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6 Chapter 5 – Great litlle Acident.


Notas iniciais
Heeeeey! Tudo bem com vocês? Eu sei, demorei um pouquinho, mas se é necessário quando quer fazer um big capítulo para leitores tão maravilhosos como vocês. Aliás, lembrando-me, tenho que fazer um interrogatório contra um complô uma quadrilha perfeita que quase me matou do coração com suas armas letais, 11 comentários perigosos, dois favoritos bombásticos, e uma recomendação nova nuclear. Deuses , eu só tenho a agradecer , aos lindos donos dos 11 presentes dos deuses a mim , uma humilde autora , tenho a agradecer a linda da Bekah Mello ( Obrigada sua perfeita *u*) e a Kill Schneider ( obrigado fofura *u*), e a Ryna , sua maldosa linda e fofa , eu quero te matar de tanto abraço se eu pudesse , queria agradecer as lindas palavras que usou para descrever a minha fic , obrigada de verdade , não tenho palavras pra expressar o quanto fiquei feliz com tudo , tive realmente um ataque e fiquei emocionada de alegria ao ler cada palavra citada na simples , pequena mais especial recomendação , Obrigada sua linda , PERFECTA, MARAVILHOSA!!! E é por isso que eu dedico esse capítulo as beldades que fizeram esse complô , as não fiquem com ciúme tem pra todo mundo ;3. Bem , gostaria de perguntar se alguém se tem um palpite somente lendo o título , bem , eu não sei , mas posso garantir que esse capítulo vai mais quente , se é que me entendem , e bem , eu Espero que gostem ... Até as notas finais -> Good Reading $u$ -

Confesso que perdi o controle
Eu abaixei minha guarda, eu deixei a verdade sair
Oh, eu confesso que perdi o controle ...
Oh, eu posso sentir nós perdemos o controle – Garbage,Control.

Nico não sabia distinguir o sentimento que predominava em seu corpo, em seu peito, se a raiva e o nojo de Jason por tocá-lo e sugerir aquela loucura toda, ou simplesmente o medo do que estaria por vir daqui a minutos ou até mesmo segundos; tentou soltar-se furtivamente novamente, sendo dessa vez atacado pela mão de Jason que segurou seu maxilar com força, com certeza aquilo deixaria marcas em sua pele.

– Não vê que é inútil lutar contra o que vai acontecer Niquete? Você vai ser nosso, e isso será inevitável.

– Não se eu puder dar um chute no seu graveto que você chama de pênis e sair correndo dando uma de Bruce Lee por aí.

Jason riu do comentário claro de humor negro e sarcástico do menor, e furtivamente começou a adentrar sua mão livre por baixo da camiseta preta de Nico, o pálido retorceu-se, preso no lugar onde estava, ele sentia-se enojado do que estava acontecendo com sigo, e se saísse livre se é que tinha esperanças quanto a isso, iria tomar um banho de tudo quanto é produtos de limpeza até que a marca daquele toque imundo saísse de seu corpo e da sua mente, mas da sua mente , só um toque poderia faze-lo esquecer, e isso , era quase impossível de se conseguir sendo quem era dono do tal toque.

Jason gemeu.

– Sabe Nico, você pode não ter percebido, mas...é inevitável olhar para você e não te imaginar todo suado, corado, aberto pra mim.

Nico tentou soltar-se mais uma vez, em vão, o pálido riu do comentário repugnante e olhou nos olhos azuis gélidos do loiro.

– É mesmo? e é difícil não olhar pra você e te imaginar dando a bunda pro seus coleguinhas idiotas ali, se bem que acho que a minha imaginação pode ter virado realidade , dentre tantas vezes que vocês quatro ficaram enfurnados aqui depois dos treinos de Lacrosse né?

O loiro aproximou seus lábios dos de Nico, perto demais.

– Ah cara, eu nunca sei distinguir o que mais me excita em você, se é o seu humor negro e suas roupas esquisitas, seus lábios rosados, ou se é a sua petulância de me desafiar.

– E eu nunca sei o que mais sinto em relação a você, se é raiva, nojo, repulsa, ou se é tudo junto e misturado num pacote.

Jason sorriu e desceu seu rosto para o pescoço de Nico onde deu uma leve mordiscada, fazendo Nico movimentar a cabeça numa tentativa de esconder seu percoço e grunhir de fúria.

– Ei, Jason, também queremos participar, guarde um pouco pra nós – pronunciou-se o loiro menor, Victor.

– Já pra mim, eu acho que estão falando demais e agindo pouco, cadê a tal chance que me prometeu de provar pra essa bichinha desgraçada que não sou impotente coisa nenhuma – falou do outro lado Asher.

Jason se endireitou e empurrou Nico a parede de um jeito mais violento, soltando-o para tirar o casaco e jogá-lo longe, logo voltando e impedindo Nico de sair de seu lugar e fugir.

– Tem razão Asher, estou demorando demais pra botar o Niquete no seu lugar, mas agora, já chega de conversa.

Disse Jason jogando Nico em cima do banco, fazendo- o bater as costas com força violentamente. Nico tentou sair e se jogar no chão, mas foi impedido pelas mãos de Asher, que o prendera no banco, Jason desafivelou seu cinto, e quando estava prestes a arriar suas calças, foi interrompido por uma voz alheia e diferente da dos cinco que se encontravam no recinto até então.

– Senhor Di Ângelo eu já avisei para... – a voz estancou no lugar em que estava, e os olhares dos cinco foram dirigidos para a dona do mesmo que estava parada e perplexa na porta do banheiro.

