Inesperado
4 Heartbeats
Notas iniciais
Levy dormia tranquilamente enrolada nos lençóis macios.
A porta do quarto se abriu lentamente. Sem fazer nenhum ruído uma sombra entrou pela porta e se aproximou da cabeceira da cama, ficando muito perto do rosto da maga. A respiração quente, acariciava o seu rosto. Levy se remexeu na cama, adorando a sensação. A luz da lua que entrava pela janela iluminou a sombra, revelando o corpo forte e bem desenhado do dragon slayer. Gajeel deitou-se de frente para Levy, observou a maga por um tempo, e então se aproximou ainda mais, unindo sua boca aos pequenos lábios delicados. Levy despertava aos poucos, com seu corpo extremamente quente, a língua do dragon slayer pedia passagem, aprofundando o beijo. Levy soltou um suspiro, enquanto permitia que Gajeel a beijasse com mais intensidade. A temperatura no quarto estava se elevando rápido demais. Levy abriu os olhos, os dois magos se beijavam com muita intensidade. Gajeel desceu uma de suas mãos, pela lateral do corpo de Levy, introduzindo sua mão por debaixo da camiseta dele que ela vestia, subiu até chegar na altura dos seios da maga, que apesar de não serem fartos, tinham o tamanho perfeito para caber nas mãos do mago. Levy sentiu seu corpo inteiro vibrar ao sentir o contato das mão fortes de Gajeel, acariciarem seus seios com maestria.
O mago deixou os lábios de Levy por um instante, e continuou a distribuir beijos pelo rosto e pescoço da maga, que soltava suspiros cada vez mais pesados. O cheiro adocicado e feminino de Levy era irresistível. Gajeel não aguentou tê-la ali para si tão frágil e mordeu o pescoço da maga. Levy se assustou um pouco no princípio, mas logo Gajeel começou a sugar o local e a fazer caricias com sua língua. Levy gemeu baixinho, tentando manter seus sentidos, Gajeel deixou o pescoço da maga para tomar-lhe os lábios mais uma vez, agora ele sugava o lábio inferior da maga, como se dependesse daquilo. Uma de suas mãos fazia caricias na barriga de Levy, que começava a não resistir e a se contorcer aos toques do mago. Gajeel adorava as reações de Levy e resolveu ir mais longe, descendo sua mão para o baixo ventre de Levy, ultrapassando o elástico da boxer/short que a maga vestia, Levy gemeu alto com o contato e arranhou as costas do dragon slayer que também gemeu rouco de prazer...
– O que?! — Levy disse alto demais, acordando e se sentando na cama.
– “Ah céus, foi um sonho...e que sonho!”
Levy olhou a sua volta, não havia sinal algum de que o dragon slayer havia invadido o quarto a noite. O quarto ainda estava quente, assim como as cobertas que prendiam fogo.
– “O que está havendo comigo?”
– “Ele não gosta de mim, está apenas sendo gentil...”
– “Será que ele gosta e esse sonho foi um sinal?”
– “Ai Levy, você está na quinta série por acaso?”
Levy sacudia a cabeça enquanto se recordava das cenas que acabara de ver em seu sonho. Eram tão reais, tão deliciosas. Pensou como seria beija-lo de verdade. Mas perdeu a coragem no instante seguinte.
– “Você o conhece a apenas um dia.”
– “É melhor voltar para sua antiga casa, pegar suas coisas e achar um lugar para você.”
Levy saiu da cama e foi até o banheiro que havia no quarto para se ajeitar. Após fazer sua higiene matinal, resolveu sair do quarto e avisar Gajeel que iria embora.
Eram 7:45 da manhã, Levy seguia pelo pequeno corredor, olhando para os cômodos a procura de Gajeel. Ao chegar na sala se deparou com o dragon slayer dormindo estirado no sofá. Gajeel dormia serenamente, suas feições estavam tão suaves, nem parecia o homem sério e mandão que era. Suas pernas estavam para fora do sofá, assim como um de seus braços. O lençol ao redor de si tapava penas da cintura para baixo, deixando um definido peitoral a mostra, para a tortura de Levy. Uma mecha de seu cabelo estava caída displicentemente sobre seu rosto. Na poltrona ao lado, o gato de voz forte, Lily, dormia de boca aberta e barriga para cima.
Levy não conseguiu deixar de sorrir com a cena. Era tão fofo ver dois metidos a fortões, dormindo feito crianças inofensivas no sofá.
