Inesperado

12 Capítulo 11 - Em Santa Barbara (Elena)


Notas iniciais
Mais uma vez obrigada pelos comentários (só falta uma Review para chegar a 200!!!!)
Só estou sentindo falta novas recomendações, só tem duas. Vamos recomendar mais gente...
Bom, capítulo novinho para vocês, espero que gostem.

*Flash Back*

Estacionei o carro em uma vaga bem próxima a entrada do hospital, mas em vez de sair eu apenas fiquei encarando o volante na minha frente.

- Está tudo bem, Lena? — Caroline, que estava bem ao meu lado, me tirou dos meus devaneios.

- Está sim! — concordei com a cabeça – Apenas estava tentando colocar a cabeça no lugar, depois de todos os acontecimentos.

- Sei que você tem muita coisa para colocar na cabeça, mas é melhor nós entrarmos logo – lembrou – Já está quase na hora da consulta e imagino que você não queira chegar atrasada.

- Tem razão – respondi retirando o cinto de segurança e abrindo a porta – E Car, muito obrigada por ir comigo hoje, mais uma vez.

- Não precisa agradecer, Lena – garantiu, colocando a mão no meu ombro – Até parece que eu iria te deixar vir aqui sozinha.

- Só espero que o Jeremy não comece a desconfiar de nada – dei um longo suspiro – Ele achou muito estranho quando eu disse que tinha uma coisa para fazer depois da aula e não poderia dar uma carona de volta para casa. Jer sabe muito bem que as quintas-feiras não tem treino das líderes de torcida.

- Você sabe que uma hora ou outra vai ter que contar para ele e para os seus pais também – lembrou – Daqui há alguns meses não vai ter como você esconder.

Já faz quase uma semana que eu descobri sobre a minha gravidez e estou tentando viver uma vida normal, apesar dos enjoos e das tonturas. Sei que eu preciso contar para a minha família, mas a conversa com o Damon foi um completo desastre e não sei se estou preparada para um novo escândalo como aquele.

- Vou contar – disse – Em breve...

Quando entramos no hospital fomos até a recepção, da mesma maneira que no dia em que fiz o exame. A secretaria deu um pequeno sorriso, provavelmente me reconhecendo.

- Boa tarde! — falei, por fim – Meu nome é Elena Gilbert e eu tenho uma hora marcada com a obstetra para hoje.

- Um minuto que eu vou verificar – começou a mexer no computador na sua frente – Aqui está: Elena Gilbert. A doutora Becker já está te esperando, escritório 5.

- Obrigada – completei antes de me virar para Caroline – Acho melhor eu entrar, então.

- Vou estar aqui te esperando – avisou – E boa sorte, tenho certeza de que está tudo bem com o bebê.

Fui até a porta em que tinha uma placa com o número 5 na frete. Entrei no local e a médica estava sentada na sua cadeiras olhando alguns papéis, mas levantou a cabeça no momento em que me ouviu chegando.

- Você deve ser a senhorita Gilbert, certo? — afirmei com a cabeça – A doutora Greene me passou a sua ficha hoje de manhã. Sente-se, vamos conversar um pouco.

E foi o que eu fiz. Pude ver o meu nome no alto da ficha que estava em cima da mesa, imaginei que aquela fosse a minha ficha.

- Então você descobriu semana passada que está grávida de, aproximadamente, dois meses, não é isso – concordei mais uma vez – Você tem sentido alguma coisa além dos enjoos? Tontura ou dor de cabeça?

- Tenho algumas tonturas – respondi – Minha pressão já é naturalmente baixa e ela tem caído bastante nas últimas semanas.

- Isso é normal, tente comer sal, mas não muito, não queremos que a sua pressão suba demais – explicou – Faço essa pergunta sempre que tenho uma futura mãe adolescente no meu consultório, como está o seu estado emocional?

- Bem, na medida do possível – dei de ombros – Ainda é tudo muito novo para mim e ainda tem todos esses hormônios bagunçados.

- Acredite em mim, entendo tudo que você está passando – garantiu – A gravidez pode ser o momento mais maravilhoso e, ao mesmo tempo, o mais confuso na vida de uma mulher, ainda mais aos 17 anos.

Estava me sentindo bem a vontade com aquela conversa. Pelo jeito iria tudo ser bem mais tranquilo do que eu estava imaginando.

- Bom, imagino que você tenha várias perguntas e eu provavelmente vou poder respondê-las ao longo dos próximos meses – continuou – Mas o que você acha de começarmos a nossa consulta de hoje?

Ela mediu a minha pressão e ainda fez alguns exames ginecológicos, estava tudo normal. Depois disso me mandou trocar de roupa para deitar na maca e fazer a minha primeira ultrassonografia.

