Notas iniciais
And that ye may put difference between holy and unholy, and between unclean and clean. Leviticus 10:10 Capa do cap: @ zs_kimkage

Quando o loiro deu por si, o padre estava sentado em seu colo, submetendo-o aos próprios desejos. Demorou um pouco para cair sua ficha e entender que o outro pedia para ser tocado, mas quando caiu, ele imediatamente levou as mãos até o corpo moreno, tocando inicialmente seu peitoral por ser o que estava bem na sua frente. Como seu objetivo não era aquele, ele deslizou as mãos do peitoral para o pescoço e fechou as duas mãos na pele bronzeada. O pescoço dele era tão grosso que nem com ambas as mãos conseguia segurá-lo inteiro, era sexy e queria prová-lo. Porém, estava ainda mais necessitado daqueles lábios convidativos.

Sem pensar duas vezes, o demônio levou uma das mãos até a nuca, sentindo o cabelo curto pinicando seus dedos e sorriu, gostando daquele contato. Aos poucos ele foi puxando o outro para frente, enquanto acariciava a nuca e a outra mão fazia movimentos de cima para baixo no ombro largo. Zoro se surpreendeu um pouco quando Sanji o tocou em seu peito, em seu pescoço, seu ombro. Devido à natureza do demônio, estava esperando que ele fosse direto para sua ereção, mas ele parecia estar mais interessado em tocá-lo levemente em outros lugares, o que deixou Zoro confuso.

Ele soltou o loiro ao ser puxado em direção ao beijo, utilizando suas mãos para se apoiar no sofá enquanto era puxado para baixo e seus lábios se moviam contra os de Sanji. O loiro fechou os olhos quando os lábios se encostaram e com o movimento seus corpos se colaram mais, fazendo-o sentir a ereção molhada do outro encostando na sua. Teve que se conter para não gemer e estragar o momento, precisava beijá-lo mais do que tudo na vida.

Os dedos apertaram os cabelos do moreno com força, como se não quisesse deixar ele fugir nunca mais dali. A outra mão apertou seu ombro, sem querer fincando uma das unhas compridas e afiadas na pele, mas nem aquilo era o suficiente para fazê-lo se afastar. Sanji estava fora de si com aquele beijo. Se pudesse ficaria beijando-o pelo resto da eternidade. Sanji o agarrava como se quisesse prendê-lo ali e Zoro não tinha nenhuma objeção quanto a isso, não se afastaria de jeito nenhum.

Zoro pretendia explorar mais o corpo do loiro e não se perder tanto em seu próprio prazer, mas o loiro tornava isso impossível desde que começou a tocá-lo de volta e beijá-lo com tanto afinco. Sentia cada toque em si, eriçando cada um dos poucos pêlos que possuía no corpo. As unhas machucando a pele do seu ombro deliciosamente. A llíngua quente do outro, envolvendo a sua entre ela, juntando a saliva deliciosa do outro à sua, enquanto ela escorria de ambas as bocas. Zoro jamais havia se embebedado em toda sua vida, embora bebesse bastante, mas estava começando a achar que podia se embebedar naquele beijo.

— Zo...ro... — O loiro gemeu um segundo que deixou o moreno se afastar, e voltou a puxá-lo de novo para o beijo. Ele segurava-o pelo peito, como se estivesse agarrado no colarinho de uma camisa inexistente. Beijou, beijou e beijou mais, até precisar olhar para o rosto corado do outro. — Eu amo tanto te beijar, Zoro...

Ele falou e estranhamente se envergonhou, voltou a se agarrar no moreno e fechar os olhos, tentando fingir que não havia dito aquele absurdo vergonhoso.

O demônio não tinha absolutamente nenhum direito de ser tão fofo. Nem de falar seu nome daquele jeito. O pior de tudo era que aquelas palavras faziam Zoro ficar mais excitado ainda, seu quadril se movendo vergonhosamente contra o do loiro. Zoro chegou a cogitar que ele estava fazendo aquilo de propósito, já que àquela altura estava acostumado a vê-lo fingir inocência para provocá-lo, mas o fato do outro parecer ter se envergonhado, como se não pretendesse falar aquilo, o fez descartar essa hipótese.

