Inner Beauty 2

63 Capitulo Extra III - No Fim tudo se resolve


Notas iniciais
Olá! Nossa demorou não é? Eu sei, peço desculpas por isso, apartir de agora vou me dedicar mais! *_* Este é o ultimo Extra, mas não é o final. Ainda terá um Especial. Quanto aos especiais do Michael, ainda estou pensando como vou fazer, se vai ser aqui ou não. Quero agradecer a todos pelos reviews! Quando eu tiver tempo, um mês de férias pretendo responder TODOS os reviews. Mas guardem um pouco ç.ç Um agradecimento especial a Mrs Black pela linda recomendação. 90 recomendações!?! MEU DEUS!! Que felicidade!!! *___________* Nem acredito que alcançou isso tudo *_______* MUITO, MUITO, MUITO, MUITO OBRIGADA A TODAS! Sério, eu fico muito grata por ainda acompanharem e por gostarem da fic, msmo demorando! D: Bom sem mais delongas. ATENÇÃO: HENTAI LEVE Boa leitura e desculpem os erros.

Capitulo Extra III

No Fim tudo se resolve

Para ser sincera eu jamais esperava algo daquele tipo nem mesmo em mil anos, não vindo do meu irmãozinho seco e Super-Insuportavel que a pouco tempo atrás estava me aconselhando a terminar com o francês, e do nada apareceu com aquele envelope e um sorriso superior quase dizendo "É eu sei, eu sou demais".

O que tinha ali? Uma passagem junto a uma reserva por três dias em um hotel na cidade de Oxford... Pisquei inúmeras vezes sem acreditar que a genialidade dele poderia ser usada para o bem. Certo, certo eu fiquei emocionada, não sei se foi por conta do presente ou o simples fato de que em breve eu veria o Oliver.

Fiquei me perguntando onde ele arrumou esse dinheiro todo, porém pelos históricos de mesada e tramoias que ele ajeita com os amigos virtuais posso dizer que não é tão espantoso, só que ainda que tivesse hakeado o banco nacional isso não me interessava.

Quem mais gostou do feito do meu irmão foi meu pai, acho que ele deve ter pensando "Mais um para o nosso lado" e o que eu posso dizer? Nada, eu estava feliz demais para conseguir me expressar com palavras.

Fiquei pensando... Eu conto a ele ou não?

Seguindo conselho do papai, todos ficariam de boca fechada e faria surpresa, embora eu ache que isso vá agradar mais a mim do que a ele.

Minhas amigas me ajudaram a arrumar as malas e acabaram tendo uma ótima ideia, já que só eu teria como ir vê-lo, então cada compraria uma lembrança para levar para ele como compensação.

–Kailyn! Quer por favor, prestar atenção?!-Meu irmão me deu um tapinha, mas eu já estava sonhando com a minha chegada antes de entrar no avião.

–Estou prestando!-Girou os olhos estressado.

–Os pais do Oliver moram em Oxford se descobrirem que você está lá é o fim de tudo entendeu?-Fiz que sim obediente, ahhh é verdade os pais dele moram lá.-Ótimo, quando chegar na universidade evite contato com o pessoal, se precisar de informações tudo bem, só que em nenhum momento se refira como namorada dele ou o que quer que seja, os pais dele tem muito influencia lá dentro!-Concordei percebendo que o meu voo tinha acabado de ser anunciado.

–E como eu faço? Eu chego na universidade e simplesmente procuro por ele?-Caminhou ao meu lado ajudando com a mala.

–Diga que é uma aluna, que precisa saber onde encontrá-lo por questões acadêmicas!-Franzi o cenho engolindo seco.

–Vou tentar lembrar dessa desculpa. Cuida bem o Napoléon!-Ele suspirou sorrindo.

–Diga á ele que isso é pelo cash que me emprestou no mmorpg!-No que? Não cheguei a perguntar.

Sabe quando você fica muito tempo sem fazer algo e quando por acaso ou qualquer motivo você tem que fazer novamente se sente nervoso com um medo desnecessário tomando seu corpo? Eu estava um pouco pior do que isso. Minhas mãos suavam de ansiedade e meu rosto estava tomando um vermelho exagerado que fazia minha pele ficar quase da cor do meu cabelo.

Por que? Eu particularmente não sei, faz um ano e dois meses e meio que não o via, fiquei questionando como estaria, se ainda sentia algo forte por mim, como seriam as coisas quando chegasse até ele, se gostaria da surpresa.... Essas perguntas inseguras que não sabia se podia chamar de tola.

Quando finalmente chegou eu fui direto para o hotel tomar um banho, não queria vê-lo mal cheirosa e muito menos mal arrumada. O lugar não era lá dos melhores, mas eu é que não vou reclamar com isso vindo do Dick o garoto mais mão de vaca que eu conheço.

–Aqui moço, nesse lugar aqui.-Entreguei o papel que meu maninho tinha escrito o endereço. Ao que tudo indicava e eu não sabia era que não existia apenas uma universidade de Oxford e sim vários campus universitários que pertenciam a rede de Oxford ou sei lá, não prestei muita atenção nas explicações dele depois que soube que veria o francês.

–A senhorita se sente bem?-Perguntou o taxita me olhando pelo espelho, é eu sei, estava vermelha como uma pimenta.

–Está tão rubro assim?-Questionei me olhando no espelho que tinha na bolsa, caramba, mas eu passei pó para disfarçar!

–Um pouco.-Revidou ligando o carro seguindo rumo.

Minha respiração começou a ficar descompassada quando coloquei o pé para fora do carro frente á aquele enorme campus cheio de jovens andando de lá para cá conversando uns com os outros. Apertei minhas mãos na tentativa de cessar minha inquietação, porém foi inútil, até meu andar estava esquisito.

–Érrr... Com licença?-Tentei chamar a atenção de um pessoal que passou por mim, o grupo de três rapazes e quatro meninas pararam me fitando com curiosidade.-Es-estou procurando alguém chamado Oliver Gasnier, conhecem?-Eles se entreolharam confusos.

