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7 Chapter 6 - As you wish, Cute.
Notas iniciais
Muito longe para sentir você,mas eu não consigo esquecer a sua pele ...
... Você está pensando sobre a última vez, seus lábios em cima de mim?,Porque eu gostaria de fazer de novo ...
... Onde você está eu quero estar...
... Mas eu me pergunto como eu deveria saber ,Você está apaixonado! – Tove Lo , Thousand Miles.
Os olhos se abriram de repente. Assustados, arregalados. O peito subia e descia descompassado, como se estivesse acabado de acordar de um pesadelo terrível.
Nico sentou-se na cama e olhou em volta, tudo parecia mais calmo que o normal, no relógio, o tempo quase não havia passado desdê que pegara no sono por volta das quatro da manhã, dormira apenas 20 minutos. Levantou-se da cama ainda meio grogue pela tentativa falha de dormir, indo em direção ao banheiro , pouco se preocupando em o quão o seu cabelo estava bagunçado, mais do que como sempre. Pegou uma boa quantidade de água com as mãos em forma de concha e despejou por seu rosto, ofegando com a sensação boa e refrescante que o ato lhe trazia. Tão cedo , ele não conseguiria dormir novamente, Nico se conhecia suficientemente bem para afirmar o fato para quem quer que pergunta-se.
Após achar que estava preparado para tentar novamente, voltou para o quarto e se pôs a arrumar as cobertas da cama em seus devidos lugares.
– Nico.
O garoto quase deu um pulo após escutar o som de uma voz chamar-lhe pelo nome. Poderia se afirmar que era uma alucinação, mas era perto demais para ser uma , longe demais para ser um sonho, e real demais para estar escutando coisas. Nico ajustou-se em suas bases novamente e apertou os olhos na direção do breu oposto do quarto de onde vira o som. Do lado mais escuro do quarto , perto da porta era possível se notar uma leve silhueta formada das luzes fracas dos abajures do corredor.
O pálido ofegou. Era quase que impossível , mas ao forçar mais do que sua visão podia ver , notou que sabia exatamente a quem pertencia aquela voz, e ele nem mesmo precisava de um laudo.
– P–Percy?
Em passos que como receosos e controlados a figura obscurecida se locomoveu em direção ao corpo trêmulo de Nico . E em poucos, o dono dos olhos esmeraldinos apareceu perante a luz fraca da lua que transpassava pelas janelas desprovidas de cortinas.
– O que você ... está fazendo aqui?
Nico perguntou em um só fôlego, a voz trêmula denunciando seu pânico, porém , nenhuma palavra fora dita da parte do outro. O som dos passos e as respirações de ambos, eram os únicos sons que se faziam presentes no recinto, o moreno mais novo recuou aos passos que o outro se aproximava de si, recuou, recuou o quanto pôde, até ser encurralado pela parede. E agora sim , ele estava entre a cruz e a espada. Em poucos passos Percy estava perto de si, e em poucos outros, estava quase colado ao seu corpo.
– Percy?
– Shh.
Nico estava literalmente quase sendo engolido pela parede, mas não sabia por qual parede queria ser engolida, a parede de tijolos ou a de carne osso a sua frente. Ele não teve tempo de responder a retruca de Percy, ele não teve tempo de respirar, ele não teve tempo de fugir, ele estava encurralado como uma presa em meio a um precipício e um tigre sedento e faminto , quase que como literalmente. Mas dentre o precipício, o tigre lhe atacara voraz e sem piedade. Foi assim que se sentiu, como em uma cadeia alimentar. Foi assim que se sentiu quando os lábios de Percy chocaram-se contra os seus com fúria.
A surpresa havia extinguido cada vestígio que restava da sanidade de Nico, e quando deu-se por conta, seus lábios estavam sendo completamente assediados pelos indecentes que lhe atacavam. A língua entrou furtivamente por entre a barreira dos lábios fechados de Nico e enlaçou a sua. Nico estava completamente entorpecido, e logo viu que era inútil tentar lutar contra a guerra de salivas que só tendia a ficar mais voraz. As mãos começaram seu trabalho , tocando onde conseguia e onde não podia.
Ele não sabia como , mas guiado por instinto , apenas deixou-se levar no jogo de sedução que Percy nem precisava para induzi-lo. Nico correu os dedos frios pela Nuca de Percy e o puxou mais para perto de si se possível , o outro sorriu em seus lábios e aprofundou o beijo, a língua tímida de Nico entrou em combate, se movendo contra a alheia numa dança sensual e até arriscaria que erótica , mas igualmente desajeitada; Os lábios foram puxados por entre os dentes de Percy e sugados com toda a obscenidade que tinham direito, as mãos se apossaram de seus quadris, o colando ao corpo alheio. As línguas se moveram, os lábios se roçaram. O gosto , o cheiro . Nico sentiu-se afastar da parede e enfim separando-se do beijo que não queria com um ofego rápido , foi jogado em cima da cama.
Os lábios voltaram-se a se colar com violência, Nico se concentrou em não pensar e apenas sentir quando o corpo do outro voltou a colar-se sobre o seu. Sentiu as mãos atrevidas subirem e desceram do tórax ao abdômen, e de repente as bocas foram separadas rapidamente , enquanto Percy passeava suas mãos lado a lado por cima da camiseta, por fim , segurou o tecido de lados opostos e o rasgou ao meio. Tudo estava se tornando mais selvagem do que presumia que seria.
– Roupas demais.
Percy declarou ofegante, descontrolado , e Nico fechou a cara , pronto para repreender o ato impensado do moreno mais velho e alegar ao mesmo que aquela era uma de suas blusas favoritas para dormir, mas deixou passar toda e qualquer linha de raciocínio fugir quando os lábios molhados tocaram os seus novamente. Dessa vez o beijo era mais necessitado , duro. A língua invadiu sua boca alcançando a sua inexperiente não a dando nem tempo de se recuperar, apenas a sugou com voracidade e mordeu, seu rosto foi segurando com ambas as mãos de Percy, tão geladas quanto seus lábios obscenos e molhados e as suas próprias, Nico subiu as mesmas para a lateral do corpo de Percy e acariciou lhe o torso definido.
Então o que mais odiava aconteceu, o ar se fez presente dentre a delícia que estava sendo provar dos lábios tão proibidos para si. Separando os rostos ofegantes, Nico apenas sorveu uma boa quantidade de ar para dentro de seus pulmões, enquanto que Percy não perdera tempo algum em respirar e desceu seus lábios em seu caminho imaginário. Descendo.
Percy mordiscou o pescoço alvo e o sugou com volúpia . Ele mordeu, chupou , beijou , ele venerou aquele pescoço. Porém , só não se demorou muito. Desceu. Lambeu e contornou com a língua as clavículas expostas por sobre a pele e mordiscou ao final, voltou a descer, chegou até os mamilos e olhou para cima, puxando o olhar de Nico até o seu. Faminto, Selvagem .As mãos do moreno mais jovem subiram do torso para o pescoço e por fim os cabelos, quando ambos os lábios molhados e vermelhos de Percy sugaram seu mamilo com delicadeza e fome. Nico sentiu-se gemer. O mamilo foi puxado com os lábios numa sucção forte, enquanto o outro , era alongado e contornado com o polegar da mão de Percy, os cabelos negros e mais curtos do moreno mais velho foram puxados com força e prazer, Nico sentiu-se bêbado em meio aquelas sensações, e não sabia se poderia sentir mais sem que desmaia-se.
