Inner Beauty 2

43 Paradise Part II


Notas iniciais
olá meus amores! Ahh confessem que nao demorou tanto assim!
Um agradecimento especial a Shadow Girl e Caroline Benezoli pelas recomendações! E a todos pelos reviews! *.*
Não, não, nesse ainda não tem hentai! xD
Boa leitura e desculpem os erros!

Capitulo 43

Paradise

Part II



Acredito que peguei leve quando disse que era no meio do nada, o lugar era no meio do nada isolado pela mata sem qualquer contato com vida inteligente, existia um pequeno córrego há uns vinte metros de distancia. O galpão era enorme, parecia um ginásio de escola vazio e sem arquibancadas, nem piso tinha, era terra pura cheia de pedra, deviam mesmo vir muitos pesquisadores aqui.



Mas não havia mercado, banheiro, cozinha, rádio ou qualquer resquício de uma sociedade.... Sinceramente até comunicação com ela estava limitada.



–Kailyn vem pra cá!-Oliver me chamou enquanto tinha meu momento perplexa ainda na entrada no galpão, o francês tinha corrido lá pro final do galpão bem no meio, o que não era surpreendente já que todo mundo colocou dos lados e poucos ficaram perto da gente.


–É como ter se alistado pro exército em um teste de sobrevivência...-Murmurei chegando perto dele que sorriu.

–Vai perceber que isso aqui é melhor do que imagina e aposto como vai até preferir ficar!-Ah isso eu duvido muito, sem shopping e água quente?

–Francês eu estou confiando em você!-Ele lançou um sorriso carinho, eu já tinha percebido que adorava quando eu o chamava de ‘francês’.

–Eu seria capaz de jogar um vírus letal na corrente do rio antes de fazer algum mal a você....-Own que assustador, mas ao mesmo tempo muito fofo.

–Mesmo sabendo que tem uma ponta de magoa por mim, permita-me responder em gestos a minha gratidão...-Me aproximei depositando um beijo em seus lábios enquanto passava as mãos pela minha cintura.

–Uuhhhh.....Sabia que formam até um casalzinho bonitinho?! Estranho, mas bonitinho!-Ouvi uma vozinha atrás de nós soando, o que essa praga queria.

–Trouxe mesmo um vírus letal?-Perguntei sussurrando para ele que riu.

–Vai procurar o que fazer Julie!-Oliver disse indo até uma bolsa grande que eu não sabia o que era...Na verdade ele tinha trazido muita coisa.

–Calma, não se preocupem eu não vim provocar, estou aqui como amiga!-AHHA até parece.-...Até por que eu não quero ser encontrada morta no meio do mato com um veneno indetectável-Sorri pra ela.

–E o que você quer?-Perguntei tomando a frente já que o Oliver nem dava moral, ele tirou uma tralha verde da mala cheio de ferros ou sei lá o que era aquilo.

–Só vim perguntar se vão se juntar na refeição conosco, por que pretendemos revezar na limpeza!

–Não!-Disse o francês sem tirar a atenção do que estava fazendo.- Trouxemos nossa própria refeição e utensílios!-Ela fez que sim.

–Eu imaginei...Kailyn querida tiramos a sorte e o acordo ficou dos rapazes tomar banho as seis e nós menininhas as sete! Já que vamos ter que reversar por conta do rio!- Ela ia saindo quando se virou um pouco sem graça.-...Só mais uma coisa, tenta não ficar muito perto das outras, elas não aprovam muito sua vinda.-Eu sorri fazendo que sim, é claro que já suspeitava.

–Eu já imaginava...-Por que ela me diria isso? Estava me ajudando? Não...Tinha algo á mais e eu já sabia o que era atrás daquele sorriso falso.-...Não adianta, não deixo você chegar perto dele!-Falei de uma vez e ela riu.

–Que isso?! Não pode só me apresentar ele?-Voltei para perto do Oliver que me fitou.

–Trouxe MESMO um vírus letal?-Ele fez que sim sorrindo e a coisa tratou de sair de perto.- Dá para acreditar que ela está interessada no Dick?! Meu pequeno Dick?

–Não se preocupe, não acho que a Julie faça o tipo do seu irmão!-Hein?!

–E o que você sabe sobre o tipo do seu meu irmão?!-Bateu alguma coisa sobre o chão fazendo esticar um pano ou sei lá.