–Conheço o Dr. Gasnier, ele dá aulas de química avançada para minha turma.-Doutor? Mas o Oliver ainda estava no mestrado, espera! O Oliver não tinha dito que o pai dele era químico? Epa! Sinal vermelho, Dick disse que eu deveria ficar longe dos pais dele.

–Érrr... Não, não é esse! Mas Obrigada!-Sai de perto deles. Então o pai e a mãe dele trabalham na universidade? Isso é um desastre, por que um errinho e sou descoberta.

Se o lugar não fosse tão grande eu me daria o trabalho de procurar sala por sala, mas não poderia. Demoraria demais.

–Oliver Gasnier...?-A mulher que estava com um crachá escrito "monitora de curso".-Sim, o pupilo do professor Howie, não é?-Eu sei lá, mas confirmei no mesmo instante.

–Sim, esse mesmo! Onde eu encontro ele?-Apontou o dedo para mim falando no interfone com alguém.

–Ele não está? Howie não tinha aula de reforço?-Percebi que a voz do outro lado mencionou algo sobre o orientando dele estar dando aula.-No bloco 4? Sala 28? Certo, entendi.-Dessa vez se virou para mim.-O Howie tem cinco orientandos, um deles está dando aulas de reforço pra ele, você pode perguntar ele sobre o Gasnier.-Fiz que sim.-Você vai seguir nesse corredor até encontrar o bloco 2 e virar a direita entrando em outro corredor e seguir reto até ver a placa do bloco três. Depois torna a virar e segue reto até o final virando a esquerda e logo vai ver a placa do bloco quatro. Chegando lá é só olhar a numeração nas portas!-Tipo, eu não entendi nada! Mas fiquei com vergonha de pedir para explicar novamente.

Passei bons minutos buscando procurando o bloco e felizmente um aluno dali me levou até o bloco quatro e encontrar a sala foi fácil.

Respirei fundo arrumando o cabelo e alisando o rosto para ficar menos vermelho, mas não tinha diferença.

–Com licença?! Olivier Gasnier?-Bati na porta a abrindo colocando apenas a cabeça para fora e minha nossa meu peito deu um salto enorme, era ele, sim com certeza era ele mal humorado com sua atenção virada para o livro grosso que lia.

–Trabalho para fazer aqui, é individual, eu quero até o final da aula e não, não vou abrir exceção!-Disse todo ríspido e meus olhos quase se encheram de lágrimas, por que era ele, depois de tanto tempo era ele ali com seu jeitinho arrogante de gênio malvado!!! Minha nossa eu não acredito que isso está realmente acontecendo.

–Tem certeza?!-Perguntei criando coragem para adentrar na sala e ficar em pé, percebi que ele suspirou pesado e impaciente sem ter notado que era eu ali. Provavelmente acreditando que se tratava apenas de uma aula da faculdade.

–É claro...-Sua voz travou quando me fitou espantado, uhhh era essa a surpresa que eu queria!

Ficou estático apenas me encarando sem se mover ou terminar a frase e isso fez meu coração bater mais forte ainda mesmo sem saber se aquilo era um bom ou mau sinal. Acenei de leve com a mão, pois já tinha se passado dez minutos e ele ainda parecia incrédulo.

–Ka-o que-como....-Eu correria para seus braços quando tentou dizer algo, mas tinha um pessoal na sala todos olhando para a gente.

–Oi...Vai-vai demorar muito?-Acenei para a turma e ele piscou varias vezes se levantando e derrubando os livros sem saber o que fazer.

–Eu-érrr!-Se virou para eles em postura séria.-Estão dispensados, me entreguem o trabalho na próxima aula!-Gritou para eles que ficaram perplexo.

–Não disse que se não entregássemos hoje ia cortar nossas notas...?-Fitou o rapaz que perguntou com desdenho.

–Disse, mas estou sendo benevolente, agora se querem ficar a tarde inteira aqui para fazer o trabalho, vocês que sabem, que assim seja!-Sentou na cadeira e todo mundo se levantou negando.

–Não!! Claro que não, na próxima aula entregamos!-sorri de lado, algumas coisas não mudam. Ele organizou os materiais em cima da mesa e eu fiquei ali, com o rosto queimando por todo mundo sair me olhando.

Assim que todo mundo saiu da sala levei um susto ao vê-lo vindo correndo até mim segurando meu rosto com impaciência e me beijando com ardor. Não disse que o medo era desnecessário!? Eu retribui o beijo o abraçando forte contra mim, ele estava mais alto, talvez uns cinto centímetros mais alto do que eu e ficar o tocando vendo essas mudanças que eu perdi quando aconteciam, me fez apertá-lo mais ainda.

O ar acabou, mas a vontade não, então eu não fiquei contando quantos beijos trocamos ali naquela sala. Sei apenas que quando paramos eu estava rendida, ofegante...Derretida.

–Surpresa!-Disse com dificuldade quando ele me soltou.

–Como? Você devia ter me ligado!-Sorri largo.

–Aí não seria surpresa. Então... Vamos sair daqui ou vai me dar uma aula particular?-disse brincando, porém ele ficou sério dando uma rápida olhada no relógio.

–Temos que sair daqui ma chérie! Meus pais tem um bando de robôs estagiários.-Eu apenas concordei o vendo pegar suas coisas e logo depois puxar meu braço para fora dali.

Eu ainda estava eufórica por ele estar tão perto de mim depois de tanto tempo, enquanto andávamos eu pude notar que além da sua altura ter aumentado os seus cabelos também estava mais comprido, sua voz tinha um timbre mais grave e se não fosse engano meu eu acho que aquilo no rosto dele parecia uma barba nascendo.

–Você está hospedada aonde?-Tive que sair do meu devaneio quando perguntou.

–Ah, em um hotel!-Ele deu uma risadinha se virando.

–Eu sei, mas aonde?-Franzi o cenho confusa, qual era o nome do hotel mesmo?

–É um perto de uns prédios, não é muito grande...

