Incubus Love

4 Pleasure for evermore


Notas iniciais
Capa: @ zs_kimkage Obrigada a todo mundo que acompanha essa história. Job 36:11 If they obey and serve [him], they shall spend their days in prosperity, and their years in pleasures.

Sanji piscou várias vezes, tentando se localizar e raciocinar se ele realmente havia dito aquilo. Infelizmente era impossível de saber, provavelmente era só seu desejo falando mais alto como sempre, nunca que um humano desejaria que ele sentisse prazer, era só um demônio, o que importava era que os humanos sentissem. Mas, estava realmente achando que ouviu direito, então resolveu tirar a dúvida.

— Você quer... — Ele começou e não conseguiu continuar, o padre continuava estocando devagar e parecia que entraria em transe a qualquer momento. Era claro que ele não ligava se o loiro sentia ou não. No entanto, os olhos verdes se cruzaram com os azuis, dando-o mais confiança para continuar. — Quer que eu sinta prazer?

A confusão na voz e no rosto do outro enquanto fazia aquela pergunta era gritante. O demônio quase parecia fofo. Quase. Mas Zoro não pôde deixar de sentir vontade de beijá-lo enquanto encarava aqueles olhos inseguros. Queria acreditar que era porque aquela era uma melhor alternativa do que confirmar verbalmente, mas talvez tivesse sido apenas deixado levar pela beleza naquelas íris azuis, o que era absolutamente estúpido. Ele iniciou um beijo entre os dois pela primeira vez, normalmente era trabalho do demônio fazer isso.

Claro que a pergunta de Sanji ainda era insegura e claramente estúpida, porém, o íncubo não pôde achar aquilo nem por dois segundos, porque o moreno balançou a cabeça positivamente e se abaixou para beijá-lo, parando com as estocadas por um instante. Passou mais alguns segundos em dúvida, para acreditar e aceitar aquele pedido, mesmo que ainda estivesse sem crer que pela primeira vez em séculos alguém havia dito que queria vê-lo se esbaldando de prazer.

Ele abraçou o corpo grande e continuou a beijá-lo desesperado, abusando da boca quente dele, penetrando sua língua bifurcada e indo de encontro com a do humano, saboreando o maravilhoso gosto daquele homem. Aos poucos fez com que seu corpo passasse a ter mais sensibilidade como um humano normal e começava a sentir o peso do outro, notando o quão pesado era, o beijo se tornava ainda mais delicioso, fazendo o loiro se agarrar nos ombros dele e puxá-lo contra si, seus mamilos eram pressionados pelo peitoral do maior e começavam lentamente a reagir.

Zoro estava beijando o outro de forma tão estranhamente suave que agradeceu internamente quando ele passou a abusá-lo luxuriosamente com sua língua ao invés disso, antes que se envergonhasse ainda mais com suas atitudes bizarras. Mas ele não conseguia deixar de pensar, e se todo esse tempo ele só aguentasse aquele tipo de tratamento rude devido à insensibilidade? Era uma cena um tanto engraçada, Zoro estava acima do outro parado dentro dele enquanto se beijavam, com a testa franzida como se estivesse tentando raciocinar. Mas, o loiro não parecia ter notado nem um pouco e na falta do movimento apenas continuava a investir contra Zoro do mesmo jeito, fazendo com que o homem de cabelos verdes não tivesse nem tempo de pensar um pouco com aqueles movimentos deliciosos distraindo sua mente.

Finalmente se moveu novamente dentro do loiro, tentando ir com cuidado, se mover um pouco mais gentilmente. Não é como se preocupasse. Era só um demônio afinal… Ele tentava não meter mais rápido do que estava fazendo no momento, não só porque queria ir com mais calma, mas porque não achava que podia aguentar muito tempo com as reações do outro, fora que ele era arranhado tão deliciosamente que teve que reunir toda sua força de vontade para não gozar com aquele ato.

A melhor sensação foi quando o padre investiu contra sua entrada. Sanji gritou de prazer, desesperadamente se agarrando ao maior, deixando as unhas compridas arranharem todo seu ombro e pescoço. Ele estava fora de si, aquele prazer era tão delirante que havia lágrimas em seus olhos, era muito para o pobre demônio aguentar. Talvez não fosse uma boa ideia se entregar e tornar-se tão frágil na frente do humano, mas... Porra, era tão delicioso.