- E e aqui está o seu bebê – a imagem começou a se formar na tela do computador a medida que passava o aparelho na minha barriga – Por enquanto ele é um pouco maior que um caroço de azeitona, mas está se desenvolvendo muito bem.

Tudo que eu conseguia ver era um pontinho quase desforme. Foi inevitável sentir as lágrimas nos cantos dos meus olhos, aquele era o momento mais incrível de toda a minha vida.

- É uma pena aqui ainda não dê para ver o sexo – comentei dando um longo suspiro.

- Ainda é cedo para isso – falou – Mas não vai demorar muito para você saber se é menino ou menina.

Depois que ela imprimiu algumas imagens da ultrassonografia para eu poder levar, fui trocar de roupa e voltei para a mesa para que a médica passasse as recomendações finais.

- Aqui está a lista dos alimentos que você precisa evitar. Basicamente são produtos industrializados, com muita gordura, anilina e refrigerante, quanto mais legume e frutas você comer melhor e, quando sentir enjoos de manhã coma biscoito de água e sal, tome chá e fique um pouco deitada, logo passa – me entregou uma das folhas que segurava – E esses daqui são os exames que quero que você faça e traga para para mim na próxima consulta.

Dei uma olhada para o papel, mais exames para eu fazer. Sabia que era estritamente necessário, mas não pude deixar de revirar os olhos.

Despedi-me dela e depois de marcar uma nova consulta para o próximo mês na recepção, eu e Caroline fomos embora. Quando cheguei em casa fui direto para o meu quarto, tinha sido um longo dia e eu estava bem cansada.

- Oi, Lena! — já estava de noite quando meu irmão apareceu – A mamãe está chamando para jantarmos.

- Ótimo, eu estou mesmo ficando com fome – no momento em que levantei senti uma pequena tontura e tive que sentar na cama, quando percebi Jeremy já estava ao meu lado com as mãos nas minhas costas.

- Você está bem, Lena? — perguntou parecendo bem preocupado.

- Sim, Jer, eu estou ótima – garanti enquanto me levantava, por sorte dessa vez eu não senti nada – Só levantei rápido demais, é isso.

Chegamos na cozinha e a minha mãe terminava de colocar a macarronada na mesa. No momento que senti o cheiro do molho um enjoo muito forte subiu pela minha garganta.

Não tive tempo para mais nada a não ser sair correndo para o banheiro mais próximo, no caso, o lavabo. Abri a tampa do vaso e logo estava colocando todo o meu almoço para fora.

- Lena, minha filha, acho melhor irmos ao médico amanhã – virei e encontrei a minha mãe parada na porta do banheiro.

- Não precisa, mãe – apressei-me em dizer, ainda não é a hora dela saber sobre o bebê – Já estou bem melhor.

- Pois não parece – deu uma rápida olhada em mim – Esses enjoos não são nem um pouco normais.

- Vamos fazer o seguinte, se os enjoos não melhorarem até segunda-feira eu vou ao médico. O que acha? — sugeri. Sabia que eles não melhorariam, então ela iria querer me levar ao médico arrastada, pelo menos eu teria todo o final de semana para me preparar psicologicamente para contar a verdade.

- Está bem – concordou – Agora vamos lavar esse rosto e você vai para a cama, vou te preparar uma sopa bem levinha.

Estendeu a mão para me ajudar a levantar. Senti uma nova tontura e quase no mesmo segundo tudo ficou preto.

*Fim do Flash Back*

- Acorda, meu amor – Stefan sussurrou no meu ouvido e colocou a mão no meu ombro – Nós já chegamos.

Abri os olhos e me virei para o meu noivo. Ao fundo a praia de Santa Barbara, o dia estava simplesmente lindo.

- Estava olhando a estrada pela janela e acho que acabei caindo no sono – cocei os olhos – Sou mesmo uma boba.

- Você não é boba, Lena – deu um beijo no topo da minha cabeça – Agora vem, estão todos nos esperando ali na frente.

Quando saímos do carro avistamos Elijah no calçadão.

- Olá, Stefan – apertou a mão dele – Elena, preciso dizer que você está simplesmente encantadora, o noivado te fez muito bem.

- Obrigada, Elijah – estiquei a mão e ele deu um beijo na ponta dos meus dedos – Você também está ótimo.

- Obrigado, Elena, gentil como sempre – completou antes de se virar, mais uma vez, para Stefan – Bom, você recebeu o meu e-mail ontem dizendo qual a cena que será regravada, não é mesmo.

- Sim, eu recebi o e-mail – concordou com a cabeça – Pode ficar tranquilo que estou mais que preparado para gravar essa cena.

- Ótimo! — completou – Infelizmente não vou poder ficar aqui acompanhando a gravação, tenho um almoço de negócios em Los Angeles. Mas todos já estão ai na praia – apontou para a tentada de gravação que foi montada perto do mar.

