(...)

Kaiser sorriu largamente quando estavam frente a frente, se aproximou correndo os dedos pelo tecido da camisola e ela corou quando notou que ele não reconfigurou o traje dela.

— Tudo isso é pra mim? — ele perguntou com um sorriso amplo e malicioso.

— Na-na-não...— cantarolou constrangida, seu rosto queimando e seu amago explodindo em euforia. — Imagina, eu… As roupas mudam, não é?

— Eu não seria tão rude depois de ver todo seu empenho. — revelou a fazendo corar e se lembrar de que ele havia visto todo ritual de preparo.

— Ah, as câmeras… — olhou para baixo, derrotada.

— É as câmeras...— aproximou-se fazendo-a dar leves passos para trás e suas costas colidir-se contra a parede fria. — Mas elas não mostram tudo...— pressionou seu corpo contra o dela arrancando um pequeno gemido. — Como esse cheiro… — afundou-se contra o pescoço da garota, inalando seu cheiro.— Seu cheiro é tão delicioso, tão viciante...— beijou a carne fina do pescoço, dando uma leve sugada, arrancando um gemido manhoso e arrastado dela.— Não sabe como fiquei louco ao te ver se arrumando pra mim, desse jeito.

— Eu, eu...— Miyako tentava formular palavras, frases, mas nada saia, nem mesmo sua voz, seu corpo reagia tão intensamente com aquela aproximação, o peso e o calor do corpo que a prensava, o cheiro, o som da voz, as mãos reivindicando suas curvas, já começando a erguer-lhe a camisola… Não tinha como pensar em nada, ela não era capaz, já estava trêmula e rendida, os fluidos de excitação já encharcavam sua calcinha escorrendo entre suas coxas.

— Você sentiu minha falta? — Óbvio que ele tinha que torturá-la com essa pergunta, mas ela tentou se manter firme, como era orgulhosa, apenas gemeu em resposta. Kaiser não era de desistir, passou a ponta da língua por sua orelha e tomou-lhe o lóbulo dando uma leve sovada. A mão que lhe erguia a camisola, adentrou a peça e correu para seu traseiro afundando na carne macia, para completar a tortura ele pressionou sua pélvis contra a dela fazendo-a sentir a pulsação e rigidez de seu membro. — Sentiu? An?

A garota soltou um gemido extasiada, suas mãos foram para os cabelos do gênio, enlaçando com força, os puxando.

— Senti, senti… Ah Kami me perdoa, mas eu senti muita sua falta.— O puxou para si e o beijou intensamente, sendo correspondida avidamente.

Era estranho, errado e contraditório como durante todo o tempo que passou ao lado de seus amigos ela sentiu-se excluída, magoada, colocada em observação tendo cada passo analisado e julgado, estava péssima querendo fugir de tudo e de todos, mas agora alí nos braços do inimigo, era onde ela queria ficar e se se afogar mais uma vez em toda sua loucura e em todo prazer exacerbado que ele a proporciona.

Riram durante o beijo, tropeçando pelos corredores na pressa de chegarem ao quarto, aquilo era tão cumplice, tão intimo, era quase infantil se olhassem por um ponto, mas ela já não queria colocar em balança, não queria olhar nada, pensar em nada, aqueles beijos estavam fazendo com que se sentisse tão viva e energizada, diferente das ultimas semanas frias e escuras que tem passado.

Quando finalmente chegam ao quarto, a porta é aberta e as bocas ainda não se separam, a mão do gênio procura impacientemente pelo interruptor, o encontrando e iluminando o local, puxando a garota consigo e em seguida separando o beijo para admirá-la.

— O- O que? Não me olha desse jeito, é embaraçoso. — ela se encolheu cruzando os braços frente aos seios.

— Oras, mas a produção não era pra mim, afinal? — questionou zombeteiro.

Ela olhou para o lado contrário sem respostas para dar, sentindo o rosto arder e ele respondeu com um sorriso de canto, adorava vê-la ficando constrangida, ainda mais por ser sempre tão desenvolta.

Com suavidade segurou-lhe ambas as mãos e descruzou seus braços, analisando-a com uma expressão sacana, o largo sorriso estampado em seu rosto e ela não se atreveu a encará-lo, estava trêmula, as borboletas se revolucionando em seu estômago, aquela ansiedade dolorosamente prazerosa estava no ar, não era como se ela pudesse negar, ao menos tentar fingir.

