Notas iniciais
*Aleuia* Consegui postar
Sem delongas... Super capitulo
Leiam as notas finais.....
Postada: 27/02/2011

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4° Capítulo

Por Edward

Eu olhava para Bella, agora minha esposa.

Minha.

Com certeza ela já havia dormido, fiquei esperando por mais alguns minutos para ter certeza, cautelosamente me aproximei mais dela, a abracei deixando minha mão repousar em sua barriga, permaneci uns minutos assim, depois circulei sua barriga levemente, nosso filho, ou filha. Eu queria uma garotinha, igualzinha a Bella, a mesma cor dos cabelos, os mesmos olhos, a pele branca como seda.

Suspirei em seus cabelos, no mesmo instante fui embriagado pelo cheiro de morangos. Agora parecia que tudo estava no seu lugar, eu não queria ter discutido. Mas Bella tinha que entender, agora não precisaria trabalhar, só queria que ela se dedicasse a nosso filho e a ela mesma. O trabalho a sobrecarregaria, sem contar os acidentes que estaria inclinada a sofrer, eu sabia que estava fazendo o certo a deixa — lá em casa em segurança, e sem nenhum tipo de estress. Mas parecia que ela não entendia. O que causou nossa discussão, não queria começar assim, mas foi impossível.

Não estava nos meus planos contar para ela tão logo sobre o seu emprego. O que eu queria era chegar da empresa, jantar enquanto conversássemos sobre assuntos triviais, depois quando estivéssemos em nossa cama, contar sobre a viagem de lua de mel surpresa que tinha planejado nesse tempo curto. Infelizmente nada disso tinha dado certo.

Amanha seria um novo dia e melhor. É o que eu esperava. Logo adormeci com Bella em meus braços.


***



Acordei e percebi que ainda estava muito cedo, mas não me preocupei com isso. Sorri, Bella estava deitada com sua cabeça em meu ombro enquanto sua mão repousava em meu tórax, seu pequeno rosto suave, sua respiração calma, eu podia passar o resto da minha vida olhando para seu rosto, coloquei minha mão por cima da dela fazendo pequenos círculos em volta. Eu tinha que ir trabalhar, mas não estava com a mínima vontade.

Com muito esforço sai da cama devagar para não acordá-la. Fui para o banheiro, tomei um banho e fiz minha higiene matinal, sai com uma toalha enrolada em minha cintura, Bella ainda dormia só que agora abraçada a meu travesseiro. Troquei-me silenciosamente, antes de sair do quarto voltei para cama e depositei um beijo singelo em sua testa.

Cheguei na cozinha onde Kate estava preparando o café como sempre.

– Bom dia Kate. – falei assim que ela me viu

– Bom dia menino. – ela sempre me chamava assim. — Caiu da cama?

– Sim. Tenho alguns assuntos de ultima hora para resolver na empresa. – falei enquanto bebericava o café que já estava na mesa. — Kate você pode fazer minha mala?

– Sabe que nem precisa perguntar filho. Mas o q você vai querer? Roupa de frio, social, esportiva...

– Coloque roupas de calor, roupa de banho e um ou dois pijamas, e uma roupa social leve. – falei enquanto levantava. Deixei a xícara na pia, dei um beijo na bochecha de Kate como de costume – Deixe Bella dormi o quanto ela quiser. – Kate assentiu sorrindo, não liguei sai e fui para meu carro.



***



Nada saiu como esperado.

Sai tarde da empresa, a última reunião demorou mais que o esperado, assessores querendo falar comigo pessoalmente, ligações, relatórios. Todo tipo de problema apareceu justamente hoje, eu estava morto de cansado, sai da empresa vindo direto para o aeroporto.

Pedi para Victor, nosso motorista, levar Bella e as bagagens para o aeroporto onde eu os encontraria. Não demorei muito para chegar, cumprimentei Bella, que nem me respondeu com certeza ainda estava com raiva.

Agora estávamos no meu jatinho particular em direção a Cancun, não havia conseguido um vôo para noite o que me deixou sem opção, mas para a volta eu já havia reservado as passagens na primeira classe.

Bella estava muito calada, mal havíamos nos falado pelo dia, as duas ligações que fiz para ela não duraram um minuto cada.

Eu estava sentado de frente para ela, olhando-a sem parar, enquanto ela olhava pela janela.

– Bella? – a chamei, mas ela nem me olhou. – Bella. – tentei de novo sem sucesso. Sai da minha poltrona sentando do seu lado. Coloquei minha mão em cima da Bella que repousava em seu joelho. – Bella.

– Sim. – finalmente falou.

– Esta tudo bem ?

– Sim. – falou suspirando

– Bella, olha para mim. – e ela olhou, seu rosto estava um pouco pálido, sua fisionomia cansada. – Você esta pálida. – passei a mão pelo seu rosto, a temperatura parecia normal. – Está se sentindo bem mesmo Bella ?

– Só um pouco enjoada, vomitei hoje, e deste então estou me sentindo um pouco fraca. – ela falou num fôlego olhando para mim.

– Porque não me disse, teria cancelado nossa viagem, para amanhã ou só depois que você estivesse melhor.

– Eu não queria ser estraga prazeres Edward. Não é nada só estou cansada, vou dormi um pouco. – dito isso ela se virou para janela encostando. Não falei nada apertei o botão para inclinar a poltrona um pouco para trás e a puxei encostando sua cabeça em meu ombro enquanto eu fazia carinho entre seus cabelos. – Obrigada. – ela sussurrou as palavras em meu ouvido.

– Que isso, sou seu marido agora meu dever é cuidar de você. Descanse, quando chegarmos eu te acordo. Sempre vou cuidar de você. – ela concordou com um leve acenar, e logo adormeceu. Senti faltar algo para falar, mas não sabia o que. [n/a: TE AMOOOO] [n/b: Ta precisando dizer mesmo]



***



Logo chegamos no aeroporto, tentei acordar Bella, não consegui na primeira tentativa e logo desisti. Peguei-a no colo e a levei para o carro que nos esperava. Acomodei-me no banco traseiro com Bella ainda em meu colo, ela ressonava tranquilamente, com certeza estava muito cansada. Para ainda não ter acordado com toda essa troca de lugares.

Não demoramos muito para chegar ao hotel, fiz as confirmações e peguei as chaves, voltei para o carro e peguei Bella, levei até nossa suíte, a melhor que tinha no hotel de grande luxo, assim que cheguei levei-a para o quarto e a deitei, retirei seus sapatos e suas roupas para deixa — lá mais confortável, como sempre ela não usava sutiã, tentei em vão ignorar seu corpo quase completamente desnudo, e o desejo que sentia por ela, afinal já iria fazer um mês que eu não a tocava, reprimi a tentação e a cobri com o edredom.

Sai do quarto e esperei nossa bagagem chegar, o que não demorou muito. Voltei e fui direto para o banheiro tomar um banho para retirar o cansaço do longo dia que tive. Não demorei muito estava muito cansado e meu corpo pedia cama, logo desliguei o chuveiro e me troquei peguei apenas o short do pijama, deitei ao lado de minha esposa, e logo adormeci abraçado com Bella.


Por Bella

O Sol batia em meu rosto e eu desfrutava o maximo que podia.

Logo que acordei me senti desorientada, mas logo recordei de tudo. Casamento, briga, discussão, cansaço, sono...

Edward apareceu no quarto com o café da manha, tomamos em completo silêncio, uma hora depois ele me chamou para irmos a piscina aproveitar que estava calor e o sol não estava muito quente.

Concordei logo de cara, mas agora me arrependia amargamente, eu não podia fazer outra coisa se não ficar na espreguiçadeira curtindo apenas o sol, eu olhava de vez em quando – toda hora – para Edward, nesse momento a piscina estava completamente vazia, eu reparei que a parte em que estávamos era reservada, nem todos os hóspedes tinham a entrada permitida.

Edward apenas de sunga preta, que alias fazia um perfeito contraste com sua pele, saia nesse exato momento da piscina, quando ele tomou um impulso a água caiu ao seu redor, ele levantou caminhando em minha direção, eu reparava nas pequenas gotas de água que escorriam pelo seu corpo, senti minha boca salivar, eu tinha completo desejo por ele, sentia saudades das suas mãos passeando pelo meu corpo, palavras intangíveis sendo sussurradas em meu ouvido.

Balancei a cabeça afastando esses pensamentos.

– Não vai entrar? – ele perguntou assim que se sentou na outra espreguiçadeira enxugando seus cabelos e tórax com a toalha...

– O que? – perguntei quando voltei para realidade.

– Não quer entrar na piscina? A água esta ótima, bastante refrescante. Garanto que vai adorar.

– Não! – falei ríspida, seu rosto antes que tinha um enorme sorriso desapareceu dando lugar a uma expressão de dor, me arrependi na mesma hora pelas palavras. – Desculpe, é que eu... Nada.

– Você o que ?

– Nada esquece. – falei me ajeitando na cadeira — Estou confortável aqui.

