Notas iniciais
Saiu mais um capítulo dessa fic depois de 84 anos! Eu atualizaria com mais frequência, mas confesso que tem tão pouco feedback que desanima um pouco ;/ Romans 9:22 And what if God, desiring to display His wrath and to make His power known, endured with much patience objects of wrath ready for destruction? Capa: @nasuchoco13


Uma semana havia se passado e Sanji estava faminto. Era normal se alimentar a cada semana, no entanto, na última semana quase que no segundo dia já fora atrás de uma presa em especial. Depois de deixar o padre sozinho para resolver a ereção que havia causado, não achava que ele iria querer se entregar outra vez, mas não custava nada tentar.

Então, o demônio atrevido estava no quarto do moreno outra vez. Usava um lindo kimono feminino com estampa de flores, segurava um kiseru próximo de sua boca, tragando-o vez ou outra, sentindo-se muito satisfeito com o quão saboroso aquilo era. Humanos criavam coisas que eram muito agradáveis até mesmo para um demônio. Estava de pernas cruzadas de uma forma que não era nada apropriada, sempre enaltecendo as coxas grossas e as belas curvas. Sabia ser sensual e não perderia tempo não sendo. Não entendia o motivo de usar aquelas roupas, ou o motivo daquele homem apreciar tanto aquilo, mas um íncubo não servia para entender, servia apenas para dar prazer.

Um de seus amigos demônios acabou sabendo da história de que estava se envolvendo com um padre e que iria atrás dele pela terceira vez e tirou uma com sua cara, dizendo que estava caindo pelo humano. Sanji só riu e ficou calado, se Kid sentisse o quão deliciosa era a energia sexual daquele homem, certamente iria querer roubar sua presa. Por mais amigos que fossem, demônios eram demônios e não existia um único que não fosse traiçoeiro.

Quando o padre gostoso abriu a porta do quarto, ele sorriu largo, mostrando as presas pontiagudas. Era um pouco decepcionante que ele não estivesse mais usando a batina, já que ficava muito sexy com aquilo, mas entendia o motivo de ter abandonado a vestimenta. Provavelmente, assim como todos os outros religiosos que já se relacionara, ele estava em negação, duvidando de seu próprio amor por deus e se condenando por ter se deitado com alguém, especialmente um demônio, quebrando seus votos e tornando-se pecaminoso, achando que seu lugar no inferno estava garantido. Era engraçado, patético e até fofo.

— Ei, padre. — O íncubo lascivo acenou para o outro e sua língua ousou lamber os próprios lábios, provocando-o. Não achava que em apenas uma semana o homem conseguiria ficar tão frustrado sexualmente, mas aparentemente estava muito, muito errado. O padre parecia tão suculento quanto sempre.

— Nem começa, demônio maldito. — Zoro se aproximou do infeliz, lutando para desviar o olhar das coxas musculosas.

Ele havia entrado em seu quarto inocentemente, dando de cara com a razão de estar à beira da insanidade nos últimos dias. O diabo loiro sorria descaradamente e estava usando um kimono desgraçadamente convidativo. A parte de cima da peça caída estrategicamente para mostrar suas belas clavículas e ombros, mas cobrindo seu peitoral o suficiente para que não chegasse à altura dos mamilos. O loiro se comportava como se soubesse exatamente o quão irresistível ele era e isso irritava Zoro. Apesar de ter morado a maior parte da vida na espanha, sua mãe era japonesa e ele havia morado no Japão antes de seu pai trazê-lo para Europa. Uma roupa tradicional naquele corpo perfeito era demais para Zoro processar. Será que o desgraçado sequer sabia ou aleatoriamente escolhia as coisas mais injustas?

