Inesperado

19 Capítulo 18 - Satisfações (Damon)


Notas iniciais
Mais uma vez obrigada pelos comentários e também obrigada por não quererem me matar, não se preocupe que a Liv vai ficar muito bem...
Sem mais enrolação, aqui está o cap novinho para vocês...
Espero que gostem...

Já fazia quase uma semana desde que eu me recusei a assinar os papéis do divórcio. E, sinceramente, não me arrependo nem um pouco da minha decisão e nunca irei me arrepender.

Quando li a notícia de jornal sobre o noivado de Elena e eu decidi vir para Los Angeles procurá-la, minha intenção sempre foi atrapalhá-la, dizendo que iria facilitar o fim legal do nosso casamento e quando chegasse a hora me negaria a dar continuidade a separação. O único problema é que as minhas motivações mudaram ao longo das semanas.

Pela foto eu vi o quanto ela estava mudada, afinal, cinco anos haviam se passados, mas quando a vi foi que eu percebi o quanto estava mais forte, madura, confiante e lutando pelo que ela dela, foi só assim que eu pude ver o quanto tinha sido idiota em maltratá-la tanto quando estávamos juntos.

Sem contar que não posso suportar vê-la junto com Stefan. Quando ele a abraça e beija, não posso deixar de lembrar que ela já foi minha um dia e poderia ser até hoje se não eu não fosse um completo idiota. Se naquele dia, há cinco anos, eu tivesse pedido para Elena ficar, era bem provável que estivéssemos juntos até hoje, felizes, morando em Chicago e com nenhuma dessa preocupações, somente eu, ela e nossa pequena Olívia.

É claro que a Liv também foi uma nova motivação para mim. Aos 24 anos eu acreditava não estar preparado para ser pai e tinha certeza absoluta de que esse bebê iria acabar com a minha vida, talvez esses anos longe delas tenha sido bom, pois me fez pensar muito a respeito da minha filha. Embora, quando eu cheguei a Los Angeles, minha pretensão fosse não ter nenhum tipo de contato com ela depois, no momento em que a conheci tudo isso mudou. Aqueles olhinhos grandes e curiosos, os abraços que demonstravam o quanto estava feliz por me ver e o quanto eu já era especial na sua vida, ela conseguiu me conquista na mesma hora e agora não sei como seria sem aquela criaturinha que é muito importante para mim.

O único problema é que depois daquele dia Elena nunca mais me ligou ou pediu para Caroline me ligar. Sei que ela está com raiva de mim pelo que eu fiz, mas achei que pelo menos fosse combinar um dia para eu ver a nossa filha e tenho que admitir que esse silêncio está me deixando um pouco preocupado.

Infelizmente não tenho tempo para pensar nisso. Minha irmãzinha está chegando hoje e eu preciso ir buscá-la. Dou uma rápida olhada no relógio, o voo chega em uma hora, preciso ir pois é um longo caminho até o aeroporto.

Quando chego ao saguão do hotel a recepcionista está com o telefone no ouvido e tem um homem de terno na sua frente. Fico esperando, pois tenho que deixar a chave do quarto com ela.

- Mas que coincidência, ele está bem aqui – fala com ele, mas está olhando diretamente para mim, fico olhando em dúvida, não estou entendendo nada.

- O senhor é Damon Pierce? — o homem me pergunta.

- Primeiro é único – estendo a mão na sua direção, mas ele não retribui o meu cumprimento – O que o senhor deseja?

- Sou oficial de justiça – ele retira alguma coisa de dentro do envelope que está segurando – Eu tenho essa intimação para lhe entregar, em nome da senhora Elena Gilbert.

Peguei o papel e comecei a passar o olho, lendo superficialmente. Não era nenhuma surpresa que Elena estivesse pedindo o nosso divórcio na justiça, já que eu me recusei a assinar os papéis, mas além disso ela também estava pedindo uma ordem judicial para que eu não pudesse mais ver a Olívia. Não podia acreditar nisso!

- Mas isso daqui é um absurdo! — disse um pouco alto, fazendo com que algumas pessoas no local olhassem na minha direção – Ela não pode fazer uma coisa dessas!

- Eu só entrego as intimações, senhor Pierce, não posso fazer nada a respeito do conteúdo delas – o oficial de justiça explicou – Sugiro que procure um advogado para esclarecer qualquer esclarecimento legal.