— Mostre-me. — pediu ele em tom baixo.

— Sem chance, pare com isso.

— Vai negar o que eu vi pelas câmeras. — tomou o rosto redondo entre as mãos, acariciando as bochechas enrubescidas com os polegares. — Vamos lá, onde está sua coragem? Já chegamos até aqui então me mostre. — a puxou para si prendendo-a em um beijo lascivo enquanto dava passos para trás a caminho da cama, levando-a consigo, separando o beijo e sentando-se a beira da mesma a espera de que ela mostrasse sua “produção”.

Já havia se passado quatro semanas desde que fizeram pela primeira vez e ela estava ali novamente diante dele, ansiosa para ser tomada, desligando-se totalmente sobre suas crises de consciência, antes de receber seu chamado seu coração estava triste e desesperado pelo tratamento estranho que vinha recebendo dos amigos, não os julgava por isso, se estivesse no lugar deles também estaria cautelosa, mas sentia-se machucada, não agora, no momento Miyako sentia-se uma garotinha aprontando uma travessura.

Ela deu um sorriso nervoso ao constatar que o gênio não iria desistir fácil daquela idéia, ele sabia ser persistente, afinal porque sentir-se tão envergonhada, já se viram despidos, beijaram-se, tocaram-se, por que raios aquele constrangimento tinha que teimar em existir.

Então um de seus muitos lados quis dar as cartas, era a garotinha brincalhona, ele queria algo dela não? Algo que a deixava constrangida, então talvez pudessem negociar, afinal não era apenas o gênio quem gostava de se divertir com o constrangimento dela, mas ela também sentia-se da mesma forma em relação a ele.

— Tudo bem. — ela abriu um sorriso mais largo do que o normal e o gênio estreitou os olhos prevendo que não seria de graça. — Então quero que você dance comigo, como os namorados fazem. — propôs e se deliciou com a expressão de espanto e ultraje do rapaz.

— Não levo jeito com essas coisas.

— Namoro?

— Dança. Isso não combina comigo, você sabe.

— Não combina comigo tirar a roupa pra você.

— Mas vou te recompensar por isso. — sorriu indecente.

— Você é um convencido. — ela pegou o notebook que repousava sobre o criado mudo, já se sentando a cama e começando a digitar.

— Satisfação garantida ou seu dinheiro de volta. — provocou tentando se aproximar, mas sendo impedido pelo pé que a garota colocou contra seu rosto. — Vamos mudar o acordo. O que acha? — Segurou o pé da garota começando a beijá-lo e subir pela panturrilha.

— Nananaão, você se diverte me fazendo pedidos vergonhosos, então são direitos iguais.

— Hunff! Ok, eu abro mão do meu pedido, vem aqui que eu mesmo tiro isso. — tenta puxá-la pelos tornozelos, mas a mesma esperneia em protesto.

— Nada disso, agora já me acostumei com a ideia. O que tem demais em uma dança? — sorriu mostrando os dentes e o viu afundar a cabeça na cama, para ela não tinha nada demais, para ele era quebra de honra em nível elevado.

Ela repousou o notebook sobre o criado mudo e saltou da cama o puxando pelo pulso, mas o mesmo pesava o corpo para não levantar.

— Isso nunca. — garantiu se mantendo firme.

— Vamos, não é tão ruim. — ela ria com a situação e era um riso sincero divertido como a muito não fazia.

Então Inoue parou em meio ao que fazia e se viu em uma situação irônica de rir na companhia do inimigo e estar triste e acuada entre os amigos. Quando os questionamentos a abateram, uma amargura invadiu sua boca e as mãos que puxavam as do gênio se soltaram, os olhos âmbares se embaçaram e a expressão de Inoue se tornou um incógnita, para qualquer outro, não para ele.

Kaiser sabia bem o que era aquela expressão, culpa, fidelidade aos amigos, dor pelos laços que se perderam. Ela começava a ponderar e se martirizar, sua mente vagou para aqueles bastardos, isso ele não iria permitir de forma alguma.

Inoue ainda estava parada olhando para o nada, perdida em seu conflito interno tentando entender como as coisas chegaram a isso e sempre repetindo as mesmas perguntas. Ele a humilhou, não? Fez de sua vida um inferno, levou para lama o nome de sua família e fez o mundo de seus amigos vir abaixo. O que ela estava fazendo, só Jesus Cristo deu a outra face e olhe o que aconteceu, foi chicoteado e morto em uma cruz.

