Inesperado
7 Capítulo 7- A conversa
Notas iniciais
- Liz! – ele veio correndo e me abraçou.
- Oi Pai!
- Você esta bem? – ele estava com os olhos marejados.
- Estou hmm... Pai preciso ter uma seria conversa com você!
- Olhe não se preocupe sobre Hmm... A gravidez, eu mesmo
sendo meio contra vou te apoiar, você vai precisar, mas deixa eu te dizer: a
Estela esta muito brava, ela não pode nem chegar perto de você meu amor! De
quantos meses você esta? – meu Deus quanta coisa pra digerir, e o que fazer com
a vontade de chorar que não me abandona? Ele ficou me olhando, com um sorriso
muito amoroso, aquilo me cortou o coração, o puxei num abraço e ele não hesitou.
- Me perdoa pa-ai – disse-lhe as lágrimas – eu fiz uma coisa muito errada, mas eu não
posso abandonar essa criança, ela não tem culpa de nada, e eu já a amo!
- Meu anjo, eu acredito em você, e eu te amo tanto! Você
amadureceu tanto com isso! E você esta muito certa, admiro muito sua atitude! E
sobre o pai do bebê...
- Pai, por favor, foi a minha primeira vez, eu estou muito
errada, mas eu não quero que ele saiba sobre meu filho – levei minha mão até
minha barriga – essa criança não merece o pai! Ele só me usou e ele não merece
saber sobre meu bebê, ele não presta.
- Bom se você não quer dizer a ele tudo bem, mas eu preciso
saber filha!
- Você vai me matar! – dei um riso nervoso, ele segurou
minha mão – bom você lembra o filho da Silvia?
- Você ta brincando! – ele riu, não sei como.
- Não, é ele mesmo pai, mas ele não é o que aparenta! Por
favor, guarde esse segredo pai! Eu te imploro!
- Tudo bem filha, mas os pais dele tem que saber!
- Pai não pelo amor de Deus! Eles vão tomar meu bebê! –
chorando e soluçando implorei a ele.
- Ninguém vai tomar meu neto, e se acalme por enquanto isso
fica entre nós! – ah pai nunca pensei que
conversaríamos sobre isso.
- Te amo tanto... – disse-lhe olhando em seus olhos, ele
ficou emocionado.
- Bom já que vou ser avô, quero por a mão na barriga da
minha filha, posso? – ele me olhou meio envergonhado, rindo.
- Claro que pode! Me ajuda a tirar o cobertor de cima de
mim, por favor – ele colocou o cobertor na base do alto de minhas coxas, eu
levantei minha camisola, para que minha barriga, já saliente, ficasse a mostra,
Johnny sorriu como um bobo na hora que olhou na saliência em mim.
- Você esta só de dois meses? Esta bem maior do que quando
sua mãe estava grávida! Meu Deus, minha pequenina carregando um filho – sua voz
estava enrolada pela emoção, peguei sua mão e a coloquei sobre minha barriga,
ele a acariciou e me deu um beijo na testa.
- Me desculpa por tudo pai!
- Eu te desculpo minha querida! Você tem que ter
acompanhamento médico, a partir de agora, quero que meu neto ou neta nasça
saudável e forte, e quero minha menina forte para cuidar dele também. Obrigada
querida por me dar um presente tão perfeito! – ele chorou novamente e me deu um
ultimo abraço.
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