– Bella, fala.

– Não sei nadar. – disse simplesmente sem olhar parar seu rosto.

– É isso? – olhei para ele.

– É isso? É só o que você tem a dizer?

– Bella eu posso muito bem te ensinar a nadar, não quero me gabar mais sou um ótimo nadador é professor. – eu sentia seu olhar queimando minha pele. Olhei para piscina, engoli seco.

– Prefiro ficar aqui.

– Bella, esta um tremendo calor, vai acabar se queimando se teimar, vem comigo prometo que não vou solta-la. – com isso ele me puxou fazendo me levantar.

– Você não manda em mim. Se eu disse que eu não vou é porque eu não vou, é tão difícil de entender isso. – falei friamente me soltando dele.

– Ta desculpa, eu só queria acabar com essa tensão sobre nós, mas você não ajuda. Pode deixar que te deixarei em paz. – dito isso ele se virou e voltou para piscina. Continue parada olhando para ele, parecia nervoso já que não parava de passar as mãos pelos cabelos.

É Bella, não devia ter sido tão fria com ele. O que ele fez? Apenas se ofereceu a te ensinar a nadar.

Continuei a olhá-lo, engoli meu orgulho, retirei a canga deixando-a na cadeira, fui me aproximando devagar da borda, onde me sentei, Edward estava de costas para mim, coloquei minhas pernas na água, o contado direto me arrepiou, mas logo me acostumei.

Coloquei um sorriso no rosto e joguei água para cima dele, que virou assustado e olhou para mim.

– Então vai ou não me ensinar a nadar. – ele sorriu e se aproximou de mim.

– Tem certeza? – assenti. – Ok

Edward me segurou pela cintura me ajudando a entrar. A água já cobria meu busto e meus pés não chegavam ao chão. Enlacei meus braços em seu pescoço me segurando nele, um arrepio passou pelo meu corpo ao senti totalmente colada nele.

– Não me solte. – pedi em desesperada.

– Nem que você pedisse. Vem. — Edward ia para trás em o agarrava cada vez mais. — Relaxe Bella. – balancei a cabeça, era impossível relaxa sem saber onde esta o chão. – Confie em mim bela, coloque suas pernas ao meu redor. — E eu fiz, e me sentir mais firme no mesmo momento. Mas aquela posição nos deixava muito próximos. E eu já podia sentir um leve formigamento em meu baixo frente.

Essa aula iria ser um tormento.


***

E a aula foi um grande tormento mesmo, Edward primeiro me ensinou como segurar a respiração direito sem me engasgar e a boiar, o que mostrou muito mais difícil do que eu achava, qualquer lugar que suas mãos me tocavam eu sentia meu corpo responder, ansiando por mais. Edward parecia alheio ao que se passava comigo.

– Desisto. – falei quando afundei mais uma vez.

– Você esta indo muito bem Bella.

– Você disso isso das ultimas vezes.

– Porque é verdade.

– Sei. – falei parecendo uma criança mimada.

– Ok por hoje chega, vamos sair o sol já esta forte. – Edward me levou até a escada da piscina e esperou eu subir primeiro para ir atrás de mim.

– Estou cansada. – falei enquanto me enxugava. – Vou tomar um banho e dormi um pouco.

– Não quer almoçar primeiro? – até o momento não tinha notado que estava com fome.

– Sim, estou morrendo de fome.

– Pelo que jeito teremos uma pequena gulosa. – ergui as sobrancelhas para ele.

– Acha que é uma menina?

– Sim. E você ? – olhei para minha barriga.

– Não sei. Será que é normal, dizem que mães têm sexto sentido em relação ao sexo dos filhos.

– Não se preocupe com isso, — ele acariciou minha barriga — Logo mais sua barriga já vai estar mais visível. – Olhei para sua mão em minha barriga, eu ainda não havia notado, mas no lugar onde havia uma pequena saliência agora estava maior, mas visível. Emocionei-me e senti meus olhos marejarem. – Que foi? – Edward perguntou com a voz preocupada. – Bella o que foi? Sente alguma dor? Bella por favor fale comigo. Por que choras?

– É que... – funguei. – Me emocionei, sei que é besteira, mas saber que tem uma vida crescendo dentro de mim... – e um soluço escapou pelos meus lábios e outro e mais outro, quando notei eu estava abraçando Edward e chorando alto em seu pescoço, ele não falava nada apenas afagava minhas costas.

– Os hormônios? – ele perguntou baixinho em meu ouvido, apenas assenti.



***



– O que achou do jantar? – Edward perguntava enquanto eu devorava meu terceiro pedaço de pudim.

– Maravilhoso, as comidas são diferentes, tem um gosto a mais não da para explicar. – falei pegando um pouco mais de pudim, Edward havia pedido apenas um pedaço para me acompanhar.

Depois da minha crise de choro voltamos para o quarto onde tomei banho e almocei com Edward, assistimos um filme, ou quase, acabei dormindo logo no começo encostada nele, acordei na cama quase no fim da tarde, imagino que Edward me carregou até ali.

Ele não estava na suíte quando acordei, mas não demorou muito a voltar, estava resolvendo uns assuntos da empresa. Perguntou se eu queria jantar no restaurante, e aceitei.

O Jantar foi perfeito, conversamos em perfeita harmonia, na hora da sobremesa não sabia o que pedir, mais assim que vi o pudim ali minha boca salivou, estava quase quicando na cadeira esperando, fazendo Edward rir, fechei a cara para ele na hora, aquilo não era nada engraçado.

Quando o pudim chegou quase pulei de alegria, comi o primeiro pedaço que não demorou para acabar, e logo pedi mais um, e outro em seguida. Eu olhava agora para meu prato desanimada, já havia acabado o terceiro pedaço.

– Peça ,mais um. – olhei para Edward.

– Estou satisfeita. – menti desviando de seu olhar.

– Garçom — ouvi ele chamar, com certeza pediria a conta – Mais dois pedaços de pudim por favor. – voltei meu olhar para ele imediatamente.

– Eu já disse que estou satisfeita. – falei nervosa.

– Quem disse que é para você? – o olhei indignada mas não disse nada. Não demorou para o garçom chegar com o pudim, quando olhei para os dois pedaços cobertos por aquela cauda meu desejo aflorou, agi com indiferença. Fingi olhar o local enquanto Edward puxava sua cadeira para mais perto da minha. Ele pegou um pedaço do pudim e levou a sua boca, meu estomago protestou, virei o rosto. – Bella. – o olhei, estava com a pequena colher estendida para mim com um generoso pedaço. – Abre. – automaticamente abri a boca, ele inseriu a colher lentamente, como sempre arfei de prazer, quando senti o pudim entrar em contato com minha língua, um pouco da calda caiu no canto da minha boca, antes que eu pudesse limpar Edward se aproximou passando a língua lentamente e me beijando em seguida, um beijo rápido, mais cheio de significado. Meus hormônios borbulhavam. – Delicioso. – meu corpo se arrepiou no mesmo instante.

Eu não disse nada, estava totalmente deslumbrada com sua atitude, meu coração batia descompensado, não duvidava nada que Edward conseguia-se ouvi-lo. Assim terminamos a sobremesa, eu dava para ele um pedaço e ele me retribuía entre meio a carinhos, pela primeira vez agíamos como um casal de recém-casados.



***



A leve brisa batia em meu rosto, a lua cheia iluminava a sacada do hotel de onde eu estava, meus cabelos estavam úmidos por conta do banho que eu havia tomado, me sentia bem, muito bem para falar a verdade, vesti uma camisola azul bebe de seda que chegava até um pouco abaixo de minhas coxas, decote redondo com rendas, e costas aberta, havia comprado um pouco antes do casamento, sou mulher portanto vaidosa, queria usar algo diferente na minha lua-de-mel, apesar de nem saber se teria uma.

Assim que sai do banheiro Edward entrou, não sem antes de me dar um beijo de tirar o fôlego me fazendo ansiar por mais.

Ouvi o clique da porta do banheiro, meu corpo ficou tenso diante da ansiedade, um típico frio na minha barriga parecendo mil borboletas batendo as assas. Não sabia o que fazer, voltava para o quarto ou ficava aqui mesmo. Pensei bem, melhor era ficar.

Tentei agir naturalmente fingindo que não ouvia os barulhos vindos do quarto, a mala se abrindo algo sendo derrubado. Passei a língua pelos meus lábios secos. Silêncio era o que eu ouvia no momento.

– Apreciando a vista. – me sobressaltei com sua voz em meu ouvido. Braços me envolveram me mantendo de costas.

– Me assustou. – percebi que ele estava sem camiseta,

– Desculpe isso não era o que pretendia. – sua barba por fazer roçou em meu pescoço me fazendo cócegas gostosas. – Tenho um presente para você. – dito isso se afastou e me senti no mesmo momento sozinha. Virei e vi que ele pegava um caixinha na mesa que fica perto da porta da sacada. – Eu espero que goste. – ele me entregou uma caixa de veludo quadrada, minhas mãos tremiam, mordi o lábio.