Todos os seus questionamentos caíram por terra quando sentiu os braços do gênio a envolvendo, ela estremeceu com o susto de ser tirada de seu transe e a respiração quente em sua orelha.

— Você venceu, mas eu não sei como fazer isso. — sussurrou acariciando-lhe a cintura e ela sorriu envolvendo os braços em seu pescoço.

— Já está fazendo.— Inoue sorriu se esquecendo completamente de seus questionamentos e focando na graça do momento. — Parecemos o Star Lord e a Gamora. — e não seria ela sem suas referências ao universo nerd pop.

— Porque eu me pareço com um cara que usa um nome tão idiota? — Kaiser pergunta ofendido, enquanto se deixa guiar minimamente pelo embalo da música e o calor do corpo da garota.

— Na verdade eu pareço com ele e você com ela. — explicou contendo um riso e ele a encarou arqueando as sobrancelhas como quem não entendeu nada. — Ah, deixa isso pra lá.— riu balançando a cabeça negativamente.

— E agora, o que acontece? Qual o motivo disso, afinal? O que ganhamos em ficar mexendo os corpos ao som de uma música?

— Nossa você é tão… Sei lá, como o Spock, é tão frio para certas coisas. É só calar a boca e se deixar levar, não tem que pensar em ganhar nada, é só curtir.

E ele revirou os olhos sem responder nada, aquela resposta era tão medíocre, por isso que o mundo não evoluia, as pessoas perdem seu tempo em coisas que não dão lucro algum e ficam perdidos somente em prazeres supérfluos que não levam a lugar algum e… Ele se deu conta de como estava sendo da mesma forma, já perdido naquela sensação boa de ter a garota ali em seus braços naquele embalo que parecia sob feitiço de forma que seu corpo se movia por contra própria, aquilo era tão desprezivelmente deleitoso.

Então era somente isso, ficar em silêncio deixando a música fazer todo o trabalho como um certo controle da mente, aquilo era estranhamente agradável a cada segundo que se passava, principalmente o fato de poder sentir os rostos colados e a respiração da garota começando a descompassar, quando se deu conto as frontes já estavam coladas, narizes se encontrando e olhares presos um ao outro, ele viu um mínimo sorriso se desenhando no rosto dela e não tinha certeza no momento, mas talvez tenha retribuído involuntariamente.

Então essa era a sensação de estar preso nos sonho românticos ridículos de uma garota. Sim, era tão ridículo, tão ultrajante e ele riria de si mesmo se no passado imaginasse tal coisa jamais acreditaria. Como a trouxe para perto de si? Porque a trouxe? Ela foi como um vírus, chegou tão insignificante e foi se espalhando e agora ele se encontrava em danos gravíssimos pelo seu efeito.

As faces se aproximaram mais e ele a viu fechar os olhos e esperar pelo beijo, embora quisesse muito, estivesse completamente nvolvido pelo momento, ainda havia outra coisa que ele desejava que ela cumprisse e sabia que se a beijasse isso quebraria o acordo uma vez que seria ele mesmo a despi-la.

— Sua vez. — o gênio sussurrou rente aos lábios da garota, causando-lhe cócegas, fazendo com que a mesma abrisse os olhos prontamente.

— É justo. — murmurou em resposta e o empurrou sentado sobre a cama.

Ele não escondeu a expressão de expectativa enquanto as mãos da garota foram para a barra da camisola levantando a peça lentamente retirando-a e jogando-a sobre o divã. Inoue não se sentia sexy, mas não podia negar que sua auto estima gostava da forma como ele a olhava, admirando cada milímetro de seu corpo, a sensação chegava a formigar sua pele.

— Olhe só você...— Kaiser sorriu admirando o lingerie cor nude rendado que era sexy, elegante, mas tinha certa inocência. — Eu te transformei em uma mulher, nem parece aquela garotinha que usava lingerie de ursinhos e bichos fofos.

— Cala boca. — resmungou constrangida, ofendida. — Não diga esse tipo de coisa, além disso você me viu sem a minha permissão.— choramingou como uma criança, não conseguia evitar de se manter encolhida.

Ele se levantou e andou até ela em um gingar convencido, um sorriso malicioso, as mãos nos bolsos. Analisava cada detalhe físico, mas também observava as alterações de personalidade, gostava de ver a garota atrevida e topetuda, ficar como uma coelhinha indefesa na frente de um predador, aquilo era tão excitante.

