Inn

7 Lars x Leo


Lars POV

Passei a morar no mesmo prédio do meu irmão, mas em apartamentos diferentes. Quando estudava aqui, morei com ele alguns anos, mas o fluxo de pessoas estranhas entrando e saindo daquela casa me deixava desconfortável, fora que ele era tão inconseqüente, mas tão inconseqüente, que eu servia como uma mãe.

Ainda lembro do dia que encontrei Alex naquele apartamento. Foi um dia em que vim visitá-lo depois de um tempo morando fora. Minha nossa, foi um choque, aquele adolescente moreno de olhos cinza saindo do quarto dele e pegando alguma coisa na geladeira. Eu fiquei paralisado na porta.

“Está procurando o Luther?! Perdeu seu tempo... ele saiu.”

E o pior ele deixou a casa com um estranho.

“Ele está deixando a casa com os casos dele agora?! Quem é você, garoto?!”

“Não sou estranho, sou um caso especial. Ele me ama.” Tive pena dele ao ouvir isso. Depois ligou o som e começou a dançar, ele dançava bem, para falar a verdade. “Quer dançar?” falou me lançando um pequeno charme.

E Luther chegou em casa. Acho que nunca dei uma bronca tão grande nele, que ele fosse um promíscuo tudo bem, mas eu não podia deixar que ele corrompesse uma criança de dezessete anos! Não adiantou, acabei aceitando os dois. Mas ainda tenho pena do Alex, um iludido, coitado.

Subi para a cobertura do nosso prédio e entrei em seu apartamento, duas vezes na semana eu estou vindo tomar café da manhã com Luther. Acho que ele me esperava, ou já tinha tomado o café, às vezes ele esquece que eu venho. Estava lá, sentado meio largado na cadeira da mesa de quatro lugares de um designer amigo dele. O cabelo negro e grande que mamãe odeia continua ali, sem um fio fora do lugar, ele é vaidoso, mas os olhos de mel encaravam a grande janela de vidro por onde o sol entrava acompanhado do som do trafego que começava cedo da manhã.

- Bom dia. – falei sentando-me à mesa. Claro que eu trouxe o café da manhã, comprei ontem na padaria, não tem comida aqui, só se Alex ou Max comprarem. Tinha uma lata de cerveja em cima da mesa e agora ele sustentava um cigarro na boca. – Levantou cedo. – ele apenas abriu o pacote de papel madeira sobre a mesa. Café tinha, ele adora café. Trouxe uns croissants e algumas tortinhas. – O que me conta de novo?!

- Nada. E você?!

- Parece que vou levar alguns dos meus melhores alunos para uma competição na capital do País.

- Que emoção. Quero ver você segurá-los...

- São adultos, Luther, não vão me dar trabalho. – por algum motivo me veio logo Eros na cabeça. Tenho escutado muita coisa sobre ele e, se os boatos forem verdade, eu preferiria não levá-lo.

- Sei, alunos de faculdade não vão te dar trabalho?!

- Me respeitam.

- Vai acreditando.

- Max disse que você vai ser convidado para uma exposição lá fora.

- Uma turnê.

- E como isso não é novidade?!

- Não preciso te contar tudo. E o seu namoradinho?!

- Léo, o nome é Leo. Ele está bem.

- Namorar um garçom deve ser legal. Ele te trás comida de graça?!

- Não, Luther.

- Um garçom que eu conheci me dava comida de graça.

- Por falar nisso... não tem ninguém aqui essa manhã?! – falei com um sorriso travesso.

- Não. – ele levantou suspirando.

- Algo o incomoda?

- Não.

- Tem haver com Alex?!

- Não.

Ele foi até o seu ateliê e eu esperei sentado que ele falasse.

- Fui ao colégio do Alex um dia desses... – eu disse que ele ia falar.

- Hum, ele ainda não tomou jeito.

- Na verdade, os motivos pelo qual sou chamado naquele colégio são os mesmos que levavam nossos pais ao meu.

- E isso é bom?!

- São justos.

- Imagino. – ele apareceu na porta.

- Alguém pagou todo o colégio do Alex esse ano. E não fui eu.