–Oho-oh você não lembra?-Traguei a saliva.

–Claro que lembro! É...-Abri a bolsa procurando o cartão chave do quarto e só a risada dele me deixou com raiva.-Aqui! Rose Hotel!-Ele continuou rindo e eu me aproximei dando um beliscão.-Isso é jeito de tratar sua namorada depois de tanto tempo sem vê-la?-Parou de rir me fitando com carinho.

–É que de todas as coisas em você, suas falhas eram as que me faziam mais falta.-Não entendi se isso foi um elogio ou critica, porém o jeito que disse conseguiu me cativar.-Quanto tempo vai ficar?-Acenou para um taxi na rua.

–Só três dias, infelizmente.-Abracei seu braço fazendo um bico, três era tão pouco.

Acho que não precisa ser vidente para saber a real razão de irmos as pressas para o hotel além de sair de perto da universidade, em outras circunstancias isso não seria apropriado, mas um ano e dois meses estou pouco me importando para o certo ou errado no momento.

O recepcionista com certeza achou estranho eu entrar com ele no hotel, quero dizer, sai sozinha e voltei com um cara as pressas, se fosse uma visita a alguém na cidade o correto seria eu ir para lá, não ele vir para cá.

Tornei a ficar vermelha.

–Seu irmão é um belo mão de vaca...-Murmurou analisando o quarto.

–Não é tão ruim.-Joguei a bolsa em cima de uma mesinha que tinha ali.

–Não tem internet, só tem uma cama e nem café da manhã, para mim isso é péssimo!-Sorri sentando na cama o observando, eu estava encantada com a altura dele e o porte mais largo.

–Ele só tem onze anos, onde acha que conseguiria dinheiro para pagar algo de luxo do jeito que quer?-Soltou uma risadinha de lado.

–Ma chérie seu irmão tem dinheiro para comprar uma casa maior que a sua...-Disse com escárnio.

–O que?-Ele se virou para mim com um olhar desinteressado sentando ao meu lado fazendo nossos braços se tocara colados, aquele sorrisinho malicioso no rosto, as orbes que hora estava clara hora escura e o cheiro de canela impregnado na blusa...Eu esqueci completamente sobre o que estávamos falando.-Senti sua falta...-Sussurrei e ele tornou a sorrir puxando a liga do meu cabelo, aproximando o nariz dele e em um respirar profundo com a intenção de sentir o perfume deles.... Confesso que me arrepiei quando o fez.

–Quanto tempo eu tenho que esperar até poder te agarrar...-Mordi o lábio quando ouvi tragando saliva nervosa.

–Eu nem sei por que está esperando...-Revidei e nossos olhos se encontraram.

Suas mãos tocaram meu rosto suavemente fazendo com que seguisse até o seu iniciando um beijo carinhoso que logo se tornou tão faminto quanto aquele que aconteceu na universidade, ansioso e fomento.

De repente suas mãos inquietas logo desceram para os botões da minha blusa sem interrompe o beijo e repeti os movimentos sobre a blusa dele sorrindo. Isso me trás recordações tão agradáveis... Na verdade ainda não caiu a ficha que eu estava com ele ali.

Eu não queria fechar os olhos naquele instante, era realmente ele ali diante de mim jogando a blusa em um canto me puxando contra si.

Quando as primeiras peças foram tiradas ainda aos beijos incandescentes escorregamos dos dois para o meio da cama evitando ao maximo que nossos corpos se distanciassem

Logo um deja vu me ocorreu quando o girei para ficar abaixo de mim, eu particularmente tinha enorme interesse em tê-lo como da primeira vez, com os olhos confusos, mas o coração bem certo.

Acariciei seus ombros sentindo suas mãos percorrem a curva da minha cintura com destreza deslizando até o sutiã o desprendendo...Parei de beijá-lo sorrindo.

–Rápido assim?-Questionei brincando e ele me voltou uma expressão raivosa.

–Ahh não comece Kailyn!-Disse como um criança mimada.-Eu recito trechos de Shakespeare, te compro uma floricultura, jantamos em um lugar romântico, mas por favor, só dessa vez vamos saciar minha necessidade animal antes da sua feminina sem sentido!-Dei uma risada cruzando os braços.

–Não é sem sentido! No reino animal muitos machos tem que fazer sacrifícios até copular com a fêmea!-Oliver me olhou com suplica.

–Eu estou de abstinência á um ano e meio, quer sacrifício maior que esse?!!?-Coloquei a mão no queixo fazendo biquinho fingindo que estava pensando.

–É muito tempo, não é?-Apertou os olhos me encarando com seriedade.

–Eu vou te agarrar a força ruiva!?-Imitei seu olhar ameaçador.

–Tente senhor Gasnier....-No mesmo instante ele me girou forçando a ficar embaixo dele e eu só conseguia rir...Sim, rir, eu estava tão contente de poder estar tendo aquela conversa provocante, de poder estar com ele, de me dar ao luxo de voltarmos as velhas brincadeirinhas em que eu infernizava ele....Minha nossa como isso me fazia falta.-Só pra constar...Senhor Gasnier é meu pai, não me chame assim... Principalmente agora!

Como se eu fosse lembrar de como deveria chamá-lo enquanto avançava sobre mim arrancando meu sutiã e jogando no meio do quarto do hotel....É eu sei que aqui não é apropriado pra isso, porém as que limpam aqui que me perdoem, é mais forte do que eu.

Avançou sobre meu seio o acariciando com desejo pressionando a ponta da língua no bico enquanto sua mão direita estava descontrolada alisando o comprimento da minha coxa subindo e descendo.... Pronto, lá se foi toda minha valentia se derretendo, eu tentava segurar os sons emitidos por mim, porém isso sempre irritava o Oliver, era como se eu o desafiasse a me obrigar a gemer.

Quando me impedi tapando a boca ele logo me fitou sorrindo de lado, no fundo ele gostava quando isso acontecia. Mirei com os olhos suplicantes e sua mão migrou ferozmente até meu outro seio apalpando o com força voltando seus lábios para onde tinha parada.

