Inesperado Amor
10 Capítulo 9 - "Ele estava literalmente em casa"
Notas iniciais
Não foi muito difícil convencer Edward a aderir meus planos de viagem e no dia seguinte estávamos pegando um voo privado para Mykonos* na Grécia, passaríamos um final de semana aqui para sair do meio da maldosa mídia americana. Saímos durante a madrugada e de forma calada, portanto, nenhum paparazzi nos seguiu permitindo que tenhamos paz total.
— Esse lugar é o paraíso – afirmei olhando o horizonte através da sacada do nosso quarto.
— A melhor decisão que tomamos foi sair de Nova Iorque por uns dias – Edward abraçou-me por trás e ficamos os dois contemplando a beleza da Grécia.
Nosso quarto é de uma elegância que me deixou com vontade de redecorar todo o meu apartamento, as paredes brancas davam uma paz ao ambiente maravilhosa, a cama bem ao centro do quarto possuía uma tela*² em cima, as almofadas que ficavam na cama eram de um tom terroso que contrastava com o edredom e quarto branco, os móveis eram simples e rústicos, havia um outro ambiente no quarto, que era uma sala também de móveis claros e rústicos, mas com uma imensa televisão que quebrava a simplicidade e reforçando o luxo do hotel. Havia por fim o meu lugar favorito que era a imensa sacada com vista para a praia e o horizonte da cidade.
— Espero que alguma socialite problemática apronte alguma durante essa semana para esquecerem de nós – resmunguei e senti o corpo dele vibrar em risada.
— Swan você é uma pessoa maldosa – brincou e eu virei-me para ele.
— Estou sendo apenas realista, não aguento mais ler sobre como preciso do seu dinheiro – ironizei as diversas fofocas que saíram sobre mim.
— Minha Bella, esquece essas coisas e aproveite essa cidade maravilhosa comigo – sorriu de canto tirando o rosto do meu cabelo e depositando um suave beijo em meus lábios.
Após tomarmos café da manhã juntos, decidimos passear pela cidade e a cada passo eu ficava cada vez mais encantada, me sentia em um filme da Disney, no qual já tinha passado da fase do felizes para sempre, ter Edward lidando com seus traumas para ficar comigo, completava toda a magia que me rondava, mas como nada é tão maravilhoso, ao passarmos por uma pequenina banca de jornal havia algumas revistas estampadas com o meu rosto e de Edward, ainda bem que está em grego e não entendo nada.
— Até aqui – Edward resmungou balançando com a cabeça.
— Vamos esquecer isso e vamos alugar um barco para sermos só nós e o mar – exclamei pulando em sua frente animada com a ideia.
— E quem disse que eu sei pilotar um barco? – questionou enquanto nos encaminhávamos para uma loja com uma enorme placa de “alugamos barcos”.
— Cullen, eu fiz minhas pesquisas sobre você – pisquei para ele e ele jogou a cabeça para trás gargalhando, ô homem maravilhoso.
Após alugarmos o barco, nada muito grande, seguimos em direção ao cais onde eles ficavam e não demorou muito para ser só nós dois e a natureza, Edward pilotava com maestria e eu ficava o admirando, ele trajava uma bermuda branca, sandália de dedos, que eu não conseguia acreditar que ele estava usando, e uma camiseta cinza clara, ele estava maravilhoso. Eu estava com um maiô preto escrito Angel em letras brancas, um short jeans claro, óculos escuros e um enorme chapéu.
— Obrigado – Edward murmurou com o rosto no meu pescoço após atracarmos o barco no meio do mar.
— Pelo que? – questionei sem entender muito.
— Por existir – sorriu torto e me puxou para um beijo.
Se eu não estivesse de maiô com certeza teríamos nos amado com a natureza de espectadora, mas devido ao meu traje, seria complicado demais tentar qualquer coisa e isso foi bom, porque pudemos nos aproveitar e nos conhecer ainda mais, em pouquíssimo tempo juntos eu já conhecia Edward profundamente, mas ainda havia tanto para descobrir sobre ele, ele é uma grande incógnita para mim.
—x-
— Nosso último dia – choraminguei me espreguiçando na cama.
Após nosso passeio que durou o dia inteiro, viemos para o hotel e jantamos por aqui mesmo, mas mesmo com todo cansaço não conseguimos resistir um ao outro e tivemos uma intensa noite memorizando cada milímetro do corpo um do outro, eram nesses momentos que eu me sentia... amada por ele, mesmo ele não tendo proferido as três palavras ainda, nem eu¸ o seu olhar sobre mim falava muito mais que sua boca.
