Notas iniciais
Em primeiro lugar leiam as notas: Lindas do meu cora por favor tenham a mente aberta para esse capitulo oks, pois isso está programado para acontecer deste que eu comecei a escrever, ou melhor deste que eu pensei nessa fic... Eu pensei em mudar pois até eu fiquei triste comigo mesmo, mas tive que manter as ordens das coisas mais prometo que compesarei vcs depois =D ps¹: O capitulo tem 3° pessoa, POV de Edward e Bella. ps²: O que esta em italico são minis flash backs... apenas umas falas. ps³:Espero que gostem.... Super capitulo... Esse capitulo terá um musica escute-a. NÃO DEIXEM DE LER AS NOTAS FINAIS AVISO INPORTANTE PARA VCS AMORES... Postada: 20/03/2011

5° Capitulo



Pela Autora (3ª Pessoa)



Edward não esperava hora de aquela reunião acabar, olhava para o relógio a cada minuto. Seis e meia, passou as mãos pelos fios de seus cabelos revoltos, algo o incomodava, não sabia o que era, queria ligar para casa e ouvir a voz de sua esposa dizendo que tudo estava bem.

Um relâmpago soou.

Olhou de relance para a enorme janela, as nuvens escuras cobriam a cidade de Londres, finalmente a chuva caíra. Como gostaria de estar em casa com Bella, deitados na cama abraçados após terem feito amor, trocando carinhos enquanto falavam com sua pequena menininha.

Infelizmente esse momento teria que esperar. Voltou a tentar se concentrar na reunião que estava longe de acabar.

Não muito longe dali Kelly lixava as unhas cor escarlate, enquanto pensava em seu patrão, um suspiro desanimado escapou pelos lábios da morena, como um homem lindo, gostoso, feito ele não lhe dava bola, devia ser muito apaixonado pela esposa para ignorar uma mulher feita ela. Mas fazer o que a vida seguia, muitos homens lindos e solteiros estavam por ai, ela só teria que esperar. Mais um relâmpago rasgou pelo céu seguido de um forte trovão, fazendo com que Kelly se sobressaltasse.

– Que tempestade horrível. — No mesmo instante o telefone toca. Kelly atende, seus olhos se arregalando com cada palavra que soava pelo outro lado da linha. Assim que a ligação terminou, ela estava tremula. – Oh meu deus o que eu faço?- se perguntava — Eu vou até lá ou ligo? Pensa Kelly, pensa. Ligar isso. – discou dois números e esperou.

– Nossa empresa... – Edward foi interrompido pelo toque irritante do telefone. – Desculpe. – tirou o telefone do gancho completamente irritado. – Fale. – falou ríspido.

– Senhor Masen...

– Eu disse que não queria ser interrompido Kelly, será que você não entende isso. Estou no meio de uma reunião muito importante

– Eu sei senhor Masen, só que...

– Não quero saber. – dito isso desligou deixando o telefone fora do gancho. – Desculpe senhores.

Kelly olhava para o telefone sem acreditar, o que faria agora? Tentou mais uma vez sem sucesso. Saiu de sua sala quase correndo até a próxima, entrou sem bater na porta.

– Que isso mulher não tem educação? – Jane perguntou quando a morena entrou na sala como um furacão. A expressão de antes de desagrado da loira mudou para preocupação ao ver o estado da outra. – O que aconteceu?

– Jane você não acredita... – Kelly então lhe contou sobre a ligação e sobre o que havia acontecido, Jane não acreditava no que estava ouvindo, a cor de seu rosto sumiu completamente. – ...ele desligou e nem me deu chance de falar nada e não sei o que fazer. – a voz da morena saia tremula.

– Meu deus como isso foi acontecer?

– Como vamos falar isso para o Senhor Edward?

– Eu não sei, mas ele tem que ser avisado o mais rápido possível. – dizendo isso Jane saiu indo direto para sala de reuniões, suas pernas estavam bambas, não queria ser portadora de uma noticia tão ruim, mas não tinha outro jeito.

Ficou de frente para a porta, bateu, então sem esperar por uma resposta entrou. Jane logo olhou para seu patrão, trabalhava ali há quatro anos e sabia quando Edward estava mal-humorado, e com certeza ele estava muito mais do que isso.

Edward estava muito irritado, como Jane ousara entrar no meio de uma reunião sem esperar por uma resposta quando batera na porta. Tentou se acalmar olhou para sua funcionária que estava mais pálida que o normal.

– Senhor Masen.

– Jane se não percebeu estou muito ocupado. Poderia nos dar licença? – sua voz soava controlada.

– Desculpe-me , só que tenho um assunto a tratar com o senhor. – Jane tentava soar profissional não poderia dar uma noticia assim.

– Tem que ser agora?

– É muito, muito importante. – ela sentia vontade de chorar.

Edward bagunçou mais uma vez seu cabelo e se levantou.

– Com licença senhores. – pediu, recendo um assentimento coletivo.

Jane foi até o canto mais afastado da sala sendo seguida por Edward.

– Jane espero que o assunto seja de estrema importância, já é a segunda vez que me interrompe, e eu não vejo a hora disso acabar e eu ir para casa, não estou nos meus melhores dias, então fale logo.

– A senhora Masen...- No mesmo instante que as palavras saíram da boca de Jane, Edward mudou, como da água para o vinho, sua expressão se tornou de total preocupação.

– Minha esposa. Bella? – Edward sentia seu peito se apertar, tinha certeza, algo havia acontecido com Bella. – Fale Jane, o que aconteceu pelo amor de Deus. – ele agora a segurava pelos ombros.

– Ela..ela... – os olhos da loira marejavam. – Ligaram do hospital dizendo que a Bella sofreu um acidente de carro e que foi levada para o hospital St. Mary.

– O QUE? – O grito soou pela sala.

Edward não acreditava, não podia ser, impossível, era uma brincadeira. Olhando para a loira que chorava agora. Ele sabia que era realidade.

Seu mundo parou. Sentiu-se como se estivesse decido ao inferno

Por Edward

Senti meu mundo desabar em menos de um segundo, quando Jane disse o que havia acontecido eu perdi os sentidos, paralisei completamente. Eu não conseguia digerir o que acabava de escutar.

Num momento eu ainda estava parado no canto da sala com um olhar vazio, no outro sai correndo indo para minha sala, peguei minhas chaves e celular, desci pelo elevador impaciente com sua demora. Não conseguia pensar em mais nada a não ser chegar no hospital e descobrir que era tudo mentira.

Mal entrei no carro e sai arrancando, a chuva torrencial ainda caia, acelerei mais o carro fazendo ultrapassagens perigosas, não me importava queria chegar no hospital mais rápido possível, eu sabia que estava arriscando demais dirigindo em alta velocidade em num dia desses, só que o medo de perder Bella era mais forte que isso.

– Vai, vai. – falei acelerando mais o carro, minha visão ficou embaçada, só então percebi que chorava, pisqueis os olhos tentando afastar as lagrimas.

Um trajeto que demoraria 30 minutos eu fiz em 10. Parei o carro em frente do hospital de qualquer jeito, pulei do carro ouvindo reclamações de um segurança, não dei importância, entrei correndo, minhas roupas molhadas molhavam o chão.

Isso era um sonho, não um pesadelo, eu queria acordar ao lado da Bella, sentir seu perfume natural, aconchegá-la mais em meus braços senti seu calor junto ao meu. Como eu queria que fosse um sonho. Cheguei na recepcionista aos berros.

– ONDE ISABELLA MASEN ESTÁ. – a enfermeira olhava para mim assustada.

– Senhor por favor se acalme...

– COMO VOCÊ QUER QUE EU ME ACALME, MINHA ESPOSA SOFREU UM ACIDENTE, QUERO SABER ONDE ELA ESTA AGORA! – eu gritava sem me importar com as pessoas que me olhavam. Respirei fundo. – Por favor apenas me diga em que lugar minha esposa esta, por favor... – minha voz saia completamente embargada.

– O nome...

– Isabella Masen. – ela no mesmo instante respondeu.

– Ela esta no terceiro andar na UTI. – no mesmo instante virei procurando pelo elevador mais próximo. – Senhor Masen... – a enfermeira gritou atrás de mim, a ignorei por completo.

Entrei no elevador apertando freneticamente o numero 3, mal as portas se abriram e corri novamente, não demorei muito para encontrar a ala da UTI, entrei no corredor e vi vários médicos e enfermeiros entrando e saindo de uma sala. Minhas penas bambas mal sustentavam meu peso, aproximei mais e olhei para dentro. Bella deitada imóvel e completamente pálida rodeada por fios e médicos.

– Doutor, temos que fazer uma cesárea de emergência, não estamos conseguindo conter o sangramento...

– BELLA. – gritei e tentei me aproximar.

Uma enfermeira entrou na minha frente me empurrando.

– Senhor, você não pode estar aqui, por favor saia. Aqui é uma ala restrita.

– Bella... – balbuciei empurrando a enfermeira, entrei na sala me aproximando de Bella. – Amor... Bella, por favor fica comigo, Bella... – passei as mãos pelos seus cabelos.

Não sei como, mas do nada eu já estava na porta sendo puxado por dois médicos.

– ME SOLTEM, EU QUERO MINHA ESPOSA, QUERO MINHA FILHA, EU QUERO FICAR COM ELAS, BELLA. – eu gritava tentando me soltar.

– O Soltem. – escutei uma voz, e olhei na direção um homem de mais ou menos trinta anos loiro olhava-me. – Senhor Masen, sou Caius Campbell, sou o médico responsável, imagino que seja o marido da paciente. – assenti, incapaz de falar. – Serei direto, o caso dela é critico, ela foi trazida as presas, a hemorragia gera várias complicações, tentamos fazer o impossível para conter o sangramento, infelizmente não conseguimos, no caso de sua esposa é muito perigoso por ela estar no seu sexto mês e meio de gestação, a única solução para tentarmos salvar sua filha é fazermos uma cesariana de emergência só que...

– O que? – minha cabeça girava com tanta informação.

