Iniciativa Vingadores
11 Cuidado comigo, professor… Sou uma garota frágil.
Notas iniciais
Sei que sentiram falta da fic, recrutas! Eu também senti *-*
Obrigada por todo o apoio que vocês me deram nesses dias, mesmo!!! Me impulsionaram a continuar vivendo, não importa o que acontecesse :')
Eu tinha tanta coisa a dizer, mas acabei esquecendo T-T Sad, Gigi's Sad...
SENTI FALTA DE VOCÊS TAMBÉM!!! #abraçoemgrupo
Cof cof
Enfimmm, tenho uma proposta bem legal para vocês, lá embaixo XD Os verei nos reviews lol
E IV GANHOU MAIS UMA RECOMENDAÇÃO!!! #comemora
Quero agradecer a todos pelo crescimento da fic *-* Se não fosse por vocês, eu acho que já teria desistido do projeto... Er...
#corre
Enfim, como disse: vejo-os lá embaixo :D
Boa leitura!
– Muito bom vê-lo outra vez, Doutor.
Nick Fury soou, como sempre, impassivo e misterioso, enquanto o mutante saia do helicóptero emprestado pelo governo. Os pêlos azuis de McCoy se embrenhavam pela ação do vento, a mão esquerda com as garras de Fera retirando os óculos escuros do rosto ao olhar ao seu redor.
– Creio não poder dizer o mesmo, Fury. – Hank saiu da máquina, ao mesmo tempo em que esta desligava os seus motores – As circunstâncias não me permitem faze-lo. – ele expirou profundamente, o ar nostálgico do lugar trazendo-lhe lembranças que gostaria de esquecer – Os Vingadores estão prontos?
– Estão na sala de Charles Xavier, lhe esperando. Menos Thor, que estará dando aula, em poucos instantes. – Nick não pôde deixar de transformar as mãos em punhos enquanto seguia ao seu suposto superior. Seguir ordens não era muito o seu forte: desde que a Iniciativa Vingadores fora aprovada, os governos não mais se meteram no que ele, de fato, fazia; deixando-o a livre mercê de seus próprios problemas e soluções. Era certo que ele havia se desacostumado com alguém em maior hanking de comando do que si mesmo.
– O que for dito naquela sala, deverá permanecer entre nós, Fury. – Hank parecia nervoso, e, de certa forma, descontrolado; mas não dava sinais de que iria ceder às suas emoções – Estou sendo claro?
– Sim, Doutor. – Nick respondeu enquanto arregalava o seu único olho funcional. Ele nunca vira Hank McCoy irritadiço, daquela maneira; e o fato dele estar demonstrando tal atitude era motivo o suficiente para começar a se preocupar.
– Hank? – uma voz feminina soou ao longe, fazendo ambos os homens se virarem para encará-la. Ali, em frente a porta principal para o jardim, estava Alice; com os cabelos cor de fogo presos em um alto rabo de cavalo, e o corpo revestido com apertadas roupas de ginástica, dos antigos X-Men. Ela abriu um grande sorriso, tentando controlar a sua velocidade ao andar em direção aos seus superiores; sem realmente ter sucesso, ao começar a correr no meio do caminho.
– Ei, baixinha! – Hank abrira outro grande sorriso em retorno, sentindo-se mais relaxado pela primeira vez naquele dia. Ele abriu os seus braços, encaixando a garota em seu corpo, e abraçando-a como há tempos não fazia – Estive esperando por uma ligação sua! – ele a soltou, ajoelhando-se para estar, pelo menos, à altura de sua antiga pupila. Não que Waterloo fosse, realmente, baixa para os padrões normais; mas Fera era mais alto do que se esperava de um mutante, ou humano, comum – Pensei que ainda estivesse na base francesa.
A jovem franziu o cenho, aparentando confusão.
– Estou aqui há quase três dias. – enquanto falava, os olhos de seu mentor se arregalavam, em surpresa – Maria Hill veio me entregar a proposta, e imediatamente enviei Annabelle para te avisar. – por poucos instantes, Alice escancarou a boca, de certa forma, chocada – Você… Não falou com ela?