Logo o outro mamilo necessitado e entumecido foi atacado, causando outra onda de prazer que se alastrou pelo corpo de Nico se acomodando em uma única parte de seu corpo que necessitava mais de atenção, bem no meio de suas pernas. O processo foi repetido e a pele antes branca estava avermelhada e quente. Completamente sensível. Nico estava latejando, sentia seu corpo todo tremer de excitação. Percy continuou descendo. Do abdômen de onde mordicou e sugou a pele, do umbigo de onde rodeou-o com a língua e a pele abaixo que mordiscou e passou direto para o que realmente queria provar. Nico ofegou e gemeu fraco, seu corpo ficara tenso.
Percy riu divertido da reação de Nico, ao ver as coradas bochechas, avermelhadas. O moreno mais velho beijou uma das coxas do garoto por cima do tecido, prendeu os dedos no cós da calça de moletom , brincando de abaixar e subir num jogo claro de provocação. Nico bateu sua cabeça contra o colchão. Insatisfeito, agoniado.
– Percy ... por favor.
– Você quer ser meu Nico? Quer que eu te chupe? Que eu te ame a noite inteira nessa cama?
Nico gemeu , e a mão Percy contornou o membro ereto do garoto por sobre os panos incômodos que o faziam agonizar.
– Oh sim... por favor.
A resposta foi mais um gemido sôfrego. Percy sorrio e beijou-lhe a glande ainda por cima do tecido. Abaixou a calça de moletom e subiu as mãos com as unhas curtas arranhando a pele branca , deixando rastros avermelhados por todo caminho das coxas, como estradas pegando fogo no deserto. Era assim que se sentia, pegando fogo a cada toque. A boxer preta colada ao corpo foi a próxima. Nico sentiu-se corar ao se ver completamente nu a frente de Percy, escutou a risada escoar pelo quarto docemente.
– Não fique com vergonha de mim Nico , você é tão lindo.
O garoto só sentiu-se corar mais ainda, afundou a cabeça no colchão e fechou o rosto, com vergonha. Mas logo a carranca fora desfeita quando as mãos másculas do outro lhe enlaçaram o comprimento e acariciaram a excitação, dura e latente.
– Você é tão belo, tão doce.
As mãos começaram a se mover para cima e para baixo, masturbando o comprimento necessitado de algum toque que o libertasse, Nico gemeu e se esparramou mais pela cama. O corpo alheio voltou ao seu posto, em cima de si, mas sem parar de dá-lo prazer com suas mãos.
– Mas... precisa acordar bebê.
Nico ofegou quando sua glande fora estimulada com o polegar do outro , acariciando a fenda na ponta, sentiu-se perder o fôlego, ele podia sentir vir apenas com um toque , aquele toque. Mas um subespaço tomou conta de si e como se tudo fosse sugado por um buraco negro e ele se sentiu no espaço, caindo eternamente. E então, algo o puxando- o de volta o fez acordar ...
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Nico abriu os olhos . Assustados, arregalados. O peito subia e descia descompassado, ofegante ,como se estivesse acabado de acordar de um pesadelo terrível, mas o pesadelo terrível , mostrava-se tão prazeroso quanto qualquer fruto proibido dos jardins do éden , provado com gosto.
Sentou-se na cama sentindo as costas queimarem pelo sol despontando no horizonte, apertou os olhos em busca de algum sinal de que nada do que viveu até segundos atrás fora somente um simples sonho. Mas nada indicava que aquilo realmente acontecera, sua blusa preferida inteira em seu corpo e a ereção latente nas calças era o que mais indicava a real realidade, a realidade que Nico queria que fosse apenas um sonho ruim.
Suspirou frustrado e olhou no relógio, a hora havia passado, exatas 8:00 horas da manhã o ponteiro marcava. Pegou o celular em cima do criado mudo ao lado da cama e verificou se o relógio estava mesmo certo , notou o calendário. Sábado. Antigamente, sábado era um dos seus dias preferidos, mas agora, depois do que acontecera na noite anterior, o sábado feliz, virara o sábado temido.
Levantou-se da cama indo em direção ao banheiro, uma recarga de energias era ótima para começar o dia e rezar para o pé esquerdo não vencer do direito.
A água quente relaxava os músculos tensos, tirava todo e qualquer resíduo de suor entre outros e ainda dava forças para quem sabe continuar a viver sem ter que enfiar sua própria cabeça num buraco como a um avestruz. Enquanto deixava a água correr pelo corpo , Nico perguntava-se como iria encarar Percy depois de tudo o que ocorrera na noite passada, não sabia como fazê-lo, e por isso se perguntava, entretanto , seu íntimo nem sempre lhe dava a resposta que queria, como o branco que matinha na mente no momento. Nico sabia que nem sempre poderia se esconder na sombras, um dia , o sol o alcançaria. Mas preferia fugir dele por enquanto, e faria o possível para sua tentativa falha dar certo.
O pálido saiu do banho , ainda não estava inteiro, mas ainda assim , não podia se dar ao luxo de parar sua vida e deixar que o medo de uma resposta o vencesse. Procurou algo leve para vestir na manhã fria de Nova York e optou por uma calça moletom preta e uma regata de mesma cor, o casaco preto habitual foi o próximo, juntamente com os tênis gatos e sujos de corrida. Nico não era um esportista, mas gostava de sentir o ar frio da manhã de sábado no rosto, gostava da sensação de liberdade que correr lhe proporcionava.
Desceu as escadas silenciosamente e se certificou de que ninguém estivesse olhando, para logo em seguida sair porta a fora em direção a rua.
O ar gelado logo se fez presente em todos os lugares a sua volta, batendo contra seu rosto e esvoaçando os cabelos de tamanho médio que caiam sobre seus olhos em uma franja . Os fones de ouvido foram colocados . Começou a correr logo quando chegou a calçada, gostava de estipular um ritmo e um horário para chegar resistentemente perto de uma pequena praça que residia dentre as lojas mais ao centro. A música soou e os lábios se moveram cantando baixinho cada verso.
Apertou um pouco mais o passo e sorriu sentindo o vento bater em seu rosto, era uma das poucas sensações que gostava de sentir, a sensação de liberdade , invadindo suas veias e deixando sua mente flutuar. Correu o quanto suas pernas aguentaram o ritmo mais que veloz , o capuz caíra de sua cabeça mostrando os fones, o suor não muito abundante escorria de sua testa, mordeu o lábio inferior pensando o quanto era gostoso imaginar que não haveria nenhuma coisa com que se preocupar quando voltasse para casa. Mas nem sempre as coisas são como queremos , e com Nico não era diferente . E como uma pilha de livros mal arrumada, pensamentos puxaram lembranças , que como livros , caíram em cima de si , estas que Nico queria tanto esquecer por um segundo. O beijo, o sonho , tudo e mais um pouco invadiu lhe a cabeça, o moreno mais novo tentou esquecer , mas fora inevitável , fechou os olhos e os apertou fortemente enquanto parara na borda de uma calçada em frente a um prédio qualquer.
Os pensamentos que o atazanavam retornaram, e tudo que mais prezou e rezou para esquecer , não valeu . O garoto suspirou derrotado e negou com a cabeça ; Os pensamentos lhe traziam agonia , a agonia de pensar ou imaginar o que o outro achara de tudo , provavelmente que ele era um completo inútil imbecil , mas isso era de se esperar , na mente de Nico , obviamente. Observou ao redor, não estava muito longe da pequena praça que sempre ia . Deu de ombros e se pôs a andar , em todas as suas vezes sempre que chegava a ela tomava um cappuccino na cafeteria da Dona Margot , e no momento , não seria diferente apenas porque perdera o pique de correr .
