Inner Beauty 2
46 Bem proximos!
Notas iniciais
Um agradecimento especial a lowinni, Karoline Santos, Rika x, Micca, Miwa_Mazur, joelise Horan e Mia Evans, agradeço vocês pela recomendação! Isso me deixa mais do que contente!
E claro a todos pelos reviews! Como nesse cap não vai ter imagem, vou der um preview para vocês! *.*
Boa leitura e desculpem os erros!
Capitulo 46
Bem proximos
Acordei sentindo um vento frio no rosto, cocei os olhos puxando a coberta para me cobrir melhor, mas assim que apalpei a cama procurando alguém que devia estar e não estava precisei by Browse to Save\">abrir os olhos e ter certeza que ele não estava ali. Me peguei me perguntando mentalmente se o que tinha acontecido seria o que minha tia chamava de ‘sonhos pervertidos’, no entanto, aquele roupão jogado no chão junto aos papeis cheios de sangue do meu nariz e a ausência de qualquer roupa me respondia que não.... Eu não pude evitar de soltar um risinho envergonhado ao lembrar, mas cadê o Oliver?
Ainda coberta procurei com os olhos o francês, a porta da varanda estava aberta da onde vinha o vento, então deduzi que ele estivesse lá. Levantei da cama um pouco sonolenta e obtive a certeza disso... Lá estava ele debruçado em uma mesa cochilando com a caneta na mão e debaixo de um papel, não é possível que ele tinha saído da cama pra poder colocar no papel a maldita teoria que tinha pensado sobre a noite anterior, tentei puxar sem acordá-lo e ler afinal o que era aquilo..... “Père bien-aimé, je ne sais pas si....”Eu não conseguia ler, seu braço estava em cima e ESTAVA EM FRANCÊS!!! Por que não escolhi francês no ensino médio ao invés de espanhol!!!! De qualquer forma tentei puxar mais um pouco, mas ele acabou acordando.
–Sabia que um dos critérios depois de dormir com by Browse to Save\">uma garota é permanecer na cama até que ela acorde!-Ele coçou os olhos sorrindo de lado.
–Eu vou me lembrar....-Ele bocejou se espreguiçando, havia dito isso um tanto aéreo e só quando jogou seu olhos sobre mim pela segunda vez é que veio se dar conta da situação lançando um sorriso mais verdadeiro e travesso para mim.-....Interessante esse critério em que você fica sem nada por um período indeterminado.-Eu precisei rir me cobrindo melhor com a coberta.
–Esse critério só é ativado quando está acompanhado de um café da manhã!-Ele voltou a rir franzindo o cenho e se levantando.
–Preciso ler esse manual, é mais complicado do que pensei! Já são sete horas?
–Não sei, por quê?-Ele foi em direção a mala pegando escolhendo uma roupa.
–Por que o café é liberado as sete e encerrado as nove!-Assim que ele disse peguei meu celular vendo o horário, ainda estava cedo, era seis e quarenta.... Felizmente dava tempo de tomar um banho.
Depois de um longo banho quente, escovar os cabelos calmamente desembarcando e vestir uma roupa mais aconchegante.... Eu me sentia mais livre, espreguicei me olhando no espelho e passando um leve batom para dar cor nos lábios. Será que era constrangedor dizer que eu estava muito contente, como quem tinha superado uma fobia ou coisa assim?
–Estou pronta!-Falei vendo ele passar as mãos no cabelo e já dar como pronto, apesar de ser gênio ele não era enjoado como meu irmão que não saia se não estivesse bem limpinho e arrumadinho como ele planejava.... Oliver não parecia ser muito vaidoso, mas também não era desleixado, na verdade acho que ele era mais asseado do que eu.... O que é vergonhoso dizer. Estava vestindo a mesma calça jeans escura com uma blusa preta de manga longa com detalhes no ombro.-Que foi?
–Você demorou! Vamos, se não perdemos de vez o café!-Ele veio até mim puxando minha mão cheio de pressa.
–Relaxa, ainda é sete e meia!-Revidei pegando no braço dele direito.
–Vamos ficar com sobras é isso que quer?!
No fim eu estava certa, era exagero dele não estávamos tão atrasados assim, os alunos que tinham vindo conosco ainda estavam chegando assim como nós. Logo avistamos o professor Robert acenando para gente em volta de vários garoto com câmeras nas mãos.
–Ma chérie, pegue um acento que eu levo nosso café!-Disse ele apontando para uma das mesas não muito distantes do professor.