Era muita audácia aquele ser tentar seduzi-lo novamente depois do que fez da última vez em que esteve ali. Zoro estava mais do que puto. Havia passado uma semana inteira de tortura, parecia que não importava o que fizesse seu corpo não o deixaria em paz, não importasse quantos banhos gelados tomasse, se ele lembrasse por um segundo do demônio seu pau crescia na hora, transformando sua vida num inferno. Não iria se masturbar, ainda tinha um mínimo de auto-controle, ou ao menos era nisso que acreditava. Pelo menos quando o demônio estava ali ele tinha a desculpa de que fora seduzido, de que havia outro alguém fazendo coisas consigo. Se tocasse a si mesmo enquanto estava sozinho só significaria que foi totalmente corrompido… Que era um fraco por completo. Na verdade Zoro se preocupava mais com seu próprio orgulho, controle e palavra do que com a igreja e valores católicos em si. Não é como se ele fosse mais arrogante que Deus… Ou talvez fosse.

O padre havia sim abandonado a batina, mas não exatamente pelo motivo que o demônio de sobrancelhas esquisitas achava. A realidade era que Zoro não havia consertado a batina rasgada na primeira vez em que se viram, fosse por falta de habilidade ou pura preguiça. Estava bastante confortável usando pouca roupa, até porque não estava saindo muito da torre da paróquia, de qualquer forma.

Zoro logo arrancou o outro homem da cama com grosseria e o loiro apenas ficou parado sem mover um músculo enquanto Zoro tentava arrastá-lo para fora do quarto, frustrado. Queria que o demônio sumisse imediatamente dali, mas ao mesmo tempo queria descontar sua raiva, a falta de reação do outro não permitia que o fizesse. Talvez tivesse que tomar mais cuidado com o que desejava, pois em questão de segundos sentiu o íncubo se desprender de sua mão e torcer seu braço para trás, o que não era nada agradável. Ele tentou recuperar a vantagem, golpeando o loiro com o braço livre, coisa que não adiantou muito.

Se achou que estava puto o suficiente quando o íncubo estava parado sem reagir, acabou descobrindo que ele revidando de seus golpes com tanta facilidade o emputecia mais ainda. O loiro saltava como se pudesse andar no ar, suas longas pernas desviando de todo e qualquer golpe que era lançado contra ele, isso tudo sem parar de fumar o longo cachimbo que tinha nas mãos e, claro, sem parar de sorrir.

Como sempre, Sanji amava ser maltratado, então ser puxado com violência apenas o fazia se sentir bem. Não havia palavras para descrever o quanto se divertia sempre que ia ver aquele padre, e no momento, estar lutando com ele era a coisa mais divertida dos últimos séculos. Zoro o atacava, tentando machucá-lo, e mesmo quando conseguia atingi-lo absolutamente nada acontecia com seu corpo, não sentia dor ou qualquer outra coisa, era como se o outro estivesse batendo em uma porta, especialmente porque apenas ele machucaria sua própria mão.

Por mais que fosse engraçado ser socado e atacado de todas as formas, Sanji também gostava de revidar e mostrar para o humano quem é que mandava ali e torcer seu braço era uma ótima forma de provar isso. Amava ver um homem tão grande, tão forte, sendo dominado por um pequeno loirinho, bem magrinho e aparentemente bem fraco, sentia-se tão no poder nesses momentos que poderia ter facilmente uma ereção.

Voar era fácil para um demônio, então quando começou a desviar dos ataques do humano, mesmo que esses não fossem machucá-lo, saltava de forma graciosa e vez ou outra até pisava nos ombros do outro para irritá-lo ainda mais. Era extremamente divertido, só não entendia bem o que estava acontecendo, o que não deixava de ser hilário, fazendo-o sorrir e rir sem parar.

Preguiça sempre foi o pecado original de Zoro, dormia várias horas por dia e poderia dormir mais ainda, tendo falta de vontade de fazer as mais mundanas atividades. A gula o fazia beber mais do que qualquer pessoa deveria, sempre priorizando ter a adega cheia de vinho, ou sakê. Soberba o fazia ser bastante arrogante, o suficiente para se achar melhor que Deus às vezes. Luxúria era o seu pecado mais recente, aquele pelo qual culpava o demônio à sua frente. E agora, ira. Zoro não se lembrava a última vez que havia lutado com alguém corpo a corpo, provavelmente ainda era um pirralho remelento. Fora do seu hobbie com lutas de espadas, geralmente era alguém contido, indiferente e controlado e aqui estava ele, socando um homem que ria de si e apenas o deixava mais irado a cada segundo.