Pisou para fora da calçada e suspirou , sentiu algo cair de seu bolso e o baque tilintante contra o asfalto liso e sem imperfeições como lombadas , '' Merda '' , repreendeu-se e agachou-se rapidamente para adquirir novamente o objeto que caíra furtivamente de seu bolso , mas não soube como ou quando , fora tudo tão rápido que nem teve tempo de pensar em reagir , a buzina do carro soou em seus ouvidos, espalhando seu som irritante por toda a Nova York ainda adormecida .Nico parou abruptamente o que fazia enquanto via o carro tentando frear ingressando pelo corredor íngreme de carros de ambos os lados estacionados.
O torpor tomou conta de seu corpo, e agora entendia por um instante porque todas as pessoas que sofriam acidentes em novelas , séries e filmes o porque delas não pularem para o lado quando estava prestes a ter um carro passando por cima de si e esmagando seus cérebros. Piscou mais uma vez enquanto o farol acendia e desligava queimando seus olhos, era o seu fim , claro que era. Assim deduzia.
Não soube como menos ainda quando antes questionou-se de onde o maldito carro surgira , como foi jogado para longe do alcance do carro. Braços o envolveram e os corpos rolaram sobre o asfalto áspero , os fones caíram de seus ouvidos e se desconectaram do celular , fechou os olhos e agarrou-se no tecido desconhecido da blusa de quem o salvara , agarrou-se como se o fim já tivesse chegado. Minutos se passaram e sua respiração descompassada misturou-se a outra que até então era oculta aos seus ouvidos , foi girado , seu corpo foi depositado contra o chão quente e mãos lhe tomaram o rosto dando leves carinhos na pele.
– Hey , tudo bem com você?
A voz mostrou-se tão desconhecida quanto o torpor que nunca havia sentido tomar conta de sua mente. Nico abriu numa fresta os olhos e observou a figura embasada com indiferença, seu corpo doía um tanto e seus braços ardiam estranhamente. A visão voltou a confiar em si, e um par de orbes azuis cristal apareceram no foco de sua visão.
Nico gemeu e vagarosamente abriu os olhos completamente enfim deparando-se com a figura de um homem jovem que não fazia a mínima ideia de quem era. Os cachos castanhos bagunçados espalhavam-se por toda a parte , as safiras gelo o observavam com cuidado, preocupação e diria que até ... admiração. Por fim , Nico notara os lábios, rosados , finos e entre- abertos. Tentou sentar-se abruptamente, e arquejou ao sentir a costela pinicar a pele , como um beliscão dolorido.
– Calma, você está todo esfolado, deixe-me ver.
– Me solte!
O moreno mais novo exigiu desvencilhando-se das mãos que insistiam em tocá-lo, e como um baque , a sanidade voltara ao lugar, e como se pedisse desculpas pela grosseria que impôs em sua voz , olhou receoso para as orbes azuladas que o observavam com cautela e atenção.
– Obrigado.
Agradeceu , rude , simples e direto. Apoiou-se nos cotovelos e ergueu seu tronco ainda arquejando pela dor irritante , mas que não era absurda, a ignorou, por fim acabou sendo ajudado pelas mãos do desconhecido, aceitou-a por um momento , mas logo se desvencilhou-se das mesmas quando de pé , afastando-se acanhado para perto da calçada e observando o próprio estado. O casaco habitual ia para o saco definitivamente, os braços rasgados pelo solo áspero , desfiados , e a pele que dava para ver do outro lado , vestida com o tecido rasgado e esburacado , tinha listras vermelhas e pequenos poços de sangue se acumulando. Nico olhou para o rapaz a sua frente e o observou, era deveras mais alto que si , e parecia o estudar com atenção, algo que incomodou Nico de algum modo.
– Me perdoe por ser grosseiro, mas porque está olhando para mim desse jeito?
O rapaz riu e aproximou-se com as mãos entrelaçadas atrás do
corpo.
– Perdoe-me por minha intromissão e por não me apresentar devidamente gracinha, mas ... eu sou médico, só estou me certificando de não quebrou nada.
Nico engoliu em seco e o olhou dos pés a cabeça. Ele trajava uma roupa um tanto mais casual para ser um médico; jeans, all star , blusa social vinho e agora um pouco desfiada em alguns ponto dos braço e do tórax, compunham seu visual. Ele definitivamente não parecia um médico. Nico fechou a cara ao escutar o apelido , mas sorriu maliciosamente ao resolver brincar.
– Você não me parece nada com um médico... fofura.
O outro riu novamente e dirigiu suas mãos para o bolso da camisa social ao lado esquerdo , tirando do mesmo um crachá com a foto do rapaz e seu nome '' Dr.Jonathan Mills '' , Nico leu mentalmente e se dirigiu ao mais alto que tinha um sorriso sacana de lado.
– Está aí a prova que queria gracinha, você devia denunciar aquele cara, ele nem parou para te dar assistência , passou direto , apenas dando uma buzinada para deixar claro seu irritantemente.
– Obrigado por ser tão '' atencioso'' , agora se me dá licença Senhor Jonathan Mills , eu tenho que ir e a propósito, tenho problemas demais para parar em uma delegacia em plenas oito da manhã, por causa de um provável bêbado que quase me atropelou.
O rapaz mais alto pôs um semblante sério no rosto e parou em frente a Nico fechando seu caminho.
– Perdão pela minha ousadia garoto, eu só queria ser mais descontraído , você passou por uma situação tensa.
– E conseguiu descontrair, mas agora pode me deixar passar?
O mais alto saiu da frente , liberando o caminho.
– Obrigado.
Nico agradeceu-lhe sarcasticamente e se pôs a andar novamente , mancando , mas ainda assim andando tentando parecer que nada havia acontecido, quando foi mais uma vez impedido de tentar concluir seu intento
– Espere!
A voz lhe chamou e a mão alcançou seu ombro enquanto a imagem do rapaz de antes vinha a sua frente.
– Por favor , fique com um de meus cartões, para me avisar se sentir algo anormal , um desconforto ou outra coisa , como ... ligar para conversar, você que sabe gracinha.
Nico franziu o cenho e pegou o cartão em mãos , enquanto observava com indiferença o rapaz sorridente de um jeito estranho a sua frente.
– Tudo bem ... e agora ,eu posso ir?
– A vontade gracinha , porque sabe de uma coisa, eu estou atrasado.
O dono dos olhos cor de safira saiu andando em frente enquanto dava discretas não tão discretas olhadas para trás em direção ao moreno mais jovem que ainda olhava perplexo para toda a situação que acabara de sofrer. Por fim resolveu tirar qualquer história da cabeça e seguir em frente no seu objetivo, tomar seu café e voltar para casa , longe de qualquer preocupação com o dia estranho que tinha com certeza começado com o pé esquerdo.
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Percy se mantinha sentado lendo o livro como estava a quase 6 horas desdê que acordara de repente e depois , não conseguira mais dormir. O moreno suspirou frustrado e tirou os óculos colocando-o no criado mudo que residia ao lado da cama , piscou algumas vezes tirando-se do torpor da fixação de passar horas com os olhos abertos sem sequer parar para piscar direito, fechou o livro não se preocupando em marcar a página e deitou-se, das cortinas finos fios dourados denunciavam que a manhã já havia chegado, mas a dor em seus ossos o amolecia o suficiente para que o mesmo não tivesse nem vontade de levantar-se para tomar café, ele levou uma boa surra.
Deitou-se reto na cama e gemeu fraco ao sentir uma fisgada ao lado direito de suas costelas , seu corpo inteiro doía, mas o que mais doía não eram seus ossos , e sim o seu peito que se apertava na dúvida. Nico o queria realmente ou tudo fora fruto de uma alucinação pós surra? era realmente uma questão difícil de responder, mas Percy não estava nem um pouco afim de ir buscá-la pelos cabelos e forçar que ela dissesse a verdade, ah resposta safadinha que sempre fugia de seu alcance.
