Inesperado
20 Capítulo 19 - Momentos de tensão (Elena)
Notas iniciais
Bom, é isso, aqui está o cap
Espero que gostem...
— Você ligou para Stefan Salvatore, no momento não posso atender, mas deixe seu recado após o sinal que eu retorno assim que puder – ouvi a voz do meu noivo na secretária eletrônica no momento em que o carro parou em frente ao hospital, o bip veio logo em seguida.
- Stef, sou eu, aconteceu um acidente, a Liv foi atropelada na frente da escola – comecei a sentir as lágrimas escorrendo pelo meu rosto – Não sei como ela está, acabei de chegar no hospital e estou totalmente desesperada.
Quando fiquei sabendo o que tinha acontecido tentei demonstrar o máximo de calma possível e mantendo o controle da situação. Mas no momento em que entrei táxi não aguentei e comecei a chorar, só de pensar no que pode ter acontecido com o meu bebê... não quero nem imaginar.
- Sei que você não pode fazer nada dai de Nova York, mas me liga assim que ouvir esse recado — continuei – Eu só preciso ouvir o som da sua voz.
- Vamos, Elena – Damon disse segurando o meu pulso, ele já tinha pago o motorista – Temos que entrar.
Não tinha certeza se queria ir mesmo ir até lá. Mas acho que saber logo o que está acontecendo é melhor do que essa espera.
- Vamos lá! — acabei concordando.
Fomos até a recepção e nos mandaram para a área da pediatria. Quando chegamos ao local encontramos Klaus e Caroline, minha amiga se levantou no momento em que me viu.
- Lena! — ela me abraçou, seu rosto estava totalmente vermelho, provavelmente passou todo o tempo chorando.
- Aonde é que ela está Caroline? — perguntei.
- A enfermeira disse que ela está na cirurgia – explicou – E que logo que acabar o médico vem aqui, mas isso já faz mais de meia hora.
- Cirurgias demoram assim mesmo, meu amor – Klaus se aproximou e colocou a mão no ombro dela – Tenho certeza de que daqui a pouco ele vem aqui.
- Então o jeito é esperarmos – foi a vez de Damon comentar – Elena, agora você precisa manter a calma.
- Manter a calma? — não pude deixar de dar uma risada nervosa – Só vou ficar calma quando souber como está a minha filha.
- Eu sei, e acredite, eu também estou preocupado – ele comentou — Mas não tem nada que a gente possa fazer agora que não seja esperar por alguma notícia.
- Sei muito bem disso e é o que me deixa pior – comecei a andar em círculos pelo local – Essa sensação de impotência, saber que não tem nada que eu possa fazer por ela.
Não aguentei e comecei a chorar novamente. Damon me abraçou e fez com que eu deitasse a cabeça no seu ombro e ficou passando a mão no meu cabelo.
- Não se preocupe, tenho que certeza de que ela vai ficar bem — estava sussurrando – A Liv é forte, ela puxou isso de você.
Levantei o rosto para encará-lo e consegui esboçar um pequeno sorriso, ele retribuiu o meu gesto e deu um beijo na minha testa. Tinha plena consciência de que Klaus e Car estavam ali nos olhando, mas nenhum dos dois disse nenhuma palavra, sabiam que aquele era o nosso momento.
- Acho melhor sentarmos um pouco – colocou a mão nas minhas costas me conduzindo até o sofá mais próximo – Tenho certeza de que daqui a pouco o médico vai aparecer.
Ficamos ali vários minutos sem que ninguém dissesse uma só palavra. O silêncio no ambiente foi quebrado por um toque de celular e Damon retirou o aparelho de dentro do bolso da calça jeans. Se o conheço bem dever ser uma mulher, algum encontro que arranjou para hoje a noite, não acredito que ele está pensando numa coisa dessas quando a nossa filha está passando por uma cirurgia.
- Essa não! — passou a mão pelo rosto enquanto lia a mensagem de que tinha acabado de receber – Com isso tudo eu me esqueci completamente da Kath.