– Eu nem comprei nada para você.

– Você já é meu presente. – droga, porque ele fazia isso?

Abri o fecho onde um colar de duas correntes estava, dois pingentes prendiam em cada corrente, na menor uma espécie de laço entrelaçado, e na maior uma asa, que me parecia de anjo, lindas, peguei o colar devagar ele era pesado, devia ser prata envelhecida.

– é lindo Edward...eu...

– Era da minha mãe, minha avó deu para ela quando se casou com meu pai, meu avô tinha dado de presente de casamento. É meio que uma tradição... – ele deu de ombros.

– Eu..não posso aceitar... é muito mais do que um simples colar... – minha voz tremia, coloquei o colar de volta na caixa. Edward a retirou de minhas mãos e abriu a deixando na mesa.

– É seu e você sabe disso. Agora. – ele pegou uma outra caixa só que dessa vez branca com um laço em cima.

– Eu não vou aceitar mais nada Edward.

– Quem disse que é para você. – falou num tom matreiro. O olhei confusa e ele abriu a tampa da pequena caixa, no mesmo instante que bati meus olhos, eles encheram de água, tampei a boca com ambas as mãos, uma grande emoção tomou conta de mim, retirei da caixa o pequeno casaquinho de crochê branco junto com os sapatinhos.

– Oh Edward... é tão pequenininho.

– Então gostou?

– Amei. Tenho certeza que ela também. – aproximei e dele e o beijei, ele aprofundou o beijo, eu sentia suas mãos já passearem pelas laterais de meu corpo. Então ele se separou de mim, pegou o casaquinho e os sapatinhos, os guardou na caixa novamente, pegou o colar.

– Vire-se. – obedeci, senti ele colocando meus cabelos de lado, passou o colar pelo meu pescoço seus dedos roçaram levemente em meu seio. – Agora sim. – um beijo foi depositado em minha nuca, me arrepiando por inteiro. – Se que me dar um presente – ele falou beijando meu pescoço e subindo para meu ouvido. –, quero que use esse colar...apenas ele. [n/b morri e estou no céu?!]

Eu estava nas nuvens, seus braços me prenderam fazendo círculos em minha barriga, ele beijava meu ombro dando mordidinhas.

– Eu quero você Bella... Me diga, por favor, que me quer também. Não sabe como sinto saudades de você... – ele sussurrava as palavras em meu ouvido, sua voz saia rouca, era fácil de ver o desejo explícito ali.

– Eu também te quero, sinto sua falta...

Mal terminei de dizer e Edward me pegou no colo colando sua boca na minha, enrosquei meus dedos em seu cabelo o trazendo o maximo possível para mas perto, nosso beijo era urgente, tenso.

Senti a cama embaixo de mim, nem me importei, e sim com o corpo que estava por cima do meu, Edward beijava meu pescoço, voltava para minha boca, eu apenas retribuía todo o seu entusiasmo, suas mãos puxavam minha camisola para cima, ela já estava em minha cintura, nossas pernas intercaladas, sua mão passava por minha coxa e a outra sustentava seu peso sobre mim, minha camisola subia mas Edward me levantou e a tirou de mim jogando em um canto qualquer, agora eu ainda estava com a pequena calcinha de renda.

Edward sugava meus seios, uma ora um ora outro, incomodava um pouco, por conta de estar mais sensíveis, mas o prazer me fazia esquecer tudo, não conseguia manter meus olhos abertos, como meu corpo ansiava pelo seu, queria-me sentir preenchida. Edward amava preliminares, mas hoje eu necessitava muito dele.

– Edward... Por favor... Necessito...de..de você... – eu tentava falar claramente, o que no momento era impossível. Ele não me respondeu, logo senti minha calcinha sendo arrancada, (rasgada), e seus dedos trabalhando em meu centro de prazer, logo, um, dois, três dedos seus estavam dentro de meu corpo, ele os mexia vigorosamente dentro de mim. Meus gemidos ecoavam pelo quarto, aquilo era demais, então ele parou, não demorou muito e senti sua língua substituir o lugar onde seus dedos estavam, eu sentia que estava cada vez mais próxima. E não demorou muito e logo veio, gritei seu nome e gozei em sua boca, minhas pernas estavam tremulas, meu coração batia rápido, eu não conseguia pensar direito. Arfava, tentava colocar ar em meus pulmões.

– Bella, seu gosto é muito, muito bom, seu cheiro nem se fala, me alucina, me embriaga... – ele sussurrava, eu já me sentia pronta para ele mais uma vez, tentei falar, mas não encontrava minha voz.

Eu já tinha me satisfeito um pouco. Meu corpo ainda estava em chamas, e eu imaginava que o dele também.

– O seu também é, você sabe disso. – falei em seu ouvido mordiscando-lhe. Edward soltou um gemido alto.

– Me mata Bella.

– Você também querido. – ele beijou-me novamente, nossas línguas explorando cada canto um do outro, ora se tocando, ora chupando, fui empurrando-o lentamente, até eu estar por cima dele, sentei em sua barriga, completamente a mercê dele, sorri sedutoramente e o beijei lentamente, mordendo e chupando seus lábios, fazendo o contorno de sua boca com minha língua, sempre que ele tentava aprofundar o beijo eu me afastava, era um jogo sedutor, e eu estava no comando no momento. Beijei seu pescoço, respirando sua fragrância masculina, dei pequenas mordidinhas, fui descendo e subindo por todo seu tórax, olhei para seu rosto, olhos fechados, lábios entre os dentes, ele tentava se controlar, e eu sabia que não conseguia segura-lo por muito tempo. Desci mais, beijando sua barriga lambendo, antes que eu conseguisse passar daquele ponto, Edward me puxou e nos virou voltando a ficar em cima de mim.

– Não agüento mais. Você me deixa louco. – Sorri eu adorava quando ele dizia essas coisas, me sentia mais poderosa, Edward se afastou um pouco e retirou sua samba-canção que ainda usava.

E finalmente agora ambos estávamos nus. Sem nada para nos impedir.

– Olhei para mim. – parei de reparar seu corpo, e olhei para aquele mar verde brilhante, cheio de desejo, felicidade, ternura e algo mais que eu não conseguia identificar. – Quero que me olhe nos olhos, quero vê-lá chegar ao seu limite, quero ver seu corpo se contorcer, quero ver aquele brilhos em seus olhos, como se fossem as suas estrelas mais preciosas. – Eu não iria chorar, mas era quase impossível, não chorar com suas palavras, Edward é um homem muito romântico. [n/b: você não pode chorar para não quebrar o clima mais eu estou aki em prantos *funga*]

– Me faça sua Edward. – falei com a voz embargada.

Ele debruço-se sobre mim, beijando meus lábios lentamente. Afastou minhas pernas e se ajeitou sobre elas, segurou meu quadril e puxou de encontro a seu corpo. Me penetrou, lentamente, nunca desviando seu olhar do meu, quando finalmente entrou completamente dentro de mim permaneceu imóvel, era um grande esforço para ele e para mim, um mínimo de movimento poderia quebrar aquele encanto, então começou a se mexer vagarosamente, mantendo esse ritmo por vários minutos, nossos gemidos ecoavam pelo quarto, cerrávamos nossos olhos, mais nunca os fechando sempre mantendo o contado. Nunca imaginei que era capaz de ter esse autocontrole, principalmente ele, um homem com instintos, em nenhum momento aumentou o ritmo, o manteve constante, eu me mexia também o acompanhando.

Senti meu sexo contrair pedindo por mais, ele respirava com dificuldade não apenas eu, arfávamos, gemíamos, não sei o que foi mais Edward aumentou um pouco o ritmo das estocadas saindo e entrando por completo dentro de mim, cruzei minhas pernas ao redor de seu quadril, contrai meus músculos dificultando sua penetragem, aos poucos vinha, e eu sentia que ele também estava próximo, e enfim chegamos ao nosso auge do prazer, minha visão escureceu, meu corpo tremeu com a intensidade do meu orgasmo, entre os vários espasmos, chamei Edward várias vezes, e ele também, eu escutava, mais em nenhum momento desviamos nosso olhar.

Ver o brilho intenso em seus olhos, ver eles escurecerem ao chegar ao clímax, foi uma experiência maravilhosa, e inesquecível. Ele saiu lentamente de mim, e apenas nesse momento quebramos nosso contato visual, meus cabelos estavam grudados, em meu rosto, o suor escorria pelos nossos corpos.

Nenhum de nós ousou falar, eu não queria quebrar esse momento de magia, e imaginava que ele também não, Edward puxou o lençol e nos cobriu.

– Você Bella, me faz e me fará ainda mais, o homem mais feliz desse mundo. – dizendo isso ele beijou minha testa. Eu como sempre, não consegui mencionar uma palavra.