Nico estava completamente surpreso, dentre tantas pessoas que passaram em sua mente que poderiam salvá-lo do destino terrível que iria levar, nunca imaginou que a professora que mais odiava iria fazê-lo, nunca imaginou que a bruxa dos cereais iria ser a sua salvação. Os olhos da Senhora de meia idade pousaram exatamente na cena, ela não acreditava no que estava vendo, e tão pouco estava raciocinando direito, assim como Nico, que já não achava tanto assim que ela seria seu antídoto, e sim, que o deixaria para os abutres como uma carniça velha e podre, mas então, surpreendendo-o literalmente, ela tomou uma atitude enquanto desamassava a barra de sua saia frisada com leve tapinhas na roupa.

– Larguem-no, já! — a voz da professora de Biologia foi alta e clara, e com um pouco de receio, os rapazes largaram Nico, que ainda estava perplexo, largado em cima do banco – Levante-se Senhor Di Ângelo – prontamente o garoto pálido se pôs de pé e engoliu em seco – Não quero saber o que iam fazer com o Senhor Di Ângelo, mas saibam que não foi uma boa ideia, e por suas ações mais que impensadas, Senhor Grace, Senhor Mason, Senhor Crown , Senhor Marry , sinto em informar-lhes que estão suspensos de suas atividades de Lacrosse pela próxima semana inteira e que estão de detenção após todas as aulas desse mês, ou seja , terão que ajudar o nosso faxineiro a limpar todas as salas e banheiros da escola , e ah , antes que me esqueça, não irão participar do primeiro jogo do campeonato, e esse , é meu veredicto final – enfim quando terminou de citar suas penitencias , se virou de costas e virou o rosto na direção de Nico erguendo uma sobrancelha – Vamos Senhor Di Ângelo , a não ser que queira ficar e deixar eles terminarem o que haviam começado anteriormente com o Senhor — Nico negou rapidamente com a cabeça e pôs-se do lado da Professora.

– Você não pode fazer isso conosco, somos os melhores do time, o Treinador... o treinador , não vai deixar isso acontecer.

Jason parecia descontrolado, a raiva lhe invadia o corpo como uma droga visceral, e Nico não queria nem ver quando ele explodisse pelo efeito. A mulher virou-se , riu e cruzou os braços.

– Você que pensa que não posso rapazinho, eu sou a coordenadora chefe da escola, sou professora de biologia, e em breve, Vice diretora da escola, agora eis um conselho meu caro jovem , deveria ter pensado antes de fazer o que fez – a professora se virou em direção a saída deixando os quatro sozinhos no recinto – Vamos Di Ângelo –chamou a professora , mas o mesmo antes de sair , levou suas mãos as costa e mandou um discreto dedo do meio para os rapazes , segurando o seu riso enquanto saía do banheiro , Nico jurou a si mesmo que nunca mais iria ao banheiro sozinho , nem que sofresse de uma cistite crônica.

A professora andou alguns passos para longe do banheiro, parando em meio ao corredor do colégio, e Nico a seguiu, quando ela se virou , cruzou os braços e ergueu uma das sobrancelhas.

– Você pensa que eu tive pena de você? Não, eu não tive, mas é o meu dever deixar que essa escola fique em ordem, portanto, um breve e singelo obrigado seria ótimo para deixar que meu sacrifício não fosse tão pesado quanto é.

Nico revirou os olhos e fez um ato até não muito impensado para si mesmo, partiu para cima da mulher de braços abertos apertando seu corpo num abraço, a mesma arregalou os olhos e abriu a boca perplexa, o pálido suspirou e a soltou , ainda segurando seus braços a mulher ainda de olhos arregalados cerrou os olhos e crispou os lábios.

– Se você acha que isso foi um obrigado e vai te livrar de um bela de uma detenção, está enganado! Enquanto este sinal ainda não bater, eu posso lhe mandar direto para uma penitencia por ser petulante como é.

Nico contou cinco segundos exatos, e em cinco segundos exatos seus sonhos dourados se realizaram, ‘’... Trim, Trim , Trim ...’’, o sinal bateu.

– Agora não pode mais.

O moreno mais novo saiu correndo pelos corredores para fora da escola voltando ao campo somente para pegar sua mochila, vendo os garotos que treinavam sendo dispensados assim como as garotas que ensaiavam com Drew.

Pegou sua mochila e a jogou pelo ombro, olhando para o por do sol mais que alaranjado e sorrindo dando graças a deus por já ser a última aula, e por ser o último dia da semana em que estaria pisando no seu maldito pesadelo terrestre. Andou em direção a praça livre, a última parada antes de sair da escola definitivamente, não precisava esperar por sua irmã, sabia muito bem que as sextas , ela sairia com Leo .

Dirigiu-se para a sua rotina particular desdê que se entendia por gente, parando bem em frente ao prédio. Encostou-se na parede atrás de si e respirou profundamente. Exatas meia hora se passaram, tempo demais, Nico optou por ir embora assim voltando o caminho para sua casa, iria ligar para ele quando chegasse em casa , não faria o mesmo efeito , mas ainda assim , era como um tipo de estimulante para aturar tudo o que passou dentro do banheiro.

Abrindo a porta de madeira após chegar a sua casa, subiu as escadas, lembrando-se que havia colocado em algum lugar o cartão com o telefone de Percy, procurou por exatos minutos algum sinal do pequeno pedaço de papel rasgado, porém, nenhum sinal, Nico já começava a achar que o papel havia sido jogado fora, porém, tentava espantar esse pensamento negativo; desceu as escadas procurando Zilda, a empregada que cuidava de limpar os quartos, enfim a encontrou enquanto estava na cozinha.