O dono dos olhos esmeraldinos , fixou os mesmos no teto cinzento. Era tudo tão monótono. Ele sempre se deitava todas as noites desdê o incidente , e suspirava derrotado porque não havia nenhuma vitória para comemorar, nenhuma que realmente valesse a pena acordar todo esfolado para pular feito um louco, mesmo tendo uma dor dilacerante nos ossos.
Até ele atropelar o garoto que mudara todos os seus planos. Nico entrara na sua vida em um dos piores momentos que passava , e em uma das melhores horas para trazê-lo de volta a vida. Ali, deitado , ele sentia-se como antes, um fracassado qualquer que não é capaz de conquistar o que quer. Mas essa era a verdade, Percy era um fracasso quando tudo se tratava de conquistas, ele era mais fácil induzido do que mais fácil sedutor.
Nico restaurara os cacos quebrados e os colara nos lugares certos, tão perfeito, que parecia que nunca fora jogado contra a parede e pisoteado por um ogro mortal. E ele estava desistindo mais uma vez, porém , que atitude poderia tomar. Grunhiu e fechou os olhos respirando e soltando o ar forte pelos pulmões.
'' O que eu posso fazer ?Ele não gosta de mim, devo beijar tão mal que é por isso que o pobre do garoto saiu correndo... Eu nunca vou conseguir '' , ele repreendia-se, estava desistindo mais uma vez do que tanto queria, mas isso significava admitir uma coisa ; Que estava apaixonado por Nico em tão pouco tempo. '' Covarde, imbecil , inútil , vai deixar a única coisa que te faz ficar com o pau duro dentro das calças e te faz aturar a Annabeth , que faz o seu coração bater de um jeito diferente, que te faz ficar ... '' Percy suspirou derrotado pela sua consciência furiosa '' ... feliz '' . O rapaz suspirou derrotado e refletiu tudo o que passou nos últimos 2 anos.
O acidente, a faculdade terminada a contra gosto, seu pai e a proposta de emprego nas empresas forçada, o que partira seu coração , a surra , Annabeth e sua paixonite patética e por fim , percebeu que nenhuma das opções que citou em uma lista detalhada em sua mente , fora melhor do que atropelar e trazer Nico a sua vida . A única coisa que o fez aturar tudo , e a única coisa que estava deixando passar. Em seu peito formava-se uma tsunami furiosa, ele estava com raiva , estava frustrado e nem mesmo a dor o fez parar de pensar no quando estava sendo um idiota, um lerdo, o quanto estava sendo patético.
O telefone tocou ao lado , suspirou frustrado e o pegou em mãos vendo no visor o nome identificador de quem o ligava , Poseidon , seu pai , ele pôs o dedo em cima do telefone verde representado na tela , mas parou abruptamente . Ele estava surrado e ainda teria que servir de capacho , já que mesmo sábado eles teriam uma reunião importante, e isso , o enfureceu mais ainda . Apertou o celular nas mãos , grunhiu e o jogou em direção a parede, vários pedaços do vidro se espalharam pelo chão , o Iphone semi novo estava em frangalhos, ele pouco se importou, a tempestade havia chegado no clímax , e uma decisão em seu peito se fortalecia, tomada como impulso.
'' Eu não vou e nem posso desistir do Nico, eu me recuso a ser um covarde idiota '' , Percy retirou as cobertas de cima de si com cuidado por conta da dor e ainda mancando com dificuldade se dirigiu ao banheiro.
– Eu vou fazer tudo ser diferente!
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Nico chegara a exatas três horas da tarde em casa. Acabou por ficar quase que metade do dia que iria passar enfurnado no quarto escutando uma coletânea de músicas ,na biblioteca do centro , e não havia nada que o surpreende-se mais do que viu quando chegou em casa. O dia havia realmente começado com o pé esquerdo e logo a esperança de ter um resto de tarde tranquilo se perdera de primeira.
– E aí filhão , com saudades do papai?
O garoto observou abismado a figura paterna abrir os braços e sorrir, os olhos tomados de saudade. Nico estranhamente percebia que seu pai o amava, e era recíproco , Nico só não gostava de admitir que era , ainda havia muita mágoa coberta por dentre seu peito. Forçou-se a retirar o torpor da mente e franziu o cenho , perdendo seu olhar no nada , assentiu com a cabeça e arqueou as sobrancelhas tentando ser o máximo frio possível.
– E aí Hades.
Nico passou direto sem se importar com o abraço que o moreno anos mais velho oferecia com os braços abertos. Se dirigiu para as escadas e apenas as subiu sem olhar para trás. Não que não se importasse em como seu pai se sentia, se importava , e isso doía com a ideia de deixá-lo magoado, mas ele não conseguia perdoar um dos motivos pelo qual se cortava. O homem virou-se em direção a figura do filho que subia vagarosamente as escadas , abriu e fechou a boca várias vezes, perplexo, vendo que fora derrotado por um gesto frio , mais uma vez. Ele apertou os olhos na direção do filho observando as marcas nos braços do mesmo, vermelhas como se alguém tivesse arranhado o braço de Nico com as unhas de uma forma brutal , forte e excessiva.
Hades cruzou seus braços. Ele não sabia mais o que fazer para Nico voltar a tratá-lo como pai que ele era. Voltou-se de frente para as escadas de onde o filho subia sem demonstrar que se importava com ele ali.
– Ei espere aí garoto , pare agora mesmo e me dê um abraço ,depois me explique o que são essas marcas em seu braço, agora ! já ! imediatamente!
E embora Hades o amasse, cometia sempre o maior erro. Não pedia, exigia como se Nico fosse a sua propriedade, uma das coisas que ele não perdoava o pai por fazê-lo.
– Eu não sou sua propriedade e muito menos um cachorro para você exigir de mim dessa maneira , Hades Di Meno.
O garoto respondeu andando para o seu quarto sem se importar com a exigência do pai. Bateu a porta com força e a trancou, provavelmente ou com certeza , a paz na casa havia acabado antes mesmo de tentar começar como das outras vezes.
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Nico se recusara a descer para o almoço como fora pedido por Agostine , apenas disse que estava enjoado e que não queria comer , mas todos sabiam da verdade ; Sempre que Hades estava em casa junto a Nico , havia uma briga que acontecia, mesmo que adormecida por dois meses ou mais de viajem , ela se reacendia como uma vela de aniversário insistente , como se dissesse que o pedido estava errado e desse uma chance para a pessoa pensar direito e fazer a escolha certa.
Passou os primeiros minutos desdê o reencontro com seu pai tomando um belo banho e limpando os ralados de seu quase atropelamento , e foi então que notou que os acidentes com carro o perseguiam , esse em que fora salvado pelo tal doutor Jonathan Mills , e o de P... . Nico balançou a cabeça mordendo o lábio inferior e balançou a cabeça negativamente como se , se auto repreende-se por pensar no que não devia.
Por fim sua tarde fora passada como fora planejada antes de saber que seu pai havia chegado de viagem; Escutando coletâneas e mais coletâneas de músicas de todos os estilos que conseguia e o mais alto que seus tímpanos podiam aguentar escutar. Nico amava sim seu pai, mas ainda havia a mágoa no canto mais profundo e obscuro de sua alma que apontava e despontava em seu peito toda vez que se sentia bem ao lado do pai , lembrando-o do que aconteceu com sua mãe , o impedindo de realmente quebrar a barreira e se reaproximar de seu pai como devia. Nico o culpava , e não arredava o pé de sua decisão definitiva. Era realmente uma relação conturbada de pai e filho, e Nico definitivamente não gostava de tocar no assunto.