— Mas é a verdade, eu te transformei em uma mulher. — A rondou lentamente observando cada curva de seu corpo. — Diferente da garota boba que fazia montagens de fotos e enchia de corações.— parou frente a ela levando a mão ao queixo triangular, erguendo-lhe a face corada. — Você é tão forte agora, Miyako, vou te fazer minha rainha.

— Não diga tolices. Isso não é seu reino e… — foi impedida de falar, pois teve os lábios abocanhados em um beijo intenso.

Ela sentiu sua boca invadida e explorada com ousadia e as sensações daquele ato a deixava sem chão, quando se deu conta já estava a corresponder da mesma forma afoita e suas mãos foram para os cabelos índigos se enlaçando a eles. Sentiu o toque firme e possessivo pelo seu corpo, o tatear em suas costas, cintura, flancos.quadris e o afundar de mãos em suas nádegas em um aperto prazeroso.

Gemidos foram compartilhados entre os beijos, os lábios que se sugavam, mordiscavam, apertavam, as línguas se esfregavam, quase engolidas pela boca do outro. As mãos femininas correram dos cabelos para as costas masculinas, as unhas atritando-se contra a pele, arrepiando-a. Aquele contato boca na boca, corpos se esfregando, os seios se amassando contra o tórax, pélvis friccionadas em um contato deliberado.

Segurando em seu traseiro, o gênio a impulsionou, erguendo-a e ela enlaçou as pernas em sua cintura, não tardou para que cambaleassem até a cama, as bocas ainda perdidas nos beijos famintos, chegando a transbordar saliva.

Kaiser atirou-se a cama, sentando-se com a garota em seu colo, o contato entre seus sexos foi aumentado com o apoio da pélvis feminina sobre a masculina, ambos os corpos estremeceram com o contato, gemendo na boca um do outro, as mãos correndo ávidas pelos corpos.

Ela já não se sentia tímida, queria estar alí por mais insano e errado que fosse, não queria estar em outro lugar que não fosse nos braços do inimigo. Separou o beijo e mesmo de lentes embaçadas, estudou a face do gênio; lindo, os cabelos desgrenhados e o rosto corado, as expressões de prazer estampadas como um presente para ela, que queria ver mais.

Miyako sorriu com suas intenções e girou os quadris lentamente pressionando sua feminilidade contra o membro pulsante sob si, o garoto a apertou forte jogando a cabeça contra seu pescoço emitindo um gemido rouco, involuntário e ela sorriu vitoriosa, rebolando mais algumas vezes para se deleitar com aqueles ruídos.

— Ai está você. — a agarrou forte falando em seu ouvido. — Primeiro chega toda tímida e depois se diverte me provocando. — passa a pontinha da língua pelo lóbulo da orelha, mordiscando-a em seguida. — No fundo você é uma menina muito má.— constatou voltando a beijá-la.

Ambos caíram sobre a cama macia, se beijando, livrando-se de cada peça de roupa que usavam, jogando-as para qualquer lugar. Kaiser queria sentir a fragrância do hidratante corporal que sua inimiga escolhera para agradá-lo e de fato o agradava. Passou a inalar cada cantinho da pele macia, beijá-la, aproveitá-la como se a oportunidade pudesse ser arrancado deles a qualquer hora, como se não houvesse futuro.

E não somente ele a explorou a cada centímetro de pele, como ela fizera da mesma maneira, sempre com consciência de que não deveria desejá-lo e nem render-se ao inimigo, mas uma vez que já estava em seus braços viveria intensamente cada sensação, marcante, aguda, profunda.

Inoue queria ver-se sem filtros, sem reservas, aproveitando tudo em toda seu abismo, naquela noite ele lhe arrancara orgasmos com suas mãos, com sua boca, tal como ela fizera o mesmo por ele, gostando de lhe dar prazer e não apenas de receber provando mais uma vez o quão enlaçados ambos estavam, não era de medidas diferentes para um dos lados, mas uma balança justa, um perfeito alinhamento, completa conexão.

Ela não saberia dizer quanto tempo se passara desde ter chegado alí, experimentara tantas formas de prazer e ainda estava pronta para provar mais. Entre beijos ele sentou-se com ela em seu colo, encaixando seu membro contra a entrada de sua intimidade e Miyako o sentiu escorregar fundo até seu âmago, sendo dolorosamente prazeroso.