Mordi a boca, foi inútil, ele venceu de novo. Ergui o corpo em um descontrole sentindo um deleite o percorrer dos pés a cabeça e no ato o enlacei com as minhas pernas o aprisionando em baixo de mim.

–Calma, calma, que eu nem comecei...-Sussurrou provocante.

Desceu o rosto lentamente lambendo de leve no caminho me fazendo arrepiar por completa, desabotoou minha calça beijando minha barriga enquanto a puxava para baixo... Só de pensar no que planejava a seguir fazia meu corpo arder ao ponto de cerrar os olhos em êxtase.

Coloquei as mãos em suas costas como de certa forma um apoio quando terminou de tirar minha ultima peça e estimulou meu intimo me fazendo perder o controle de vez quase me contorcendo na cama conforme os dedos dele se remexiam dentro de mim.

Seu sorriso satisfeito chegava a me irritar, porém os vai e vem me deixavam mole demais para até mesmo contestar. Acenei para o Oliver vir até minha altura, no entanto, ele negou alisando minhas pernas com a outra mão, beijando meu umbigo sem deixar o ritmo dos dedos dentro de mim diminuírem.

Eu não ia conseguir me segurar por muito tempo, por isso cravei minhas unhas em suas costas o obrigando a vir para cima de mim. O beijei fervorosa empurrando com as pernas sua calça, mas não deu certo, ele resmungou sem desgrudar nossas bocas que mesmo ofegantes não dava para separar. Tirou a roupa e do nada sentou frente a mim apavorado.

–O que foi?-Questionei não aguentando esperar, o abracei beijando seus ombros, pescoço, bochecha e ele continuava quieto.

–Eu-eu não tenho...-Sorri apontando pra minha bolsa.-...Você veio mais pra isso, não é?-Disse em um timbre curtidor. Mas seu sorriso morreu quando sentei em seu colo.

–Eu sou cinestésica lembra? Um ano e meio sem ser tocada... Vamos.... Deixe pra me criticar depois que eu já tiver acabado com a saudade....-Acariciei seus cabelos dando um selinho leve em seu lábios.-...Eu senti tanta sua falta... Até das coisas que me irritava em você...-Sussurrei pegando sua mão levando até meu rosto o vendo sorrir contente.

–Ma chérie....

A proteção foi colocada e bom, acho que o resto já se sabe o que aconteceu. Muitos suspiros, gemidos abafados e um bocado de sentimentos relembrando uma das boas razões de nos darmos tão bem.

Uma não foi o suficiente, dessa vez nem para muito menos para ele, houve uma segundo e haveria uma terceira se sua disposição física fosse melhor. Mas só o fato de estar ali do meu lado já fazia toda a viajem valer a pena.

–Ah esse aí quem mandou foi a Margo!-No mesmo instante ele jogou a lembrancinha em um canto do quarto.-Oliver!-Nem deu moral.

–E esse aqui?-Mostrou um chaveiro em formato de DNA ou pelo menos acho que é isso.

–Ah esse foi meu pai!-Colocou ao lado da bolsa dele, continuando a olhar os presentes.-E então....-Vesti a roupa intima.-...Como vão as coisas com seus pais?-Ele bufou desinteressado.

–A mesma lenga-lenga de sempre. Olivier pense no seu futuro, Olivier você deveria nos ouvir, Olivier isso é para seu proprio bem... Nada de novo.-Respondeu apontando uma caneta nanquim preta.

–Professor Robert.-Sentei na cama com ele de costas pra mim.-Você e meu irmão não tinham um plano macabro de acabar com a reputação deles?

–Tínhamos, mas as coisas se complicaram, meus pais são praticamente 100% racionais, é difícil driblar eles, só que não se preocupe, eu ainda tenho planos de voltar.-Engatinhei até ficar do lado dele.

–Oliver... Isso não me parece muito certeiro, diga a verdade, acha que vai conseguir voltar?-Me fitou suspirando.

–Meus pais são complicados... Mas... Eu vou pensar em outro jeito.-Mordi o canto da boca.

–Você não está pensando em me deixar, está?-Me fitou seco.

–Só por que eu não consigo uma terceira vez não quer dizer que meu sentimento diminuiu, apenas que não estou fazendo exercícios o suficiente! Para de pegar no meu pé!-Resmungou e eu ri.

–Você nunca recusa uma terceira vez e isso...

–Kailyn! Fica aqui um mês e eu me recupero!-Mordi a boca querendo ri.

–Sério? O capitão da Eloise fica meses longe dela e consegue sem fazer força...-Murmurei o provocando.

–Namora com ele, dai o programa será assistir a jogos de baseball no final de semana, participar de brigas de rua de vez enquando e logo de primeira fazer sexo nada romântico no banco de trás do carro.-Fiz careta, isso é tão a cara da Eloise e tão pouco a minha.

–Minha prima me mata antes de tocar nele...-Dessa vez ele me fitou zangado.

–Sua prima? Essa é sua preocupação? Que tal eu intoxicar vocês dois?-Sorri largo o abraçando.

–Eu to brincando. Bom, eu vou tomar um banho e dormir, quais seus planos?-Se levantou.

–Eu tenho que ir pra casa, vou pegar umas roupas e já retorno pra cá, tudo bem se eu levar a chave?-Fiz que sim.

–Vai dormir aqui comigo? Acho que eles cobram por pessoa...-Acenou que não se importava.

–Eu pago. Eu vou indo.-Ele saiu e eu fui pro banheiro.

Não era tão tarde assim, porém eu estava cansada, a viajem e toda essa ânsia em matar a saudade acabou realmente me desgastando ao maximo.

Eu se quer vi ele voltar naquela noite.

No dia seguinte eu despertei como quem tinha tido um sonho maravilhoso na noite passada, o melhor era olhar para o lado e ver que não era sonho. Era de tudo verdade. Eu realmente vi pra cidade onde o Oliver estava.

