Inesperado
7 Capítulo 6 - Quando o passado retorna (Elena)
Notas iniciais
Capítulo novinho para vocês, espero que gostem.
— Sabe, Elena, você já foi mais educada – Damon cruzou os braços e balançou a cabeça negativamente como se reprovasse a minha atitude – Chega aqui com o seu namoradinho astro de cinema e não faz as devidas apresentações. Estou verdadeiramente chocado.
- O que você está fazendo aqui? – consegui perguntar por fim – Por que você veio aqui depois de cinco anos?
- Calminha, uma coisa de cada vez – falou calmamente, a tranquilidade dele estava me deixando ainda mais irritada – Eu estou aqui por que senti saudades da minha esposinha querida e decidi vir fazer uma visita.
- Saudades? — dei uma risada nervosa – Poupe-me da sua falsidade, Damon.
- É sério, querida, você já foi mais receptiva comigo – aproximou-se de mim e passou a mão no meu rosto, fechei os olhos tentando não me abalar mais do que eu já estava abalada – Acho que você se lembra muito bem disso – sussurrou, podia sentir sua respiração quente no meu nariz.
- Se tem uma coisa que eu me arrependo nessa vida é de um dia ter te deixado me tocar, ter me entregado a você – reunindo a pouca força que me restava consegui empurrá-lo – Eu odeio você!
- O amor e o ódio andam lado a lado, minha querida – deu de ombros tentando parecer indiferente a minhas palavras – E, se eu fosse você, não falaria que a nossa filha foi um erro, levando em consideração que ela está bem aqui ao lado.
- Nunca disse que a minha filha foi um erro – enfatizei, muito bem, o “minha” — Talvez ela não tenha nascido na melhor época, mas eu a amo e ela é a pessoa mais especial da minha vida – completei – Ela foi a única coisa da palhaçada do nosso relacionamento.
- Sabe, querida, não gostei nada de saber do seu noivado com esse atorzinho – mudou de assunto – Até aonde eu sei você ainda é minha esposa e isso é uma traição, me senti muito ofendido com isso.
- Por favor, como se você não tivesse saído com ninguém durante todos esses anos, aliais, eu estar morando com você não te impedia de fazer isso – lembrei – E só estamos casados somente no papel e quero resolver isso o mais rápido possível.
- E por isso que estou aqui, para te ajudar a resolver esse problema – apontou para si mesmo – Se você quer o divórcio para casar de novo, é isso que você vai ter.
- Foi nesse momento que eu percebi que estávamos falando em um tom de voz um pouco mais alto do que o normal. Se Stefan tiver deixado a porta do quarto da Liv aberta, com certeza deve ter ouvido tudo que estamos falando.
- Será que você pode falar um pouco mais baixo? — pedi. Tenho certeza de que Damon entendeu muito bem o por que do meu pedido, pois ele abriu um sorriso malicioso na mesma hora.
- Quer dizer que o seu futuro marido não sabe que você já é casada? — comentou, por fim – Mas que coisa feia, Elena! Como você pode mentir dessa maneira.
Queria dizer que não estava mentindo, pois, na realidade, eu não me sinto casada. Mas sei que qualquer coisa que disser nesse momento poderá ser usada contra mim mais tarde.
- Damon... — foi tudo que eu consegui dizer, estava encarando os meus próprios pés nesse momento.
- Certo, vamos falar sobre outra coisa, então – sentou-se no sofá, parecendo muito a vontade no meu apartamento – Vamos falar da nossa filha. Liv, não é?
- O que você quer falar sobre ela? — minha voz tremeu mais uma vez. Não queria colocar a minha pequena Olívia no meio dessa história, mas ela já completamente envolvida, por mais que eu deteste isso.
- Quer conhecer ela – explicou – Participar mais da vida dela.
- De maneira nenhuma! — agora eu estava gritando — Você não vai conviver com a minha filha, não vou deixar isso.