–Nós conversamos bastante, eu acho que o estilo dele não tem muito haver com ela....Pode segurar aqui para mim?-Eu segurei no lugar que ele mandou e foi pro outro lado e de repente empurrou de uma vez e eu só então vi aquela barraca enorme se formando.

–Uau! É bem grande mesmo, cabe mais do que seis pessoas!-Ele me sorriu afirmando, a barraca tinha uma cor verde opaco com branco e não era oval como a maioria tinha um formato diferente com uma pequena tela em um dos lados.

–Acho que sim, sempre foi só eu, mas cabe nossas malas e isso é o que interessa!-Revidou continuando montando algumas coisas deixando mais bonitinha ainda.-Ma chérie pega aquela mala ali pra mim?-Ele apontou para uma mala preta, que estava um pouco pesada.

–O que tem aqui?

–Nosso colchão, tem uma bombinha junto, pode começar a encher para mim?!-Depois do ‘nosso’, eu construiria uma casa se me pedisse.



Tenho que admitir, olhar tudo aquilo pronto mesmo que tenha demorado quase uma hora foi reconfortante. Acho que caberia mais um colchão de solteiro no espaço que sobrou, se bem que o tanto de malas que ele trouxe tomou muito.



–Pra que tanta coisa?-Perguntei entrando lá dentro enquanto ele colocava fronha no colchão.



–Cada uma sobrepõe uma necessidade, geralmente não se pode levar tantas coisas, mas como estou levando por nós dois é justificável.

–Se você diz...-Ele foi até um delas tirando duas garravas de um litro e em entregando.

–Toma, vá até o rio e encha para gente!-O rio?

–E é potável?

–Nessa parte sim, até por que é corrente, não se preocupe!-Eu fiz que sim seguindo caminho. Olha tinha algo naquele lugar muito agradável....O ar, respirar ali não era como na cidade, parecia mais suave e observando os lados a paisagem era linda.

–E ai eu disse á ele que não podia....-Ouvi uma voz atrás de mim e assim que olhei vi duas meninas se aproximando.-... Oh...Olá!-Disse uma delas se abaixando do meu lado, sorri acenando.

–Seu nome é Kailyn não é?!-Perguntou a outra e eu fiz que sim.

–A Julie te avisou sobre os horários de banho?-Eu fiz que sim novamente, não queria falar com elas.

–Pois é, mudamos viu?! Nós vamos as 17:30 e os garotos as 19:00!-É o que?

–Julie me disse que era o contrário?!-Elas negaram na mesma hora.

–Mudamos! Pulamos pra cinco e meia por que o motivo de não ficarmos antes era que demorávamos, mas as sete já vai estar escuro e nenhuma de nós quer tomar banho no escuro, dai o professor combinou conosco, por que assim ele segura mais os garotos pra não espiar a gente enquanto ainda está claro!-Fazia um pouco de sentido, afinal fica mais fácil juntar eles antes, mas por algum motivo me pareceu suspeito.

–As cinco e meia então?-Elas fizeram que sim e saíram, eu também não queria banhar no escuro mesmo.



Separei minhas coisas como toalha, sabonete e roupa limpa, ia avisar o Oliver, no entanto, ele estava entretido com o senhor Robert com o que ele chamava de ‘fogão a lenha’ que na verdade era um monte de tijolos colados em um circulo....Onde eu fui me meter...Mas se ele achava que conseguia cozinhar alguma coisa naquilo por mim tudo bem.



As meninas ainda não haviam chegado na parte onde eles disseram que íamos tomar banho, não parecia muito fundo e estava cheio de pedras, inclusive uma grande que usei para colocar o sabão em cima. Tirei a roupa deixando em um canto junto com a toalha e caramba a água estava fria! Só que andar sobre aquelas pedras no fundo era relaxante, ainda mais por que as meninas mesmo depois de uns quinze minutos não chegaram. Eu estava lavando meu cabelo em um mergulho quando ouvi uns barulhos e levantei no mesmo instante....Mas que droga.



–Viemos te ajudar a se conectar com a natureza!-As filhas de uma P*** estavam com a minha roupa e toalha no braço....Eu vou matar essas garotas!!!


–Isso não tem a menor graça!-Gritei morrendo de raiva.

–Isso grite para todo mundo vir aqui e ver você nesse estado!-Revidou a outra, meu Deus eu sou muito tapada de acreditar nelas.