Já era umas oito e meia, não sabia ao certo se aqui servia café da manhã de qualquer maneira pensei que seria bem melhor se tomássemos em outro lugar. Tomei um banho assim que acordei e antes que eu pudesse despertá-lo um batido forte na porta fez isso por mim.

–Serviço de quarto essa hora?-Questionei confusa e pela forma grosseira que bateu.

–Quem é?-Oliver perguntou sonolento.

–Ainda não sei.-Revidei abrindo a porta e quase fui atropelada por uma mulher que me empurrou pro lado.

–Olivier Gasnier!!!-Gritou ela furiosa.-Achei que nossas regras tinham sido bem explicitas quanto a não voltar a ver essa menina!!!-Ahh minha nossa, era os pais dele, um homem alto com o semblante calmo entrou logo depois dela.

–Mãe!?!?! Como droga você me achou aqui?-Meu francês levantou incrédulo.

–Coloquei um rastreador na sua mochila.-Han?!

–De novo!? Não tínhamos combinado que isso era demais?!-A mulher apertou os olhos.

–Muitas coisas foram combinadas e o senhor não cumpriu! Anda, vamos embora! E

você senhorita...-Ela vinha apontando pra mim quando a fitei séria.

–Eu nada, o Oliver é meu namorado, estou pouco me lixando se concordam ou não!-Ela abriu a boca como se eu fizesse uma afronta.

–Acha que tem requisitos pra namorar meu filho?-Questionou ela e eu a fitei com o mesmo desdem que me olhava.

–Pergunte a ele.

–Olivier vamos embora!-Dessa vez ele se impôs.

–Não. Chega disso, não vou seguir suas regras mais.-Ahh isso com toda certeza me fez sorrir contente.

–Olivier sabe as consequências disso?-Ele avançou para perto dela.

–Isso é injusto, eu fiz tudo certo, tenho que ter crédito em minhas escolhas! Eu requeiro uma avaliação oficial que aponte motivos plausíveis aos contra minha decisão de compartilhar minha interação sexual e emocional com ela!-Certo eu entendi interação sexual, mas no resto boiei.

–Quer uma avaliação oficial?-Ela virou pro marido.-Ele pode fazer isso?

–Tecnicamente falando não tem nada que impeça, acredito que uma avaliação possa ser até essencial em um momento como esse. Afinal eles se interagem emocionalmente e você sabe o quanto isso é difícil de ser cortado, pode causar um colapso psicológico nele se for feito de maneira errada.-Gente....Que povinho mais doido. A mãe dele ficou pensativa e depois de um tempo se virou pra ele.

–Seu requerimento foi concedido, avaliaremos Kailyn Taylor se assim preferir.-Acenou para o pai do Oliver que logo ajeitou as cadeiras ali presentes acenando para nos sentarmos na cama frente a ele.

–O que está acontecendo?-Perguntei cochichando pro francês.

–Sei lá, estou ganhando tempo!-Murmurou de volta.

Depois de meia hora lá estava a mãe do Oliver com ar imponente com um papel em branco e um lápis na mão sentada ao lado do marido me encarando.

–Avaliação física!-Disse o pai dele.

–Branca demais, belisque-a...-Ele literalmente me beliscou.

–Aí!!!-Anotou algo no papel.

–De fato, mais sensível a dor que os demais.-É o que!?!? Mirei o Oliver apavorada e ele parecia pensativo.

–Será que eu posso falar?!!?-Questionei incrédula e ela negou.

–Ainda não chegamos no questionário oral, mas já devo completar aqui com impaciente!-Espera! O que eu digo pode ser usado contra mim?

–Ahh não se esqueça da idade! Três anos mais velha que o requerente!-Disse o pai dele e eu já não sabia o que dizer.

–Isso é loucura! Será que eu amar o Oliver não devia sobrepor tudo isso?-Perguntei e os dois se entreolharam e riram de leve.

–Isso é o que menos importa, amor não coloca comida na mesa!-Retrucou a mulher.

–Amor não escreve pesquisas!-Complementou o mais velho.

–E amor não vai dar um premio Nobel para o Olivier!-Nisso eu já fiz uma carranca.

–Seus pais não são complicados, são um pé saco isso sim!-Falei pro meu francês que soltou uma risadinha.

–Ahh ela fala palavrão! Péssimo sinal!-O pai dele me repreendeu.

Eu não disse mais nada, com certeza ia perder a cabeça se dissesse e eles ficaram lá dizendo que meus seios eram pequenos demais, meus pés eram redondos, minhas mãos gordas e que meu cabelo tinha uma cor muito oscilante...Eu sei lá o que isso quer dizer.

–Pronto, agora avaliação mental!-Ela fez um risco no papel escrevendo isso.

–Cursando um curso pouco significativo!-Sério, eu to ficando muito nervosa com isso.

–Oliver... Quer me defender desses dois?-Murmurei pra ele que pediu calma.

–Dependência defensiva!-O que!? Até minhas ações aqui contam.

–Eu não dependo de ninguém pra me defender!-Eles me olharam seco.

–Foge a noção da realidade!-ARGH!

–Diga me Kailyn, por que a torre de pisa é inclinada?-Torre de Pisa? É aquela coisa torta na Itália certo?

–Por...-Sério, eu não tenho ideia da razão dela ser assim.-...Por causa de um terremoto!-Apontei pra eles animada com esperança que essa fosse a resposta e me encararam incrédulos. Para piorar o francês começou a rir da minha cara.

–Ora depois disso não preciso mais fazer uma avaliação Olivier!-Me encolhi envergonhada com o filho da mãe ainda rindo.

–Es...Es....Espera! Eu tenho pontos!-Disse ele depois de um tempo.

Demorou um pouco até se recuperar e os fitá-los com seriedade.

–Aponte-os.-Ordenou a mãe dele.

–Kailyn é uma boa dançarina!

–Descartável!-Retrucou.

–Sabe cozinhar!

–Descartável!-Eu não digo mais nada, pois vai que pioro a situação.

–Ela tem um senso de criação extenso, imagina casas até dormindo!-Nisso os dois se entreolharam curiosos.

