Inimigos Íntimos

42 Infame Ironia


POV Narrador

Kaiser andava de um lado para o outro em sua sala de controles pensando sobre o que fazer agora que já tinha concedido o desejo de Miyako e finalmente ela estava de volta para aquela equipe idiota, mas se ela queria lutar, então o melhor era deixá-la fazer isso.

Optou por não mandar que um Bakemon a seguisse o tempo todo, pois sabia que não iria suportar vê-la com os amigos e acabaria desfazendo o que fez, já sentia uma falta desmedida de sua companhia, afinal passou quase duas semanas trabalhando no falso resgate de Hawkmon, agora ainda pretendia dar a ela um tempo a mais para aproveitar o parceiro e a volta a sua equipe.

Não que uma noite de sexo com a garota o tenha deixado benevolente, longe disso, agora que ele não mediria esforços para trazê-la para si, mas talvez estivesse tirando um tempo para rever suas técnicas, a distância fazia parte de uma delas e era extremamente prazeroso para ele observar pelas câmeras que deixara pelo quarto de Inoue, quando ela esperava que o parceiro adormecesse para checar se ele tinha lhe enviado alguma mensagem. Estaria ela com saudades?

(...)

Enquanto estava presa em mais uma das experiências de Kaiser sendo testada, outra situação saia exatamente como o gênio esperava, mesmo estando de volta a garota não estava “exatamente” na equipe.

Um dia após o resgate de Poromon, Koushiro realizou uma reunião na casa de Tachikawa essa sem a presença de Inoue.

— Chamei vocês aqui para traçarmos planos novos agora que a Miyako-chan está de volta. —batia a caneta na escrivaninha enquanto falava.

— E porque não pudemos trazê-la? — Daisuke pergunta sendo apoiado pelos mais novos.

— Pensa o porquê, gênio? Até ontem tínhamos suspeitas sobre ela ser amante de Kaiser e agora a colocamos de volta na equipe sem quaisquer cuidado? — Yamato é quem se posiciona.

— Está errado, até onde eu sei nem todos concordaram com essa teoria. — defende o mais jovem do grupo.

— Depois do que ela fez com o Koushiro na festa, para mim parece bem óbvio. — Taichi opina.

— E o que ela fez? Estava sob as ameaças de Kaiser, com o parceiro aprisionado, não sabia se foi seguida se a estavam vigiando, a menina estava confusa e perdida e era obrigada a aceitar se render a um momento romântico com seu ex? — Sora agumenta.

— Ela ter rejeitado o Koushiro-kun não prova nada, mas todos os momentos juntos com Kaiser podem sim ter a influenciado de alguma forma. — Joe pondera e recebe um olhar severo por parte de Mimi. — Precisamos considerar todas as possibilidades, não estou dizendo que ela tenha se voltado contra nós e volte para o grupo para nos sabotar, mas isso tudo pode …

— Ser um plano do Kaiser, ele pode ter arrumado outra forma de chantageá-la, talvez algo que envolva sua honra em um grau mais elevado, já que a expôs como namorada infiel no começo do ano, pode muito bem chantageá-la com material mais constrangedor. — aponta Koushiro, um pouco constrangido com a hipótese.

— O que é isso galera? Nós não estamos em um hentai, nem sabemos se eles… Se existiriam materiais com conteúdos comprometedores.— Mimi suspira pesarosa, com pena da amiga. — Não me sinto bem tendo essa reunião pelas costas dela e ainda teorizando esse tipo de coisas.

— Eu também me sinto péssimo, mas estamos em uma guerra, precisamos pensar como nós e tentar pensar como Kaiser. Ele se infiltrou nas nossas vidas e nos derrubou, ainda estamos em campo, mas juntando os cacos do que sobrou das nossas almas e ele sabe bem disso. Quem garante que a volta de Miyako-san pode ser a facada final.

