Inner Beauty 2

62 Capitulo Extra II - Para que serve o amor?


Notas iniciais
Olá! Nem demorei tanto quanto da ultima vez não é! Muito obrigada por todos os reviews e pela paciência! A narração do Oliver é mais pratica, então ele não fica citando cenários ou qualquer outra coisa como os outros personagens. Boa leitura e desculpem os erros

Capitulo Extra II

Para que serve o amor?

Olivier Gasnier

Merde. Eu possuo uma genialidade superior a meio mundo, mas desenvolvo hábitos viciosos como qualquer tolo iletrado...Quantos metros de unhas será que eu já roí? Girei o corpo olhando para trás e os lados, dez alunos e eu estava com um sentimento ruim de que era o único na sala.

Eu costumo gostar de assistir aulas, principalmente quando não gosto do professor, porém meus ânimos estavam tão apáticos que mesmo as coisas das quais me agradavam antes não tinham efeito sobre mim. No fim, somos todos estúpidos reféns de um sentimento medíocre que atingi todas as classes sociais, todas as culturas e tradições... Exceto o senhor e a senhora Gasnier, eles são um caso a parte da humanidade, seriam melhores amigos do Hitler provavelmente e deveriam ser trancados em câmaras de pesquisa e dissecados como sapos em ensino médio.

Eu sei, tenho o péssimo habito de ser cruel às vezes.

Suspirei aliviado quando a aula terminou, não via a hora de cortar os contatos sociais vestir meu pijama e ficar trancado dentro de quarto lendo, comendo e mexendo no computador... Isso sim é vida.

–Ah! Gasnier espere!—Sinal vermelho, colegas de mestrado querendo contato e possivelmente desenrolar uma prolongação no assunto que me faria ser forçado a ir a um encontro entre eles.

–É rápido?—Cortei o papo furado no talo, a garota de talvez vinte e dois anos se aproximou sorrindo puxando a mexa do cabelo para atrás da orelha, opa! Indicio de nervosismo, péssimo inicio de contato.

–Gasnier você foi com a gente na viajem semana passada e ficou sozinho o tempo todo, está na turma há quase um ano e...

–323 dias e...—Olhei o relógio somando.—...18 horas mais especificamente.—Retruquei , é eu sei que era tempo demais para continuar me mantendo isolado, afinal ninguém ali tinha nenhuma culpa das frescuras dos meus pais, porém eu não vou ficar aqui firmar mais vínculos, seria burrice.

–Então! Se junte conosco, então indo á cantina agora, o que acha?—Eu acho uma perda de tempo, no entanto, as pessoas são muito sensíveis pra realmente querer saber o que achamos.

–Para que?—Talvez se eu a deixar confusa ela desista.

–Conversar!—Olhei pro pessoal atrás dela e eles tagarelavam entre si, argh, não, seria desgastante.

–Sobre o que?—Engoliu seco já ficando sem graça mexendo os ombros.

–Érrr... Sei lá, sobre...—Tive a impressão que ela fosse dizer ‘pesquisa’, porém obviamente ela deve ter imaginado que eu a mandaria ler a pesquisa que estava no site da universidade e isso encerraria a conversa, ou talvez ela simplesmente ficou sem palavras.—...Sobre a sua família! Você é tão jovem!-Franzi o cenho rangendo os dentes.

–Eu os odeio. Fim da historia, mais alguma coisa?—Ela se assustou com meu timbre, suspirei novamente dando as costas, eu podia estar jogando e upando meus chard, mas não, aqui estou eu bancando o primata carente tendo interações sociais pra manter minha mente saciada.

–Vai passar a pós inteira sozinho?—A ouvi gritar e continuei andando dando um tchau sem responder.

Ahhhh minha hora preferida do dia, sentar na cama depois do banho ao lado de um chá quente meu notebook e a magnifica criação do homem a internet dentro dele. Me dava mais do que o diversão de jogar, ler e pesquisar, não ia além disso.

–Ohh você precisava ter visto Oliver, eu falei brincando e ela levou a sério e beijou o Dick!—Fiquei com nó na garganta a vendo sorrir daquele jeito, mal ouvi o que tinha dito.