- Ela também é minha filha, eu a registrei quando nasceu – lembrou – Portanto, tenho o direito de vê-la, sempre que eu quiser.
- Você só a registrou por foi obrigado – podia sentir algumas lágrimas se formando no canto do meu olho, mas eu precisava ser forte, não podia chorar agora – Se dependesse de você ela nem teria nascido.
- Mesmo assim ela continua sendo minha filha. E se você não me deixar vê-la, vou ter que conseguir isso na justiça – deu um longo suspiro de lamentação – E provavelmente vai ser um longo doloroso processo. Não só vai ser um publicidade negativa para o seu noivo como ele vai acabar descobrindo que você andou mentindo sobre o seu estado civil.
- Você não teria coragem de fazer isso – comentei.
Nesse momento um relâmpago cortou o céu de Los Angeles seguido, poucos segundo depois, de um trovão. Quando estávamos voltando da fazenda percebi iria chover e agora a chuva estava bem próxima.
- Lena! — nos veremos a tempo de encontrar meu noivo parado na entrada do corredor – Está ficando tarde e eu também está chegando uma tempestade. Poderia até dormir aqui, mas não trouxe nenhuma roupa comigo, então...
- Tudo bem, Stef – concordei com a cabeça, era até melhor assim, não corria perigo de que ele escutasse nada.
- Acho que a Elena esqueceu de fazer as devidas apresentações – Damon se aproximou dele e estendeu a mão em um gesto amigável – Você é Stefan Salvatore, o ator mirim, não é mesmo? Minha irmã caçula assistiu a todos os filmes.
- Sou eu mesmo, embora hoje em dia não seja mais um ator mirim, mas acho que sempre vou ser lembrando pelo Travis Maddox – retribuiu o gesto dele – E você é?
- Damon Pierce – respondeu na mesma hora.
Stefan me deu uma rápida olhada nesse momento. Ele sabia muito bem que esse era o nome do pai da Liv, era a única coisa que tínhamos conversado a respeito disso.
- Bom, acho que é melhor eu ir embora, assim vocês podem conversar melhor – completou – Lena!
- Eu levo você até a porta – avisei.
Fui com ele até a entrada do apartamento e abri a porta. Stefan saiu e virou-se para ficar me encarando.
- Prometo que te explicar tudo amanhã – passei a mão no rosto dele, tudo que eu não queria era que ficasse um clima estranho entre nós dois, ainda mais nesse momento.
- Tudo bem – me deu um rápido beijo nos lábios – Boa sorte.
Esperei ele entrar no elevador antes de fechar a porta. Damon continuava com um enorme sorriso, parecia estar se divertindo muito com as milhares de maneiras em que pode virar a minha vida de cabeça para baixo.
- Tudo bem, Damon, agora nós estamos sozinhos – cruzei os braços e o olhei da cabeça aos pés – Agora pode me dizer exatamente o que você quer.
- Pensei que você nunca fosse me perguntar isso – colocou as duas mãos no bolso da calça jeans – Vi no jornal sobre a notícia do seu noivado e pensei na mesma hora que você estivesse querendo se divorciar oficialmente de mim. Então vim até aqui para facilitar a sua vida.
Sei que provavelmente essa não é a verdade história para ele estar lá, mas vou fingir que estou acreditando. Até por que, Damon estando aqui certamente iria me ajudar, e muito.
- Agora me diga – pediu – O que foi que você já conseguiu resolver sobre isso.
- Só consegui o número do advogado e marquei uma hora com ele – admiti, como tinha esperança de conseguir uma anulação, ainda não tinha dado entrada na papelada, mas agora eu iria fazer isso – Vou lá segunda-feira a tarde.
- Perfeito! — pareceu satisfeito – Vamos até lá juntos. Ouvi dizer que essas coisas demoraram, mas se estivermos os dois cuidando disso, quem sabe seja mais rápido.
- Conversei com o Jer e ele me disse que a papelada deve demorar um ou dois meses para ficar pronta – expliquei.
