Inesperado
14 Capítulo 13 - Tudo se resolvendo (Elena)
Notas iniciais
Capítulo novinho para vocês, espero que gostem.
E quando é que eu vou poder passar o dia com o meu pai de novo? — estava tentando colocar as meias e os tênis na minha filha, mas ela não parava de mexer os pés para trás e para frente, tornando a tarefa impossível.
Já fazia uma semana que Liv tinha passado o sábado com o pai e ela não tinha parado de falar nenhum minuto a respeito disso.
- Eu tenho que falar com o Damon sobre isso – consegui segurar o pé direito dela e colocar a primeira meia – Você gostou mesmo de passar o dia com ele?
- Sim! — ela pulou da cama e começou a pular no mesmo lugar, agora mesmo que não iria conseguir arrumá-la – Meu pai é muito legal e sabe um monte de coisa.
- Mas que legal! — a peguei no colo, fazendo com que ela soltasse uma pequena gargalhada – Agora para de pular um minuto, minha pipoquinha, tenho que te deixar na escola em menos de uma hora.
- Certo! — deu um pequeno suspiro.
Dessa vez eu a coloquei no meu colo, então eu consegui terminar de calçá-la. Depois peguei a escova e comecei a penteá-la para fazer um rabo de cavalo.
- Sabe mãe, o papai me contou que eu tenho uma tia, não igual a tia Car, uma tia de verdade – ela voltou a falar – Igual ao tio Jer.
- Sim, o Damon tem uma irmã mais nova – lembrei – O nome dela é a Katherine, se não me engano, vou perguntar para a Car.
- O nome dela é Katherine sim – Liv balançou a cabeça afirmativamente – Você conhece ela?
- Sim, eu a conheci – respondi – Mas a última vez que a vi foi há cinco anos, logo depois que você nasceu, faz muito tempo, ela deve estar totalmente diferente agora.
- Se ela é irmã do meu pai deve ser prima da tia Car também, não é? — perguntou mais uma vez – Então ela deve vê-la sempre.
- Sim, elas são primas também – falei – Mas elas não se veem há muito tempo. Desde que nos mudamos para Los Angeles a Caroline perdeu o contato com a família.
- Por que? — virou-se para mim e ficou me olhando curiosa.
- É um pouco complicado Liv – dei um longo suspiro antes de falar – Quando você for mais velha talvez entenda.
Continuei a pentear o cabelo da minha filha. Falei para Caroline não fazer isso e que ela ainda iria se arrepender por perder contato com os tios e com a prima, mas não adiantou nada, disse que estava fazendo isso por mim, para o Damon não conviver com a Liv. Isso me fazia sentir ainda mais culpada.
- E os meus avós? — ela continuou – Quero dizer, os pais do meu pai, o vovô e a vovó Pierce.
- Por que você quer saber sobre eles agora? — quis saber.
- Curiosidade – deu de ombros – Você já me disse que o vovô e a vovó Gilbert não ficaram muito felizes quando souberam que eu ia nascer, por isso eles nunca vieram aqui em Los Angeles nos visitar igual o tio Jeremy faz sempre. Mas e o vovô e a vovó Pierce, eles também não querem me conhecer.
Quando Liv entrou na escola e começou a conviver com outras crianças ela me metralhou com milhares de perguntas sobre por que a vida dela era diferente da dos outros coleguinhas e uma delas foi a respeito dos avós. Mas uma vez tentei ser o mais sincera possível da mesma maneira que foi quando contei sobre o Damon.
- Não, Liv, eles aceitaram muito bem a sua chegada – respondi calmamente – Se quer saber, seus avós ficaram mais do que felizes com a ideia de ter uma neta.
- Que legal – abriu um enorme sorriso – Mas tem só uma coisa que eu não entendi. Se eles ficaram feliz comigo, por que é que eles nunca vieram aqui?
- É complicado – completei.
- Sempre é complicado – revirou os olhos – Mas me fala mais sobre eles. Qual o nome deles?
- Seu avô se chama Giusepe e sua avó se chama Dominique – falei.
- Giusepe e Dominique, que nomes bonitos – comentou – Eu quero tanto conhecer eles.