- Katherine? A sua irmã? — perguntei. Pelo menos não era um encontro.
- A própria! — balançou a cabeça positivamente – Ela vem passar uns dias aqui comigo. Estava indo ao aeroporto quando recebi aquela intimação.
Fiquei encarando as minhas próprias mãos, totalmente sem graça. Há meia hora estávamos no meu apartamento discutindo por que eu queria separá-lo da Liv e agora estamos aqui consolando um ao outro, isso só prova o quanto Damon realmente ama a filha e isso me faz parecer a pior pessoa do mundo.
- Acho melhor ligar para ela e explicar o que aconteceu – se levantou – Vou passar o endereço do hotel e peço para ela pegar um táxi.
Ficou perto da porta de vidro que separava a sala de espera do corredor do hospital enquanto falava com a irmã. Depois de encerrar a ligação voltou para onde estávamos.
- Ela está vindo para cá! — avisou – Disse que não vai ficar sossegada no hotel sem saber notícia e também quer vir aqui dar apoio.
- Só assim mesmo para eu rever a minha prima – Caroline comentou – Acho que eu não a vejo desde que a Liv nasceu.
- Ninguém mandou você se afastar da família! — brincou, minha amiga mostrou a língua para em um gesto bem infantil – Não estou falando nenhuma mentira, priminha.
- Você vai adorar a Kath, meu amor! — continuou, agora se virando para Klaus – Quando eu tinha uns dez anos a gente brincava de salão de beleza e eu a maquiava e fazia um monte de penteados diferentes, e ela adorava isso.
Deixei eles ali conversando, sei que isso é bom para descontrair o ambiente, que está totalmente tenso, mas não estou no clima para isso. Fiquei olhando o transito de Los Angeles pela janela sem conseguir parar de pensar na minha filha, principalmente o dia em que ela nasceu, um dos momentos mais alegres da minha vida.
*Flash Back*
Achei que fosse me atrasar para a aula, mas consegui chegar a escola antes do sinal tocar. Quando passei pelo corredor algumas pessoas ainda cochichavam e olhavam para mim mas a maioria já tinha se acostumado com o meu barrigão de quase 9 meses e, sinceramente, não me importo mais com os comentários alheios.
Abri o meu armário para pegar o meu livro de história quando senti uma pontada bem forte na barriga, era uma dor mais forte do que o normal, mas provavelmente era só a Olívia arranjado uma posição mais confortável para ficar. Sinceramente, mal posso esperar para que ela nasça.
- Olá, mamãe do ano! — Caroline parou ao meu lado – Como é que você está se sentindo hoje.
- Bem! — dei de ombros.
- Pois não é o que parece – me olhou de cima a baixo – Tem certeza de que não está sentindo nada?
- Só o desconforto de sempre – dei um longo suspiro – Acho que quanto maior ela fica, pior é.
- Não se preocupe amiga, daqui à algumas semanas você vai estar com o seu lindo bebê no colo e ela vai te trazer muitas alegrias, é só ter um pouco mais de paciência – tentou me confortar – Tenho uma ideia. Não tem treino das lideres de torcida, o que acha de irmos ao shopping depois da aula?
- Parece uma boa ideia – concordou – Estou mesmo precisando esfriar a cabeça, esquecer dos problemas.
- E como é que estão as coisas em casa? — no momento em que ela me perguntou o primeiro sinal tocou então começamos a caminhar em direção a sala de história.
- Do mesmo jeito de sempre – revirei os olhos enquanto falava – Eu faço de tudo para salvar esse casamento e o Damon parece não estar nem ai para isso. Uma hora eu vou acabar me cansando disso.
- Eu sinto muito amiga – colocou a mão no meu ombro.
- Ainda tenho esperança de que ele mude quando o bebê – continuei – Quem sabe a paternidade não faça ele amadurecer.
Caroline não falou nada sobre isso. Ela deve pensar que isso nunca vai acontecer, mas não tem coragem de me dizer.