McCoy ergueu-se do chão, expirando profundamente e fechando os olhos, para, assim, colocar os pensamentos em ordem. Só havia uma única explicação para tal acontecimento.
E a resposta não era das melhores.
– Vá para a aula, Alice. – ele disse simplesmente, encarando-a, outra vez – Não queremos deixar o seu professor esperando, não é mesmo? – ele abriu um sorriso mais contido, aninhando-a em seus braços, outra vez – Se cuide, pequena.
– Você também, Hank. – ela respondeu, com a voz abafada por seu corpo fofo. Ela abriu outro sorriso, esquecendo-se – parcialmente – do que ocorrera há poucos instantes; e, separando-se, Waterloo ficou a observar enquanto Nick e McCoy se afastavam, em direção às grandes portas da Mansão X.
– Alice, o que pensa que está fazendo? – Lylian apareceu, lutando contra as roupas apertadas de ginástica que vestia e soando impaciente; mas Waterloo sabia que era somente parte de seu charme – Mexa essa bunda de modelo e vamos para a aula, mocinha!
Lily pegou sua mão, tentando arrastá-la de volta para as obrigações e afazeres; e assim, rindo, as duas seguiram o seu caminho.
(…)
– Eu não sei de nada! – a garota esperneava em seu banco, seu rosto, coberto por hematomas e sangue, retorcido em dor e lágrimas enquanto exclamava, chorosa – Por favor, me solte!
A sala era escura, úmida. O garoto continuava a fitá-la, estando escondido nas sombras; andando ao seu redor, afim de ver uma brexa sequer, para continuar seu interrogatório.
Ela não parecia disposta a ceder.
– Já está aqui há quase três dias, minha cara… — ele sorria de lado, suas palavras soando venenosas de encontro aos seus lábios macios e perversos – Não acha que já sabemos de onde veio… Annabelle?
Ela arregalou os olhos, e engoliu em seco; mas se esforçou para manter os pensamentos em ordem. A garota sabia que, de alguma forma, continuava sendo útil para os propósitos de seus capturadores; afinal, ela ainda era uma das mutantes do X-Men, que fora tola o suficiente para ser presa por seus inimigos. Senão, a única.
Eles precisavam mantê-la viva, enquanto não tivessem as informações necessárias. Certo?
– N… Não sei do que está falando. – ela gaguejou, tentando continuar com o teatro de boa moça mutante. O jovem riu descaradamente em retorno, e estava prestes a socá-la, outra vez; quando uma voz grossa e imponente lhe impediu.
– Dê-lhe um descanso, Luka. – um homem de meia idade, mas de boa constituição física, entrou na sala. Os seus olhos analisaram a figura da loira, que estava fraca e ferida, à sua mercê – Creio que sua língua se soltará mais fácil com um pouco de comida e água. O que acha?
O jovem revirou os olhos, mas não hesitou em nenhum momento ao sair da sala, logo depois. O estranho pegou a cadeira do canto, colocando-a na frente da sequestrada, enquanto se sentava na mesma.
– Desculpe-me pelos modos do garoto. Ele já tinha 15 anos quando o resgatei das ruas, e acredito que suas maneiras não conseguiram se ajeitar, desde então. – ele balançou a cabeça, parecendo desolado com o pensamento – É realmente uma pena.
Annabelle não respondeu, continuando a encarar aquele que ela pensava estar perdido há muito tempo. Ver de perto aquele que despertou a fúria de Fênix, e perceber que, mesmo assim, ele continuava vivo…
Era demais para assimilar.
– Acredito que podemos nos ajudar simultaneamente, sem mais nenhuma… Inconveniência. – Magneto sorriu de leve, não se virando em nenhum momento enquanto Luka voltava com um prato de odor questionável e água meio obscurecida – Matá-la seria totalmente irresponsável de minha parte, sabendo que você tem talentos tão notáveis.
– O que tem a me oferecer? – a pergunta saia de sua boca antes mesmo que conseguisse segurá-la. Erik abriu ainda mais o seu sorriso, pensando já ter vencido aquela pequena batalha.