– Zilda, você jogou fora um cartão que estava no chão do meu quarto no dia daquele...incidente que fui parar no hospital?

– Não Senhor Nicolas, Hazel deve saber, ele pode ter guardado.

– Okay, obrigado

Nico voltou-se para as escadas subindo para o seu quarto, sabia que não adiantava perguntar as sua irmã, já que a mesma havia saído com Leo, ou era isso que ele pensava que havia feito. Ao chegar no topo da escada estranhou ao escutar o som de uma música extremamente alta vindo do quarto da sua irmã , ela havia saído , ou não .

Andou em passos rápidos até o quarto da irmã, abrindo uma fresta da porta e absorvendo a cena piscando várias vezes. Sua irmã e Piper estavam tendo uma briga de travesseiros enquanto dançavam e riam. Nico abriu a porta toda e se encostou na lateral , cruzando os braços sobre o peito e observando a cena com atenção , sorriu e se pôs sorrateiramente para dentro do quarto e quando viu que elas estão distraídas o bastante , bateu a porta com toda sua força , fazendo o estrondo que ecoou por todo o quarto assustá-las , as mesmas deram um fino gritinho e deram um pulo para trás , caindo sentadas na cama segurando seus travesseiros a muito estourados e espalhando penas por todos os lados.

Nico gargalhou, e Hazel revirou os olhos e jogou o travesseiro estourado no irmão, cruzando os braços e se deitando na cama, emburrada.

– Sua peste! Não teve graça!

– Na verdade teve sim.

– Não, não teve não! – Hazel se endireitou na cama e ergueu a sobrancelha, indagando silenciosamente o moreno pálido – O que você está fazendo aqui?

– Eu que te pergunto, hoje não era o dia de você sair com o seu fiel escudeiro, o Watson?

Hazel sorriu e se levantou indo até o irmão, negando com a cabeça.

– Não, ele hoje vai descobrir uma coisa pra mim, vai sair com a turma do Lacrosse, vai descobrir se o Frank gosta de mim e eu estou fazendo uma noite das meninas, quer participar?

Nico fez uma careta e revirou os olhos e bufou, ela sempre estava com essa mesma história na cabeça, não sei que fixação ela tinha tanto pelo goleiro do time e não ficaria para um noite das garotas, sendo que era um garoto e não um diário que ficaria escutando o quanto Frank era ‘’incrível’’.

– Okay, e me faça um favor, eu tenho cara de garota? resposta, não e não quero saber o que ele vai falar para ele , quero é te perguntar uma coisa.

– Então pergunta logo e sai que já tá atrapalhando!

– Aonde você colocou o cartão que estava no meu quarto no dia que eu fui parar no hospital?

Hazel franziu o cenho e trincou o maxilar, indo até sua penteadeira e abrindo uma gavetinha de seu organizador, tirando de lá, um par de dois pedaços de papel meio amarronzado, ela seguiu até Nico e estendeu o braço na direção de Nico , o mesmo sorriu e pegou em mãos , enquanto a morena de cabelos cor de chocolate cruzou os braços sobre o peito, olhando indagativa para a cena.

– O que pretende com isso?

– E o que você pretendia guardando ele?

– Pensei que seria importante para você se eu guardasse, que ia precisar mais tarde.

– E tinha razão.

Nico estava quase virando-se para sair do quarto de Hazel quando a mesma segurou seu braço.

– Pra quem vai ligar? De quem é esse telefone?

– Não te interessa pirralha.

Piper abriu um sorriso mais que brilhante e se pôs ao lado de Hazel enquanto Nico pegava o celular no bolso e começava a digitar os números do telefone escrito nas duas metades de papel amassado.

– Hum...Hazel, você não viu o quanto ele ficou nervoso , não ? É alguém importante.

Nico corou e olhou para a amiga mordendo o lábio

inferior.

– Cala a boca!

Uma, duas, três vezes e nada de alguém atender, Nico tentou mais uma vez, porém, nada, ninguém atendeu, e na terceira vez, seus créditos já haviam acabado e a voz irritante de uma atendente declarou as palavras de que o saldo era insuficiente para completar a ligação. Talvez ele estivesse ocupado, ou não quisesse atender de propósito, mas gostava de optar pela primeira teoria, de que estava ocupado e não podia atender, por fim tirou o telefone de perto do ouvido, frustrado, colocou o mesmo no bolso da calça jeans surrada conjuntamente com os papéis, Virou-se para a irmã.

– Talvez ele esteja ocupado, deixa pra lá.

Hazel e Piper vibraram.

– Pera aí, pera aí, esse ‘’ele’’, quer dizer quem eu estou pensando, esse telefone é do tal Perseu?

– Não me pergunte o que eu não posso te responder Pirralha!

– Você nunca me responde nada!

– Por que você só faz perguntas cuja as respostas você não pode saber, agora fui-me.

Dirigiu-se rapidamente para fora do quarto batendo a porta na cara das duas garotas, Hazel furiosamente abriu a porta abruptamente e gritou para o irmão:

– Então vai, seu esqueleto ambulante!

Nico abre a porta de seu quarto e antes de fecha-la após se deportar para dentro do mesmo, mandou uma língua para irmã que retribuiu com toda a fúria que sentia, ele riu e trancou a porta atrás de si, jogando-se na cama e pegando o celular no bolso novamente , junto com os papeis , digitando o telefone escrito no papel para a memória do chip .

– Por que será que você não pode me atender hein Jackson? queria tanto falar com você.