A aula sobre Revolução francesa foi totalmente tediosa, não consegui prestar atenção em nada que o professor Tanner estava falando. Estava desenhando círculos no meu caderno quando senti uma dor ainda mais forte do que quando estava perto do armário, estaria tudo bem se não sentisse algo escorrendo pelas minhas pernas, fiquei com medo de que fosse sangue, mas era apenas água.
- Car! — sussurrei chamando minha amiga, que estava sentada ao meu lado – Eu acho que está na hora. Ela vai nascer?
- O que? — virou-se para mim totalmente espantada – Mas ainda faltam duas semanas!
- Eu sei, mas parece que ela não se importa com isso – disse – A bolsa acabou de estourar.
- Essa não! — disse um pouco mais alto, fazendo com o que o professo parece de falar na mesma hora.
- Senhorita Forbes e senhorita Gilbert – ele chamou a nossa atenção – Será que a minha aula está atrapalhando a conversa das duas?
- Professor Tanner isso é urgente – garanti, minha voz saiu ligeiramente rouca – A minha filha vai nascer.
Ele ficou alguns segundos parado tentando absolver o que tinha acabado de ouvir.
- Então o que estão esperando – falou, ou melhor, gritou, parecia mais nervoso até do que eu – É melhor você ir logo para o hospital. Não estava planejando ter uma criança nascendo no meio da aula.
- Mas eu não posso ir sozinha – lembrei.
- Senhorita Forbes, acompanhe ela – pediu – E quanto ao resto de vocês, vamos continuar a falar sobre a revolução francesa.
Eu me apoiei nos ombros de Caroline e ela me ajudou a sair de dentro da sala de aula.
- Precisamos chamar o Jeremy! — lembrei – Eu prometi a ele que o chamaria assim que estivesse na hora que o bebê nascesse.
- Tem certeza de que temos tempo para isso? — minha amiga pareceu incerta.
- Ela ficou aqui dentro por quase nove meses, tenho certeza de que posso aguentar mais alguns minutos – avisei – Acho que ele está na aula de bilogia agora.
- Está bem! — me ajudou a sentar em um banco de madeira que tinha no corredor – Espere aqui que eu vou chamá-lo.
Assim que ela se afastou eu abri a bolsa e peguei meu celular, procurei o número de Damon na agenda e apertei para fazer a chamada. Tocou cinco vezes antes que ele atendesse.
- Elena! - como já tinha imaginado ele olhou o identificador de chamadas – O que você quer? Seja rápida, tenho uma reunião daqui a cinco minutos.
- Estou indo para o hospital com a Caroline agora mesmo -expliquei – A Olívia vai nascer.
- Bom, está bem – pareceu totalmente indiferente – Boa sorte então, ouvi dizer que esse pode ser um momento.... difícil.
- Pensei que você quisesse estar lá comigo na hora do parto – observei – Afinal, ela também é sua filha.
- Como eu disse, Elena, eu tenho uma reunião agora! - continuou – Não poderia sair daqui agora nem que eu quisesse.
A última frase deixou bem claro que ele não queria estar lá comigo.
- Está bem então! — deu de ombros – Você sabe qual o hospital a doutora Becker atende,você pode ir até lá depois, se quiser.
- Está bem! - completou – Tchau.
Nem sei por que eu ainda me importo com a opinião dele, mas confesso que fiquei triste com essa indiferença. Claro que eu não poderia demonstrar isso, hoje é para ser um dia alegre.
Não demorou muito para Caroline voltar junto com o meu irmão e irmos os três juntos em direção ao estacionamento. Jeremy foi no banco de trás do carro junto comigo enquanto minha dirigia, quando senti uma nova contração eu apertei a mão dele com bastante força.
- Ai, Lena! — reclamou – Tudo bem, eu sei que você está com dor, mas aperta menos, desse jeito você vai acabar quebrando os meus dedos.
- Desculpa! — disse soltando a mão dele.
- Amiga, mantenha a calma – Caroline disse dando uma rápida olhada pelo espelho retrovisor – É só você respirar.