- Bom, isso não é comigo – lembrei – Fala com o seu pai, tenho certeza de que ele vai arranjar um jeito de vocês se conhecerem.
- Está bem – balançou a cabeça afirmativamente.
Enquanto eu terminava de pentear o cabelo da minha filha e o prendia com o elástico não pude deixar de me lembrar de quando a mãe de Damon foi até Atlanta. Ela me tratou muito bem e fez de tudo por mim e pelo meu bebê, tudo isso junto faz com que eu pareça uma megera por ter afastado a Olívia dela e do marido.
*Flash Back*
Já está quase na hora do almoço e eu e Caroline estamos trancadas no quarto dela desde a hora do café da manhã. Chegamos na cozinha bem cedo quando a mãe de Car falou que ela, o marido e Damon, que também estava lá, teriam uma longa conversa.
- Mas que demora! — comentei, estava deitada na cama da minha amiga olhando para as estrelinha fluorecentes no teto – O que será que eles falam tanto?
- Não precisa ler pensamentos para tentar adivinhar – ela riu enquanto falava – Provavelmente estão brigando com ele por ser irresponsável e por tudo que ele te fez passar.
- Se fosse isso eu não deveria estar lá também? — sugeri – Quero dizer, se for mesmo sobre isso, é um assunto que também me interessa.
- Bom, não sei! — deu de ombros – Provavelmente é por que não querem que você ouça a briga.
- Pode ser – concordei.
Passei a mão de leve pela minha barriga, que não estava tão grande a tempo de alguém perceber, mas também não estava do tamanho normal. Como pode um serzinho tão pequeno pode causar uma confusão tão grande.
Foi nesse momento que vimos um barulho de carro parando na frente da casa dos Forbes. Eu e Car nos entreolhamos e ela foi para a janela ver quem tinha chegado.
- Agora sim a coisa vai ficar feia para o lado do Damon – comentou – A tia Dominique acabou de chegar.
Tia Dominique é a esposa do tio Giusepe, irmão da mãe de Caroline, ou seja, os pais do Damon, eu os conheci quando vieram passar o natal em Atlanta há três anos. Fui até aonde minha amiga estava a tempo de ver a mulher caminhar do táxi até a entrada da casa.
- Como eu queria ser uma mosquinha para saber o que está acontecendo lá embaixo – comentou.
Mais uma hora se passou e nada aconteceu. Foi quando ouvimos alguém bateu de leve na porta.
- Quem é? — Car perguntou.
- Sou eu! — a tia Dominique colocou a cabeça para dentro do quarto – Será que eu posso entrar um minuto?
- Claro, tia! — respondeu.
Ela entrou no local e ficou observando todos os cantos. Era uma mulher muito elegante, exatamente como eu me lembrava.
- Caroline, querida, você se importa de ser um pouco? — pediu – Preciso ter uma conversa com a Elena.
Minha amiga deu um rápida olhada na minha direção parecendo um pouco confusa, tinha certeza de que minha cara não devia estar muito diferente. O que será que ela queria comigo?
- Sim! — respondeu, por fim antes de sair do quarto e fechar a porta.
Fiquei esperando pela bronca, isso é tudo que eu tenho ouvido nas última semanas, uma vez mais uma vez menos não iria fazer muito diferença. Surpreendentemente a bronca não veio, invés disso, ela se sentou na minha frente e sorriu.
- E então, Elena, como você está? — perguntou – Ou melhor, como é que vocês estão?
- Estamos bem! — respondi – Quero dizer, tudo tem sido uma grande confusão nas últimas semanas e também tem os enjoos, mas fora isso.
- Que bom! — comentou – Será que eu posso? — perguntou se poderia colocar a mão na minha barriga.
- Claro – assenti com a cabeça.
E foi o que ela fez. Ficou com a mão na região por vários segundos, não se estava esperando sentir alguma coisa, mas ainda era muito cedo.
- Sabe, eu sempre quis ter um neto – continuou – Mas achei que Damon nunca fosse me dar essa alegria e como Katherine ainda é muito nova, pensei que ainda fosse demorar um pouco. Mas fico feliz que esteja acontecendo mais cedo do que eu imaginava.
