Notas iniciais
Buuaaaa não! Não pode ser o fim, mas infelizmente é D: Own que dor no coração, mas vamos lá! Um agradecimento especial a BloodyBunny pela recomendação... Ehh não espera, quero mesmo é agradecer a TODAS pelas 83 recomendações lindas e maravilhosas que recebi ao longo da fic e as incriveis 95 que recebi de Inner beauty (Sim eu ainda mexo em inner e leio todos os reviews e recomendações, quando vejo que tem alguém comentando cap por cap, eu começo a ler na mesma sequencia com a pessoa, sou meia retardada XD') E Claro não posso ignorar os incontaveis reviews! Gente eu adoro os reviews que vocês me mandam e... OMG parece até que eu vou morrer pq a fic ta no fim ç.ç Hey me adicionem nesse face: https://www.facebook.com/profile.php?id=100007418820756 Todos os avisos sobre as fic eu vou passar por ele, quem tiver interesse. Okay sem mais delongas.... Ç.Ç Boa leitura e desculpem os erros.

Capitulo 60

Akai Ito

Eu girei os olhos logo depois o apertando sentindo aquela vontade de chorar novamente, em minha garganta havia um nó enorme entalando as palavras que simplesmente não conseguiam sair por que na minha cabeça tudo que se passava era "ACABOU", e esse 'acabou' não permitia pensar em novas possibilidades, não me deixava acreditar que esse não seria o fim, esse 'acabou' parecia o significado literal do nosso relacionamento.

Mas eu estou sendo forte.

As coisas já estavam ruins em casa, meu pai faltava pouco desabar no choro por causa dele e minha mãe estava de cabeça baixa pelos cantos da casa querendo mimar o Oliver e o Dick...Ele estava triste a sua maneira. Por isso eu tentei manter o espírito esportivo, sorria forçado tentando passar boas perspectivas em relação a essa viajem mesmo não acreditando nisso.

–Você acha que engana alguém com essa atitude?-Perguntou o baixinho insuportável sentando do meu lado no sofá.

–Que atitude? Eu não estou fazendo nada!-Revidei engolindo seco.

–Mesmo?! Então por que está evitando o Oliver?-Suspirei negando.

–Não estou evitando ele! Só achei que ele fosse preferir ir com o papai pegar as coisas dele na universidade!-Me mirou zangado negando.

–Deixa de ser infantil, vocês só tem quatro dias e você insiste em agir assim? Está magoando ele, sabia?!-Respirei fundo engolindo o choro que vinha.

–Que diferença faz?! Não vamos mais ver ele mesmo!!-Ele franziu o rosto se levantando e ficando na minha frente.

–Que historia é essa? Da onde você tirou isso?!-Eu não queria contar o que sentia logo pro meu irmão mais novo, mas estava me sentindo tão frustrada que qualquer um serviria.

–Ele está indo pra Inglaterra, não é ‘bem ali’ onde podemos ir ver ele quando der, logo o mestrado será pouco e quando verem o quão inteligente e incrível ele é, terá doutorado, pós-doutorado e por ai vai, ainda mais com os pais dele lá... Não vamos ver ele de novo Dick, esta é a realidade!-Ele passou as mãos sobre o rosto respirando fundo.

–Não Kailyn, isso não vai acontecer, se aparecer um doutorado ou as oportunidades que forem eu não tenho duvidas de que ainda sim ele voltará em dois anos....-Mexi os ombros chorosa.

–Como você pode ter certeza disso...?!-Suspirou olhando para os lados.

–Por que ele gosta de você, por isso para de agir feito uma idiota e aproveite o pouco tempo que tem com ele!-Nisso já saiu de perto de mim em passos largos.

Cocei a cabeça confusa, eu sei que o Oliver gosta de mim, porém isso não diminuía meu medo em nada, ainda me doía saber que ficaria sem ele. Meu pai e o francês provavelmente ficariam o dia inteiro pegando as coisas na universidade e trazendo aqui para casa, por isso resolvi ouvir o conselho do Dick e fui até lá.

–Kailyn!!-Chamou alguém em um tom assustado escondida atrás de uma arvore perto do quarto dele, assim que procurei de quem era a voz notei que era a Paola e a Margo.

–O q-... O que vocês duas estão fazendo aqui nas férias?-Elas se entreolharam com um sorriso sem graça.

–Meu irmão me contou ontem que o diretor ligou pra ele informando a saída do Oliver e que ele seria o novo responsável pelo laboratório, então ele me contou como conseguiu isso....-Rangi os dentes me aproximando delas e Margo ficou na frente.

–Ela não sabia Kailyn, nenhuma de nós sabíamos, viemos aqui ver se era verdade...-Eu não me acalmei, ainda queria dar uma lição no Zack, porém por agora eu deixaria passar.

–Seu irmão me paga Paola, eu vou dar o troco, você sendo minha amiga ou não!-Ela veio pra perto de mim com um semblante triste.

–Eu sinto muito, e digo que estou disposta ajudar nessa vingança!

–É, eu também, não gosto do Oliver, mas isso foi trairagem!-Completou Margo.

–É melhor vocês não chegarem perto dele agora, ele está morrendo de raiva do seu irmão Paola e.... Bom de você ele nunca gostou Margo.-Ela me sorriu fazendo que entendia.

–Então ele vai mesmo embora?-Perguntou a mais magra pra mim que não aguentando mais segurar comecei a chorar.