– Um lugar ao meu lado, é claro. Como já disse, seria uma lástima desperdiçar habilidades como as suas. – ele aproximou o seu rosto da garota enquanto a bandeja era disposta ao seu lado – Tudo o que tem que fazer é responder a uma pequena pergunta…
A jovem sentiu um fio de suor escorrer pela espinha dorsal, ao mesmo tempo em que não conseguia desviar o seu olhar da comida e os lábios do ancião colavam-se em sua orelha esquerda.
– Aonde… Estão… — ele suspirou, parecendo refletir por um momento antes de completar, dizendo – Os X-Men?
A base francesa… É claro. Como ela não havia percebido antes? Annabelle fechou os olhos, estremecendo o corpo e percebendo o quão seca sua boca estava. Seus pensamentos eram um redemoinho em sua mente; misturando o certo e o errado; aquilo que salvaria sua vida e o que, com certeza, a mataria. Ela deveria dar o resto dos mutantes para Magneto assim, em uma bandeja dourada? Confiar na labia do mutante; esperando não ser morta, depois?
Ele dizia que não iria matá-la… Mas como ter certeza?
– Não sei do que está falando. – ela repetiu; porém, desta vez, ela encarou profundamente os olhos de Erik, fechando sua expressão a ponto de aparentar decidida e fiel à sua causa. O ancião expirou profundamente, balançando a cabeça e erguendo-se da cadeira.
Se ela não daria o braço a torcer, então, ele tinha outros meios de conseguir o que tanto queria.
– É realmente uma pena. – ele disse, outra vez; saindo daquela sala, tão rápido quanto veio. Luka, percebendo a deixa, sorriu, perverso, enquanto aproximava-se da garota; pousando a mão em seu ombro…
Observando, interessado, as correntes elétricas de seu corpo espalhando-se pelos nervos e artérias da menina, matando-a… Instantaneamente.
(…)
– Eu quero que vocês se separem em três grupos.
Thor permanecia na frente dos alunos, de braços cruzados e olhar superior, enquanto os recrutas o fitavam, curiosos. Kalista revirou os olhos, bufando levemente enquanto, também, fazia o mesmo gesto, de encontro ao peito.
– Os times serão divididos entre Básico, Médio e Forte. – o superior continuou, ignorando a atitude da semi-deusa, que não passou despercebida – O Básico, para aqueles sem nenhum tipo de experiência; o Médio, que já exercitaram algum tipo de luta, mesmo como diversão; e o Forte, para os de vasta habilidade e treino. – ele fitou a todos por alguns instantes antes de perceber que ninguém se pronunciaria, dizendo, enfim – Podem se separar.
A Sala de Perigo havia se tornado um grande e extenso salão para treinos a partir do momento em que pisaram no local, sendo fácil para os novatos se separarem em três amontoados humanos. O lugar estava equipado com todos os materiais possíveis e inimagináveis: ringues de luta, em diversos tipos e tamanhos, espalhavam-se ao seu redor; sacos de areia e figuras de tiro ao alvo podiam ser vistos rodeando o estabelecimento aos milhares; entre outros equipamentos. A Sala de Perigo, naquele momento, era praticamente o sonho de qualquer lutador que se preze; somente esperando pela pessoa certa a ursufruir de seus materiais…
Mas os pensamentos de Alice estavam longe dali. O seu olhar parecia desfocado, confuso, enquanto ela olhava para o nada; sua mente ainda mergulhada no sumiço de Annabelle; na volta de Hank, e no que, de fato, ele estava fazendo ali, no antigo lar dos X-Men…
– Pensando no Clint? – a pergunta soara tão comum e em um tom tão despreocupado, que Waterloo pensara, no começo, ser apenas uma voz, dentro de sua cabeça. Porém, arregalando os olhos e virando a atenção para trás de si, ela rapidamente percebera que não era, de fato, sua imaginação; encontrando, ao invés disso, uma Ariella a encará-la, com um sorriso amigável no rosto e os olhos, em brasa, esperando por sua resposta.
– O… O que disse? – a garota dos cabelos cor de fogo engoliu em seco, percebendo que suava frio. A outra riu levemente, aproximando os seus corpos; afim de seus sussurros serem ouvidos pela amiga.
– Certos poderes realmente tem suas vantagens… – a jovem sorriu de lado, fazendo Alice escancarar a boca, realmente surpresa – Não é mesmo?