— Está na hora de voltar para realidade – Edward suspirou com o lençol cobrindo apenas o necessário.
— Podemos estender por mais alguns dias? – questionei esperançosa.
— Infelizmente não, não posso deixar o hotel muito tempo sem supervisão – explicou levantando e indo para o banheiro.
— Por que temos compromissos? – resmunguei seguindo-o em direção ao banheiro.
— Bem vinda a vida real – provocou e eu só mostrei o dedo do meio.
Após um banho juntos com algo a mais, fomos arrumar nossas malas e nos preparar para nos despedirmos desse paraíso, coloquei uma calça jeans preta e um suéter de tricô rosado, nos pés coloquei um tênis para não sentir frio no voo. Quando tudo estava devidamente guardado, chamamos alguém para pegar nossas malas e fomos fazer check-out.
— Você tem que me prometer que voltaremos por mais tempo – exigi enquanto terminávamos de fechar a conta.
— Prometo – sorriu e depositou um selinho em meus lábios.
— Ai meu Deus, Isabella Swan – ouvi alguém dizer e me virei em direção a um pequeno grupo de adolescentes – É você mesmo, pode tirar umas fotos com a gente? – questionou envergonhada.
— Claro – exclamei animada já me aproximando para fotos.
Se tinha uma coisa que me encantava em ser conhecida é poder receber o carinho do público, principalmente dos adolescentes, é um calor humano muito revigorante e que fazia todas as fofocas, paparazzi e mídia valer a pena. Percebi que Edward havia terminado de fechar nossa conta e me olhava com um sorriso de canto, ele ainda não surtou, grande passo esse, retribui o sorriso e voltei a dedicar minha atenção às adolescentes que pareciam realizadas por conseguirem uns minutinhos comigo, eu amo meu trabalho.
—x-
— Finalmente – exclamei quando o avião aterrissou em Nova Iorque após intermináveis horas de vôo.
Desembarcamos e pude ver alguns fotógrafos ao longe, coloquei apenas a mão em meu rosto enquanto Edward segurava minha mão e ia a minha frente, também escondendo o rosto, alguns seguranças do aeroporto nos escoltava e agradeci aos céus por isso, porque senão seria uma loucura ainda maior. Quando chegamos no carro joguei-me no banco respirando fundo, sentia meu peito acelerado pela adrenalina do tanto de gente que esteve em cima de mim.
— Parece que alguma socialite problemática não aprontou nada – Edward brincou e eu não consegui conter o riso.
— Infelizmente – retruquei entrando na brincadeira e ele riu comigo – Vou aceitar a oferta da Jane de nos arrumar seguranças – informei.
— Apoio a decisão, sempre prezei pela minha segurança e não será agora que irei abdicar disso – respondeu já pegando seu celular e começando a digitar freneticamente, modo trabalho dele foi ativado.
Aproveitei para pegar meu celular também e verificar os e-mails, o Paris Fashion Week estava próximo e Jane estava confirmando de quais desfiles eu participaria, até agora já era certeza que estaria desfilando pela Balmain, Elie Saab e Dior, se houvesse mais algum seria apenas um ou dois, porque em seguida teria a inauguração de uma Victoria’s Secrets em Shangai e eu teria que estar lá.
— Bella – Edward me chamou quando eu já estava entrando em meu prédio após me despedir dele – Amanhã iremos para um almoço na casa dos meus pais – informou já entrando no carro.
Deixa eu ver, eu vou finalmente ser realmente apresentada aos Cullen’s, que são a família do meu namorado, esse que teve uma mãe modelo que o abandonou deixando-os com uma visão totalmente distorcida da minha profissão, além disso tudo, tem Alice Cullen que na primeira vez que a vi chegou inexplicavelmente na minha mesa em um café e também já me viu pelada, boa sorte Bella!
—x-
Estava encarando meu closet a um bom par de minutos a procura de uma roupa para conhecer a família de Edward e nada parecia ser o suficiente, sempre achava que estava exagero demais, sério demais, simples demais.... Eu vou ficar louca demais até encontrar uma roupa que coubesse a ocasião. Meu cabelo já estava escovado e minha maquiagem feita, mas a roupa... estava mais fácil o mundo acabar que eu escolher algo para usar.