- É sério, Car – reclamei – Esse papo de filme não funciona comigo. E aproveita que estou de bom humor.
- Tudo bem, não está mais aqui quem falou – voltou a prestar atenção no transito a sua frente,
Não demorou muito para chegarmos ao hospital. Jer telefonou para a doutora Becker quando estávamos saindo do colégio, por isso ela já estava lá nos esperando.
- Olá, Elena – ela disse assim que me colocaram sentada em uma cadeira de rodas – Como é que você está se sentindo?
- Péssima! — reclamei – Essas contrações são terríveis.
- Ninguém nunca disse que era fácil ter um filho – brincou – Bom, vamos fazer um exame ver como está essa garotinha.
Car entrou junto comigo na sala de exames. Fiz o exame ginecológico e a doutora Becker ligou o aparelho de ultrassonografia e passou o gel que eu já conhecia muito bem na minha barriga.
- É,Elena, parece que a sua filha realmente decidiu nascer três semanas antes do previsto – comentou enquanto olhava a tela – Vamos ter que preparar a sala de cirurgia para fazer um cesariana de emergência.
- Cesariana? — perguntei preocupada – Pensei que ela pudesse nascer de parto normal.
- Eu nunca escondi de você que a cesariana era o mais recomendado em mãe com a sua idade – lembrou – E a sua dilatação ainda está em 1 centímetro e a bolsa já estourou há um tempo. Não podemos mais esperar ou será arriscado para o bebê.
Senti um frio percorrer a minha espinha. Sempre tive medo de cirurgia, mas quando o assunto é a saúde da minha filha, eu arrisco qualquer coisa.
- Você pode ter um acompanhante no centro cirúrgico – avisou.
- Sobre isso, eu queria falar uma coisa, Lena – Caroline começou, estava bastante cautelosa – Você sabe que eu tenho pavor de sangue. Claro que eu queria ver a minha afilhada nascendo, mas não dá.
- Tudo bem, Car, eu entendo – respondi, se fosse ao contrário eu faria a mesma coisa e ela sabe disso – O Jeremy pode entrar comigo.
- Você pode chamá-lo Caroline? — a doutora Becker pediu – Ele precisa passar por toda uma preparação antes de entrar na sala de cirurgia.
- Claro! — concordou com a cabeça – E não se preocupe amiga, vai dar tudo certo.
- E a senhorita também precisa se preparar – virou-se para mim – Vou chamar uma enfermeira para te levar.
Não demorou muito para me colocarem em uma maca, tive que colocar colocar uma roupa de hospital antes de entrar no centro cirúrgico. Quando tomei a anestesia, me senti aliviada por que não vou estar dormindo durante o parto, não demorou muito para meu irmão se juntar para mim, ele estava com uma roupa igual e de médico e usava uma máscara que cobria todo o seu rosto, menos os olhos.
- Obrigada por estar aqui comigo – segurei a mão dele – Não sei o que eu ia fazer se tivesse que passar por isso sozinha.
- Até parece que eu ia te deixar aqui sozinha, Lena – admitiu.
- Você é mesmo o melhor irmão caçula do mundo – continuei – Apesar de ser um pouco irritante ás vezes.
- Você também é uma ótima irmã – mesmo por debaixo da máscara, percebi que ele estava sorrindo.
- Bom, Elena, vamos começar – a doutora Becker falou – Você está preparada para a cirurgia?
- Preparada eu não estou – admiti – Mas sei que não tem jeito mesmo.
Jeremy passou o tempo todo conversando comigo e eu não senti o tempo passar. Estava totalmente distraída quando ouvi um chorinho de bebê ecoando pelo ambiente.
- Parabéns, Elena – a médica disse – A sua filha é forte e parece estar bem saudável. E, apesar de ser prematura está com um ótimo peso.
- Será que eu posso segurá-la? — pedi estucando só braços.
- Você já vai segurá-la – garantiu – A enfermeira só vai limpá-la e vai trazê-la para você. Só um pouco mais de paciência.