Antes que ela pudesse lhe responder, a garota dos dreads coloridos riu mais uma vez, continuando a dizer:
– Está pensando em aceitar? As probabilidades dizem que sim. – seu tom de voz carregava uma quantidade de malicia que não condizia com a sua imagem – Achei muito legal da parte dele… “Cuidar” de você, eu digo.
Apesar do sarcasmo encondido naquela frase, Waterloo rapidamente mudou a expressão, vendo ali uma vantagem para estar por cima. Ellard franziu o cenho, sem realmente esperar o que, de fato, ocorreu em seguida:
– Devo dizer o mesmo para você, querida. – a jovem riu, assim como a amiga havia feito, anteriormente – Afinal, não é todos os dias que eu vejo se comprometerem a ajudar alguém que fez tanto mal, quanto Loki… Ou, devo dizer, o “Deus das Travessuras”?
Era possível mais malicia do que aquilo? Ariella se pegou duvidando seriamente daquilo. Então, fora a sua vez de arregalar os olhos; arqueando as sobrancelhas e, também, escancarando a boca; tentando não ser tão óbvia quanto pensava aparentar.
– Como…
– Telepatia é muito útil, às vezes… Quando não me traz dores de cabeça. – Alice cortou a pergunta, olhando ao seu redor e certificando-se de que ninguém escutava a conversa – E quem diria que um passeio pela mansão, em um momento nostáugico, enquanto se lembra de seus antigos professores… Serviria para alguma coisa?
Contra todas as probabilidades possíveis, Ellard começou a rir, discretamente. Waterloo fechou a expressão, outra vez; não conseguindo prever, de fato, o que a garota à sua frente faria, em seguida.
– Ardilosa… — a amiga começou a dizer, balançando a cabeça enquanto dizia – Eu gosto disso.
Fora a vez da garota dos cabelos cor de fogo rir com o comentário da outra, também, repetindo o seu gesto.
– Espero que isso seja um fator a meu favor, então.
As duas sorriram uma para a outra.
– Espero que já esteja em seu lugar, Srta. Ellard. – Thor apareceu de repente, cruzando outra vez os seus musculosos braços, enquanto encarava ambas com brasas em seu olhar.
– Quase lá. – a garota dos dreads coloridos sorriu amarelo, lançando um último olhar compreensivo para a amiga. Aquela conversa não sairia dali.
Acentindo com a cabeça, em concordância, Waterloo seguiu o exemplo da outra, encontrando rapidamente o seu grupo. Thor pegou a prancheta que haviam lhe dado, escrevendo no papel os grupos e os nomes dos respectivos recrutas; por mais que fosse estranho, para ele, usar caneta em vez de pena e tinteiro. Acabando de escrever, ele pregou o papel em uma lousa que ele havia trazido de fora da sala; para, depois, colocá-la em um lugar onde todos poderiam ver, e conferir, os resultados.
Básico
– Isabella Castoldi
– Jon Targaryen
– Josi Black
– Lylian Grey Shaw
Médio
– Andros Cortes
– Ariella Ellard
– Christopher Ferraz Judd
– Kalista Rhode Winter
– Sabine Dupré Azevedo
Forte
– Alice Waterloo
– Bianca Samon
– Charlotte Marie Van Der Belt Grimald
– Naja Rowan
– Orlando Joshua Hansen
– Wilhemina Rae Hansen
– Essa lista mudará constantemente, todas as vezes que vocês fizerem progressos para, enfim, mudarem de nível. – o Deus do Trovão continuou a dizer, encarando a todos outra vez – Esta aula será apenas uma demonstração de suas habilidades. Dentro de seus grupos, quero que duplas sejam formadas; e, de dois em dois, ambos terão que lutar entre si, para eu conseguir definir seus pontos fortes e fracos. – ele revirou os olhos, percebendo, novamente, que ninguém diria nada – Alguma pergunta?
Somente silêncio.