Um silêncio caiu no quarto, Edward fazia carinho em minhas costas e eu em seu tórax. Ele começou a cantarolar baixinho em meu ouvido, sua voz perfeita invadia minha mente, fazendo com que meu corpo relaxasse, e foi assim que tive uma das melhores noite da minha vida. Dormindo em seus braços.



***


Senti frio, abri meus olhos lentamente. Vazio. Edward já sairá para trabalhar, puxei seu travesseiro para mais perto, era o eu fazia a uma semana desde que voltamos da nossa lua-de-mel, sentia falta de seu corpo, de seu cheiro, eu estava num estado semiconsciente. Ouvia passos lentos pelo quarto, uma pequena luminosidade me incomodou, fazendo eu escondeu meu rosto no travesseiro. Devo ter dormido, senti uma leve pressão em minha bochecha e testa.

– Tchau. – a voz de Edward saiu muito baixa quase não consegui ouvi-la. E depois silencio.

Acordei bem disposta, minhas noites vinham sendo maravilhosas, eu praticamente desabava na cama assim que encostava a cabeça no travesseiro, sempre abraçada com Edward, fazíamos amor com freqüência e sempre nos satisfazíamos.

Depois da nossa primeira noite, aproveitamos o maximo de nossa estadia no hotel, todo dia de manha Edward me ensinava um pouco a nadar, depois almoçávamos, eu descansava um pouco, saiamos para passear, ou víamos algum show que o hotel estava promovendo, jantávamos em nosso quarto todas as noites, Edward sempre pedia um pudim completo, eu o comia quase inteiro, deixava uns dois pedaços para ele. Ele ria de mim, e isso sempre causava nossa discussão, pode parecer bobo mas aquilo me irritava, e muito, depois de eu comer eu saia de perto e não falava nada, mas nos reconciliávamos todas as noites. Edward queria estender nossa estadia por mais uma semana, infelizmente ele recebeu uma ligação da empresa pedindo sua volta imediata para assuntos que apenas ele poderia resolver, e então tivemos que voltar.

Uma rotina foi instalada, Edward saia para trabalhar as 6:45, antes de sair sempre me beijava, quando dava vinha almoçar em casa, chegava em casa por volta das 5:30, me cumprimentava com um beijo caloroso. Tomava um banho, conversávamos sobre a empresa, jantávamos, assistíamos TV juntos, ele falava com minha barriga beijava me causando cócegas, e dormíamos, abraçados ou depois de fazer amor.

Sem Edward aqui eu levantava por volta das 10:00 meu sono andava muito pesado, arrumava nosso quarto, Kate reclamava comigo dizendo que era trabalho dela, ou de alguma das empregadas, que eu não devia fazer esforço, eu ficava nervosa por conta disso, tanto ela como Edward me tratavam como se eu tivesse uma doença e isso me irritava muito, eu fingia não ouvir, três dias depois ela desistiu, arrumar o quarto também era a única coisa que eu podia fazer. Qualquer coisinha o mínimo que fosse eu era repreendida, eu estava me sentindo sufocada, apesar da casa ser enorme me sentia sendo vigiada o tempo todo, o único lugar que me sentia bem era no meu refugio, a sala de musica ali eu ficava sozinha para pensar. Sentava-me no banco do piano e tocava umas notas, mais nunca uma musica completa.

Minha vida mudou da água para o vinho, custava acreditar que era verdade, que não era um sonho. Num momento eu estava solteira e agora casada e grávida ainda por cima. Olhei para minha barriga. Sorri. Comecei a fazer carinhos nela.

– Você será muito amada. E bebe me desculpe se você for um menininho, mas seu pai esta convicto que seja uma menina. – continuei a falar com ela(e) por mais alguns minutos, eu estava nesse momento meia deitada no único sofá da sala de música apreciando o silêncio.

Logo cansei de ficar fazendo nada, fui até o piano e peguei umas partituras, as mais fáceis, no orfanato eu tinha aprendido um pouco de música, nunca me aprofundei no assunto, mais tinha uma noção básica de como tocar. Comecei a dedilhar sobre as teclas devagar, lógico que errei várias vezes, mas não desisti aos pouco fui conseguindo tocar uma seqüência maior sem errar, e não demorou muito para eu conseguir tocar a pequena musica sem errar uma nota.

Sorri satisfeita comigo mesma.

Sobressaltei ao ouvir palmas vindas atrás de mim. Virei o corpo, Edward estava parado na porta com um sorriso enorme no rosto, estava apenas com a calça social azul-marinho a camisa social branca com os botões abertos mostrando todos os seus tórax, sem gravata. Uma tentação. Bem ditos hormônios.

– Nunca me disse que tocava. – ele falou

– Bem, eu não toco, mais estudei um pouco de musica e tenho uma noção básica. – ele assentiu e se aproximou ofereceu sua mão que peguei, me ajudou a levantar, e seus lábios no mesmo instante se apossaram dos meus.

– Senti sua falta hoje, sinto falta de ter você por perto durante a tarde. – suas mãos foram para minha cintura.

– Eu podia voltar a trabalhar. – falei arrumando um amassado invisível de seu colarinho.

– Você sabe que não precisa. Não vamos começar. – ele soltou um suspiro exasperado.

– Pensa Edward, se eu voltasse a trabalhar passaria o dia inteiro com você. – soltei a isca.

– Idéia tentadora mais, não. – revirei os olhos.

– Edward, eu não agüento mais ficar sentada olhando o tempo passar. Estou me sentindo sufocada, sempre me mantive em movimento em minha vida toda, não posso nem ajudar a arrumar essa casa. – falei me soltando de seus braços.

– E não precisa, tem quem faça. Você pode sair Bella, chame alguma ami...

– Eu não tenho amigas, eu não tenho ninguém Edward. – o interrompi. – sempre me mantive ocupada com o trabalho ou outras coisas. Só que aqui eu não posso fazer nada, não dou um passo sem alguém saber onde eu estou, preciso de algo para me ocupar se não vou enlouquecer assim. Deixe eu voltar a trabalhar com você. – supliquei praticamente as ultimas palavras.

– Eu já disse que não Bella, que coisa, será que você não entende que não precisa trabalhar mais? – Edward falou aumentando seu tom de voz.

– E será que você não entende que casou com uma mulher dependente, que sempre se virou nessa vida? Que não é nenhuma dessas mulheres fúteis que só se preocupam em gastar o dinheiro?

– Bella...

– Tudo bem. Se você não quer que eu trabalhe com você, ok. Eu arranjo outro emprego. – falei me dirigindo para a porta.

– Bella não ouse. Não vou permitir. – escutei sua voz nas minhas costas.

– Espere para ver querido. – falei saindo do único lugar onde eu pensei que encontraria paz.



***



Frustrada, era o que eu estava, passei três dias procurando por um emprego,quando finalmente acho, no dia seguinte já sou “demitida” , muito estranho, sem contar o fato de eu achar que estava sendo vigiada , mais eu sabia que tinha um dedo de Edward nisso tudo. Hoje ele me ouviria.

Parecia que ele tinha adivinhado, pois ligou avisando que chegaria tarde, mais eu não me daria por vencida.

– Me diga, porque seu pai tem que ser tão teimoso filha? Quantas mulheres grávidas trabalham, por ai até o ultimo momento e têm uma vida normal? ?Mais não, para ele eu pareco uma boneca feita do cristal, a mais frágil que existe. – falei para minha barriga. – Calma Bella, tudo se resolve na conversa. Discussão não leva a nada.

Esperei. 20:00. 21:00. 22:00. Eu lutava para manter meus olhos abertos se ele acha que iria me fazer de boba ele esta muito enganado. Então ouvi o clique da porta, permaneci imóvel, minutos já tinham se passado até eu senti um balançar na cama. Foi assim que passamos essas quatro noites, eu de costas para ele, mal nos falávamos durante o tempo que ele estava em casa, na madrugada eu ia para seus braços, mas fingia que não sabia. Fiquei tensa quando seu braço passou ao redor de minha cintura.

– Estou acordada. – suspirei, senti falta no mesmo instante quando ele se afastou.

– Desculpe. – virei na cama ficando de frente para ele. Triste, era o que ele estava, Edward não conseguia esconder seus sentimentos comigo, e eu muito menos. – Bella. – ele afastou alguns fios de cabelos de meu olho.

– Porque Edward? – ele sabia o que eu estava falando.

– Porque eu me preocupo com você, com nossa filha, não quero que nada aconteça com vocês, eu morreria Bella se alguma coisa acontecesse. Quando pedi para não trabalhar mais, não foi apenas porque eu sei que posso sustentá-la, mais evitar qualquer tipo de acidente, você pode achar que eu sou paranóico Bella, mais eu cuido do que é meu. E você é minha Bella, e nossa filha também. Eu sei que esta entediada, te entendo, mais me preocupo muito. Quando disse que procuraria outro emprego, não imagina as besteiras que passaram pela minha cabeça. TE segui nesses três dias, mantendo distancia, quando você conseguiu o emprego... – ele balançou a cabeça. — Esperei vê-la chegar em casa em segurança, depois fui até local e ofereci dinheiro para o dono não admiti-la. Pode me chamar do que quiser Bella, não me arrependo do que fiz, e eu faria tudo de novo só para mante-la em segurança. E farei muito mais do que isso se for preciso.