–Um ponto.-Oliver tragou saliva pensando.

–Estatisticamente falando eu produzo mais quando estou com ela, meu nível de estresse diminui deixando meu mental saudável isso deve ser levado em conta!-O pai dele se aproximou curioso.

–Como assim produz mais?-Oliver me olhou um pouco vermelho e eu não saquei.

–Eu consigo elaborar teorias durante os orgasmos!-Arregalei os olhos não acreditando que ele tinha dito isso. Ia reaprendê-lo se o pai dele não tivesse tomado a frente.

–Sério?! Eu também!-Retrucou mais velho e eu coloquei a mão na boca querendo rir vendo a mãe dele bater em seu ombro.

–Hey! Isso é coisa que se conte pro nosso filho, pode atrapalhar o desenvolvimento mental dele!-Na verdade acho que ela disse isso por vergonha também. Espera! Eles sentem vergonha?

–Ahh tenha dó mãe, o desenvolvimento que a senhora acredita que estou tendo já desenvolveu a muito tempo e se quer saber eu já imaginava isso, fiz uma estimativa aos onze anos em relação a publicação de vocês e papai tem cinco vezes mais publicações quando a senhora vai nas viajem com ele.-O pai dele deu uma risadinha.

–Você acha engraçado isso? O desenvolvimento dele foi precoce e você acha engraçado?-Eu não sabia o que dizer. Mas o papel da avaliação foi jogado no chão e isso meio que me aliviou.

–Ainda que seja não teve consequência, você estava errada, pronto, admita e vamos encerrar isso!-Encerrar o que? Não sei, mas fez a mãe dele se virar pra ele.

–Olivier, a parceira é um componente importante no ciclo de vida de um macho da nossa espécie, ela ou vai te destruir ou vai te levantar. Uma vez que você escolha mesmo que futuramente troque essa parte fica marcada pro resto da vida, você perde uma parte da vida... Escolher uma jovem como essa cuja a formação é mínima, o Qi provavelmente abaixo da média e com toda certeza ela irá depender de você para se sustentar futuramente não me parece viável, aliás o que vejo é alguém que vai parir os seus filhos enquanto você dá duro pra manter tudo em ordem, então pense bem!-Engoli seco enquanto ela dizia isso olhando para mim, eu não quero destruir ninguém e posso tentar ser mais inteligente, ter um trabalho melhor, não depender do Oliver, eu não quero que as coisas sejam assim.

–Pensar foi a única coisa que você me permitiu fazer nos últimos anos, então tenha certeza que tudo que eu faço é sempre pensando muito bem. Você não a conhece. E eu detesto dizer para a senhora, mas o que eu preciso como pessoa não está em um currículo. Não preciso de alguém como eu, não preciso de alguém com Qi elevado, não preciso de alguém com uma formação brilhante e muito menos completamente independente de mim... Vocês dois são tudo isso e não aguento um jantar perto de vocês.-Nisso segurou minha mão e isso me encorajou de certa forma, apesar de concordar que sou burra e dependente.

–Eu posso não ser muito inteligente na área de vocês, mas...

–Sem mas, nem na sua área você é!-Revidou a mãe dele zangada e eu fitei o Oliver quase pedindo pra me defender.

–Depois da torre de pisa não tem como eu te defender!-Argh!

–Ta, eu tenho minhas falhas intelectuais, eu sou preguiçosa, vaidosa, romanticista e...

–Romanticista? Essa palavra existe?-O senhor Gasnier cochichou no ouvido da mulher que seca negou.

–Não, a deixe continuar, quero ver até onde essa idiotice vai.-Replicou pra ele o que me deixou mais furiosa ainda. Muito, mas muito zangada aproximei meu rosto do dela.

–Você se acha esperta não é senhora Gasnier?!? Então vou lhe proporcionar um dilema. O que ao longo da nossa evolução acontece quando os geradores dizem a sua cria que ela não deve fazer uma escolha?-Ela apertou os olhos logo os arregalando.-Isso mesmo! Então eu digo a senhora, continue dizendo a ele que não pode, que não deve e que sou uma má escolha, é bom pra mim e péssimo para vocês! A senhora pode ser inteligente, formada e ter um ótimo emprego, só que não pode fazer sexo com ele!-Quando os olhos deles se esbugalharam e eu dei por mim o que tinha dito, tive que me afastar tão sem graça que queria enfiar a cara em um buraco.-Por favor esqueçam essa ultima parte...-Assim que disse isso o francês filho da mãe caiu na gargalhada e logo depois o pai e a mãe dele.

Eles ficaram rindo durando uns quinze minutos e eu? Estava envergonhada demais para pedir para pararem. Mas e a avaliação?

–Que ótimo, além de aturar um irmão gênio e um namorado gênio agora meus sogros são metidos a gênios também...Eu mereço.-Resmunguei virando a cara e o pai do Oliver parou de rir no mesmo instante.

–O que disse? Como assim seu irmão é gênio?!-Eu me assustei com a pergunta.

–Ele é superdotado...-Murmurei e até a mãe do Oliver ficou espantada.

–Qual o Qi dele?-Mexi os ombros, eu nem sei o meu vou saber do dele?

–Sei lá, faz diferença?-Se entreolharam.

–Está pensando no que eu estou pensando?-Perguntou o pai dele para ela afirmou.

–Recessivo!

–Recessivo!-Completou ele com os olhos brilhando.-Mais um Gasnier no meio cientifico, vamos ser a família com maior nome de todos os tempos!

–Se eu, você e o Oliver e essa criança ganhar o premio Nobel querido será mais do que isso!-Disse emocionada, criança? Meu irmão?

–Ahh o Dick não é muito chegado em biologia!-Os alertei que me fitaram como se eu tivesse dito algo idiota.

–Querido, ela não entendeu! Explique a sua linda e maravilhosa futura esposa o que isso quer dizer...-Hein?! Ela disse pro Oliver que eu sou futura esposa dele? Um pouco encabulado ele veio pra perto de mim.