– Essas cesarianas são evasivas, tanto sua filha como sua esposa correm risco de vida, quero saber se tiver que escolher entre...

– Você não pode me pedir isso. – o interrompi. – As duas são minha vida, eu QUERO AS DUAS VIVAS.

– Senhor Masen, tente entender, não temos muito tempo, se o senhor tivesse demorado mais, eu mesmo teria que tomar essa decisão, mas como o senhor esta aqui agora não posso fazer nada sem seu consentimento... Decida-se não temos tempo.

( October — Evanescence )

I can't run anymore,

Eu não posso correr mais

I fall before you,

Eu caio diante de você

Here I am,

Aqui estou eu

I have nothing left,

Eu não tenho nada sobrando

Though I've tried to forget,

Mesmo eu tentei esquecer

You're all that I am,

Você é tudo o que eu sou

Take me home,

Leve-me para casa

I'm through fighting it,

Eu não brigarei mais

Broken,

Quebrado

Lifeless,

Sem vida

I give up,

Eu desisto

You're my only strength,

Você é minha única força

Without you,

Sem você

I can't go on,

Eu não posso continuar

Anymore,

Mais

Ever again.

Nunca de novo

Uma nova onda de lagrimas caiu pelo meu rosto, eu não podia, escolher entre as duas, era impossível.

– Eu não posso... – falei completamente baixo, mal eu mesmo ouvia minha voz. – Não posso, eu...

– Faremos tudo que estiver em nosso alcance para salvar as duas, mais no ultimo caso preciso saber quem devo tentar salvar primeiro.

– MAS EU QUERO AS DUAS VIVAS.

– Senhor Masen, tentaremos de tudo para manter as duas salvas. – eu não precisava pensar, eu já sabia qual era minha resposta

– Minha esposa. – falei alto o suficiente para ele ouvir.

– Ok. Farei o impossível para salva-las. – Dr. Caius entrou na sala, ouvi ele gritar, eu não agüentei mais ficar ali, me afastei ficando na sala de espera.

Sentei na ultima cadeira no canto, encostei minha cabeça na parede. Pensei na minha decisão, eu queria as duas, mas eu não conseguia mais ver minha vida sem a Bella ao meu lado, ela iria me odiar quando soubesse que preferi salvar sua vida do que da nossa filha, esperava que ela compreendesse que eu não sobreviveria se ela morresse, nem sei se teria coragem de contar. Bati minha cabeça contra parede, como a vida era irônica, como tudo muda em apenas quatro meses, há quatro meses nunca me imaginei sedo pai, quando Bella me contou, eu senti medo e felicidade, medo por não saber o que fazer, se eu seria um bom pai se conseguiria dar tudo para meu filho, felicidade, porque era uma criança um filho meu carregado pela mulher mais incrível que eu já havia conhecido. Posso ter sido precipitado ao pedir Bella em casamento, mas não me arrependo de nada, nem das discussões, pois se não fossem por ela, não chegaríamos ao impasse que estávamos convivendo, essas ultimas semanas tinham sida as mais incríveis, não discutíamos mais, quase toda noite fazíamos amor, Bella me ajudava com alguns relatórios quando eu levava para casa, conversávamos sobre banalidades entre várias outras coisas. Agora eu não conseguia raciocinar com clareza como tudo mudou da água para o vinho.

Então eu fiz algo que há muito tempo não fazia. Rezei.

My only hope, Minha única esperança (All the times I've tried) (todo o tempo que eu tentei) My only peace, Minha única paz (To walk away from you) (para me afastar de você) My only joy, Minha única alegria My only strength, Minha única força (I fall into your abounding grace) (eu caí na sua abundante graça) My only power, Meu único poder My only life, Minha única vida (And love is where I am) (e amor é onde estou) My only love. Meu único amor

***



Uma semana.

Pensei que não teria mais lagrimas depois de tanto chorar nesses dias, mais era só olhar para Bella, pálida deitada dobre os lençóis brancos ligada a fios e agulhas, com uma expressão de sofrimento em seu rosto. Para debulhar-me em lagrimas.

A mantiveram em uma espécie de coma induzido, controlando os medicamentos para não acordá-la. Ela “tomou” duas bolsas de sangue por conta de tanto sangue que perdera. Um curativo em sua testa, seu braço direito enfaixado por conta dos cacos de vidros que perfuraram sua pele. Olhei para sua barriga agora praticamente plana.

Mordi os lábios com força engolindo um soluço, minha filha, minha pequena.

Os médicos conseguiram tira-la com vida e conter a hemorragia. Infelizmente minha felicidade durara pouco, em menos de uma hora ela falecera, não resistindo por conta de seus pulmões fracos.

A dor que eu senti no momento em que vi seu pequenino corpo ligado a fios na incubadora sem respirar, era algo que levaria para sempre em minha mente.

I can't run anymore, Eu não posso correr mais I give myself to you, Eu me entrego a você I'm sorry, Eu sinto muito I'm sorry, Eu sinto muito In all my bitterness, Em toda a minha amargura I ignored, Eu ignorei All that's real and true, Tudo que é real e de verdade All I need is you, Tudo que eu preciso é você When night falls on me, Quando a noite cai sobre mim I'll not close my eyes, Eu não fecharei meus olhos I'm too alive, E você é muito forte And you're too strong, E você é muito forte I can't lie anymore, Eu não consigo mentir mais I fall down before you, Eu caio diante de você I'm sorry, Eu sinto muito I'm sorry. Eu sinto muito

Kate chegou assim que ficou sabendo, eu a abracei permitindo a chorar feito um bebe.

Bella permaneceu ainda mais dois dias na UTI, no terceiro dia foi transferida para um quarto, fiz questão de levarem ela para o melhor quarto que tivessem, eu não aguentaria vê-la em um quarto completamente branco, desprovido de cor.

Há uma semana eu mal saia de seu lado, larguei tudo não ligava mais para a vida, as poucas vezes que eu saia não passava mais de uma hora longe dela, e Kate ficava em meu lugar. Trousse roupas para o hospital, dormia no sofá que arrastava toda a noite até o lado da cama, segurando sua mão, só assim para eu conseguir dormir por poucas horas.

Ontem diminuíram seus medicamentos, o médico disse que ela poderia acordar a qualquer hora de hoje, eu sabia que tinha que ser forte, por ela, por mim. Fui para o banheiro olhando para meu estado deplorável, olheiras profundas, barba por fazer, olhos vermelhos. Fechei os olhos com força, soquei a parede sentido a dor em minha mão.

Eu devia... Eu devia ter tomado conta delas, protegê-las... Sou um inútil, isso sim...

Puxei meus cabelos causando dor, eu sabia que Bella sofreria muito... Eu teria que ser forte por ela.

My only hope, Minha única esperança (All the times I've tried) (todo o tempo que eu tentei) My only peace, Minha única paz (To walk away from you) (para me afastar de você) My only joy, Minha única alegria My only strength, Minha única força (I fall into your abounding grace) (eu caí na sua abundante graça) My only power, Meu único poder My only life, Minha única vida (And love is where I am) (e amor é onde estou) My only love. Meu único amor

***



Eu me sentia um pouco melhor, se é que eu podia isso. Tomei um banho e comi um sanduiche, eu ainda estava com olheiras e com a barba, felizmente eu consegui parar de chorar, eu estava sentado numa poltrona ao lado da cama de Bella, segurando sua mão.

Fiquei horas na mesma posição até que algo mudou, um leve movimente na região dos olhos de Bella me fez ficar em alerta.

Constantly ignoring, Constantemente ignorado The pain consuming me, A dor me consome But this time it's cut too deep, Mas dessa vez o corte é muito fundo I'll never stray again. Eu nunca serei enganado de novo

– Bella.. – a chame. – Bella, por favor, abre os olhos, olhe para mim por favor, não me torture mais. – beijei levemente seus lábios secos.

– Edward... – sua voz era nada mais do que sussurro.

– Sim querida sou eu. – ela abriu os olhos vagarosamente, os fechando novamente. – Vamos Bella, acorde.

– Sede... – ela balbuciou lambendo os lábios secos. Sai de perto dela para pegar o copo com água, ajudei-lhe a levantar, apoiando seu corpo ao meu, dando a água a ela. Bella tomou tudo e suspirou fechando os olhos e os abrindo mais uma vez. – Onde... Onde eu estou? – ela perguntou olhando em volta do quarto. – Meu corpo inteiro dói, parece que eu fui atropelada por uma manada de elefantes. – ela não se lembrava.

– Bella, você esta num hospital. – a encostei nos travesseiros mais uma vez.

– O que aconteceu, eu não... Não consigo me lembrar. – fiquei de frente para ela segurando suas mãos. Como eu diria?

– Bella... – seus olhos estavam completamente concentrados em mim. – Você sofreu um acidente de carro há uma semana. – falei de uma só vez.

– Edward... – ela fechou os olhos e quando os abriu novamente seus olhos estavam marejados. – Oh meu deus. – ela retirou sua mão da minha e as pousou em sua barriga. – Edward...Edward... – ela repetia meu nome e olhava para sua barriga. – Cadê nossa menininha Edward, onde esta nossa filha... – lagrimas escorriam pelo seu rosto, eu choraria com ela, mas eu tinha que ser forte. A maquina que contava seus batimento cardíacos começou a apitar mais alta.

– Bella, fica calma.

– COMO VOCÊ PEDE PARA MIM FICAR CALMA, EUQUERO MINHA FILHA. ONDE ELA ESTA EDWARD, ONDE ELA... – de repente ela parou. – Sangue, eu... Um carro veio em minha direção, eu freei, não tinha como desviar, tentei protegê-la, juro que tentei, o impacto, o sangue. Edward onde ela está? Por favor eu quero vê-la. – minha garganta se fechava a cada palavra proferida.

– Bella, eles tentaram de tudo, ela não, infelizmente ela não resistiu, nossa filha...