Não pude deixar de pensar que isso está fácil demais.
- E enquanto isso eu posso passar um tempo com a Liv – sugeriu dando de ombros – Você sabe, coisas típicas de pai e filha: levá-la ao parque, ao cinema, comprar brinquedos para ela...
- Sabia que tinha um porquê nisso tudo – comentei – Você não estaria fazendo isso tudo somente para me ajudar.
- Você é bem esperta, Eleninha – aproximou-se e colocou o braço em volta dos meus ombros – Mas se eu fosse você aceitaria a minha proposta. Assim você pode dizer ao seu noivinho famoso que eu estou aqui para conhecer melhor a minha filha e ele nunca vai desconfiar do real motivo.
Ele tem toda razão e, por mais que eu deteste admitir, o plano dele é mesmo brilhante.
- Você tem razão! — dei um longo suspiro antes de responder – Mas eu vou precisar de um tempo para conversar com a Liv. Ela só tem cinco anos, você não pode simplesmente chegar e dizer que é o pai dela.
- Você tem até a hora em que formos ao advogado na segunda-feira para falar com ela – me beijou no canto da boca – Até lá, Elena.
Então ele saiu. Encostei-me na porta e fiquei encarando o teto, aquilo tudo só poderia ser um grande pesadelo.
Decidi tomar um banho relaxante antes de deitar, só depois de estar debaixo dos lençóis foi que eu me permiti chorar. Quando sai de Atlanta prometi que nunca mais deixaria Damon Pierce, mas agora ele estava de volta e, pelo visto, fazendo tanto estrago quanto da primeira vez.
*Flash Back*
Quando o treino das líderes de torcida terminou eu estava exausta. Tomei uma rápida ducha no vestiário e coloquei a calça jeans e a camiseta regata branca que estava usando durante a aula hoje. Depois disso fiquei esperando pela minha melhor amiga.
- Finalmente, Car! — comentei quando ela apareceu, estava com o cabelo molhado e toda perfumada – Pensei que você fosse passar toda as férias de verão ai dentro.
- Eu tenho que estar maravilhosa quando sair da escola – comentou.
Apenas revirei olhos, então fomos caminhando em direção ao estacionamento. Enquanto passávamos pelo corredor do colégio encontramos Anna, namorada do meu irmão.
- Oi, Lena – ela me abraçou e deu um beijo no meu rosto – Eu vim aqui trazer a minha documentação para a secretária, estou tão ansiosa para começar o Ensino Médio em Setembro – mostrou o envelope pardo que trazia nas mãos.
- Tenho certeza de que você vai adorar estudar aqui – comentei.
- Vocês estavam no treino das lideres de torcida? — balancei a cabeça afirmativamente em resposta – Sabe, eu estava pensando em tentar entrar para a equipe no ano que vem. Acham que eu tenho alguma chance de entrar?
- Sabe Anna, acho que hoje é o seu dia de sorte – Caroline comentou – A Elena acabou de ser nomeada a nova capitã das lideres de torcida e vai ser dela a decisão final de quem entrar ou não na equipe.
- Que legal, Lena, parabéns! — deu um enorme sorriso antes de falar.
Certamente foi a maior surpresa da minha vida quando a treinadora disse que eu seria a capitã, pensei que ela fosse escolher a Bonnie ou até mesmo a Car.
- Se você pretende mesmo entrar para a equipe é muito durante o verão – avisei – Quero fazer os testes para a equipe no primeiro ou no segundo dia de aula para começarmos logo a ensaiar. Nos outros anos as capitãs demoraram muito para fazer isso e quando chegou o dia do primeiro jogo a coreografia nunca estava sincronizada.
- Tenho que contar com você quanto a isso – Caroline afirmou com a cabeça.
- Certo, obrigada pela dica – Anna comentou – Bom, acho melhor eu levar logo esses papéis para a secretaria. Combinei de ir ao cine,a com o Jer e não quero chegar atrasada.