Lagrimas caiam livremente pelo meu rosto. O fato de ter alguém se preocupando comigo, era novo, eu que nunca tive ninguém na vida, me virando sozinha sempre, querendo mostrar para o mundo que eu era forte. E só com Edward que eu realmente me senti segura, protegida. Eu entendia, ou tentava. O fato era que ele se preocupava comigo verdadeiramente.

– Não chore Bella. Por favor me perdoe. Eu tentarei ser mais controlado daqui para frente... só não posso prometer nada. – assenti incapaz de falar. Edward me abraçou pedindo perdão milhares de vezes, eu apenas chorava. Para ele eu chorava por infelicidade, enquanto eu sabia que eu chorava era de felicidade.

– Me faça sua. – pedi quando finalmente achei minha voz.

– Bella...eu acho...

– É o que eu desejo, quero você Edward, vamos esquecer do mundo por algum tempo. – o puxei para um beijo intenso, que era só o começo.

Horas já haviam se passado, ainda era madrugada, eu não tinha sono, e Edward também não, o silêncio era uma bênção nesse momento, não precisávamos de palavras para esse momento. Aos poucos o sono ia chegando.

– Bella.

– Hum... – resmunguei.

– Já sei o que você pode fazer nesse tempo. Terá minha permissão e meu completo apoio.

– Diga. – falei com a voz sonolenta.

– Você pode ir preparando o quarto da nossa filha. – e como mágica despertei na hora.

– O que? – perguntei me virando para ele.

– Você pode ir escolhendo como quer o quarto da nossa filha, posso entrar em contado com uns decoradores, te manterá ocupada, e imagino que por um bom tempo, e quando acabar, bem –deu de ombros – procuramos outra coisa para você se ocupar. Mas nada que exija esforço. O que você acha?

– Perfeito. – falei e o ataquei trazendo sua boca para mim.

Nesse momento eu sentia que nada podia estragar essa felicidade.


***


Dias Depois...


Olhei no espelho com um sorriso bobo no rosto, minha barriga de 18 semanas (4 meses e duas semana) já bem visível agora, virei para todos os ângulos, sempre olhando minha barriga, olhei para meu rosto, normal eu não estava inchada como algumas grávidas ficavam, meu quadril parecia mais largos, meus seios estavam enormes, para quem nunca teve muito.

Hoje eu vou fazer uma ultrassonografia para tentar ver o sexo do meu bebe, Edward estava muito mais animado do que eu, cancelou todos seus compromissos de hoje para me acompanhar ao médico. Estávamos muito bem, lógico que sempre tinha uma pequena discussão uma vez ou outra, mas sempre nos entendíamos no final, não conseguíamos passar tanto tempo sem falar um com o outro. Edward havia me mandado vários decoradores com fotos e idéias para o quarto, eu ainda não havia me decidido, eu e Edward sempre conversávamos sobre a decoração, mas ele disse que a decisão final seria minha.

Peguei a legue preta e uma bata rosa — bebe , não demorei muito para me trocar, calcei as sapatilhas, Edward havia me proibido de andar com o mínimo que fosse de salto, essa também uma causa para discussão, penteei meus cabelos prendendo apenas metade do cabelo deixando a parte debaixo solta, passei uma sombra da mesma cor de minha blusa, um blush e um brilho labial, peguei minha bolsa e desci.

Edward já me esperava no hall usando roupas casuais, uma camiseta pólo, calça jeans escura e tênis. Ele me olhou de cima a baixo.

– Esta linda. – falou beijando-me suavemente.

– O senhor também esta. Vamos? – ele assentiu e saímos usando seu Audi coupe.

Não demorou muito para chegarmos ao Hospital de St. Mary. A recepcionista nos atendeu, ou melhor atendeu apenas Edward, já que falava apenas com ele, ignorando minha completa presença. Arrastei Edward dali e esperamos um pouco e logo a Dra. Amélia chama meu nome.

– Bom tarde. – a cumprimentei quando entrei na sala. Dra. Amélia é uma mulher de 40 e poucos anos, muito simpática. Eu queria que o meu abstetra fosse o Dr. Caius, mas Edward recusou no mesmo momento, queria uma mulher não um homem. E essa também abriu uma nova discussão, e na maioria Edward sempre “ganhava”.

Depois de algumas perguntas de como estava me sentindo, se estava tomando as vitaminas, e tudo mais. Ela riu quando falei da minha obsessão por pudim.

– Isso é normal, algumas mulheres depois de terem o filho não suportam mais olhar sua comida favorita durante a gestão. – ela anotou mais algumas coisas no papel e depois se virou para mim. – Então papais vamos tentar descobrir se é uma princesa ou um príncipe? – Assenti animada, Edward me ajudou a levantar, entramos em numa outra sala conjunta a dela.

Fui para trás do biombo para retirar apenas minha camiseta, sai e Edward olhou para mim, ou melhor para meus seios, eu não tinha achado um sutiã maior, então o que eu tava usando era um tanto pequeno para ele, senti minhas bochechas arderem, cruzei os braços na frente deles, no mesmo estante Edward desviou seu olhar. Não ousei a encará-lo.

Deitei na maca que a médica me indicava. Edward ficou do meu lado segurando minha mão direita. Senti aquele gel gelado e me arrepiei. Logo Dra. Amélia começou a esparareo.

– Vamos ver. – ela falou passando o laser. – Olhem aqui a cabecinha, os braços, as pernas... – ele ia falando e os mostrando no monitor, já sentia meus olhos marejarem... – Escutem. – então a sala foi preenchi com uns sons estranhos... – O coração.

WOWH. WOWH. WOWH. [N/A: tentativa “barulho do coração”]

Agora eu já chorava. Eu só havia feito uma ultra som, logo que descobri a gravidez, mais no momento eu mal consegui me concentrar, essa sim era a primeira vez que eu ouvia o coração do meu bebe, os ruídos estranhos eram musicas para os meus ouvidos.

– Vamos ver agora quem esta vindo. Os senhores têm algum palpite? – A medica peguntou.

– Meu marido acha que é uma menina. – falei com a voz embargada de choro. Olhei para Edward que também chorava, limpou meu rosto.

– Estão vendo aqui? – Amélia perguntou apontando para um canto do monitor. – Acho que o papai tem um bom palpite. Parabéns é uma menina. – nem tive tempo para me pronunciar e os lábios de Edward já estavam sobre os meus.

– Ah Bella obrigado – ele falou e voltou a me beijar...

Esse era mais um momento que eu guardaria como os melhores da minha vida.

Sai da maca e limpei minha barriga colocando a blusa novamente. – a Dra. Amélia me elogiou dizendo que eu estava seguindo todas as recomendações na risca, o peso e o tamanho do bebe estava na média. Marcamos outra consulta para dali umas semanas.

Saímos do hospital, Edward manteve nossas mãos entrelaçadas durante todo caminho. Pensei que iríamos para casa até vê-lo entrar no shopping.

– O que vamos fazer?

– Nós vamos comprar o enxoval para nossa filha.

– Mas..

– Sem mas Bella, agora que sabemos que será uma menininha é mais fácil para comprar, eu até queria comprar antes, mais eu não tinha cem por cento de certeza apenas noventa e nove por cento. – ri dele, Edward concerteza seria um ótimo pai.



***



Passamos o resto da tarde no shopping, Edward carregava várias sacolas, não me deixando carregar uma. Compramos lençóis, cobertores, toalhas, xales, macacões, roupas de todo tipo frio, calor, meias, tocas entre vários outros. Tive que frear Edward, ele queria comprar tudo o que via, pelo o que eu sabia, bebes cresciam rápido e por conta disso perdiam as roupas, eu sempre pedia um pouco maior.

Comemos no shopping mesmo, voltamos para casa no início da noite. Eu estava exausta, pois não tirei meu cochilo da tarde. Subi direto para o nosso quarto enquanto Edward descarregava as compras com algum dos seguranças.

Tirei minhas roupas e as joguei num canto do banheiro, prendi os cabelos, liguei o chuveiro e entrei debaixo dele, suspirei de alivio quando a pressão forte da água entrou em contado com minha Bella.Fechei os olhos e fiquei ali aproveitando do momento.

Gritei ao senti um par de braços em volta de mim, estava tão distraída que nem notei quando Edward entrou no banheiro.

– Esta pensando em que? – ele perguntou em meu ouvido.

– Em nada, estava apenas aproveitando o banho. Desculpe se demorei, já vou sair. – antes que eu pudesse abri a porta do Box Edward segurou minhas meu braço.