— Essa posição é incômoda? — o gênio perguntou extasiado com o prazer que sentia e a beleza e sensualidade em vê-la nua sobre si e o encaixe de seus sexoa, mas não poderia se mover se isso estivesse causando dor a garota.

— É diferente, dói um pouco, mas…

— Mas? — Estava extremamente difícil para ele ter que segurar para não se mover.

— Eu quero tentar assim. — revelou em tom entrecortado, arriscando os primeiros movimento e se perdendo entre uma pontada de dor e a sensação incômoda de um excessivo preenchimento, era como se o membro do garoto estivesse a empurrar seu útero, mas também sentia um prazer crescendo dentro de si.

— Ai Kami...— ele grunhiu entre os dentes, os simples movimentos que ela arriscou o possibilitou senti-la tão fundo, seu membro entrou mais, escorregando pelas paredes quentes, tão fortemente esmagado que o prazer que o gênio sentiu foi desmedido.— Você é deliciosa demais! — declarou completamente entregue ao momento, puxando-a para um beijo fervoroso.

Presos naquele beijo ambos começaram a se mover, ele impulsionando a pélvis para cima e ela subindo e descendo o engolindo com sua intimidade o quanto mais conseguia, ao passo a que a dor nem mais era perceptível e ela queria sentar com mais força, mais pressão, sentindo o máximo que pudesse.

Miyako se apoiou ao ombro de Ken, que por sua vez a segurou pelas nádegas impulsionado os movimento, indo e voltando escorregando prazerosamente fundo dentro dela, os seios da garota esfregando contra o tórax masculino, os rijos mamilos provocando uma sensação diferenciada.

Os gemidos dela se tornavam mais escandalosos preenchendo todo o ambiente, conforme o gênio também não conseguia e nem queria contar os sons que expressavam todo seu prazer, ambos eram intensos demais para colocarem freios e restrições moralistas ao relacionamento.

A boca do rapaz seguiu pelo pescoço da garota, depositando beijos e chegando a morder a pele fina, quando o movimento se intensificava. Ela jogava a cabeça para tras, arqueava as costas, suas mãos puxavam os fios rentes a nuca de Kaiser e seu quadril se movia freneticamente, os seios balançando com o movimento foi um convite para o rapaz tomar um sem sua boca o sugando como um bebê.

Aquilo estava demais, ela não se segurava mais queria romper todos os seus limites e se derramar em mais um orgasmo maravilhoso.

— Ken, eu… — anunciou quase sem voz, mas foi o suficiente para ele entender.

Ele libertou o seio dela parea dar a resposta, também já estava se segurando há muito tempo.

— Então vamos juntos. — pediu ofegante acelerando mais os movimentos.

— Eu quero te beijar. — declarou a garota louca de excitação quase alcançando seu clímax.

Ele a puxou para um beijo, ela sugou sua língua, sugestiva, ele surtou com a ousadia excitante que foi aquela provocação e impulsionou os movimentos mais e mais fundo, molhados jorrando libido, aquela esfregação entre os corpos, a brusca fusão entre os sexos, o prazer quase palpável pelo ambiente.

As bocas separaram-se emitindo sonoros gemidos, enquanto tudo dentro deles se revolucionava, vibrava e o mundo girava freneticamente enquanto se derramavam em ápice, um para o outro e de repente estavam alí tão agarrados como se de fato estivessem fundidos, a sensação era de satisfação plena, mas os corpos estavam exaustos.

Ken deixou seus corpos quedarem lateralmente sobre a cama e a garota riu com o susto, desfazendo o contato, sentindo os fluidos que escorriam de seu interior. Selaram um beijo casto, carinhoso, um tanto sapeca.

— Nossa isso foi tão incrível! — ela disse maravilhada pelo momento, sem filtros e sem se corrigir ou desejar retroceder sua fala.

— Foi mesmo. — Ele se posicionou de barriga para cima e a puxou aconchegando-a em seu peito. — Quer fazer tudo novamente? — a provou somente para vê-la nervosa.

— Quero. — houve uma pausa, enquanto ela desenhava círculos imaginários no peito do amante. — Quero fazer muitas e muitas vezes, a noite toda, o final de semana todo.

— Miyako? — ele se espantou com a resposta, não sabendo o que dizer.