Nos despedimos dela e voltamos a seguir o nosso caminho.
- Não posso acreditar que até o pirralho do seu irmão está namorando – minha amiga reclamou – Preciso urgentemente arranjar um namorado durante as férias.
- Também não é para se desesperar tanto assim, Car – revirei os olhos – Também não estou namorando e, se quer saber, estou bem tranquila com isso.
- Mas o seu caso é diferente, Lena – tentou me explicar – Você terminou com o Matt há pouco tempo, ainda não está na fase de se preocupar. Só que já faz mais de um ano desde que eu o Trevor terminamos e eu não encontrei ninguém legal desde então.
- Já tem umas três semanas que Tyler Lockwood não para de olhar para você na aula de biologia – lembrei – E, se quiser saber a minha opinião, ele é bem gatinho.
- O Tyler Lockwood é muito almofadinha, não sei combina comigo – fez uma careta – Fica você com ele já que acha ele um gatinho. Se bem que não é uma boa ideia, o Damon pode ficar com ciúmes.
- Car! — a reprimi, já podia sentir as minhas bochechas ficando vermelhas pela vergonha.
Já tem duas semanas que o primo da Caroline se mudou para Atlanta e está morando na casa temporariamente. Logo no dia em que ele chegou não parou me encarar durante o jantar e todas as vezes em que ele me vê me dá uma beijo na bochecha e diz o quanto estou linda, claro que minha amiga não para de comentar o quanto nós dois seriamos um casal legal e eu estou sempre tentando mudar de assunto.
- É sério, Car, não insisti com isso – abri a porta do meu carro e colocava as minhas coisas no banco de trás, Caroline fez a mesma coisa – Eu e o seu primo nunca vamos ter nada.
- Nunca diga nunca, minha cara Elena – falou.
Não disse nada, apenas liguei o carro e sai com ele da vaga, a ignorando completamente.
- É sério, Lena, qual é o problema? — cruzou os braços e ficou me encarando – Ele já demonstrou um interesse claro em você, os dois estão solteiros e o Damon não é um cara qualquer que você esbarrou na rua, ele é meu primo, filho do meu tio Giusepe, que você já conheceu. Além disso, ele se formou em economia pela New York University e acabou de ser promovido a vice- júnior de uma grande empresa.
- Do jeito que você está falando parece que eu sou uma grande interesseira que só quer saber de dinheiro – me fingi de ofendida – E eu sei que ele não quer um cara qualquer e coisa tal, mas ainda é mais velho. Bem mais velho que eu, devo lembrar.
- Continuou não vendo problema nenhum – observou – Tudo que estou ouvindo são as suas desculpas esfarrapadas.
- Tudo bem, Car, não vou mais discutir com você – revirei os olhos e voltei a me concentrar 100% na estrada a minha frente.
Alguns minutos depois estava parando em frente a casa dela. Damon estava no jardim cortando a grama e, como estava muito calor, tinha tirado a sua camisa, claro que não pude deixar de apreciar a “vista”.
- Cuidando Lena, vai acabar molhando o volante do carro com a sua babá – Caroline deu um sorriso malicioso e eu mostrei a língua para ela e um gesto bem infantil.
- Oi, meninas! — nem tinha reparado que ele tinha parado bem ao lado do carro apoiando o braço na janela do motorista – E ai, como foi o último dia de aula de vocês.
- Maravilhoso! — minha amiga respondeu – Você está olhando para as mais novas formandas do South Atlanta High School.
- Mas que legal – deu um sorriso torto, uma de sua marcas registradas, já havia reparado – Fico muito feliz em saber que as duas passaram de ano.
- E isso não é tudo – ela continuou – Elena foi eleita capitã da lideres de torcido para o próximo ano.
- Mas que honra para mim estar conversando com a capitã das lideres de torcida – brincou – E sabe, isso merece uma comemoração. O que acham de irmos, os três tomar sorvete?