O garoto olhou pensativo para o número da tela, ele tinha na mente inúmeras coisas negativas que poderiam ter ocorrido, mordeu o lábio inferior e levantou-se da cama arrancando a camisa do corpo e rumando para o banheiro, ligando o chuveiro e despindo-se, pensava que um bom banho desanuviaria tais pensamentos que não prestavam para nada em sua mente, e quem sabe , até lá, não conseguiria com que ele atendesse o telefone, Nico realmente sentia-se frustrado.

A água gelada acalmou o calor do corpo e levou todo o trauma que sofreu mais cedo, além do suor do corpo causado pelo calor infernal do dia que já havia se passado, mas não sua frustração a não ser atendido, nem o pensamento de que Percy poderia o estar o evitando ou alguma outra coisa que se relacionasse a isso.

Enrolou a toalha na cintura e partiu para o quarto abrindo seu guarda roupa mais que desarrumado em busca de uma roupa, acabou por vestir uma calca jeans qualquer e uma blusa regata preta. Depois de vestido e bem limpo, Nico jogou-se na cama deitando-se ao contrario com os pés em direção a cabeceira da cama e pegou o celular no bolso da calça anterior que estava jogada no chão, procurando na agenda o número que tanto desejava que atendesse a sua chamada, a sua ligação, discou o número do telefone e deixou que chamasse várias vezes pelo número, porém, nada de porcaria de sinal algum de alguém atender, e sempre havia a maldita mensagem ao final, sempre aquelas malditas mesma e monótonas palavras ‘’...a sua chamada está sendo encaminhada para caixa de mensagens , deixe um recado após o sinal ... ‘’ Nico odiava isso , e se pudesse , processaria quem havia inventado tais palavras tão irritantes aos seus ouvidos.

Jogou o celular na cama sem muito se importar se ele iria cair no chão e se estilhaçar em mil pedaços, fechou os olhos e tentou imaginar que só havia acontecido um imprevisto e por isso não podia atender, e enquanto pensava em mil formas de afastar seus pensamentos seguros e infelizes sentiu a cama vibrar, arregalou os olhos e procurou algum sinal do telefone com os olhos, enfim o encontrando perto dos travesseiros, perto de cair. Pegou o aparelho em mãos o mais que depressa e atendeu a chamada antes que desligasse, falando tão esbaforido quanto seu coração que palpitava sem parar um segundo sequer.

– Alô, Alô?

A voz fraca do outro lado do telefone, quase morta, tentou falar como pôd, a garganta seca não o ajudava muito, e dor que sentia, a dor física, era quase ou insuportável.

– Ni-Nico.

– Percy?

Nico não gostou do tom rouco de Percy ao telefone, ele sabia que havia alguma coisa de muito errada, e tinha total e completa razão , quando o outro tossiu trazendo um gemido de dor junto com sigo , soube que ele estava havendo alguma coisa de muito estranha.

– Percy, você está bem? O que aconteceu?

– Não tenho...tempo pra explicar – o fôlego mal entrava para os seus pulmões e tão pouco saía com facilidade, porém , Percy tentava de tudo para conseguir proferir mais uma única palavra esclarecedora – Preciso que você me ajude ...por favor – pausou , soltando o ar com força junto com um gemido sôfrego.

– Aonde você está ?

– Atrás da empresa tem um beco...eu estou lá , por ... favor.

– Já estou indo , seja qual for a sua situação, aguente firme.

Nico desligou o telefone e correu para fora do quarto levando seu sobretudo que estava pendurado atrás da porta junto com sigo. Desceu as escadas mais que depressa até a garagem e foi em direção a sua bicicleta, apertou o pneu, verificando seu estado, ‘’... Tcs , furado, droga!...’’, olhou para o lado encarando a bicicleta de Hazel, era uma loucura, mas era a única alternativa. Tirou a bicicleta da parede e abriu a pequena porta da garagem, saindo para fora da casa e subindo na bicicleta, começando a pedalar em direção ao portão principal. Depois de fechar o mesmo, seguiu em direção a rua, pedalando o mais que suas pernas conseguiam aguentar, seus músculos já gritavam por um alívio, mas continuou a virar as esquinas e entrar nas ruas certas desesperado para ver aquele que tanto lhe dava forças quando não tinha.

Chegando em frente a empresa que estava visivelmente fechada , observou as laterais da empresa em busca de alguma entrada que desse para algum lugar, enfim encontrou uma pequena porta enferrujada , a empurrou colocando a bicicleta de lado e correndo pelo corredor que mais a frente dava num tipo de depósito de entulho , passando por esse depósito, encontrou um beco logo a frente que dava para uma outra rua oposta, a rua ainda estava acordada, carros iam e vinham de todos os lados iluminando a rua com seus faróis e ajudando os postes de luz , a única coisa que eles não ajudavam era a iluminar o beco que estava coberto de breu . Nico tateou o vazio com os olhos em busca de alguma coisa que pudesse indicar que Percy estava ali, porém, nada, nada de sinal nenhum de corpo algum.

– Percy ? – chamou baixinho o nome do moreno de olhos verdes, mas só o que se escutava era o som de sua respiração, não havia nenhum sinal de resposta – Percy, sou eu, Nico – chamou novamente, na esperança de quem quer que estivesse ali , escutasse e respondesse, segundos, minutos e só o breu e o som do vento se faziam presentes no recinto estranho, e enquanto Nico escutava o silêncio bater nos seus ouvidos em busca de algum som , escutou um fraco gemido de dor vindo da parte mais escura do beco, andou cautelosamente até o mesmo , encontrando na parede um pedaço de madeira , o pegou em mãos e cerrou os dedos pela extensão , dirigiu-se aquela parte do recinto a plenos pulmões, não sabia o que o esperava , mas tinha que arriscar , sentia isso, logo viu que não se tratava apenas da área mais escura , e sim um pequeno corredor sem portas e sem janelas, andando logo mais a frente avistou uma silhueta sentada ao chão , a cabeça pendendo de lado , dava para se notar visivelmente que o corpo ofegava com fraqueza , Nico aproximou-se mais e logo viu de quem realmente pertencia o corpo, o corpo era Percy.