— Isso é algum tipo de preliminar? — Sanji perguntou muito inocente e realmente interessado, o padre estava começando a ficar mais ofegante e mesmo que não parecesse cansado, a respiração alterada fazia seus pulmões expandirem com mais vontade, fazendo aquele peitoral delicioso ficar marcado na camiseta branca coladinha no corpo. O moreno estava suando e a roupa parecia colar ainda mais em seu corpo, e aquilo um pouco mais para baixo era uma ereção? O demônio não conseguiu deixar de lamber os lábios ao ver o pau apetitoso marcado na calça.

— Não, seu desgraçado! Por que diabos você tem essa mania de transformar tudo em perversão??? — Bom, ele era um íncubo, afinal… Mas, quando Zoro olhou para baixo e viu o volume em sua própria calça ele percebeu que não tinha muita moral para falar nada disso. — Merda... — Estava excitado por causa da luta. Estava machucando e sendo machucado e seu corpo insistia que aquilo era ótimo, estimulante. Sim, ele sentia falta de lutar com alguém, sim ele gostava de pessoas fortes, mas assim já era demais.

Deu um soco no outro pela provocação, embora estivesse mais puto consigo mesmo naquele momento do que com ele. Por um instante, se preocupou em ter ido longe demais, não mediu sua força e acertou o rosto do outro com tudo, crente de que ele desviaria como em todas as outras vezes.

O maravilhoso e extremamente forte soco no rosto poderia quebrar seus dentes se fosse um humano. Aquele homem tinha muita força nos braços, não que já não tivesse notado antes, já que até com aquela camiseta os músculos ficavam totalmente marcados e lindos. Agradecia imensamente a Lúcifer por permiti-lo ter um homem daqueles em sua cama. Estava sendo prensado contra a parede pelo corpo maior, mas não se sentia realmente intimidado nem com medo.

— Você sabe que eu não sinto nada, certo? — Sanji repetiu algo que já falara várias vezes, mas que parecia que nunca entrava na cabeça do humano. — Você pode me bater, socar minha cara, apertar meu pescoço e até mesmo cortar meu pau fora que eu não sentirei absolutamente nada nesse corpo sem sensibilidade.

Surpreendentemente ele parecia sério pela primeira vez, o sorriso até mesmo havia sumido dos lábios e sequer estava provocando o homem de alguma forma sexual, parecia uma frase melancólica à primeira vista, porém, como não tinha sentimentos, não poderia sentir aquilo... Ao menos não deveria.

Será que ele queria dizer que era tão fraco assim que não conseguia fazer nem cócegas nele? Por um lado era até bom, já que Zoro não queria machucá-lo de verdade… Mas, porra, estava usando literalmente toda a força que tinha no braço e o maldito demônio de sobrancelha enrolada reagia assim? Ele continuou desferindo golpes enquanto o demônio apenas desviava com facilidade e sem mudar sua expressão apática, quase como se estivesse entediado.

Não aguentava mais aquela expressão, então virou o demônio para não ter que olhar, pressionando o peitoral dele contra a parede. O kimono minúsculo do outro já estava mais desarrumado do que antes, oferecendo a Zoro uma visão parcial das costas dele e ficando mais levantado embaixo do que deveria, a polpa da bundinha redonda aparecendo. A ideia de virá-lo rapidamente se mostrou ser péssima. Aquilo apenas fez seu pau que já estava pulsando se tornar ainda mais evidente e necessitado, o que definitivamente não deveria acontecer.

Seus corpos estavam tão próximos que bastou se mover um milímetro para frente para sua ereção coberta pela calça encostar na bunda dele, Zoro xingava baixo e ainda estava ofegante por causa da briga, ou talvez por outros motivos. Mesmo com tantos tecidos irritantes atrapalhando, a ereção parecia se encaixar perfeitamente ali, e o demônio não ajudava em nada ao empinar sua bunda ainda mais, fazendo com que se esfregasse em sua calça. Não sabia como o filho da puta podia conseguir fazê-lo sentir-se tão bem sem nem tirar a roupa, mas o fato era que não conseguia parar de esfregar a ereção no loiro, sentia sua cueca ficando toda molhada e não tinha como ser mais fraco que isso.