Por mais vergonhoso que fosse aquela afirmação, era a mais pura verdade. Sanji amava aqueles lábios, aquela boca quente, aquela língua habilidosa que ele não fazia ideia de onde tinha aprendido a se mover tão perfeitamente bem. O gosto da boca do padre era viciante, melhor do que qualquer porra que ele já tenha bebido. Havia um sabor forte de álcool, mas não era aquilo que o estava deixando viciado, era o que havia além disso. O sabor natural daquele homem, de seu humano. Não queria parar de beijá-lo nunca. Aqueles lábios, aquele beijo, era tudo o melhor que já havia provado.

Retomaram o beijo, Zoro puxando o loiro, que ainda estava de olhos fechados, pelo queixo em direção à sua boca novamente. Sentia Sanji mordendo cada vez mais seu lábio inferior, o gosto ferroso em sua boca indicativo do quanto. As mãos maravilhosas tocavam seu pescoço involuntariamente, mas para Zoro era a melhor coisa do mundo, sentir os dedos passeando pelos seus tendões, as unhas afiadas de vez em quando arranhando a pele sensível e suas veias saltadas.

Ele colocou sua mão por cima da de Sanji e pressionou com um pouco mais de força contra sua própria pele, movimentando a mão do outro abaixo da sua, indicando que queria mais daquilo, mais daquelas garras em seu pescoço.

O peso do seu corpo fazia com que seu pau moreno praticamente esmagasse o de Sanji, enquanto Zoro se movia de forma lenta, consequentemente esfregando as duas ereções no processo. Seu quadril aumentava o ritmo dos movimentos involuntariamente, indo um pouco mais depressa em direção ao alívio do que Zoro inicialmente pretendia, enquanto Zoro estava ocupado demais beijando Sanji e sentindo suas mãos em si para ligar para isso.

A saliva de ambos escorria pelos seus pescoços e seus paus se esfregavam com tanta vontade que parecia que para viver necessitavam daquilo. Outra vez o padre deixava o demônio fora de si, completamente entregue e desesperado por seus toques. Suas unhas esfregavam na pele morena, deixando diversos arranhões no local, arranhões que Zoro não parecia desgostar, muito pelo contrário, ele parecia querer que fossem mais fundos e visíveis, enlouquecendo assim o pobre demônio que não tinha nada a protestar. Queria marcar todo o corpo daquele homem e mostrar que ele o pertencia, não a deus, não a qualquer outro íncubo que invadisse aquela casa, apenas completamente dele. Zoro era dele e faria questão de mostrar para todos que o pertencia. Era sua presa, seu alimento preferido e provaria isso marcando todo seu corpo pecador. Suas unhas foram fincadas com força e profundamente naquele pescoço grosso que agora era mais arranhões do que pescoço. O demônio estava estranhamente possessivo e nem mesmo se entendia.

O gosto do sangue do outro era viciante e fazia seus olhos, que mesmo fechados, brilharem em um dourado vivo. Era um demônio, afinal, o gosto de sangue o atraía. O delicioso sabor o fazia aprofundar ainda mais o beijo, devorando sem intervalos aquela boca suculenta. Seu pau um pouco maior, porém, um pouco mais fino, estava sendo abusado pela rola grossa o pressionando, fazendo seus pré-gozos se misturarem tanto que já nem sabia a quem pertencia tudo que estava sujando seus corpos. Era sujo e perfeito. O padre praticamente rebolava em cima de si procurando mais daquela fricção deliciosa e a cada investida, o loiro investia também para que eles pudessem se sentir com mais força. Seus gemidos eram altos e desesperados em meio ao beijo, ele podia facilmente gozar apenas assim.

Suas mãos deslizaram do pescoço alheio para os braços fortes, sentindo os músculos elevados e lindos. Os bíceps e tríceps eram exageradamente avantajados, mas combinavam bem com o homem delicioso. Ele se demorou bastante naqueles músculos, como se quisesse conhecer todo corpo de seu humano. Quando se deu por satisfeito, deslizou as mãos pelo resto da extensão do braço, até conseguir segurar o pulso do outro e levar as mãos dele até seu peito. O contato leve com os mamilos extremamente duros e sensíveis fez o loiro perder o ritmo do beijo por um segundo, e ele se aproveitou do momento.