– Ok, vamos começar do Básico. – ele encarou os quarto, esperando que algum deles se habilitasse a começar – Lylian e Isabella. – Thor disse, enfim; sentindo-se impaciente com a quietude incômoda do local. As duas se entre olharam; andando lentamente até o ringue, enquanto os outros assistiam e, suspirando, o Deus as olhava, parecendo estar distante dali…
(…)
– Deixe-me ver se eu entendi direito… — Tony ergueu a sobrancelha esquerda, não se importando em conter a incredulidade de sua voz – Você aparece por aqui, dizendo ser o Embaixador das Nações Unidas – que eu nem sabia ser um mutante, mas até aí, nada mais me surpreende -, para nos avisar que um tal de Magneto, que não é mais do que um imã em forma humana, está solto por aí, provavelmente com o plano de tomar conta do mundo inteiro com o seu batalhão de mutantes, e pode vir para cá, pegar uma das recrutas… Só para, então, nos dizer que não devemos nos meter na bagunça? – ele encarou os Vingadores, incrédulo, enquanto finalizava – Perdi alguma coisa? Porque, sinceramente, essa história não faz sentido nenhum!
Nick Fury, assim como Rogers, expirou profundamente, pousando a palma da mão em seu rosto, certamente envergonhado com a atitude do Stark diante de McCoy… Mas, certamente, não surpreso.
Hank franziu o cenho, fechando os olhos por alguns instantes. Por mais que fosse difícil admitir para si mesmo, aquela situação toda realmente era absurda… Contudo, não havia nada que ele pudesse fazer.
– Nós podemos ser úteis, Doutor. – Clint se pronunciou, deixando de lado a flecha que, há instantes atrás, ele afiava, com certa destreza em suas ações – Os mutantes da base francesa estão em menor número, e todos sabem disso. Se esse tal de Erik conseguir descobrir sua localização…
– Estaremos prontos para tanto, Agente Barton. – Fera disse com certa certeza em sua voz, mas não se sentindo, de nenhuma forma, desta maneira. Ele olhou para os lados, mais uma vez; esperando encontrar um rosto familiar entre aqueles estranhos herois. Novamente, ele constatou que Logan não se encontrava entre eles – Vocês precisam treinar os recrutas. Se algo acontecer, ainda necessitaremos de jovens corajosos o suficiente para proteger o país.
– Ah claro, porque, realmente, crianças que mal sairam das fraudas conseguirão proteger as pessoas desse Ferradura aí… — o tom de Tony permanecia repleto de sarcasmo nos ouvidos daqueles que se encontravam na sala – Alô! Estamos falando de um ancião de mil anos, que tem milhares de vassalos aos seus pés, e um aliado, aparentemente misterioso até para o Careca, Ursão! Acha mesmo que os seus preciosos X-Men — que estão quase extintos, por sinal – conseguem dar conta do recado sem ajuda?
Era muito raro um Stark mencionar algo sobre trabalho em equipe, mesmo não estando tão explícito na frase; o que, certamente, fez Bruce arregalar os olhos em direção ao amigo. Algo havia mudado naquele excêntrico playboy, nos últimos dias; sua preocupação se encontrava extremamente palpável, e a direção da mesma era, ainda, indecifrável aos olhos do doutor… O que será que estava acontecendo? E… Por que?
– A decisão não é sua a tomar, Stark. – Hank transformou as mãos em punhos, erguendo-se da cadeira de Xavier – A única função de vocês é obedecer as ordens; só. E não sou eu falando: é o Presidente dos Estados Unidos. – ele espremeu os olhos na direção do bilionário, acumulando todo o veneno necessário para finalizar, sombrio – Fui claro?
Tony estava prestes a respondê-lo, mas Steve lhe lançou um olhar que não poderia ser ignorado. O moreno, fazendo um pequeno bico de descontentamento, cruzou os braços de encontro ao peito, em um gesto claro de birra.
– Sim, senhor. – o Capitão fez um pequeno sinal com as mãos, em continência. Hank acentiu, agradecendo mentalmente por sua interrupção.
– Ninguém pode saber disso. – ele repetiu pela milionésima vez, encarando a todos com certa fúria no olhar – Nem mesmo o prisioneiro. – ele completou, para deixar tudo bem explícito para todos; referindo-se, logicamente, a Loki – Entendido?
O silêncio foi o suficiente para garantir-lhe que sim.