–Bom dia professor Robert!-O cumprimentei educadamente e ele sorriu de forma simpática.
–Bom dia senhorita, está muito bonita está manhã!-Acenei agradecendo achando o elogio estranho, assim que passei as mãos no rosto tomei conta que havia esquecido de colocar óculos, fazer as pintinhas e vestir uma roupa bem rústica. E analisando melhor percebi que os outros também me miravam um tanto curiosos, de repente a ruiva gordinha de óculos cheia de sardas que estava com o gênio prepotente estava mais agradável visualmente?! Sinceramente eu preferia antes, aos menos os sorrisos eram mais honestos.
–Toma... Cuidado está quente!-O francês se sentou próximo a mim me despertando do devaneio.- Que foi?-Questionou quando notou meu sorriso forçado.
–Nada, estava pensando só isso!-Como se eu conseguisse mentir para ele, me devolveu um olhar desconfiado, porém não insistiu, não era lugar para conversas desse tipo.
–Sei... Vamos comer, depois dar um passeio pela cidade! O que acha?-Perguntou e fiz que sim.
Eu sei.... Tolice, mas eu estava com medo, do que? Minha mãe sempre me dizia que se damos aos homens o que querem rápido demais logo eles trocam de brinquedo e eles nos descartam, a procura de outro brinquedo. Não via Oliver com esses olhos de quem você me descartar e talvez por não entende-lo muito bem que estava com medo do que aconteceria a seguir. Fiquei com aquela pergunta miserável na cabeça em relação a ele “até quando essa gentileza dele iria?”
Quando voltamos e Andrew me passou toda matéria perdida, todo trabalho que tinha que fazer e aquele tanto de apostila pra ler... Confesso que morri de preguiça, sem nem ter começado. Seria uma semana mais lona do que eu imaginaria. Enquanto isso o quarto do Oliver estava parecendo que tinha passado um furacão e deixados os papeis espalhados por toda parte, ele andava de um lado pro outro lendo alguma coisa, escrevendo outra, grampeado ali, anexando outras pra lá.... Pelo visto eu não era a única com trabalho atrasado.
–Nossa.... Pra que tudo isso?-O francês não me respondeu, na verdade nem olhou direito para mim.
–Ta vendo aqueles papeis grampeados perto do Kenshin?!- Olhei pro peixe vendo uma montanha de papeis grampeados um em cima do outro.
–Sim....?!-Respondi incerta.
–São os projetos que eu já corrigi, devolva eles e....-Ele veio pra perto de mim entregando uma pasta preta e um bloco de notas todo escrito.-...A pasta vai pro diretor e o bloco pro Zack! Quando terminar volta que precisa entregar os que eu for terminando!
E ele não estava brincando, ficou nesse pique de trabalho praticamente uma semana inteira, ele não ia na cantina comer e ao invés disso Zack levava besteiras pra ele comer como cheetos, doces industrializados, comidas rápidas, bebidas energéticas e café, de meia e meia hora ele tomava uma xícara cheia de café e aquilo foi me dando uma preocupação imensa....Eu já pressentia que isso não ia dar certo. Tentei por algumas vezes conversar com ele, mas depois da segunda vez ele deixou de usar o aparelho o que me deixou com muita raiva. E minha raiva só aumentava quando chegava a noite e ele tombava na cama e dormia como uma pedra. Ora, eu sou um ser humano, sinto necessidades e carência!
Mas naquela noite senti um empurrão no braço que me fez acordar, os passos apressados e a porta do banheiro batendo com força me fez sentar na cama e tentar entender o que estava acontecendo.
–Oliver?!-Chamei ele sonolenta, no entanto ao invés de uma resposta ouvir ele tossir com forte e logo depois vomitar com pausas curtas pra respirar. Levantei indo até a porta que estava somente fechada, depois de bater duas vezes simplesmente abri.
Ahhh deu pena, ele estava sentado no chão debruçado sobre a privada com uma cor mais pálida que a normal, sua expressão nada agradável com os olhos apertados pensei que perguntar algo como “você está bem?” seria até cruel. Voltei pro quarto pegando o aparelho dele e colocando em seu ouvido, não demorou muito para voltar a regurgitar de novo.
–Melhor você ir para enfermaria?!-Disse a ele quando parou alguns segundos sem fazer vomito.
–Essa hora está fechado, eu vou fica bem... É só um mal estar!