- Fico feliz que a senhora esteja feliz com a novidade – disse um pouco incerta – Quero dizer, depois da reação que a minha mãe teve, eu esperava qualquer coisa.
- Mas é claro que eu fiquei feliz – garantiu – Um neto é sempre um motivo de alegria.
Dei um pequeno sorriso. Pelo menos eu tenho o apoio de alguém.
- Sei que ainda é muito cedo para saber o sexo do bebê – falou – Mas você acha que é um menino ou uma menina.
- Sinceramente, eu não sei,contanto que tenha saúde para mim tanto faz – dei de ombros – Mas a minha obstetra disse que ão deve demorar muito para eu poder ver.
- Mesmo ainda não sabendo se é menino ou menina, você já pode começar a comprar as roupinhas e outras coisas, tudo em cor neutra – observou – Se você quiser eu posso ir com você ao shopping enquanto ainda estiver aqui em Atlanta.
- Eu vou adorar isso, senhora Pierce – garanti.
- Ora, por favor, me chame Dominique – pediu – Você é a mãe do meu neto ou da minha neta, é praticamente da família. Ainda mais depois do casamento.
- Casamento? — a olhei em dúvida – Como assim, ninguém falou em casamento.
- Bom, querida, esse é o melhor para vocês e, principalmente para o bebê – explicou – Sei que o Bill e a Liz estão te recebendo aqui com todo o amor e carinho, mas acredito que você não vai querer dar trabalho a eles por muito tempo, principalmente depois que essa criança nascer.
- Eu tenho uma poupança em meu nome para quando eu for para faculdade – lembrei – Só vou ter acesso a ela quando tiver 18 anos, sei que até lá o bebê já vai ter nascido, mas eu vou poder alugar alguma coisa e depois procurar um emprego.
- Olha, Elena, eu sei que casar não estava nos seus planos agora ainda mais com alguém que não tem um relacionamento – pôs a mão sob o meu ombro – Mas daqui alguns anos você vai entender essa é melhor opção.
- E o que o Damon pensa sobre isso? — quis saber.
Sei que ela é mãe dele, mas deve saber que o filho só se relacionou comigo para me levar para cama e quando contei a ele sobre a gravidez ele queria que eu tirasse o meu bebê. Tenho certeza de que ele não vai aceitar de bom grado se casar comigo.
- Pode deixar que com o meu filho eu me entendo – garantiu – Ele vai se casar com você, com certeza.
Não disse mais nada, pelo jeito a minha opinião não valia de nada. Eu ter que me casar com o Damon, querendo ou não.
- Bom, eu preciso ir, ainda preciso me hospedar no hotel, amanhã eu ligo para combinarmos de fazer compras para o bebê – avisou enquanto se levantava – Se cuida e qualquer coisa ou tenha alguma dúvida, não tenha medo de me chamar.
- Está bem, senhor Pierce – falei – Quero dizer, Dominique.
Ela acenou para mim uma última vez antes de sair do quarto. Não demorou muito para Caroline apareceu, provavelmente curiosa para saber sobre a conversa.
- E então, como foi? — perguntou imediatamente.
- Melhor do que eu imaginava – expliquei – Mas, pelo visto, vou ter que me casar com o Damon.
*Fim do Flash Back*
Terminei de arrumar o cabelo de Liv e a coloquei no chão.
- Agora você vai para a cozinha tomar o seu café da manhã que eu já preparei para você – avisei – Enquanto isso eu vou tomar banho para podermos sair.
- Está bem, mamãe! — ela me deu um beijo antes de correr para a porta do quarto.
Tomei um banho bem rápido antes de voltar para o meu quarto. Vesti uma calça jeans, uma blusa baby look cor de rosa e o meu colar com um pingente de bonequinha, para completar peguei a minha jaqueta. Estava pronta para encontra Liv na sala quando o meu celular, era o meu noivo.
- Oi, Stefan – disse assim que atendi a ligação – Não posso falar agora, tenho uma prova de literatura vitoriana no primeiro horário de hoje e ainda tenho que deixar a Liv na escola.
- Eu estou linda, justamente para perguntar se você quer uma carona para a faculdade – explicou – Estou a duas ruas da sua casa. E assim você não precisa esperar por um táxi.