Zoro estava maravilhado com aquela visão, como era de costume, e mais uma vez agradeceu o fato do loiro não poder ver sua expressão idiota no momento. Tentava afastar o tecido do kimono para que pudesse ter uma visão melhor do corpo alheio, até que se irritou o suficiente com ele para apenas rasgá-lo do corpo do outro sem cerimônia. Sem aquilo tudo atrapalhando ele podia ver ainda mais aquela bunda recebendo seu volume de bom grado, embora não fosse o suficiente.

— De quatro. Eu quero você de quatro. Agora. — Ainda estava com raiva e não queria nem olhar na cara daquele ser enquanto ele estivesse apático daquele jeito. Quase chegava a sentir saudade de quando ele ria de seu desespero. Quase. Queria arrancar aquela falta de expressão daquele rosto, fodê-lo até ele ter alguma reação.

Sanji não sentia nenhuma dor, então por mais bruto que o outro fosse, para ele seria menos que uma pena encostando em seu corpo. Não é como se o padre não fosse forte o suficiente, muito pelo contrário, ele era até mais do que deveria, o único problema era que com aquele corpo indesejado, um demônio jamais poderia sentir. Ele não ligou de ser virado de costas e ter começado a ser abusado, era justamente para isso que estava ali. Não só não se importou como incentivou o outro a continuar, empinando a bunda deliciosamente carnuda para se esfregar na ereção desejosa ainda coberta pelo tecido incômodo que parecia querer evitar com que eles concluíssem o ato, felizmente o padre estava louco por seu corpo o bastante para até mesmo ignorar as vestes. E ele estava enorme e pulsante, o demônio ardiloso pensou que não seria tão difícil fazê-lo gozar vestido, apenas esfregando a bunda no pau gostoso escondido.

O padre esfregava o pau contra a sua bunda como se fosse um cachorro no cio e o loiro era sua cadela. O outro estava desesperado por seu corpo, tentando de todas as formas um contato com a pele branca. Sua bunda começava a sentir algo molhado atravessando os tecidos, surpreendendo-o em como aquele humano poderia ficar tão melado em pouco tempo. E não demorou um segundo para seu kimono ser rasgado e por estar sem nada por baixo poder sentir o pau duro se esfregando diretamente em sua carne. E aquela ordem. Infernos, como o excitava. Como se fosse automático, ele apoiou as mãos na parede e se empinou ainda mais, o suficiente para ser irresistível. Não era exatamente de quatro, mas naquele momento de extremo tesão, seria impossível arranjar tempo para se locomover até a cama.

Mal se posicionou e logo já sentiu o outro enfiando em seu cuzinho com tudo, em uma estocada forte e violenta. Achou que seria rasgado no meio, até se lembrar que estava bem lubrificado ali por ser um íncubo e seu corpo servir justamente para isso. Suas costas curvaram-se para frente e seus punhos se apertaram, enquanto ele mantinha o equilíbrio para não desabar com aquelas estocadas fortes. E não demorou para que começasse a investir para trás também, forçando todo aquele pau para dentro da cavidade molhada e o apertando o máximo que conseguia. Aquilo deveria ser fodidamente bom. Infelizmente, não estava sentindo, então a única sensação que tinha era que o padre estava delirando com aquilo, sua energia estava deliciosa como de costume, mas não tão forte quanto da última vez em que se alimentara apenas no orgasmo.

O íncubo ficou com apenas uma das mãos apoiadas na parede e a outra levou até o corpo moreno, encontrando a mão dele e fazendo-o segurar em sua cintura para que pudesse investir com mais força, ele trocou a mão e repetiu o processo do outro lado também, olhou para trás e sorriu pervertido.

— Desconta nesse corpo todo o desejo que sentiu durante todos esses anos. — Falou com a voz provocativa, desafiando o homem a fodê-lo direito e com mais vontade, sem se preocupar com seus votos ou qualquer outra coisa, quanto mais prazer o padre sentisse, melhor era para o demônio.