–Vai.......-Desabei no choro abraçando as duas e por fim fomos para o jardim da faculdade longe dos aposentos dele onde eu pude me soltar a vontade.-...Meu irmão diz que ele vai voltar, mas dois anos é tempo demais, é tão difícil dizer que vai mesmo voltar, que os pais não vão bolar outro plano pra manter ele perto, que vamos estar bem até lá.... Eu não sei o que fazer...-Disse deitada no colo da Margo enquanto a Paola me afagava.

–Isso é besteira sua Kailyn, um monte de pessoas conseguem manter relacionamentos a distancias, vocês se gostam tanto, por que seria diferente!?-Eu limpei meus olhos negando.

–Relacionamentos a distancia dá certo quando no fim do mês você tem dinheiro pra ir ver essa pessoa, não quando ela se muda pra outro país e é controlada pelos pais ao ponto de restringir o contato entre vocês!-Elas olharam uma pra outra dando certa razão ao que eu dizia... Dois anos, 24 meses...Mais ou menos 730 dias... Era tempo suficiente para muitas coisas acontecerem, tempo suficiente para sentimentos mudarem, tempo suficiente para aparecer alguém melhor e convencê-lo a não voltar.

Eu sei que estava sendo dramática ao extremo, mas no fundo eu realmente sentia todo esse drama onde a pior parte era que não me parecia certo manifestar ela... Quero dizer, não posso simplesmente dar um crise implorando para ele não ir, eu queria fazer algo para impedir, mas nada além de pessimismo me vinha em mente. Então... Eu voltei pra casa para me desabar no meu quarto sozinha.

–Querida?! Posso entrar?-Minha mãe bateu na porta e sem esperar eu responder simplesmente entrou, tirei o travesseiro do rosto já molhado de tanto que eu chorava ali.-...Kailyn!-Exclamou em um tom de desaprovação ao me ver naquele estado.-...Pelo amor de Deus não é o fim do mundo!-Andou até a cama se sentando na beirada.

–Será que só eu estou levando essa historia ao pé da letra? Ele vai EMBORA, não vai na esquina comprar chiclete, não vai fazer uma visita na casa de uns familiares.... Vai embora!-Ela suspirou.

–Mas vai retornar, sinceramente estou admirada que você esteja assim, bola pra frente, não?!-“Bola pra frente”?

–Como assim “bola pra frente”?! Eu amo ele mãe!-Ela me fitou um pouco apreensiva.

–Kailyn, vocês são crianças ainda, é muito cedo para falar de amor... E o Oliver só tem 15 anos querida, é um superdotado com muitas experiências, claro, mas ainda tem só 15 anos! Sabe o que quer dizer? Que muitas coisas ainda precisam acontecer para ele amadurecer, ELE precisa disso e talvez... Seja bom essa distancia, vai fazer não só ele repensar, porém você também...-Eu afundei novamente o travesseiro no meu rosto, não, eu não tinha que pensar em nada, tudo que conseguir entender dela foi que Oliver precisava ter outras garotas antes de decidir se quer mesmo gastar o tempo dele comigo.

–Você não entende...-Murmurei o som abafado pelo travesseiro.

–Claro que entendo...-Me sentei bruscamente a fazendo se espantar.

–Não, não entende! Mãe e se fosse o papai?! Ia dar esse conselho a si mesma?-Ela riu negando.

–Você e ele, não é como eu e seu pai...-Interrompi colocando minha mão na frente já extremamente irritada.

–Você quase perdeu o papai por causa da idiotice de ouvir sua mãe, lembra?! Eu não vou cometer os mesmos erros que você, não vou abrir mão do francês só por que você ou o mundo acha que ele não é maduro suficiente pra isso ou o que sentimos é passageiro....POR QUE NÃO É!-Assim que vociferei isso percebi o que tinha realmente tido, a mirei um pouco sem graça enquanto ela parecia um tanto surpresa.

–Se é assim, por que estava chorando?-Sorri para mim mesma querendo chorar de novo.

–Eu não sei....-Engoli seco, fitando a janela.-...Não estava preparada pra isso...-Foi como no inicio do ano, eu não estava preparada para a atitude do Mike e acabei indo para um caminho completamente diferente do que eu imaginava.

–Bom.... Eu quero fazer uma festa de despedida pra ele!-Disse ela do nada enquanto estava pensativa.

–Festa de despedidas?

–Sim! Algo que o faça perceber que não importa onde ele está, ele sempre vai ter um lugar pra voltar!-Limpei os olhos sorrindo.

–Tirou isso de uma de suas músicas não foi?-Me tornou o sorriso caloroso me abraçando.

–Vai dar tudo certo querida, você vai ver.-Não sei o que foi melhor, o conforto dela ou não ter que ouvir uma metáfora sobre dança.

A ideia da minha mãe não era nada muito espalhafatoso, ela pediu ao Dick para chamar todos os amigos do Oliver incluído o professor Robert, meu pai trataria de ficar ajudando ele e distraindo enquanto eu e ela organizávamos tudo. Era bem singelo, um jantar no jardim com uma comida bem caseira onde cada um daria algo especial para ele levar consigo, mais um dilema comigo, eu nem sei o que daria para ele.

Acabei tentando me interter com os deveres domésticos, quando o som da voz dele soou da entrada meu corpo simplesmente perdeu o equilíbrio quase derrubando os copos que eu guardava dando um alerta sutil da cozinha do meu nervosismo excessivo, eu estava cada vez mais instável e isso estava cada vez mais perceptível aos outros, o que me incomodava. Eu tinha em mente que meus sentimentos não iriam mudar em dois anos, mas o medo dentro de mim persuadia minha cabeça colocando situações negativas descontroladas.