— Me toca, por favor. — Ele implorou desesperado antes de colar os lábios outra vez e voltar a devorá-lo.

Zoro quase havia esquecido do seu objetivo original, sua visão estava nublada com o desejo e seu par de neurônios só conseguia focar em continuar beijando o loiro e em sua ereção se esfregando deliciosamente contra a dele. O demônio então o lembrou de seu próprio objetivo e ele prontamente acatou aquele pedido tão desesperado.

As reações dele eram as mais perfeitas, nem podia se comparar a quando Zoro o havia fodido enquanto não era sensível. Sanji se contorcia tanto apenas em ser tocado naqueles mamilos rosinhas, que se fosse qualquer outra circunstância Zoro acreditaria que ele estava fingindo aquilo. Mas ele podia sentir que era real, conseguia ver pelos pequenos tremores e espasmos aleatórios de seus músculos, pelas coisas desconexas que murmurava e pela intensidade descoordenada com a qual o beijava. Ele inicialmente achava que sentir prazer seria sua maior perdição, mas fazer aquele loiro sentir acabou se provando ser muito pior.

Já estava perdendo o ritmo e seus paus não estavam conseguindo se encostar mais tão precisamente, quando o loiro resolveu o problema agarrando ambos em sua mão e juntando os dois o máximo possível. Deixou as mãos pousadas em seu peito e voltou aos toques no corpo de Zoro, dessa vez passando a ponta dos dedos por cada gominho bem definido do abdômen pecador. Eram duros e lindos, havia um pouco de pré-gozo neles e Sanji reuniu tudo que conseguia para levar aos paus que se esfregavam com vontade desesperados por alívio.

Usou as duas mãos para conseguir cobrir as duas ereções enormes, sentindo-as pulsar. Os dedos finos, principalmente o polegar, brincavam com a glande, enquanto as palmas estavam em contato total com a extensão enorme das rolas. Era exageradamente molhado e sujo, os dois pulsavam com força gritando por alívio. Então, Sanji começou a habilidosamente bater uma punheta para ambos, sem deixar que se afastassem em momento algum, sempre focando mais na fricção de pau com pau do que de pau com mão.

Zoro sentia sua glande deslizando junto a glande do outro e pensou que se pudesse olhar para baixo gozaria na hora. Não que ele fosse durar muito tempo sem olhar, as mãos de Sanji eram realmente habilidosas para tudo.

Os mamilos injustamente sensíveis eram abusados com vontade e a cada apertada mais forte dos dedos grossos Sanji sentia seu pau pulsar sem controle e se atrapalhava no beijo e continuou assim por no máximo um minuto, sempre se atrapalhando e sendo invadido pela língua faminta outra vez.

Quando Zoro começou a torcer seus mamilos e suas mãos começaram a bater uma punheta mais forte e rápida, ele não conseguiu mais pensar e seu cérebro parou de funcionar, impedindo que o beijo continuasse. Sanji apoiou o queixo no ombro do outro e só ficou gemendo gostoso no ouvido dele, a língua às vezes encostava nos brincos, mas não tinha cabeça para realmente abusá-los, por mais que quisesse. Quando sentiu seu orgasmo gritando para ser liberado, ele abriu bem a boca e liberou seu prazer.

— Zooro... — Ele gemeu alto no ouvido do moreno enquanto sua mão apertava com força os paus, esmagando um contra o outro e jatos de porra escapavam pela abertura na glande rosada. Seu corpo se movia para esfregar-se mais contra o outro, já que sua mão já não tinha mais força e naquele momento de seu ápice de prazer ele sentiu os dentes do moreno se cravando em seu pescoço pálido, fazendo-o sentir ainda mais prazer que intensificava seu orgasmo. Quando notou, o pau grosso que pulsava em sua mão havia se despejado também, sujando-os por completo com toda aquela porra gostosa e quase fez com que o íncubo. tivesse mais um orgasmo enquanto se alimentava do prazer alheio.