No fim eu não precisei ter uma conversa com ele para sossegar um pouco, pelo jeito seu próprio corpo precisava desesperadamente parar. Me aproximei tocando o pescoço dele e percebi que a situação era mais complicada do que eu esperava. Ele estava queimando em febre.
–Minha nossa, você está com febre! Tem algum remédio aqui?!-Ele ia responder, mas não conseguiu direito e voltou a vomitar.
–No...Argh... Armário, dentro de uma caixinha roxa.-Revidou respirando fundo, fui até o armário dele e procurei pelos remédios, no entanto, acabei foi encontrando outro problema.... Estava tudo vencido, quando foi a ultima vez que Oliver usou essas coisas?! E agora, o que eu faço?
Uma coisa ele tinha razão, a enfermaria da faculdade fechava a meia noite e só fazia plantão nos finais de semana e infelizmente já era umas três e meia da madrugada.
O jeito era ir à cidade comprar, não podia deixar ele assim.
Vesti qualquer roupa ali que não fosse pijama, peguei as chaves do carro e sai as pressas para procurar uma farmácia que ficasse aberta 24 horas. Eu rodei a cidade toda até finalmente encontrar uma que estivesse aberta, com o pouco dinheiro que consegui trazer precisava comprar somente o que parecesse necessário... Um remédio para a febre e outro para mal esta. Pela manhã eu iria na enfermaria e conseguiria mais medicamentos para ele.
Olhei no relógio e já estava próximo das cinco da manhã, eu tinha levado quase uma hora nessa pequena busca que me preocupei seriamente em como encontraria o francês quando chegasse... Mas lá estava ele cochilando escorado na parede do banheiro e frente à privada. Pobrezinho do meu francês.
–Voltei... Acho melhor você tomar um banho, vai ajudar um pouco....-Falei entregando os remédios para ele, acabei notando que ficar de pé por menor tempo que fosse já era um sacrifício para ele, seu corpo estava fraco e logo a tontura voltava. Com certeza não era só um mal estar.-.... Eu vou te ajudar, entre na banheira.- Peguei toalha, roupa limpa e bem quentinha, tomando banho na banheira sentado pelo menos não o cansaria, mas assim que apontei na porta não pude evitar de soltar um risinho, ele parecia uma criança com preguiça de tomar banho.-...Estou entrando! –Disse pegando as roupas dele do chão e colocando no cesto.-....Quer que eu te ajude?!
–Eu não estou tão ruim ao ponto de não conseguir me ensaboar sentado sozinho.... Ou será que está se aproveitando disso pra me ver sem roupa?!-Eu acabei rindo apesar de não ser o melhor momento.
–Não é hora para fazer piadas...-Eu tentei dizer isso séria, porém assim que me aproximei eu cai na gargalhada.-...Ahh isso tudo é medo?! Até parece que eu nunca vi você despido!-A coisa estava tomando banho de cueca pra variar.
–Que isso ma chérie, estou te fazendo um fazendo um favor! É só para você não passar vontade...-Eu gargalhei mais ainda, pelo menos ele não perdeu o senso de humor.
–Se você tivesse parado uma vez que fosse pra me ouvir, não estaria assim....Só que ao invés disso ficou preso nesse quarto, não comeu direito....Não se cuidou direito e aí está.-Ele suspirou pesado.
–Eu pensei que se desse tudo de mim terminaria tudo mais rápido e aproveitaria melhor o tempo depois.... As coisas estão ficando complicadas e...-Ele colocou a mão na cabeça um pouco zonzo não terminando a frase, só que eu não estava me importando com aquilo. Ajudei ele a se levantar e enxugar na toalha, ele estava muito mal apesar de dar uma de quem podia se virar sozinho. Nesse meio tempo que ele se vestia troquei os lençóis e peguei uma coberta mais quente, talvez aliviasse um pouco sei lá, minha mãe fazia isso comigo quando ficava doente.
Ao invés de deitar, me sentei escorada a cabeceira da cama tocando seu rosto esperando a febre baixar, porém no fim acabei caindo no sono. Nem eu e muito menos ele conseguiu dormir direito, eu acabei acordando com ele de manhã correndo para o banheiro enjoado e jogando o remédio privada a baixo.... Nesse ritmo ele teria que ser internado, mas eu ia cuidar dele para evitar isso. Levantei ouvindo as batidas na porta ainda cedo, eu ia ver primeiro como estava o Oliver, mas fui logo dispensar quem quer que fosse.
–Kailyn?! Está fazendo o que no quarto do Oliver essa hora da manhã?-Cocei os olhos desinteressada enquanto ele me lançava um olhar um tanto surpreso e incrédulo.