–Ma chérie...?!-Assim que me chamou eu mais uma vez quase deixo os copos caírem ao chão, ia me virar, porém me encontrava em uma sensação tão delicada de sentimentos a flor da pele que fiquei sem coragem para fazer isso.

–Oh... Oi Oliver! Estou terminando aqui, pegou tudo na faculdade?-Perguntei de forma tão robótica que acho que ele percebeu.

–Pode se dizer que sim...-O Ouvi suspirar enquanto eu fingia que ajeitava a cozinha.-...Tem um monte de coisas que vou precisar deixar...-Disse depois de uma pausa.

–Pra levar depois, não é? Eu imaginei que não daria para levar tudo dessa vez!-Dessa vez ele deu uma tossi de som baixo o que me fez o mirar pelo canto do olho.

–Por que está dizendo isso?! Ou melhor por que está agindo assim?!-Dei uma risadinha sem graça negando.

–Não entendi...Eu não estou fazendo nada...-Senti frases melhores entalarem na minha garganta, eu estava tão nervosa.

–Kailyn hoje era pra você ter ido comigo pegar minhas coisas, seria o dia inteiro só eu e você mexendo em objetos que nos levariam a um estado magnífico de nostalgia, porém a única coisa que eu fiz hoje foi tentar explicar pro seu pai por que tinha tanta roupa intima sua dobradas ao lado da minha...-Soltei um risinho imaginando a cena, só que ele tinha razão.

–Desculpa, eu fui na universidade, mas... Encontrei as meninas e...

–E resolveu passar o resto do dia com elas?! Você vai ter muito tempo para ficar com elas...-Seu tom ia mudando para zangado quando o ouvi suspirar novamente.-...Elas vão ter muito tempo para ficar com você..... Eu não.-Nisso saiu subindo as escadas.

–Oliver espera...-Eu ia segui-lo, me desculpar e terminar a noite com ele, mas não consegui, a única coisa que eu conseguia pensar em fazer quando estivesse de frente para ele era chorar e implorar para que ficasse e acho que o francês não precisava ver isto para se sentir pior enquanto viaja.

Eu rolei na cama a noite toda até simplesmente desistir de pegar no sono, eu me levantei indo até a janela sentindo o vento da noite atingir meu rosto... Em outras circunstâncias eu já estaria dando um jeito de tirá-lo do quarto do meu irmão e o obrigando a ficar aqui comigo. Por que eu não conseguia fazer isso? Por que o medo estava me bloqueando tanto?

Cheguei a conclusão que somente uma pessoa apaixonada suficiente poderia me entender, poderia me ajudar a entender tudo isso.

–Sério que você quer conversar as uma e meia da manhã?!–Resmungou Eloise sonolenta do outro lado.

–Por favor Lise, eu estou desesperada, eu quero mais do que tudo aproveitar esse tempo, eu quero dizer coisas a ele que ainda não disse, mas não consigo... Não quero desabar aos prantos, por que é isso que vai acontecer!-Minha prima bufou do outro lado se remexendo.

–Do que você tem medo?! Dele achar outra garota ou coisa do tipo?–Questionou.

–Eu tenho medo que esses dois anos mude tudo que houve entre a gente, que ele não volte, eu estou feliz e ele ir embora significa que não vou ficar mais! você não se sentiu assim quando o capitão se mudou?!

–A única coisa que senti foi que eu sabia que longe dele eu sofreria, tenho meus problemas de ciúmes, verdade, mas ele estava sob aviso.... Se aparecesse uma outra eu ia quebrar os dentes dela!–O jeito que minha prima encarava o relacionamento dela chegava a ser cômico e puro.

–Não tinha medo que as coisas entre vocês mudassem?-Ela suspirou do outro lado dando uma risadinha.

–Já gostou tanto de alguém que fizesse você não se importar se as alguma coisa ia mudar ou não?! As pessoas mudam... Quer saber Kailyn?! Meu sentimentos pelo capitão mudaram desde que o conheci, no inicio eu o odiava, depois passei a admirá-lo em sequencia veio a paixão, quando preferi morrer do que vê-lo se machucar o sentimento já tinha se tornado amor e hoje eu sinto que continua mudando conforme o Dillan muda...­–Engoli seco sabendo que ela tinha razão.

–...Eu sei que daqui dois anos eu ainda vou gostar dele, mas eu não posso falar por ele.... É muito longe para eu consertar as coisas se nos desentendermos e muito tempo para eu ter certeza de que vai dar certo.

–...Você está pensando demais, o pirralho não vai achar alguém melhor do que você, se achar uma nerd por lá damos um jeito de pegar o carro do seu pai de novo, vamos aonde ele está, você tira a roupa e caso encerrado!–Eu dei uma gargalhada não entendendo a lógica dela.

–Ir pra Inglaterra de carro já é um absurdo, agora por que tirar a roupa pra ele encerraria o caso?!

–Bom primeiro por que com a inteligência você não vai conseguir reconquistá-lo, segundo que aposto que entre seu corpicho e de uma nerd que não se depila ele vai preferir o seu... Que aposto que já brincou no seu parquinho...

–Ahhhh! Já entendi aonde você quer chegar! Então...Seu conselho é que...

–Que desligue a porcaria do telefone, me deixe dormir, vá correndo pegar o gênio do mal no quarto do Dick, dê tantos chupões e mordidas nele que vai ter que usar cachecol e mascara de frio pra tapar, assim quando ele chegar em Oxford todo mundo vai saber que ele tem dona e das bem bravas!–Eu segurei o riso por que esse seria estrondoso e acordaria todo mundo,

–Por que tenho a leve impressão que você fez isso com o pobre do capitão?-Ela soltou uma risada do outro lado.