— Ela não faria, jamais faria isso, nem para defender sua honra.— Iori se posiciona. — Todos os dias escapam coisas constrangedoras das pessoas pela internet, Miyako-san não iria deixar um mundo de criaturas inocentes ser dominado para preservar sua integridade moral, manter. Não ela que sempre me repreendeu por levar honradez e costumes tão a sério.

— O fato é que eu também não me sinto bem fazendo essa reunião sem ela. — revela Daisuke. — Não vou especular nada sobre o envolvimento dela com Kaiser até que ela queira nos contar, porque a Miyako que eu conheço não guardaria algo assim por muito tempo.

— A Miyako-chan não voltaria para nos dar a facada final, nem com sua honra em jogo. Eu também acredito nela. — Hikari se pronuncia.

— Eu também prefiro esperar que ela conte sua versão, seja ela qual for, no tempo certo. — Takeru apoio os amigos de equipe.

— Contudo...— Joe inicia a fala e olha para Koushiro que assente. — Não a deixaremos a par dos planos de ataque e nova localização das forças de suporte e isso não está em discussão. Todos vocês foram muito afetados pelas ações de Kaiser, mas talvez pelo meu distanciamento ele tenha se esquecido de mim.

— O que significa que estou saindo do meu posto de coordenador, continuarei dando o suporte necessário, mas quem bate o martelo das decisões finais nas reuniões agora é o Joe-senpai. — explica Koushiro. — Não queria que parecesse que estou punindo a Miyako-san por ciúmes.

— Como de fato foi o que aparentou. — Mimi verbaliza os pensamentos de muitos.— Não é fácil lidar com a rejeição de quem amamos, nem alguém como você é capaz de lidar com isso.

— Como na verdade não estou sabendo mesmo lidar, mas tenho tentado pensar com ponto estratégico. Me doeu muito apontar esse fato, mas ninguém mais achou estranho que Hawkmon foi encontrado tão saudável e não como Poromon, fraco, debilitado, sofrendo por estar há tempos longe da parceira?

Houve um silêncio geral.

— Faz todo sentido, todos estamos agindo pela raiva e o rancor, Kaiser nos feriu e tornou nossa capacidade de julgar os fatos corrompida por sede de vingança. — Iori analisa. — Faz sentido que alguém que tenha uma visão geral polida decida por nós.

— E o que diremos a ela? — Hikari levanta uma questão importante. — Se já chegarmos com planos decididos ela vai saber que houve reunião e sem ela, Miyako-chan não é estúpida. — a castanha suspirou frustrada.

E todos se olham sem saber o que fazer, de fato Miyako não era ingênua, saberia que algo estranho estava acontecendo.

— Diremos que nós quase não temos tempo de ajudar vocês em campo, por isso nos fins de semana estamos nos reunindo e estudando técnicas de batalhas, para que vocês fiquem apenas com a execução do plano durante a semana.— Taichi é quem dá a idéia.

— Bom, essa desculpa vai ter que servir, mas a verdade é que as reuniões continuarão acontecendo com a presença de todos, menos a dela. Os Digimons também não devem saber, pois não guardam segredos. — Koushiro foi incisivo.

— Onde eles estão agora? — questiona Ishida.

— Montei um parquinho para eles no terraço, tem bastante comida também, estão muito bem e eu queria estar lá brincando com eles, na boa, me sinto péssima com o que estamos fazendo aqui.— desabafa sincera.

— Todos nós sentimos, Mimi-chan, mas é uma questão muito delicada, vai chegar o momento em que vamos resolver tudo isso de uma vez, mas por enquanto…

(...)

Se foi difícil para os veteranos tomar aquela decisão, para os mais novos foi um martírio ter que acatar, ir para a escola com a violacea e rumar para a casa de Tachikawa para irem ao Mundo Digital, cumprindo as ordens e sem explicações convincentes dos motivos pelos quais ela não podia fazer uma missão sozinha, nem comandar nenhuma.

Não precisou muito para que Miyako entendesse, na verdade no primeiro momento, seu coração se partiu, seus amigos desconfiavam dela. Como não desconfiariam, se ela esteve tanto tempo ao lado de Kaiser, agora ela era alvo de constantes observações e vigilância dentro de sua própria equipe.