Com as estocadas seguintes, o íncubo não conseguiu mais manter a postura, não que estivesse com alguma antes. Os lábios foram separados, porque já não conseguia sustentar um beijo em meio a tantos gemidos. Ao abandoná-lo, viu o padre voltar a se ajoelhar e por reflexo fez suas pernas prenderem o corpo grande, desesperadamente puxando-o contra si. Não queria que ele se afastasse, queria ser fodido com força e gozar sem controle. Para sua surpresa, seu próprio pau começava a crescer sem que precisasse fazer nada, e uma imensidão de pré-gozo escapava pela pequena abertura da glande, fazendo um fio prender-se à sua coxa sem se quebrar, ficando completamente conectado com seu pau. Estava pulsando e sensível, parecia mais inchado e rosa que o normal, fazendo-o perceber que uma ereção era totalmente diferente daquilo que sempre forçava. Completamente diferente e um milhão de vezes melhor.

Não conseguia se conter por um segundo, aquele prazer que estava sentindo desejava poder sentir por todo o sempre. Seus mamilos estavam maiores e bem rosas, parecia que o sangue se reuniu unicamente em duas partes específicas de seu corpo e em ambas sentia uma formigação deliciosa. Queria tocar seu pau e seus mamilos, mas também queria apenas sentir o prazer da penetração. Não sabia como agir, apenas conseguia segurar-se com força nos lençóis e rasgá-los com as unhas afiadas de tão sem controle que estava. Transar desse jeito era a melhor coisa que poderia existir.

O demônio abaixo de si gemia incontrolavelmente e o puxava para perto enquanto Zoro apenas o observava abismado. Seu rosto parecia tão lindo quanto da primeira vez que se viram, quando o demônio gemia enquanto ele apertava aquele rabinho em formato de coração. Não iria admitir, mas sentia um pouco de falta daquele rabo e dos chifres do outro… Embora nada disso fizesse muita falta naquele momento específico. Estava ocupado demais encarando aquele pau ereto e apetitoso e aqueles mamilos que pareciam mais rosados do que nunca. O loiro estava injustamente sensual enquanto sentia prazer, ele se comportava como se aquilo fosse a melhor coisa que já havia sentido e Zoro não conseguia lidar com as expressões em seu rosto, nem com a forma como o apertava e se empurrava de encontro a si, fazendo com que seu pau se afundasse obscenamente dentro dele toda vez.

Ele queria vê-lo sentir cada vez mais prazer, queria tocá-lo em todo o corpo, vê-lo experimentando aquelas sensações pela primeira vez. Desta vez seu auto-controle não foi o suficiente e ele estendeu a mão para tocar. Uma delas tocou hesitantemente na ereção pulsante do outro, espalhando aquela quantidade absurda de pré-gozo por toda a extensão. A outra, foi direto para um mamilo rosinha, se lembrando de como havia sido vergonhosamente prazeroso quando o outro havia o tocado naquela parte do corpo, e esperando que pudesse fazer o demônio se sentir bem. Assim que tocou nele, o íncubo parecia se contorcer ainda mais, gemia e destruía seus lençóis enlouquecido, o que apenas fez Zoro sentir confiança de tocá-lo ali com mais vontade, não conseguindo exatamente controlar seus movimentos enquanto metia, mas pelo menos o apertando com uma boa pressão enquanto o outro revirava os olhos. Era irônico, pois embora ele praticamente tivesse o demônio na palma de sua mão e fosse ele que estivesse delirando de prazer, era Zoro que sentia como se estivesse à mercê do outro, à mercê daquelas reações maravilhosas, como se fosse se perder de prazer apenas olhando.