- Infelizmente, eu não posso, prometi para a minha mãe que iria arrumar o meu armário e separar algumas roupas para doação e se não estiver tudo pronto quando ela chegar do trabalho a coisa não vai ficar muito legal para o meu lado – Car respondeu – Mas tenho certeza de que a Elena vai adorar ir com você. Ela estava mesmo reclamando do quanto está calor hoje.
- Eu também não posso ir – me apressei em dizer, não acredito que ela estava mesmo armando para eu ficar sozinha com o Damon — Prometi para a minha que chegaria em casa logo depois do treino e daqui a pouco ela já vai me ligar querendo saber aonde eu estou.
- Bobagem, tenho certeza de que sua mãe não vai se importar se você demorar mais uns 30 minutos para chegar em casa, ela é muito tranquila – garantiu – Ela vai com você sim, Damon.
- Perfeito! — sorriu mais uma vez – Só vou passar uma água no rosto e colocar uma camisa – completou antes de correr para dentro da casa.
- Você pode me agradecer depois – Caroline falou antes de sair do carro e sem me dar uma oportunidade de xingá-la.
Não demorou muito para Damon volta. Ele sentou-se no banco do passageiro e me deu um costumeiro beijo na bochecha.
- Vamos? — perguntou enquanto colocava o sinto de segurança.
Concordei com a cabeça antes de ligar no veículo. Tinha um sorveteria que não ficava muito longe de onde estávamos mas devido ao fato de ser o último dia de aula e de estar muito calor o local já devia estar lotado, então sugeri que fossemos ao shopping mesmo e ele aceitou.
- E aqui estão, dois sorvetes de chocolate – me entregou um dos copinhos antes de se sentar ao meu lado – Sabe de uma coisa, eu até fiquei feliz da Caroline não poder vir com a gente hoje.
- E por que você ficou feliz com isso? — perguntei me fingindo de desentendida, sabia muito bem aonde ele queria chegar, mas tinha que fazer de difícil.
- Assim eu posso ficar sozinho com você – respondeu e eu não pude deixar de dar um sorriso sem graça – E posso saber um pouco mais sobre você, o que acha?
- Parece uma boa ideia – concordei – O que quer saber sobre mim?
- Bom, deixa eu ver – ficou segurando a colher de sorvete no ar enquanto pensava – Caroline me disse que você terminou o seu namoro ter uns três meses, me fale mais sobre o seu ex.
Fiquei meio sem reação, de todas as coisas que eu pensei que ele pudesse perguntar a menos improvável seria a respeito do meu ex-namorado.
- Eu conheço o Matt desde antes da gente nascer, nossas mães são amigas de infância e, consequentemente, acabamos virando amigos também. Estávamos sempre juntos e todo mundo na escola achava que a gente fosse mais do que amigo, então um dia a gente decidiu começar a namorar, para ver se não era mesmo só amizade – comecei a contar – Ficamos cinco anos juntos e o Matt era o namorado perfeito, sempre muito carinhoso comigo, mas não tinha paixão, eu nunca senti por ele aquele algo a mais que eu sempre imaginei sentir pela pessoa com quem eu quisesse passar o resto da minha vida. Então a gente conversou e decidiu terminar amigavelmente e sem nenhum ressentimento.
- Entendo o que você quer dizer – concordou com a cabeça – Desculpa estar fazendo essa pergunta e se você quiser não precisa responder, mas você ainda é virgem?
- Para falar a verdade não – já estava ficando envergonhada outra vez, mas mesmo assim eu respondi a perguntar – Um pouco antes de terminarmos de vez, Matt eu decidimos transar, para ver as coisas entre nós dois melhorava. Mas, para ser sincera, eu não senti nada, só muita dor.
- Se quer saber a minha opinião, ele não foi um cara certo para você perder a sua virgindade – passou a mão pelo meu rosto e, por alguns segundos, me esqueci como é que se respirava – Você merece alguém que te leve até o céu e volte para a terra em poucos segundos.
