Indiscriminada Paixão
3 Capítulo 3
O outro dia começou cedo, Sam me obrigou a acorda às 3 da madrugada para irmos ao laboratório da criminalistica, o mesmo que instantes antes estávamos agradecendo por nossa saída do local.
–Me diz de novo, o que agente está fazendo aqui? — Disse ao abrir a porta.
–Vamos falar com Gil Grissom.
–Quem?
–Gil Grissom, supervisor do turno da noite, ele é o chefe da sua namorada.
–HEY! Quer parar com isso? — Sam olhou para mim com um cara pensativa e da mesma forma séria disse.
–Não. — Nos aproximamos da recepção. -Poderia falar com o Doutor Gilbert Arthur Grissom?
–Claro só um instante. — A mulher discou um número no telefone e nos olhou desapontada. -Desculpa mais o telefone da sala dele está desligado. — No mesmo instante um mulher morena se aproximava com um envelope nas mãos e foi chamada pela recepcionista. -Sara!
–Oi! — A morena era alta, magra e se não me enganava já lhe vi andando nos corredores do prédio na minha última estada no local.
–Eles querem falar com o Grissom. — Ela se aproximou de nós estendeu a mão e Sam logo a cumprimentou.
–Oi, meu é Sam e este é meu irmão mais velho Dean. Você é alguma coisa do Gil Grissom? Precisamos falar com ele o mais rápido possível.
–Eu sou uma das investigadoras forenses, Sara Sidle, estou trabalhando com Grissom em um dos casos em andamento. O telefone dele estava desligado pois ele está em uma pesquisa.
–Nós realmente precisamos falar com ele. — A morena olha para nós com uma expressão desesperançosa.
–É sobre o caso das crianças morrendo afogadas. — O semblante dela mudou como por automático quando tomei a palavra.
–Peraí, vocês são os irmãos assassinos suspeitos da Catherine?
–Nós não somos assassinos e nada do que aquela loira tiazona disse é verdade!
–Calma aê! Se são inocentes ou não as evidências irão provar. Eu não posso fazer nada a repeito dessa sua audiência com o Grissom, voltem outro dia ou com a polícia no final das investigações.
–Nós sabemos o que está acontecendo mais só falaremos com o Grissom.
–E essas informações são...?
–De total importância para o caso, sabemos o que está acontecendo. — A moça arqueia as sobrancelhas, esse é meu irmão: jogando verde e colhendo maduro. Ela pegou seu celular e discou um número.
–Alô Grissom? É Sara... Desculpa eu estar te interrompendo mais é sobre o caso da crianças mortas afogadas... Não, não tem nada haver com os testes de resíduos que a Catherine mandou fazer, eu estou aqui com os dois irmãos suspeitos e eles querem falar com você. Dizem que sabem o que está acontecendo mais só vão dizer a você, sabe... — A moça suspira, e depois dá um sorriso falso. — Ele desligou e está vindo para cá.
Em menos de alguns minutos, um homem de barba, olhos azuis, semblante sério, óculos de armação quadrada e cabelos grisalhos chegou pelo corredor que dava aos laboratórios.
–Boa noite, sou Gil Grissom. Vocês são...?
–Os acusados injustamente de assassinato por uma de suas cientistas.
–Na verdade, — Sam toma a fala. -temos um informação para lhe confidência sobre os assassinatos.
–Estou à todo ouvidos. — Sam olhou para sala em volta e viu que tinha mais pessoas do que necessário.
–Podemos conversar na sua sala? — Grissom olhou para a morena que fez um cara de irritação.
–Tudo bem eu tinha mesmo que ir no DNA. — Ela fala se retirando do ambiente.
–Se bem que eu realmente preferiria falar em sua sala.
–Pois bem, venham! — Ele começou a nos guiar pelo prédio, chegando a uma sala fechada, abriu a porta e nós entramos, estava tudo escuro. Quando acendeu a luz, vimos que nas paredes da sala haviam várias estantes de livros, algum móveis baixos com divisórias contendo diferentes tipos de insetos, em uma das paredes livres de livros alguns prêmios, diplomas e fotos da anatomia de insetos. Em sua mesa havia vários livros em um fila da forma que não conseguimos ler seus títulos, ele sentou em sua cadeira e nos encarou. Cara sinistro, pensei logo. E o pior ele percebeu meu olhar. -Impressionado com minha coleção de insetos? Ou minhas enciclopédias?
–Então é verdade que o senhor é mesmo entomologista? — Disse Sam entusiasmado se sentando na cadeira em frente a mesa.
–Sim, um hobbie que ajuda na profissão.
–É, mas não foi disso que vinhemos tratar. — Não estava afim de escutar nenhum papo sobre uma palavra que sem sombra de dúvidas não gostaria ou acharia entediante o significado. Me sentei na outra cadeira que estava em disposição semelhante a do meu irmão
–Tem razão o que você tem a me falar?
–Por favor, escute com atenção e não ache que nos deslocamos para cá somente para lhe fazer perder seu tempo. — Sam tinha uma ótima maneira de falar com as pessoas, eu esperava que dessa vez seus argumentos fossem mais fortes do que o do investigador para acabar logo o 'circo-do-horrores' que se transformava nosso passeio por Vegas. -Não é uma pessoa que vem matando as crianças, e sim espíritos vingativos.
–O quê?
–Essa é a verdade Sr. Grissom. Duas crianças foram mortas a cerca de 30 anos atrás pela mãe, e aconteceu alguma coisa que fez as almas dessas crianças despertarem e começarem a matar outras. Elas só vão parar quando seus corpos forem salgados e queimados. — Ele nos olhou como se fossemos loucos. Nos encarou por um tempo. Tirou o óculos e esfregou os olhos fechados com um mão.
–Há trinta anos eu estava em um caso que repercutiu muito em toda Nevada, duas crianças foram brutalmente afogadas na bainheira de casa pela própria mãe. Era meu primeiro caso como nível 3, e estão me dizendo que as crianças que eu vi sendo enterradas no quintal da casa são as causadoras desses assassinatos?
–Eu disse que ele não ia creditar Sam! Vamos embora.
–Eu nunca disse que não acredito. Apenas é muito surreal para aceitar de primeira mão. Eu acho que fatos falam mais do que argumentos, exitem algo que você podem me mostrar para provar o que falam? — Silêncio na sala. -Eu só preciso de algum indício e pessoalmente vou ao juiz pegar um mandado para vocês desenterrarem o corpo e queimarem. -Sam deu de ombros e se levantou. Eu fiz o mesmo.
–Se tivéssemos alguma coisa você acreditaria na gente? — Pegunta Sam esperançoso
–Sim.
–Grissom, desculpa interromper, mas é sobre nosso caso. Só queria dizer que vou voltar a cena do crime, tudo bem? – Olhei para ela enquanto falava, ela me pareceu esperançosa com a resposta de Grissom, como se quisesse que ele fosse junto.
–Tudo bem. –Ele respondeu indiferente voltando a olhar para nos. A tal Sara saiu nem um pouco satisfeita com a resposta.
–Muito obrigado Sr. Grissom, não vamos mais tomar seu tempo, iremos lhe trazer uma prova.
–Ficarei esperando, agora se me derem licença tenho um caso a resolver.
–Claro, e muito obrigada por nos ouvirem. – Sam disse antes de saímos da sala em direção a saída deste lugar.
CONTINUA
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