Como a doutora Becker disse, logo a enfermeira trouxe minha filha para mim. Olívia parou de chorar no momento em que eu a segurei.
- Ela é linda! — disse passando a mão pela cabecinha dela, seu cabelo era bem ralinho, era quase careca – Não acha, Jer?
- Sim! — concordou – Pelo jeito ela puxou a beleza do tio.
- Engraçadinho! — fiz uma careta – Liv! Minha Liv! Só quero que você saiba que a mamãe te ama muito, muito mesmo.
*Fim do Flash Back*
Não demorou muito para Katherine aparecer trazendo a sua mala de carrinho cor de rosa. Estava totalmente mudada, tinha crescido, virado uma mulher, com toda certeza se a encontrasse na rua nunca a reconheceria, ela não se parecia em nada com aquela garotinha que não saia de pero da mãe há cinco anos.
Cumprimentou Caroline e Klaus antes de ir abraçar o irmão.
- Oi, Dam! — sorriu e passou a mão pelo rosto dele – Como é que está a Olívia? Tiveram alguma notícia?
- Ainda está tudo na mesma! — balançou a cabeça negativamente – Eles ainda devem estar na sala de cirurgia.
Eu me aproximei e Katherine deu uma rápida olhada na minha direção.
- Acho que você não se lembra da Elena, não é mesmo? — Damon disse também se virando para mim.
- Bom, já faz um tempinho, mas eu lembro sim – concordou com a cabeça antes de se aproximar de mim e segurar a minha mão – Só quero que você saiba que eu sinto muito por tudo isso que está acontecendo.
- Obrigada, Kath! — concordei com a cabeça – Sei que eu não afastei a Liv não só do Damon, mas de você e dos seus pais, por todos esses anos e nada do que eu falar vai justificar isso.
- Não precisa falar nada, Elena, eu não estou te julgando – garantiu – Apesar só tendo visto ela uma vez, a Olívia ainda é minha sobrinha e eu estou muito feliz por poder conviver com ela.
- E te garanto que a Liv também está feliz em te conhecer – avisei – Desde que o Damon contou que tinha uma irmã ela não tem falado de outra coisa.
- Bom saber disso – sorriu – Bom, não sei quanto a vocês, mas eu preciso comer alguma coisa.
- É uma boa ideia! — Damon concordou com a irmã – Acho que todos nós precisamos comer alguma coisa.
- Eu não! — balancei a cabeça negativamente e fazendo cara de nojo – Acho que nada entra no meu estômago agora.
- Você comer alguma coisa, Elena – ele avisou – Já sei, vou trazer um chá de camomila, assim você vai ficar mais calminha.
- Klaus você pode ir também – Caroline avisou para o namorado – Vou ficar aqui fazendo companhia para a Lena.
- Está bem! — concordou – Quer que eu traga alguma coisa para você também?
- Eu quero um chocolate quente – pediu dando um selinho nele antes de se sentar ao meu lado.
Então eles saíram deixando nós duas sozinhas.
- Pelo jeito você e o Damon estão se dando bem – comentou – E isso é uma coisa boa, não acha?
- Acho que sim – dei de ombros – É só uma trégua pela Liv, não sei como vão ficar as coisas depois que ela estiver boa.
- Isso só depende de vocês dois! — lembrou – Talvez isso seja um sinal de que vocês dois tenham que ser amigos. Afinal, vocês dois tem uma filha juntos.
Ela tinha razão. Não tive tempo de responder pois o meu celular tocar, era o Stefan.
- Tenho que atender – avisei me levantando.
- Oi, meu amor! — ele disse – Tive um intervalo da reunião e ouvi a sua mensagem agora. Como é que está a Liv?
- Ainda não sabemos – avisei – Ela está na cirurgia.
- Não acredito que uma coisa dessas aconteceu justamente quando eu não estou em Los Angeles – deu um longo suspiro – Queria muito estar do seu lado nesse momento.