–Ele está doente....-Mirei ele uma segunda vez pensando rápido, eu tinha que pegar remédios na enfermaria e comprar comida, no entanto, eu não queria deixar ele sozinho naquele estado.-....Pensando bem, ainda bem que veio aqui essa hora, preciso que vá na enfermaria pegar alguns remédios pra mim e comprar nosso café!-Ele sorriu de lado girando os olhos desconfiado.
–Hein?! Ahh, doente, não é?! Infelizmente eu tenho coisas para fazer, sabe!? Então não vai dar!-Não tinha tempo para ficar implorando, vamos ao método Dick Taylor.
–Se não me ajudar digo ao Oliver que chamou ele de pirralho prepotente e tentou dar em cima de mim!-Ele me fitou assustado engolindo seco.
–Digo a ele que é mentira!-Dessa até eu tive vontade de rir.
–Ahh tá e você acha realmente que ele vai acreditar mais em você do que em mim?!
–Isso se chama chantagem, sabia?! Por que você mesma não vai?!-Peguei uma liguinha amarrando o cabelo esfregando os olhos mais uma vez.
–Posso até ir, mas você vai ter que cuidar do Oliver e ajudar ele a tomar banho!-No mesmo instante que disse isso deu para ouvir o meu francês doente tossir e terminar de jogar o remédio fora, fitei ele novamente que pelo visto já tinha se decidido.
–Anota em um papelzinho pra mim, pode ser?!-Eu sorri concordando e escrevendo em um papel qualquer que tinha achado.-Boa sorte!-Disse ele sendo um tanto irônico.
E lá fui eu ajudar o gênio, ele saiu do banheiro já muito zonzo e indo para cama o pobrezinho estava com uma cara péssima e a febre não estava dando trégua, achei melhor alimentar ele antes de dar algum remédio.
O problema era que nada parava em seu estomago, assim que dei a comida e o remédio não demorou muito e correu para o banheiro, ele estava fraco por isso achei que a melhor coisa a se fazer no momento era leva-lo na enfermaria.... O que sinceramente foi uma completa perda de tempo.
–Pneumonia! -Disse um dos estagiários.
–Infecção bacteriana!-Revidou a outra estagiaria.... Acreditem ou não discutir sobre o que Oliver tinha eram as únicas coisas que fizeram desde uma hora a que cheguei com ele.
–Pneumonia! Ele está com febre alta, tossindo, mal-estar e fraqueza! É a prova do crime!-Replicou o garoto.
–Acontece que ele está tonto e vomitando e isso é sintoma de infecção bacteriana!-Retrucou a menina, eu já tinha perdido a paciência.
–Chega! Não sei se perceberam, mas ficar falando sobre isso não está ajudando ele a se curar!-A estagiaria me olhou com desdém.
–Não podemos medicar ele sem saber o que ele tem!-Ahh santa paciência!
–Eu vou lhe dizer o que ele tem, comeu besteiras a semana inteira e não parou ou descansou apropriadamente isso fez com que o imunológico dele abaixasse de maneira rápida dando oportunidade para desenvolver uma virose! Como o estomago dele está fragilizado não consegue comer qualquer coisa ou beber água normalmente o que o deixa fraco e a falta de nutrientes faz ele sentir o mal-estar! É simplesmente isso!-Eles se olharam pensativos, calma Kailyn, muita calma.
–Com o imunológico baixo, pode ser que ela tenha razão! O que conclui que eu estou certo, por que é um vírus e pneumonia também é! Vou chamar a doutora e dizer que solucionei o caso!-Eu não acredito... Eles tão pensando que isso aqui é o que ‘Dr. House’?
–Como assim você está certo!? Até onde eu sei ele ainda sim pode estar com infecção bacteriana o que também pode ter causado a virose! Por isso eu estava certa! Eu mereço o credito e a carta de recomendação!-Ahh isso já é demais.
–Chega! Vem Oliver, vamos sair daqui! Isso aqui mais parece um hospício do que uma enfermaria!-Ele segurou meu braço e juntos saímos de perto daqueles cães que nem nos viram saindo.... Cada uma que sou obrigada a passar.
Quando ele voltou a se deitar respirei fundo, as respostas que eu precisava para cuidar dele estava no meu passado, afinal quantas vezes na vida eu já não fiquei doente?! Às vezes pior do que assim?! Estão certo, mamãe era quem mimava a gente sempre nos aquecendo e dando de comer, enquanto papai dava os remédios e comprava o necessário.