–Querida isso foi o de menos, eu escrevi meu nome enquanto ele dormia com chupões bem largos, nas pernas, nas costas, nos braços e no pescoço, ele ficou tão puto da vida que só me ligou dois dias depois, mas foi bem feito!–Eu tentei imaginar ela escrevendo o próprio nome nas costas dele fazendo fileirinhas de chupões, mas ficou obseno demais então achei melhor parar de imaginar.

–Okay, acho melhor deixar você dormir.

–Também acho, esqueça o medo, para de pensar, ele tá indo embora, não vai ter como você voltar no tempo e se arrepender depois, é agora ou agora!–Respirei fundo e criei a coragem que Eloise geralmente tinha para sair de casa a noite pra ir ver o capitão, tudo bem que ela se metia em muitas enrascadas, mas se era para se arrepender de algo que seja por uma coisa que fiz e não que não fiz.

É eu sei que estava tarde, abri a porta do quarto do meu irmão com a maior cautela do mundo vendo meu magnífico francês estirado no colchão no chão completamente descoberto com os aparelhos auditivos e os óculos do lado. Eu fiquei mexendo no pé dele bem sutilmente, meu irmão tinha o sono mais leve do mundo, o cair de uma agulha fazia ele acordar e gritar para fazer silêncio. Em contrapartida o francês além de não ouvir nada continuava imóvel, eu belisquei seu pé, mas ele só mexeu e se quer abriu os olhos.

–Non, je ne veux pas aller...-Murmurou ele dormindo quando dei outro beliscão, mirei meu irmão correndo para ver se tinha acordado, porém felizmente parecia imóvel.-...Vous ne pouvez pas me faire ....–Continuou, por que esse francês não acorda logo.... De repente o inesperado ou esperado... Meu irmão lascou o chute nas costas do Oliver que o fez disparar quase desesperado.

–O q...

–Minha irmã está a meia hora tentando te acordar, PELO AMOR DE DEUS SAIAM OS DOIS DO MEU QUARTO!!!- Disse meu lindo irmãozinho de uma forma tão sutil e carinhosa que chega colocou medo em mim e no francês que agora me viu na porta e veio engatinhando pra perto de mim.

–Por que você acordou ele?!-Perguntou Oliver assim que entramos no meu quarto.

–Não acordei, a porta acordou....-Murmurei sentando na cama acenando pro lado pra ele se deitar.

–Ehhh... Não preferi chamar suas amigas?!-Nas coisas em que estava pensando em fazer, chamar Paola e Margo seria um tanto lesbico.

–Não temos tempo pra discutir, eu preciso te carimbar!-Disse sorrindo não pensando em mais nada, depois de amanhã não seria tão tortuoso se não estivesse fazendo o que estava disposta a fazer agora.

–Carimbar? Você bebeu?!-Franziu o cenho se jogando do meu lado e eu praticamente me joguei em cima dele sorrindo.

–Não, digamos que eu falei com uma pervertida de plantão, ela disse que em ocasiões como essas deve-se carimbar os namorados!-Bom eu não ia perder tempo explicando, eu não ia mais perder tempo.

Eu levei um pequeno susto quando percebi que já era de manhã e a porta estava destrancada sendo que a qualquer momento minha mãe apareceria pra chamar pro café e tinha um jovem francês nu todo cheio de machinhas roxas na minha cama. Eu acho que eu não tinha Q.I para pensar em uma desculpa pra uma situação dessa, por isso corri vestindo minha roupa espalhada pelo quarto dando cutucões no Oliver pra ver se ele acordava.

–Anda, se meus pais te pegarem aqui, vão me matar....-Sim, ME matar, por que com toda certeza eles ficariam do lado do Oliver se tratando de uma prima próxima da Eloise.-....Oliver!!!-Ele levantou o rosto com uma expressão indignada.

–Ma chérie pela milésima vez.... Eu não aguento mais uma vez!-Soltei um riso com a bochechas já vermelhas negando.

–Não é isso, você tem que voltar pro quarto do Dick, já é de manhã!-Ele me pareceu um tanto aliviado fazendo que sim.

–Ahh sim, to indo, to indo....-Assim que ele se levantou da cama eu senti uma imensa vontade de rir, não escrevi meu nome nele, mas eu tinha que confessar que havia exagerado....Quanto tempo será que vai levar até ele perceber?

Apesar das circunstancias, de eu ter meio que feito as pazes com ele, o sentimento triste de estar perdendo algo não me deixava.... Nada, absolutamente NADA era garantido e provavelmente era isso que me perturbava tanto.

–Minha nossa! Oliver querido o que é isso no seu pescoço?!-Segurei o riso quando minha mãe perguntou, notei ele me olhar pelo canto do olho um tanto zangado.

–Eu acho que é alergia...-Murmurou pegando o café e tomando.

–Ácaros! Eu também sou alérgicos a ácaros filho, depois te passo um remédio!-Disse meu pai amigavelmente tocando seu ombro.

–Eu agradeço....-Dei outra risada pegando o meu café e acenando para mamãe para irmos logo as compras, pois tínhamos muitas coisas para fazer hoje.

–Vamos mãe, eu marquei com a meninas agora cedo...-Ela fez que sim terminando o café apressadamente.

–Ohh sim, os senhores façam o favor de limparem a mesa e lavarem a louça!-Os três mesmo contrariados fizeram que sim.