Gajeel se mexeu, parecia que farejava o ar de leve. Levy se encolheu.
– Le..Leev..Levy. – Resmungou Gajeel.
– “Droga mesmo dormindo ele consegue sentir minha presença.”
Levy tentou sair da sala de fininho.
– Bom dia nanica.
A voz grave e rouca de Gajeel, irrompeu na sala, fazendo Levy se sobressaltar.
– Gajeel! — Levy disse se recuperando do susto.
– Acordou agora é? Que horas são? Meu Deus eu estou um caco... — Gajeel fazia perguntas enquanto se espreguiçava e estalava as costas.
– Uhmm...são quase 8:00...e eu..
– Dormiu bem? — Gajeel a interrompeu.
– Sim.
– Que bom! Está com fome? — Gajeel perguntou.
– Um pouco...ã..você está bem? Parece exausto! — Levy perguntou se inclinando pra frente o analisando.
– Naaa não é nada...demorei para pegar no sono..foi isso. — Gajeel respondeu esfregando seus olhos.
– Uhmmm...lamento por você ter dormido no sofá... — Levy acrescentou.
– Ge hi hi...está tudo bem...não vou morrer por isso, nada que um pouco de ffeerr...- Gajeel parou na hora.
– Do que?
– Nada! Vamos tomar café ok? — Gajeel disse com um sorriso amarelo, pulando do sofá.
Gajeel se espreguiçou mais uma vez, Levy não conseguia não encarar. O dragon slayer estava vestindo uma calça de moletom cinza e bem solta, o elástico da calça estava bem lá embaixo e na parte superior, nada. Apenas seus músculos e pircings. Levy soltou um suspiro alto demais.
– O que você tem baixinha? Está doente? — Gajeel disse a olhando e começando a se aproximar perigosamente.
– Nada! Nada, não... — Levy sacudia a cabeça negando.
– Não parece ser nada...você está vermelha e com um olhar estranho... — Gajeel disse muito perto de Levy, colocando uma de suas mãos na testa da garota. Levy tremeu.
– Uhmm, você deve estar com febre, está até tremendo... — disse Gajeel.
– Não estou não, me sinto ótima! — Levy disse sem graça.
– Tem certeza? Eu ouvi você “delirando”, sei lá... — Gajeel disse um pouco divertido.
– O QUE? — Levy perguntou alarmada, dando um passinho pra trás.
– Calma baixinha...acho que você estava sonhando...não sei, ouvi o meu nome algumas vezes.. — Gajeel respondeu com um tom de malícia.
– Que bobagem! Por que eu estaria sonhando com você? Deveria ser um pesadelo...vai saber! — Levy dizia com os braços cruzados em seu peito e ainda mais vermelha que antes.
– É...eu deveria estar machucando você...isso explica os gemidos! — Gajeel disse provocante.
– Cala a boca idiooootaaaa!
Levy juntou as forças que tinha e socou o dragon slayer um pouco acima da barriga onde alcançava.
– Aiiii!! Minha mão! Você é feito de aço ou o que? — Levy segurava a mão dolorida.
– Gi hi hi é mais ou menos isso...você que é fracote baixinha! — Gajeel disse debochando.
– Eu não sou fraca, baka! Sou uma maga!! — Levy xingou.
– Ahhh é mesmo, e qual é sua magia? Magia do encolhimento? — Gajeel disse rindo.
– Minha magia é Solid Scipt... — Levy encarava seus pés.
– Uhmm...então pode criar qualquer coisa? — Gajeel perguntou.
– Bem...mais ou menos...posso fazer com que a palavra se torne o que ela representa. — Levy disse um pouco mais a vontade.
– Isso é incrível Levy! — Gajeel disse bagunçando os cabelos de Levy com as mãos.
– Para com isso! — Levy disse fingindo ficar brava.
Gajeel riu da reação dela e parou.
Os dois foram até a cozinha tomar o café da manhã, Lily seguia desmaiado no sofá.
– Tenho um trabalho a fazer hoje.. — Gajeel começou a dizer enquanto bebia um pouco mais suco de laranja.
– Trabalho? Tipo o que? — Levy perguntou, enquanto mordia uma torrada.
– Ah nada demais...parece que uns marginais estão incomodando uma pequena guilda ao norte da cidade, na fronteira. Então pediram que alguém fosse lá e... “conversasse” com eles. Gi hi hi — Gajeel concluiu.
– Conversar...claro! — Levy debochou.
– É, uma conversa...então, não poderei ajuda-la hoje, ficarei o dia fora — Gajeel disse como se sentisse muito mesmo.