- Não precisa se preocupar, Stef – garanti – Eu não estou sozinha, o Klaus e a Car estão aqui comigo. E o Damon também está e a Kath, irmã caçula dele.
- Quer dizer que o Damon está ai? — não pareceu muito feliz em saber disso, mas não falou nada, afinal Damon é pai da Liv e tem todo o direito de estar aqui – Bom a reunião deve durar até depois da meia noite, mas eu vou direto para casa depois disso.
- Está bem! — falei – Muito obrigada, por tudo.
- Agora eu tenho que voltar para a reunião, vou deixar o celular ligado mais vai estar no silencioso – avisou – Me mande uma mensagem assim que você tiver alguma notícia.
- Pode deixar – completei antes de desligar.
Não demorou muito para eles voltarem. Damon me entregou um copo contendo chá de camomila.
- Obrigada! — agradeci antes de beber um gole. O líquido estava quente, mas, mesmo assim, muito bom.
Foi nesse momento que o médico passou pela porta de acesso a sala de espera e todos nos viramos automaticamente na sua direção. Ele ainda estava usando a roupa verde do centro cirúrgico.
- Quem são os pais de Olívia Anne Pierce? — ele perguntou.
- Sou eu! — nesse momento Damon parou eu meu lado, estava tão preocupado com a Liv quanto eu, não poderia deixá-lo fora disso – Nós dois.
- Sou o doutor Christian Grey – nos cumprimentou apertando as nossas mãos – Sou o pediatra que a atendeu assim que deu entrada no hospital.
- Como está a minha filha, doutor? — foi a vez dele querer saber.
- A cirurgia foi um sucesso! — respondeu – Ela quebrou a perna esquerda, que vai precisar ficar imobilizada por algumas semanas, também teve algumas escoriações pelos dois braços, no rosto e um corte em cima da sobrancelha em que precisei dar alguns pontos no local. Além disso o impacto do carro fez o baço dela romper e tivemos que retirá-lo para não causar nenhum tipo de hemorragia, mas por sorte não atingiu ou perfurou nenhum órgão vital e também não tem nenhum coagulo ou concussão na cabeça. O que significa que logo ela estará bem e pronta para outra.
Nesse momento eu respirei aliviada, a Liv está bem. Não sei o que eu faria se alguma coisa mais grave tivesse acontecido com a minha filha.
- Muito obrigado doutor – Damon falou antes que eu pudesse dizer qualquer coisa – O senhor salvou a vida dela.
- Não foi nada, só estava fazendo o meu trabalho – garantiu – Agora só tem mais uma questão, ela perdeu muito sangue durante a cirurgia e precisa de uma transfusão. Poderíamos usar o sangue que temos no banco, mas como ela é muito pequena recomendamos que o doador seja um dos pais, que de preferencia tenha o mesmo tipo sanguíneo dela, B+.
- O meu sangue é O+ — disse, mais uma vez aquela sensação de impotência e de frustração. Não posso nem mesmo doar sangue para a minha filha.
- O meu sangue é B+ — Damon avisou – Eu posso ser doador.
Dei uma rápida olhada nele como se perguntasse se ele queria mesmo fazer isso e da mesma maneira ele me garantiu que sim.
- Ótimo! — o doutor Grey avisou – Por favor, senhor Pierce, me acompanhe, vamos prepará-lo para tirar o seu sangue. Enquanto isso vocês podem continuar esperando aqui.
No momento em que os dois saíram, Caroline se aproximou de mim. Ela estava com um enorme sorriso.
- Está vendo amiga, eu disse que iria ficar tudo bem – comentou passando a mão pelo meu braço.
- Sim, é verdade – concordei com a cabeça.
Mas não era mais nisso que eu estava pensando e sim na atitude do Damon em doar sangue para a Liv. Sem a menor dúvida ele estava subindo totalmente no meu conceito.
Notas finais
E o que vocês acharam da atitude do Damon de doar sangue para ela? Isso mexeu muito com a Elena.
O que será que vai acontecer com esses dois agora?
Bom, é isso,
Comentem e digam o que estão achando.
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