O clima não estava dos melhores entre nós, não que uma estivesse zangada com a outra, mas é que apesar de estarmos preparando uma festinha essa não era bem uma coisa da qual deveríamos comemorar.

–Está se sentindo melhor?-Perguntou uma das meninas com um sorriso complacente.

–Não, e acho que vou ficar pior quando ele se for.... Provavelmente deprimida me entupindo de chocolate!-Revidei pegando o que a lista pedia.

–Não seja pessimista, vai dar tudo certo, tem uma frase que diz "A ausência só mata o amor quando ele está doente na data da partida" O que não é o caso de vocês!-Eu mirei Margo um pouco confusa, aquilo era pra me preocupar ou não?!

–O que a Paola quer dizer é que quando o sentimento é verdadeiro e mutuou a distancia é um detalhe insignificante, não é por nada não Kailyn, mas você não sabe como era aquele garoto antes de você aparecer.... Pense no Dexter e não to falando no Dexter do desenho eu to falando do psicopata da série! Mas ele largou tudo de mão por sua causa, então pra nós sua preocupação é completamente desnecessária.-Eu acenei que sim aceitando as palavras dela como conforto.

–Pegou tudo querida?-Minha mãe apareceu com o carrinho já cheio e eu fiz que sim.

–Sim, já está tudo aqui.

E o dia de tão atolado passou rápido, quando dei por mim já tinha que tomar banho pro jantar e dar inicio a festa que acabou aparecendo mais gente do que eu esperava. Refrigerante para os mais novos, vinho para os mais venho todos simplesmente comiam sorridentes conversando uns com os outros como se realmente fosse uma festa de comemoração.

–Pessoal, pessoal....Silêncio um pouco aqui!-Meu pai se levantou da cadeira acenando para todos com um sorriso tristonho.-...Amanhã....-Suspirou pesadamente.-...Nosso pequeno Oliver vai estar rumo a grande Inglaterra, caminho longo e eu sei que bem complicado pra seguir sozinho, mas quando se trata de você filho eu não duvido do sucesso....Parece que foi ontem que chegou aqui todo tímido como amigo do Dick e hoje já posso dizer que faz parte da família...-Ele pigarreou um pouco sentido vendo a face do francês emocionado.-....Quando chegar lá, quero que se lembre que vai sempre ter um lar para voltar...Aqui...Junto aos Taylors.... Casado com a minha filha!-Tapei o rosto enquanto os demais caiam na risada, isso foi tão desnecessário parecia até que era uma honra enorme pra mim casar com ele.

–Não precisava dizer isso pai!-Briguei o que fez as risadas se prolongarem.

–Tomando a deixa do senhor Taylor, gostaria de dizer umas palavras...-Agora quem se levantara era o senhor Robert que também não parecia muito feliz.-...Eu o conheci assim que entrou na universidade, você era tão novinho que ninguém colocava muita fé em você, mas todos estavam errados, você mostrou a aqueles garotos o que é um cientista de verdade e o grande valor que ele tem, que em Oxford você consiga mostrar o mesmo!-Houve uma palmas enquanto Oli agradecia sem jeito, acho que ele não esperava esses breves discursos.

–TUDO BEM! Agora o Dick vai falar!!!-Gritou Undine puxando meu irmão que já estava roxo de vergonha.

–O que!? Não, eu não vou falar nada não!

–Vai sim Megamente! Ele é seu melhor amigo caramba precisa dizer algo antes que ele parta!-Dick olhou seco pra ela negando.

–Eu vou falar com ele quase todos os dias pelo computador não preciso fazer isso!-Ela fez uma carinha confusa.

–Ahhh não interessa, esse é o momento dramático onde você tem que dizer o que sente e anda logo se não quiser me ver zangada!-Aquilo realmente assustou meu irmão que concordou.

–Ta legal, ta legal....Herhnmm.....Então.... Você é o meu melhor amigo e tirando as conversas sobre a chata da minha irmã eu vou sentir sua falta....-OMG ele realmente se expressou?! E nem era pela Eloise, acreditem ou não isso é algo extremamente raro vindo dele.

–Ownn que bonitinho!!!-Disse a amiga dele e todos começaram a rir, ele estava muito vermelho. De repente a pirralha apontou pra mim do nada.-Agora você Kailyn!-Neguei sem parar muito sem graça.

–Não, não, eu não sou boa nisso!-Falei sentindo meu estomago doer, eu não ia conseguir falar na frente de todos.

–Nem o Dick, mas ele falou, vamos Kailyn... Você a namorada dele é que mais precisa falar!-Continuei negando já sentindo meus olhos arderem.

–Não! Eu não sei o que falar, não sirvo pra isso!-Retruquei, mas o clima já estava tenso com todos me esperando dizer alguma coisa.

–Fala qualquer coisa querida...-Minha mãe tocou meu ombro e eu respirei fundo mordendo a ponta dos lábios... O que eu ia dizer?

–Okay.....Qualquer coisa....-Pensei, pensei, pensei... Muitas imagens me vieram na mente, varias onde eu deveria agradecer, outras contendo inúmeras cenas felizes em que acabávamos rindo de tudo, algumas cheias de emoção em que não deveria sair da cabeça.... E em um momento de silêncio incomodo se fez na mesa por minha causa comecei a pensar no amanhã, girei os olhos vendo todos a mesa, amanhã a essa hora ele estaria bem longe, não viriam mais assistir aos filmes de desenhos japoneses com o Dick, não ficaria horas conversando com meu pais sobre ciências, não estaria mais aqui para aprender novos passos de dança com a mamãe, não estaria ali para me chamar de ma chérie sempre que me visse.... No final eu não era a única perdendo ali, com ele indo embora todos em casa perdiam também, porém o mais provável era que seria a única naquela mesa que choraria todos os dias sua ausência...Como estava começando a chorar agora.