– Não precisa sair, tome um banho comigo. – Edward não me deu chance de responder me puxou para de volta para debaixo do chuveiro. – Gosto de seus cabelos soltos. – ele falou enquanto soltava meus cabelos que caiam em volta de mim. Edward me abraçou e deu um passo para frente me empurrando, fazendo com que a água caísse sobre nosso corpo. – Você não sabe como é boa para mim Bella. Como minha vida mudou depois que te conheci.

– Você também mudou minha vida, totalmente. – afastei-me dele olhei com dificuldade para seu rosto, o puxei, beijei sua boca explorei todo seu interior, uma de minhas mãos em seu cabelo e a outra em sua nuca, ficamos longos minutos nos beijando, o ar estava faltando, eu já sentia a crescente excitação de Edward, e eu já estava completamente exitada.

Edward se afastou de minha boca, nossas respirações ofegantes, seus lábios foram para meu pescoço e descendo até meu seio esquerdo, o sugando havidamente enquanto estimulava o outro com a mão. Voltou para minha boca, eu fui andando para trás o puxando junto comigo, senti a parede atrás de mim, um choque térmico a parede fria com meu corpo quente, sua mão desceu até meu sexo o estimulando, eu gemia contra sua boca. Coloquei minha mãos sobre seus ombros o puxando para mim, Edward se afastava um pouco, por conta da minha barriga.

– Acho melhor saímos daqui, na cama é melhor. – ele falou em meu ouvido.

– Mas eu te quero aqui.

– Posso te machucar Bella.

– Mais não, vai. – desci minha mão até encontrar seu membro rijo, fechei minha mão ao seu redor, sorri ao ouvi-lo gemer meu nome. Fiz leves movimentos de vai-e-vem. Edward apertava os olhos com força, imagino que para se controlar. Continuei a estimalalo.

– Não agüento mais. – Edward voltou a me beijar com intensidade, devorando minha boca, eu estava adorando. Ele levantou uma de minha pernas e por fim me penetrou, seus movimentos eram lentos, mais precisos e firmes. Entrava e saia de mim repetidas vezes, ele me segurava na cintura, eu acompanhava seus movimentos, nossas respirações ofegantes. Gemidos altos, nossos corpos se chegando. Meu sexo começava a se contrair em trono de sua masculinidade pulsante.

– Edward...eu...eu...vou... – eu tentava falar, mais era impossível.

– Eu sei, então vem comigo... – ele disse olhando em meus olhos.

Então explodimos, gritei seu nome, e ele o meu, era como sumir por alguns instantes do mundo e depois retornar. Edward se afastou de mim, me puxando para de volta a água do chuveiro.

Então aconteceu, um leve cutucar em minha barriga, eu sabia o que havia acontecido, minha menininha se mexendo dentro de mim. Olhei para Edward, eu já sentia as lagrimas salgadas caírem pelo meu rosto. Ele sorria, também havia sentido. Coloquei minha mão no local onde senti o leve cutucar, permaneci quieta, Edward também colocou sua mão ao lado da minha, uns minutos passaram, e veio o momento esperado outro cutucar levinho.

Olhei para Edward sorrindo, ele também sorria feito bobo que nem eu. Palavras não precisavam ser ditas. O Silêncio reinou, um silêncio confortante. A felicidade era tanta, que era impossível expressa-la com palavras. E permanecemos abraçados depois desse momento mágico. Meu dia não podia ter sido mais perfeito.



***



Já passava das dez da noite e eu estava morrendo de sono, depois do banho, jantamos aqui no quarto, conversando sobre o quarto do bebe, Edward foi checar seus e-mails, meu cabelo ainda estava molhado então resolvi usar o secador, eu mal conseguia manter meus olhos abertos. Por fim desisti, eles estavam secos o suficiente para eu dormi. Desliguei o secador e guardei no armário, tirei o robe de seda e o deixei na cadeira. Fui para cama deitando nela, soltei um suspiro de prazer, meu corpo imediatamente relaxou.

A porta se abriu, nem me dei ao trabalho de levantar para ver Edward. Não demorou muito para eu sentir Edward vim para cama. Automaticamente eu me virei já me aconchegando em seus braços.

– Pensei que iria demorar mais. – falei entre um bochecho.

– Não tinha muito que fazer, terminei rápido para ficar com minha esposa.

– Hum...

– Esta com sono? – assenti lentamente.

– Você negligenciou meu sono da tarde, tenho que recuperá-lo agora. – minha voz saiu arrastada.

– Peço desculpa, deixarei você dormi hoje. – ele riu, soltei uma risada que saiu mais como um suspiro. Ouvi sua voz suave começar a cantarolar, e não demorou muito para eu adormecer.



***


Semanas depois...


Olhei para o quarto da minha menininha, ainda não havia escolhido o nome. Demorei muito para decidir qual modelo escolher, mas optei por um branco e lilás, Edward concordou plenamente. As paredes em tom de lilás com o rodapé branco. O berço branco gelo no canto do quarto com o aro para o dossel, o trocador em frente ao berço, uma poltrona lilás bem clarinha ficava no outro estremo do quarto. Com o guarda roupa em frente, uma cômoda branca em frente a janela, alguns ursinhos pintados na parede com uma cor mais escura. O quarto já estava praticamente pronto, só faltava agora mesmo era transportar todas as coisinhas para cá. Eu escolhi o quarto mais perto da escada, já que no terceiro andar só havia o meu quarto, Edward queria mudar o local da sala de musica para outro cômodo da casa, eu não deixei pois sabia que ele adorava aquela sala. Obvio que nos primeiro meses nossa menininha ficaria em nosso quarto, lá já havia colocado um bercinho menor.

Sai do quarto dela e fui para o meu, hoje é sexta-feira, iria fazer uma surpresa para Edward, vou até a empresa o chamar para almoçar. Tomei um banho rápido, coloquei um vestido azul próprio para gestantes que vai até um pouco acima dos joelhos, fechei os dois botões para cobrir meu busto, coloquei uma sapatilha preta com um laço. Deixei meus cabelos soltos, com uma tiara preta, peguei minha bolsa e desci.

– Nossa posso saber onde vai tão linda desse jeito menina? – Kate falou assim que entrei na cozinha. Eu já havia me acostumado a seu modo de me chamar.

– Vou fazer uma surpresa para Edward.

– Vê se não mate o menino do coração. – ri e Kate me acompanhou.

– Espero que ele goste.

– Lógico que ele vai gostar. Quer que eu chame o motorista? Ou vai de carro? – eu sabia dirigir, mas não via o porquê comprar um carro, sempre ia para o serviço de taxi, porque não?

– Vou de carro. Será que posso pegar algum do Edward?

– Claro que sim, venha. – Kate me levou ate os fundos da cozinha, saímos da casa viramos e entramos em uma outra porta. Era a garagem, cerca de seis carros ocupavam o local e havia espaço para mais uns 10. – Aqui é onde Edward guarda as chaves escolha uma. – eu até hoje nunca havia entrado na garagem, e estava muito chocada com os carros de Edward.

– Edward gosta de carro.

– Ora, deste de criança, esses são os que ele sempre sonhou. – uns eu conhecia, a Mercedes Guardiam, o volvo c30, o Aston Martin Vanquish V12, um Porsche que não identifiquei o modelo, um eclipse e uma BMW. – Ele deve ter isso com a Ferrari. – Kate falou, eu só havia visto a Ferrari umas duas vezes nesse anos todos. – Vamos menina se não escolher logo vai chegar atrasada. – olhei indecisa para os carros, optei pelo volvo, era melhor eu começar por um carro mais simples, se é que eu poderia chamar assim.


***



Nem demorei para chegar a empresa, entrei no estacionamento privativo, o segurança me conhecia por isso nem tive problema para passar. Pensei em ir pelo elevador privativo que dá acesso direto a sua sala, mas se ele estivesse numa reunião. Sai do carro e fui para a entrada principal do prédio, cumprimentava as pessoas que conhecia, algumas surpresas ao me verem. Não me importei, fui para o elevador que a tanto tempo não utilizava, as portas se abriram e Jane passava apressada no momento, apenas virou o rosto e sorriu para mim retribui, ela continuou a andar e de repente parou e virou.

– Bella. – ela veio até a mim, me abraçando. – Mulher quanto tempo, você esta linda fiquei sabendo da novidade, uma menininha, posso? – ela perguntou querendo passar a mão em minha barriga.

– Claro. – Jane colocou a mão em minha barriga fazendo carinho e falando com ela, ficou assim por uns três minutos.

– Ai Bella, não vejo a minha hora. Já escolheu o nome?

– Ainda não, eu e Edward estamos indecisos com alguns, talvez semana que vem já estaremos sabendo qual será o nome da minha princesinha. – conversamos por mais alguns minutos apenas banalidades.

– Tenho que ir Bella, antes que aquele lá comece a gritar meu nome aos quatro ventos.

– Tudo bem, sei como que é. Você sabe se Edward esta aqui?