Acabei optando por um vestido preto liso, básico e chique e uma meia calça junto com um sobretudo bege, porque o frio em Nova Iorque ainda não passou, coloquei um salto não muito alto porque não queria parecer uma gigante. Após me verificar inúmeras vezes no espelho tomei coragem para descer, Edward teve alguns contratempos e eu iria encontra-lo no hotel e de lá iríamos para a mansão dos Cullens que fica fora da ilha de Manhattan.
— Eu vim encontrar com Edward – anunciei para sua secretária quando cheguei ao hotel.
— O Sr. Cullen está ocupado – retrucou de forma automática sem ao menos me olhar.
— Ele está me esperando – rebati tentando manter a calma.
— O senhor Cullen está.. – quando finalmente olhou para mim, juro que os olhos daquela mulher quase pularam pra fora – Pode entrar.
— Obrigada – sorri e direcionei-me à porta.
Edward estava de costas falando com alguém ao telefone, seu paletó estava encostado sobre a sua grande e potente cadeira preta, sua blusa social azul-clara, estava dobrada até a manga deixando-o com um ar mais leve e menos sério, uma de suas mãos repousavam dentro de seu bolso e ele parecia olhar à vista da cidade. Como eu tive tanta sorte de tê-lo em minha vida? Assim que ele desligou o telefone, ainda se manteve um tempo de costas e achei que seria adequado anunciar minha presença.
— Cullen, você deveria educar melhor sua secretária – comentei fazendo-o se virar rapidamente e me olhar com um sorriso.
— Posso saber por que, Swan? – entrou no joguinho de sobrenome, espertinho ele.
— Ela não se dá ao trabalho de ao menos olhar na cara de quem chega aqui, isso é muito inadequado – fingi indiferença e ele não conseguia conter o sorriso e nem eu.
— Cuidarei disso, fico grato pela crítica – nesse momento ele já estava colado comigo e se deu apenas ao trabalho de passar a mão ao redor da minha cintura e me beijar, e eu claro que aproveitei.
— Não é apropriado eu chegar de batom borrado na casa dos seus pais – brinquei quando rompemos o beijo.
— Você não existe – negou com a cabeça e eu apenas dei um sorriso irônico. – Vamos? – esticou a mão após pegar seus pertences entrelacei nossos dedos.
Edward destravou seu carro de luxo, o qual não conheço por não entender de carro, quando chegamos na garagem e abriu a porta para mim, não demorou muito para estarmos saindo da grande ilha de Manhattan, segundo Edward, seus pais se mudaram para Nova Jersey quando os filhos saíram de casa por quererem um ambiente mais calmo que a cidade que nunca dorme.
— Renée não conseguiria sair de Manhattan, ela demais aquela ilha – comentei.
— Carlisle e Esme são calmos demais e sempre gostaram de uma vida mais privativa, quando todos saímos de casa, eles aproveitaram a oportunidade – explicou com os olhos na via.
— Os dois devem sonhar com a casa cheia de netos – sorri imaginando vários mini Cullen.
— Rosalie e Emmett já iniciaram a fábrica – comentou com sorriso.
— Rosalie está grávida? – questionei confusa e ele riu deixando-me ainda mais confusa.
— Eles tem um filho de 4 anos – Edward riu e eu fiquei abismada, como não sei que já existe um mini Cullen?
Chegamos a mansão de fachada branca e clássica, que me remetia à algum clássico da Disney com seus gigantes castelos, era maravilhosa e fazia-me imaginar se Esme seria malvada como as madrastas dos filmes, apesar que Edward não a amaria tanto, mas e se ela for a rainha má com todas as modelos? Respira Bella, você está começando a surtar.
— Preparada? – Edward questionou enquanto caminhávamos até a porta de entrada.
— Não – admiti e ele não conseguiu segurar o riso.
— Eles vão te adorar – tentou me acalmar enquanto tocava a campainha.
1, 2, 3, respira, 1, 2, 3, respira, repeti esse mantra inúmeras vezes enquanto esperava alguém abrir a porta, grudei a mão no corpo para não ficar tão nítido o quanto que elas tremiam, quando a porta se abriu diante de mim, segurei a baba de tão maravilhosa que era a mulher na minha frente, já havia visto Esme em fotos ou de longe, mas ela perto de mim era estonteante. Os cabelos eram de um castanho levemente acobreado, que se eu não conhecesse a história de Edward juraria que ela é mãe dele, e estavam moldados em grandes ondas, o rosto era em um formato de coração e tinha um semblante tão adorável que eu tinha vontade de apertá-la em meus braços.