- Certo, nós falamos depois – acenou antes de puxar a minha mão e irmos para junto dos outros.

Stefan me apresentou ao diretor do filme antes de ir para o camarim trocar de roupa.

- Bom, Elena, você pode se sentar ali para acompanhar as gravações – apontou para quatro cadeiras que estavam atrás da câmera – Não devemos demorar muito, você vai ter seu noivo novamente só para você em breve.

- Então você é a famosa Elena – uma mulher loira vestindo uma camiseta masculina branca apareceu de repente – Quando estávamos na Escócia Stefan só falava de você o tempo todo, acho que ninguém mais na equipe aguentava ouvir o seu nome.

- Que bom saber disso – o olhei de cima a baixo – Eu acho.

- Desculpa a minha falta de educação – estendeu a mão e eu retribui o gesto – Sou Rebekah, faço o par romântico do Stefan no filme.

- Ah, claro – a reconheci na mesma hora, na verdade já tinha assistido um filme em que ela aparecia – Stefan também fala muito ao seu respeito.

- Li sobre o noivado de vocês no jornal e fiquei muito feliz – continuou – E sabe, espero que você não tenha implicado com as nossas cenas nesse filme, posso dizer que foi tudo técnico e no mais estremo profissionalismo.

- Pode ficar tranquila, Rebekah, eu sei de tudo isso – garanti – Stefan e eu estamos juntos há cinco anos, já estou mais do acostumada com isso.

- Que bom – deu um suspiro aliviado – Queria que meus ex-namorados pensassem assim, mas eram todos muito ciumentos, até mesmo os que também são atores.

- Vejo que vocês duas já se conheceram — Stefan tinha acabado de voltar, estava usando apenas uma calça jeans – E então, Rebekah, a Lena não é mesmo linda? — perguntou enquanto me abraçava pela cintura.

- Sem dúvida você não estava exagerando – respondeu – Bom, vou deixar os dois pombinhos a sós por alguns minutos e vou me preparar para começar a gravar – acenou antes de se afastar.

- Que bom que você já está pronto, Stefan – não ficamos nem meio segundo a sós e o diretor já apareceu – Vamos começar a gravar agora mesmo.

- Bom, acho que o dever me chama – fez com que eu virasse e ficasse bem na sua frente.

- Vou estar aqui esperando – avisei – Arrasa! — ele me deu um selinho e eu fui me sentar em uma das cadeiras para observar.

Era uma cena bem simples que se passava na manhã seguinte a primeira noite amor do casal de protagonistas do filme. Primeiramente eles tem um momento romântico em frente ao mar, com direito até a um beijo, mas os capangas da organização do mal aparecem para estragar a alegria e acontece uma briga com a personagem de Stefan, mas no meio da confusão eles lhe dão uma informação valiosa sobre sua irmã sequestrada.

Fiquei observando as marcações do diretor e as dicas de como fazer cada parte da cena, mas a minha cabeça estava em outro lugar. Não conseguia deixar de pensar em como está sendo o encontro de Damon e Liv, será que ele estava tratando bem a minha filha ou teríamos uma nova discussão?

Estava distraída que nem percebi que a cena tinha sido toda grava pela primeira vez e o diretor deu uma pausa para que todos bebessem água.

- Oi, meu amor – Stefan se aproximou de mim – Você está tão quietinha ai! Está entediada?

- Só estava aqui pensado na Liv – admiti.

- Não precisa se preocupar, Lena – colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha – Ela deve estar ótima, está com o pai. Além do mais, Caroline está lá, qualquer problema ela te ligaria.

- Tem razão – concordei com a cabeça – Tenho que parar com isso. Ninguém gosta de uma mãe paranoica.

- Isso, meu amor, você pode relaxar – me deu um beijo no topo da cabeça – Está tudo bem.

Tentei ficar mais tranquila, mesmo assim mal podia esperar para chegar a casa e saber como tinha sido tudo. Quatro horas depois a gravação já tinha terminado, fizemos um lanche junto com o restante da equipe e seguimos de volta para Los Angeles, era um longo caminho até em casa.

- Sabe, Stefan – coloquei a mão sob a dele – Bem que você podia dormir lá em casa hoje.

- Mas e a Liv? — me deu uma rápida olhada antes de se voltar a sua atenção para a estada – Quero dizer, você sempre disse que não gostava que dormíssemos juntos quando ela estivesse por perto.

- Só iremos dormir! — expliquei – Ficar abraçadinhos a noite toda, sentindo um ao outro, estou precisando disso.

- Gostei da ideia – deu um pequeno sorriso – Não tem nenhuma chance de te convencer a irmos para a minha casa, não é?

- Preciso ver a Liv, não quero passar a noite longe dela – admiti – Espero que esteja tudo bem para você.