— Porque está assustado, não era isso que você queria, me fazer sua vadia? Então faça. — embora aquilo soasse tão ofensivo e agressivo o tom de Miyako era relaxado e calmo. — Faça quantas vezes quiser, da forma que quiser, não tem mais volta para o que eu perdi.

— Minha vadia? — ele soou magoado, ofendido, confuso. — Nunca te forcei a nada, não te obriguei e nem te trato como uma coisa.

— Ah não? Pensa que não sei que você me mandou de volta para os meus amigos para causar desequilíbrio no grupo. — Ponto para ela, bem mais perspicaz do que ele imaginava.— Doi coelhos numa cajadada só. O grupo se divide nos que acreditam em mim e os que me acusam, como resultado sou excluida e volto chorando pra você, que afinal é quem me quer de verdade, não é?

Kaiser abriu a boca em um perfeito “O”. Como assim ela desvendou completamente sua jogada? Mais do que nunca precisava tê-la ao seu lado, ela era admirável, brilhante, incrível e todas as demais qualificações, mas no momento ele tinha que ser mais o melhor jogador.

— Olha o absurdo das suas palavras Miyako. — força um tom completamente ofendido.— Perdi tanto tempo com o plano de mandar seu parceiro de volta, porque você me pediu para deixá-la lutar ao lado de seus amigos.— relembra enfaticamente. — Amigos os quais eu desprezo, mesmo assim eu quis ser justo e deixei que voltasse para ele. Como eu poderia prever a atitude deles em relação a você?

— Eu não sei. — ela fica confusa sentando-se sobre a cama e abraçando os joelhos. — Você é assim, cheio de labirintos, cheio de jogos e se isso não é um jogo seu…

Ele senta-se a abraçando, reforçando sua encenação.

— Não, não, isso não é um jogo. Você pediu e eu te atendi, nem mandei Bakemon para te seguir. Me admiro seus amigos com todo aquele papo de amizade verdadeira, confiança, sinceridade, blablabla...— lançou o veneno. — Então você veio assim toda carinhosa só porque estava carente por eles te darem um gelo? — se fez de ofendido.

— Não! — ela tentou se defender e Kaiser festejou internamente o sucesso de sua interpretação.— Quero dizer, estou chateada sim, mas não tiro a razão deles, não desejo mal ou coisa do tipo, mas essas ultimas semanas acabaram com o meu emocional.

— E eu que pensei que fosse quem te causava mal. v ironizou acariciando os fios lilases.

— Não joga comigo Ken, por favor! — clamou perdida e chorosa.

— Não, claro que não estou jogando com você. Está tudo bem se você me quer por carência, tem muitos doces na geladeira e você pode ficar o final de semana comigo, se não tiver reuniões com seu grupo, é claro. — jogou sua teia, discretamente.

— Não tenho, eles pensam que eu não sei, mas estão se reunindo sem mim na casa da Mimi-chan. — Dessa vez ela não aguentou e chorou mais e ele a trouxe para seu peito. — Não sei se é boa idéia ficar aqui, tem o Poromon.

— Não acho isso justo — ela o olhou curiosa. — Poromon te tem a semana toda, estou te pedindo um mísero final de semana, vai ser bom pra você.— fez uma expressão de expectativa.

— Eu não trouxe nada.

— Tem tudo pra você aqui.

— Então, eu… eu vou ficar.— aceitou por fim, tendo seus lábios tomados em um beijo.

Que diabos ela estava fazendo? Ficando o final de semana todo com ele, mas afinal ela lhe devia isso por tê-lo acusado de algo que “supostamente’ ele não planejou.

Quanto a ele, sorriu internamente, estava certo em seu plano, cada vez a teria mais e mais. Era cruel fazer com que ela passasse por essa dor, mas era um mal necessário para tê-la ao seu lado para sempre, livre de dúvidas, quanto mais aqueles idiotas a machucassem, duvidassem dela, a excluissem, mais dele Miyako se tornaria até não ter mais volta.

Os lábios se separaram e ele ousou uma pergunta.

— Mas você falava sério sobre fazermos a noite toda? — Perguntou rente aos lábios de Miyako e recebeu um tapa no ombro.

— Tarado! — ela fez beicinho.— Nunca falei tão sério. — completou rindo.

— Pervertida. — devolveu antes de beijá-la novamente jogando-a na cama e se posicionando sobre seu corpo. — Eu quero tentar algumas posições. v Anunciou beijando a ponta do nariz dela.