Eu não suportei, tive que me levantar e sair dali.... Ouvir as vozes atrás de mim, porém não queria conversa, aliás eu não conseguia conversar já estava aos prantos para variar. Meus dias seriam um caos, eu iria acordar esperando vê-lo sentado frente ao computador, eu iria pra cantina esperando ele me trazer o café, eu iria depois da aula correndo para o laboratório na esperança de vê-lo e no final do dia começaria a chorar no meu dormitório desejando fortemente ir pra ala masculina para assistir algum filme com ele.

–Até que enfim, aquele papel de machona não fazia o seu feitio....-Mirei assustada pra trás vendo o francês se sentar do meu lado no meio fio.

–Como assim?!-Perguntei com um bico de choro.

–Você chora com facilidade com filmes de romances bobos, é melodramática e sensível, então por esses dias você dá uma de "eu estou bem com isso"...-Ele soltou um sorriso de lado.-...Quando veio ontem até mim achei que fosse o momento, o instante em que colocaria tudo pra fora.-O francês dizia tudo em um som baixo se aproximando cada vez mais de mim.

–Tudo pra fora?! Quer que eu diga o que eu penso disso tudo?-Me olhou pelo canto do olho acenando que sim calmamente enquanto um bico enorme formou nos meus lábios e eu desabei no choro pra valer me jogando nós braços dele.-Eu não quero que você vá....Por favor não vá, não vai dá pra ficar aqui sem você....-Ele me abraçou suavemente e eu soluçava de tanto chorar.-...Diz pra mim que você não vai, diz que vai pensar num jeito de ficar, diz que não vai me deixar....

–Shhh... Eu vou voltar....-Nisso eu sai do abraço negando.

–Quem me garante?! Seus pais não vão deixar, você vai estar no meio de um monte de gênias que vai dar em cima do seu intelecto e eu vou estar aqui mofando sentindo a sua falta!-Ele sorriu negando.

–Gênias?! Ma chérie as chances disso acontecer é nenhuma, eu vou voltar!-Coloquei minhas mãos sobre meu rosto soluçando ainda não conseguindo parar de chorar.-....Por favor não...Fique assim....-Sua voz saiu tremula o que me fez o mirar pelo canto do olho, ele não podia querer que eu simplesmente aceitasse sua partida assim sorrindo.-...Sabe....-Começou novamente respirando fundo quando senti ele arrancar alguns fios do meu cabelo.

–AIII!-Dei uma tapa nele chorosa e zangada.-Por que você fez isso?!-Ele emendou os fios e fez um nó no dedinho mindinho.

–Existe uma lenda que se chama ‘o fio vermelho do destino’ onde uma linha vermelha invisível conecta duas pessoas, eles dizem que está linha pode se esticar ou embaralhar, mas nunca irá partir...-Sorri quando ele puxou minha mão amarrando o outro lado do fio no meu mindinho.

–Você não acredita nisso!-Disse o fazendo soltar um sorriso amargo sutil.

–Pior que a primeira vez que ouvi isso achei que se essa historia fosse real as linhas estariam conectadas aos meus dois dedos....Mas então... Quando eu me apaixonei por você antes mesmo de te conhecer eu comecei a pensar.... E se esse sentimento for a linha me dando cutucões, um sinal de que a outra pessoa está próxima?! De repente, seu irmão me diz que você passou justo na universidade onde eu estava trabalhando, onde por alguma razão antes meus pais tinham justamente me mandado nesta faculdade....Então agora.. Eu não tenho mais duvidas que meu outro lado da linha está amarrado a você...-Olhei para minha mão vendo meu fio de cabelo vermelho amarrado no meu dedinho.-...Eu vou ma chérie, mas nada nem ninguém quebra isso, nem a distancia, nem o tempo, nem gênias em potenciais dando em cima do meu intelecto!-Eu sorri um pouco amarga.

–Eu quero tanto acreditar nisso...Mas sempre que penso nisso não consigo encontrar motivos que te fizessem voltar.....-Ele segurou minha mão girando o corpo ficando de frente para mim.

–Sério que não consegue pensar em nenhum motivo? Kailyn pensa direito, aqui eu ganhei uma pessoa que me chama de filho o tempo todo e se orgulha de todas as coisas que eu faço, aqui eu ganhei uma pessoa que me dá broncas o tempo todo e me faz comer coisas que eu detesto, mas ao final da noite me dá um beijo na testa me desejando 'boa noite' com um enorme sorriso...-O mirei notando que seus olhos se umedeceram e eu pude ver uma tristeza enorme se manifestar em lágrimas.-...Aqui, eu tenho um companheiro para todas as horas, ele me ouve, me aconselha, se diverte comigo e não importa o tempo ele sempre está aposto para me ajudar.... Aqui... Eu encontrei a pessoa mais preciosa da minha vida que me fez ganhar todas essas pessoas como bônus.... Acha mesmo que eu não tenho motivos? Sou eu que quem mais vou perder indo embora!-Seus lábios tremiam e agora ele chorava finalmente.-...Eu não quero ficar longe de vocês...-Nos abraçamos fortemente, eu nunca o tinha visto chorar daquele jeito, deixando todos seus sentimentos se aflorarem ao ponto de logo começar a soluçar, ele sussurrava no meu ouvido que não queria ir, mas a idade nunca o acertou de uma forma tão dolorosa quanto agora o obrigando a ceder os desejos de seus responsáveis.