Sanji basicamente gritou de prazer ao sentir a mão quente do padre envolvendo seu pau e deslizando deliciosamente pela extensão molhada, seu corpo parecia se contorcer de tão bom que aquilo era. E seu mamilo, senhor Lúcifer, o loiro só conseguia estremecer e gemer sem controle. Seu corpo todo parecia em transe, suas pernas tremiam e ele nem mesmo entendia o que era tudo aquilo. Só queria ser mais tocado e sentir mais prazer, era incrível em como não estava nem se alimentando do outro, todo aquele prazer era só o que sentia em seu próprio corpo, era delirante. Quando se alimentou do padre pela primeira vez achou que aquela era a melhor energia sexual que já provara, mas sentir seu próprio prazer estava deixando-o em desespero. O estímulo das estocadas junto aos toques em seu mamilo e pau pareciam ser a coisa mais perfeita que um dia poderia sentir.

— Padre, é tão bom. — Sanji gemia em transe e a única coisa que saía da boca dele além de gemidos, era aquela palavra que parecia tornar o outro ainda mais pecador. — Padre, padre, padre... Mais rápido, padre. Me faz gozar. — Ele implorava sem controle, tentando forçar seu quadril contra o corpo maior desesperado por mais prazer.

— Você sabe que eu tenho um nome, né? — Zoro falou ofegante. Não negaria que era bom ouvir o loiro chamando por ele de qualquer jeito, mas talvez fosse ainda melhor de outra forma. — Zoro. Me chama de Zoro.

Embora estivesse tentando ser menos bruto do que antes, aquela estava sendo uma tarefa bastante difícil. Primeiro, porque seu instinto era se enfiar o mais rápido e forte possível naquele cuzinho tão melado e ainda mais receptivo que antes. Segundo, porque o demônio surpreendentemente parecia estar querendo ir com mais velocidade e mais força a cada segundo que passava.

Ele rebolava em si, forçando seu pau a se enfiar cada vez mais fundo, e pedia desesperado para que Zoro se movesse mais depressa e com mais intensidade. Não com deboche ou com a sensualidade que estava acostumado a ouvir dele quando pedia qualquer coisa, mas realmente apenas desespero e necessidade. Zoro não poderia evitar em ceder e começar a acompanhar aquele ritmo frenético em que o outro queria ser fodido, investindo mais rápido ainda e atingindo o orgasmo que estava segurando esse tempo inteiro.

Sanji não estava consciente de seus atos, ele apenas rebolava no pau e se movia desesperadamente contra ele, sedento por todo aquele prazer. Quando achou que não poderia se tornar melhor, o moreno aumentou a velocidade e não demorou para se despejar completamente em si. A visão que teve daquele homem era perfeita. O corpo grande dando as últimas investidas e gozando forte em si o enlouquecia e naquele momento o íncubo agiu como deveria, alimentando-se de todo aquele prazer do padre, deliciando-se com cada gota. Zoro gozando era, sem dúvidas, a visão mais bela que poderia admirar.

No entanto, por não estar nada acostumado em também sentir prazer no próprio corpo, o demônio acabou deixando suas características infernais escaparem de seu corpo outra vez, aparecendo um rabo, chifres e as asinhas nas costas. Não acreditou naquilo e tentou esconder seus chifres, da mesma forma patética que fizera da primeira vez, não era para aquilo acontecer naquele momento, queria sentir tudo apenas como um humano normal, não como um demônio. Sem pensar ele apertou o pau do moreno mais do que deveria, ouvindo um barulho extremamente obsceno do sêmen escorrendo para fora de sua entrada e era estranho se sentir tão constrangido só por aquilo. Quantas vezes já não gozaram em seu cu e depois ficou escorrendo? Por que estava se sentindo tão envergonhado só por uma porra? Odiava aquele corpo humano e o quanto se tornava frágil, até mesmo suas bochechas estavam em um tom mais vermelho.

Zoro retirou-se de dentro do menor antes que seu pau sensível fosse arrancado, o que não parecia exagero com a força com a qual o demônio o apertava, e levantou sua cueca e sua calça desajeitadamente. Talvez não tivesse sido a melhor ideia do mundo transar sem nem tirar a roupa. Seu sêmen escorria do loiro misturado com a lubrificação sobrenatural que possuía ali dentro e Zoro observava a entrada continuar a se contrair desesperada. Olhava o demônio tentando se esconder e chegava a ser cômico, todas as outras vezes em que o vira ele era sempre a criatura mais arrogante e debochada do mundo e agora parecia perdido e envergonhado.

