Inesperado
6 Capítulo 6- A verdade...
Notas iniciais
- Como ela esta
doutor? – era Johnny falando.
- Ela esta melhor,
precisa descansar, os remédios já estão no fim, ela provavelmente acordará
hoje.
Remédios? Ai meu Deus, meu bebê! Preciso acordar, mas parece
que não consigo, são com toda certeza os medicamentos. Depois de ouvir a porta
se fechar, fiquei mais tranquila, mais de novo a porta abriu e ouvi Estela.
- Tudo esta bem doutor?
- Sim esta, o seu neto
esta bem também, mas ela não poderá carregar peso – o medico contou a ela?
– o pai do bebê soube do acidente?
- Neto? Bebê? A
Elisabeth esta grávida? – sua voz exalava raiva e surpresa. Fodeu.
- A senhora não sabia?
Ela esta com dois meses e alguns dias!
- Meu Deus! Como ela pode fazer isso? Que absurdo!
- Ela precisa de apoio senhora Benson! Agora que já aconteceu, ela precisa de ajuda, e com certeza ela
não irá abrir mão do bebê!
- Eu preciso conversar seriamente com ela!
- Somente depois de ela se recuperar.
Tentei nem pensar no que ela iria me dizer; pelo menos o
medico sabe sobre o bebê, e os remédios são apropriados, meu bebê não corre
riscos, isso me deixou aliviada. Mas ainda não sei o que me atropelou, preciso
falar com Thomas, mas estou completamente cansada, quero voltar a dormir, e não
ficar delirando...
Abri meus olhos, olhei em volta e vi o quarto em que estou, às
lembranças vieram com toda força, o meu delírio também, não tem ninguém aqui,
por enquanto. Quero me levantar um pouco, mas me sinto fraca demais, em meu
braço esta grudada uma agulha e com ela o soro, com o braço livre levantei o
lençol e olhei para minha barriga, ela esta um pouquinho maior que estava
ontem, quanto tempo faz que estou aqui? Preciso mesmo falar com Thomas, olhei
na mesa perto da cama e nada de meu celular. Ouvi alguém falando do lado de
fora da porta e fechei meus olhos, fingindo estar dormindo, alguém adentrou o
quarto em silêncio, depois o medico começou a falar.
- Você precisa descansar garoto, a Elisabeth esta bem, ela vai
acordar logo, o bebê também esta bem!
- Foi horrível de ver, eu nunca vou esquecer o carro
atropelando ela! Mas o motorista vai ficar muito tempo na cadeia – Ah é Thomas,
que ótimo, preciso falar com ele, mas se eu abrir os olhos com o medico perto,
vou ter que adiantar a conversa com Estela.
- Bom, eu vou deixar você ficar conversando com ela aqui,
talvez ela acorde pra você!- ouvi a doce risada de Thomas.
- Por que não!? Estou torcendo para isso.
Ouvi alguém saindo, com certeza era o medico, ouvi Thomas
puxar uma cadeira, sentar-se nela, depois ele pegou minha mão e a acariciou.
- Liz acorda, por favor! Você esta fazendo muita falta! – eu
não ia se aproveitar dele, abri os olhos e o vi fitando meus dedos, ele estava
muito pálido.
- Não grite Thomas, por favor, eu estou bem! – murmurei.
- Se você não acordar logo, eu acho que vou enlouquecer, é
serio, eu estou até ouvindo sua voz!
- Olha aqui Thomas! – falei um pouco mais alto que o normal,
ele me olhou maravilhado e vi lágrimas em seus olhos.
- VOCÊ ACORDOU!
- Eu disse pra não gritar! Pelo amor Thomas!
- Me desculpa! Ah Liz! – ele largou minha mão e me beijou,
na boca, foi a coisa mais estranha que já me aconteceu, depois ele me largou –
me perdoa Liz! Eu não... Eu não podia ter...
- Calma! Tudo bem... Ta não foi normal, mas tudo bem, só não
fale meu nome alto! A Estela descobriu! Estou numa enrascada!
- Eu conversei com ela, ela esta brava mesmo, porem ela esta
muito feliz de você estar viva, depois do acidente...
- O que me aconteceu?
- A gente estava conversando na calçada, ai veio um louco e
meteu o carro em você, mas ele esta ferrado também, bem feito para aquele filho
Da...
- Quem foi?
- Foi o Mateus, o amigo do Pedro!
- Você esta brincando! Mas ninguém sabe da gravidez! Não é...?
- Ninguém sabe, mas eles não prestam Liz e você sabe, o
objetivo era pior, sua sorte foi que ele se atrapalhou e não conseguiu fazer o
planejado, mas não sei o porquê disso tudo ainda.
- E meu bebê, esta tudo certo?
-Sim está, e minha mãe vem ao hospital hoje à tarde para te ver
novamente, ah Graças a Deus você acordou, fiquei tão preocupado! – ele me olhou
com um olhar triste, senti uma súbita vontade de abraça-lo.
- Vem cá, me da um abraço! – ele se aproximou de mim e me
abraçou, foi muito consolador.
- Achei que nunca mais ia te ver! Estou aqui desde segunda,
nem dormir eu consigo! – ele começou a chorar, não chore Thomas.
- Que dia é hoje já?
- Domingo Liz!
- Por que eu fiquei tantos dias desacordada?
- Os médicos não queriam arriscar te deixar acordar, e o
bebê também, eles estavam com medo, ai depois de seu quadro estabilizou eles
retiraram um pouco os remédios, mas graças a Deus você não quebrou nada, mas
vai ficar com bastante dor na costa e na perna!
- Ah! E você não saiu daqui? Thomas! Aonde já se viu você
fazer isso! Você tem que descansar!
-Eu estou bem Liz! Só quero ficar aqui!
- Não senhor! Me empresta o celular! – ele nem hesitou e me
entregou.
Duas chamadas e Nice atendeu:
- Alô?
- Ola Nice, tudo bem?
- Elisabeth? Oh meu
Deus você já acordou! Como se sente? Eu estou bem.
- Estou bem também, você pode trazer umas roupas pro Thomas?
Ou fazer ele dormir um pouco?
- Esse garoto esta
colado ai, não sai por nada! Mas eu vou levar agora mesmo, tudo bem?
- Sim, e obrigada
Nice!
Entreguei o celular a Thomas e ele me olhou com cara feia.
- Só quero o seu bem Thomas, e você precisa descansar, eu
estou ótima, alias, estamos ótimos.
- Graças a Deus. É eu realmente preciso de um banho – e
caímos na risada.
Continuamos nossa conversa paralela, mas enquanto menos
esperava o médico adentrou o quarto e me olhou surpreso.
Me fez inúmeras perguntas, Thomas saiu do quarto para lhe
dar privacidade, o médico me perguntou sobre o pai do bebê, não lhe quis dizer
nada, ele me perguntou mais coisas, já estava me irritando. Para desviar do
assunto disse-lhe para chamar meu pai, na hora que ele foi me lembrei de que
com certeza Johnny também já sabe sobre o bebê.
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