- Não vou precisar de nenhum advogado – garanti – Vou resolver esse problema diretamente na fonte.

O mensageiro na porta do hotel perguntou se eu queria um táxi, mas eu o ignorei, não estava com paciência para esperar. Peguei um carro na pracinha que ficava bem em frente, passei endereço para o motorista e em menos de vinte minutos estávamos em frente ao prédio.

- Aonde o senhor pensa que vai? — o porteiro me perguntou quando estava me dirigindo ao hall dos elevadores.

- Estou indo até o apartamento de Caroline Forbes e Elena Gilbert! — expliquei – Meu nome é Damon Pierce, já estive aqui várias vezes.

- Nem a senhorita Forbes nem a senhorita Gilbert estão no momento – respondeu – E mesmo que estivessem não poderia deixá-lo subir, tenho ordens para isso.

- Já deveria imaginar! — revirei os olhos – Bom, acho que nada me impede de ficar aqui esperando, não é mesmo?

Ele não disse nada e eu me sentei no sofá que tinha na entrada do prédio. Pela hora não deveria demorar muito para alguma delas chegar.

Não estava tão certo assim. Cerca de meia hora depois Elena chegou cheia de livros na mão, assim que ela me viu balançou a cabeça negativamente e se aproximou de mim.

- Imaginei que você fosse vir aqui – comentou – Pelo jeito você já recebeu a intimação.

- Sim, eu recebi! — afirmei – E agora você vai ter que me explicar que palhaçada é essa de você querer afastar da Liv de mim.

- Esse não é um assunto para conversarmos aqui – lembrou – Vamos lá para o meu apartamento.

- Então quer dizer que agora eu posso subir? — perguntei ironicamente – O que aconteceu com as ordens de não me deixar entrar no prédio?

- Pensei que você quisesse conversar sobre os meus motivos de não te querer perto da minha filha – deu enfase na palavra “minha” — Mas se você não quer, tudo bem. Acho que você sabe como sair daqui.

- Está bem, vamos até lá! — fiz uma careta. Não sei como foi que nós chegamos nessa fase de briguinhas e provocações infantis.

Depois de apertar o botão do 10º andar, eu me encostei em uma das paredes do elevador e Elena ficou na oposto. Estávamos ali apenas no encarando.

- Acho que essa a primeira vez que eu chego aqui e o seu namoradinho estrela de cinema não está de guarda costas – decidi comentar – O que aconteceu, vocês brigaram quando contou que está casada legalmente comigo? Por que imagino que você deva ter contado já que está tendo que pedir o divórcio na justiça.

- Não que isso seja da sua conta, mas o Stefan está em Nova York em uma reunião sobre como será a divulgação do seu novo filme – respondeu – E eu contei a verdade sim para ele, mas nós não brigamos. Muito pelo contrário, nunca estivemos melhor.

Quando ela abriu a porta todas as luzes estavam apagadas, sinal de que não tinha ninguém dentro.

- Que coisa estranha – começou a falar enquanto colocava os livros e bolsa em cima da mesa – Já tem mais de uma hora que liguei para a Caroline ir buscar a Liv na escola, era para as duas estarem aqui.

- Quando cheguei aqui o porteiro me disse que não tinha ninguém aqui – sabia que ela estava falando sozinha, mesmo assim eu comentei – Pensei até que a Liv estivesse vindo com você.

Elena não disse nada, apenas pegou o celular e apertou alguma coisa antes de colocá-lo no ouvido, imaginei que estivesse ligando para a Caroline. Ela esperou um pouco, até que colocou o aparelho novamente em cima da mesa.

- Está caindo na caixa postal – começou a enrolar a ponta do cabelo com o dedo, sinal de que estava nervosa – Provavelmente ela levou a Liv para lanchar e deixou o celular na bolsa por isso não está ouvindo, bem típico da Car mesmo.

Sentou-se em umas das cadeiras e ficou encarando os próprios pés. Minha vontade era de abraçá-la e dizer que não tem motivos para se preocupar e que logo as duas iriam aparecer sãs e salvas. Mas não foi por isso que eu vim aqui.

- É até bom que as das não estejam aqui – continuou – Não seria bom para a Liv presenciar os pais brigando.

- Não vim aqui brigar com você, Elena – meu tom de voz calmo para deixar isso bem claro – Só quero saber por que você pediu essa ordem judicial para me afastar da Olívia.