–Mesmo?! E o que aconteceu depois?—Ela ajeitou o notebook dela no colo empurrando os cabelos para o lado esquerdo do ombro... Ahhh como eu sentia falta do cheiro deles... Da cor viva que tinham pela manhã e da dona deles nem se fala.

–Voltamos e tenho quase certeza que ele comprou chocolate pra ela, meu irmãozinho já está arrumando namoradinha, que coisa fofa!—Concluiu fazendo uma voz infantil.

–E o Zack?—Sorriu largo.

–Nem fala mais comigo, deve estar zangado por ter perdido o cargo que roubou de você!–Aposto que aquele imbecil achou que podia me enganar e se safar, mas isso não me importava.

–Lamento não estar no dia dos namorados para conversarmos ou até mesmo lhe dar um presente, gostaria de mandar um, mas dai já vivaria presente de natal quando chegasse.—Disse e ela sorriu negando.

–O único presente que me alegraria seria uma visita sua nem que fosse apenas de dois minutos.—Eu pensei em bobeira, dois minutos não daria nem metade de um sexo rápido, mas se eu contasse ela provavelmente se zangaria.

–Pra mim seria tortura, dois minutos é pouco tempo, mas não se aflija, logo isso aqui vai terminar, na verdade eu estou com minha pesquisa quase toda pronta, estou só completando horário basicamente.—Ela não entendeu nada, porém me lançou o sorriso de quem estava por dentro de tudo, como eu amo a ignorância dela... Chega a ser doce.

–Você está diferente...—Franzi a face entortando o rosto, eu estava?

–Diferente a nível fisiológico ou emocional?—Ela fez um bico traduzindo as palavras no cérebro e depois de quase um minuto e meio sorriu largo.

–Fisiológico!—Apontou pra tela como quem tinha acertado a resposta, mas logo fez careta pensando de novo, cocei atrás da orelha sorrindo.—Não! Emocional! Emocional é mente e fisiológico é corpo, não é?—Gargalhei olhando para o teto.

–Você fica um ano longe de mim e as consequências ao seu lindo cérebro são desastrosas hein?! Precisamos trocar fluidos e impactos corporais para ver se você volta ao estado de absorção intelectual vindo de mim.—Ela me fez uma careta, tadinha, estava tentando entender o que quis dizer com aquilo.

–Impactos corporais é sexo, não é?—Eu gargalhei mais um vez batendo palmas.

–Senhorita Taylor você ganhou uma estrela...—Ouvindo minha piadinha ela se zangou amarrando os cabelos e mexendo na própria blusa.

–Ohh droga, este sutiã está me apertando de novo...—A ruiva arrancou ele de uma vez me deixando boquiaberto aproximando o decote da câmera.—...Que coisa não?!—Engoli seco apertando os olhos.

–Desculpa, desculpa, desculpa, para! Você prometeu que não ia me provocar mais!—Ela negou.

–Eu?! O que eu estou fazendo? Toulez-vous cucher avec moi....—Deu uma de desentendida cantarolando no ritmo da música do Moulin rouge e eu só consegui cair na gargalhada de novo.

–É “Voulez-vous coucher avec moi” sua ruiva tola e não vai se achando que aposto que você fica ouvindo músicas francesas só pra lembrar de mim!—Sorriu confirmando, ela não sabe brincar, era pra negar e discutirmos, mas sempre cedia e isso me fazia sentir mais falta ainda dela.

–Eu ligo som e vou dormir fingindo que é você falando enquanto dorme.—Abaixei o rosto suspirando. Sua cinestesia era alta, eu sabia que ela iria sentir essa distancia mais do que eu, porém eu já não sei se apenas vê-la era o suficiente.

–Vai passar logo, eu vou voltar e você não vai se livrar de mim.

Você já se perguntou o que é a vida? Um monte de química misturada com física gerando a biologia. Mas por que chegamos a esse ponto? Por que esses sentimentos existem se inibem tantos pontos positivos dentro de nós? Animais sentem de uma forma primitiva, os humanos não, eles dependem dos sentimentos, as raras exceções de seres humano sem eles muitas vezes são engaiolados, pois a sociedade não quer viver perto de um individuo assim.

Infelizmente acho que esqueceram de engaiolar meus pais.