Jogou o pedaço de madeira longe e dirigiu-se mais que depressa ao lado do mais velho, tocou-lhe a face com cuidado e sentiu um líquido em seus dedos, observou o líquido rubro em contraste com a pele de seus dedos no escuro, aquilo era sangue, Nico arregalou os olhos e virou o rosto de Percy em sua direção observando horrorizado o estado do rapaz, ‘’...Meu deus , o que fizeram com você?...‘’, lágrimas se infiltraram no canto dos olhos de Nico, o garoto envolveu o corpo nos braços e o trouxe para o seu colo, o ninando como um bebê.

– Nico? – a voz fraca, ressecada e rouca chamou pelo menino, que levantou a cabeça e tocou com cuidado o rosto do dono da voz.

– Sou eu – Nico sorriu, fungando.

– Estou com cede.

– Tudo bem, mas...eu não tenho água aqui comigo agora.

– O meu carro, leve-me para a minha casa – a voz quase não saía diante da dor que sentia, mas ainda assim conseguiu dirigir a sua mão com dificuldade até seu bolso, Percy bateu duas vezes com o dedo indicar em cima do bolso, indicando onde a chave estava, Nico entendeu o que ele queria dizer e prontamente com cuidado e colocou sua mão por dentro do bolso e retirou de lá a chave do carro de Percy, envolveu o braço do moreno mais velho sobre seu pescoço e enlaçou a cintura do mesmo com o braço que segurava-o em seu colo . Com muito esforço, ergueu minimamente o corpo que estava em cima do seu, pondo-se de pé vagarosamente e ajudando Percy a firmar as pernas no chão.

Fez o caminho inverso com dificuldade, carregando o peso dos dois corpos para fora do beco, passando pelo depósito de entulhos da empresa e chegando até a porta do estacionamento, olhou para Percy e para o seu estado, os olhos quase fechados, com hematomas arroxeados nas bochechas antes rosadas num tom de bronze, Nico agonizou olhando para o outro lado, se pudesse , acabaria com quem havia feito isso com seu Percy , sim , Seu, mesmo que ele ainda não soubesse.

Observou o estacionamento e surpreendeu-se com a quantidade de carros que ainda tinha no recinto.

– Em que bloco está o seu carro?

– A... 16.

Nico observou os números escritos nas pilastras e viu enfim o carro que agora sempre estava gravado na sua mente, ele não tinha muitas experiências com o trânsito, eram poucas, mas não insignificantes. Após conseguir chegar até o carro, encostou o corpo moribundo de Percy no capô e girou a chave na porta do carro, infelizmente ao fazer isso, acionou o alarme do carro, do qual havia se esquecido de desligar, mais que depressa para não chamar a atenção de ninguém , girou a chave no carro e ligou o motor, saindo do mesmo segurou Percy nos braços mais uma vez e com o pouco de forças que ainda lhe restava transportou o mais velho para o banco ao lado, colocando o sinto no corpo desfalecido e fechando a porta, voltou-se para o banco do motorista fechando a porta em seguida e colocando o sinto igualmente.

O pálido deu a partida e tentando não bater o carro de Percy saiu da vaga, fracamente Percy indicava as ruas que Nico deveria seguir, até o momento em que Percy indicou que ele deveria parar pois já havia a muito chegado ao prédio , Nico voltou algumas quadras com o carro e acidentalmente , bateu numa lixeira que se situava perto do prédio , o mais jovem rezava para que nada tivesse ocorrido com o carro , mas logo deixou isso de lado , se focando principalmente no mais velho que estava debilitado no momento.

Tocou o rosto agora desacordado de Percy e admirou sua fisionomia tranquila enquanto ressonava, infelizmente teria que acordá-lo, pois não poderia deixa-lo assim. Abriu a porta e saiu do carro tirando a chave para trancar o carro logo após colocar o peso do corpo de Percy sobre os ombros. Verificou se a passagem estava livre e a mínima distração do porteiro Nico passou o mais rápido possível que pôde aguentar o corpo de Percy. Chegou ao elevador e sob os olhares de uma senhora sentada na sala de estar , entrou dentro do elevador , colocando o mais velho sentado , respirando ofegante recostado na parede do elevador , se agachou perto de Percy e o acordou por um instante.

– Qual é o seu andar?

– Vigésimo terceiro.

Nico assentiu e voltou a ficar de pé, recostado na parede, e só depois de minutos percebeu que a porta do elevador ainda se mantinha aberta, e a mesma senhora ainda o encarava, ele acenou e sorriu fraco para a senhora que não fazia nada mais que piscar os olhos.

– E aí?

Ele interagiu com a senhora que não fez nada mais do que fazia antes, somente piscar os olhos, ele suspirou e apertou o botão do vigésimo terceiro andar, e prontamente o que mais desejou aconteceu, as portas do elevador se fecharam. Nico suspirou e lembrou-se das chaves do apartamento, se agachou e tateou o bolso de Percy de onde tirara a chave do carr , realmente encontrando a chave do apartamento, parou por um momento observando novamente o estado moribundo em que Percy se encontrava , Nico franziu os lábios e tocou em seu cabelo .

– Quase chegando.