- Achei que era melhor assim! — deu de ombros – Alguém que diz que vai assinar um divórcio e depois se nega a fez isso não tem capacidade mental nem psicológica de cuidar de uma criança. Só estou pensando no melhor para a minha filha.

- Ela também é minha filha! — lembrei.

- Então agora ela é sua filha também? — agora ela estava gritando – Não foi isso que você disse logo depois que ela nasceu. Lembro muito bem que, quando eu fui embora, vou deixou bem claro que não queria vê-la nem tem nenhum tipo de contato.

- Uma das coisas de que mais me arrependo na vida e tê-la rejeitado daquele jeito – deixei bem claro – Tanto que estou agora tentando recuperar o tempo perdido.

- Teria sido melhor que você não tivesse aparecido – admitiu.

- Não adianta desejar isso, Elena, eu já estou aqui – bati o pé com bastante força no chão – E a Liv me ama. Não acredito que você vai ser insensível o suficiente para afastá-la de mim, o pai dela.

- Ela passou esses cinco anos sem ter você por perto – lembrou – E vamos continuar muito bem aqui.

- Pois eu não acho isso – falei – E sabe, da mesma maneira que você pode tentar afastar a Liv de mim, eu também posso pedir a guarda dela e levá-la para Chicago comigo.

- Você não teria coragem – cruzou os braços e ficou me encarando.

- Se está duvidando de mim, aguarde que você verá – garanti – Acho que agora vamos resolver isso no tribunal, querida.

Em vez de Elena me responder e continuarmos com essas agressões de verbais, ela simplesmente virou de costas para mim. Pelo movimento dos seus ombros era óbvio que estava chorando.

- Elena, está tudo bem! — coloquei a mão nos seus ombros. Eu estava com raiva, mas não queria magoá-la desse jeito, essa nunca foi a minha intenção.

- Não toca em mim! — deu um tapa de leve na minha mão, quando se virou, percebi que estava limpando as lágrimas do rosto – Você já estragou coisas o suficiente para uma vida.

- Espera! — fui atrás dela quando entrou na cozinha – Não quero as coisas entre a gente fiquem dessa maneira, essa nunca foi a minha intenção.

- Deveria ter pensado nisso há cinco anos, então – continuou – Quando você decidiu que iria me levar para cama de qualquer maneira, me engravidou e estragou toda a minha vida. Agora você volta como se nada tivesse acontecido e ainda ameça tirar a minha filha de mim.

Saiu da cozinha, mas dessa vez não fui atrás dela. Queria dizer que também me senti assim quando fiquei sabendo que ela queria me impedir de ver a Liv, mas os argumentos de Elena eram mesmo muito mas forte, olhando por esse ponto eu não tinha mesmo nenhum direito de estar reivindicando nada.

Quando cheguei na sala ela estava deitada toda encolhida no sofá, e ainda chorava.

- Você está bem, Elena? — sentei em um espaço vazio do sofá, mas ela se virou ficando de costas para mim.

- É melhor você ir embora! — sua voz saiu abafada – Daqui a pouco a Car está chegando com a Liv e eu não quero que ela te veja aqui.

- Mas ela pode te ver chorando! — passei a mão delicadamente pelo seu tornozelo – Sabe que ela vai fazer perguntas.

- Não tem problema, eu enrolo ela! — virou-se para poder me olhar melhor – Faço isso há anos, estou mais do que acostumada.

Ela não disse, mas não precisava. Sabia muito bem que grande parte dessas lágrimas tinham sido derramadas por minha causa.

- Olha aqui, Elena – estava bem sério agora – Quero que você saiba que eu nunca quis te magoar, de nenhuma maneira.

- Bom, seu pedido não foi realizado – sentou-se e deu de ombros – Isso é tudo que você vem fazendo desde o dia em que nos conhecemos.

Sem nem ao menos dar nenhum tipo de aviso eu simplesmente encurtei o espeço entre nós dois e a beijei. Elena ficou sem reação por alguns segundos, pensei que ela fosse se afastar, mas acabou entreabrindo os lábios permitindo que eu explorasse sua boca com a língua. Minhas mãos foram, uma para cada lado do seu rosto e as dela para o meu peito, pensei que ela fosse se entregar ao momento , mas em vez disso me empurrou com bastante força, fazendo com que eu cambaleasse.