– Deve estar sim, ele às vezes sai para almoçar tarde, pergunte a Kelly. A secretária dele. – Ela fez uma careta. – Não gosto dela, só porque é a secretária do patrão, se acha toda toda. Ela só presta para trabalhar, pois para conversar... – Jane revirou os olhos. – Tem mais de 30 anos nas costas mais age que nem uma adolescente. O Sr. Edward já pediu para ela vim com roupas mais adequadas, mais ela tem problema no cérebro pois continua vindo com aquelas roupas, quando o patrão não esta a mulher só falta arrancar a roupa. Acredita que o diretor, não quis abrir mao de mim? O Sr. Edward queria que eu fosse sua secretária, mas o diretor ficou cheio de frescura falando que só eu sabia como tinha que organizar os arquivos e blá, blá, blá. Mereço né? – eu ri Jane era muita faladeira, e sempre sorria, e fofocava sobre as pessoas de quem não gostava que era apenas umas 2, ou melhor agora 3. Ouvi seu nome sendo chamado ao longe. Ela bufou. – Deixa eu ir. – despediu de mim com um beijo. – Venha me visitar mais vezes Bella, me sinto muito solitária aqui agora sem você.

– Pode deixar que virei mais vezes. – ela saiu correndo gritando um “ já estou chegando”. Balancei a cabeça, Jane era única. Virei para o outro lado do corredor, a porta de minha antiga sala estava aberta, entrei nela que estava vazia, dei de ombros e fui para a outra porta a do Edward. Antes de encostar um dedo na porta uma voz soou atrás de mim.

– O que a senhora gostaria? – me virei para o som da voz estridente. Devia ser a secretaria, a tal Kelly, cabelo preto, olhos bem claros, usava uma maquiagem pesada, e uma roupa muito curta, uma saia social justa roxa na metade da coxa, e uma camiseta social branca com os botões muitos abertos, mostrando seu decote escandaloso. Uma vadia, era o que ela era.

– Vim falar com Edward. – falei virando para a porta novamente.

– O Sr. Edward esta muito ocupado pediu para ninguém incomodá-lo. Por acaso a senhora tem hora marcada? – ela fez questão de frisar bem o “Sr. Edward” e “ninguém”, será que ela não sabia quem eu era.

– Eu não preciso de hora marcada. – falei segurando a tentação de deixá-la falando sozinha.

– Todos aqui precisam de uma hora marcada com o Sr. Edward. – que mulher burra.

– A esposa dele com certeza não precisa. – dei ênfase na esposa

– Bem, isso sim, mas a esposa dele nunca vem aqui. – ela deu de ombros. Respira Bella.

– Bem querida eu sou a esposa dele – falei e a mulher empalideceu — , e não preciso de hora e nem de uma identificação para entrar nessa empresa. Com licença.

Entrei na sala de Edward sem esperar uma resposta, sua, mulherzinha mal amada, sem vergonha...Arg! Que raiva, Edward bem que poderia contratar uma outra pessoa?

– Eu disse que não queria ser incomo... – Edward parou no meio da frase quando meu viu. – Bella. Que surpresa. – ele se levantou no mesmo momento, cheguei perto dele dando um beijo de tirar o fôlego.

– Estávamos com saudade, — sorri acariciando minha barriga. – e também estamos com fome, então resolvemos chamá-lo para almoçar conosco. O que acha? Aceita?

– Claro que aceito. Deixo só terminar aqui e já vamos. – me beijou de novo – E esta linda. – corei, ele voltou para sua mesa e sentei no sofá, nada havia mudado aqui, tinha coisas novas, ou melhor retratos novos. Uma foto minha e dele do casamento no civil, outras duas nossas em sua mesa, e mais uma apenas minha com a barriga a mostra. – Veio com Felix? (o motorista) – ele perguntou num momento.

– Não – sorri animada. – vim dirigindo, peguei um de seus carros emprestados, o volvo espero que não se incomode. – a expressão de Edward antes alegre se tornou sombria.

– Você veio do que? – sua voz saiu contido. Ele já tinha se levantado, levantei-me também.

– Eu vim de carro. – minha voz não era mais nada que um sussurro.

– Dirigindo? – assenti, sabia que não devia usar um de seus carros, eles eram o xodó dele.

– Desculpa, pensei que não havia nenhum problema em pegar um carro seu. – pelo modo como Edward reagiu, eu disse as palavras erradas.

– Esta pedindo desculpa por ter pegado um carro meu? – ele nem me deu chance de responder. – Não estou nem ai para isso. Mas Bella o que você tem na cabeça para vir dirigindo até aqui? – olhei confusa. O que ele estava falando. – Esqueceu que esta grávida? Eu tenho um motorista exclusivo para você, era só pedir que ele te traria aqui em segurança, será que não sabe que tem outra vida dentro de você.

– De novo não, Edward isso não tem...

– ISABELLA SERÁ QUE NÃO ENTENDE QUE SUA SEGURANÇA VEM EM PRIMEIRO LUGAR, SABE QUANTOS PERIGOS VOCÊ ESTAVA CORRENDO AO VIR PARA CÁ DIRIGINDO, APENAS PARA QUE? PARA SE DAR AO LUXO DE DIZER QUE SABE DIRIGIR? – ele agora gritava. – SERÁ QUE...

– PARA DE GRITAR QUE MERDA. – gritei também o interrompendo. – Eu sei me cuidar Edward, se que saber não passei dos 50km por hora, parei em todos os faróis, e placas de pare, será que dá para entender QUE EU SEI ME CUIDAR SOZINHA? Eu já disse que estou grávida não doente, gravidez não me impede de fazer nada, posso continuar minha vida normalmente. Eu não estava me dando ao luxo de coisa nenhuma, eu só queria fazer uma surpresa, pensei em vim aqui chamá-lo para almoçar, porque estava com saudades de você. – eu sentia as lagrima caírem pelo meu rosto. – Eu estou cansada, cansada de discutir com você por qualquer coisa que eu faça, isso me deixa exausta, cada vez que discutimos faz com que eu me arrependa de ter me casado com você. – Edward estava pasmo com minhas palavras. – E parabéns mais uma vez você ganhou – tirei as chaves da minha bolsa e joguei-as na mesa. -, não se preocupe voltarei para casa de taxi, quando eu chegar peço para Kate te ligar. – sai de sua sala fechando a porta com um estrondo atrás de mim.

A Secretária deu um pulo, olhei-a com desdém.

– Comece a usar roupas mais decentes, e para de andar que nem uma puta qualquer. – ela me olhou confusa e depois para as roupas. Ótimo agora ela vai pensar que eu sou louca. Sai de cabeça erguida, entrei no elevador. Respirei fundo, enxuguei meu rosto.

Sai da empresa apressadamente, não sabia para onde estava indo, só queria ar puro e pensar.

– Bella. – olhei para trás e Edward vinha correndo. Meus olhos voltaram a marejar, virei e continuei andando. Até que sinto meu braço ser agarrado. Edward parou na minha segurando meu rosto, desviei de seu olhar. – Bella, me perdoe, eu sei que estou paranóico com essa coisa da sua segurança, só que eu sou impulsivo Bella, quando você disse que veio dirigindo, só consegui pensar nas conseqüências. – olhei para ele que tinha os olhos marejados. — Você não tem culpa de nada... Mas por favor me perdoe, eu não quero que se arrependa do nosso casamento, eu quero fazê-la feliz. Por favor me perdoe. – mai uma vez as lagrimas rolaram pelo meu rosto.

– Eu não agüento mais Edward — minha voz saiu rouca por conta do choro. – Eu não agüento.

– Tudo vai mudar daqui para frente, eu prometo. Você acredita em mim? – assenti. – Então ta. Começamos agora. Para onde minha querida esposa deseja ir? – ele perguntou limpando os vestígios de choro.

– Quero ir para casa. – funguei.

– Tem certeza?

– Sim.

– Então vamos deixar o pudim para mais tarde. – no mesmo instante meu estomago protestou.

– Não vale. – ri tremula. – Sabe que eu não resisto a um pudim.

– Eu sei. – ele passou seu braço sobre meu ombro dando um beijo em minha testa. – Quer ir para casa ainda? – dei um murro em seu ombro.

– Agora você sabe que não.

– Então vamos. – começamos a andar pelas ruas movimentadas então estaquei.

– Não estou te atrapalhando?

– Como assim.

– Bem, seu serviço, espero que não tenha nenhum problema.

– Não me importo.

Caminhamos em silencio, Edward andava do meu lado, seu braço antes que estava em meu ombro foi para minha cintura. Não demorou muito para chegarmos na Doceiria, minha boca salivou quando vi todos aqueles doces, minha filha fazia a festa na minha barriga.

– Sua filha esta com fome. – falei olhando para as prateleiras de chocolates.

– Fome de doce? – perguntou divertido.

– Você entendeu Edward. – primeiro pedi o pudim, lógico, Edward me acompanhou, só que o dele era de chocolate. Depois pedi espeto de morango com chocolate. Demos doces um na boca do outros, entre beijos e elogios.