–NÃO. – ela soluçava agora. – ME DIGA QUE É MENTIRA, POR FAVOR, ELA NÃO...ELA NÃO PODE, NÃO EDWARD, NÃO NOSSA FILHA...

– Perdão Bella, eu devia ter...

– Por que você me pede perdão? Sendo que a CULPA FOI MINHA, eu devia ter ficado em casa, mas não FUI TEIMOSA E POR CONTA DISSO NOSSA FILHA ESTA MORTA A CULPA É MINHA.

– Não Bella, não fale isso. Foi uma fatalidade, a culpa não foi sua.

– FOI, FOI SIM, ODEIO VOCÊ, EU ODEIO MINHA VIDA, EU DEVIA TER MORRIDO NÃO ELA A CULPA FOI MINHA, MALDITO DIA EM QUE EU TE CONHECI... MINHA VIDA VIROU UM INFERNO DESTE QUE EU ME CASEI COM VOCÊ. – Bella gritava descontrolada. Suas palavras ficaram martelando em minha cabeça, ela se debatia e chorava, eu a abracei segurando meu choro, minha garganta seca não permitia que eu falasse alguma coisa, no mesmo instante um médico e uma enfermeira entraram no quarto. Aplicaram alguma medicação e Bella foi se acalmando nunca parando de dizer que ela que devia estar morta, meu coração se quebrava cada vez que ela mencionava essas palavras. Finalmente ela fechou os olhos, sua respiração ficou tranqüila. Encostei-lhe no coxão ajeitando-a, puxei o cobertor a cobrindo.

– O que fizeram com ela? – perguntei ao médico, sem desviar do rosto de Bella.

– Uma enfermeira estava passando e ouviu os gritos da sua esposa, e imaginei que o senhor havia lhe contato da perca da sua filha...

– Eu devia ter esperado...

– Não, assim foi melhor, se você não contasse ela podia sofrer um tipo maior de choque, aplicamos uma dose forte de calmante, não se preocupe ela esta apenas dormindo. – assenti. – Vou deixá-lo a sós, qualquer coisa chame umas das enfermeiras, mais tarde eu volto para examiná-la.

Assim que ele saiu me afundei no sofá.

MINHA VIDA VIROU UM INFERNO DESTE QUE EU ME CASEI COM VOCÊ.

Suas palavras vieram a minha mente.

Será que era o que ela sentia.

Eu esperava que não.

My only hope, Minha única esperança (All the times I've tried) (todo o tempo que eu tentei) My only peace, Minha única paz (To walk away from you) (para me afastar de você) My only joy, Minha única alegria My only strength, Minha única força (I fall into your abounding grace) (eu caí na sua abundante graça) My only power, Meu único poder My only life, Minha única vida (And love is where I am) (e amor é onde estou) My only love, Meu único amor My only hope, Minha única esperança (All the times I've tried) (todo o tempo que eu tentei) My only peace, Minha única paz (To walk away from you) (para me afastar de você) My only joy, Minha única alegria My only strength, Minha única força (I fall into your abounding grace) (eu caí na sua abundante graça) My only power, Meu único poder My only life, Minha única vida (And love is where I am) (e amor é onde estou) My only love. Meu único amor

***



Abri a porta do carona.

– Vem. – estendi minha mão para Bella a ajudando a levantar.

Dois dias haviam se passado, Bella depois da bateria de exame recebeu alta, levei roupas confortáveis para ela.

Depois de se trocar assinei os papeis acertei tudo no hospital e voltamos para casa, dentro do carro o silêncio predominava, desde a noticia da morte de nossa filha, Bella perdeu o brilho no olhar, não sorria, mal respondia as perguntas. Eu não sabia o que fazer, tinha medo de dizer algo que pudesse magoá-la.

Levei-a até nosso quarto, seus olhos imediatamente foram para um ponto, exatamente onde ficava o pequeno berço, antes dela vir para cá o tirei levando para onde seria o quarto de nossa filha. Ela apertou os lábios fortemente, sua expressão desmoronou, meu coração se apertou.

– Você tem que descansar agora, durma um pouco mais tarde eu te chamo para jantar. – ela apenas assentiu, esperei ela se deitar e a cobri, deitei do seu lado a abraçando, eu sabia que ela estava chorando eu queria chorar junto porém não me permiti, não demorou muito para ela dormir.



***

E os dias passaram, me mantive afastado da empresa durante mais uma semana, infelizmente não pude adiar mais, muito trabalho acumulado o que fez com que eu passasse uma semana chegando em casa depois das 22:00

Bella continuava na mesma, parecendo um zumbi, ficava pelos cantos da casa ignorando tudo e todos, não saia, não queria falar, a chamei para voltar a trabalhar comigo, a única resposta que obtive foi um “não obrigada”, muito baixo.

Eu estava completamente perdido não sabia o que fazer, eu sabia que ela se culpava pela morte da nossa filha, apesar das mais de mil vezes que eu disse não, ela ainda se culpava. Enquanto na verdade eu que era culpado.

Kate me contou que no dia do acidente Bella não me avisou porque sabia que eu estava muito ocupado. Se ela tivesse ligado eu a convenceria de ficar em casa, eu mesmo teria buscado o dossel e nada disso teria acontecido.

Eu desabafava com Kate, perguntava o porquê da minha filha. Como ela mesma dizia:



– Deus quis assim meu filho, ele escreve certo por linhas tortas, tudo acontece por algum motivo, talvez essa não fosse a hora certa dessa criança nascer, por isso nosso Senhor a levou para o céu.



Mas ele tinha que ter levado ela justamente quando eu e Bella estávamos bem? Eu não entendia, não conseguia compreender. Por causa de nossa filha ficamos juntos, e é por causa dela que estamos nos distanciando.

Agora eu estava sentado numa das poltronas em meu quarto velando o sono de Bella. Já passava das 03h00min da manha, nem liguei para o tempo, não teria que ir trabalhar e passaria o dia com Bella, eu tinha que faze-la reagir.

Levantei e fui me deitar, olhei para seu rosto sereno era a única parte do dia que ela não se atormentava, passei a minha mão pelo seu rosto retirando uma mexa de cabelo. Bella se movimentou e abriu seus olhos sem vida.

– Desculpa, não queria te acordar.

– Tudo bem. – ela falou ainda me encarando.

Um silêncio parou sobre nós, minutos passaram, continuamos com os olhos fixos, até eu quebrar o silêncio.

– Bella você tem que reagir. – assim que minhas palavras saíram ela fechou olhos, meio segundo depois tornou a abri-los marejados.

– Eu não consigo. – sua voz saiu embargada. – Dói demais Edward.

– Eu sei... – ela balançou a cabeça negativamente.

– A culpa é minha...

– Não é Bella, você sabe que não foi. Você me machuca quando fala isso, é como se estivesse jogando álcool em cima das minhas feridas. – lagrimas silenciosa caíram pelo seu rosto.

– Eu... Eu não sabia que se sentia tão mal assim.

– Mas eu me sinto Bella. Sofro pela perda da nossa filha, apenas não demonstro, pois tenho que ser forte por você, por nós dois. Foi deus quem quis assim, se era para acontecer foi porque ELE quis.

– Por que ela?

– Isso infelizmente eu não posso te responder. – puxei Bella para o circulo de meus braços, logo senti suas lagrimas molharem minha blusa, e pela primeira vez me permiti chorar junto com ela.



***

O Mês passava se arrastando, um dia pós o outro, nada mudava, Bella agora só falava um pouco mais, no entanto ainda estava no estado zumbi.

Desde aquela noite, depois da nossa conversa eu esperava uma reação, mas estava completamente enganado. Não agüentava mais ver Bella daquele jeito, procurei seu medico e perguntei se ela não poderia frequentar um especialista, ou seja, uma psicóloga. O doutor disse que era melhor não, pois ela podia reagir mal, o melhor seria eu mesmo tentar conversar com ela, o que era impossível, já que Bella me ignorava totalmente. Já fazia dias que eu não vinha dormindo direito, velando seu sono, era o único momento que eu conseguia ter com ela.

E hoje ela estava inquieta, virava de um lado para o outro, e num exato momento ela se levantou, fingi dormir, ouvi um movimento pelo quarto seguido pela porta sendo fechada. Abri os olhos levantando, Bella saíra.

Sai do quarto fazendo o mínimo possível de barulho, desci as escadas, ela devia ter ido beber água. Pensei comigo. Então parei, a porta daquele quarto estava aberta uma pequena luminosidade saia. Essa era a primeira vez que ela entrava no quarto deste o... Suspirei e caminhei até ficar do lado da porta. Um minuto de silêncio passou até eu ouvir ela fungar alto e começar a falar.

– Oh meu anjinho, era para você ainda estar aqui protegida na minha barriga. O que eu fiz? Por que nada esta saindo como eu desejava, se eu pudesse faria tudo diferente. – Bella se lamentava, eu queria entrar, abraçá-la e acabar com toda essa dor, mas sabia que ela tinha que ter esse momento. Minutos se passaram até ela voltar a falar, uma frase que me queimou como brasa, um tiro certeiro em meu peito. — Como me arrependo desse casamento.

Fechei os olhos com força sentido às lagrimas traiçoeiras caírem pelo meu rosto. Sentia-me sufocar, sai dali e fui para a sala de musica, sentei no sofá com a cabeça entre as mãos.

Como me arrependo desse casamento.

Como me arrependo desse casamento.

Como me arrependo desse casamento.

Essas palavras se repetiam em minha cabeça. Um buraco estava aberto em meu peito. Horas se passaram e eu continuei na mesma posição perdido em pensamentos, uma pequena claridade iluminou a sala, olhei pela janela, o dia já amanhecia. Nem havia percebido como tempo passou tão rápido.

Voltei para o quarto, olhei para a cama vazia, onde Bella estaria, olhei no banheiro nada, então fui para aquele quarto, e lá estava ela deitada encolhida na poltrona lilás, abraçada com o casaquinho que eu havia dado. Eu não gostava de estar aqui, me sentia um nada, a lembrança era dolorosa. A peguei no colo, fechando a porta, levei até nosso quarto, depositei a na cama a cobrindo.