— Zoro... — Sanji chamou o nome do padre pela primeira vez, percebendo que mesmo já sendo a terceira noite que passavam juntos, só agora ele havia se apresentado. Sentia-se meio estranho usando aquele nome, não combinava com a sua voz e o padre não merecia, ao mesmo tempo ele desejou chamá-lo um milhão de vezes por aquele nome, enquanto fodiam forte ou simplesmente quando chegasse no quarto da próxima vez. Surpreendeu-se com o pensamento indevido, já estava pensando na próxima vez que veria o moreno e aquilo não deveria acontecer com alguém que ficava com um humano por só uma noite.

Zoro ouviu aquele ser pronunciar seu nome totalmente sem ar e Zoro sabia que se por algum milagre tivesse aguentado mais alguns segundos sem gozar, com certeza não aguentaria ao ouvir aquilo. Parecia que ainda havia mais alguma coisa para falar e o padre ficou apreensivo esperando o que ele iria dizer. Sentia uma pontinha de receio que fosse se despedir e simplesmente sumir, como havia acontecido todas as vezes.

Sanji ainda tentava vergonhosamente se esconder da visão do outro, seu corpo estava muito sensível e seu pau louco para gozar, mas o moreno já havia terminado, o íncubo já havia se alimentado e não existia mais nenhum motivo para ele continuar ali. Deveria ir embora e nunca mais voltar naquele lugar com aquele humano estranho. Com certeza, era só sumir como sempre, muito fácil...

— Zoro, eu quero gozar. — Diferente do planejado, Sanji apenas implorou pateticamente por um orgasmo, condenando-se para toda a eternidade por ser tão fraco e facilmente corrompido por um corpinho bonito. Suas mãos soltaram os chifres e foram até o pescoço do maior, puxando-o para perto outra vez e tomando seus lábios em um beijo que não sabia que necessitava até que colarem os lábios.

Apenas não esperava que fosse ouvir aquilo. E antes de conseguir processar qualquer tipo de resposta foi beijado profundamente pelo loiro, o que fazia seu cérebro praticamente derreter no estado pós-orgasmo em que se encontrava. Percebia que toda a raiva de antes havia se dissolvido completamente ao ver o outro tão vulnerável e desesperado.

Queria ter o controle necessário para tocar em cada centímetro da pele alva, ver quais seriam as reações do outro a tudo, desmantelá-lo bem devagar. Mas não conseguiria evitar não ser afobado depois de um pedido desse. Queria dar o máximo de prazer o mais rápido possível e esse era o único pensamento que seu cérebro conseguia ter, embora provavelmente fosse se achar muito patético depois que a euforia passasse.

Continuava a movimentar sua mão no pau melado do outro entre seus corpos, e a outra trocava de mamilo, abusando o mamilo que ficou carente esse tempo todo com vontade e mais precisão do que antes, já que não precisava mais se concentrar em meter. Era interessante se concentrar no prazer do outro, já que esse tempo inteiro fora sempre o contrário e estivera mais interessado em satisfazer seus próprios desejos reprimidos do que qualquer outra coisa.

Sanji não conseguia entender seus pensamentos naquele momento. O prazer era absurdo e raciocinar não estava entre as habilidades em que era bom ao sentir prazer. Queria chorar de tão bom que era, cada toque o fazia delirar e arrependia-se muito de ter se privado daquilo por tanto tempo. Deveria ser mais inteligente como Kid que sempre deixava as partes mais sensíveis do corpo com o mínimo de pele humana para que continuasse com a sensibilidadel e aproveitasse, mas como sempre o loiro priorizava o prazer do humano ao dele, a partir daquele momento ele não dava mais garantia que continuaria assim.

Seu pau estava tão duro e escorregadio que parecia até mesmo aquela ereção e lubrificação falsa e forçada de um demônio. E não era nada disso, não se forçou para ficar duro ou para se lubrificar, aquilo tudo era natural e parecia bem mais saboroso do que em qualquer outra vez que transou. Não entendia o motivo de todo seu corpo estar tremendo, parecia que ia ter um ataque e cair duro e morto, como que alguém podia ter aquele tipo de reação só com sexo? Era tão terrivelmente bom que não conseguia aguentar. O toque quente do outro parecia que o faria derreter a qualquer instante.