- Claro que está tudo bem para mim – deu um rápido beijo na minha bochecha – Faço qualquer coisa por você.

Não demorou muito para chegarmos ao meu apartamento, Stefan parou o carro dentro da garagem do prédio. E mais uma vez tenho uma surpresa quando abro a porta da sala, Damon está sentado no sofá e dessa vez Liv está dormindo profundamente com a cabeça no seu colo.

- Desculpa mais uma vez, Elena – sussurrou para não acordá-la – A Liv insistiu para que eu ficasse e visse um pouco de televisão com ela, disse que podia ficar acordada a noite inteira, mas é claro que acabou dormindo.

Não tinha como eu não me emocionar com essa cena. Quando fiquei grávida, passei meses imaginando esse momento, mas quando decidi ir embora de casa percebi que nunca aconteceria. Claro que eu não poderia demonstrar isso.

- Espero que ela não tenha te dado muito trabalho – comentei.

- Que nada, a Liv é uma menina encantadora e muito boazinha – respondeu – Possa cuidar dela sempre que você precisar.

- Vou me lembrar disso – concordei com a cabeça – Bom, acho melhor eu ir colocá-la na cama.

- Deixa que eu faço isso – interrompeu – Você acabou de chegar e deve estar cansada de sabe lá aonde estava.

- Estávamos em Santa Barbara, fui regravar umas cenas do meu filme – foi Stefan quem disse.

- Exatamente – continuou – Não precisa se preocupar, eu não vou derrubá-la no chão ou qualquer coisa parecida.

Levantou, pegou Liv no colo e foi em direção aos quartos. Fez tudo com a maior naturalidade, como se fizesse isso a vida toda.

- O que acha de eu preparar uns sanduíches para nós – meu noivo interrompeu meus devaneios.

- É uma boa ideia! — concordei – Estou mesmo começando a ficar com fome, parece que faz anos desde que comemos da última vez.

- Certo, vou até a cozinha então – avisou se virando na direção do outro cômodo – Enquanto isso você pode ver se está tudo bem no quarto da Liv.

- Obrigada por me entender – sorri.

Quando eu entrei no quarto, Damon estava cobrindo a minha filha e colocando uma boneca que nunca tinha visto antes (provavelmente ele a comprou hoje) ao lado dela. Liv se mexeu um pouco, mas não abriu os olhos nem um segundo se quer.

- Ela é mesmo linda, não é? — provavelmente ele ouviu os meus passos e sabia que eu estava aqui.

- Sim! — concordei, era totalmente suspeita para falar, mas acho a Olívia a criança mais linda desse mundo, e ninguém pode dizer que não é verdade.

- Fizemos um bom trabalho com ela – continuou, falava casualmente.

Estava prestes a dizer que na verdade EU fiz um bom trabalho, afinal ele só tinha ajudado a fazê-la, não contribuiu em nada nesses cinco anos de vida dela. Mas não estava com vontade de discutir, aquele não era o momento.

- Sim, nós fizemos um bom trabalho – falei, por fim.

- Acho melhor eu ir embora – avisou enquanto se levantava – Imagino que você esteja querendo ficar a sós com o seu noivo.

- Boa noite, Damon – falei – Obrigada por cuidar da Liv hoje.

- Eu é que tenho que agradecer por me deixar ficar conhecê-la – aproximou-se de Liv e deu um beijo na testa dela – Boa noite princesinha, papai vem te ver em breve, eu prometo.

Ele colocou a mão no meu ombro e saiu do quarto, eu o segui para poder abrir a porta. Fiquei encostada na parede e encarei o sofá, toda aquela cena do Damon com a Liv mexeu muito comigo, sinceramente não sei mais do que pensar.

- Os sanduíches já estão prontas – virei-me e encontrei Stefan na porta da cozinha – O Damon já foi embora?

- Sim – balancei a cabeça afirmativamente.

- Então vamos comer logo, espero que os sanduíches tenha ficado bons – colocou a mão nas minhas costas quando me aproximei – Depois disso podemos ir dormir.

- É uma boa ideia – respondi – Foi um dia muito cheio e eu preciso de uma boa noite de sono.

Notas finais
Um capítulo basicamente todo do Stefan e da Elena, mas decidi colocar essa cena Dalena bem fofinha no final, o que vocês acharam? Sei que não foi nada demais, mas é um começo e as coisas entre os dois tem que acontecer com calma, né?
E a Lena ficou toda derretida ao ver o Damon junto com a Liv...
Vou adiantar uma coisa sobre o próximo cap, ele vai ser narrado por alguém diferente do Damon e da Elena (alguém arrisca algum palpite?).
Bom, é isso
comentem e digam o que estão achando e não esqueçam de recomendar.