– Ah não, claro! Não se preocupe, você não é responsável por mim, eu sei me virar e você já fez muito por mim Gajeel, obrigada.
Levy disse tudo muito rápido, gesticulando bastante como se estivesse super nervosa, por perceber que o dragon slayer estava realmente querendo ajuda-la ainda mais. Sentiu sua face corar. Gajeel se levantou e foi até uma porta na cozinha, voltou de lá com uma trouxa de roupas nas mãos.
– Suas roupas. Elas já estão secas e bem limpinhas, toma.. — Gajeel dizia enquanto entregava as roupas a Levy.
– Você as lavou? — Levy perguntou com cara de espanto.
– Não seja bobona baixinha, a máquina lavou. Talvez elas tenham encolhido, não que isso seja um problema pra você não é... Gi hi hi
– Muito engraçado seu gigante! — Levy disse pegando as roupas das mãos de Gajeel e saindo dali.
O dragon slayer ouviu a porta de seu quarto fechar com um baque surdo, e sorriu para si mesmo. Gostava de vê-la irritada por pouca coisa, era divertido, e para ele, ela ficava muito fofa assim.
Levy voltou alguns minutos depois, totalmente vestida e pronta.
Suas curvas levemente mais realçadas pelo vestido colado ao corpo.
Sim, ele havia diminuído um pouco. Gajeel agradeceu mentalmente por isso.
– Obrigada, Gajeel. — Levy disse timidamente.
– Pelo que? O dragon slayer levantou uma sobrancelha.
– Por tudo até agora. — Levy o encarou.
– Uhm...não precisa me agradecer. — Gajeel disse como se não ligasse, mas se sentindo muito mais feliz.
˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜ * ˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜˜
Levy’s POV –
Gajeel e eu fizemos quase todo o trajeto até o centro de Magnólia em silêncio. Ele parecia estar muito concentrado, com os pensamentos bem longe. Eu por outro lado não tinha ideia do que dizer, estava bem preocupada em achar um lugar para mim, e ao mesmo tempo não queria ter que encarar minha madrasta mais uma vez. Gajeel limitou-se a comentar como o dia estava bonito e me perguntou se meus pés ainda doíam. Eu tinha que admitir que algo nele me intrigava, mexia comigo.
Gajeel parou de andar em frente a uma fonte e se virou para mim:
– É aqui que eu a deixo. Espero que consiga o seu lugar, Levy. — Gajeel disse com uma voz um pouco seria demais.
– Obrigada. E você, tome cuidado no seu “trabalho”! — Levy dizia enquanto o olhava.
– Não se preocupe com isso pequena! Olhe, se precisar de algo pode voltar aqui e esperar por mim ou pelo Lily...ele também tem umas coisas para fazer na cidade hoje. — Gajeel disse.
– Está bem.
Um sentimento estranho e sombrio me invadiu, e eu só tinha certeza de uma coisa, que precisava abraça-lo. Sem me dar conta já estava com os meus braços ao redor de seu tronco avantajado e musculoso, com meus olhos fechados e minha cabeça na altura do peito de Gajeel, pude escutar o coração dele bater mais rápido de repente. Gajeel retribuiu o abraço, timidamente.
– O que é isso agora baixinha? Ficou sentimental? — Gajeel perguntou, tentando disfarçar sua surpresa.
– Desculpa...não sei por que fiz isso! — Levy dizia enquanto se separava do abraço.
Ficamos em um silêncio constrangedor, Gajeel olhou para o céu e depois para mim e disse:
– Bem, tenho que ir. Se cuide pequena, não se meta em problemas, está bem?
– Se cuide você também! – Levy disse
Seus olhos vermelhos me encararam com carinho, senti meu corpo se aquecer, com um sorriso de canto, Gajeel se virou e começou a se distanciar de mim.
Eu não entendi o motivo, mas me senti extremamente sozinha assim que Gajeel sumiu de vista. Respirei fundo, afim de espantar para longe tais emoções e fui em busca de um lugar para mim. O dia seria longo.
Gajeel’s POV –
A baixinha estava tão diferente. Aqueles olhos castanhos pareciam querer me dizer alguma coisa...e aquele abraço...O cheiro dela era realmente muito, muito bom. Droga. Preciso me concentrar, vou acabar com esses idiotas e voltar logo para a Levy. Para a Levy? Ah que droga, agora estou pensando em uma pirralha, devo estar ficando louco ou fraco demais.
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