- Stef, você acabou de salvar a minha vida – falei totalmente animada -Claro que eu aceito, eu e a Liv te esperamos na lá embaixo.
- Em menos de cinco minutos eu estou ai – avisou antes de desligar o telefone.
Peguei meu material e a mochila de Liv e nós duas saímos do apartamento em direção ao elevador. O carro de Stefan parou em frente ao prédio logo que chegamos a rua, o motorista saiu do veículo e abriu a porta do banco do passageiro.
- Stef! — minha filha correu para abraçá-lo – Que saudades eu estava de você.
Na última semana ele esteve muito ocupado tendo reuniões com o seu empresário e com a sua assessora de imprensa a respeito da divulgação do seu novo filme. Eu mesma quase não estive com o meu noivo, só o vi na quinta-feira quando fomos jantar juntos.
- Eu também estava morrendo de saudades de você, princesinha – deu um beijo no topo da cabeça dela enquanto eu me juntava aos dois no banco de trás do carro – Me conta tudo que você aprontou desde a última vez em que eu te vi.
- Fiz um monte de coisa – colocou a mão no queixo pensando com o que ela iria começar – Sabia que eu conheci o meu pai?
- Fiquei sabendo – respondeu – E ele é legal? O que vocês dois fizeram?
- Ele é muito legal!- não sei como era possível, mas ela estava mais animada do que antes – Nós fizemos um monte de coisas divertidas e meu pai disse que vamos fazer muita mais. Eu vou conhecer a minha tia Kath e os meus avós também.
- Mas que legal, Liv – comentou dano uma rápida olhada na minha direção – Estou muito feliz por você.
Stefan sabia que eu estava totalmente desconfortável com essa situação. Ter o meu futuro marido ouvindo a respeito do meu “ex” não é uma situação que as mulheres gostem de passar.
Durante todo o caminho até a escola, minha filha continuou a falar o quanto ela estava empolgada por conhecer o pai e por ele aparentemente estar participando da sua vida. Sei que Stef está tentando levar tudo numa boa, mas sei o quanto é difícil para ele toda essa situação.
Deixei Liv na escola e segui para a faculdade. Consegui chegar 20 minutos antes do inicio da prova e não pude deixar de me sentir aliviada.
- Bom, é isso! — meu noivo me abraçou pela cintura e me puxou para perto de si, estávamos em frente ao prédio de literatura da UCLA – Boa prova.
- Obrigada! — dei um selinho nele – Eu sinto muito por toda essa conversa a respeito do Damon. A Liv está muito empolgada com tudo isso.
- Não se preocupe com isso, meu amor – passou a mão pelo meu rosto e colocou uma mecha de cabeço atrás da minha orelha – Ele é pai da Liv e faz parte da vida dela, aliais, da vida de vocês duas.
Fiquei olhado para os nossos pés. Sabia que quando Damon aparecesse as coisas iriam ser assim, foi por isso que evitei procurá-lo durante todos esses anos, mesmo sabendo que era importante pedir o divórcio.
- Olha, Lena, você não precisa se preocupar com nada – garantiu – Nada disso irá abalar o nosso relacionamento, muito menos o nosso casamento. Você acredita em mim, não é?
- Claro que acredito em você – tentei dar um pequeno sorriso – Nada vai nos separar, nem mesmo o Damon.
Não pude deixar de sentir um aperto no coração quando falei isso. Por mais que tive certeza das minhas palavras, ainda tinha aquela sensação de que estava mentindo.
- Bom dia, casal vinte – nos viramos e encontramos Lexi, minha colega da faculdade, fizemos quase todas as matérias juntas desde o inicio do curso – Pronta para a prova, Lena?
- Acho que sim – fiz uma pequena careta – E você.
- Ainda com aquela sensação de que não estudei o suficiente – admitiu – Stefan, você se importa se eu roubar a Lena de você? Se formos para a sala agora talvez agente consiga fazer uma pequena revisão antes do professor chegar.
- Melhor eu ir com ela – avisei – Quando a Lexi começa a ficar enlouquecida com a matéria é melhor obedecer, ou ela pode ficar perigosa.
- Engraçadinha – fez uma careta antes de me puxar em direção a escadaria – Foi bom te ver de novo, Stefan.