O almoço foi esquecido, mas a tarde foi maravilhosa inesquecível.



***

Semanas depois


Eu estava extremamente inquieta hoje, como se algo fosse acontecer, devia ser coisa da minha cabeça. Eu passava os canais da TV sem realmente ver nada, o dia estava entediante. Desliguei a televisão, jogando o controle na mesa de centro, me ajustei tentando encontrar uma posição confortável. Minha barriga de 26 semanas imensa. Alisei ela, conversando com minha filha.

Essas ultimas semanas tinham sido as melhores, Edward se mostrou, mais controlado com minha segurança, eu já podia sair dirigindo, mas tinha que informar para onde eu iria, fazer o que, se iria demorar, e de preferência levar alguém comigo, se fosse sozinha o avisar, para ele ligar a cada meia hora para saber se eu estava bem. Não discutíamos mais, apenas conversávamos, como eu havia dito discussão não nos leva a nada, e conversando é que se resolve, e quando discutíamos, se acontecia, não passava um minuto para voltar ao normal, as discussões eram sobre algumas coisas do quarto da nossa filha, nada sério. Decidimos escolher o nome apenas quando ela nascesse, seria algo de momento.

Era quatro da tarde, Edward estava muito ocupado, tinha várias reuniões hoje, uma com os diretores, outra com o representante de outra filial de sua empresa, e uma com novos fornecedores entre outros. Ele agora pedia sugestão sobre algumas coisas, eu o ajudava a revisar alguns relatórios quando trazia para casa.

Nossa vida agora estava perfeita, ou caminhando para isso. Levantei do sofá com certa dificuldade, tomei um banho e coloquei uma roupa quente. O tempo estava nublado, esperava que não chovesse, eu teria que sair para pegar o dossel que havia encomendado, um lilás com branco lindo. Terminei de me arrumar e sai.

– Posso saber onde a senhora vai com esse tempo? – Kate perguntou enquanto eu passava pela cozinha.

– Tenho que pegar o dossel que encomendei. – sorri para ela.

– Não acha melhor esperar?

– Vou rapinho, duvido que chova hoje, esta assim a semana toda. – falei abrindo a porta.

– Edward sabe? – Kate perguntou me seguindo

– Saber ele sabe. – falei fazendo um careta, Kate reprovou minha atitude. – Só não sabe que vou hoje.

– Não é melhor ligar e...

– Não, não, ele está muito ocupado hoje, terá várias reuniões, não quero atrapalhar fazendo com que ele ligue a cada meia hora. Olha se eu não voltar em duas hora pode ligar para ele. – pedi para Kate já entrando no carro.

– Tudo bem menina, não tenha pressa vá com calma.

– Pode deixar Kate, nunca passo dos 50km. – acenei para ela e sai.

Cheguei na loja já passava das 4:30, a moça abriu e me mostrou o dossel de todos os lados, para mostras que não estava com defeito. Olhei embasbacada para ele, o tecido leve e macio. Conversei um pouco com as atendentes que foram super simpáticas, quando deu 5:07, despedi-me delas e fui embora.

Dirigi lentamente, um calafrio subiu minha espinha, a mesma sensação que havia sentindo hoje de manha, eu queria chegar em casa o mais rápido possível. Bella esta ficando paranóica. Respirei fundo e continuei a dirigir devagar. Então caiu um pingo no pára-brisa e mais outro e outro, então a chuva caiu forte e pesada, os raios davam para ouvir a distancia, o céu completamente escuro, algo me incomodava, acendi os faróis de milha, indo para a pista direita, os carros passavam mais rápido por mim, não liguei continuei já estava chegando.

Então tudo aconteceu em câmera lenta, no momento nenhum carro passava pela minha esquerda, um carro da pista contrária invadiu a pista , vindo direto para cima de meu carro, não tinha como eu desviar, fechei os olhos e pisei no freio, num gesto instintivo protegi minha barriga com meus braços, e veio o impacto, lançando meu corpo para frente e para trás, o erbegue foi acionado, senti o carro rodando, então mais um impacto, meu pé ainda pressionava o freio, ouvia barulhos ao longe, gritos e vozes alteradas, permaneci parada por longos e indetermináveis minutos, por fim levantei minha cabeça devagar, abri os olhos senti tudo rodando, fechei os novamente, levei minha mão esquerda a minha cabeça que latejava, senti algo úmido em minha testa, um cheiro de ferrugem invadiu minhas narinas, abri os olhos assustada lutando contra a vertigem que me dominava, olhei para minha mão suja de sangue, a bile subiu pela minha garganta.

Soltei um grito de dor quando senti uma pontada muito forte em meu ventre, lagrimas de desespero rolavam pelo meu rosto, eu gritava e chorava de dor, minha garganta seca dificultava minha passagem de ar. Mais um pontada, e outra e mais outra cada uma mais forte que a anterior, eu lutava contra a escuridão que ameaçava me envolver, abracei minha barriga olhando para ela, o mundo parou para mim, não ouvia mais os gritos de desespero do lado de fora do carro a única coisa que importava era uma pequena possa de sangue se formando em minha barriga sujando o banco, eu sabia o que estava acontecendo mas recusava acreditar, a porta do meu lado foi aberta num rompente e por fim a escuridão.



***Continua***



Notas finais
N/A: 1° - MUITO OBRIGADA POR TODOS OS REVIEWS *Se esconde atrás da mesa, usando colete a prova de balas* "nunca se sabe" Vcs não vão fazer Isso que a Kah Nanda segeriu neh? * da um sorriso amarelo* Leitores do meu cora, eu sei que demorei mais que o previsto, para terem uma noção eu passei 10 dias escrevendo esse capitulo e diz, um super capitulo o maior que eu escrevi até agora, então eu peguei uma virose, minhas aulas começaram, e eu tenho uma professora muito legal, sabe aquelas que quer te apavorar no primeiro dia de aula então, eu já tenho trabalhos, livros, seminários, provas e etc, para serem entregados... 3° ano é complicado.... enfim.....
O que acharam do capitulo? Como minha beta que eu amo muitoo disse, foi muito complicado de escrever-lo, eu pensei em mudar, mais se eu fizesse isso mudaria totalmente o que eu já tinha planejado deste o inicio, para quem não lembra...
Eles só terão um laço que os prendem, a criança... mas se por uma desventura o inesperado acontece.... O que eles farão. Ai entra o X da questão, o que vai acontecer? Acho que alguns de vcs já sabem, peço para que naum me matem, pois se fizerem isso como continuarei a fic... Podem ter certeza que tudo Dara certo no final, eu pensei bem e acabei por alongar a fic, não tenho certeza mais talvez eu disse TALVEZ tera mais do que 7 capitulos. O próximo capitulo não sei quando vai sair, como eu intercalo essa fic com a minha outra. Farei o possível e o impossível para tentar postar o mais rápido possível, o capitulo da minha outra fic não será tão extenso então espero naum demorar muito para postar aqui.... Dando alguns spoiles... Um deles vai começar a entender o que sente pelo outro aleluia aleluia aleluia aleluia, o momento soidão comecara... uma frase dita num momento de desespero afetara muito um deles.... é isso....
E por ultimo... meu leitores estou começando a escrever uma one-fic, quero que vcs me digam se preferem o nome em inglês ou em port seria Meu primeiro e único... amor ou My first and only ... Love , ela terá um capitulo no ponto de vista da Bella, e se tiver muitos reviews, farei um bônus com o ponto de vista do Edward.... Demorara um tempo para eu termina-la já que estou mais centrada em Ines pode deixar que quando eu postar eu aviso para vcs oks... Ps¹: Minha Beta, amiga que Amo e ama vcs também betou a fic no dia 24 inicio de madrugada como ela disse, sem contar que ela acorda as 5:30, mandem um beijos para ela. Ps²: Eu ia postar a fic no dia 24 a tarde mais o nyah deu pani como vcs sabem e só agora que consegui postar Amém ps³: Bem vindas leitoras novas Então é issoo.... Reviews? Recomendações? Aceito tudo.... ROBjos kissses Até Bye MáàhH
N/B: E ai quem me ajuda a matar a Maah? Eu a amo mas agora sinceramente estou querendo mata-la, esquarteja-la e queimar os pedaços. Rum ¬¬
O capitulo em si foi lindo a Lua de Mel e nossa a Maah esta cada dia melhor vocês não acham? A descoberta que é uma princesinha... E até mesmo as discussoes deles tem umm gostinho de romance... Mas esse final nos deixa em duvida o que será que vai acontecer?
Eu como Beta e mtooooooo (pelo menos da minha parte) amiga da Maah sei o quanto foi dificil escrever esse capitulo e eu estou aqui a exatamente 00:26 do dia 24/02 betando para vocês verem como anda a vida corrida não? Então eu peço para vocês comente, podem matar a Maah depois mais por enquanto comente o que acharam ok.
Obrigada pela grande repercusão que a Fic tem vocês que fazem que ela exista.. Então não nos decepcionem. Beijos Kah Nanda