No primeiros dias ela tentou se colocar no lugar deles e entender a situação, mas o clima entre ela e os amigos foi ficando pesado, não precisava mentir para ela sobre ter reuniões nas quais ela estava sendo excluída, pois ela já estava cansada de fingir que acreditava nessa mentira. Todos estavam fingindo, eles fingiam para ela e ela fingia acreditar no fingimento e aquilo estava os matando aos poucos.

Aos poucos a comunicação da equipe foi diminuindo, Hikari, Takeru e Daisuke, tinham medo de acabar falando demais e soltando algo que não deveriam, sendo repreendidos pelos mais velhos, já Iori estava revoltado demais com aquela atitude de equipe e se mantinha quieto no seu canto, dado a esse distanciamento o rendimento em campo caiu consideravelmente.

Miyako estava extremamente frustrada, queria estar de volta na equipe e lutar ao máximo, pois sabia dos planos maiores, da quimera de Kaiser, mas estava limitada a fazer isso, agora senti-se sendo tratada como a espiã, uma das piores coisas era ter que encarar Koushiro todos os dias e ficar sem ter o que dizer, mesmo sem ter para onde olhar.

Mesmo querendo esconder para Poromon sua tristeza, era impossível, o parceiro não sabia o que fazer, aqueles dias estavam escuros e frios, há dias que o sol mal saia de trás das nuvens, fora isso a garota continuava sendo observada pela polícia e seguida por paparazzis, todo aquele inferno que estava passando a fazia ter ainda mais necessidade de correr para os braços do inimigo, mesmo tendo plena consciência de que fora ele o causador de todo seu drama.

(...)

— As missões tem sido péssimas, o rendimento em campo caiu muito e os territórios de Kaiser tem multiplicado a cada dia. — Koushiro mostra o relatório.

— Estamos seguindo as ordens de vocês, não podemos fazer mais nada. — Daisuke informa seco.

— Sabemos que estão chateados, é normal que fiquem assim afinal são mais próximos da Miyako-san, mas não temos escolha.— Joe interrompe.

— Será que não temos mesmo? — Takaishi é quem pergunta.

— Me admiro você quem via a Inoue se agarrando com o Ichijouji “vulgo Kaiser’ na sua frente, está aí pensando sobre escolhas. — Yamato questiona o irmão.

— Vi os dois se agarrando, ser digiescolhida não faz com que ela deixe de ser mulher.— Takeru começa e deixa os demais com expressões confusas. — Miyako-san tinha uma queda por Ichijouji Ken, o cara que a OBRIGOU a ter um namoro falso com ele. Não sabemos a forma como ele a beijou, como a tocou ainda que fosse em modo de chantagem não podemos culpá-la por não reagir ou por reagir se apaixonando. Isso não faz dela uma traidora, ela pode amar a ele e a nós. Porque não?

— Ah, francamente, eu no lugar dela...— Mimi começa de forma animada, mas para ao ver os olhares sobre si. — Bom, eu entendo se ela estiver apaixonada, mas ainda sim não creio que nos trairia por isso.— tentou se conter, mas não aguentou. — Ah, gente além disso é emocionante demais, parece, sei lá uma história de amor proibido.

— Ah é, onde o cara sequestra seu parceiro e arruina sua vida, fora querer dominar o Mundo Digital e criar um exército de escravos, é muito romântico” — Sora suspira dando uma cotovelada na amiga.

— Agir da forma como estamos, não tem nos levado a nada. Não conseguimos encará-la, nem manter um diálogo com ela, ou entre nós perto dela.— Iori volta ao foco do assunto. — Precisamos mudar a estratégia.

— Se a Miyako-chan fica triste, nós ficamos tristes e se ficamos abatidos nossos parceiros ficam fracos e instáveis em suas evoluções. — Hikari relata por fim.