–O que eu fiz para vocês?!-Elas bufaram rindo.

–Pra começar é uma piranha! Depois vem em uma viajem com a gente se achando a rainha da China!-O que a china tem haver com isso?

–Piranha é você! Agora devolva minha roupa!-Elas negaram.

–Não gostamos de garotas frescas e já que você... Um ser superior veio se interagir com a natureza, roupas industrializadas estão fora de questão!-Eu ia saindo para correr atrás delas, mas as vacas já correram na frente e sumindo entre as arvores....Em poucos minutos os rapazes estariam aqui e ali estava eu nua sem poder me tampar...Quer dizer, tinha um shampoo, condicionador e sabonete....O que não cobria nada!



Se meu irmão estivesse aqui me chamaria de burra e naquela situação constrangedora, eu precisaria concordar. Olhei lados desesperada, sai um pouco do rio procurando folhas, mas também não encontrei. Eu gritaria, só que ai viria mais do que uma pessoa e estava cedo, a água era quase cristalina daria para ver tudo! Eu estou ferrada.



Procurando entre os arbustos um jeito de me cobrir ouvi as vozes vindo para o riacho, corri para dentro dele e em uma parte mais fundo e um pouco distante me escondi atrás de uma pedra grande. Talvez eu pudesse ficar aqui até ser a vez das meninas e eu pedia a Julie que me ajudasse...Se me ajudasse.



–Eu disse ao senhor, muitas pessoas tem esse leve engano sobre a família fabaceae, tem muitas ramificações que não deviam estar lá!-Disse uma voz masculina, ahh Meu Deus....Me ajude.


–Nessa área as pesquisas ainda são muito recente, muitas coisas ainda são ditas com teorias antigas!-Aquela voz eu conhecia, era o professor Robert....Eu com certeza não podia sair dali....Abaixei o corpo até deixar só o nariz de fora segurando meu cabelo que estava boiando sobre a agua, com certeza eles veriam o vermelho ali se eu deixasse.

–Ai professor...-Murmurou uma voz em um tom mais baixo.-....Ele é surdo mesmo?-O professor deu uma pigarreada, eu não aguentei e precisei dar uma espiada atrás da pedra, por sorte minha eles estavam virados para o outro lado e de costas pra mim.

–Sim, quando não está com o aparelho, mas não quero que usem isso pra fazerem gracinhas!-Brigou o senhor...Um rapaz ia entrando na agua e me escondi na mesma hora, só agora cai a ficha....Tava todo mundo pelado.

–Falando no diabo....-Sussurrou outro deles e eu ouvi mais passos.

–Meninos....-Revidou o professor em um tom bravo.

–Robert por acaso você viu a kailyn?! Eu estava atrás dela, mas não a encontrei!-Ahh eu quis gritar que estava ali, mas como com tanta gente?

–Não, vi ela saindo com uma toalha na mão, mas não vi ela...-Respondeu o mais velho.

–Aí.... Aquela ruiva é sua namorada mesmo?-Nem eu sabia responder, podíamos dizer que sim? Ou não?

–Não é da sua conta!-Revidou o Oliver zangado e os outros soltaram um ‘uhhhh’.

–Não é, mas é de questionar uma garota como aquela dando moral pra alguém como você!-Que bando de rudes, ainda riram dele.

–Eu penso a mesma coisa sobre como débeis como você consegue conseguem passar do ensino médio, mas não fico me metendo nisso fico?-Eu quis gritar um ‘Esse é meu gênio!!’, mas me limitei.

–Calma rapaz, estamos te prestigiando! Eu com quatorze anos só pegava meninas da idade dela na imaginação com ajuda de revista pornô!-Eca!

–Como se agora garotas da idade dela te dessem moral?!-Revidou o francês sendo irônico e fazendo os demais rindo.-Se me dão licença vou tomar banho, fiquem fofocando meninas eu não vou ouvir mesmo!-Eu quis rir, mas tapei a boca me abaixando novamente.

–Vai zoando...-Murmurou o outro que parou na mesma hora.-....Cara tu tem uma tatuagem? Seus pais sabem disso?-Ele não respondeu, mas sinceramente minha mente foi que viajou de forma muito pervertida...Ele estava tirando a roupa? Meu francês estava nu a menos de três metros de mim? Afundei mais a cabeça sentindo meu rosto ferver mesmo que estivesse um pouco frio.... Eu não vou olhar, eu não vou olhar, eu não vou olhar! Se segura Kailyn!