O moreno sentia Sanji desesperado abaixo de si, gemendo loucamente em seu ouvido. Era vergonhoso, mas ao mesmo tempo Zoro não podia deixar de amar ouvir o demônio chamando seu nome. Sentia falta do beijo e já não conseguia mais aguentar sem provavelmente começar a gemer mais vergonhosamente do que gostaria, então o que restou foi morder aquela pele tão macia, sugando a carne e lambendo todo o suor. Cada vez que o demônio gemia ele podia ouvir claramente que era o resultado dos seus toques, resultado do mais puro prazer, e aquilo deixava Zoro louco. Com aqueles gemidos deliciosos em seu ouvido ele acabou gozando quase ao mesmo tempo que o outro, praticamente rosnando enquanto mantinha o pescoço branco entre seus dentes.

Se mantiveram alguns segundos parados recuperando o fôlego, sem mover um músculo ou dizer uma só palavra. Apenas o melhor estado de pós-orgasmo que poderia existir. Sanji achava estranho o que Zoro fazia com seu corpo, mas ainda mais estranho o quão bem seu corpo se sentia com todos os toques e beijos. Não estava acostumado, deveria ser só sexo, já havia se alimentado, era a hora de ir embora e Sanji continuava lá, pateticamente recebendo o carinho estranho e confuso do humano. Não existia nenhum motivo para permanecer e Zoro estava malditamente fazendo-o desejar ficar mais.

Zoro então se afastou do corpo alheio e olhou para baixo. Sanji estava uma completa bagunça, mas de alguma forma parecia ainda mais lindo do que antes. Pensando bem, nem mesmo das vezes em que fodera mais agressivamente, em nenhuma delas o loiro parecia tão exausto quanto agora. Estava completamente vermelho, o tórax brilhando com uma fina camada de suor e, ainda por cima, coberto de porra. A maior parte do líquido acabou ficando em Sanji por este estar embaixo, mesmo que Zoro sentisse seu próprio abdômen um pouco pegajoso não era nada comparado.

Zoro levou a mão até o loiro, espalhando a porra com os dedos pela pele branca, encantado com a visão. Não havia nada por perto que pudesse usar para limpar aquela bagunça, sua bermuda havia parado provavelmente debaixo do sofá. Então, com a intenção de limpar o outro, Zoro se aproximou do tórax e, sem cerimônias, começou a lamber o que havia ficado no corpo do loiro, começando pelo abdômen, onde estava mais sujo, até chegar perto de seus mamilos, onde havia apenas algumas gotículas.

Olhou para o demônio e este o seguia com o olhar luxurioso lambendo os lábios incessantemente, como se estivesse salivando por uma refeição maravilhosa.

Sanji ficou desesperado por todo gozo sujando seu corpo e ver o padre coletando cada vestígio que o sujava era a melhor visão de sua vida... Juntamente com outras visões lindas que Zoro havia permitido que visse. Estava exausto e parecia que ia morrer, como um humano tão patético podia acabar com um demônio com tanta facilidade? Ele queria também e estava em desespero para sentir o gosto daquela boca melada na sua.

Zoro então se aproximou de seu rosto e deu a ele o que ele queria, na forma de um beijo cheio de porra, fazendo o loiro engolir todo aquele gozo que estava em sua boca, para a surpresa de Sanji. Ele acabou percebendo vergonhosamente o quanto precisava daquilo, mas, as palavras de Zoro ao se afastar do beijo o deixaram confuso.

— Sabia que você queria. — Zoro disse, afastando-se da boca do outro, enquanto lambia os resquícios em seus próprios lábios. — Ero-kokku.

— Kokku? — Sanji franziu o cenho confuso, suas sobrancelhas em espiral se arqueando um pouco. — Não conheço essa palavra.

Ele falou de forma tão inocente que parecia até um anjo. Lambeu o resto de porra que havia ficado por seus lábios, sorrindo safado com o gosto bom e viciante, se arrependendo por ele mesmo não ter feito aquilo antes que o outro tivesse roubado tudo para si.