Tomei um banho rápido e me troquei chegaria bem cedo hoje na empresa, pouco me importava, antes de sai me aproximei da cama, passei minha mão pelo seu rosto delicado.

– Eu não tinha percebido como você está infeliz. Só que não posso deixá-la não sei por que, mas não consigo mais viver sem você, não imagino mais minha vida sem você ao meu lado. Sou um maldito egoísta. Estou tão confuso. Eu não me arrependo desse casamento. – sussurrei a ultima parte antes de depositar um beijo cálido em sua testa e sair.

***



Revisei o ultimo relatório, finalmente. Olhei para o relógio.

– Merda. – ainda estava cedo 20:30. Não queria ir para casa, e ver Bella infeliz, por minha causa. Arrumei minhas coisas demoradamente, assim que terminei ainda era 20h45min.

Deitei no sofá da minha sala e pensei em nada, relaxei e logo adormeci.



***

Acordei com o barulho irritante do meu celular. O peguei e nem olhei antes de atender.

– Alô. – atendi bruscamente.

– Edward... – a voz baixa de minha esposa soou do outro lado.

– Bella, aconteceu alguma coisa? — perguntei levantando e pegando minhas coisas.

– Não... É que... Já esta tarde, e você ainda não chegou. – olhei novamente para o relógio. 00:30.

– Eu já estou indo.

– Ta bem... Er... Tchau. – ela desligou antes mesmo de eu mencionar uma palavra.

***

Cheguei em casa quase 1:00 da manha. Fui diretamente para o quarto, Bella estava deitada quieta, devia estar dormindo, peguei meu pijama, tomei um banho e me vesti. Deitei na cama, duvido que conseguiria dormi novamente.

– Aconteceu alguma coisa na empresa? – A voz da Bella preencheu o quarto. Sua voz era chorosa.

– Não, eu é que perdi a hora. – menti. – Estou muito cansado.

Escutei-a dizendo algo, mas não ouvi direito, parecia “imagino o porquê”. Ignorei e fiquei em silêncio. Devo ter cochilado, mas acordei quando percebi um movimento na cama, Bella mais uma vez levantou e saiu do quarto, a segui novamente ficando do lado da porta ouvindo mais uma vez seu choro sofrido. Ela não se permitia chorar mais na minha frente, e seu refugio era o quarto de nossa filha, eu era um inútil. Voltei para o quarto em uma tentativa vã de dormir, uma hora se passou até ela voltar, e essa foi apenas a segunda vez de muitas que estavam por vim.



***



Mais um dia. Entrei em casa silenciosa, já passava das 23:00.

Essa era minha rotina que eu fazia há semanas, levantar cedo e chegar tarde, para falar a verdade era sair antes de Bella acordar e voltar depois dela estar dormindo. Eu fazia o máximo para não impor minha presença a ela. Bella quase toda noite saia do quarto, eu já sabia o porquê, muitas vezes tive que trazê-la carregada de volta. Era o máximo que eu me aproximava dela, eu inventava em fazer alguma coisa no sábado, só para não ficar em casa, no domingo eu ficava em casa, mas o tempo todo no escritório. Poucas palavras eram ditas entre nós. Eu sabia de tudo o que ela fazia, Kate me informava. Bella parecia ter melhorado, passava o dia inteiro lendo se não escrevendo alguma coisa no computador, e às vezes ajudava Kate em alguma coisa. E eu só sabia disso pelo outros.

Entrei no quarto e me surpreendi com a luz do abajur acesa, Bella estava sentada encostada nas almofadas lendo alguma coisa.

– Boa noite. – falei fechando a porta.

– Boa noite. – Bella falou sem decidir sua atenção do livro.

Essas foram as únicas palavras ditas nessa noite.



***



Hoje era sábado, e eu tinha tomado uma decisão, não agüentava mais ver Bella chorando toda madrugada, essa ultima semana tive que trazê-la para o quarto todos os dias, não agüentava mais ver esse sofrimento.

Resolvi desmontar o quarto da nossa filha, me doía mais do podia imaginar, mas estava fazendo para o bem da Bella, era só ela que me importava.

Eram 8:00 da manha quando os encarregados de desmontar chegaram, eu não jogaria nada fora, guardaria tudo em caixas. Bella acordava sempre por volta das 10h00min, então daria tempo para desmontar o berço, a cômoda e o guarda roupa antes dela acordar.

Mais hoje não foi o melhor dia.

Por volta das 8:30, uma Bella pálida apareceu no corredor.

– O que estão fazendo? – ela perguntou contida.

– Bella, escuta. – falei caminhando até ela. Bella passou por mim indo em direção do quarto.

– O QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? SAIAM DAÍ AGORA. – Bella entrou no quarto gritando. Fui atrás dela, os homens a olhavam para Bella assustados.

– Por favor saiam. – pedi e fui prontamente atendido. Bella me olhava com ódio e muito pálida.

– O que você pretendia fazer com o quarto da nossa filha?

– Bella você tem que superar isso, esta acabando consigo mesma.

– O PROBLEMA É MEU SE EU ESTOU ME ACABANDO POR ALGO QUE EU MESMA FIZ. MAS ISSO NÃO TE DÁ O DIREITO DE DESTRUIR O QUARTO DA MINHA FILHA. – Ela explodiu mais uma vez.

– EU NÃO AGUENTO MAIS VER VOCÊ SOFRENDO BELLA, ISSO ESTA ACABANDO COM VOCÊ ESTA ACABANDO COMIGO, COM O NOSSO CASAMENTO, ENTENDA EU SÓ QUERO QUE VOCÊ REAJA E PARE DE VIVER COMO UM ZUMBI. – e eu explodi, não agüentava.

– Eu sabia, sempre soube. – Bella balançava a cabeça deixando lagrimas molharem seu rosto. – Você nunca se importou com ela, por isso quer acabar com a única lembrança que eu posso ter, de saber que apesar do pouco tempo que ela viveu nunca se importou com o que eu sinto nunca se importou comigo.

– Não fala isso. – pedi, ou melhor implorei.

– Falar o que? A verdade? Que nunca se importou comigo ou com ela. Que não sofre pela morte dela. – ela falava acusadoramente, e foi a gota d’agua.

– ACHA QUE EU NÃO SOFRO? VOCÊ ESTÁ MUITO ENGANADA SE PENSA ASSIM, EU SOFRO MUITO MAIS DO QUE VOCÊ PODE IMAGINAR, EU SÓ NAUM DEIXO TRANPARECER POR SUA CAUSA, POIS QUERO SER FORTE POR NÓS DOIS, MAS JÁ ESTOU CANSADO. E SE EU NÃO ME IMPORTASSE COM VOCÊS NÃO TERIA SAIDO NO MEIO DE UM REUNIÃO IMPORTANTE E CORRIDO ATÉ O HOSPITAL, SE EU NÃO ME IMPORTASSE COM VOCÊS EU NÃO TERIA MANDADO AO MÉDICO QUE MANTESSE AS DUAS VIVAS, SE EU NÃO ME IMPORTASSE COM NOSSA FILHA, NÃO TERIA FICADO FELIZ POR SABER QUE ELA VIVEU POR APENAS UMA ÚNICA HORA, SE EU NÃO ME IMPORTASSE COM VOCÊ EU NÃO TERIA ESCOLHIDO A SUA VIDA EM PRIMEIRO LUGAR AO INVÉS DA DELA. – coloquei para fora tudo que estava entalado.

Bella me olhava de olhos arregalados, com certeza não esperava essa reação minha, mas eu não agüentava mais.

– Você... Você o que? – desviei de seu olhar. – Como pode me escolher? Era para escolher nossa filha! ELA QUE DEVIA ESTAR VIVA E EU MORTA.

– Nunca mais repita isso, você tem que estar viva.

– Mas não era para eu estar. – suas lagrimas desciam mais fortes. – Por que eu? – ela soluçava.

– Eu não posso mais viver sem você. Você é muito importante para mim. – e percebi como minhas palavras eram verdadeiras, sim Bella era muito mais, nosso relacionamento nunca foi apenas um caso sem importância, foi e é uma paixão avassaladora. Sem explicação.

– Eu quero ficar sozinha.

– Bella... – Eu não podia deixa — lá sozinha

– SAI DAQUI.- Ela gritou. Preferi não piorar a situação e sai, mal coloquei os pés para fora a porta se fechou num estrondo e ouvi o trinco se fechar. Seus soluços ficaram mais altos. – Como eu me arrependo... – sua voz não nada mais do que um sussurro abafado pelos soluços, mesmo assim ainda pude ouvir.

– Mas eu não. – falei alto suficiente para ela ouvir.

***


– Como ela esta Kate?

– Oh menino ela quase não esta comendo, tenho que forçá-la toda vez, sendo que ela come só um pouco e deixa o resto. Não sei o que fazer. – ela suspirou pelo telefone. – Não sei mais o que fazer. – fechei os olhos os cochando.

– Onde ela está?

– No quarto, onde mais ela estaria. – fiquei em silêncio absorvendo suas palavras.

– Kate, tenho que desligar tenho uma reunião agora. – menti, queria ficar sozinho.

– Tudo bem filho, quando você volta ?

– Acho que daqui uma semana ou mais, não sei. Tenho que ir, tchau Kate. – desliguei sem esperar oportunidade de ela falar algo.

Já fazia quatro dias que eu havia saído de casa, tive que viajar para resolver uns assuntos da filial na Itália. Assuntos que eu já havia resolvido, algo que não demorara um dia. Eu não tinha coragem de voltar para casa.

Eu era um covarde.

Depois da discussão com Bella me tranquei no escritório, quando passava da 1:00 voltei para meu quarto, não agüentei o ar tenso, e sai dormindo no quarto de hospede. No dia seguinte arrumei uma pequena mala, e despedi-me de Bella com um abraço, um abraço não correspondido. E sai.

Quatro longos dias longe, meu único contato era Kate, ela me informava com Bella, estava, e pelo jeito estava pior. Sem a minha presença ela iria melhorar.

