Eu não sabia bem, mas no instante que soltei um gemido quando suas mãos simplesmente margearam meus seios suavemente, essa tal coragem já não existia mais.... Cerrei os olhos um pouco apreensiva com o rosto fervendo que tapei a boca para não exaltar como meu corpo pedia. Eu estaria mentindo se dissesse que estava ruim, na verdade aquele estranho sentimento era magicamente bom. Criei coragem para abrir os olhos vendo somente os cabelos do Oliver tocarem meu queixo enquanto estava debruçado sobre mim atento aos detalhes sutis após as mãos passearem sobre meu busto, fechei os olhos novamente, me segurando para não voltar a soltar um outro gemido vergonhoso, mas foi inútil..... Ao lançar seus lábios sobre meu seio, não suportei e em um suspiro longo o som acabou saindo deixando o francês com uma expressão curiosa e surpresa no rosto assim que o levantou. Ele tirou minha mão sobre meu rosto a segurando para não retornar e com isso tornou a acariciar meus seios com beijos dessa vez mais fomentos e invasivo....Eu não ia conseguir, mordi o canto da boca na tentativa, mas também havia sido inútil e tão pouco tinha forças para me livrar de sua mão..... E eu já não sabia se queria bem isso.

–Oliver....Esper...-Tentei dizer, entretanto, saiu muito falha... Eu estava praticamente entregues a seus mimos. E ele queria ouvir, queria notar que tudo aquele me agrava de uma maneira única, tendo a certeza de que estava fazendo certo.-O..liver me solta...-Tentei novamente pedindo ofegante puxando meu braço, só que era muito mais difícil do que se imagina, minhas pernas estavam bambas e ao invés de somente soltar ele veio ficando pareado ao meu lado bem próximo a mim me fitando intensamente.-...Você já...-Eu não sabia o que perguntar, na verdade eu não queria bem que ele tivesse parado, mas algo no olhar dele me dizia que não estava satisfeito com aquilo.

–Shh....Nesta parte só quero gravar seu rosto....-Eu não tinha raciocínio para compreender o que tinha dito, no entanto, assim que sua mão foi descendo e seu corpo quase colado ao meu tudo em mim se estremeceu observando até onde ela ia. Voltei logo meu olhar pra cima um tanto surpresa e quase impedi, mas ele já havia alcançado seu alvo.... E minha nossa, eu devia estar a um ponto de ter um troço.... E ainda não tinha entendido por que me fitava daquela maneira tão curiosa, mas se nem respirar conseguia direito o que posso dizer de desvendar a mente dele em uma hora como essa.

Senti seus dedos se remexerem atrevidos vagarosamente me torturando enquanto sentia aquela esquisita sensação de regozijo e confusão, mordi os lábios mexendo as pernas vendo o sorriso brotar no rosto do francês que parecia adorar me ver tão vulnerável e inquieta me aproximando mais de si buscando seus lábios como distração ou uma forma de não me olhar em uma expressão tão constrangedora. Eu não conseguia mais me controlar, joguei meus braços sobre seus ombros apertando assim que senti os toques se tornarem mais salientes criando um ritmo de movimentos em um vai e vem que me fazia perder a compostura.....O beijei impaciente devorando seu sorriso maldoso que brincava com meu intimo, nos dois sentidos da palavra. Segurei seu rosto com as mãos o puxando com uma força que havia surgido com uma ânsia por ele sem fim, sim, eu lembrei de onde aquela coragem tinha se iniciado.... Eu quero para mim, dizendo coisas em francês que eu não saberia o significado. Sem interromper o beijo, minhas mão alcançaram o botão de sua calça jeans azul escura, com a permissão ou não estando sentindo meu corpo delirar com suas investidas, eu queria poder gravá-lo também a minha maneira e logo percebi que não era a única animada por ali. Insiosa demais para esperar ele tirá-la corretamente, fiz exatamente como ele migrando minhas mãos por dentro de sua roupa dando-lhe um belo susto fazendo ele afastar o rosto um pouco surpreso e tirando a mão de onde estava.