— Então faça as honras. — responde mostrando que realmente falava sério.

Ele sorri largamente e se posiciona ajoelhado entre as pernas dela erguendo as mesmas e apoiando-as em seu ombro, em seguida posicionando seu membro a cavidade íntima e a penetrando começando a estocar lentamente, mordendo o lábio inferior enquanto observava as reações de Inoue que se deliciava ao ser penetrada. Ficaram ali intensificando o ato, aproveitando o máximo daquela posição até decidirem experimentar outra.

Dessa vez o gênio estava deitado de barriga para cima e tinha sua amante encaixada sobre si, cavalgando deliciosamente em seu membro, ele se deliciava com o ato e a visão que tinha do corpo de Inoue se movendo, os seios naquela dança sensual, o quanto ela parecia selvagem desgrenhada e dominadora, controlando todo o movimento, oras apoiando ambas as mãos em seu peito e acelerando, sentando loucamente o levando a loucura.

Trocaram novamente de posição e dessa vez ele ousou sussurrar um desejo ao seu ouvido.

— Miyako, fica de quatro pra mim. — ele devaneava com isso a muito tempo.

— Ken? — e por um momento ela pensou que aquilo parecia ser realmente algo de vadia, mas o que tinha a perder afinal. — É constrangedor demais. — murmurou corada.

— Ah, então deixa. — ainda tinha muito tempo pela frente e poderia tentar uma outra vez, foi o que ele pensou.

— Tudo bem, vamos fazer. — ela falou em um fio de voz se colocando na constrangedora posição.

Miyako se mantinha sustentando o corpo apoiada aos joelhos e cotovelos, não queria imaginar o quanto aquilo era embaraçoso, nunca se imaginou nessa posição com alguém, estava quase desistindo de tanta vergonha.

Os olhos de Kaiser se arregalaram e brilharam ao ver sua inimiga amante, naquela posição, tão submissa, exposta para si. a segurou pelos flancos e correu os dedos por sua feminilidade já encharcada, dando-lhe prazer, tocando seu ponto sensível intumescido, deixando a beira de implorar para ser penetrada de uma vez.

— Anda logo com isso! — ela bateu a mão na cama, furiosa, era sua forma de implorar sem perder a altivez.

Ele riu com a atitude e forço a glande contra a entrada íntima da garota, brincando com os movimentos, mas sem penetrar de fato.

— Então antes era constrangedor, agora você quer com urgência? — debochou.

— Ora seu… Saiba que essa posição dói meus joelhos, é só isso, faça logo.

— Aham, sei...— cantarolou debochado e penetrou minimamente só para ver a reação e Miyako forçou os quadris para trás para recebê-lo, mas ele riu e recuou. — Peça direito.

— Vai se ferrar, eu vou sair dessa posição ridícula. — declarou furiosa, se impulsionado para frente, mas sentiu a mão segurando firme em seus cabelos e seu íntimo sendo penetrado furiosamente alcançando fundo, de forma que as pélvis se colidiram fortemente chegando a fazer barulho e ela soltou um grito de prazer com a invasão agressiva e surpresa.

Ele a segurou firme e começou a arremeter o mais fundo que conseguia e ela não sabia se gemia ou gritava, queria pragueja-lo por tão humilhante que aquilo parecia ser, mas o prazer que sentia era inigualável e isso ela era obrigada a admitir.

Quando se deu conta Miyako já gritava e gemia pedindo mais força, mais velocidade, mais e mais de tudo aquilo, o suor colando seus cabelos na pele, fazendo seus olhos arderem, a boca seca, o peito doendo pela falta de ar, mas nenhum dos dois queria parar.

Mais que prazer, para Kaiser aquela submissão toda, a rendição de sua orgulhosa inimiga alí naquela posição choramingando e implorando por mais do que ele tem a lhe oferecer, tinha um sabor único de realização, era o ápice do seu orgulho. Ela era dele, cada estocada ele repetia para si.

— Minha, minha. Você é minha! Toda minha!

Embora todo extase enlouquecedor daquela posição, eles terminaram a noite fazendo de lado, de forma que as mãos dele percorriam livremente acariciando todo o corpo dela, que estava de costas para ele, aproveitando as carícias e as arremetidas deliciosas que, mesmo que intensas, agora estavam mais lentas, mas muito bem aproveitadas.