Zoro beijava o loiro estranhamente sem pressa, se dedicando a experimentar todos os cantos daquela boca perversa, sentindo o sabor do fumo ainda muito presente. Se separou relutante dele quando percebeu que ele estava ofegante e se desfazendo em gemidos desconexos demais para ter qualquer coordenação para ser beijado assim. Zoro observou o corpo se contorcendo abaixo de si, ele estava com aquelas características demoníacas que detestava amar, principalmente aquele rabinho, e a ereção pulsante deslizava deliciosamente em seus dedos, escorrendo pré-gozo por toda sua mão.

Tocar mamilos de humanos era algo bem comum para ele, as pessoas pareciam apreciar e como um íncubo era seu dever saber a melhor forma de proporcionar prazer. Enquanto ele era a vítima daquele tipo de carícia, se arrependia completamente de ter abusado dos pobres mamilos sensíveis daqueles humanos inocentes, porque era um prazer desesperador com o qual ele não sabia lidar. Queria ser tocado ali com todas as forças, forte, fraco, ter os mamilos puxados e mordidos... O pensamento daquele homem mordendo seus mamilos o fez derramar toda a saliva acumulada na boca, sujando o travesseiro branco. Não havia nenhuma possibilidade do demônio parar de visitar o padre. Ele não sabia lidar com nenhum tipo de prazer físico, nem mesmo focar naquele beijo que há muito fora encerrado pela falta de estrutura e foco do demônio.

— Você é tão injusto. — Ele falou enquanto o demônio levava uma das mãos à sua pousada no mamilo, insistindo para que ele apertasse mais forte ainda, puxasse a pele dele como se quisesse arrancar.

Zoro tentava manter o melhor ritmo possível, tocando o pau do outro com gosto, mas outra ideia passou pela cabeça dele. Se abaixou até estar à altura da ereção ainda em sua mão e lambeu de leve a cabeça que estava transbordando, enquanto apertava a base em sua mão. Ele olhou para cima, um pouco incerto de se devia continuar com aquilo.

— Eu nunca… Você sabe, né. — Falou quase sem jeito, embora preferisse a morte a admitir alguma coisa àquele demônio.

Era irônico o humano o chamar de injusto quando ele estava sendo apenas uma vítima inocente das garras daquele predador. Tudo aquilo é que era injusto. Os toques em seu mamilo estavam acabando com seu juízo e nada poderia ficar pior... Sanji estava sendo muito inocente, em segundos o padre estava no meio de suas pernas e a língua quente passava pela sua glande molhada. Por reflexo o loiro levantou o tronco rapidamente como se estivesse assustado e teve a visão mais linda que já vira. Zoro segurava a base de seu pau e lambia a cabeça, provando seu pré-gozo. Não podia haver coisa mais injusta. Não tinha mente para entender o que o outro falara, o que era algo bom porque se ouvisse iria irritá-lo por ser virgem e nunca ter chupado um pau.

A princípio, Zoro se manteve basicamente ainda tocando uma para ele exatamente como estava antes, mas com o adicional de estar lambendo a cabecinha daquele pau rosado. O demônio o encarava com luxúria, como se estivesse perdido no que estava vendo e era bastante satisfatório para Zoro, já que ele havia passado todo esse tempo o provocando com visões irresistíveis, nada mais justo que sentisse na própria pele como era. Movia seus lábios e sua língua sobre ela como se estivesse dando um beijo e pelas reações fofas do demônio parecia que era o suficiente para ele enlouquecer. Entretanto, querendo provar um pouco mais do loiro, o padre pôs a glande na boca, sugando aquele pré-gozo direto da fonte. A ereção era grossa o suficiente para que ele tivesse que fazer certo esforço para acomodá-la entre seus lábios, mas não era tão problemático assim. Continuava a movimentar sua mão ao longo da extensão melada enquanto mantinha a pontinha em sua boca, sugando com uma força razoável.