E quando as portas se abriram, Nico segurou o elevador e começou a depositar o peso do corpo de Percy sobre o seu, se transportando enfim para fora do elevador , deixando que ele partisse. Encaixou com dificuldade a chave na maçaneta da porta e depois de muito esforço, conseguiu transportar os dois corpos para dentro do apartamento, quase tropeçando e caindo de cara no chão.

Conseguiu transportar uma última vez os dois corpos para cima do sofá , deixando a porta escancarada de qualquer jeito , Nico fraquejou , deitando-se no chão , todos os seus músculos gritavam pelo peso antes carregado, sua única vontade era permanecer ali , deitado, a câimbra tomava conta de seus braços e pernas, ofegante, seu peito subia e descia com rapidez , mas Nico sabia que tinha que leva-lo para o quarto , embora não aguentasse carregar mais nada . Cansado, Nico rastejou pelo chão arrancando seu sobretudo com grande dificuldade , jogando-o longe , o suor descia sobre o seu corpo , ele rastejou até a porta a batendo , fazendo o barulho iminente percorrer as paredes .

Apoiou-se no braço do sofá e ergueu sobre as pernas trêmulas, foi até Percy e o colocou sobre os braços novamente, caminhando mais calmamente e se debruçando nas paredes para descansar algumas vezes, e após repetir o processo algumas vezes conseguiu chegar até o quarto com sucesso. Sentia-se cansado, maltrapilho e suado, porém era necessário fazer mais alguns pequenos esforços ainda, não poderia deixa-lo sujo e machucado do jeito que estava. Rumou até o armário do quarto e o abriu, tateando o local em busca de alguma toalha que pudesse usar. Após encontrar uma se dirigiu a banheiro a umedecendo, voltando-se para o quarto encarou a seguinte situação que ainda não havia ocorrido pela sua mente, a que para limpá-lo precisava tirar sua roupa, não que isso fosse ruim para Nico, de longe até , mas sim , seria completamente tentador , ‘’... Calma Nico, apenas concentre-se em limpar o corpo... dele, certo , não é nada demais, você consegue ... ‘’.

Colocando a toalha de lado, sentou-se num pedaço minúsculo da cama ao lado do corpo desacordado, com as mãos trêmulas e receosas, vagarosamente um por um dos botões foram tirados de suas casas , abrindo a blusa social ensanguentada , ergueu o tronco do mais velho apenas para retirar o incomodo tecido que atrapalharia mais tarde , Nico ofegou ‘’... Céus, maldita hora que...argh ‘’ , embora o corpo estivesse coberto de hematomas arroxeados e alguns cortes pela extensão , ainda assim , o corpo de Percy era um dos mais belos e admiráveis que Nico já vira .A próximo e último tecido que abandonara o corpo de Percy fora a calça, que com mais cuidado ainda foi retirada , e agora , Nico não sabia se perdia a sanidade com ou se cumpria seu dever, estava entre a cruz e a espada, estava perdido.

Pegou a toalha em mãos e começou a passar pelo rosto primeiramente, descobrindo a pele tão preciosa do sangue pegajoso, revelando hematomas arroxeados pela bochecha esquerda e um corte lateral no lábio inferior, passou delicadamente pela testa, tirando todo e qualquer vestígio de algo mais, passou então para o tórax, limpando a pele que tanto desejava, Nico respirou profundamente, ofegante, ele estava prestes a perder o controle.

Depois de limpar o local passou para um pouco mais abaixo, limpando a pele bronzeada do abdômen de Percy com cuidado , e conforme o fazia , revelava uma mancha avermelhada e alguns outros pequenos arroxeados locais pela pele, Nico queria matar quem fizera tal barbaridade com ele, e jurava que se pudesse fazer algo, o faria, e enquanto estava absorto em seus pensamentos nem se deu conta de já não usava mais o pano para tocar Percy, para limpá-lo, foi quando percebeu um formigamento subir-lhe o braço inteiro e esquentar — lhe a palma da mão, olhou para baixo e engoliu em seco, pele sobre pele, analisou abdômen sobre sua palma e percebeu que mesmo machucado, esfolado e debilitado, Percy ainda continuava a atormentar seus pensamentos mais obscuros e pervertidos.

Ele estava quase perdendo o controle mais uma vez e jogando tudo pelos ares quando deu-se conta do que fazia e se afastou rapidamente , analisou o pano úmido e viu que ele estava sujo o bastante para não conseguir limpar mais nada , voltou-se em direção ao banheiro e o molhou , torcendo e tirando todo o vestígio de sangue acumulado no tecido grosso e felpudo. Rumando novamente para o quarto e sentando-se mais uma instante apenas para terminar o trabalho que tinha pra fazer, passou uma última vez o pano úmido pela parte do corpo desprovido de roupas e se dirigiu ao guarda-roupas novamente , tirando de lá uma calça de moletom preta , já pensando em uma maneira de levantar o corpo inerte na cama para colocar a calça.

Erguendo os pés com cuidado e passando o elástico do cós da calça, foi arrastando o tecido com dificuldade pelo corpo, até ele estar totalmente acomodado e esquentando as pernas do mais velho, levantou minimamente o quadril do mesmo apenas para ajeita-la melhor, e quando terminou seu trabalho, parou por um instante para analisar o corpo desfalecido na cama. Os lábios rosados, a pele num fino tom de bronze, e os cabelos negros como as asas de um corvo o convidavam a fazer as piores loucuras que alguém poderia fazer, ‘’ A própria Branca de Neve versão bronzeada e masculina ‘’ Nico riu do próprio pensamento e tocou a mão do rapaz desacordado.

– Se você ao menos pudesse retribuir um terço do que eu sinto por você.