– Ótimo. – Fera dirigiu-se a porta, abrindo-a antes de dizer, sem encarar a ninguém em específico – A reunião está encerrada.
(…)
As lutas ocorreram como o previsto; pelo menos, aos olhos do Deus. Os alunos, no entanto, fitavam as cenas que se desenrolavam à sua frente com certa temeridade e, sem realmente querer admitir, esperança; estando a fazerem apostas entre si, a cada rodada que se passava. Começando com Lily e Isa.
As duas tinham poucas técnicas de luta, mas sabiam se defender bem. Lylian havia praticado a arte circense desde que se conhecera por gente; fazendo, de seus movimentos, acrobacias bem preparadas e, ainda por cima, belas; deixando a todos maravilhados. Ao mesmo tempo, sua mente funcionava a mil, não parando de raciocinar nem por um segundo sequer; qualquer movimento que a outra fazia, se fosse realmente bom, Lily conseguia copiá-lo, no mesmo instante, com perfeição. Infelizmente para Isabella, apesar de poderes não serem admitidos nas lutas – uma regra que Thor lhes dispôs, momentos depois -, aquela era uma habilidade impossível de conter… Acarretando, assim, na vitória de Grey.
Charlie somente ergueu a sobrancelha, com o resultado.
Jon e Josi vieram logo depois. Black havia retornado com Andros há poucos instantes: a enfermeira deixara o loiro na enfermaria por mais tempo que o esperado após o acidente com Alice, só por precaução. Desde então, a namorada não havia deixado o lado do namorado; fazendo com que ambos perdessem as aulas do Gavião Arqueiro, do Homem de Ferro e de Loki. Por um triz, eles não perderam, também, a aula do Deus do Trovão.
Mas, agora, a loba estava ali; prestes a dar-se uma vitória, e muito bem merecida. Porém, Jon não estava disposto a ceder ainda; afinal, para aquele que teve treinos com espadas a vida inteira, lutar sem nenhum tipo de instrumento não deveria ser tão difícil assim, não é mesmo?
Ah, mas como ele estava enganado. A força de Josi era tremenda, mesmo na forma humana; e derrubar uma garota nunca pareceu tão difícil quanto naquele momento. O orgulho feminino na sala cresceu rapidamente com o andamento da luta; satisfazendo-se por inteiro quando, com uma cotovelada em seu peito, a garota o derrubou no chão; com um baque tão forte que estremeceu por completo o resto da sala. As garotas receberam uma boa grana com aquela vitória, apesar de Naja ter sentido um certo aperto no peito ao observar o fracasso de Jon…
Agora, era a vez do grupo Médio. Antes que Christopher pudesse se candidatar para fazer par com Sabine, a morena rapidamente, com os olhos desesperados, pediu ajuda a Ariella; que aceitou, de imediato, a proposta da companheira. Expirando de alívio, ela sorriu de soslaio para o garoto; pensando tê-lo ludibriado para, enfim, acabar com os seus planos loucos e sem excrúpulos de conquista…
Somente para perceber, arregalando as órbitas, quando Judd começou a gritar o seu nome; sabendo, com uma certeza assustadora, que ele torceria por ela a partida inteira, com exclamações de encorajamento e palavras provocantes.
Pelo menos, para ele.
Mas aquilo não pareceu detê-la. A morena havia lutado bastante contra gangues brasileiras e tráficos de drogas em tempos anteriores a este; lhe dando uma boa margem de vantagem contra Ariella, que aprendera tudo o que conhecia apenas por sua experiência nas ruas…
A garota dos dreads coloridos balançou a cabeça quando esse pensamento começou a lhe surgir na mente, tentando disperça-lo, imediatamente.
A luta não durou muito, para o entristecimento de Ary. Sorridente, Sabi desceu do ringue; apenas para, logo depois, ser recebida com um abraço nada desejado de Judd, que lhe sorriu, galanteador, enquanto levava um tapa muito bem merecido em sua bochecha esquerda.
O Deus do Trovão não pôde deixar de rir com aquilo.
Sem muita opção, Chris subiu no palanque junto com Andros, que rapidamente olhou para a namorada. Ele sorriu de lado enquanto ela o fitava com amor em seus olhos; sabendo que, as técnicas que o namorado possuia, se devia exclusivamente aos dias difíceis que passara no orfanato, quando criança.