— Não, não, não... — O demônio gritou desesperado, sem conseguir suportar tamanho prazer. Ele queria olhar para o outro chupando seu pau, mas até sua visão estava nublada com tantos estímulos. O moreno torcia seu mamilo e alternava entre os dois, não deixando nenhuma parte de seu corpo ser esquecida, tudo isso enquanto batia uma punheta gostosa com a mão e chupava a cabeça de seu pau, parecendo estar se deliciando bastante com o gosto de um íncubo. — Assim eu não vou aguentar, Zoro... Zoro...

As palavras estavam desconexas, nem parecia o mesmo demônio que se deitava com milhares de pessoas e mal reagia aos estímulos. Zoro o provocava e o fazia delirar, mas o loiro era forte e conseguiria lidar com aquilo facilmente... Com certeza... Seu autocontrole durou menos de um segundo e ao ter mais que a glande na boca do outro, ele gritou e enfiou as unhas afiadas na cama, não duvidando nada que tinha rasgado até mesmo o colchão debaixo dos lençóis brancos.

A outra mão do padre ainda estava muito ocupada explorando os mamilos do loiro, que pareciam mais botões de prazer, fazendo o demônio estremecer a cada apertada. Era tão fácil que Zoro riria se não estivesse também numa situação um pouco patética. A cada vez que o loiro pedia por mais Zoro sentia seu próprio pau pulsar e não poderia evitar em dar o que ele queria, engolindo progressivamente cada vez mais aquele pau suculento e desesperado para gozar. Sugava mais violentamente a cada segundo, cego com a vontade de fazer o outro se sentir bem, enquanto o demônio se erguia do colchão involuntariamente, metendo sem raciocinar em sua boca que o recebia tão bem.

O rabo se movia de um lado para outro, parecendo que estava transmitindo ao moreno o quão bom aquilo estava sendo para o demônio. O humano engoliu mais seu pau, chupando-o com uma vontade e desejo que nunca saberia de onde ele havia tirado, a boca era tão molhada e quente que o deixava em transe, fazendo-o investir várias vezes contra aquela cavidade suculenta.

A boca estava tão focada nos movimentos que sua mão na base já havia se tornado inútil, então prontamente soltou a ereção e agarrou aquele rabinho do qual tanto sentiu falta, apertando-o entre os dedos igual fazia com o mamilo. Suas duas mãos estavam sincronizadas e torciam ambos com a mesma força, mas o loiro já estava tão entretido no boquete e nos mamilos sendo abusados que mal dera atenção àquele estímulo.

Não havia nenhuma força em todo seu corpo, parecia fraco e patético como um humano, seu rosto queimava e parecia que ele mesmo poderia pegar fogo de tão quente. Estava suando e babando horrores, tanto quanto estava gemendo em desespero por prazer. A todo instante implorava por mais, sedento por aquele orgasmo que chegava fazendo todo seu corpo estremecer.

Zoro já estava com a boca cheia e o demônio continuava implorando por mais e mais. Ele teria realizado esse desejo de bom grado, teria preenchido sua garganta se fosse necessário, qualquer coisa que ele pedisse a essa altura, mas o demônio aparentemente já estava no seu limite.

Não demorou mais que pouquíssimos minutos para o corpo não aguentar mais e se despejar na boca do padre, em meio a um gemido extremamente alto chamando o nome dele e investidas fortes contra a boca a cada jato de sêmen que saia de seu pau. Depois de ouvir seu nome ser chamado escandalosamente enquanto, Zoro sentiu sua boca ser preenchida pelo líquido quente e o demônio continuava a investir durante seu orgasmo, fazendo com que a saliva e a porra escorressem deploravelmente da boca de Zoro até toda a extensão de seu pescoço.

Sanji não conseguia pensar, aquilo fora a melhor coisa que aconteceu em toda sua existência, aquele orgasmo era inacreditável e ao olhar para o padre com seu pau e sua porra escorrendo pelos cantos da boca, soube que aquele homem era o melhor para fazê-lo sentir todo o prazer do mundo.