Os fones de ouvido pararam de repente, o leve e baixo chiado fez Nico abrir os olhos para o mundo exterior e se sentar na cama , encontrando uma Perséfone com uma expressão nada boa no rosto. Ela segurava o que restava do fone de ouvido em uma mão e na outra uma tesoura enorme de cortar tecidos ; O fio havia sido cortado ao meio e a música do celular no último volume começou a soar por todo o quarto. Nico retesou o maxilar e revirou os olhos desligando o celular e olhando perplexo para a madrasta de semblante nada contente.
– Você acabou de cortar ao meio o meu melhor fone.
– Eu sei que pode comprar quantos quiser e muito melhores do que este.
Nico deu de ombros e colocou as mãos em ambos os respectivos bolsos da calça jeans surrada. Perséfone tocou seu calcanhar e se aproximou.
– Eu ainda não entendo que tanta mágoa você guarda de seu pai.
– E eu não quero falar sobre isso.
Nico virou-se na cama e tentou parecer que queria dormir , mas Perséfone o conhecia suficientemente bem para saber que ele não o pretendia.
– Sabe que pode contar comigo quando quiser conversar , não sabe?
O garoto suspirou frustrado enquanto apreciava a carícia suave que subia e descia por sua perna. Nico assentiu, mais frustrado ainda por não ter barreiras que o fizessem odiar Perséfone de vez em quando, mas como odiá-la se ela era como a uma mãe para si e Hazel.
– E eu também sei que posso contar com você então eu queria te pedir só por esta noite, uma única coisa.
O garoto não falou nada , apenas se virou de frente e meneou o olhar em direção ao da madrasta que o olhava pedinte como um bebê, esperando até a hora certa de pedir algo difícil.
– Jante conosco, dê um abraço em seu pai e tente se entender com ele.
Nico bufou.
– Você sabe que estas três coisas são quase que impossíveis de eu concordar em fazer.
Por fim voltou a sua posição antiga ao final da frase. Sentiu o calor da mão de Perséfone afagar lhe a sua e respirou profundamente , ele fora derrotado, antes mesmo de qualquer proposta.
– Apenas tente, só por essa noite.
A voz pedinte o amoleceu ainda mais, ele se virou e sentou bufando. Os olhos piscaram naquela clara posição de cachorrinho que caiu da mudança, e então o rosto que se meneou para o lado completou o semblante dócil.
– Tudo bem, você venceu, mas eu não me responsabilizo por quebra de pratos e comida voando.
Perséfone bateu palmas e riu do sarcasmo do enteado, se levantou estendendo sua mão na direção de Nico que a pegou e se levantou ainda a contra gosto . Os dois ingressaram para fora do quarto e desceram as escadas em direção a sala de estar de onde um cheiro de comida pronta agradavelmente saborosa exalava. Nico sabia que seria difícil, mas não ceder a Perséfone não era uma solução, ele não podia sempre fugir de tudo o que tinha problema como sobrenome, pelo menos uma coisa tinha que encarar com coragem, embora a ideia de ter uma Guerra Mundial do século XXI em casa o desagradava.
Os dois rumaram de mãos dadas até a sala de jantar onde seu pai conversava com Hazel animadamente.
– Veja quem chegou para completar o jantar da realeza.
Perséfone brincou bagunçando os cabelos de Nico, que revirou os olhos e se sentou largado ao lado da cadeira do pai. O mesmo o olhou com um sorriso e sentou-se numa pose soberana e imponente.
– O príncipe rebelde retornou ao seu trono, agora sim , a família real está completa.
Hades sorrio e Nico tentou encará-lo sem que se lembrasse de memórias desagradáveis do passado. Ia responder-lhe algo, mas fora interrompido pela campainha da porta que soou como um sino por toda a casa.
– Está esperando por alguém meu amor?
– Não que eu próprio saiba, algum de vocês está?
Hades referiu-se aos dois filhos que negaram com a cabeça ao mesmo tempo. Hades deu de ombros e levantou-se.
– Eu vejo quem é.
Nico riu.
– Agostine e Zilda não fazem isso por você?
– Nico!
Perséfone o repreendeu pelo sarcasmo e Nico apenas deu de ombros , inclinando-se para pegar um pedaço do frango disposto a mesa. Perséfone observou o marido que ainda se mantinha em pé a olhar sereno negando para que o deixasse.
– Eu as dispensei para um noite de folga meu filho, queria que fosse algo apenas em família.
Dito isso, saiu da sala de estar indo em direção ao corredor que dava para as grandes portas de madeira. Nico sentiu uma pontada no peito, embora fosse saboroso alfinetar o pai, ainda assim sentia-se culpado de tais reações que poderia ter causado que o deixassem triste ou decepcionado com sigo.
O barulho estranho de risadas despostas ao corredor logo fez Nico estranhar e entrar na única constatação que sempre ocorria. Negócios. E a noite em família sempre ia para o saco quando um dos negociantes de seu pai vinha tratar dos mesmos com ele em pleno fim de semana. Mas diferente do que pensava que seria, as risadas se aproximavam, e não se distanciavam em direção ao escritório como era sempre de costume. Observou as pessoas a sua volta, Perséfone tinha o semblante fechado como se soubesse que a noite estava perdida, e Hazel não estava muito diferente, cutucando a comida no prato como se fosse algo nada saboroso, o que de longe era . Mas para Nico, nada era uma surpresa, era até normal para si.
As vozes se aproximavam cada vez mais . Mas ele nunca esperava que o dono dela fosse quem ele tanto estava querendo evitar.
O sangue de Nico congelou nas veias, a sua circulação fora cortada, e por um momento, o garoto realmente achou que seu coração parara de bater e de bombear sangue para todo o seu corpo.
Ele entrou . Vestido tentadoramente . A blusa social azul cobalto com três de seu primeiros botões fora de suas respectivas casas, os lábios róseos que não paravam de se mover enquanto conversava com seu pai, as mãos dentro dos bolsos de sua calça jeans preta, o all star. Ele estava perfeito.
Nico congelou em seu lugar, os olhos esbugalhados , saltados para fora de suas orbes, Hazel percebeu e no mesmo instante olhou na mesma direção de onde seu irmão não tirava os olhos e tudo fez todo o sentido para ela. Nico ainda era um iceberg . As mãos suando frias, a respiração ofegante, o garoto mordeu os lábios rachados e secos ,observou os cabelos negros molhados, queria fugir, queria agarrá-lo, queria sumir e ia , mas por fim não teve jeito assim que foi avistado ao longe e amarrado a cadeira pelos olhos esmeraldinos indecentes que o despiram no sonho. Sentiu-se esquentar e as bochechas ruborizaram. Percy sorriu e olhou em seus olhos.
– Percy , quero que conheça minha família, embora não seja uma boa hora para você estar aqui.
– Oh, eu atrapalho em algo?
– Na verdade eu queria fazer um jantar especial, familiar.
– Ah sim, me perdoe, mas eu não vim falar de negócios.
Hades franziu o cenho e sorriu sem graça.
– Oras , então porque veio senão para falar de negócios?
Percy apontou com a cabeça na direção de Nico que deslizou para baixo na cadeira '' Puta merda''.
– Seu filho é o meu motivo, nos tornamos muito amigos, e eu tenho alguns assuntos pendentes para tratar com ele, será que eu poderia roubá-lo por alguns minutos? Prometo que não vou demorar.
Nico não se conteve e chocou sua cabeça contra a mesa de madeira, chamando a atenção de quase todos presentes no recinto. Hades abriu um sorriso ,abrindo os braços e indicando a mesa com a mão aberta
– Não seja por isso, não precisa ser rápido, jante conosco Percy.