Lamentou Nico silenciosamente, se inclinou sobre o corpo e tocou o rosto com cuidado, acariciando a pele macia com carinho, Nico mordeu o lábio, se auto repreendendo pelos pensamentos maliciosas que passavam pela sua mente cada vez que imaginava aqueles lábios beijando e adorando qualquer parte de seu corpo, Nico se arrepiou por completo e ousou observar o corpo que tanto desejava sobre cama, quando um pensamento insano e mais que pecaminoso rondou sua mente e o encurralou contra a parede mais obscura de seu subconsciente pornográfico. Olhou para Percy mais uma vez e ofegou, fechando os olhos e se repreendendo severamente, mas a quem queria enganar?já tinha perdido o controle a mais de minutos quando começou a cuidar daquele pobre corpo a mercê do indecente e pequeno lobo mal.

– Só um pouquinho não fara mal a ninguém, não é ?

Nico odiou-se por um momento, mas não estava aguentando mais, toda aquela incapacidade de Percy tinha-o deixado realmente completamente duro. ‘’ Céus, eu estou completamente louco! Mas ...foda-se ‘’. Nico corou completamente tomando coragem , e quando conseguiu o que queria , respirou profundamente e começou a realizar o que a tempos tanto desejava , tocar o corpo que o fazia arder em chamas em todos os sentidos.

As mãos como se guiadas por instinto próprio deslizaram pelo abdômen delineado de músculos bem feitos e tocaram a pele com cuidado e afinco, desenhando cada gomo com a ponta dos dedos; Nico mordeu o lábio inferior , nunca se achou mais louco na vida , e perguntava-se se isso era um crime , porque de fato , era como se estupra-se Percy , mas ele não saberia , saberia ? Não, ninguém saberia.

Nico ousou mais, descendo as mãos para as coxas de Percy, indo e voltando com a palma de suas mãos, apertando a carne que tanto desejava com ardor; Das coxas até o tórax, onde passeava suas unhas curtas com cuidado, Nico queria mais, mas era abusar muito da sorte, já era uma grande coisa o estar tocando de forma indecente, mas pensava que não teria outra chance igual. Voltando as suas mãos que passeavam livres pelo corpo esbelto do rapaz desacordado, Nico subiu-as para o pescoço e então para o rosto, onde acariciou a pele machucada e desceu para os lábios dos quais delineou também com a ponta dos dedos, aqueles lábios que tanto desejava, que tanto queria repetir aquele beijo acidental, sua pequena loucura estava perdendo o controle, e as mãos desceram repentinamente, Nico instintivamente corou com o pensamento de que desejava mesmo saber o que estava por trás da calça de moletom , desejava saber se sentia o mesmo que ele sentia.

Aproximou-se face a face, ainda tateando cada parte daquela escultura humana com as mãos , como se desejasse gravar cada parte do caminho na mente e nunca mais esquecer , como desejava tocá-lo mais a fundo, mas não podia, já era loucura demais. E foi então, que olhando para aqueles lábios tão convidativos a um beijo, que Nico perdera o que restara de sua sanidade, de seu controle.

Aproximou seu rosto do, do desfalecido e juntou os lábios com os seus. Os olhos fechados, apenas sentindo, o gosto salgado contra os seus, queria sorrir, soltar balões e fogos de artifício, mas era difícil beijar quando se uma pessoa queria , forçou minuciosamente a entrada de sua língua na boca do desmaiado, por fim conseguindo o que queria, realizar seu objetivo, Nico corou, afinal, seu primeiro beijo de língua estava sendo com uma pessoa desmaiada, e a pessoa acordada, não fazia a mínima ideia de como se fazer sozinho, mas valia a pena , por quem era que estava acordado.

As mãos ainda se moviam em seu percurso indecente, por toda a parte, sua nuca esquentou, a língua começou a se mover desajeitadamente, Nico não sabia muito bem como o fazer, mas queria, e era esse desejo que o movia mesmo que não sendo muito experiente.

Suas mãos passaram a não se mover mais em seu percurso , elas arrastaram-se vagarosamente para a nuca do mais velho , enquanto ainda de olhos fechados , seus lábios inexperientes começaram a mover-se com curiosidade , como se explorasse uma das frutas proibidas do jardim do Éden , Nico pensava em desistir diante dos lábios imóveis debaixo dos seus , isso era realmente broxante , mas deliberadamente saboroso , o proibido era realmente excitante , e agora tomava conhecimento do ditado.

A cada roçar dos lábios, a cada vez que sua língua tocava mesmo que timidamente a outra , Nico estremecia , queria mais, muito mais. Foi quando absorto nos lábios embriagantes do mais velho, estancou no lugar quando uma das mãos que não era a sua realmente tomou sua nuca e o jogou contra mais perto dos lábios que atacava, Nico não podia acreditar no que estava acontecendo.

Permanecendo de olhos fechados, sentiu um outro braços passar por sua cintura e aproximar seu corpo do desfalecido , Nico , achava que tudo não passava de um delírio , mas deixou de lado todo e qualquer pensamento racional quando sentiu a língua alheia acariciar a sua com maestria , os lábios começaram a se mover em sintonia , o beijo se aprofundar em dimensões apocalípticas . Percy não fazia a mínima questão de parar para pensar no que estava acontecendo, no que estava fazendo , apenas quando sentiu o calor envolvendo lhe a boca , sentiu e fez , apenas com o instinto , ele sabia que deveria ser apenas um sonho , mas não resistiu em realiza-lo .