— Ah, é... — Zoro tentou explicar, automaticamente levando a mão até à nuca, hábito que tinha quando era mais novo e ficava envergonhado. Ele não esperava que o outro não fosse entender e ficou um tanto constrangido por sua pronúncia típica japonesa. — Sabe, cozinheiro em inglês...

Aquela era uma das únicas vezes que se referia a ele como algo além de demônio, mas não sabia porque havia o chamado daquilo especificamente. Talvez porque seu subconsciente estivesse com saudade daquela refeição da semana anterior, embora Zoro não fosse admitir isso.

Sanji sabia muito bem que cozinheiro em inglês era cook, e a pronúncia anterior de Zoro não se assemelhava em nada. Então, ele começou a rir descontrolado da cara do outro.

— Sua pronúncia é a pior que já vi. — Sanji comentou em meio as risadas, se divertindo às custas do humano. Não entendia porque estava sendo chamado de cozinheiro, sendo que em toda sua existência apenas havia cozinhado uma única fez, mas algo naquele apelido o agradava e sentia vontade não só de cozinhar outras vezes como também ser chamado assim. Parando para pensar, em outras ocasiões já ouvira pessoas com uma pronúncia tão ruim e até pior que a do padre. — Já transei com alguns japoneses que falavam inglês tão mal quanto você.

— Ah... — Foi tudo que Zoro ofereceu como resposta, enquanto suas feições mudavam visivelmente de levemente envergonhado para levemente irritado, sem que se desse conta.

Não estava esperando por aquela informação. Era apenas sensato imaginar que como um íncubo Sanji já tivesse fodido centenas, milhares de humanos em seus incontáveis anos de vida. Mas, Zoro apenas nunca havia parado para refletir sobre isso. Claro, isso não tinha nada a ver com ele, mas não poderia dizer que ficou exatamente contente em ouvir.

Sanji havia comentado casualmente, como se aquilo não fosse algo vergonhoso a se dizer. Bom, de fato, para um íncubo não era, sua rotina apenas incluía sexo mesmo. Não achou que aquele assunto faria Zoro fechar a cara por completo. O padre fez menção de levantar do sofá para arranjar qualquer coisa para fazer que não fosse ficar ali, mas foi impedido pelo loiro, que já havia levantado e segurou seu corpo por trás de uma forma quase fofa. O quase devido ao fato do demônio passear os dedos finos por todo seu peitoral à procura dos resquícios de sêmen que haviam no local. De alguma forma a perversão do outro acabou divertindo Zoro, o distraindo um pouco da irritação que nem ele havia percebido que sentira. Definitivamente um cozinheiro pervertido.

Sanji não havia entendido nada daquele comportamento, mas percebeu ele tentando fugir, por isso imediatamente o agarrou. Sem perceber suas mãos estavam no peitoral largo e seus dedos estavam o abusando. Era engraçado como seus instintos de íncubo pervertido se mostravam a todo instante. Ao perceber ele parou e as mãos desceram para o abdômen e se segurou para não voltar com os abusos. Aquela posição era ainda mais estranha, mas voltar a abusá-lo do nada seria tão estranho quanto.

— Err... — Sanji desesperadamente procurou qualquer tópico para falar, por mais insignificante que fosse, enquanto discretamente soltava o moreno e se afastava, andando sem destino pela sala. Viu as espadas outra vez e uma luz se acendeu em sua mente. — Você coleciona espadas? É bem incomum para um padre.

Ele perguntou com extrema curiosidade enquanto voltava a ficar na frente do vidro contendo as espadas, admirando a beleza delas.

— Não, não. Essas são minhas únicas. — Ele se levantou e foi até onde o demônio observava os objetos por trás do vidro, colando a ponta do nariz fino no material como se fosse uma criança olhando a vitrine de uma loja de brinquedos. — São para treinar.

Vendo que Sanji fazia uma cara que claramente queria dizer para continuar, Zoro pigarreou e elaborou mais um pouco sua resposta.