Na mesma hora que o assunto entrou em pauta, Max invadiu o apartamento.

- Ainda não está pronto?! Sua entrevista é daqui a duas horas! – ele disse ao Luther e depois me viu, esse homem vai morrer cedo. – Oh, Lars, bom dia.

- Bom dia.

Max olhou para Luther de novo que começou a se mexer para tomar banho e se vestir.

- Falavam sobre o problema do Alex?! – o agente falou e sentou-se a mesa comendo um dos meus pãezinhos. Esse povo num tem o que comer em casa não?!

- Talvez... os pais dele estejam pagando. – eu comentei quando Luther desistiu de se vestir e sentou-se à mesa.

- VAI SE VESTIR! – Max falou perdendo a paciência. Mas para Luther era como se ele nem estivesse ali.

- Há anos os pais dele não se comunicam. Parece que o abandonaram. – Luther falou ignorando Max que levantou e foi até o quarto do meu irmão.

- Vai que voltaram para se redimir.

- Duvido.

- Então... quem acha que é?!

- Não sei.

- Huuummm, um concorrente. – Luther apenas deixou um sorriso convencido se desenhar em seu rosto.

- Não é...

- Você é bem confiante.

- Ele é louco por mim.

- Hum, devia deixar de ser convencido.

- Acho mais provável ser alguém daquela pensão... mas, de qualquer forma, é uma despesa a menos.

- Que seja. Tenho que ir trabalhar. – levantei e me despedi de Max que escolhia a roupa que Luther ia usar em sua entrevista.

Segui de metrô até o colégio. Meu carro não sai muito de casa, só quando preciso buscar o Leo ou algo assim. O metrô, como sempre, com o passar das estações, ia começando a ficar lotado. Vi o garoto que mora junto com Leo, não sei como conseguia ler no meio de tanta gente, com esse calor e com esse treme-treme do vagão.

Hoje não consegui nem ficar sentado.

- Bom dia. – aquela voz melodiosa sussurrou no meu ouvido e eu meio que me encolhi. – Humm, achamos um ponto fraco?!

Eros.

- Vai chegar no horário hoje.

- Vou, mereço uns parabéns. Saí mais cedo que o seu namoradinho.

- Ele não tem trabalho de manhã e ainda fica até as duas da manhã naquele bar.

- Não se ofenda, nem falei de você... você o ama, professor?!

- Não acho que temos uma relação tão íntima para estarmos conversando sobre isso. – ele deixou um sorrisinho sair. – Não vejo graça. – ele estava ao meu lado e eu evitava olhá-lo, mas sou assim com todo mundo, por isso não decoro o rosto das pessoas.

Ele passou a minha frente, sem muita dificuldade, mesmo com o metrô lotado, se colocou entre os meus braços presos às barras de ferro no alto. Estava muito próximo de mim. Colocou os braços nos meus ombros e as mãos começaram a mexer no meu cabelo.

- Não temos porque você não quer. – não o afastei, não porque não queria, mas porque não conseguia, não tinha espaço de qualquer forma. Eu ficava atônito toda vez que ele fazia alguma coisa, era tão desinibido, sem noção, sem o mínimo de respeito e... e o pior era que qualquer cara ia adorar ter esse rapaz se jogando dessa forma em cima de si.

Eros é... muito, muito belo, tem olhos naturalmente fascinantes, uma boca perfeita, um sorriso conquistador, mas uma personalidade e um gênio... que, sinceramente...

- Por favor, afaste-se.

- Por que?!

- Porque eu tenho um namorado, e eu o amo, e ainda sou seu professor. – comecei a afastá-lo de mim. – E aprenda bons modos, não chegue nas pessoas dessa forma, invadindo o espaço pessoal e... – ele começou a rir discreto da minha cara. – Sou engraçado?!

- Não, não... você só é muito sério, mal o vejo sorrir. Relaxe, professor. E você é o primeiro cara que não gostou da minha invasão de espaço pessoal. – ele continuava com os braços apoiados nos meus ombros, me encarando nos olhos, com um discreto sorriso.