Os lábios se roçando , o beijo se aprofundando , percebia que a boca que lhe beijava era incerta, insegura e inexperiente, era óbvio quanto o seu era azul, então quis passar o mínimo do desejo que sentia explodir em seu peito para a pessoa que sabia que beijava, mas não queria acreditar, subiu suas mãos até os cabelos que julgavam ser negros e os envolveu nos dedos , puxando para mais perto se possível , rodeou e contornou a língua que se movia tímida e separou os lábios apenas para puxá-los com os dentes e voltar atacar com afinco aqueles que assediava com obscenidade , sugou , mordeu , adorou , cada parte daquele beijo que lhe deixou febril , beijou com mais ardor , sorriu entre o beijo , puxou mais os cabelos e apertou mais seus lábios contra os de Nico .

Este por outro lado, não sabia se retribuía, ou melhor se tentava retribuir , ou morria do coração que batia velozmente contra sua caixa torácica . Retribuiu com toda a sua força, agarrou os ombros másculos com força e girou o rosto roçando os lábios com mais força, desejando que o beijo nunca parasse, por fim o ar estava se extinguindo e tanto Percy quanto Nico amaldiçoaram de todas as pragas possíveis por terem que respirar. Numa última loucura dentre o beijo, Percy trouxe Nico para cima de si e agarrou seu quadril, gemeram, os dois, sentindo formar-se a sensação conhecida de uma ereção latente em cada um.

E ao fim do beijo, o lábio avermelhado, inchado de Nico foi solto com uma longa sugada , e então , vieram os ofegos , demonstrando claramente do que os pulmões precisavam , o maldito ar. As emoções e a realidade caíram sobre ambas as partes como um choque, Nico percebera que deixara escapar seu tão precioso segredo e Percy que deixara sua tão preciosa conduta para trás e acabara de cometer um crime do qual poderia ser preso.

Os dois estavam com medo, medo de abrirem os olhos e verem que fora apenas um sonho, por fim tomaram a coragem que precisavam para encarar a verdade e como de repente, abriram os olhos encarando perplexos tudo o que fizeram segundos atrás. Nico ofegou e arregalou os olhos, engolindo em seco, já Percy não sabia se sorria com que fizera ou se puxava novamente Nico para aquele tão delicioso delírio.

Em um chofre, Nico percebeu que ainda se encontrava estacado no mesmo lugar, e rapidamente saiu caindo da cama com violência para longe de Percy, o moreno mais velho tentou segurá-lo, mas não conseguiu alcançar.

– D-Desculpa – Nico levantou-se rapidamente e correu para fora do quarto, segurando seus cabelos entre os dedos, Percy levantou-se ofegando de dor com dificuldade, mas levantou-se, andando mancando o mais rápido que podia atrás de Nico, mas o mesmo já havia ido embora, descendo as escadas de emergência com rapidez, e como não sabia, mas em minutos havia chegado ao térreo, correndo sem se despedir do porteiro, enquanto Percy descia vagarosamente, esmurrando as paredes do elevador.

Nico forçou sua mente a se lembrar do caminho de volta para casa, e sem parar de correr virou as esquinas que chutavam que seriam o caminho certo, enquanto Percy chegou mancando até a porta do prédio , vendo de muito longe o garoto correndo descontroladamente.

– Ah Nico, se você soube-se o quanto eu gostei, não se desculparia.

Percy entrou frustrado, cumprimentando o porteiro que estava mais perdido que cego em tiroteio. Horas mais tarde, cansado, suado e perdido na burrice que cometeu, se repreendendo amargamente, chegou ao casarão, seu lar, abriu o portão e o trancou com a chave que nem lembrava que estava em seus bolsos, forçou-se a correr mais um pouco, ainda assustado, ofegante, correu o máximo que podia e abriu a porta num solavanco, a deixando entreaberta vendo Judith, uma das empregadas novas de Perséfone a fechando com uma cara confusa , Nico ignorou , subindo as escadas correndo em direção ao seu quarto, quando encontrou Hazel com uma cara furiosa e uma Piper ao seu lado sussurrando um gentil calma.

– Nicolas Di Ângelo eu quero saber oq... – mas foi interrompida com um sinal de mão de Nico, que a olhou irritado, a ponto de gritar por sua própria mancada, ou assim ele pensava.

– Agora não Hazel ! — Nico correu com suas últimas forças até seu quarto e fechou a porta com força a trancando , arrancou a blusa e todo o vestígio de roupas em seu corpo entrando no banheiro como um furacão e abrindo o chuveiro na temperatura mais fria que tivesse , encostou-se na parede e deslizou por ela , descendo até o chão e abraçando suas pernas contra o peito , olhando perplexo para o que fazia e se lembrando de toda e qualquer parte daquele beijo, e Que Beijo.

– O que eu fiz?

Perguntou-se em choque. Só não percebera que agora ‘’ Ele ‘’ de que o outro partilhava do mesmo sentimento que o seu recente, e não percebera ainda mais, que esse Pequeno grande acidente, mudaria sua vida completamente...

... Continua...

Notas finais
Bem , não deu tempo de modificar as palavras , mas aos agradecimentos são os mesmos.E então , beldades que fizeram o complô recompensei vocês bem ? And you Ryna , fiz jus a sua maravilhosa recomendação ? Espero que sim . E então peoples , gostaram do pequeno grande acidente de Nico ? Digamos que eu tenho certeza que vocês vão me matar , porém antes que o mesmo ocorra , vou sair rapidinho, mas não antes de falar que... Em Breveee, tem mais, Muahaha ... Um beijo, Espero que tenham gostado e não me assassinem e perdão por qualquer erro que tiver no capítulo. Mas e então , Vocês querem mais ? Respondam-me nos reviews. E sem mais comentários ... Apopnéei, Phantom Lady