— Eu tenho as três há muitos anos, trouxe todas do Japão quando me mudei. — Ele começou sem jeito, não sabendo ao certo o que o outro queria escutar. O demônio parecia ouvir atentamente, mesmo que seus olhos ainda passeassem pela bainha ornamentada de Shuusui. Era um pouco estranha a situação, estarem os dois pelados conversando aleatoriamente sobre espadas no meio da sala, mas Zoro pensou que não se importava muito.

Ao continuar a falar sobre as espadas, Zoro esqueceu completamente o tópico anterior ou que alguma hora estivera irritado. Ele observava suas próprias katanas com fascínio, embora as conhecesse com a palma da mão, literalmente. Apesar disso, o tom de Zoro tinha certa amargura, mesmo que adorasse falar sobre o assunto.

— São bonitas. — Sanji sorriu como um anjo perfeito. Estava curioso sobre aquela história de treinar, era estranho um padre treinar, ainda mais usando espadas, mas de alguma forma combinava muito com o moreno e só conseguia imaginá-lo empunhando uma e fazendo movimentos que com certeza davam ainda mais valor para aquele corpo. No pouco que Zoro falava e ainda considerando sua pronúncia anterior, o demônio facilmente deduziu que ele era do Japão, ou ao menos já havia morado lá. Queria saber mais do outro, só não parecia que o sentimento era recíproco porque sempre caíam naquele silêncio estranho como se não soubessem o que falar.

Zoro sentia a curiosidade no olhar de Sanji, sobre um padre usar espadas, mas não diria muito mais que isso e preferia que ele não perguntasse. Apesar de tudo, ainda sentia como se tivessem acabado de se conhecer, e não precisava ficar contando a história de sua vida a um estranho. O clima rapidamente se tornou um pouco estranho novamente, com ambos em pé sem roupa e em silêncio.

— Vou embora. — Sanji disse por não saber o que fazer naquele momento para deixar o clima mais tranquilo, aquilo o deixava agoniado e era o momento perfeito para vazar.

— Vai voltar? — Zoro perguntou sabe-se Deus porque. Talvez a forma como estavam distantes e o jeito tímido como o demônio anunciou sua partida tivessem feito surgir uma espécie de medo bobo de que não retornaria. Não que Zoro quisesse isso…

O loiro surpreendeu-se com a pergunta do outro, tanto que arregalou os olhos chegando até a ficar assustado. Se ele voltaria?

— Com certeza. — O íncubo respondeu mostrando um sorriso gentil ao outro e simplesmente evaporou na frente dele.

A resposta de Sanji deveria ter sido o suficiente para tranquilizar Zoro. Deveria. Mas ele não pôde deixar de achar estranho o fato dele ter sumido tão rápido quando ele geralmente costumava...não que Zoro se importasse ou algo do tipo, mas… Bom, ele costumava beijá-lo. Aquilo incomodou o padre por exatos cinco segundos, até que o loiro reaparecesse na sua frente com o corpo quase colado ao do moreno.

Ainda estava sorrindo enquanto aproximava seus lábios, enlaçava o pescoço do padre com a mão e o beijava ternamente. As línguas se esfregavam de leve e por mais rápido que fosse o beijo, era satisfatório. Ir embora sem beijar o padre não fazia mais sentido.

— Até depois. — Então ele realmente foi embora, com o gosto perfeito da boca de Zoro na sua.

Aquele beijo rápido estranhamente reconfortou Zoro. Não sabia porque tudo havia ficado um pouco estranho depois da transa, porque ficou esquisito por um momento, nem porque sentiu necessidade de perguntar sobre a volta do outro. Só que a garantia de que ele estaria ali semana que vem o fazia bem.

Não conseguia entender direito o que estava fazendo, nem porque estava apenas aceitando a presença dele ultimamente, ao invés de tentar evitá-la como claramente deveria se estivesse com a cabeça no lugar, mas estava tentando não refletir muito sobre o assunto. O que importava era que vê-lo sentir prazer era viciante. Zoro tinha certeza que passaria a próxima semana inteira se lembrando de seus gemidos de prazer. Sanji era tão delicioso que nunca bastaria. O que poderia ser melhor que ele?