O pálido ergueu a cabeça no mesmo instante, olhando com os olhos mais saltados do que nunca para o pai e o seu amado que o olhava em total estado de surpresa.
– O senhor tem certeza que eu não vou atrapalhar ? Afinal , são apenas alguns assuntos rápidos e ...
Hades o interrompeu , segurando-o pelos ombros e o empurrando até a mesa de jantar cheia de guloseimas apetitosas. Perséfone abriu e fechou a boca várias vezes, mas Nico não esperou reação diferente dela, afinal, ela era uma grande fã do cara por quem ele era perdidamente apaixonado.
– Não há problema algum Percy, imagine, você amigo do meu filho, quantas coincidências , por favor, sinta-se a vontade.
O pálido ofegou e gemeu, se auto repreendendo por ser tão idiota ao ceder ao pedido de Perséfone e ter ido jantar naquela noite que tinha começado com todos os pés esquerdos do mundo, e que teve um dia pior ainda.
– Tudo bem então , se não incomoda vocês .
Perséfone sorriu e levantou-se da mesa com um pulo.
– Mas é claro que não incomoda, por favor , sinta-se a vontade , a casa é sua para vir quando quiser.
E Nico odiou-se mais uma vez , odiou-se por não odiar Perséfone de vez em quando, odiou-se simplesmente por não conseguir odiá-lo principalmente, e odiou-se mais ainda quando seus temores se completaram. A cadeira ao seu lado foi arrastada e a figura de olhos indecentes sentou-se ao seu lado.
– Bem, primeiramente queria saber de onde se conhecem e como ficaram tão amigos, este é um mistério que realmente queria desvendar.
Percy olhou para Nico, o olhar cúmplice que foi retribuído com um nervoso da parte do de olhos castanhos, ele sorriu e esticou-se para pegar a jarra de suco parando apenas para pedir permissão.
– Se me permitem dizer , é uma longa história.
O jantar foi seguido de olhares cúmplices , risadas e histórias, e o assunto dos lábios dos outros a sua volta não parecia acabar. Nico estava prestes a explodir , querendo se libertar de todo e qualquer assunto , se libertar da prisão que era ter que olhar para Percy e não se lembrar de tudo que passaram na noite interior, se libertar da prisão que era o seu olhar o prendendo, o fazendo corar.
– Ah céus, você é tão engraçado querido, mas me diga, o que te fez ficar todo roxo do jeito que está, não foi o tubarão foi?
Percy riu do comentário de Perséfone sobre sua história, e olhou para as marcas roxas em ambos os seus braços. Nico se agitou, movimentando-se desconfortavelmente na cadeira e arqueando suas costas enquanto bebericava um gole de suco em seu copo.
– Bem, creio que não , embora no passado o mesmo tenha me deixado marcas horríveis que hoje não são visíveis no braço direito, não , não foi ele.
Deu uma pequena pausa enquanto observava as reações de Nico a cada palavra, limpou o canto dos lábios e tomou um gole da bebida em seu copo. Voltou a falar. Enquanto que o moreno mais jovem lembrou-se que os arroxeados hematomas foram o pivô de seu beijo.
– Na verdade , eu não vi os caras que me deram uma baita surra, mas sei que eles não ficaram muito contentes com as mudanças que fiz na empresa, e bem ... acho que foi isso o pivô da raiva deles que me fizeram ter certeza que foram eles os responsáveis.
Pausou apenas para olhar novamente para Nico, que se encolheu ainda mais na cadeira, segurando os talheres prateados da mesa com tanta força que deixava os nós dos dedos brancos.
– Nossa , mas você devia mandá-los embora, eles fizeram um belo estrago em você.
– Sim , mas tudo resultaria em piores consequências e eu não posso acusá-los sem prova, sendo que sou apenas o sócio que tem uma das menores partes na empresa e ninguém quase me escuta.
– Injusto , mas quanto a tubarão ?
– Bem , acho que depois dele me dar aquela mordida, acho que ele não me acho muito apetitoso , pois depois disso, foi embora e nunca mais voltou para vir filar um pedaço.
'' Apetitoso ? Apetitoso? Você ... argh , você é saboroso '' Nico gemeu e se encolheu . Escutou as risadas de sua família as últimas frases de Percy e revirou os olhos, quando escutou a cadeira ao seu lado ranger e ser arrastada novamente.
– Bem , a conversa estava deveras maravilhosa , mas me sinto um tanto ... desconfortável , não sobre vocês , mas como posso dizer que preciso ir ao ...
– Banheiro ?
Hazel completou sua frase e Percy assentiu acanhado.
– Ah sim , o Nico te leva, né maninho ?
Nico pulou da cadeira ao ser cutucado por baixo da mesa com o pé , e olhou com os olhos arregalados para a irmã.
– Eu ?
Hazel olhou o irmão com um olhar repreensivo e Nico cedeu, estava realmente perdido. Agora não tinha mais como fugir do olhar acusador
– Claro , eu levo.
Nico arrastou a cadeira para trás e em passos receosos rumou até o corredor de onde o moreno mais velho tinha vindo. E enfim teve a comprovação que nada mais poderia ser feito quando o outro o seguiu para fora da sala de estar , e do lado de fora , a tensão sufocadora se instalou junto com o silêncio, seu maior pesadelo desdê que se entendia por gente. Subira as escadas com um olhar torturante atrás de si , os olhos esmeraldinos indecentes queimavam em suas costas , em poucos passos eles estavam em frente a porta de madeira de cor caramelo do banheiro e Nico poderia enfim sair correndo.
– Pronto , está entregue.
Virou-se pronto para sair , quando a mão de Percy tocou-lhe o ombro delicadamente.
– Nico, espere!
E então ele desmoronou. Tudo que estava tentando segurar, pesou na balança da razão e estourou. Nico se virou abruptamente, as mãos molhadas de suor, as bochechas queimando, e o olhar tão frágil quanto seu peito , que se apertava toda vez que se perdia nas profundas esmeraldas dos olhos de Percy. Não resistiu.
– Olha Percy, eu sei sobre o que você quer falar, mas eu não me sinto nem um pouco confortável para tocar nesse assunto, sei que você quer esclarecer as coisas, mas eu prefiro deixá-las ... nubladas como estão.
Seu medo o entregou. Percy sorriu por dentro tendo em mente a confirmação que queria, que Nico retribuía o que sentia. Ele queria forçar as resposta que queria ouvir, mas pelo que já sabia , resolveu deixá-la por assim mesmo, e mesmo que lhe apertasse o peito ainda a pequena dúvida atrás da orelha como a uma pulga insuportavelmente irritante, deixou-a passar. Com esforço excessivo para não agarrar Nico e beijá-lo de felicidade , olhou nos profundos rios de chocolate que eram seus olhos e suspirou.
– Certo, quer deixá-las assim, então por mim tudo bem — Nico o olhou indiferente enquanto o outro se aproximava — Só ... não quero perder a sua amizade Nicolas — esclareceu afagando o ombro de Nico .
O mesmo suspirou em alívio e sorriu de cabeça baixa, não pensou que seria tão fácil despistá-lo de sua insegurança, ou era isso que pensava que o fez. Ergueu a cabeça e lhe sorriu timidamente assentindo.
– Eu também não Percy.
– Ótimo, então , ficamos como se aquilo nunca tivesse acontecido.
Percy riu e piscou para Nico resolveu entrar em seu jogo.
– Aquilo? Que coisa aconteceu ?Não me lembro de nada.
– Eu também não .