–Falando em mulher, vocês ficaram sabendo da Beatriz? Agora está solteira pelo que eu sei!-Comentei um...Ahh garotos também fofocam.

–Ela terminou com o cara da advocacia? Poxa, será que ela não gostaria de um acadêmico em biologia?!-Eles falavam rindo, que bando de trouxas.

–Vai ter que trabalhar muito e ter muita grana meu caro, aquela lá não é barata!-Mas é um bando de cretino mesmo. De repente vi um barulho do outro lado da pedra que eu estava, alguma coisa foi colocada em cima, parecia um shampo. Esguieei o pescoço um pouco tentando ver e sim era o meu francês com o cabelo cheio de espuma se lavando.



Era a minha chance, precisava dar um jeito de chamar a atenção dele sem que ninguém percebesse, se bem que falar ele não ia ouvir mesmo e graças ao bom Deus o sol já estava se pondo, se bem que ainda estava claro. Assim que olhei pra dentro da água e vi as pedras tive uma idéia, vou jogar as pedrinhas nele e ele vem...Eu acho. Enrolei o meu cabelo nele mesmo para não se espalhar na água e fiquei tacando a pedrinhas do rio nele, as vezes olhava confuso, mas não dava moral até que uma acertou o rosto dele em cheio e ele se zangou vindo até mim, tratei de abaixar e tapar as partes intimas, mesmo que a peste já tivesse visto umas duas vezes.



Ele fez um som de susto quando me avistou ali, fiz sinal de silencio tentando não tirar as mãos do lugar.Bom, me virei de uma vez usando o cabelo para esconder os seios e as mãos para o resto....Mas claro, o lerdo ficou de olho, no entanto, sei lá se tinha funcionado, mandei ele através de sinais olhar nos meus olhos de uma vez.



–Algum problema Oliver?-Perguntou o professor, eu acenei dizendo que alguém tinha falado com ele.


–Herhnmm... O que?-Ele saiu um pouco do meu lado da pedra olhando para eles.

–Algum problema?

–Não! Estava imaginando a quanto tempo essas pedrinhas miúdas vem sendo lapidadas pelas águas!-Revidou muito sem graça.

–Cara, mas nem no banho você deixa a ciência em paz?

–Mais útil do que falar dos foras que você leva, afinal na ciência se tem esperança!-Eles comeram a vaia o cara e ele veio pra perto de mim de novo, falando sem sair som, mas eu não compreendi muito bem.

–As meninas me passaram trote!-Disse também sem sair som.-Pegaram minhas coisas!-Completei e ele fez que entendeu....Certo eu confesso que quando girou a cabeça dei uma espiada, mas estava escuro não vi nada....Forcei mais os olhos e só conseguia até o umbigo, a água batia no peito e escurecia mais em baixo....Isso não é justo! Afundei um pouco o corpo tentando ficar de olhos abertos em baixo da água, mas logo senti uma mão puxar meu rosto pra cima e um olhar incrédulo me fitar.

–P-E-R-V-E-R-T-I-D-A...-Disse sem som fazendo cada letra bem expressiva pra eu entender, eu neguei e pro meu azar soltei um risinho.

–O que foi isso!?-Perguntou um dos garotos e eu já me apavorei acenando pro Oliver.

–O que foi?!-Questionou ele distanciando um pouco da pedra.

–Esse barulho?!O que está fazendo atrás dessa pedra hein?!-Oliver pigarreou batendo as mãos de leve sobre a água, devia ter notado a malicia na pergunta.

–Eu...Estava usando a pedra, pra esfregar minhas costas ora!-Eles caíram na risada.

–Aham! Acreditamos!-Disse um em tom sarcástico.

–Está se aquecendo para a noite com a ruivinha não é...?! Como é que ela chama?-Olha só que malvados, no entanto, me segurei para não rir.

–Kaelyn ou alguma coisa! Espera ai...Faz isso aqui não meu irmão! Está vindo tudo para a gente!

–Argh, vocês são nojentos! Eu não estou fazendo nada disso! Vão cuidar da vidas de vocês e me deixem lavando minhas costas!-Ele fingiu que realmente estava esfregando as costas na pedra. Quando eles voltaram a se distraírem o francês retornou pra perto de mim. Ele fazia um monte de sinais que eu não entendia, tentou de diversas formas, mas só quando soletrava com os lábios é que eu compreendi.