Eu tinha certeza.

Ou quase isso.



***


– Ela voltou a comer essa semana, Graças a Deus, não passa horas naquele quarto, está até me ajudando da cozinha, e nem me adianta falar que ela não precisa, no momento não vou fazer nada que a desagrade, ela esta melhor, só não sorri e seus olhos ainda estão sem vida, mas como ela estava antes, agora ela esta bem melhor... – Kate falava sem parar, fiquei feliz que Bella estivesse superando, isso graças a minha ausência.

– Eu entendo Kate... Estou feliz por ela estar mostrando uma melhora.

– Logo , logo ela estará sorrindo pela casa novamente. Ela só precisava desse tempo. E o senhor? Vai voltar quando? – Kate me perguntou com aquele tom autoritário de mãe, não contive o sorriso.

– Talvez semana que vem. – suspirei. – Aconteceram uns imprevistos me impossibilitando de voltar. – menti novamente.

– Sei...

– Tchau Kate. Manda um beijo para Bella.

– Não quer falar com ela? Acho que seria muito bom .

– É melhor não. Tchau. – desliguei antes de voltar a pedir para colocar Bella na linha, ela estava melhor. Isso era o que bastava.

Liguei a televisão sem realmente ver o que passava, há uma semana eu continuava no quarto de hotel só adiando mais e mais minha volta, o que não duraria para sempre.



***



Três semanas, duas da tarde. Estava na hora de ligar. Tinha que avisar a Kate que voltaria amanha. Esperei pacientemente o telefone tocar, uma, duas, três, quatro, cinco toques, será que não havia ninguém em casa? Impossível. No sétimo toque atenderam.

– Kate quero... – fui logo falando.

– Edward? – prendi a respiração,era ela, como eu senti falta da sua voz, fechei os olhos fingindo que ela estava perto de mim, e não do outro lado do telefone.

– Bella!

– Oi. – falou timidamente.

–Oi. Esta bem?

– Sim.

– Fico feliz. – um minuto de silêncio até Bella o quebrar.

– Volta quando? – tive vontade de dizer que semana que vem.

– Amanha.

– Ah. – tive impressão que ouvi um suspiro. Seria de desanimo? – Que falar com a Kate?

– Não, eu só queria avisá-la que estava voltado amanha, pode passar o recado para ela?

– Claro.

– Então... Tchau.

– Tchau... Até amanhã.

– Até. – desliguei o telefone com um sorriso bobo no rosto.

Mal via a hora de vê lá novamente.



***



O sol já se punha quando adentrei em minha casa, o silêncio predominava, estava cansado subi as escadas indo direto ao meu quarto, abri a porta e estaquei me deparando com Bella saindo do banheiro enrolada numa toalha azul clara amarrada em seu busto que chegava a metade de suas coxas torneadas, uma parte aberta expunha um pouco mais de sua coxa. Minha vontade era de arrancar aquela toalha e ama – lá, beijar seus lábios e lembrar de seu gosto, afastei esses pensamentos.

– Desculpa. Não sabia que estava aqui.

– Pensei que iria chegar mais cedo.

– O voou atrasou. – ela assentiu suas bochechas estavam coradas. – Vou sair para você se trocar.

– Não precisa eu me troco no banheiro.

– Eu espero. Estarei esperando lá fora. – sai fechando a porta, e respirei fundo várias vezes tentando aplacar meu desejo, muito evidente por ela.

Não demorou mais de cinco minutos Bella saiu trajando uma calça moletom preta e uma blusa de manga longa, azul marinho. Desviei meu olhar de seu corpo, e me concentrei em seus olhos que se não me engano havia um pouco de brilho apesar das olheiras.

– Vou tomar um banho. – falei passando por ela.

– Vai descer para jantar? – ela perguntou e nem ousei a virar.

– Melhor não.

– Kate fez seu prato preferido... Acho que já que você passou um mês longe seria bom você ir jantar... Se quiser.

– Vou tomar um banho e já desço. – entrei no banheiro batendo a porta com mais força do que necessário.

Estávamos em novembro o tempo já começava a esfriar mas nem liguei para o fato de tomar um banho gelado.

Que não adiantou nada.

Vesti um moletom e um suéter azul. Seguei os cabelos e desci, pude sentir o cheiro fresco de arroz, minha barriga roncou, comida caseira é a melhor. Entrei na sala de jantar e a mesa já posta para dois lugares. Kate vinha em minha direção, a abracei levantando-a.

– Para Edward, assim me mata. Também estava com saudades, vê se não some agora, mais de um mês não?

– Não tenho culpa Dona Kate de a empresa precisar de mim. – continuei com a mentira. – Enfim, fiquei sabendo que a senhora fez meu prato favorito.

– Sim, sim, sente-se já vou buscar. – Kate já estava indo em direção a cozinha.

– Bella? – perguntei

– Na cozinha já vem. – um tempo depois Bella entrou se acomodando em seu lugar, ela sorriu para mim e eu retribui. Pensei em começar com uma conversa, mas não sabia o que dizer, Bella olhava para mim como se quisesse dizer algo, então esperei.

– Frango com curry e abacaxi, acompanhado com um arroz bem temperado, como você gosta. – Kate apareceu com duas empregadas trazendo as travessas. Deliciei-me com o aroma.

– Nossa Kate, se for assim vou começar a passar um mês fora de casa sempre. – ela deu um sorriso azedo e ri, olhei para Bella que tinha um olha melancólico ela parecia pálida. – Está tudo bem Bella?

– Sim, vamos comer? — assenti.

O jantar transcorreu em total silêncio, apenas os barulhos dos talheres preenchiam o ambiente.

– Estava uma delicia Kate se superando cada vez mais. – falei quando terminei de comer.

– Espera que tem a sobremesa. – as empregadas retiraram a mesa, e depois a própria Kate trouxe uma travessa. – Torta de maça.

– Kate você é uma anjo.

– Não agradeça a mim, e sim a sua esposa que fez a torta. – olhei para Bella surpreso, não esperava.

– Kate disse que era sua sobremesa favorita, então eu fiz, espero que esteja do seu gosto.

E se estava... Comi metade da torta.

– Vou subir. – Bella disse se levantando da mesa. – Você vem? – perguntou para mim. Eu me imaginei com ela sozinhos no quarto...

– Vou mais tarde, tenho que checar uns e-mails. – ela assentiu e saiu.

Fui para o escritório e fiquei enrolando esperando o tempo passar, e hoje ele não estava a fim de cooperar. Quando deu 23h00min resolvi subir, abri a porta lentamente, o quarto estava na penumbra, Bella devia estar dormindo, tirei o suéter e fiquei apenas com a camiseta, me deitei do seu lado e seu cheiro natural de morangos invadiu minhas narinas, vontade de puxar seu corpo para mais próximo do meu, a prender e nunca mais solta-la, tocar sua pela, saborear cada parte do seu corpo.

– Merda!

Levantei e sai do quarto indo para um de hospede, e mesmo assim não consegui dormi, parecia que seu cheiro havia me seguido. Tentei pensar em outra coisa para aplacar o desejo que sentia. Horas depois conseguir dormir, mas nem nos sonhos ela me deixava.



***



– Estarei viajando amanhã. – informei Bella na segunda semana de Dezembro.

– De novo? – ela indagou, já devia estar fazendo seus planos. – Mas acabou de voltar dos EUA.

– Sim, tenho assuntos a resolver. – Bella mordia o lábio inferior, lambi os meus secos, desviei o olhar para meu café.

– Volta antes do natal?

– Sim, volto no dia 21. – Ela assentiu. – Se me der licença vou para empresa. – ela assentiu mais uma vez, lhe dei um beijo na testa, permitindo me embriagar com seu cheiro, era a única coisa que me permitir fazer, mas logo me afastei.

Peguei meu casaco e a chave do volvo. A pista estava escorregadia por conta da neve, dirigi devagar pelas ruas, muitas pessoas fazendo suas comprar de natal, eu tinha que comprar alguma coisa para Bella mais o que?

Passei esse ultimo mês a ignorando o máximo possível, por isso passei a viajar para cá e para lá, resolvendo todos os assuntos das filias até mesmo os mais insignificantes. As noites que passava em casa era uma tortura, passei três dias esperando ela dormir para ir para o quarto de hospedes, meu corpo queimava pelo dela, pedia desesperadamente pelo seu toque, algo que talvez eu nunca mais teria.

Eu sabia que podia perder o controle estando muito perto dela, isso aconteceu no quarto dia, resolvi dormir aquela noite em nosso quarto, foi de madrugada que acordei, sentindo seu corpo colado no meu, sua cabeça em meu ombro, sua mão repousando em meu tórax, sua respiração quente e suave contra minha pele, se permitisse passar mais um minuto na mesma posição a acordaria e faria amor com ela, até desabarmos exausto, antes que perdesse o total controle sai da cama, tomando um banho frio, tentando aliviar mais uma vez meu desejo por ela.

Por conta disso, viajei novamente, e fiz isso freqüentemente, não passava mais de quatro dias em casa. E o mês passou assim.

E agora mais uma vez eu estava fugindo, não apenas da tentação, mas também de um novo sentimento, algo que eu não sabia explicar o que era, mas tinha medo de descobrir.



***

– Fico surpreso por meu pai entrar em contado com você Austin. – falei para ele, já fazia dois dias que havia chegado, e apenas hoje nos encontramos.

– Eu também fiquei Edward, muito surpreso para falar a verdade, nem acreditei quando ele disse quem era. – Assenti, Austin havia sido um amigo antigo da época da faculdade, nos afastamos depois do termino, logo apos eu me apossar de todas as empresas o encontrei e o deixei na presidência da Volturyni da Espanha, onde ele mora há quase 10 anos.

Eu fiquei pasmo quando recebi sua ligação, avisando que meu pai resolvel dar o ar de sua graça após três anos sem nenhum contato pessoal. Apenas seu advogado sabia onde ele estava, mas nunca me informou e eu, bem nem queria saber.