Ele sempre dizia que a melhor comida para se dar a uma pessoa doente era aquela que o homem não produzia, ou seja frutas! Talvez uma maça ou pera ele conseguiria comer!
No outro dia bem cedinho, deixei ele bem arrumadinho na cama com um copo de água do lado, liguei para minha mãe pedindo para ela me dizer algumas receitas desses alimentos que podemos comer enquanto estamos doentes e um pouco mais de instruções, depois disso fui para supermercado perto da faculdade comprar o que faltava.
Enquanto passeava com o carrinho eu estranhamente me senti bem, eu estava almejando por passar um tempo com ele e agora ele não podia ficar muito tempo sem mim. Eu não sei, acho que estava contente com o fato de eu poder retribuir quando ele cuidou de mim na viagem e em todo esse tempo que estou perto dele.... E lembrando daquela viagem enquanto a moça do caixa passava minhas compras lembrei de algo que faltava, mas que seria para ajudar em outra ocasião, com o rosto mais do que vermelho peguei colocando no balcão para ela passar e claro que me encarou no mesmo instante, só que virei o rosto fingindo que nem era meu.
Era umas sete horas da manhã já, ele nem se quer tinha se movido da cama e me lançou um olhar tão cansado que deu até pena.
–Não se preocupe, comprei tudo que é preciso para curar essa virose! Primeiro, você tem que comer algo!-Falei para o francês que tentou sentar na cama quando coloquei as sacolas em cima da mesa. Peguei algumas maçãs e fui lavar elas colocando dentro de uma vasilha.
–....Ohh Kailyn...-Me chamou e assim que terminei voltei par ver o que queria e grande droga, ele estava fuçando nas sacolas e tinha encontrado que sinceramente eu não queria mostrar no momento.-....Eu acho sexo não cura gripe....-Maldito, ainda tinha animo pra me infernizar pelo visto.
–Vai á merda! Eu comprei pra.... Emergência!-Tomei da mão dei e ele me lançou um olhar perplexo.
–Emergência?! Que tipo?! Eu estar prestes a morrer e você dar uma ultima rapidinha?!-Apesar de ser uma mentalidade suja eu não pude evitar de rir junto com ele.
–Não ora....Vai que.... Pode se usar como....Reservatório....-Okay, eu já estava dizendo coisa com coisa, só para não admitir o que eu queria realmente com aquele preservativo.
–Reservatório...?! Eu quero morrer antes de passar por uma emergência dessas....-Falou um pouco enojado e eu gargalhei de novo.
–Esquece isso, aqui... Coma aos poucos!-Cortei a maçã entregando para ele que mesmo sendo de forma devagar acabou comendo duas o que me deixou contente. Depois dei o remédio a ele e logo deitou novamente....Mas não antes de entregar uma lista de como alimentar seus bichinhos.
O kenshin foi fácil....Mas ver Chaplin e o Napoleon comendo não era nada bonito, pelo menos eles ficaram presos no espaço deles. Aproveitei o tempo em que ele tirou um cochilo para dar uma geral no banheiro e no quarto que estava só o lenço de papel e bastante abafado. Quando terminei meu celular tocou.
–Oi mamãe!-Atendi vendo seu nome no visor do celular.
–Olá querida e então como ele está?!– Perguntou ela do outro lado, sentei na cama tocando seu rosto de leve.
–Ele comeu, tomou o remédio e parou com os enjoos.... Mas ainda está um pouco com febre!-Revidei vendo ele se cobrir mais.
–Bom se comeu sem vomitar já é um avanço... De noite é muito comum a febre aumentar ou persistir, neste caso tente convencê-lo a tomar um banho morno! Vai ajudar a baixar um pouco! E faz ele tomar muito liquido!!!
–Ta bom! Eu vou tomar banho agora e esperar ele acordar para fazê-lo comer e tomar o banho dele!-Disse a ela.
–Tudo bem, de qualquer jeito no próximo final de semana quero vocês dois aqui e explicar sobre essa viajem que se quer pediu para nós!–Ou seja, quero ‘você aqui para lhe dar uma bronca daquelas grandes!’
–Tá mãe, vamos dar um jeito de ir!-Me despedi dela e desliguei.
Fiquei arrumando a cama enquanto ele tomava o banho dele na maior lenteza do mundo, eu confesso que estava com sono, foi um dia exaustivo e tombaria na cama agora se pudesse. Mas eu agüentaria até ele se deitar e dormir.