–Prometa pra mim que vai voltar?!-Sussurrei carinhosamente em seu ouvido.

–Eu prometo.-Se afastou limpando os olhos.-....Prometa que ficara trancada no quarto até eu voltar?!-Dei uma risada negando.

–Eu vou te esperar....-Toquei seu rosto sorrindo mesmo que amargamente.-....Eu vou sentir sua falta...

–Pas plus que jé ...–Nos beijamos de forma suave, mas que foi logo interrompido pelas palmas atrás de nós, assim que mirei assustada estava todos nos espiando de casa.

–Quando drama!-Gritou meu irmão da porta levando um soco no braço da amiga dele que fez sinal negativo.

Ele foi pro meu quarto naquela noite, porém não houve nada além de trocas de olhares e caricias leves com as mãos como se aquela noite servisse para gravar em nossas mente esse momento tão especial onde tínhamos certeza do que sentíamos um pelo outro. Não teve muitas palavras ditas, apenas as mais necessárias, porém acabei me deixando levar pelos seus afagos e cai no sono enquanto gravava imagens de seus sorrisos.

No dia seguinte quando acordei ele ainda estava ali do meu lado acordado e sorrindo, mamãe deu dois toques na porta me chamando e o sol já estava alto.

–Você ao menos dormiu...?!-Perguntei bem baixinho me espreguiçando.

–Vou ter muitas horas para dormir no avião e quando chegar.-Se levantou mexendo os ombros.-...Quero que você me ajude com as malas.-Disse depois de uma pausa, eu fiz que sim.

–Tudo bem.-Depois que me arrumei no banheiro fui até o quarto do Dick e os dois conversavam.-...No que precisa de mim?-Assim que me viu sorriu e meu irmão fechou a porta acenando pra sentar.

–Senta e escute atentamente a gente.-Falou bem sério.-...Com ele indo embora é bem provável que os Gasnier tente sondar você, não mexa em emails que não conhece, não fale com ele pelo seu computador e cuidado com as informações que passa a suas amigas!-Do jeito que meu irmão falava parecia que os pais do Oliver eram assassinos profissionais.

–O que mais eles podem fazer? Já me tiraram você!-Revidei mirando ele.

–Eles são amigos do diretor, podem dar um jeito de te sujar lá! Mas é só precaução, meus pais não costumam agir de forma tão ruim assim...

–Mas se descobrirem que vocês dois ainda estão juntos mesmo longe pode pensar da possibilidade de fazer isso.-Eu acenei que entendia.

–Só isso ou mais algum aviso?!-Eles se entreolharam e meu irmão acenou sorrindo, Oliver trouxe a casinha de vidro com Napoléon dentro e okay, eu fiquei um pouco confusa quando colocou no meu colo.

–Não posso levar o Napoléon, ma chérie eu preciso que você fique com ele até eu voltar.-Arregalei os olhos não entendo.

–Você adora o Napoléon! Até disse que ele é o que mais se parece com você, por que não pode levá-lo?

–Por que eu roubei ele do laboratório, não tem registro nem nada, não dá pra levar! Você cuida dele pra mim?!-Fitei o animal que estava deitado quieto e senti um leve conforto preencher dentro de mim.

–Ta bom, mas você vai ter que me ensinar!-Ele sorriu tocando meu rostos.

–Claro, vou te passar todas as informações e o Dick já tem minha conta, eu vou pagar as despesas!-Coloquei a casinha em cima da cama olhando pra ele.

–Você não seria capaz de abandonar um pobre animalzinho que te vê como um pai não é mesmo?!-Íamos nos beijar quando meu irmão puxou ele.

–Por favor no meu quarto não!-Começamos então a pegar as malas dele e descer para o andar de baixo, meu pobre pai estava com um semblante tão triste que dava vontade de chorar só de olhar, enquanto minha mãe engolia seco tentando dar uma de forte.

Todos fomos para o aeroporto levar o Oliver, mesmo sabendo que seria um momento difícil eu quis fazer isso, mas por mim do que por ele... Eu precisava colocar na minha cabeça que esse não era o fim.

–Então é isso!-Disse meu pai ficando de frente pro Oliver quando deu o horário.-...Não se esqueça da gente filho!-Deu um abraço nele forte e minha mãe tomou a frente.

–Não é por que vai morar sozinha agora que vai fazer o que der na telha, tenha juízo Oliver! E liga para nós sempre que der e pelo amor dos céus não coma muita besteira!-Ela deu uma abraço nele dando um beijo em sua testa.-Se cuida querido.-Agora meu irmão que ficou de frente pra ele respirando fundo.

–Está tudo no esquema, nós vamos conseguir e não deixe Oxford mexer com a sua cabeça!-Dei uma risadinha, que belas palavras de despedidas, mas pelo menos deu um abraço nele e agora era minha vez, ali estava eu com Napoléon no ombro tentando não chorar mais uma vez.

–Não se esqueça do que me prometeu!-Disse a ele forçando um sorriso.

–Não vou, aliás, estou levando seu projeto comigo, comece a procurar o lote!-Eu sorri fazendo que sim me aproximando dele quando uma mexa de cabelo minha entrou na minha visão e eu lembrei do que ele tinha me dito na noite passada.

–Já que é assim....-Procurei algo cortante na minha bolsa e tudo que consegui foi um alicate de unha, o que já era suficiente, peguei uma mexa longa e fina do meu cabelo e cortei um pedaço.