–Ma...Chérie...Cal...ma...c'est...–Eu nem dei ouvidos, mas fiquei curiosa, nunca havia tocado em um homem daquela maneira, ver sua expressão se desesperar não tendo coragem de pedir para parar....Assim que movimentei minha mão vi seu rosto tomar uma cor avermelhada, agora era ele quem estava entregue a mim, engolindo seco com os olhos baixos.... O beijei novamente sugando toda indecisão que estava em volta de si, logo suas mãos tornaram a me apertar sempre com um cuidado inconsciente. Entretanto, quando fomos nos separar em busca de ar o vi me afastar um pouco tirando minhas mãos de seu brinquedo.... Ele parecia um pouco apavorado.-Não....Dá pra fazer isso assim...-Falou se levantou olhando pros lados.

–Como assim....?! Vai me deixar assim?!-Questionei lançando um olhar malicioso pra ele que ficou mais apavorando ainda.

–Kailyn...Eu não sou como aqueles garotos que carregam preservativos na carteira....Eu nunca pensei que fosse precisar...E não posso fazer isso com você....Mesmo que a lei da natureza seja essa e....-Ele dizia isso tão nervoso, que não sei como conseguia ficar em pé, mas só agora tinha caído a ficha.... O Oliver era virgem....E claro que estava um tanto mais nervoso que eu. Mesmo daquele jeito me levantei e fui até minha bolsa..... É É É, eu tinha guardado as da Julie, o que podia fazer? Não podia jogar fora na natureza....Camisinhas demoram anos pra se degradar!

Assim que entreguei a ele além do olhar espantado por eu ter, pegou sem jeito um pouco confuso começou a procurar as instruções, eu não agüentei e me joguei na cama rindo.

–Você não está ajudando!-Falou com o rosto muito vermelho se sentando....Sério, eu até que gostei disso....Engatinhei na cama indo até ele que precisou ajeitar os óculos pra enxergar direito.

–Eu vou ajudar....-Revidei dando beijos em suas costas fazendo carreirinhas até sua nuca e abraçando seu dorso por trás, lancei minha boca até sua tatuagem que me parecia tão charmosa agora deixando ele arrepiado, voltei para seus ombros e pescoço até chegar ao seu ouvido.-...Quero que seja meu ainda essa noite....-Sussurrei esperando que ele se apressasse e lhe dando mais libido. De certa forma funcionou, ele colocou os óculos sobre a mesinha me jogando o mais ansioso dos olhares, terminando de tirar a roupa de uma vez e vindo parar mim..... Analisando ele ali, Oliver não era musculoso, mas a natação havia feito bem a ele, pois tinha um corpo bem estruturado que provavelmente se espicharia mais se puxasse ao pai....Mas para mim era perfeito, com aquela expressão tímida vindo até mim. Eu já tinha perdido o medo e aquele sentimento brotando enquanto nossas bocas se colidiram fosse uma paixão misturada com ansiedade....Quantas vezes eu deveria ter dito para mim naquela noite que o queria.... E do jeito que ele me tinha eu sentia realmente como se fosse minha primeira vez novamente, mesmo que não fosse bem assim.



Cheios de lascívia nos abraçamos de forma calorosa onde nossos corpos estivesse próximos o suficiente pra ouvirmos nossos corações batendo juntos, os beijos migraram para os ombros, braços e onde mais nosso desejo nos levasse. Me deitei com os braços abertos a sua espera até ele vir sem muita demora me sorrindo envolvente com a respiração descompassada tão nervoso quanto eu.

–Enfin, vous serez à moi....-Sussurrou em meu ouvido, eu queria perguntar o que significava, só que já não me importava mais....Eu tinha adorado, e a forma como depositou vários beijos em volta do meu rosto acariciando meus cabelos eu não tinha mais responsabilidade por meus atos.

E dessa forma já almejando um pelo outro nos unimos como ele diria... Da maneira como a natureza de nossos corpos pedia para se interagir, no entanto com muito mais motivos do que somente desejos lascivos, a ponta de preocupação em seus olhos junto aos beijos delicados lançados a mim quando iniciou demonstrou isso.... Acho que ele tinha realmente muito medo de me machucar e acho que foi o que mais fez tudo aquilo se tornar especial.