–Se sente melhor?!-Perguntei vendo ele sair abotoando o pijama.
–To sim, não to mais com mal-estar!-Revidou vindo pra perto de mim com uma cara meio sem graça.- Acho que depois desses dias você merece remuneração como monitora....-Eu soltei um sorriso singelo de lado enquanto ele se deitou na cama se cobrindo e eu somente o observava.
–Eu não faria nada disso como monitora....-Ele tossiu um pouco sorrindo também.
–Ah.. Não?! Fez como o que então?-Perguntou curtindo, precisei esconder o rosto abaixando a cabeça e deixando os cabelos o tampar.
–Como..Sua... Namorada...-Acho que disse isso tão baixinho e com tanta vergonha que nem tinha idéia se tinha ouvido ou não, eu não tinha coragem de olhar pra ele no momento.
–Tsk....As vezes eu acho que tudo que ronda você é vantagem...-Disse ele também em um tom baixo, olhei para ele curiosa e meu rosto não era o único vermelho.
–Azarenta do jeito que eu sou?-Ele alargou o sorriso.
–Seu azar é minha sorte!-Dei um leve tapa no ombro dele rindo.
–Cretino, quando eu ficar doente vai ter que cuidar de mim também!
–Claro e ainda compro vários dos seus utensílios de emergência!-Ele sorriu malicioso erguendo as sobrancelhas.
–Como é que mesmo doente você ainda consegue ficar pensando em bobeiras?!
–Eu é que te pergunto em como é que vai no supermercado comprar frutas para um doente e me aparece com camisinha!-Esse era o grande problema dos gênios.....Os infelizes tinham respostas para tudo e eu não conseguia seguir.
–Eu já disse por acaso que te odeio hoje?!-Ele sorriu negando e se ajeitando na cama.
Acho que entendi finalmente o que ele tanto queria dizer com ‘seu azar é minha sorte’, todas as vezes que as coisas davam erradas de alguma forma para a gente ao invés de nos distanciar isso nos aproximava. E o fato dele estar doente não era diferente, deitada ao seu lado percebi que ele estar assim só fez com que fiquemos mais próximos um do outro.
Depois de uns dois dias lá estava ele de roupão acabando de chegar da piscina, completamente sadio e eu?! Cansada! Só que muito contente sentindo que as coisas de agora pra frente iriam ser melhores..... Namorados uh?! Isso me pareceu muito legal.
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Preview 47
–Hey Kailyn quer fazer sexo?!-Mirei ele incrédula e assustada sentando na cama, isso foi....Espontâneo e desnecessário.
–Não poderia ser mais romântico?-Pedi vendo ele lançar um olhar confuso.
–Quer fazer sexo a luz de velas?-Eu não sabia se eu ria ou ficava brava, por via das duvidas segurei os dois.
–Vai pro inferno Oliver!-Ele gargalhou girando a cadeira e me olhando.
–Eu já mencionei que é na banheira....-Quando imaginei isso me pareceu bem agradável...Droga...
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–Vai criar uma idéia toda vez que ter relações comigo agora?-Ele me olhou sorrindo.
–Pense no lado bom!?-Franzi o cenho procurando o lado bom.
–Qual?-O francês se aproximou animado.
–Mais três relações e eu já garanto meu doutorado!-Ohhh meu Deus, onde eu fui me meter?!
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–Não acreditamos muito que você realmente terminou com o Mike e já está namorando de novo! Quantos anos ele tem?-Apesar gostar muito do Oliver, fiquei sem jeito perto da minha melhor amiga do colegial, afinal não era como se eles fossem se conhecer.
–Dezessete! Fez aniversário alias a pouco tempo!-Ela lançou um sorriso para mim animada.
–O George meu namorado tem vinte e quatro, é acadêmico em advocacia!-Eu acenei fingindo achar legal.-Hey! Tive uma idéia! Essa semana vamos fazer um encontro de casais, eu me comprometo em chamar as meninas! Se esse namorado existir mesmo....-Okay eu havia me enrascado novamente, eu não sei se contava a verdade ou pedia para o Oliver mentir.... Realmente eu sou a rainha do azar.
Notas finais
O proximo cap é um dos meus prediletos eu espero que gostem também! *.*
Sobre os especiais, eu já praticamente terminei o do Michael! E particularmente adorei escrever ele, acho que vão gostar!
O do Dick está vindo, depois do prox cap ele ja sai! =D
Até + amores!
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