Infelizmente estava muito fraco para olhar por mais de um segundo antes de voltar a tombar a cabeça no travesseiro e soltar as mãos do colchão, tentando voltar a si sem deixar que aquele orgasmo dos deuses o afetasse tanto. Já bastava estar ofegante e ainda sentindo alguns espasmos pelo corpo, sem contar que estava totalmente sem forças. Tinha suas dúvidas de que conseguiria transar em uma semana depois de tudo isso.

Zoro se limpou como podia com as costas da mão e, não sendo o suficiente, retirou a camisa já molhada de suor e enxugou sua garganta enquanto observava o loiro arfar morto na cama, seu peitoral magro subindo e descendo rapidamente. Limpou os vestígios que haviam ficado no pau amolecido do loiro, bem como um pouco em suas bolas até então intocadas, não ligando muito para a intimidade naquele ato. Se aproximou um pouco do loiro que ainda ofegava bastante e retirou os fios dourados que grudavam em seu rosto devido ao suor. Ele estava tão lindo assim que Zoro imediatamente desviou o olhar, não querendo ser ridículo ao ponto de ficar encarando o outro.

Sanji estava ofegante e aéreo, sua mente parecia que nunca mais conseguiria encaixar as peças e voltar a pensar. Diferente do que achava, ele ainda conseguiu processar o padre tocando seu rosto e afastando seu cabelo do rosto, como se tentasse deixá-lo arrumado outra vez. Sem entender, ele arregalou os olhos surpreso com aquela atitude que estranhamente o agradou, parecia até existir um mínimo de carinho no ato, o que era um absurdo porque era só um demônio.

Tentou ignorar aquilo e manteve-se calado ao invés de provocá-lo como sempre fazia, forçando-se a voltar ao normal e deixar de ficar tão ofegante. Estava muito cansado e a única força que teve fora usada no movimento de virar para o lado em que o moreno estava e ficar bem próximo do rosto dele, a ponto que poderia beijá-lo a qualquer instante.

— Você... — Ele começou a pergunta sem jeito, enquanto se deitava ao lado do loiro. — Nunca tinha feito assim?

— Não. É a primeira vez que alguém me faz gozar de verdade. — Ele sorriu de forma encantadora e juntou os lábios em um selinho exageradamente fofo. Estava com o rosto mais corado, ainda sentindo os efeitos do orgasmo intenso. Não sabia como descrever todo o prazer que sentira, só sabia que queria mais de onde veio.

O selinho que deveria ter durado um segundo, acabou se prolongando por Zoro colocar a mão em sua nuca e começar a retribuir. Era calmo e gentil, os lábios se tocavam de forma tão inocente que nem parecia que estavam fodendo como animais minutos antes. Sanji fechou os olhos e aproveitou o beijo, sentindo-se confortável naqueles lábios. As línguas se tocavam timidamente, parecendo que finalmente estavam se conhecendo e se tornando íntimas. Era perfeito.

O beijo durou bons minutos. O padre havia o puxado para cima de seu corpo e abraçava sua cintura com uma das mãos enquanto a outra estava com os dedos entrelaçados aos fios dourados. Era diferente de todos os beijos que haviam trocado antes... Diferente de todos que Sanji já havia provado. Ao se afastar, o olho azul visível foi direto ao olho verde e ambos estavam brilhando. O demônio achou aquela a cor mais linda que já havia visto e se sentiu estranho por compartilhar um momento tão calmo com alguém. Mesmo assim, ele ainda voltou a colar os lábios por um segundo e sorriu verdadeiramente, deixando o humano encantado com aquela expressão inocente.

— Eu já vou, tá? — A voz do loiro saiu calma e irritantemente inocente, mal parecia o demônio sujo e lascivo de todas as vezes que esteve naquele quarto.

— Tá... — Zoro falou no impulso, fazendo o outro se sentir bem com a resposta. Não estava sendo expulso como sempre, e também não estava fugindo, era algo que os dois estavam de acordo e estranhamente isso o acalentava.

Com um último selinho, Sanji sumiu por completo em um piscar de olhos, desaparecendo de cima do corpo moreno e voltando a deixar o humano sozinho lidar com todos os acidentes causados por aquele sexo sujo e delicioso.