– Fiquei sabendo do casamento... E do acidente. Sinto muito – ele falou num momento, apenas assenti, incapaz de falar.

Estava perdido em pensamentos quando a porta do escritório foi aberta.

– Vim fazer uma visitinha para o meu amorzinho. – a voz feminina preencheu a sala. Levantei-me ao mesmo tempo em que Austin.

– Gi. – ele chamou sua atenção, e ela me reparou. Seu rosto me era familiar, olhos verdes cabelos castanhos claros.

– Oh, Desculpe Austin, sua secretária não estava, pensei que estava sozinho, me desculpe. – ela falou passando a mão pelos cabelos.

– Tudo bem amor. Deixo-lhe apresentar. – ela se aproximou dele, que a segurou pela cintura. – Edward essa é minha esposa Gianna, Esse é meu amigo Edward. – ouvi um estralo na minha cabeça.

– Gianna? Gianna Seear?? – falei.

– Sim, mas agora Gianna Waschaberger. – Sorri para ele.

– Não se lembra de mim? – tanto ela como Austin me olhavam confuso.

– Edward Masen. – seus olhos se arregalaram de compreensão.

– Oh meus Deus? Mas como? – ela saiu dos braços de Austin e me abraçou e retribui. – Edward, mas faz o que? Mais de 15 anos que não nos vemos! Nem acredito que você esta aqui.

– Nem eu. – dei um beijo em seu rosto. – Como esta tia Maggie?

– Ela esta ótima, nossa nem vai acreditar quanto eu contar...

– Odeio interromper esse momento *reencontro*, mas posso saber de onde você conhece minha esposa Edward? — Austin olhava para minha mão na cintura de Gianna.

– Bem nós somos, primos. – Gianna falou.

– O que?

– A irmã do meu pai Maggie, se casou, como meu pai não aceitou o casamento minha tia cortou relações com ele, retirou o sobrenome Masen e o trocou só pelo do marido Seear, mas não demorou muito para meu pai cair em si novamente e voltar a falar com Tia Maggie, convivemos todo juntos, por pouco tempo, até minha mãe falecer, ai meu pai se afastou de tudo e eu também. – eu expliquei. – Já faz quase vinte anos, da ultima vez que nos vimos eu estava com 9 e você com 8 não? – perguntei olhando para Gianna.

– Verdade. Muito tempo. Mas o que faz aqui ?

– Eu e Austin estudamos junto na faculdade.

– Não sabia, ele havia mencionado um amigo mais eu nem. Edward vai lá para casa dormi por lá enquanto estiver por aqui. – ela falou animada.

– Não quero incomodá-los, vou ficar no hotel mesmo. – falei, queria ficar sozinho mesmo.

– Nossa Edward vai fazer desfeitas da sua melhor prima?

– Você é a única. – rimos. – Tudo bem, eu fico, mas não passarei mais de três dias, tudo bem? – aceitei, já fazia tanto tempo que não via alguém da minha família.

– Ok, temos muito para conversar.



***


– E foi amor a primeira vista... – Gianna falava de como conheceu Austin, eu apenas ouvia e concordava. Lembrei na nossa infância, Gianna era uma moleca, brincava comigo e fazíamos toda traquinagem juntos, como só tínhamos um ao outro quando pequenos, éramos muitos próximos. Mas tudo mudou... Afastei logo aquelas lembranças.

Logo assim que chegamos em sua casa ela se desencadeou a falar, Austin ficou na empresa, eu também ficaria, se não fosse pela minha querida prima, fazendo carinha de cachorro que caiu da mudança, não tivesse insistido tanto para irmos para sua casa.

Almoçamos, e passamos a tarde inteira conversando, me sentia bem, como há muito tempo não me sentia, Então veio à pergunta que não queria responder.

– E o seu casamento Edward? Austin me contou antes de virmos, sinto muito, sua esposa deve ter ficado arrasada, mas vai que não era a hora certa. – dei um sorriso fraco, e me lembrei que não tinha ligado hoje em casa. – Mas me conta, como se conheceram? – Gianna perguntou animada.

Contei resumidamente, como nos conhecemos, omitindo o fato do casamento foi por causa da gravidez da Bella e nossas discussões.

– Nossa Edward você deve estar realmente muito apaixonado por ela, só como você fala de Bella, da para notar, e pelo eu entendi ela também deve amá-lo e muito. Vocês se amam muito. Estou louca par conhecê-la podemos marcar de passar o natal juntos ou... – eu não ouvia mais nada será que eu realmente estava apaixonado pela Bella? Impossível. Como eu não sabia? Eu gosto dela, gosto de estar junto dela, gosto de seu sorriso de tudo de bom nela e me preocupo muito com ela. Mas seria possível eu estar apaixonado? Amá-la?Eu não sabia.

Já passava das oito quando subi para tomar um banho, Austin ainda não havia chegado. Eu estava perdido em pensamentos. As palavras de Gianna martelavam em minha cabeça “Vocês se amam muito”. Bella me ama? E o mais difícil, Eu a amo?



Por Bella

Eu olhava pela janela e via a neve caindo, o ano aos poucos chegava ao fim, uma nostalgia tomou conta de mim.

O Ano foi se passando em minha cabeça.

Aquela noite em meu apartamento, o vazio que eu senti no peito quando ele foi embora, à noite no escritório, como eu e Edward nos amamos intensamente. Dois meses depois eu descobrindo da minha gravidez, eu contando ao Edward, ele me pedindo em casamento, o casamento apesar de simples inesquecível, a discussão com Edward , nossa lua de mel, ele me ensinando a nadar, as noites no hotel, o pudim. Sorri em meio às lagrimas que já desciam pelo meu rosto.

Toquei no colar que sempre usava desde que Edward colocou. Fechei os olhos lembrando de suas palavras, tão distantes e ao mesmo tempo tão perto.

– Se que me dar um presente – ele falou beijando meu pescoço e subindo para meu ouvido. –, quero que use esse colar... Apenas ele

Um arrepio passou pelo meu corpo, as lembranças invadiram minha mente, como ele tinha sido delicado, seus beijos, suas caricias. Deus como eu sentia falta. Então uma que me atingiu em cheio

– Você Bella, me faz e me fará ainda mais, o homem mais feliz desse mundo.

Sim, que ironia, eu havia matado sua filha, nossa filha. Sim eu o faria o homem mais feliz do mundo com isso. Logo tentei afastar esse pensamento.

Eu sabia que havia sido injusta com Edward, dizer que o odiava, que odiava minha vida por causa dele. Mas eu havia acabado de descobrir que minha filha havia morrido, e por conta de um acidente, que querendo ou não eu tive uma parcela de culpa. Eu me afastei de Edward, não deixei ele se aproximar de mim, eu estava tão perdida no meu sofrimento que nem liguei para o fato dele sofrer também pela perda de nossa filha. Eu me fechei num mundo em que criei, me permitindo sofrer, demorou muito até eu consegui entrar no quarto dela novamente, e quando o fiz passei quase toda noite saindo para chorar e me culpar por sua morte, acabava dormindo na poltrona abraçada ao casaquinho que Edward dera, e acordava na cama, sabia que Edward me levava de volta mais ignorava esse fato, não sabia como ele conseguia ficar perto de mim. Eu sabia que não tinha melhorado em nada, só passei a falar mais, se eu podia chamar isso de mais, sentia saudades de Edward de seu afeto, seu abraço, e então ele chegou tarde naquele dia e me senti insegura, ele nunca ficara até mais tarde na empresa, ignorei o fato, e ele começou a chegar tarde todas as noites e a sair cedo antes que eu acordar tentava não imaginar coisas, mas era difícil, melhorei um pouco mais, passei a me ocupar em ajudar Kate, ou fazer outra coisa, como ficar no computador escrevendo, tinha criado uma espécie de diário. Então veio a recaída Edward querendo desmontar o quarto dela, e naquela manha algo me incomodava e levantei cedo e foi quando eu vi, perdi completamente a razão, falei coisas sem sentido que me arrependia amargamente. E então Edward perdeu a paciência, eu não acreditava no que ouvia, ele dizendo que me escolheu em primeiro lugar ao invés de nossa filha, e mais uma vez disse o que não devia, quando disse que me arrependia não era do nosso casamento, não, não mais. Mas sim da minha fraqueza, de não aceitar que ele se importava comigo, que eu já sentia algo muito mais do que afeto, um sentimento que me deixava com medo, medo de perder aquilo que nunca tive.

Então veio aquele mês que ele passou fora, pouco liguei, mas depois de uma semana percebi como sentia falta apenas da sua presença, então resolvi reagir, eu precisava falar com alguém, precisava desabafar, precisa de algum conselho, sai de casa pedindo para Kate não dizer nada a Edward. Victor me levou até o hospital e ,e esperou, fiquei horas esperando pelo doutor Caius, quando finalmente consegui um tempo a sós com ele, desabafei, contei sobre meu sofrimento, minha culpa, como me sentia, ele apenas ouvia, não dizia nada, depois de falar tudo o que tinha e chorei até não ter mais lágrimas ele finalmente falou.



– Bella, quero lhe dizer como amigo, você tem que encarar esse problema de frente, dói, machuca, magoa. Sim, mas você vai ter que aprender a conviver com isso, não tem outra alternativa, você esta afetando todo mundo que gosta de você em sua volta, não é só você que sofre Edward também, não acha que o machuca o afastando de você, da sua vida. Fico feliz que tenha me procurado e desabafado, entendo que se sente insegura, mas devia contar tudo o que acabou de dizer ao seu marido, e enfrentar isso junto a ele, pois é um fardo muito grande para querer carregar sozinha. É esse acidente foi uma fatalidade, não se culpe mais, sempre que pensar nisso novamente, o expulse de sua mente, pense em momentos felizes que você teve, faça outra coisa e se distraia não se feche novamente nesse sofrimento. Tudo acontece por um motivo, um dia você vai saber o porquê disso, não se sabe quando, hoje, amanha daqui a meses, anos, não sei, mas um dia você encontrara a resposta.