Os dois riram e se olharam por um minuto, quando Percy foi tirado de seu transe pela dor insistente na bexiga que o fazia lembrar que queria ir ao banheiro de verdade. Fez uma careta, da qual não passou despercebida por Nico.
– O que houve ?
– Nada, só realmente preciso ir ao banheiro.
Nico entre abriu os lábios e riu .
– Ah sim, fique a vontade alteza.
Percy revirou os olhos e entrou no recinto fechando a porta atrás de si , deixando Nico sozinho por um tempo. O mesmo recostou-se na parede atrás de si e riu colocando a mão num dos bolsos da calça, rindo bobo de o como não era complicado conversar com Percy , o como ele o fazia bem , o fazia sorrir e o deixava tão sufocado de alegria. Quando foi tirado de sua bolha de felicidade pessoal quando algo que se mexeu junto com sua mão em seu bolso, pegou o que lhe incomodava entre os dedos e observou. O cartão de listras azuis mais acima e ao final com um número de telefone e endereço de um hospital , no meio, residia-se um nome '' Jonathan Mills'' .
Nico refletiu, não que traísse Percy com os olhos, mas não deixava de admitir que a inconveniência do outro mexeu com sigo , mas nada que fizesse seu coração bater como só Percy sabia fazer, era uma ilusão ótica. Perdeu-se na lembrança do médico misterioso o salvando e nem escutou o som da porta se abrindo a sua frente, perdera a noção dos minutos refletindo, e quando deu-se por conta.
– Como você arranjou este cartão?!
A voz quase falha e nervosa o despertou, fazendo o cartão cair de seus dedos em direção ao chão. Olhou para Percy que se mantinha estático na porta do banheiro observando o cartão com tanto medo quanto uma criança fitando um monstro debaixo da cama. Nico agiu indiferente a pergunta, receoso ainda , respondeu a pergunta que lhe fora feita tremulamente.
– Foi um cara que me deu, ele me salvou, a propósito, algo que eu esqueci de lhe contar.
Percy agiu desconfortável, andou poucos passos em direção a Nico e agachou-se em sua frente, pegando o cartão em mãos. Nico ficou tenso ao tê-lo ajoelhado a sua frente. O dono dos olhos esmeraldinos ofegou ao ler o nome incrustado em letras de forma bem grandes e azuis no cartão , '' Jonathan Mills'' , o nome ecoou em sua mente como um vírus, revirando seu estômago e trazendo o biles a sua garganta, sentiu-se mal , e todas as sensações vividas a 2 anos atrás voltaram a se fazer tão vivas e presentes quanto na época em que elas realmente aconteceram. As lembranças ruins lhe atingiram a mente e o corpo como a uma bomba , deixou seu corpo cair sentado sobre o chão de madeira, e Nico , estando a observar tudo , arregalou os olhos quando viu o ato feito em sua frente.
– Percy, você está bem ?
– N-não .
A voz de Percy falhou na garganta , e Nico ao escutar sua resposta prontamente se ajoelhou a sua frente , tocando seu ombro e olhando para o estado vacilante do outro. Quando algo que enfureceu Percy ecoou em sua mente.
– Afaste-se desse cara.
– O que ? Por quê ?
– Por que eu estou mandando , afaste-se dele, ele não é o tipo de pessoa que você deve ter por perto.
Ao dizer isso, Percy agarrou o braço de Nico com força e o fez olhar assustado em seus olhos.
– Quero que prometa-me que não vai ligar para ele e que vai jogar este cartão no lixo.
Nico se levantou abruptamente, incomodado com a reação ácida de Percy a uma coisa que não entendia o porque de estar acontecendo.
– Ei , espere só um segundo, eu ouvi que estou sendo proibido de ligar para o cara que salvou a minha vida? Tem noção do que está me pedindo Perseu Jackson ?
– Sim, eu sei que é loucura, mas eu não quero que você ... sofra .
Percy se levantou em passos falsos e olhou receoso para Nico, o mesmo revirou os olhos e riu .
– Sofrer bobinho ? Porque eu sofreria ?
Percy se descontrolou e socou a parede. Nico estremeceu.
– Você não entende que eu não posso te explicar!
– Se você não me explicar eu não posso dar razão ao que você está me pedindo.
– Só me escuta merda!
Nico se enfureceu, e por mais que Nico o amasse , ele se revoltou.
– Olha aqui, você pode ser o dono do mundo citado nas revistas de pesquisas científicas , pode ter as mulheres que quiser nos braços apenas com um assovio e ter a bunda que quiser pra comer, mandar quando quiser e quando lhe der vontade, mas aqui não ! somos amigos, mas não posso te dar razão numa coisa absurda dessas, você entrou de um jeito no banheiro e saiu de outro, então se o que você ia fazer nele te subiu a cabeça , acho melhor você ir pra casa!
E então como um beliscão , Percy acordou de seu transe. Olhou em volta e fungou, os olhos antes cheios de lágrimas voltaram-se ao normal, e ele se deu conta do que acabara de fazer. Nico ainda mantinha-se na defensiva, olhando furioso para Percy, enquanto o mesmo passou as mãos nos cabelos e se aproximou de Nico que com um gesto de uma de suas mãos o fez parar no meio do caminho.
– Nico eu ...
– Vai embora!
– Me desculpe eu ...
– Por favor!
Percy olhou nos olhos chocolates afetado, seu peito ardia e sua mente girava com a ideia de que Jonathan, o havia tocado, e o tocaria se não intervisse. A dor que sentira naquela noite foi mais do que poderia aguentar, e não ia querer que ela retorna-se novamente. Mas a arrogância de Nico o fez voltar a sua tese de que ele deveria se afastar.
– Nico, será que você não entende! O Jonathan é perigoso!
– Ah sim , e eu sou a fada do dente! Olha, estamos o dois de cabeça quente, por favor , vai embora!
Nico apontou em direção as escadas e Percy derrotado , seguiu até elas pisando duro. Os dois ingressaram pela escadaria longa e desceram até em direção as enormes portas de madeira, as mesmas que foram abertas abruptamente por Nico; Percy saiu por elas e parou de frente para Nico , os dois se olharam com fervor e o moreno mais velho não resistiu em tentar persuadi-lo novamente.
– Nico , olha ...
– Boa Noite Perseu.
A porta foi batida com toda a força, e Nico prontamente se recostou sobre ela, escutando o grunhindo irritado do outro lado da porta. Sentiu-se um tanto culpado por ter agido de tal maneira , mas o jeito ácido do outro o havia incomodado. Suspirou profundamente retomando o pouco ar que havia perdido e abriu os olhos antes fechados para uma breve recuperação. A sua frente, a garota de cabelos cor do chocolate tinha os braços cruzados sobre o peito e um olhar claro de desaprovação.
– Você devia escutá-lo.
– Não enche Hazel, não te ensinaram que é feio escutar conversa alheia?
Nico voltou-se para as escadas e começou a subi-las , pisando duro.
– Eu acho que ele gosta de você, e por isso se preocupou, devia pedir desculpas seu ogro magrelo.
Hazel gritou da ponta da escada e Nico, virou-se para mesma e mordeu o lábio inferior com as sobrancelhas comprimidas.
– Vá a merda Hazel, vá a merda.
Nico subiu sem mais falar nada e Hazel boquiaberta grunhiu e saiu pelo outro lado. Ele entrou pelo corredor e bateu a porta de seu quarto com força atrás de si. Jogou-se na cama e se pôs a olhar para o teto, questionando-se intensamente sobre o que Percy tanto temia...
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A noite passada não fora uma das melhores. Não porque outro sonho erótico lhe atormentara com uma ereção impertinente, e sim porque a dor da culpa por ter agido tão hostil com Percy o incomodou proporcionalmente, a ponto de tirar-lhe o sono assim como lhe foi dado.