— Mas não há o que fazer e não daremos liberdade a ela para agir sem ser monitorada, se é o que vocês querem. — Taichi retruca exaltado. — Parem de agir como se nós fossemos os vilões.

— Se ela estivesse presente nessa reunião, mudaria o que? Quem aqui teria coragem de sentar ela em uma cadeira e lhe perguntar tudo aquilo que realmente queremos saber? — o mais velho dos escolhidos questiona e só recebe silêncio. — Como eu pensei, então vamos seguir como estamos, que é melhor do que não fazer nada.

Mesmo dando a palavra final, Joe se sentia mal, como não sentir? Miyako também era sua amiga e a verdade é que aquilo estava acabando com o grupo até mais que o efeito das informações pessoais divulgadas para a internet. A sensação de trair um amigo era horrível, ou de se defender e estar sendo injusto, mas não tinham outra saída até que Miyako decidisse por si, chamá-los e se abrir.

Se era algo íntimo de Inoue e que pertencia somente a ela? Seria o certo a se pensar, mas não quando essa intimidade influenciava diretamente a sua colocação na equipe, infelizmente isso agora era bem mais do que se tratar de um tolo assunto sobre honra.

Já as preocupações de Sora iam muito além do que as batalhas e as vantagens de Kaiser em campo, temia que Miyako estivesse realmente apaixonada, como Takeru havia dito ninguém sabe ao certo o grau de intimidade que ela chegou com Ichijouji e o quando baixou suas barreiras e abriu seu coração. Ponderou que talvez a amiga estivesse sofrendo calada em meio aquele fogo cruzado, sofrendo por amar o gênio e sofrendo por se sentir culpada pelos amigos, mas o coração não escolhe por quem bate…

Mas tudo o que tinham eram apenas meras suposições, estavam todos no escuro quanto a realidade dos fatos, Koushiro era quem mais sofria por ter que levantar duvidas na cabeça dos amigos, os mais novos estavam com animação e braços abertos para ter a garota de volta com eles e ele foi o monstro a ter que apagar essa chama, sabia que nem toda lógica e teoria do mundo serviria para desfazer a má impressão que causou com essa atitude e agora sentia o grupo estranho consigo também.

O pior de tudo era que o expert em informática sentia-se estranho consigo mesmo, Miyako era sua namorada afinal e foi tomada de si, persuadido, assustada, chantageada e ele nada fez, ficou no escuro se baseando em suposições e deixando que a vida dela fosse destruída. O ruivo julgava mesmo merecer toda a sua dor, mas se sentia responsável por Inoue ter que passar por tudo aquilo, se ele tivesse feito mais, se tivesse se empenhado mais em descobrir, se tivesse ido atrás…

(...)

Após algumas semanas deixando que o tempo e a desconfiança fizesse seu trabalho entre os digiescolhidos, Kaiser finalmente estava pronto para chamar o objeto de seus desejos para sua base. Dessa vez ela não teria motivos aparentes para ficar brava com ele, pois o mesmo mandou-lhe mensagens avisando que lhe daria um bom tempo com seu parceiro e para que ela aproveitasse o retorno ao grupo de amigos.

Mesmo não concordando com os maus hábitos alimentares da moça, ele pediu que fosse feito doces e bolos ao gosto dela, em seguida se banhou e se arrumou para recebê-la, nada diferente dos trajes que usava habitualmente, enviou uma mensagem para ela, assim que sua família já havia se recolhido ao sono.

Poromon já havia adormecido quando Miyako saltou de sua cama para ler a mensagem, seu coração batia tão forte que parecia poder acordar a casa toda, ela respirava com dificuldades. Já se passava mais de um mês desde a última vez que se viram, o lado bom era: ela tinha feito consultas ginecológicas e tirado todas as suas dúvidas sobre pílulas anticoncepcionais, inclusive já estava até usando, lado ruim; ela estava eufórica demais para vê-lo e sabia que isso não era nada bom.