A luta foi difícil. Ferraz possuia grandes habilidades como boxeador, pelos anos que treinara; mas Cortes era muito bom em luta de rua, pelas vezes que havia se metido com garotos mais velhos do que ele. Os dois estavam pra lá de cansados, no final; obrigando Thor a parar a luta e declarando, enfim, o empate.
O grupo Forte foi logo depois… E não foi muito difícil escolher qual seria o seu primeiro par.
Alice e Bianca se fitavam, com seriedade e concentração em seu olhar. Ambas haviam sido treinadas pelos melhores: Alice, pelos X-Men; e Bianca, pela S.H.I.E.L.D. Apesar da aparente, mas não fatal, inimizade das agências, todos sabiam que as duas eram muito boas no que faziam; deixando a todos apreensivos, com a batalha que veriam em poucos instantes.
E, de fato, ninguém saiu desapontado. A luta entre as garotas foi explêndida: as habilidades de ambas eram muito mais avançadas para a pouca idade que possuiam, e vê-las exercerem seus papéis com perfeição ali, na frente de todos, era algo raro e belo de se ver. Cada vez que uma agia, a outra se esquivava, ao mesmo tempo; como peças de relógio, cronologicamente ajustadas para o seu uso funcional. Percebendo que nenhuma das duas se cansaria em um momento próximo e não possuindo tanto tempo quanto desejava, o Deus do Trovão declarou, mais uma vez, empate; para o entristecimento daqueles que haviam se metido nas apostas daquela luta. As duas sorriram entre si, chacoalhando as mãos, em um acordo claro de “paz”.
Charlotte e Naja não deram nem tempo para que discutissem qual seria a próxima dupla. Imediatamente, as duas começaram a lutar; e parecia que, para o azar de Charlie, a outra morena estava levando a melhor.
E qual era a novidade? Afinal, Rowan havia treinado a vida inteira, por seus pais adotivos; afim de que ficasse forte e invencível, para, assim, atingir os objetivos de seus novos patriarcas. Usando as técnicas que, anteriormente, haviam lhe sido ensinadas por aqueles que mais a traira, conseguia somente aumentar o grande buraco que era o seu coração; causando, assim, uma raiva maior, na hora de lutar… E, também, sua inevitável vitória.
Charlie desceu do palanque com passos duros e, evidentemente enfurecidos. Lily somente riu com aquela cena; disfarçando quando a garota olhou penetrantemente para si.
E, assim, veio Willy e Orlie até o ringue. Os dois, entre risos e brincadeiras – por mais que Orlando aparentasse mais seriedade, por estar em frente a estranhos -, começaram rapidamente a lutar; se equivalendo em chutes, socos e demais movimentos. Wilhemina havia visto várias lutas de seu irmão na faculdade, quando este praticava luta greco-romana; um dos motivos para que ela começasse, também, a praticar tais esportes. Ela sabia bem como o gêmeo funcionava, apesar das diferentes lutas que ele praticava; dando-lhe certa vantagem na arena. Willa somente não venceu, por pouco; afinal, não era por menos que a chamavam de mente, enquanto ele era, definitivamente, o corpo.
– Obrigado pelas demonstrações. – o Deus do Trovão disse, chacoalhando os seus cabelos loiros enquanto falava – As tarefas, de fato, começarão somente na próxima aula. Espero que estejam bem preparados até lá, e…
– Professor? – a voz irritantemente sexy da loira chamou a atenção de seu superior, que expremeu os olhos levemente em sua direção – Não está se esquecendo de mim?
A realização de que ela, de fato, não demonstrara suas técnicas, o fez arregalar minimamente os olhos, fitando ao seu redor. Realmente, o grupo contava-se em um número impar; acarretando, assim, em um recruta sem dupla…
Infelizmente, a garota cuja espécie ele mais odiava, nesse universo.
Bem, uma das espécies.
– Não me esqueci, Kalista… — ele abriu um sorriso deveras perverso ao completar, com veneno em sua voz – Você lutará comigo.
Kali não pôde deixar de abrir outro sorriso, em resposta.