–V-O-C-Ê F-I-C-A A-Q-U-I A-T-E E-L-E-S S-A-I-R-E-M , F-I-Q-U-E Q-U-I-E-T-A! E-U V-O-U T-E A-V-I-S-A-R E S-A-I-R, V-O-U D-E-I-X-A-R U-M R-O-U-P-Ã-O A-L-I!-Com muito custo eu entendi a frase que me disse e morrendo de frio fiquei quase uma hora até os homens tomarem e o coitado do Oliver se enrugar pra ninguém chegar perto da pedra.



Pelos céus finalmente eu o tempo e eu sai dali coberta no roupão do francês, confesso que não muito contente, queria ter visto ao menos um pouquinho que fosse.



–A Julie disse 19:00, por que você foi antes!-Perguntou assim que entrei na barraca e olha só tinha duas luzes penduradas em cima delas, eram daquelas que carrega na tomada, mas acho que tinha entrada pra pilha.



–Pareciam sinceras! Disseram que como garotas não era bom banhar tão tarde e eu não queria banhar no escuro!-Revidei procurando uma roupa.

–Ma chérie da próxima vez que ouvir alguma coisa fale para mim está bem?!-Eu já ia brigar com ele, mas minha barriga roncou antes.

–O que foi!? Eu fiquei uma hora e meia naquele rio! E estou morrendo de frio e as meninas ainda estão com meu pijama quentinho!-Ele suspirou sorrindo, mexeu na própria mala jogando umas roupas pra mim.

–Tem usado ele mais do eu mesmo.-Era o pijama azul que eu sempre pegava emprestado.-...Vista-se e venha para fora, agorinha nosso jantar está pronto!-Eu fiz que sim e ele saiu.



Own, quando disse que ia cuidar de mim ele estava falando sério, colocou um forro do lado da barraca e umas luzes pequenas verdes fincadas no chão, parecia pista de pouso. Em cima do forro dois pratos com macarronada e suco do lado.



–Se não estivéssemos no meio do nada diria que isso é um jantar romântico...-Ele sorriu confuso enquanto ligava outra luzinha fincando no chão.



–Ganho pontos se for romântico?-Eu sorri sentando no chão.

–Talvez...Como é que fez macarronada?-Ele pegou o próprio prato e eu peguei o meu, estava muito quente.

–Trouxe uma bolsa térmica para alimentos perecíveis...-Falou comendo.

–Mas a temperatura não dura só um dia!?-Ele fez uma expressão estranha pensando.

–Provavelmente, mas nesse frio acredito que demore um pouco mais do que isso, além do mais tem duas garrafas ali que acho que uma semana é pouco pra descongelarem...Pra falar a verdade eu nem sei o que tem dentro, estavam no laboratório e tão geladas....Mas não deve ser perigoso.-O fitei assustada.

–Se você diz....-Ele pigarreou me olhando, era tão estranho aquela luz verde iluminando seu rosto.

–Então... Estava procurando o que aquela hora?!-Eu saquei a pergunta, mas eu não vou admitir que estava tentando ver ele sem roupa.

–Não sei do que está falando! Eu estava apavorada, seja compreensível.

–Uhum...Só pra você saber, eu não tomo banho pelado na frente das pessoas, ainda mais que eu não conheça direito, eu estava de sunga sua pervertida fingida!-Eu coloquei um montão de macarrão na boca fingindo que não podia responder.

–Eu não queria ver você pelado, mas você ficou olhando pros meus seios!-Falei com a boca cheia depois de pensar em uma resposta, ele soltou um sorriso lerdo confirmando.

–Eu não tenho culpa, você me chamou!

–Sínico! Devia respeitar meu corpo sabia?!-Ele gargalhou confirmando.

–Certo, mas eu olhei com respeito e foi sem querer! E você ficou procurando o que não devia como!?-No fim ele sempre me pegaria com essa pergunta, maldita hora que minha curiosidade falou mais alto.

–Eu...Não procurei nada, os homens não são os únicos que ficam curiosos com o que tem debaixo das roupas!-Revidei desinteressada.-....Se bem que algumas ali eu gostaria de não ter visto.-....Ele acabou engasgando e tossindo com os olhos vermelho e as bochechas também.

–Você ficou curiando os outros?!-Falou em um tom bravo.