As bocas se buscaram trocando um beijo intensamente carinhoso e os corpos não aguentavam mais e ao encontrar o ápice, mesmo que o certo fosse tomarem um banho, ambos acabaram adormecendo ali mesmo de conchinha, nus, agarradinhos, depois de usufruir o máximo um do outro.

(...)

Quando o despertador de Kaiser tocou anunciando que já era dia, afinal de dentro da base era impossível saber. O gênio levou a mão ao aparelho o desligando, tinha que admitir que seu corpo estava dolorido, mas guardaria isso apenas para si. Espreguiçou-se longamente e ficou imaginando se deveria acordar Miyako e chamá-la para um banho ou se iria para o banho e traria o café. Optou pela segunda opção, era melhor deixá-la dormir mais, depois de tudo aquilo.

Levantou-se zonzo e seguiu para o banheiro se repreendendo ao notar o quanto as lembranças da noite anterior ainda o deixava animado, aliviou sua bexiga e seguiu para a ducha onde ficou por um bom tempo enquanto planejava como seria o dia, tinha planos para sua amante. Afinal Miyako merecia dede ter lhe aberto os olhos sobre a necessidade de manter uma certa ponte com o mundo real, ter um médico em casos de necesidade ou algo assim, ele julgou que seria prudente ter escravos seus, estrategicamente localizados no mundo humano, Bakemons, óbvio. Agora ele tinha capacidade de controlar metamorfos mais fortes, mas não confiava.

O fato era que, com Bakemos se passando por humanos ele pode colocá-los em cargos “selecionados” e ainda guardar parte do dinheiro que ganham e eles são otimos em cargos que pagam bem. Ele jamais teria pensado nisso sem a ideia de Inoue, o que o levava a admitir r reforçar que precisava dela ao seu lado.

Quando a garota acordou estava o reflexo de um desastre natural, com olheiras fundas, desgrenhada se sentindo suada, melada e com o cheiro forte de todo “amor’ que fizeram e acreditem isso não era romântico.

Enrolou-se no lençol e se arrastou até o banheiro, seu baixo ventre doía tanto que parecia ter sofrido uma cirurgia e quando foi aliviar sua bexiga a ardência que sentia em seu canal a fez praguejar.Foi gostosa a noite? Ah isso foi, mas agora ela estava pagando caro por isso.

Abriu o chuveiro e suspirou se deliciando com o contato com a água escorrendo morna pelo seu corpo exausto. Ficou alí por um bom tempo e depois desligou pegando a primeira toalha que encontrou e se secando, se enrolando e seguindo para o quarto.

— Nossa que banho demorado. v encontrou kaiser vestindo roupas sociais sentado na cama.

— Olha o tamanho do meu cabelo, eu tive que lavá-los. — pega a escova começando a pentear os cabelos.

— Então se vista rápido e tome o café se não vamos nos atrasar.

— Atrasar para que? Para onde?

— Para o que você chama de SDCC. — Mostrou os engressos VIPs do evento e ela deixou a escova cair.

— FALA SÉRIO! Mas isso é San Diego Comic Con? Sabe o que significa?

— Um bando de nerd doido juntos?

— NÃO! Isso além de ser no mundo real fica em San Diego, Califórnia EUA!

— Você disse que queria um fim de semana que te fizesse esquecer dos últimos dias, bem podemos ir andar no meio desses malucos fedido e encontrar esses caras famosos que produzem filmes e quadrinhos que você gosta, ou podemos ficar aqui e transar.

Ela anda até ele averiguando os ingressos e batendo em sua cabeça com os mesmos.

— Cala boca seu tarado. Ken você sumiu do Japão e se alguém de reconhece por lá, tira uma foto, sei lá. — ela nem se deu conta do quanto estava eufórica.

— Posso usar um… Como vocês chama? Cosplay?

— FALA SÉRIO! — Gritou entusiasmada

— Sim é bem sério. O que me diz?

— É um sonho, eu quero, quero muito, mas, é outro país.

— Vamos através de um portal.

— Mas onde você conseguiu dinheiro. Hackeou um banco? — a pergunta foi séria.

— Claro que não. Não sou ladrão. — cruzou os braços. — Depois eu te conto. Vamos ou não?

— Ai Kami! Não podemos…

— Errado minha cara, nós podemos tudo, absolutamente tudo. Ficar ao meu lado é um universo de possibilidades. É só me seguir, estar ao meu lado e eu realizarei todos os seus sonhos. O que me diz?