Os dois subiram no ringue, enquanto os olhares dos alunos não se desgrudavam da dupla. A semi deusa riu levemente, apoiando sua perna na corda mais alta, em um gesto obsceno, como se estivesse apenas a se alongar.
– Cuidado comigo, professor… — a malicia no final da frase era palpável aos seus ouvidos, fazendo-o fechar a expressão – Sou uma garota frágil.
Ele revirou os olhos, ignorando o comentário descabido.
– Lembre-se… — ela ergueu a sobrancelha em sua direção, esperando-o completar a ordem – Sem poderes.
A risada da jovem projetou-se pelo resto do ambiente enquanto dizia, em um tom alegre demais para a situação em que se encontrava:
– Não sou de trapacear. – ela sorriu de lado, sacana – Sou de ganhar a vitória para poder me vangloriar, depois.
Ele revirou os olhos, mais uma vez.
O sino soou, lhes indicando o começo da luta. Como sempre, Thor logo avançou, afim de acabar rapidamente com o duelo. Ele era um ótimo guerreiro, e ninguém duvidava disso… Mas todos sabiam que ele nunca fora um Deus de muita paciência.
E Kalista estava contando com aquilo.
Desviando agilmente de seu superior, ela começou com chutes diversos ao longo de suas costas, causando uma dor razoável na coluna vertebral do mais velho. Levemente enfurecido, o loiro virou-se em sua direção; acabando por socá-la em seu rosto, tentando não se utilizar de sua força, para não machucá-la. Com o semblante raivoso, a garota voltou a se aproximar; desviando-se de suas outras investidas, enquanto distribuia mais chutes e socos ao redor de seu corpo. Então, cansado da enrolação e, ao mesmo tempo, surpreso com a sagacidade da jovem, Thor a segurou pelos braços; prendendo-a, assim, contra o pilar do tatame.
Os dois se encararam por alguns segundos; os olhos de ambos se prendendo, investigando-se. Kali, diante do olhar penetrante do Deus, deixou, sem nenhuma outra opção, sua guarda cair naqueles instantes; fazendo as órbitas de Thor se arregalarem com tal ato. Deuses eram bons de enxergarem atráves da alma; talvez, por eles mesmos terem que lidar com elas, todos os dias de sua existência. E, sendo metade humana, Kalista não escapava dessa lista.
O que o Deus do Trovão encontrou naquelas orbes, ele nunca imaginara perceber em sua pessoa. Indefesa. Fraca. Desprotegida. Essas eram apenas algumas das palavras que ele conseguiria descrever, mais para frente, a alma de Kalista. No fundo, ele percebeu que tudo o que ela queria, de fato, era não ser mais inferior aos outros; como havia passado mais da metade de sua vida, quando se encontrou no orfanato por não ser desejada pelos Deuses Gregos. Por sua decendência, ele tomou consciência de que ela sempre fora julgada, pelos dois lados; não pertecendo, realmente, a nenhum lugar. E a realização de que fizera o mesmo com a pobre garota o obrigou, enfim, a estremecer.
Nesses poucos momentos que se passaram, os alunos ficaram somente a observar, percebendo, por pouco, que havia algo de errado naquela interação. Contudo, com um rápido movimento, seu superior finalmente se afastou da pupila; deixando-a sem ar, enquanto andava em direção a saida; com os olhos distantes e… Perdidos.
– A classe está encerrada.
Notas finais
Bem, a proposta é a seguinte: dia 02 de Dezembro é o meu aniversário (viva lol) e eu queria dar um presente para VOCÊS!
Sim, meus caros. Sei que ainda falta a aula do Bruce, então esse capítulo que estou "planejando" sairá um pouco depois de meus aninhos hehe Mas a ideia é a mesma...
Eu quero que vocês me mandem, por MP, o que querem nesse capítulo!
Exatamente! O que vocês quiserem, eu vou fazer XD Contanto que esteja condizente com o andamento da história hehe
Podem citar: beijo, briga, choro, pazes... Qualquer coisa (que faça sentido), e eu faço.
Um presente especial, para todos ^^
Bem, esperarei pelos MP's lol
E não só dos donos dos personagens, beleza?
Quero todos participando XD Hehe
Bjxxx
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