- Tenho um namorado.

- Nunca foi impedimento.

- Sou um homem sério que cumpre compromissos.

- Você não tem nem trinta professor e age como um velho.

- Por que não sou atirado como você?!

- Não, não... simplesmente leva a vida sério demais.

- Tenho consciência do que me espera lá fora, não sou um inconseqüente.

- Humm, como eu?!

- Se a carapuça serviu.

- Tenho consciência do trabalho sério...

- Não parece, falta minhas aulas e...

- Tenho tanta consciência, que estou aproveitando agora.

- A juventude não dura pra sempre meu caro.

- Na verdade, minha liberdade é bem limitada. – ele começou a andar.

- Sei...

- Acredite no que quiser. Mas professor, juventude realmente não dura para sempre, mas a velhice sim, então aproveite... e chegamos na nossa estação.

Ele pulou fora do vagão. É mesmo! A porta vai fechar, a porta vai fechar! Consegui sair. Ele ia mais lá na frente. Incrível como tanta gente olha para ele, e é porque não é tão alto. Comecei a acompanhá-lo, mas a uma distância segura. Não queria surpresas. Finalmente vimos os portões da escola. Ele não fez nada estranho o caminho todo, é que, pelo o que eu escuto, penso que ele se joga ou joga charminho para qualquer um que passa.

Ele parou e olhou para trás.

- Vai ficar só olhando, professor?! Pode tirar um pedaço se quiser. – ele me disse com aquele sorrisinho matreiro.

- NÃO SEJA RIDÍCULO!

- E sobre a competição?! Estou escalado?!

- Tenho que levar meus melhores alunos.

- Então estou... vamos ficar sozinhos em um quarto?!

- Não vou me dar ao trabalho de responder.

- Dividir uma cama com o professor...

- O que?! Não... de onde tira essas coisas?! – ele riu divertido.

- Como eu disse, você leva tudo muito a sério, seu rosto parece uma pimenta. Te vejo na aula. – disse piscando para mim.

É verdade. Ele só está brincando comigo.

Leo POV

Modéstia a parte, também sou um excelente garçom. Tem algo que eu não consiga fazer?! Tem. Ficar rico.

Agora eu estou com aquela clássica roupa de garçom. Gravata borboleta, blusa branca de manga comprida e uma calça preta. Todos os dias limpo os copos das prateleiras. O movimento do bar já estava começando, já era quase sete da noite. Lars prometeu vir me buscar hoje, saio quase às três da manhã. Principalmente hoje que é sexta.

Sexta é meu dia de ficar no bar, ganho um pouco mais por causa do serviço de barman e o dono do lugar ainda economiza. Vi pelo canto do olho o rapaz sentado no banco e já ia me virar para atendê-lo quando percebi que era Ace.

Ele olhou para mim, eu olhei para ele... e eu mandei o outro rapaz atendê-lo. Meu deus, ele veio aqui, por que?! Já sei, é como aqueles mafiosos de filme, ele veio tomar um último drink com a vítima até os capangas dele me matarem e me jogarem embaixo da ponte como um indigente... quem vai dar falta de mim?! Meus avós, Lars?! Serei levado para o necrotério sem documentos e vou ter uma lápide sem nome no cemitério... vou deixar minha coisas pro Cody.

- Ei, Léo.

- O que é?! – eu disse ao meu companheiro com uma voz meio chorosa.

- O que foi?!

- Nada.

- O cliente quer que você vá atendê-lo. – eu disse, eu disse que era meu fim.

Fui até lá, devagar, ele veio acompanhando com os olhos os meus passos demorados, mas em perder aquela pose superior, ele deve ter nascido assim, é uma coisa tão natural.

- Em que posso ajudá-lo?!

- Nada nesse cardápio me interessa.

- Então se retire... – ai, nossa. – Por favor.

- Não. Vim ouvir um pedido de desculpas.

- De quem!

- ... do gerente.

- Ah, vou chamá-lo.

- Claro que é seu, tapado.

- Eu?! Pedir desculpas a você?!

- Isso. – eu estava começando a, de novo, perder meus eixos, e daí que ele fosse me matar.