–Foi involuntário! Assim como você!-Lancei um tom sarcastico.

–Tinha que ter ficado quieta!-Eu franzi o cenho querendo entender o motivo da acusação.

–Eu não fiz de propósito! Estava desesperada e também precisei pra chamar você!-Ele mordeu o canto da boca desconfiado.

–Ficou tarando algum cara lá?!-Own ele estava com ciúmes, fingi estar pensativa.

–Fiquei, mas acredita que foi o único usando roupa de baixo lá?! Não vi nada!-Ele sorriu de lado com o rosto rubro incrédulo, acho que peguei pesado.

–Bom..-Ele imitou uma voz feminina colocando a mão sobre o peito.-....Ainda bem por que só pode ver depois do casamento!-Eu não agüentei cai na risada, isso foi tão gay!

–Ahh isso é injusto, ele me viu e eu não!?-Ele negou com a cabeça rindo também.

–Deixa de falar besteira e coma! Pervertida!-Olha só o sujo falando do mal lavado.



Eu sou azarada e quando mais penso nisso mais tenho certeza, eu tive a proeza de tentar tirar um graveto debaixo da barraca e entrou uma árvore inteira no meu dedo, eu fui tentar tirar a árvore e a filha da mão se transformou em uma floresta quebrando em vários pedacinhos.



–Aí!!-Resmunguei deitada no colchão com a mão esticada para cima.



–Pare de se mexer, é o ultimo!-Revidou o francês tirando os pedacinhos com um alicate.

–Está doen...Aí!!

–Pronto! Sua chorona!-Disse ele jogando o alicate em um lado, desligando a luz e deitando junto comigo, meu dedo doía, ainda estava muito chateada com a coisa do trote e não tinha nem energia alisar meu cabelo.

–Você está sendo muito mal!-Ele deu uma risada no escuro batendo as mãos de leve no meu cabelo.

–E você parece uma criança manhosa! Se ficar com frio de noite me acorde, eu tenho outra coberta guardada....-Eu me aconcheguei bem colada a ele.

–Um rapaz normal diria que me esquentaria...-Murmurei cobrindo ele com a minha coberta e passando os braços dele pela minha cintura.

–Meu corpo não tem tanta massa para produzir a temperatura adequada para lhe aquecer o quanto deve ser necessário e... Oh! Isso foi sugestivo não foi?-Só agora ele entendeu e eu precisei rir.

–Tapado....-Sussurrei rindo.

–Eu tapado?! Quem é que cai em qualquer mentira que contam hein?!-Agora ele ia me jogar na cara?

–Você está ficando cruel!-O francês deu uma gargalhada.

–Eu sempre fui....E você tem se tornado minha vitima predileta cujo eu mantenho uma relação adorável oscilante de sadismo amoroso!-Me virei de frente pra ele confusa.

–Sadismo amoroso? Como assim?

–É que nós nos envolvermos mais cada vez que você sofre com suas bobeiras me usando como solução! E quanto mais tenso é a situação mais amorosa torna nossa relação!-Juro que forcei a mente para entender, mas não consegui.

–Sério?!-Ele sorriu abafado.

–Durma ma chérie! Amanhã cedo temos que está de pé e o dia será longo!-Abracei ele e estava tão agradável que não demorou muito para dormir.



Antes uma coisa me veio a mente com o que ele disse.... Meu azar tinha nos unido? Bom uma fato irrecusável era que tudo que meu azar me enfiava o francês estava ali para me tirar dele.



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Notas finais
*Figura: Barraca deles!
Gente que eu amo! Mudei de ideia, resolvi picotar as partes paradise em 4...Calma, calma! É por um bom motivo, tive boas ideias para melhora-lo e dar mais cenas a ele, por q se não muita coisa ia ser cortada!
Mas um aviso! Pra quem gosta de historias com temas antigos ou que kurtem kuroshitsuji, criei uma historia chamada 'The Meaning Of Life', não é yaoi, como a maioria prefere, mas quem gosta de paranoia, terror, sobrenatural, ação e romance(Pra mim só serve se tiver) acho que vai gostar. Sintam se livres viu?! Gosto que leitores leiam minhas historias quando se identificam com ela ao inves de forçados, a leitura fica mais pura quando algo o chama por si só! Não precisa ter visto o anime, o enredo é meu, os personagens é q são de outra autoria!
Um beijão! Até!