A noite passada não fora uma das melhores. Não porque outro sonho erótico lhe atormentara com uma ereção impertinente, e sim porque a dor da culpa por ter agido tão hostil com Percy o incomodou proporcionalmente, a ponto de tirar-lhe o sono assim como lhe foi dado.
Ainda era de manhã, o relógio marcava exatas sete horas, ele não conseguiria voltar a dormir, Nico conhecia-se suficientemente bem para afirmar o fato para quem quer que pergunta-se. Seu peito ardia , sua nuca queimava, doía-lhe tanto ter agido do modo que agira, que não aguentou-se em arriscar a causar uma má impressão em Percy, desfazendo toda e qualquer coisa que foi esclarecida na noite anterior . Rumou para o banheiro tomando uma ducha rápida e seguindo para o armário, vestindo-se com qualquer roupa que viu pela frente. Pegou a chaves o celular e os enfiou em qualquer bolso , seguindo para as portas principais de madeira e cortando qualquer pergunta que Agostine fez ao vê-lo acordado tão cedo num domingo. A necessidade de se desculpar , era maior do que se preocupar com o que estava acontecendo a sua volta.
Sabia que seria quase impossível encontrar Percy acordado naquela hora, mas não iria aguentar nenhum só segundo enclausurado dentro de casa esperando o dia amanhecer direito para se desculpar por uma coisa tão fútil e imbecil que fez.
Forçou sua mente a lembrar-se das ruas, das curvas certas para o prédio do qual saíra correndo na noite anterior a que passara. Ofegante, e enfim em frente ao lindo prédio de janelas espaçosas em vidro puro e varandas amplas, parou para respirar e tomar coragem para não cometer nenhuma burrada novamente , quando foi alvo de uma pessoa que não esperava encontrar ali.
Saindo do prédio em seus saltos vermelhos. Os lábios não tinha cor diferente da dos saltos, a roupa social combinava o estilo sério , mas igualmente parecido com uma atriz de filmes pornô , os cabelos ondulados dourados e o chiclete que ela mascava no canto da boca, os óculos escuros acompanhavam e cobriam seu par de olhos cinzentos traiçoeiros. Os mesmos que quando cairão sobre a figura de Nico, perversos, começaram a trabalhar em um plano , ele não estragaria seus projetos mais uma vez. O sorriso maldoso brotou no canto dos lábios , e logo os saltos puseram-se a fazer barulho , enquanto os pés vestidos pelos mesmo andaram em direção ao outro lado da calçada enquanto o garoto estava distraído tomando fôlego.
– Nico , que surpresa encontrá-lo aqui , quer dizer , para mim , claro!.
O garoto ergueu a cabeça e gemeu furioso por dentro, o pequeno sorriso falso brotou em seus lábios róseos.
– Senhorita Annabeth, que honra ter te encontrado aqui.
A voz saiu de seus lábios mais como um rosnado , e a mesma abriu um sorriso mais largo ainda.
– Ah sim , a honra é toda minha, veio falar com o Percy ?
– Sim .
– Então bate na porta, ele deve estar tomando banho, se bem que ...
O veneno chegava escorrer de sua boca, ela se virou com a língua entre os dentes e olhou rapidamente para o prédio enquanto Nico impacientemente disfarçando simpatia batia os pés nervoso por uma resposta.
– Se bem que ?...
Forçou-a a continuar, enquanto a mesma fingiu uma cara desapontada, olhando para o chão e enfiando os dedos polegares para dentro dos pequenos bolsos da saia vermelha.
– Ele me disse que você viria , me avisou que encontraria você atrás dele, me contou da briga de vocês até, e disse que você iria vir pedir desculpas , mas me assegurou que seria desnecessário porque ele não iria desculpar, você bateu a porta na cara dele , e isso não é nada educado.
– É mesmo ?
Nico sorriu nervoso e reprimiu a raiva que despontava ardente e agonizante em seu peito.
– Sim , é verdade , ele me ligou e pediu que eu dormisse na casa dele ontem , ele estava bem abatido, nervoso , eu o consolei , e pelo que eu vi , você é uma das pessoas que ele não iria querer ver hoje, e ah , ele disse uma coisa que eu até me sinto mal em informar mas ... acho que ele não vai voltar a vê-lo novamente, não despois do que você fez.
O peito de Nico se revirou e a massa de ácido do estômago estourou e derreteu tudo por dentro de si , seu peito se apertou e seu estômago revirou , lágrimas brotaram no canto de seus olhos . Nico apenas se virou de costas e saiu andando , uma lágrima solitária escorreu pelo seu rosto. Annabeth se esgueirou para o lado na calçada e o chamou, vitoriosa e satisfeita com seu feito.
– Nico ? Nico espera, aonde você vai ?
A sua culpa , não valera de nada. A loira esguia como uma cobra sorriu e disse com os lábios um pequeno ''yes'' . '' Um ponto para Annabeth Chase'' ela pensou enquanto andava em direção para o outro lado da calçada, seu sorriso mais que vitorioso demonstrava o quanto seu veneno dera certo. Enquanto a Nico, andando como se nada mais importasse, enfiou as mãos nos bolsos da calça e virou a curava , encontrando no muro repleto de pichações , algo que pudesse se alto atingir por sua burrice total de acreditar numa pessoa que fizera seu coração de brinquedo tantas vezes sem mesmo saber.
– Droga , Droga, droga!
Gritou baixinho em plenos pulmões enquanto socava o muro feito de pedras protuberantes que lhe tiravam sangue das mãos fechadas . Por fim observou as mãos raladas , esfoladas ,efeito de seu estado de pura fúria , ele estava mais uma vez desmoronando, e tudo o que o fazia sorrir em momentos , o estava fazendo chorar em outros. Voltou a por suas mãos machucadas gemendo baixinho de dor , nos bolsos , quando algo o fez grunhir ao rapas em uma das mãos machucadas. As lágrimas secavam , dando lugar a novas que rolavam soltas pelo canto dos olhos, fungou, e limpou o rosto com as costas do braço , na manga do casaco que usava. Tirou do bolso o que mais uma vez o incomodava e então percebeu que era o pivô de toda a briga. O maldito cartão, que de algum modo , parou em seu bolso. Talvez o tivesse colocado ali, talvez não, mas não se preocupou em pensar mais.
O seu peito antes só dor , afogou-se na revolta de um mar enfurecido. Tirou o celular do bolso e digitou os números na tela , logo o som da chamada se fez presente , e no outro instante, a voz do que lhe salvara no dia anterior , ecoou pelos seus ouvidos novamente.
– Dr. Jonathan Mills , quem deseja ?
– Jonathan ? Não sei se você se lembra , mas aqui é o garoto que você salvou do atropelamento.
Segundos em silêncio se fizeram presentes, e Nico pôde ver o sorriso aberto do outro lado da linha, fungou e limpou as novas lágrimas do rosto.
– Sim , pois não , o que deseja gracinha?
– Eu queria saber se aquela conversa ainda está de pé .
Uma risada do outro lado da linha.
– Claro que sim!
– Então você pode me buscar ? Queria que ela fosse pessoalmente.
– Sim , posso , aonde você está ?
– Vou estar em dez minutos na frente de onde você me salvou , pode ser ?
– Tudo bem , eu te busco lá.
– Mas venha rápido então , pode ser ?
A outra risada fez Nico rir junto, e enfim , ele percebeu que seu mundo não girava em torno do sol que achava que era Percy. Ele não precisava dele, e ele iria provar, nem que isso lhe custasse algo e fizesse seu peito doer e sufocar.
– Como você quiser, gracinha...
... Continua ...
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