Limpei as lagrimas e sai do quarto, lembrar das palavras de Caius era um bálsamo, o fato que não conseguia ignorar era que Edward, não me queria mais, eu havia notado minha mudança, eu sabia que ele ligava todo dia para Kate para saber como eu estava, mas nunca falava comigo, no dia em que atendi o telefone já que Kate estava muito ocupada, meu coração foi a mil, e notei como sentia muitas saudades dele do que imagina.

Quando Edward voltou, pensei que as coisas melhorariam, mas me enganei. Quando ele disse que iria fazer questão de passar um mês longe de casa sempre, foi como uma facada em meu peito, eu sabia que eu era a culpada por isso, o fazendo ficar fora da casa dele por causa de mim. E tudo piorava, o “chamei” para subir comigo, ele fez questão de inventar uma desculpa o esperei que até cochilei, acordei quando ele entrou no quarto, ele mal se deitou e levantou novamente, o esperei voltar e ele não vinha, sai do quarto o procurando e o achei no quarto de hospedes, aquilo doeu muito, voltei para o quarto onde chorei novamente e não tinha sido pela morte da minha filha.

E ele passou a me evitar o máximo, não ficava uma semana em casa, vivia viajando para lá e para cá, mal falava comigo, e quando ficava em casa chegava tarde e saia o mais cedo possível. Em uma noite pensei que ele havia voltado ao quarto, doce engano, ele dormia profundamente quando me aproximei de seu corpo dormindo perfeitamente como há muito tempo não fazia. E acordei mais uma vez sozinha. Eu tentava fingir que sua indiferença não me afetava, o que era difícil.

E agora mais uma vez ele viajara,quando ele anunciou que a viajaria de novo tive vontade de gritar com ele e perguntar se ele esqueceu que tinha uma esposa, mas me segurei para não dizer nada que me arrependesse depois, agora eu estou aqui, sem fazer nada, entrei no quarto dela, o meu refugio, não chorava mais, apenas uma angustia tomava conta de mim, mas por pouco tempo logo eu me afastava dos pensamentos negativos. Olhei para o telefone em minha mão, queria ligar para ele ouvir sua voz, três dias já haviam se passado e até agora ele não fizera a ligação que costuma fazer a duas da tarde.

Será que ele estava muito ocupado?

Era o que eu descobriria agora.



Pela Autora (3ªPessoa)

Gianna arrumava a mesa de jantar, Austin chegara pouco tempo depois de Edward subir, sorriu ao lembrar-se de seu primo favorito e único, sua família era pequeno, seu pai, filho único, sua mãe, com apenas um irmão com um filho, família pequena mais muito unida, pelo menos até certo tempo, suspirou afastando as lembranças amargas.

Terminou de arrumar os lugares e foi para sala esperar seu marido e Edward, passou a conversa que tivera com o primo, Edward escondia alguma coisa, ele podia até ter dito toda a verdade sobre seu casamento, mas escondia alguma coisa. Ela via como seus olhos brilhavam quando falava de sua esposa, um sorriso sempre escapava pelos lábios ao pronunciar “Bella”. Ele estava completamente apaixonado por sua esposa, qualquer um podia ver. Como o amor fazia as pessoas ficarem diferente, Gianna se lembrou de como conhecera seu esposo, não foi a maneira mais romântica, já que ela lhe dera um tapa na cara na boate quando ele sem querer passou a mão pelos seus seios enquanto dançavam. Riu da lembrança, sim o amor fazia toda diferença.

Um barulho irritante penetrou em seus ouvidos, era um celular, mas de quem já que aquele toque não era seu nem de seu marido? Claro, devia ser de Edward, foi até o sofá onde ele estivera retirou a almofada de cima e encontrou o pequeno objeto prateado. Atendia ou não? Melhor atender qualquer coisa marcaria o recado e depois o passaria.

– Alô?

Bella sentiu seu coração gelar, não, não era possível, aquela voz não era de Edward, e sim de uma mulher, o que ela fazia com o celular de seu marido, fechou os olhos tentando não imaginar coisas, o que era impossível. Bem ele pode ter perdido o celular, ou esquecido em algum lugar. Bella pensou consigo.

– Alô? – a voz perguntou novamente. – Se estiver dizendo algo desculpe mas não estou te ouvindo, tem alguém ai?

– Esse celular é de Edward? – Bella perguntou de uma só vez sem enrolação.

– Sim. – a mulher respondeu, seu coração parecia se quebrar em mil pedaços. – Quem gostaria? – Mas Bella não respondeu e fez aquela pergunta que estava engasgada em sua garganta.

– Onde ele esta? – Perguntou segurando o choro.

– No banho.

As lagrimas caíram. Não conseguia acreditar, mas era verdade, seu marido a estava traindo, não tinha duvidas, suas indagações mostraram a resposta positiva, mas não tinha raiva e também não o odiava, não isso nunca, uma magoa, talvez, mas o entendia, ele fora procurar na rua o que não tinha em casa. E a triste realidade bateu sobre Bella, perdera a filha e perdera o marido agora. Estava de mãos atadas não faria nada, não podia fazer nada, ou melhor sim apenas uma coisa, se afastar dele, o deixar procurar a felicidade em algum lugar, pois com ela nunca a encontraria.

– Você ainda esta ai? – Bella voltou ao presente quando percebeu que ainda estava com o telefone no ouvido e as lagrimas caindo lentamente pelo rosto. – Alô?

– Desculpe, liguei para o numero errado. – Assim desligou.

Gianna olha para o telefone sem entender nada, como uma pessoa perguntava se o telefone era de Edward e depois falava que ligou para o numero errado. Estranho. Colocou o celular na mesa de centro, avisaria mais tarde para Edward, e ele reconheceria o numero. Seu marido desceu e sorriu para ele.

Bella, chorava segurando ao máximo os soluços que queriam escapar, seus coração estava despedaçado mais uma vez, só que agora era pior a dor era intensa e forte, entrou no banheiro o trancando permitindo ali seus soluços escaparem e tentar aplacar toda aquela dor no coração. Entrou no boxe de roupa sem se importar, ligou o chuveiro se molhando, suas lagrimas se misturando com a água, não sabe quando tempo ficou ali, daquele jeito, permitindo as lagrimas caírem.

Então tomou uma decisão, tirou a roupa a deixando num canto jogada, se se lavou, saiu do banheiro, se enxugou colocando uma roupa bem quente para a fria madrugada que a aguardava. Pegou uma mala, colocando roupas e seus objetos de higiene pessoal, pegou seu passaporte, os dois cartões de débitos, não sabia ao certo quando ainda tinha guardado, mas em todo caso utilizaria o segundo em ultimo caso. Mais algumas coisas e tudo já estaria pronto.

Pegou o secador, enquanto enxugava os fios do cabelo fitava o nada, ela se sentia um nada, estava oca, completamente vazia por dentro, mas nenhuma lagrima caíra, não tinha vontade de chorar, nem sabia se conseguiria verter alguma emoção novamente algum dia, só viveria dia após dia.



*** Enquanto isso na Espanha***

Edward arrumava suas coisas, as jogando de tudo de qualquer jeito dentro da mala, se trocara correndo, após passar quase uma hora debaixo do chuveiro, a verdade caíra como bomba, um sorriso brincava pelos seus lábios, se sentia leve e extremamente feliz, passou a toalha mais uma vez pelos cabelos revoltos os enxugando o máximo que conseguia, mas não agüentava de ansiedade, não via a hora de chegar em casa e abraçar Bella, sentir seu cheiro... Com esse pensamento, fechou o zíper e pegou a mala descendo as escadas da casa de sua prima quase correndo, encontrou Gianna e Austin na sala sentado no sofá.

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– Pensei que não desceria mas Edward.

– Infelizmente não posso ficar para o jantar prima, tenho um assunto urgente para resolver.

– Não pode esperar?

– Isso, não. – se despediu de sua prima e amigo confusos, um dia explicaria, antes de entrar no taxi sua prima lhe entregou o celular o avisando que alguém havia ligado, mas mal aprestou atenção nas palavras, entrou no taxi que o esperava, fez uma rápida parada no hotel, onde acertou as contas e pegou suas outras coisas. Chegou no aeroporto e com sorte conseguiu um passagem para dali uma duas horas, agora só tinha que esperar, e não via a hora.

Por Bella

Dez horas, olhei para o espelho a leve maquiagem disfarçava as olheiras, meus olhos não estavam tão vermelhos agora, fingi um sorriso que mais saiu como uma careta. Peguei meu casaco e coloquei a toca, desci as escadas, deixando minha mala no hall. Fui para cozinha onde Kate estava limpando a mesa.

– A senhora vai sair?

– Sim, vou me encontrar com Edward. – sorri ou pelo menos tentei. – Eu liguei par ele hoje, passamos horas conversando, resolvemos uns assuntos e ele pediu para mim ir me encontrar com ele em Madri, semana que vem voltamos juntos para o natal. – tentei soar mais convincente possível.

– Fico feliz por isso minha filha, mas não esta muito tarde? – ela perguntou com uma sobrancelha levantada.

– Não, não, Edward conseguiu marcar um voou para mim as 23:00, pode pedir para o Victor me levar.

– Claro, claro, já volto.

Não demorou muito e Victor já estava aminha espera. Despedi-me de Kate com um forte abraço.

– Vou sentir saudades.

– Oh menina só por alguns dias.

– Sim. – segurei as lagrimas que ameaçavam cair.

Entrei no carro e acenei.

Chegamos no aeroporto internacional por volta das 22:30. Victor insistiu de levar minha mala e me esperar embarcar. Tive que despistá-lo para conseguir comprar a passagem.

– Qual é o próximo voou a sair? – perguntei para o atendente.

– Qual destino.

– Qualquer um. – ele me olhou desconfiado, mas não disse nada. Digitou umas coisas no computador.

– Daqui quinze minutos sai um voou com destino para a Grécia. Apenas para primeira classe.