Após a provocação e as novas estocadas mais fortes, o kimono que estava ainda preso em seu corpo na parte da frente, já que na traseira estava totalmente rasgado, acabou indo ao chão por completo, deixando o loiro sem nada para esconder o belo corpo. Por estar de quatro e com a cabeça abaixada também apoiada na parede, Sanji conseguia olhar suas pernas a ponto de ver o outro metendo, as bolas batendo contra sua bunda e era uma visão bonita. Infelizmente, também conseguia olhar seu pau que deveria estar no meio de uma enorme ereção, mas ali não havia absolutamente nada, estava apenas balançando completamente flácido e sem vida.

Zoro só abaixou um pouco as calças, apenas o suficiente para libertar sua ereção, e meteu com tudo no corpo empinado do loiro. Talvez estivesse sendo um pouco sem consideração demais, mas em sua última tentativa de ser ligeiramente gentil não fez a menor diferença para o demônio. Sem contar que estava com muita raiva para raciocinar direito.

Estava metendo com muita força, em parte porque estava puto e em parte porque aquilo era muito bom. As texturas que o envolviam eram tão irresistíveis quanto lembrava, a pressão que sua ereção recebia, certamente de propósito, daquele cuzinho se contraindo era o suficiente para fazê-lo enlouquecer.

A única coisa que realmente continuava o incomodando era o fato do loiro ainda não estar demonstrando lá muita reação, nem gemendo nem nada. Aquilo estranhamente fazia o ato bem menos excitante do que se lembrava da primeira vez que havia fodido o demônio. Como se mesmo que as sensações fossem iguais, estava faltando alguma coisa.

Aquela provocação só deixava Zoro mais emputecido. Qual era a graça do desgraçado em provocá-lo, de insistir para ele ir mais forte se ele não gostava?

— Eu disse de quatro. — Zoro até gostou daquela posição em que estavam, mas mesmo assim quis empurrá-lo para ficar de quatro no chão, só de birra. Só porque queria enfiar a cara do loiro na madeira e fodê-lo ainda mais forte, como se aumentar a intensidade fosse adiantar alguma coisa.

O corpo magro deslizou até o chão e o demônio fez total questão de se empinar ainda mais e afastar bem as pernas, ficando totalmente exposto para o padre poder abusar de seu corpo lascivo como bem entendia. Aparentemente o outro estava delirando em fodê-lo contra a parede, mas de quatro estava sendo totalmente sem palavras. Era delicioso como o moreno parecia que ia morrer de tanto prazer. Sanji amava sentir aquilo, amava ver um humano desesperado por um orgasmo. Ele se contraia e esmagava o pau grosso, engolindo-o por completo e massageando-o com vontade, qualquer um morreria por aquilo.

Já estavam ali há bons minutos, seus joelhos provavelmente o odiariam depois disso, mas não importava no momento, aquele cuzinho era gostoso como se lembrava e já estava quase gozando. Porém… Nada do loiro reagir.

Sanji estava pirando com aquilo. As investidas fortes eram perfeitas para o moreno então queria que cada vez ele metesse mais rápido e mais forte. Gostava de ter o padre de joelhos para si, aparentemente não era apenas para deus que o pervertido se ajoelhava, aquilo o excitava. E quando o humano estava quase gozando bem gostoso, resolveu interromper para perder tempo falando. Revirou os olhos com a pergunta, era tão óbvia e idiota.

— Oe... — Tentou chamar a atenção do ser abaixo de si, não que fosse muito difícil com o quão desinteressado ele parecia naquilo. — Não te dá tesão, não?

— Muito. — Sanji respondeu sincero como se fosse algo óbvio. O ato sexual era extremamente excitante e em seu corpo real já tivera inúmeras ereções ao pensar em sexo que finalizavam com uma forte punheta e um orgasmo maravilhoso. Estar transando nesse corpo era muito prazeroso para ele também, mas não fisicamente. — Eu amo transar.