–Não entendo sua resistência em vir morar conosco, além de mais benéfico é mais apropriado do que em um quarto minúsculo sendo dividido com uma mente inferior, pode lhe causar atrasos, sabe disso, não é?—Comentou minha mãe enchendo a taça do meu pai com vinho tinto. Ingeri mais um pouco da comida apenas fitando o prato sobre a mesa sem responder.

–Olivier fazer voto de silêncio conosco não vão melhorar sua situação, já lhe falamos que tomamos a atitude mais sensata, sei que o envolvimento com aquelas pessoas foi significativo, porém não pode jogar seu futuro brilhante no lixo.—Completou meu pai sério e eu continuei em silêncio apenas comendo, na verdade nem aqui eu queria estar, entretanto, com eles eu não tinha muita escolha.

–Veja o que lhe ocorreu filho, dissemos inúmeras vezes: “Não se apegue Olivier, não tenha interesse carnal por ninguém, pois não é a idade correta ainda.” E adiantou?! Não, você fez tudo que aconselhamos a não fazer, as consequências são essas, você longe da sua antiga parceira de cama.—Girei os olhos desinteressado, “parceira de cama” sorri de lado lembrando da ruiva, a Kailyn era uma ótima parceira de cama de um tanto que quero ser o parceiro de cama dela pro resto da vida.

–Bom, não tem mais volta, por isso eu e sua mãe decidimos uma coisa juntos.—Cortei um pedaço da carne colocando na boca sem demonstrar emoções quanto ao sorriso que me lançaram.—Já está tão interessado em contato fisiológico com o sexo oposto...

–Resolvemos deixar você se envolver com alguma colega da turma contanto que ela tenha um bom curriculum.—Sim, eles disseram isso como se tivessem fazendo a maior caridade do mundo. Coloquei os talheres ao lado do prato limpando a boca com o guardanapo.

–Perdi o apetite.—Revidei apenas cruzando os braços olhando seco pra eles.

–Olivier, não está contente? Estamos lidando a permissão que queria para se envolver, contanto que ela tenha um bom curriculum claro, mas ainda é uma permissão!—Arqueei uma das sobrancelhas fitando o meu pai.

–Foi assim que escolheu a minha mãe? Olhou o curriculum dela e teve orgasmos lendo as publicações que fez?—Minha mãe bateu a mão na mesa zangada fazendo a própria taça derramar o vinho, olha só, consegui deixa um deles ao ponto de se expressar!

–Calma, ele está fazendo de proposito.—tocou a mão dela e eu sorri lado a mirando.—Olivier isso não é coisa que se diga. Entendo que por agora esteja ressentido conosco, mas por que não tenta entender o que estamos tentando fazer? Quer que deixemos nosso único filho apodrecer no comodismo de um ambiente familiar? Um dia você acordará e já não desejará mais aquela moça, mas estará encurralado em um ambiente em que se verá obrigado a permanecer e seu antigo sonho de ser algo grande se esfarelar pelos seus dedos por não ter aproveitado quando teve tempo.—O mirei seco.

–Foi isso que aconteceu com você?—Suspirou tomando um gole do vinho.

–Não, eu e sua mãe tomamos a atitude mais sensata, aquela que queremos que você tome, um dia encontrará uma moça tão genial quanto a si e através dela seus sonhos faram mais sentidos, foi isso que aconteceu comigo.—Fiz ânsia de vomito enfiando meu indicador na goela enojado com aquela conversa.

–Eu dispenso, obrigado.—Revidei apenas cruzando as pernas.

–Neste caso nós escolheremos pra você.—Retrucou minha mãe séria.—Você não vai ficar com a ruiva pseudo-arquiteta.

–Isso escolham pra mim, eu vou trair ela tanto com a ruiva que ela vai dar depressão e se matar no primeiro mês e a culpa vai ser toda de vocês, como a da morte da Sophie.—Ela queria me irritar, pois bem eu vou entrar no jogo, mas garanto que dos Gasnier eu sou o melhor no jogo de ser cruel.

–OLIVIER!—Gritou meu pai agora furioso, opa, consegui tirar os dois do sério, isso que eu chamo de progresso emocional.—Quantas vezes eu já falei pra não tocar nesse nome??—Bati as mãos na mesa zangado também.