– Pode ser, uma passagem por favor. – entreguei meu passaporte e meus documentos, em cinco minutos já estava com a passagem nas mãos. Voltei onde Victor estava. Logo o voou foi anunciado, como Victor não sabia onde Edward estava nem desconfiou de eu estar indo para Grécia, pelo jeito ele nem notou que voou eu estava pegando. Despedi-me dele e embarquei. Eu estava com um saldo alto em minha conta bancaria, o que deu para pagar a passagem sem problema algum.

Logo me vi sentando numa das cadeiras confortáveis, e em menos de 10 minutos o avião levantava voou, e apenas ali permitir as lagrima caírem mais uma vez.



Por Edward

Cheguei em 2:05 da manha, a casa silenciosa mostrava que todos já estavam dormindo, demorei por não conseguir um taxi logo de cara, tive que esperar um bom tempo, mas finalmente cheguei, minha vontade era de subir as escadas correndo, abri a porta do meu quarto e encontrar Bella dormindo e acordá-la, abraçá-la dar mil beijos e dizer o quanto a amo.

Mas faria uma surpresa, entrei no quarto de hospedes que utilizei, me troquei e deitei na cama, ninguém sabia que eu havia chegado, apenas o segurança de plantão, fiquei deitado com um sorriso bobo nos lábios, como eu tinha sido um cego um idiota, como nunca notei que a amava, eu devia saber, um casinho não duraria 2 anos, eu sempre tinha sido apaixonado pela Bella só que nunca parei para pensar nisso, nesse sentimento completamente novo, um sentimento que nunca havia sentindo antes, mas que agora sentia e pela melhor pessoa que podia ser. Queria estar agora de seu lado, mas não eu devia fazer algo especial mas o que? Fiquei perdido em pensamentos até cair num sono profundo sonhando com Bella, com nosso amor.



***



Bocejei alto e virei na cama, estava muito cansado. Essas viagens estavam aca... Parei no mesmo instante e levantei num pulo, já passava das 9:00, Bella logo acordaria.

Bella, sorri, minha Bella. Faria um café da manha e levaria para ela, me declararia, e não importava se não fosse retribuído, um dia eu a faria me amar como eu a amava.

Troquei-me, fiz minha higiene pessoal e desci. Entrei na cozinha Kate estava de costas fazendo não sei o que.

– Bom dia! – a cumprimentei bem-humorado. Kate se virou com a mão no peito e olhos arregalados.

– Meu bom Jesus, quer me matar Edward?

– Eu claro que não. – fui para seu lado dando um beijo em sua testa. – Kate faça um café da manha bem caprichado, quero levá-lo para Bella. Acho que ela ainda esta dormindo.

–Claro que faço. – ela falou voltando aos seus afazeres. — Mas já voltaram? Pensei que iriam passar uns dias por lá. – olhei para Kate completamente confuso.

– O que?

– Bella me avisou ontem enquanto saia que iria se encontrar com você em Madri. Que vocês haviam se resolvido e que.... EDWARD! – Kate me chamou mas a ignorei, subi as escadas correndo, meu coração batia fortemente. Entrei no quarto num rompente.

– Bella! – a chamei e nada a cama feita, algumas roupas jogadas em cima. A gaveta da escrivaninha aberta, entrei no banheiro a chamando, sua nécessaire não estava ali também. Sai e fui para a sala de musica a chamando e nada, um desespero tomou conta de mim, onde ela estaria. Descia as escadas e a procurei em cada maldito canto e ela não estava, Bella tinha ido embora, eu chorava e não me importava com os empregados me olhando, eu queria Bella.

– Meu deus, Onde você esta. – voltei para nosso quarto, entrei no closet não havia uma mala ali. Sufoquei um soluço.

– SEU IMBECIL, BURRO, BURRO! PORQUE FOI DEMORAR TANTO PARA SE DAR CONTA QUE A AMA! – gritei comigo mesmo, olhei mais uma vez pelo quarto, eu podia sentir sua presença, seu cheiro. – Eu vou te encontrar Bella nem que seja a ultima coisa que eu faça. – Antes de eu sair do quarto avistei um papel em cima do criado-mudo do lado onde eu dormia. O peguei sentando na cama. Meu nome estava escrito com aquela caligrafia que eu conhecia Bem. O abri com as mãos tremulas.



Não agüento mais a indiferença e a distancia que existe entre nós. Não suporto mais ficar assim tão perto e ao mesmo tempo tão longe de ti.

Espero do fundo do meu coração que você seja feliz, porém agora sem a minha presença. Faça o que o seu coração mandar e siga em frente.

Estarei bem, Não precisa me procurar, não se preocupe.

Com todo carinho.

Bella Masen



Nem notei que havia amassado o papel.

– Porque Bella, porque justamente agora você tinha que ir embora? — Eu queria que tudo isso fosse um pesadelo como eu desejava isso. No meio das lagrimas fiz uma promessa que comprimira custa o que custar.

– Bella eu a encontrarei, nem que seja a ultima coisa que eu faça. Eu prometo que a encontrarei, vou até o fim do mundo, mas a encontrarei!



**Continua**



Notas finais
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH(surtandocomo minha BetaBest) 42 reviews *-* *morri e sim eu contei eles* Nossa estou HiperMegaFeliz com isso, Muito obrigada amores, vcs me incentivam muito, Bem vinda leitoras novas espero que estejam gostando em.... Sobre o capitulo...Então o que você acharam? Mereço Reviews? Esse capitulo foi complicado, no começo *pelo menos para mim* Tenho um raiva da Bella, e agora do Edward, vai entender ok eu fiz isso neh XD, então esse capitulo foi completamente alterado para o que era para ser, mas adorei esse... Eu partilarmente chorei com a Bella quando ela descobriu que perdeu a princesinha deles *Acho que era pk eu tava de TPM*... MasE FINALMENTE ELE DESCOBRIU QUE A AMA *levanta a mão e grita* ....Foi dificil fazer o Edward se "apaixonar" primeiro, pois acho que vocês estão acostumadas a ver sempre a Belita se apaixonar primeiro ou os dois de uma vez... Então, acho que vcs notaram como falta de comunicação pode prejudicar muito em, nunca sigam esse exemplo de Beward, sentem e converse que tudo resolvera.... Quero saber o que vocês acharam a parte em 3° Pessoa, pois não estou acostumada a escrever assim, me falem o que acharam para que futuramente eu escreva melhor =D... AGORA AVISO IMPORTANTE...Não sei quando o proximo capitulo sai *desvia do sapato*, minha outra fic completara um aninho de vida *EEE* E eu quero fazer tipo um especial, postar todo dia, ou pelo menos três capitulos na semana, então estarei muito centrada nela, os capitulos estão prontos em minha abeça só tenho que passar para o pc, e infelizmente a escola anda ocupando muito meu tempo, e eu só fico das 19:00 até umas 22:00 no pc, e nesse pouco tempo eu tenho que , ler, comentar fics, ver uma atualizações aqui, entre várias outras coisas, só tenho o sabado livre para meche no pc o dia inteiro, mas farei o maximo para postar o mais rapido possivel, tentarei terminar os capitulos da outra e vim para cá, oks, então naum pense que eu abandonei a fic ou esqueci de vcs, só peço que tenham paciência.... Comentando rapidinho a nota da minha BetaBest... A kah sabe de poucas coisas que ocorrerraa na fic, sim eu a deixo no escuro que nem vocês, e sim eu sou um caixinha de surpresa, esta comprovado nesse capitulo, ja que era nem para ter o POV da Bella e nem para demorar tanto para ela ir embora :X ps: Gente se tiver algum erro depois eu concerto, ja que o nyah naum esta deixando a gente*escritores* editar os capitulos anteriores ¬¬'.... Pronto deixa eu ir, ja falei*escrevi* demais Kisses by: MáàhH.... N/B: Nossa se nós havíamos achado o capitulo anterior tenso esse então foi o que? Nem sei o que dizer... Agora sim o enigma foi desvendado a nossa menininha se foi, mas é como todos disseram talvez não fosse a hora exata de ela nascer provavelmente Deus = a Maah, tem um plano melhor para o futuro. Agora é aguardar o que virá pela frente... Vocês podem pensar assim a Kah faz todo esse clichê ai de que não sabe o que vai haver, mas é verdade eu não sei ao certo o que vai vir pela frente a Maah é uma caixinha de surpresas, só o que eu posso garantir é que essas surpresas serão agradáveis ou pelo menos eu espero que sejam neh porque depois de tantas desgraças, mas deixaremos isso em Off. E agora o que acontecerá com Beward esse será o seu fim? Não sei só a Maah nos dirá.. Agora comentem muito assim como vocês vem fazendo sempre e mesmo que eu não responda aos reviews também, porque é um direito exclusivo da Maah eu os leio e fico muito feliz com tudo o que vocês escrevem ;D Agora tchauzinho até o próximo Beijos Kah Nanda! N/B: Nossa se nós havíamos achado o capitulo anterior tenso esse então foi o que? Nem sei o que dizer... Agora sim o enigma foi desvendado a nossa menininha se foi, mas é como todos disseram talvez não fosse a hora exata de ela nascer provavelmente Deus = a Maah, tem um plano melhor para o futuro. Agora é aguardar o que virá pela frente... Vocês podem pensar assim a Kah faz todo esse clichê ai de que não sabe o que vai haver, mas é verdade eu não sei ao certo o que vai vir pela frente a Maah é uma caixinha de surpresas, só o que eu posso garantir é que essas surpresas serão agradáveis ou pelo menos eu espero que sejam neh porque depois de tantas desgraças, mas deixaremos isso em Off. E agora o que acontecerá com Beward esse será o seu fim? Não sei só a Maah nos dirá.. Agora comentem muito assim como vocês vem fazendo sempre e mesmo que eu não responda aos reviews também, porque é um direito exclusivo da Maah eu os leio e fico muito feliz com tudo o que vocês escrevem ;D Agora tchauzinho até o próximo Beijos Kah Nanda!