Não fazia o menor sentido na cabeça de Zoro. O loiro parecia não estar excitado de jeito nenhum, exatamente como da última vez, até seu pau estava ainda pequeno e não apresentava o menor sinal de vida.

— Você nunca gozou. — Zoro disse tentando o máximo não demonstrar o quão frustrado estava, o que era bastante difícil. — E dessas últimas vezes você se comportou… Diferente.

Ele só queria ser fodido até o outro gozar bem forte, mas aparentemente teriam que ter uma longa e chata discussão. Sim, por não ser sensível muitas vezes ele esquecia de deixar seu pau duro e de ejacular no final das fodas, mas quem se importava? Seria uma porra falsa mesmo. Qual era o sentido de ficar soltando leite pelo pau se basicamente não sentia em seu corpo o ato, apenas o prazer da comida? Óbvio que estava diferente, da primeira vez fora pego de surpresa com tanto prazer acumulado naquele homem que deixou suas características demoníacas e sensíveis escaparem. Ele voltou a rebolar no pau do padre, para ver se ele esquecia esse assunto.

— Eu já disse várias vezes que meu corpo não pode sentir. — Falou sinceramente, não sentindo necessidade de mentir, não era esse tipo de demônio. Não havia ponto naquela conversa, não é como se o padre realmente se importasse com ele estar sentindo prazer ou não, então era apenas perda de tempo. Estava faminto e só queria se alimentar do outro, e pelo visto não poderia tão cedo se continuasse com aquelas besteiras sobre um demônio gozar.

— O quê!!!??? — Zoro falou enquanto empurrava a cabeça do demônio ainda mais contra a madeira. Queria esmagá-la na verdade. Se sentia enganado, como se esse tempo inteiro estivesse fazendo papel de bobo. Estava tentando arrancar uma reação de alguém que nunca a teria e todo esse tempo a criatura apenas o deixou pensar isso como um idiota, um palhaço.

Se levantou abruptamente e arrastou o loiro até a cama onde podia se movimentar com mais facilidade, fodendo com mais empenho que nunca, numa mistura um pouco amarga de raiva e tesão. Agora que estava de frente para o outro homem, era ainda pior, pois podia ver exatamente aquela expressão vazia que tentou evitar.

Ver o padre todo raivoso e agressivo era excitante. Na verdade, qualquer coisa que ele fazia o excitava. Jogado na cama, não teve nem um segundo para o maior o invadir novamente, e porra aquilo deveria ser tão bom. Sanji lambeu os lábios ao se imaginar sentindo aquilo. Por mais que amasse ficar de quatro, com aquele humano em específico preferia ficar frente a frente. As expressões que o homem mostrava eram lindas, sempre fazendo o demônio querer ver mais e mais. Entregar todo seu corpo para ele e ser deflorado enquanto tornava o homem ainda mais pecador.

Então Zoro se lembrou das palavras do demônio. Ele disse que não sentia nada quando estavam lutando e da última vez havia dito a mesma coisa... Estava se referindo a tudo além da dor também? Todo esse tempo ele literalmente estava dizendo na sua cara. Se sentia muito imbecil de não ter percebido antes. Não é como se o demônio não tivesse avisado, muito pelo contrário. Novamente estava descontando suas próprias fraquezas e limitações na criatura, como se fosse tudo culpa dele e nada sua.

Ele diminuiu a velocidade para não gozar e tentou não observar seu pau se enfiando devagar na entrada do loiro, uma visão que com certeza também não ajudaria nada a adiar seu orgasmo. Fechou o olho e tentou manter alguma calma, suas mãos segurando o corpo do outro um pouco menos firme que antes e seus movimentos lentos, embora ainda precisos. Não queria aquilo. Se o loiro não sentia nada não era diferente de foder um boneco.

— Eu não quero assim. — Ele falou mais baixo, surpreendentemente bem menos ríspido do que estava sendo antes. — Eu quero que você sinta.

Surpreendentemente, Sanji ouviu o moreno dizer que queria vê-lo sentindo e achou que fosse só uma ilusão da sua mente que estava desesperada por prazer.

Notas finais
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