Respondeu a mensagem pedindo por meia hora de espera, coisa que ela nunca tinha feito, assim que recebeu permissão, deu voltas e mais voltas pelo quarto, correu para um banho, voltou e passou hidratante pelo corpo, revirou as gavetas de lingerie e escolheu a que julgou ser mais bonita (inclusive era nova) e mesmo sabendo sobre a mudança de seus trajes ao atravessar o portal, ela escolheu uma camisola delicada.

Olhou-se no espelho pela milésima vez, já tinha se esquecido completamente das câmeras que existiam em seu quarto, mas Kaiser se divertia com as cenas que estava vendo ao esperar por ela, não são todos os homens que têm o privilégio de ver o empenho de uma mulher ao se arrumar para agradá-los.

O D-terminal apitou com a mensagem do gênio dizendo que já havia se passado tempo demais e Inoue suspirou profundamente, mas o que estava fazendo? O que tinha na cabeça? Não era para se produzir para ele como se fosse para um encontro romântico. Ela beijou Poromon adormecido em seu cestinho e abriu o portal esperando Bakemon chegar e assumir sua forma, em seguida atravessando o portal.

Kaiser sorriu largamente quando estavam frente a frente, se aproximou correndo os dedos pelo tecido da camisola e ela corou quando notou que ele não reconfigurou o traje dela.

— Tudo isso é pra mim? — ele perguntou com um sorriso amplo e malicioso.

— Na-na-não...— cantarolou constrangida, seu rosto queimando e seu amago explodindo em euforia. — Imagina, eu… As roupas mudam, não é?

— Eu não seria tão rude depois de ver todo seu empenho. — revelou a fazendo corar e se lembrar de que ele havia visto todo ritual de preparo.

— Ah, as câmeras… — olhou para baixo, derrotada.

— É as câmeras...— aproximou-se fazendo-a dar leves passos para trás e suas costas colidir-se contra a parede fria. — Mas elas não mostram tudo...— pressionou seu corpo contra o dela arrancando um pequeno gemido. — Como esse cheiro… — afundou-se contra o pescoço da garota, inalando seu cheiro.— Seu cheiro é tão delicioso, tão viciante...— beijou a carne fina do pescoço, dando uma leve sugada, arrancando um gemido manhoso e arrastado dela.— Não sabe como fiquei louco ao te ver se arrumando pra mim, desse jeito.

— Eu, eu...— Miyako tentava formular palavras, frases, mas nada saia, nem mesmo sua voz, seu corpo reagia tão intensamente com aquela aproximação, o peso e o calor do corpo que a prensava, o cheiro, o som da voz, as mãos reivindicando suas curvas, já começando a erguer-lhe a camisola… Não tinha como pensar em nada, ela não era capaz, já estava trêmula e rendida, os fluidos de excitação já encharcavam sua calcinha escorrendo entre suas coxas.

— Você sentiu minha falta? — Óbvio que ele tinha que torturá-la com essa pergunta, mas ela tentou se manter firme, como era orgulhosa, apenas gemeu em resposta. Kaiser não era de desistir, passou a ponta da língua por sua orelha e tomou-lhe o lóbulo dando uma leve sovada. A mão que lhe erguia a camisola, adentrou a peça e correu para seu traseiro afundando na carne macia, para completar a tortura ele pressionou sua pélvis contra a dela fazendo-a sentir a pulsação e rigidez de seu membro. — Sentiu? An?

A garota soltou um gemido extasiada, suas mãos foram para os cabelos do gênio, enlaçando com força, os puxando.

— Senti, senti… Ah Kami me perdoa, mas eu senti muita sua falta.— O puxou para si e o beijou intensamente, sendo correspondida avidamente.

Era estranho, errado e contraditório como durante todo o tempo que passou ao lado de seus amigos ela sentiu-se excluída, magoada, colocada em observação tendo cada passo analisado e julgado, estava péssima querendo fugir de tudo e de todos, mas agora alí nos braços do inimigo, era onde ela queria ficarem se se afogar mais uma vez em toda sua loucura e em todo prazer exacerbado que ele a proporciona.