–E quantas vezes eu já falei que não vão me controlar mais!? Eu não sei o que vocês tem na cabeça que os fazem acreditar que o que estão fazendo é realmente bom, mas olhem pra mim!!—Bati a mão sobre o peito.—Se me acharam capaz de me virar sozinho desde os oito anos então sou muito bem capaz de escolher alguém sem a opinião desnecessária de vocês! Vão descontar a morte da Sophia em outra pessoa e me deixem em paz!—Deixei a mesa de jantar pegando meu casaco e saindo dali.

Era sempre a mesma coisa, sempre a mesma discussão.

Que ano mais enfadonho.

–Preciso que você dê aulas de reforço pra mim esses dias.—Meu orientador era um senhor de sessenta anos meio doido de mãos pequenas viciado em boinas.

–Não quero Howie, eu não estou com animo pra mais nada.—Sorriu amarelo acendendo um cigarro, ele não era muito educado.

–Serão apenas os alunos meus de graduação que tiraram notas baixas no início do semestre, será de grande utilidade conversar sobre metodologia científica com eles, até reservei uma sala.—Suspirei pesado, não queria, mas fazer o que.

–Também, quantos dias essa tortura vai durar?—Entregou uma pasta amarela com o conteúdo.

–Estourando três semanas. Não se preocupe, eu vou te pagar pelas horas.—Sim, perfeito, com esse dinheiro eu poderia mandar um presenta pra minha ruiva.

No primeiro dia cheguei mais cedo e sentei em uma das cadeiras dos alunos, pois a luz da janela batia fortemente bem na mesa dos professores. Risquei alguns pontos notando que três pessoas haviam entrado, duas meninas e um rapaz, pelo menos eram pontuais.

–Oi meu nome é Sharlene!—A menina mais baixinha sentou do meu lado, a outra na minha frente e o rapaz do outro lado. O que eles estão fazendo? Puxando saco?

–Olá pra vocês.—Disse apenas juntando os papeis.

–Ouvi dizer que esse cara é um chato, está animado?—Perguntou a baixinha sorrindo largo.

–Nem um pouco, não tenho muita paciência com pessoas.—O rapaz me deu um tapa nas costas.

–Você é bom nessa matéria de metodologia científica?

–Sou, modesta a parte eu sou muito bom.—Revidei e a menina mais alta sorriu animada.

–Então você vai ficar entre a gente pra passar cola!—A pessoa vem pra Oxford pra colar, meu Deus, que mundo perdido.

–Não vai dar....—Murmurei vendo mais pessoas entrarem e eu me levantar.—Mas obrigado pela dica, vou separar os três durante a prova.—Sorri largo indo pra frente até o quadro colocando meus papeis em cima da mesa.

Escrevi meu nome bem grande no quadro.

–Bom dia, eu sou o professor substituto do Howie! Meu nome é Olivier Gasnier e respondendo a pergunta que estão fazendo em suas mentes pequenas, mas sem coragem pra perguntar: Eu tenho dezesseis anos e com certeza mais inteligente que vocês! Sou graduado em Ciências Biológicas e especializado em Etologia animal pela Princeton. —Sentei em cima da mesa vendo aqueles três e outros me fitarem espantados.—Regras: Fofocas, bilhetinhos, comidas, ou estar fazendo algo que não seja o que eu propus será convidado a se retirar da sala.—cruzei os braços suspirando.—Dez minutos para perguntas inúteis que tenham a fazer.

Ficaram todos mudos se entreolhando sem saber o que dizer, ótimo! Objetivo alcançado. Ninguém vai gostar de mim e isso é perfeito.

–Qual sua experiência em metodologia cientifica?—Perguntou um espertinho da frente.

–A mesma que você deve ter pra se masturbar ao invés de ter estudado e evitado essa aula de reforço. Alguém mais?—A turma deu uma risada abafada. E outro ergueu a mão. Eu mereço.

–Você já deu aula antes?—Pisquei suspirando firmando meu óculos.

–Já fui diretor de iniciação cientifica, fui obrigado a dar aulas uma vez por semana para os estúpidos pararem de me mandar projetos inúteis.—Mas só virei pra fazer a Kailyn ficar mais tempo comigo como monitora.—Bom vamos começar com o básico!—Fui até o quadro apagando meu nome e escrevendo o nome da matéria.—Alguém sabe o significado de metodologia cientifica? E se alguém responder são métodos entregados a ciência vou acetar esse apagador na cara dele.