— Olá mãe – Edward a abraçou e logo se virou para mim com um sorriso – Essa é Isabella Swan.
— Como se precisasse de apresentações – comentou risonha, a voz é ainda mais maravilhosa que a aparência.
— Olá Srª Cullen – tentei manter minha voz sem gaguejar.
— Ora, me chame de Esme, não faça com que eu me sinta velha – brincou e puxou-me para um abraço.
Soltei a respiração em alívio e passei os braços ao redor dela, Esme tinha cheiro de rosas, essa mulher parece ficar cada minuto mais maravilhosa, Edward nos olhava com um sorriso e eu tratei de retribuir, agradeci aos céus por, pelo menos, Esme parecer gostar de mim, já conheço Edward bem o suficiente para saber que a aprovação da família dele era essencial, devido à sua história ele é apegado demais aos Cullen e se eles mostrarem desaprovação em relação a mim, nosso relacionamento está na reta.
— Venha, todos estão esperando por vocês – Esme saiu me puxando casa adentro e eu procurei Edward com o olhar e ele estava com um largo sorriso no rosto, como gosto de vê-lo sorrindo.
A casa dos Cullen's o que tem de clássica por fora, tem de moderna por dentro, móveis bem grandes e largos de cores claras, além de uma quantidade imensurável de vidro por todas as partes, já me conquistaram só por isso, havia dois grandes lustres, um sobre a mesa de jantar que ficava um pouco à frente e um sobre a sala de estar, onde todos os Cullen's estavam conversando, hora de começar a se tremer de novo. Contrastando com toda a decoração elegante havia vários brinquedos espalhado pelo tapete felpudo de tom claro.
— Olha quem chegou – Esme anunciou e todas as cabeças viraram em nossa direção – Edward e Bella.
— Não acredito – Alice murmurou – Tem uma Angel aqui na sala.
— Alice você já a viu pelada, menos – Edward comentou como se fosse nada e eu senti meu sangue inteiro ir para o rosto.
— O quê? – Emmett gritou segurando o riso – Como eu não sabia disso? – a risada do Emmett era estrondosa e eu não sabia onde enfiar a cara.
— Emmett tenha mais respeito – Rosalie deu um tapa no braço dele e se levantou – Prazer em finalmente em te conhecer – abraçou-me e consegui me acalmar.
— Mamãe – uma cabecinha loirinha chegou correndo durante as apresentações e quase derreti com a fofura – Quem é? – questionou baixinho olhando para mim.
— É a namorada do tio Edward – Rosalie explicou pegando-o no colo – Henry essa é a Bella, Bella esse é o Henry.
Henry era a pessoinha mais fofa do mundo depois do Max, ele tinha cabelos loiros como os da Rosalie que batiam nos ombros, seus olhos eram claros como o do Emmett além das covinhas marcantes do pai, ele usava uma blusa de manga comprida do Capitão América o que me deixava mais apaixonada, principalmente que o Max nunca gostou desse tipo de roupa, sempre foi um mini homem.
— Você é bonita – Max comentou galanteador e minha vontade era apertá-lo – Ta bem tio.
— Vou proibir você de ficar com seu pai – Rosalie resmungou e todos começamos a rir.
— Eu estou ensinando o menino a viver – Emmett retrucou.
— Emmett está querendo estragar a única coisa boa que ele fez na vida – Jasper provocou pelamprimeira vez e Edward explodiu em gargalhada ao meu lado.
— Não espere que ele faça outra coisa boa, ele já estourou o limite – Edward entrou na provocação de irmãos.
— Vocês calem a boca que eu arrumei uma mulher antes de vocês dois e biologicamente sou mais novo – Emmett revidou.
— Emmett sabe falar biologicamente, isso é um milagre – Alice entrou na brincadeira e todos os Cullen riam da cara do mais novo, que também é o maior.
A dinâmica dos Cullen era algo maravilhoso de assistir, por mim ficaria o resto da vida vendo-os interagir, principalmente pela maneira leve que Edward ficava, ele estava literalmente em casa e era incrível ver a beleza do sorriso dele, o resto do dia passou no clima familiar que me fazia esquecer a riqueza financeira que eles possuem, porque a riqueza familiar deles é incalculável.
Fale com o autor