- Escute aqui seu... patrãzinho de meia tigela. Você me fez perder meu emprego por capricho! E, ao contrário de você, eu preciso batalhar meu próprio dinheiro.

- Muito bem. Mas não precisava me dar um banho de vinho... precisava?!

- Não acredito que você veio o caminho todo até aqui para isso...

- Também tenho meu orgulho.

- Muito, pelo visto.

- E você não para de me tratar mal... o que eu te fiz?!

- PERDI MEU EMPREGO POR SUA CAUSA.

- Não tive escolha.

- Perdeu seu tempo vindo até aqui... não vou me desculpar.

- Quis lhe dar uma opção mais interessante de se redimir.

- Você... é... insuportável!!!

Ele parecia não me ouvir, conversava comigo, mas ao mesmo tempo olhava para tudo a sua volta, as vezes meio enojado, mas as vezes bem interessado. Personalidade à parte, Ace é muito bonito, quando fica sério, principalmente, quando se livra desse sorriso sarcástico.

- Quando vai se desculpar?! Eu tenho mais o que fazer.

- Então pode ir, quem tem que se desculpar é você.

- Acho que não vamos chegar a lugar nenhum.

- Não vamos.

- Tá. – ele disse levantando. – Vou achar um jeito de pagar pelo que fez. — ah, mais dívida não... – Aqui, sua gorjeta. – eram cinquenta pratas de gorjeta. – Te dou mais cem, se se desculpar.

- Quer comprar minhas desculpas?!

- É, lerdo, quero comprar suas desculpas.

- E acha que é a mesma coisa?!

- Não ligo. – ele colocou mais cem no meu balcão. Ele sempre fala sério, calmo e firme, sempre com aquele tom de desdém, misturado com sarcasmo.

- Ta. Me ddeessscuuulllpeee... pronto.

- Está perdoado. – ridículo, ele não sentiu que não foi espontâneo?! — Mas me diga... como é vender os seus ideais de ‘homem que trabalha para conseguir seu dinheirinho suado’ por apenas cem pratas?! Você não é diferente de mim, eu, o riquinho mimado, tenho o dinheiro que você tanto deseja, no final, ele falou mais alto.

- Meu pedido de desculpas não foi sério.

- Mas foi vendido. Diga, seus ideais variam assim, dependendo do preço. — eu joguei o dinheiro nele, ele me irritava. – Você gosta de jogar coisas em mim.

- Dê o fora daqui!

- Senhor Morgan... nós não expulsamos clientes. – meu chefe disse na minha direção tentando disfarçar uma raiva contida.

- Desculpe senhor. – falei já pressentindo uma demissão.

— Minha culpa, senhor. – Ace falou em direção ao homem. Como assim?! Ele levando a culpa. Mimado põe a culpa nos outros e não... – Achei que ele fosse um garoto de programa, mas parece que não...

- O QUE?!

- Ah, isso acontece muito por aqui. – meu chefe falou e se retirou.

- Que tipo de história...

- Ou talvez seja, pela quantia certa em dinheiro.

Por muito, muito pouco, eu não dei na cara desse desgraçado.

- Não... nem por toda a sua fortuna. Eu nunca ficaria com alguém como você.

- Não daria minha fortuna por algo como você.

- Então pare de perder seu tempo com algo como eu.

Ele me lançou um sorrisinho e se retirou, mas moças viraram para olhar o homem alto passar por elas. Odioso.

Minha noite passou rápido, minha cabeça não estava aqui. Quer dizer, eu tinha mesmo vendido meu pedido de desculpa. Quer dizer, que tudo o que eu falei para ele não tinha valor... isso era realmente trair meus ideais.

E eu acabei quebrando um copo.

- O que foi isso?! – meu chefe veio na minha direção, ele é bem mão de vaca, e eu comecei a juntar os cacos. – Leo, quebrou o copo?!

- Não, fui eu. – ouvi aquela voz conhecida no bar. – Desculpe, pagarei o prejuízo. – era Lars, já era tão tarde assim, ele já chegou para me buscar?!