Quando o ritmo se inicio sentimos aquela satisfação misturada com prazer nos envolver, um sorriso surpreso e curioso se formava em seu rosto conforme aumentava a velocidade.... Na verdade eu nem sei como percebi isso, por que mal conseguia conter os sons saindo da minha boca.

–Animalia, chordata, Mammalia, Carnívora, Canidae, Alopex lagopus!-Começou a murmurar próximo ao clímax, eu nem tinha forças pra perguntar o que diabos era aquilo, mas quis muito gritar pra continuar sem falar coisas estranhas.... Apertei suas costas quando senti aquela imensurável onda de deleite me invadir ofegante.... Então.... Era disso que minhas amigas estavam falando!?

Ele se jogou pro lado assim que chegou também respirando ofegante e inquieto, eu ainda estava com o corpo todo arrepiado quando ele pulou da cama vestindo a parte de baixo me olhando animado.

–Onde você vai?!-Perguntei engolindo seco e cobrindo meu corpo com o cobertor ele me olhou sorrindo muito largo.

–É isso ma chérie!! Ai está a verdade sobre nossa evolução! O sexo é magnífico! Preciso discutir isso com o senhor Robert! Eu tenho uma nova teoria sobre comportamentos.....-Ohhh meu Deus, diga algo Kailyn ou ele vai espalhar a nível científico que dormiu com você pra todo mundo.

–Você....Criou uma teoria sobre o que fizemos agora?!-Questionei ainda incrédula, e ele fez que sim.

–Pense só o seguinte....-Coloquei a mão na frente me sentando.

–Não quero ouvir!-Falei zangada, como ele podia pensar em uma coisa dessas!?!!?-Primeiro você não vai contar a ninguém sobre isso, segundo... Eu não acredito que dormir com você pra ouvir isso!-Ele veio até mim com aquele olhar de sabichão que eu odiava.

–Acho que você dormiu comigo por outros motivos... Posso te fazer lembrar quais!?-Mirei ele seca fazendo que não.

–Eu odeio você....-Ele gargalhou deitando ao meu lado.

–É eu percebi....-Me puxou me fazendo debruçar sobre ele, droga, eu já nem conseguia contestar mais.-...Então....-Mirei ele curiosa quando girou o rosto.-...Não foi tão ruim quanto com o ‘acéfalo’, não é....?!-Eu precisei soltar um risinho envergonhada.

–Oliver!-Afundei meu rosto em seu dorso.

–Devo levar isso como um sim....?!-Abracei ele sem dizer nada, acho que ele se contentou com isso por que logo se ajeitou tirando o aparelho e se cobrindo junto comigo.-... Votre frère va me tuer ...–Sussurrou antes de cair no sono, amanhã vou fazer algumas perguntinhas.

Sabe, acho que subestimei esse sentimento que estava sentindo....Por alguma razão, ele parecia cresce cada dia mais junto a minha confiança nele.



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Notas finais
*Figura: Mais ou menos o corpo do Oliver, ele seria um pouco mais pálido q isso e não tão lisinho xDPerceberam que a linguagem q a Kailyn usa é diferenta da Eloise?! Pq isso?! Por que a Eloise é pervertida assumida e Kailyn é mais romantica, por isso eu não coloquei tanto desejo sexual esplicito assim, pq na mente dela não funciona como a Eloise que vê as costas do capitão e já tem um troço rsrsrsrs xDUhuuu!! Surpresinha.... Vou escrever 4 Especiais pra vocÊs! Um deles vocÊs vão ganhar daqui uns dois capitulos depois... Que é o ESPECIAL DICK TAYLOR! Ele vai narrar, o que tem de bom nele...Vocês vão ver!Os outros 3 especiais será no fim desta fic! Chamado ESPECIAL INNER BEAUTY: MICHAEL! Quem é Michael?! Aposto que a maioria já sacou de quem se trata! rsrsrsrsrsAmores do meu coração, perdoem essa escritora pela demora, eu gosto tanto de escrever quanto vocês de ler, mas infelizmente não tenho tanto apoio e tempo assim, se pudesse vivia disso, mas não posso D:Aquelas que esperam see me, aguarde em três dias +ou - está saindo! E logo darei posto nesse aki!Foi meloso né?! No proximo eu faço os agradecimentos as recomendações! *.*