–Supondo que seu irmão manifestou o gene de supertodado e você não, há a possibilidade dele ser recessivo e por isso você não tem manifestado, o meu gene é recessivo, sendo o seu também, existem boas probabilidades de termos um filho com Qi alto...-Filho!? Ele se virou pros pais um pouco confuso.-...Pode ser uma mutação!

–Não! Muito pouco provável!-Explicou o pai dele muito animado junto a mulher.

–Precisamos tomar as providencias necessárias, primeiro boa alimentação! Querida você come direito?-Me agarrei ao braço do Oliver.

–Não vou ter um filho...-Resmunguei muito assustada, como assim do nada eles mudaram a atitude comigo? Como assim agora querem que eu tenha um filho só pra ele ser cientista?-...E a parte onde eu não sou qualificada hein?! Não sei não, pode ser que o gene não pareça!-Isso nem importou eles.

–Hohoh ela fala como se entendesse de genética, que coisa meiga! Pode até ser que possa ser apresentada como uma Gasnier se a treinarmos..!?-Disse ao senhor Gasnier que pareceu gostar da ideia.

–Eu não sou burra!!-Sorriu fazendo que não.

–Quem disse que é querida....?-Questionou a ela na maior falsidade se virando pro marido.- Não podemos alterar o psicológico dela...-Sussurrou pra ele e eu abracei meu francês puxando ele para um canto do quarto.

–Não vai me ajudar?-Ele me fitou contente.

–Te ajudar? Nós conseguimos! Isso é a autorização que precisávamos ma chérie!-O que?

–Não é nada! Eles me vêm como uma espécie de barriga de aluguel em potencial!-Ele fez uma careta.

–E daí? Eles me vem como maquina de produção cientifica e eu já parei de reclamar!-Não acreditei no que ouvir.

–Eu não vou ter um filho agora Oliver!-Exclamei e ele pensou rápido e se virou para os dois.

–Eu requeiro planejamento estratégico, Kailyn não pode e não está pronta para gerar o próximo Darwin!-Eles se entreolharam rápido concordando.

–Requerimento aceito! Três anos de preparação sob nossa vigília semanal!-Espera! Como assim sob vigília?

–Nem pensar! Vigília a cada cinco meses!-Argumentou com eles que não concordaram.

–Jamais! Em cinco meses ela pode fazer um estrago nesse ovulo fértil! Mensal!

–Quatro!

–Dois!-Retrucou o pai dele tomando a frente.-Com relatórios ao final de cada mês!-Nisso o Oliver ficou pensando e... E o que!? Eu não estou entendendo nada, eles estão me barganhando?

–Está bem, mas o relatório será pratico, sem as regras de um trabalho normal.-Dessa vez eles fizeram que sim.-Aceitam?-Apontou pra mim e eles concordaram.

–Muito bem Olivier Gasnier, mesmo os contras conseguiu a parceira que tanto que quis!-É estranho como eles falam com ele, como se fosse um cientista a parte e não filho. A mãe dele bateu palminhas contente.

–Ohhh um filho e um neto inteligentes, esse é o dia mais feliz da minha vida!-Como se eu estive grávida, bando de loucos!-Oh Kailyn vamos! Temos que fazer os exames!

–Hein?! Eu não estou doente...

–Eu sei, mas precisa ver um ginecologista, um geneticista e logico, um nutricionista você é um pouco cheinha!-Eu ia grudando no braço do Oliver, mas ela me puxou sem querer saber.-Querido te mando as fotos do exame mais tarde! Vá discutir sobre ações paternas com Oliver enquanto isso!-SOCORRO!!!

Três dias depois

Três dias se passaram e eu devia estar em um avião, eu sinceramente QUERIA estar em um avião, minha nossa como eu sentia falta da minha família maluca!! Mas não, o assunto do neto era sério, muito sério, tão sério que até radiografia para ver se meu quadril era largo suficiente para passar um bebê eles me fizeram fazer.

Quanto a mim e o Oliver eu não tinha o que reclamar, eles obrigaram o Oliver a fazer TUDO pra mim, desde buscar água a se fantasiar dos meus gostos sexuais... Eles de fato são pais bemmmm estranhos. Até me obrigaram a ficar na casa deles.

–Coma o bolo todo!-Ordenou à senhora Gasnier com um sorriso. Por esses dias eles estão assim, me alimentado com cautela com coisas que podem melhorar meu desenvolvimento.

–Você tem muita sorte sabia!?-Murmurei pro Oliver que sorriu.

–Mesmo? Por quê?

–Eu te amo o suficiente para te aturar e passar por isso.-Sorriu largo.

–Eu aturei sua prima, suas amigas, seus caprichos, o que são meus pais te mimando comparado a isso?-Mirei os dois à mesa.

–Quando vão me deixar embora?-A mãe do Oliver riu.

–Quem disse que vai embora?-Traguei a saliva.

–Eu tenho faculdade, família e amigos, tenho que voltar!-O pai dele se animou.

–Já conversei com o seu pai, ele aprova 100% conosco em relação a casarmos você com o Oliver!-Ah que novidade.

–Não vou me casar, pelo menos não agora!-Eles estranharam.

–Por que não?

–Eu só tenho vinte anos e...-Dei um cutucão no Oliver que riu.

–A família dela vive a lenda da filha casar virgem, não podemos estragar a tradição!-Sério, eu senti uma vontade de bater nele.

–Por essa razão temos que casá-la mais rápido!-Neguei.

–Eu não quero me casar agora e Oliver ainda é de menor!-Eles ficaram sério.

–Daremos a emancipação permanente a ele.-Isso o deixou muito animado.

–É sério!?-Confirmaram.-ALELUIA!!-Eles fecharam a cara.-Digo...Graças a Darwin!-Pigarreio e eu tive que rir.-O que eu quis dizer sobre a tradição é que é necessário todo um ritual antes de chegarmos ao ponto do casamento!-Acho que isso ele está inventando.

–Como assim?