- Bom te ver também, Lexi – ele acenou enquanto nos afastávamos – Boa sorte na prova, para as duas.
A prova estava bem fácil, acho que consigo tirar uma nota boa. Só tive mais uma aula depois do almoço e ela foi bem tranquila.
- Finalmente, liberdade – Lexi disse quando estávamos andando pelo campus – Tudo que eu preciso agora é chegar em casa e tomar um banho de banheira bem relaxante.
- Bem que eu queria fazer isso também – dei um longo suspiro de frustração – Mas eu tenho que ir buscar a minha pequena na escola e quando ela está em casa é impossível eu ter um minuto para relaxar. Não que eu esteja reclamando, é claro.
- Eu entendo o que você quer dizer! — comentou – Quero dizer, não entendo exatamente, mas tenho uma vaga ideia. Bom os dormitórios ficam para o outro lado, tem certeza de que consegue chegar a área de táxis sozinha?
- Claro que eu consigo – não pude deixar de revirar os olhos – Tchau, Lexi, até amanhã – nos despedimos e cada uma foi para uma direção.
Estávamos chegando a área dos táxis quando meu celular começou a tocar, não reconheci o número, mas mesmo assim atendi.
- Alô? — saiu mais como uma pergunta.
- Elena Gilbert! — ouvi do outro lado da linha – Aqui é Alaric Saltzman, o advogado que está cuidando do seu processo de divórcio.
- Oh sim, olá, senhor Saltzman – respondi – Algum problema?
- Não, muito pelo contrário – garantiu – Na verdade, os papeis chegaram hoje e estão aqui em cima da minha mesa. Se a senhorita puder vir aqui hoje para pegar, é bem provável que até o final dessa semana você seja uma mulher livre.
- Isso é mesmo ótimo! — não pude deixar de sorrir – Estou saindo da faculdade agora, daqui a pouco estarei ai.
- Está bem, senhorita Gilbert – completou – Até daqui a pouco.
Peguei um táxi e passei o endereço do escritório do senhor Saltzman. Peguei o meu celular de dentro da bolsa e digitei uma mensagem para o Stefan.
Stef,
Tive um problema de última hora. Será que você pode buscar a Liv para mim? Encontro vocês na sua casa assim que puder.
Lena.
Fiquei olhando a paisagem do lado de fora da janela. Não demorou muito eu receber a reposta do meu noivo.
Lena,
Claro que eu posso buscar a Liv para você. Qual é o problema? Alguma coisa que eu possa ajudar?
Te amo,
Stefan.
Eu ia responder que ele não precisava se preocupar e que estava tudo sobre controle, mas tinha acabado de chegar ao meu destino. Paguei o taxista e sai do veículo.
- Boa tarde, senhor Saltzman – disse assim que cheguei ao seu escritório, cerca de cinco minutos depois – Aonde está os papeis do divórcio?
- Aqui! — me entregou um envelope pardo, com o tato pude sentir que deveriam ter umas dez folhas ali dentro, ou até mais – Ai dentro tem quatro vias: uma para a senhorita, uma para o senhor Pierce, uma para mim e uma que será enviada para o cartório ao final do processo. Pode ler e verificar que tem tudo que conversamos quando estiveram aqui.
- Está bem, eu lerei no táxi – avisei – Mas o que eu tenho que fazer agora.
- Levará para o senhor Pierce assinar e a senhorita também assina – explicou – Assim que estiver tudo pronto trará tudo de volta para mim e eu levarei para o juiz.
- Certo – concordei – Muito obrigado, senhor Saltzman.
- Não precisa agradecer, senhorita Gilbert – garantiu – Só estou aqui fazendo o meu trabalho, tudo para ajudar.
Quando senti o escritório podia sentir o ar mais leve. Não consigo acreditar que todos os meus problemas estão prestes a chegar ao fim, tudo que preciso é só de algumas assinaturas.
Notas finais
E os papeis do divórcio ficaram prontos, o que será que vai acontecer agora?
No próximo cap teremos Damon de volta... Será que ele vai aprontar? (se esperando o próximo cap para saber....)
Bom, é isso,
comentem e digam o que estão achando.
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