–Kailyn minha filha o que está fazendo?!-Acho que só eu e ele entendemos o que aquilo significava, por essa razão aceitou a mexa com um enorme sorriso enrolando ela em um lenço e colocando na carteira, eu não precisava cortar um pra mim por que tinha aos montes sobre a minha cabeça.

–Se em dois anos você não voltar eu vou atrás de você....-Toquei seu rosto aproximando iniciando um beijo suave e um pouco salgado por eu já estar chorando de novo, limpei os olhos levanto o rosto.

–Eu te amo.-Disse em um sussurro.

–Je t'aime.-Revidei sorrindo e ele acenou balançando a cabeça um tanto emocionado, mas antes de dizer qualquer coisa ouvimos a ultima chamada para ele embarcar, se afastou respirando fundo.

–Eu agradeço por terem me acolhido tão bem, espero um dia poder retribuir esse..

–Não precisa retribuir!-Meu pai o interrompeu sério.-Só não se esqueça de voltar pra casa!-Isso praticamente o destruiu por dentro e para não o vermos chorar ele acenou e foi rumo ao embarque, fiquei me perguntando se as aeromoças se preocuparam de ver alguém como ele chorar feito uma criança sozinha com pesar no coração aumentando a cada centímetro que o avião se distanciava da gente.

Não vou mais dizer sobre as inúmeras vezes que chorei depois que ele se foi, não, eu prometi pra mim mesma que me tornaria mais forte e provaria a todos que duvidassem que o que sentimos era verdadeiro. Eu sentia imensa falta dele, porém isso já era esperado, acho que o inesperado foi a cara do Zack ao me ver quando as férias acabaram e eu estava ali junto as minhas fieis amigas Margo e Paola dentro do laboratório do meu gênio.

–Essa não... Eu já expliquei que não foi pessoal!-Acenei para ele fazer silêncio.

–Quero te dizer que pode ter se livrado de ser punido pelo Oliver, mas acontece que você achou três enormes problemas maiores!-Ele deu uma risadinha negando.

–O que?! Vocês?! Quem são vocês sem o Oliver?-Questionou em um tom curtidor.

–Vou te dar uma dica maninho... Margo mexe com biologia molecular...

–Tenho acesso a inúmeras substancias vegetais altamente venenosas!-Complementou a gordinha sorrindo malevolamente.

–Eu mexo com química, e você já sabe que tipo de substancia eu mexo não é?! Aquelas não detectáveis! E temos nossa linda e forte Kailyn a arquiteta!-Ele franziu o cenho, bom eu não podia fazer nada como arquiteta e nem era tão inteligente quanto elas.

–Eu distraio as pessoas enquanto você morre envenenado!-Completei para não parecer que eu era inútil.

–Ta bom, vocês três caiam fora do meu laboratório!-Nós três nos entreolhamos sorrindo.

–Contamos a ele sobre nossa arma secreta?!-Perguntei com um sorriso malvado.

–Não, vamos deixar ele descobrir!-Assim que saímos sorri para o meu irmão ao longe ao lado da Undine acenou contente.

–Sem dó nem piedade?-Perguntou a pequena e eu fiz que sim.

–Sem dó nem piedade!-Afirmei, nesse exato momento meu irmão hakeou todas as contas de redes do Zack espalhando vírus e deletando seu TCC e todas suas pesquisas. Undine foi até onde ele estava jogando chocolate quente no jaleco... Ele pegaria o outro que estava em sua bolsa que estava infestado com o ácido fórmico que a Margo retirou das urtigas. Então ele provavelmente correria para o quarto onde nossa magnífica Paola conseguiu tirar uma copia da chave e adentrou colocando em sua água uma substancia incolor que causava náuseas e era laxativo.

E esse era só o começo do seu inferno.

Quem diria, virei uma espécie de sucessora do meu francês macabro!

–Ahh você precisava ver ele Oliver, está todo vermelho e com a aparência péssima, está tão ruim que a Paola me disse que ele foi pra casa com medo de outro ataque!-Do outro lado do computador estava o francês me sorrindo emocionado.

–Estou tão orgulhoso de você ma chérie! Se vingando sozinha de forma tão ilustre!-Disse brincando.

–E seus pais?!-Perguntei um pouco receosa, ele ainda estava na casa dele e pelo que sabia chegava no final do ano.

–Sei lá, disseram que chega essa semana, mas se o navio afundar vai ser lucro!–Sorri negando.

–Bahh deixa isso de lado, não vale a pena guardar rancor....E falando em pais, tem alguém querendo falar com você!-Peguei o Napoléon mostrando ele na câmera.-Diz 'oi' pro papai!-O Oliver sorriu alegre do outro lado ao vê-lo.

–Eca! É uma cobra!-Resmungou minha colega de quarto tanto com nojo quanto com medo.

–É Napoléon! E se não sumir em três segundos coloco o veneno dele no seu café!-Disse rangendo os dentes e logo depois sorrindo largo para a câmera ouvindo ele sair correndo.

–Hehehe foi assim que eu consegui um quarto só pra mim no dormitorio!–Comentou meu lindo namorado rindo.

–Não iria ter graça ter um quarto dele pra ficar sozinha... Hey me conte sobre Oxford!

Dois anos não passariam em um piscar de olhos como os seis meses desde que nos conhecemos, mas tudo bem, estariamos mais fortes dia pós dia e eu percebi uma coisinha crucial enquanto estávamos juntos.... O amor não começa pela aparência e nem termina com a distancia.

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Notas finais
Okay, dessa vez eu não vou responder as questões por falta de tempo, mas no prox Extra eu vou responder okay?! Etão podem fazer mais perguntas que eu vou responder! >-