- E aonde é que eu vou arranjar esse cara incrível? — brinquei sem conseguir deixar de sorrir.
- Se você me permitir, eu adoraria ser esse cara – sem mais nenhum aviso ele me beijou.
A principio fiquei totalmente sem reação, mas acabei entreabrindo os lábios permitindo que sua língua explorasse todos os cantos da minha boca. Por um momento me esqueci completamente do mundo a minha volta perdida naquelas sensações que Damon estava me proporcionando. Infelizmente precisamos nos separar quando o ar nos faltou.
- E então, o que você me diz? – olhei para aqueles olhos profundamente azuis e eles estavam brilhando da mesma maneira que os meus pareciam estar.
- Olha, Damon, você é mesmo maravilhoso e estaria mentindo se dissesse que não senti nada por você quando nos conhecemos – respondi calmamente – Mas eu queria que a gente pudesse ir com calma, como você sabe terminei um namoro a pouco tempo. Se você não quiser, vou entender, você é mais velho já deve ter bastante experiência e não tem por que ficar a espera de uma pirralha com você.
- Nunca mais pense uma coisa dessas, Lena – segurou a minha mão e levou até os lábios depositando um pequeno beijo nas pontas dos meus dedos – Você não é uma pirralha, sei que te conheço a pouco tempo mas já deu para perceber que você é muito mais pé no chão do que muita garotas da minha idade. É claro que eu te espero, o tempo que for preciso.
Ainda ficamos mais vinte minutos no shopping. Ele me perguntou mais sobre as lideres de torcida e, é claro, trocamos mais alguns beijos.
Deixei ele em casa e fui diretamente para a minha em seguida. Não podia estar mais feliz, aquele tinha sido um dia perfeito para mim.
*Fim do Flash Back*
Meus pensamento por um novo relâmpago iluminando os céus, a chuva tinha começado e pelo jeito seria bem forte, o vidro da janela do meu quarto já estava todo molhado. Quando olhei para a porta Liv estava parada segurando a sua inseparável bonequinha de pano.
- Eu acordei, mamãe! — disse coçando os olhinhos. Minha filha sempre teve medo de chuva, principalmente quando tinha raios.
- Foi por causa da chuva, princesinha? — ela balançou a cabeça afirmativamente – Pode dormir aqui comigo hoje.
Levantei um pouco a coberta e ela veio correndo para deitar ao meu lado.
- Você está chorando, mamãe? — passou a mão pelo meu rosto que ainda estava molhado devido as lágrimas.
- Não, princesinha, é que eu tomei banho e o meu rosto ainda não secou – pensei na primeira desculpa que me veio a cabeça.
- Se você estiver chorando com medo da chuva eu vou entender – avisou – Mas não precisa se preocupar, nós podemos cuidar uma da outra.
- Sei disso, mas eu não estou com medo da chuva – levantei as duas mãos – E você não precisa ter medo também, é só água e ela vão ajudar a molhar as flores para fazerem lindos jardins.
- Eu adoro flores! — soltou um pequeno bocejo – Eu estou com sono, mamãe, posso dormir agora?
- Claro, Liv! — a abracei a puxando para mais perto de si – Não se preocupe, eu estou aqui cuidando de você – dei um beijo no topo da sua cabeça – Eu te amo, muito.
Fiquei passando a mão pelas costas da minha filha até ter certeza de que ela estava dormindo e não demorou muito para eu também cair na inconsciência. Sabia que amanhã precisaríamos ter uma longa conversa sobre o pai dela e queria estar o mais preparada o possível para esse momento.
Notas finais
O que será que ela vai contar para a Liv sobre o pai dela? E como será o encontro dos dois?
E o que ela vai falar para o Stefan?
E como vai ficar a Caroline com tudo isso?
Quantas perguntas! kkkkkkkkkkkkkkkkkkk Continuem lendo a fic que vocês vão descorbrir....
Agora comentem e digam o que estão achando (e também deem a opinião sobre o que vai acontecer).
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