Duas horas de aula e nem acredito que não saímos daquele primeiro tópico, se bem que eram alunos ruins numa aula de reforço, não podia ter esperado outra coisa além disso.

–Olivier você dá aulas particulares?—Questionou uma moça ao final da aula.

–Não queria nem dar essa aula, o que você acha?—Revidei e ela sorriu.

–É que eu tenho dificuldades nessa matéria, queria saber se não sei, poderíamos sair e você me explicar melhor.—Me virei pra ela, aquilo era malicia no seu timbre?

–Tudo que eu disse está no livro. Leia.—Sai da sala suspirando, como eu quero ir embora daqui.

Andei vagarosamente por aqueles corredores vendo os jovens se entenderem com conversas fiadas, somos tão dependentes desses contatos modesto, mas por que será que o ser humano se apaixona? Já parou para pensar por que o sentimento amor costuma afetar tanto sendo direcionado a apenas um único outro individuo? Por que a química do nosso corpo se modifica no instante em que a imagem desse individuo aparece em nossa mente? Por que não outro? Atração? Duvido.

Se formos pegar pela logica racional o amor se quer teria sentido, a beleza não existiria, a atração seria uma necessidade fisiológica e não uma preferencia única pela curvas de um ser em especifico.

–Pra que serve o amor afinal...—Me perguntei sentando no banco da praça vendo os casais passando por mim.

A procrição humana dispensa esse sentimento, a socialização seria mais cômoda sem ele, guerras, brigas e muitos tipos de preconceitos desnecessários seriam evitados. O amor é um sentimento seria um erro evolutivo? Bonobos sentem um tipo de amor mais primitivo, não correlacionam coito com sentimentos, apesar de ter certo sentido territorial.

Mas o ser humano?

Somos diferentes, a vitrines das lojas vendem roupas para pessoas cuja necessidade de ficar atraente possa levar ao amor, a mídia vive do romantismo em novelas e filmes, já parou pra pensar nisso? O ser humano é o único ser que se satisfaz lendo o romance dos outros sem ter qualquer vinculo com isso. É uma empatia imaginaria capaz de desencadear o mesmo sentimento de um personagem fictícios. O amor é um sentimento tão poderoso que consegue ser transmitido de um mundo irreal para o real.

Que outro animal consegue fazer isso?

A evolução nos levou a isso? A ter uma necessidade tão gigantesca pelo sentimento que a mentira já conta como conforto? E já percebeu como ele está ligado aos outros sentimentos? Ira, ódio, alegria, inveja, ciúmes, tristeza, até mesmo o despertar de necessidades fisiológicas mudam com o esse sentimento. Que coisa mais medonha e assustadora.

Mas pra que tudo isso serve?

Tudo que eu sei é que minha ruiva desapareceu, perguntei ao Dick, mas nada. Dois dias que eu não a via. Abri a carteira vendo a mecha do cabelo dela. Que situação estranha, eu me confortando com pedaço do cabelo dela.

Tudo e nada, bom e ruim, fácil e difícil.... Relativismos é isso, se eu não sentisse amor eu me consideraria com tudo, achando a situação boa e seria tudo mais fácil. Mas olhe pra mim, me sinto solitário sem nada, achando a situação deprimente e seguir o que sempre fiz sendo a coisa mais difícil do mundo.

No dia seguinte mais uma das brilhantes ideias dos meus pais, eles resolveram trazer minha avó pra cá, mas se ela estava do lado deles, não tinha como ficar feliz.

–Nem acredito que está aqui, na minha frente, tão... Grande.—Tocou meus cabelos sorrindo.

–Quero ir pra casa...—Murmurei confessando pra ela.—Quero fazer experiências com o senhor Taylor... Quero jogar com o Dick... Quero ouvir as broncas da senhora Taylor.... Quero ganhar cem pontos com a Kailyn... Não quero mais ficar perto deles.—Ela me lançou um olhar tristonho.

–Eles precisam de você pra mudar, eu sei que é difícil, mas...

–Vovó eles não vão mudar, não querem, preferem que eu me adeque a essa vida racional que levam!—Suspirou tocando minha mão.

–Eles estão com medo de te perde!—Neguei.

–A medalha de honra deles, não é? Convença-os a me deixar, talvez eles a escutem!—Me abraçou sem responder.