Ficamos nos encarando por alguns segundos. Já estava com medo de qual seria a sua reação quando ela me deu um tapa em cheio no rosto, tinha a impressão de que minhas bochechas ficariam doendo por um bom tempo.

- Seu nojento! — gritou enquanto se levantava para ficar o mais afastada o possível de mim — Por que você fez isso?

- Eu... sinceramente, não sei – respondi.

- Acho melhor ir ao banheiro! — caminhou em direção ao corredor – Preciso limpar a minha boca com o maior número de produtos químicos possíveis.

- Que atitude madura, Elena – gritei para que ela pudesse ouvir – Quanto anos você tem? Três?

Levei as mãos aos lábios. Não tinha mentido, não sabia mesmo por que tinha feito, apenas senti vontade de beijá-la.

Foi nesse momento que meu celular começou a tocar. Retirei ele do bolso pensando que poderia ser a minha irmã, mas na verdade era Caroline.

- Fala, minha priminha favorita! — brinquei assim que atendi a ligação.

- Damon! — sua voz era como a de alguém que tinha chorado muito, na hora fiquei preocupado, afinal, ela estava com a Liv – Aonde é que você está?

- Estou no seu apartamento – respondi – Tentando ter uma conversa no mínimo civilizada com a sua melhor amiga.

- Que bom que você está ai! — continuou – Assim você mesmo pode falar com a Lena. Não sei se teria coragem de falar com ela agora.

- Caroline, o que foi que aconteceu? — perguntei – Você está começando a me deixar preocupado.

- É a Liv! — meu coração começou a disparar no momento em que ela falou o nome da minha filha – Estávamos saindo da escola e ela foi atropelada por um carro.

- Como assim, Car? — eu queria me levantar, mas não sabia se minhas pernas teriam forças para me aguentar nesse momento – Por favor, me diga que isso é um brincadeira? Não tem a menor graça, mas eu vou te perdoar se você disse agora.

- Não é uma brincadeira, Damon e não me faça me sentir pior do que eu já estou sentindo – pediu – Estou aqui no hospital junto com o Klaus. Não sei qual o estado de saúde dela, mas é melhor vocês virem para cá o mais rápido o possível.

- Certo! — começou a passar a mão pelo cabelo – Vou falar com a Elena e já estamos indo para ai.

Quando eu desliguei o telefone foi que eu percebi o quanto estava tremendo. Não posso acreditar que a minha princesinha foi atropelada e está no hospital. O pior disso tudo é que enquanto isso eu e Elena estávamos discutindo por motivos fúteis.

Ela voltou para sala e viu a minha cara de preocupação.

- O que houve? — quis saber – Olha, se foi por causa do beijo não precisa ficar assim. Acho que eu exagerei um pouco na minha reação.

- Não é por causa disso! — balancei a cabeça negativamente – A Car acabou de me ligar, mas você precisa manter a calma.

- Você me fala uma coisa dessas e quer que eu mantenha a calma – deu um risada nervosa – Aconteceu alguma coisa com a Liv?

- Sim – fechei os olhos e dei um longo suspiro antes de falar – Ela sofreu um pequeno acidente e a Car está no hospital com ela.

- Que tipo de acidente? — perguntou. Até que ela está mais calma do que eu achei que estaria.

- Ela foi atropelada – disse logo de uma vez.

O que estamos esperando – pegou a bolsa e foi em direção a porta – Precisamos ir para o hospital agora mesmo!

- Certo! — concordei – Vamos até lá.

Saímos do apartamento e ela trancou a porta enquanto eu fui chamar o elevador. Agora o jeito era rezar e esperar chegar ao hospital para saber exatamente como a Liv está.

Notas finais
Capítulo menor do que os outros, mas foi só para não ficar sem um momento de conflito entre o Damon e a Elena.
Além de vermos tudo que o Damon pensa a respeito do seu relacionamento com a Elena e também a respeito da Liv também vimos o quanto ele ficou balançado quando viu a Lena chorando pelo que ele tinha causado.
E o beijo deles hein gente? Sei que não foi lá essa grandes coisas, mas logo teremos outros.
E agora eles também já sabem sobre o acidente da Liv... agora é ver o que vai acontecer.
É isso gente,
Comentem e digam o que estão achando.
E cada as recomendações?