–Érrr... Período experimental de um ano e meio, mais um ano e meio de noivado e preparação para o novo estilo de vida.-As vezes eu o vejo falando e penso...É talvez eu seja burra.

–Tecnicamente falando fomos assim.-Comentou o pai dele.

–Sim, está bem Olivier, tem seus três anos, mas quero ela grávida quatro meses depois do casamento!-Coloquei a mão na cabeça, em que enrascada eu vim me meter!-Agora sobre os nomes! Eu estava pensando que se fosse menino poderíamos chama-lo Einstein!-Nem morta!

–Não, não! Será Wallace!-Isso a contrariou.

–De novo com isso Olivier! Wallece não é um nome significativo como Eisten!-Ele fitou a mãe dele com desdém.

–Bom, quem registra é o pai e a mãe e eu quero Wallace! Ponto final!-Girei os olhos apenas comendo.

–Está bem...-Suspirou.-..E se for menina!? Que tal chamarmos de Marie Curie?-Bebi o suco negando.

–Não, se for menina vamos chama-la de Sophie.-Eu não sei que tipo de atitude esperava deles depois de dizer aquilo, mas deu pra perceber que isso mexeu bastante com a mãe dele que tragou saliva e apertou as próprias mãos. O pai dele apenas deu um sorrisinho, não sei se contente ou não sei, indecifrável.

–De acordo, é um lindo nome...-Murmurou ela. Mirei Oliver que apenas sorriu.

Obvio que eu não poderia ficar ali pra sempre, depois de uma semana eu consegui convencê-lo de que realmente tinha que ir embora.

–Coma direito!-Ordenou a mãe dele.

–Certo.-Apertei a mão dela ouvindo que o meu voo ser anunciado.

–Leia livros de química, vai ajudar a aguçar o interesse do bebê!-Eles realmente falam como se eu estivesse gravida.

–Biologia, a criança fará biologia!-A mulher o corrigiu, porém ele não gostou.

–Química!

–Biologia!-Oliver tomou a frente ao lado da mãe.

–Que tal arquitetura?-Me intrometi e os três me fitaram com horror.

–Nem pensar Kailyn, meu filho não vai fazer arquitetura!-Avancei nele.

–O que você tem contra arquitetura?-Piscou algumas vezes pensando.

–Nada, como ultima opção pode ser arquitetura, não é?-Perguntou a eles que sorriram concordando.

–Claro, ULTIMA opção.-Peguei minha mala suspirando, eu mereço!!!

–Adeus!-Gritei andando as pressas até sentir meu braço ser puxado.

–Não está esquecendo de nada?-Me virei pro francês com um bico enorme.

–Não.

–Está feliz, não está?-Não aguentei segurar, acabei rindo. Olha eu tinha que admitir esse foi a semana mais louca que eu já passei em toda minha vida, mas eu fiquei realmente feliz, por mim e por ele. Acho que essa foi a primeira vez que ficou tão próximo deles com um assunto que ele concordava. E era divertido vê-los obrigar o Oliver a me agradar e pensar no futuro.

–Você ainda vai voltar?-Confirmou.

–Agora ficou bem mais fácil, no final do ano eu estarei lá!-Eu o abracei forte.-Não sabe o quanto esses dias significaram pra mim...-Sussurrou durante o abraço, na verdade eu acho que sei sim.

–Pra mim também, só de ter te visto já valeu todo esse sufoco com seus pais.-Cochichei volta e ouvi ele rir.

–Parabéns senhorita Kailyn, não é qualquer uma que consegue aceitação daqueles dois. Estou orgulhoso de você.-Sorri me separando.

–Tudo graças ao meu irmão, quem diria, mesmo não fazendo nada ele acaba ajudando.-O beijei um tanto tristonha, mais seis meses, dessa vez será bem mais difícil.-Vou sentir sua falta.-Ele sorriu tirando a carteira do bolso mostrando a mexa de cabelos que tinha dado quando se foi.

–A linha está se encurtando, só mais um pouquinho.-Fiz que sim dando outro beijo.-Entregue minhas lembrancinhas a todos, e agradeça seu pai por permitir que ficasse aqui mais tempo.-Concordei e novamente chamaram o meu voo, mirei a tela, faltava dez minutos.-Eu te amo.-Olhar pra ele me fazia querer chorar, eu não era a única sofrendo ali.

–Eu também, fique longe das nerd pra eu não ser descartada por eles.-Sorriu.

–Você tem o dom de fazer as pessoas se apegarem a você, não vão te descartar nem se uma garota com 100% de chance de gerar o próximo Einstein aparecer. Eu nunca vi meus pais convidarem ninguém pra almoçar, nem doutores renomados, mas em três dias eles te colocaram de baixo do teto deles e conversam com você...Eles mal conversavam comigo...-Agora ele estava realmente emocionado.-...Você não tem mesmo ideia do que fez, não é?-Sinceramente não.

–Eu...

–Vou te dar uma dica: Eu nunca tinha visto a minha mãe rir antes. E nesses dias até cantarolar ela cantarolou!-Eu acho que entendi onde ele queria chegar ou pelo menos acredito que seja isso, pensar numa vida podendo vir, pode fazê-los pensar na vida, se alegrar com ela. Acho que eles só queriam fazer as coisas darem certo e agora eles tinham esperança.

O abracei novamente dando um ultimo beijo. Eu sei que ele ainda guarda rancor dos dois, mas enquanto eu andava, eu finalmente pude ver que nem tudo estava perdido, um dia eles conversariam, um dia pedidos de perdões viriam, um dia o perdão seria aceito e isso é estranho por que no final de tudo era como eu queria no inicio, tudo que eu precisava ser ali durante isso... Era eu mesma.

Notas finais
Gostaram!? Espero que sim, eu pelo menos gostei de escrever, gosto dos pais do Oliver eles são bem tecnicos xD Vou responder as perguntas no proximo, estou sem tempo esse mês. Torçam pra eu conseguir um bom emprego dai eu não vou ficar nessa correria toda xD Até o proximo.