–Por que não conversamos sobre outro assunto? Me conte sobre esse tempo maravilhoso que passou com essa família!—Respirei fundo concordando, eu queria mesmo falar um pouco sobre eles para sentir o conforto das lembranças.

Passei horas conversando com ela sobre meu melhor amigo, sobre a viajem maluca a Princeton, sobre a ruiva que não sabia mentir e sobre o quanto isso me fazia falta. Ela não pareceu gostar da ideia da Kailyn ser mais velha que eu, mas não disse nada.

Meus pais tentaram mais uma vez me convencer sobre esquecer tudo e iniciar outra vida ali a maneira deles, porém nem eles tinham mais argumentos para me fazer tomar essa decisão.

No dia seguinte, descontei minha frustração nos alunos passando um trabalho difícil para entregar até o final da aula. Coloquei os fones de ouvidos e fiquei ouvindo músicas enquanto xingavam meu nome em pensamento sem coragem pra falar comigo. Pra que serve o amor se não para isso? Nos causar dor por algo irracional.

No fim somos todos animais emocionais, a evolução não fez tanta melhoria assim quanto todo mundo pensa.

–Com licença!? Olivier Gasnier?—Apontei para o quadro depois para as carteiras sem tirar meus olhos do livros riscando uns trechos importantes.

–Trabalho pra fazer aqui, é individual, eu quero até o final da aula e não, não vou abrir exceção.—Era o que todos perguntavam, incompetentes.

–Tem certeza?—Suspirei nervoso virando meu rosto para aquele ser que pelo visto não me ouviu.

–É claro....

Ahh agora sim eu entendi, eu compreendi perfeitamente o que as letras das músicas românticas queriam dizer. Então é pra isso que serve o amor.

“Mais toi, t'es le dernier, mais toi, t'es le premier. Avant toi, 'y avait rien, avec toi je suis bien ! C'est toi que je voulais, c'est toi qu'il me fallait ! Toi qui j'aimerai toujours...
Ça sert à ça, l'amour !”

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Notas finais
*Ele não envelheceu tanto xD Este é um trecho da música A Quoi Ça Sert L'Amour Não cole esse trecho no tradutor, ele aparece errado. http://www.youtube.com/watch?v=94ZaQkTCM40 A animação é bem fofa, ouça a música e leia a letra, lembra muito os pensamentos do Oliver. *********************************************************************** Resposta as perguntas dos reviews. Sweater Weather: mai quando mais ou menos vc acha que começa a postar IB3??? Resposta: Até agora eu não consegui arrumar, então não posso dizer quanto vou postar ou se vou postar D: *********************************************************************** Leth: pq você não cria essa Ib3 sem focar na beleza interior?? Resposta: O problema nem é fugir do tema e sim não ter um tema fixo na fic. Ela ficou sem um eixo principal, muito problema pouca solução e nada é realmente passado no final. E desse jeito eu não posso escrever D: ******************************************************************** Lú Freitas: vc faria uma fic sobre os pais da Eloise ,da Kailyn e Dick? Resposta: Está a caminho, eu pensei bem e escrevi mais ou menos a fic. Se chamará "Taylor Brothers" A historia se passará na epoca que os dois estavam na faculdade e cada um contando seu ponto de vista. Particularmente eu estou adorando escrever sobre os pais da Eloise, eles são muitos legais xD ***********************************************************************8 Marguerite Gautier: Você já considerou escrever uma versão do Oliver de inner beauty 2 assim como fez com o Capitão? Resposta: Decidi não escrever, o Oliver é muito complexo e monótono, não acho que ficaria de um jeito que me agrada. ******************************************************************** _____________________________________________________ É isso! O proximo voltamos narração da Kailyn e o final dos extras. Querem um cap mais saliente? Se quiser eu faço xD O que sobre agora mai? Vamos la, vou explicar. Um bônus - Epilogo curto narrado pela Kailyn. Três capitulos especiais de quem? Isso mesmo do Michael! Quem diabos é Michael Mai? Michael é o filho do capitão e da Eloise. ################################################### Vamos ao voto então. O que vocês acham de separar o especial do Michael de IB2? Tipo em outra fic? Digite 1 pra sim e digite 2 pra não xD Brincadeira, mas respondam. Até o proximo!