- Ah, sim senhor, com licença. – meu chefe o cumprimentou e saiu.

- Distraído?! – ele me perguntou com os olhos escondidos pelas lentes.

- Um pouco.

- Parece triste, Leo.

- Não, só cansado.

- Já está na sua hora, já são quase quatro.

- Uhum.

Fechei as minhas contas e Lars me levou para casa. A rua sem saída da pensão estava silenciosa e deserta. O carro parou e Lars esperou que eu descesse.

- Vai me contar o que foi, Léo?! Não falou nada o caminho todo. E isso não é de você.

- Nada, nada, muita bobagem. – disse sorrindo para ele.

- Sabe que pode contar comigo.

- Sei. – eu dei um beijo rápido nele. Mas não era suficiente, ele me beijou com mais desejo e com mais urgência, não demorou muito e eu estava sentado sobre suas pernas no banco do motorista.

Era apertado. Eram quase cinco da manhã. O sol já brilhava meio fraco. Mas nossos lábios nem ligavam para isso, e daí que as pessoas iam sair cedo de casa e iam ver o carro com dois pervertidos dentro?! Ele procurava minha boca com desejo, o mesmo desejo que fizeram suas mãos desabotoarem os botões da minha blusa, que faziam sua boca brincar com o lóbulo da minha orelha, eu tentava abrir os botões da blusa dele, mas...

Eu não estava no clima, aquele desgraçado não saia da minha cabeça. Não queria admitir, mas ele me deixou meio mal e agora eu só queria descansar, pensar e me recompor para que eu voltasse ao normal amanhã.

- Lars... eu estou cansado. – eu disse meio sem jeito.

- Hum.

- Mas prometo te compensar amanhã. – não queria que o Lars saísse prejudicado por causa dos meus dramas, ele ficou me encarando um tempo, como se quisesse encontrar o problema.

- Suas compensações são ótimas. – eu sorri para ele e lhe dei um último beijo.

- Então, boa noite. Bom dia... sei lá. AHHH!

Eros estava encostado fora do carro, segurava um casaco no ombro, acabara de chegar da balada pelo visto, e foi proveitosa, ao julgar pelas marcas no pescoço.

- E eu pensando que ia ver uma noite de paixão do pobretão e do professor. – ele falou se livrando de uma ponta de cigarro.

- Que susto!

- Tanta beleza assim para alguém tão desfavorecido como você deve ser mesmo algo de outro mundo.

- Calado. – comecei a sair de dentro do carro e Lars começou a me passar minhas roupas.

- Então, professor. – Eros começou se encostando no carro dele. – Percebo que não terminaram o serviço... quer ajuda?!

- Vá jogar seu charminho no terreiro de outra pessoa! – eu disse começando a arrastá-lo para casa. – Até mais tarde. – eu disse a Lars que ainda olhava atônito o loiro que eu arrastava para dentro.

Vai se acostumando.

Cheguei à porta e destranquei. Lars ligou o motor e foi embora.

- Entra. – falei para o loiro que apenas me encarou, parece que ele acompanhara o carro do Lars até sumir. – Escute, Eros. Não sei se você sabe o que é relacionamento sério, mas é o que eu tenho com o Lars... então, fique longe dele.

- Ao invés de sair por aí fazendo ameaças, cuide melhor do que é seu... ou vem alguém e leva embora. – ele disse deslizando para dentro e subindo as escadas.

- E esse alguém é você, naturalmente.

- Espero que sim.

Notas finais
Leo: para de roubar o namorado dos outros!
Eros: não roubei...hummm então ele está interessado.
Leo: não está! Para com isso! Ou você vai ver.
Eros: que medo ¬¬
Teo: vocês parecem um casal... brigam demais.
Leo: DEUS ME LIVRE!
Eros: QUE NOJO!! E quem é você?!
Teo: MAS EU MORO NA MESMA PENSAO QUE VOCÊ!
Eros: Não... tenho certeza que nunca te vi.
Leo: ^^'
Teo: ninguem me nota T.T
Seth: Vamos corrigir isso ^^"
Teo: tenho perfil de ninja...